Pela primeira vez na história o Partido dos Trabalhadores assume a Prefeitura Municipal de Curitiba

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Na próxima sexta-feira (17/05) a petista Mirian Gonçalves assume a Prefeitura Municipal de Curitiba. Essa será a primeira vez que uma mulher assume a prefeitura da capital do Paraná, substituindo interinamente o Prefeito Gustavo Fruet (PDT) que viaja ao Japão, onde participará de uma série de reuniões afim de captar recursos e garantir investimentos para capital paranaense.

Na manhã dessa quarta-feira, Mirian assinou o termo que a torna apta a assumir interinamente a prefeitura. A solenidade de posse acontecerá as 14h, da sexta-feira (17/05), no Salão Brasil da sede administrativa de Curitiba, sito a AV Cândido de Abreu, 817, Centro Cívico. A petista exercerá o cargo entre os dias 18 e 25 de maio.

Fruet dá xeque-mate (ou grita “doze” com o gato não mão) em Beto Richa

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O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), confirmou hoje a necessidade de manutenção do subsídio do Estado do Paraná para a Rede Integrada de Transporte – RIT, independente da isenção do ICMS do transporte sancionada pelo governador Beto Richa (PSDB).

Fruet informa que mesmo com a isenção do ICMS do diesel do transporte, o sistema integrado continuará com um déficit mensal de R$ 6 milhões. Ou seja, para renovar por mais 12 meses o convênio Comec/URBS e manter a RIT operando em equilíbrio são necessários R$ 72 milhões.

Segundo Gustavo “a isenção do diesel é importante, mas representa cerca de R$ 700 mil por mês. O déficit do sistema hoje é de R$ 6,7 milhões mensais. Reforço que o subsídio é para os municípios da região metropolitana, já que a tarifa de R$ 2,85 cobre os custos de Curitiba”.

Enquanto Beto Richa não se manifesta sobre a renovação do subsídio, na última sexta-feira (3), Fruet anunciou que a Prefeitura de Curitiba irá usar parte do recurso proveniente do ISS para subsidiar a RIT por 30 dias. “Queremos dar segurança ao usuário. Não é justo o trabalhador sair de casa no dia 8 (dia em que acaba o convênio Comec/URBS) sem saber quanto vai pagar para andar de ônibus”, explicou Fruet.

Querido Beto Richa, é sua obrigação renovar o subsídio para Curitiba e região metropolitana, nos exatos termos que Vossa Excelência fez com o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), em pleno ano eleitoral.

Por favor 2014, chega logo!

A 2ª Farofada em Curitiba será contra o fim do subsídio de Beto Richa ao transporte coletivo

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Após o sucesso da 1ª Farofada no Granito do Batel, a 2ª Farofada em Curitiba será a “Farofada do Busão” e vai cobrar transparência na gestão do transporte coletivo da cidade e vai criticar o aumento na tarifa do transporte coletivo municipal. Será no dia 1º de junho de 2013, na Praça Rui Barbosa, o maior terminal de ônibus da cidade.

Como o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), já anunciou que fará uma auditoria na planilha de custos da URBS, na verdade a Farofada vai apontar suas armas contra o fim do subsídio concedido à Curitiba pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Richa criou o subsídio no ano passado, pouco antes da eleição municipal, para privilegiar seu candidato Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito derrotado ainda no primeiro turno.

Agora que o prefeito não é mais de seu grupo político, Beto não vai renovar o convênio do subsídio estadual, o que vai gerar um novo aumento na tarifa de Curitiba.

Fruet garantiu o preço da passagem por mais um mês, mas se Beto Richa continuar a se vingar dos curitibanos, a tarifa pode subir muito.

As demais farofadas prometem questionar as privatizações, o viaduto estaiada de Luciano Ducci, defender a democratização das mídias, entre outras bandeiras de interesse público.

Farofeiros de toda Curitiba, uni-vos!

PT de Curitiba vai apresentar na segunda-feira os seus 100 dias na Prefeitura

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Gustavo Fruet vai trocar a diretoria do ICI “e vai ser já!”

A declaração de Gustavo Fruet ocorreu pouco depois da 1ª Vinada Cultural de Curitiba

A declaração de Gustavo Fruet ocorreu pouco depois da 1ª Vinada Cultural de Curitiba. Foto de Mauro Campos, para a Gazeta do Povo

Por Alvaro Borba, do ABCuritiba.com

Um dos responsáveis por coletar dados sobre a cidade é o ICI, o Instituto Curitiba de Informática. Na padaria, Fruet não menciona os contratos suspeitos que deram fama ao ICI, mas quase se perde ao listar tudo aquilo que a adminsitração municipal poderia estar fazendo se recebesse os preciosos pacotes de informação do instituto. Por fim, ele larga o sonho que estava comendo e assume um ar mais grave: “Vamos trocar toda a diretoria do ICI. E vai ser já”. Já, quando? “Nessa semana. É claro que a gente quer uma solução negociada, mas a coisa tem que funcionar”.

No começo da gestão, Fruet fez com que o ICI aceitasse ser fiscalizado pelo Tribunal de Contas através de um aditivo no contrato. O ICI é uma das faturas mais caras que a prefeitura precisa pagar. Na última gestão, foram firmados mais sete contratos com o instituto que somam R$ 585 milhões. Criado em 1998, o ICI nunca passou por uma auditoria decente e há indícios de superfaturamento que chegaram a despertar o interesse do Ministério Público. Dividido entre a cordialidade e a ruptura, Fruet prefere centrar seus argumentos no trabalho que o instituto deveria estar entregando e não faz referência a suspeitas, por mais bem fundamentadas que pareçam. Foi assim com os restos a pagar deixados pela gestão anterior. Encaminhou um relatório ao MP, mas, ao falar sobre o assunto com a imprensa, não mencionou o nome do antecessor e não ousou soltar a expressão “herança maldita”, recorrente nesses casos. “O [Luiz Geraldo] Mazza diz que me falta ‘punch’. Eu faço o que eu tenho que fazer, não preciso ficar emitindo juízo de valor até porque isso atrapalha os procedimentos”, ele me disse.

ICI mostra a ponta do iceberg. Quero o striptease!

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A jornalista e blogueira Joice Hasselmann, do Blog da Joice, me avisou que o Instituto Curitiba de Informática – ICI abriu a “caixa-preta”. Prefiro dizer que essa ONG que recebe R$ 10 milhões por mês do Município de Curitiba, sem licitação, e que não faz licitação e não faz concurso público, apenas mostrou a pontinha do iceberg, mas ainda falta fazer um belo striptease!

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), em quase quatro meses de gestão, ainda não conseguiu assumir o poder no ICI, pois pode escolher apenas quatro conselheiros do Conselho de Administração do ICI, do total de dez. Assim, os três diretores da época do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), derrotado na eleição de 2012 ainda no primeiro turno, continuam em seus cargos e dando as cartas na entidade qualificada como organização social – OS.

Além de assumir a gestão do ICI, Gustavo pretendia já na eleição deixar o ICI mais transparente, e aos poucos vem conseguindo, a conta gotas.

Charge sobre a falta de transparência do ICI especialmente elaborada por Lucas Fier para o Blog do Tarso

No dia 1º de março de 2013 o Município de Curitiba assinou termo aditivo ao contrato de gestão celebrado com o ICI, para que a entidade seja mais transparente. Em seu site o ICI confessa que o termo aditivo foi celebrado devido à Resolução nº 28/2011 do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Primeira pergunta: por que a gestão passada de Luciano Ducci (PSB) não assinou esse termo há dois anos?

Veja a papelada que o ICI divulgou no Blog da Joice ou em seu site, mas há perguntas que não querem calar, e que devem ser respondidas pelo ICI em face à Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011):

1. Quanto o presidente e os dois diretores do ICI recebem de remuneração por mês?

2. Quais são as empresas e escritórios de advocacia que recebem milhões do ICI por mês?

3. Há atividades-fim do ICI que são terceirizadas de forma ilícita? Quais atividades? Quanto custa? Quais empresas?

4. Quanto o ICI gasta com softwares proprietários de grandes empresas estrangeiras, quando poderia estar incentivando a tecnologia nacional e o software livre?

5. É verdade que o ICI é apenas um intermediador de milhões para empresas privadas, com o simples intuito de fuga das licitações, dos concursos públicos e dos limites de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal?

6. Quando os diretores escolhidos pelo ex-prefeito perderão seus cargos?

7. Há professor aposentado representando a Academia no Conselho de Administração do ICI?

8. Por que o ICI não respeita a Lei de Acesso à informação, se ele é uma entidade do Terceiro Setor que recebe dinheiro público e funciona em um prédio da prefeitura de Curitiba?

O pior de tudo é que o governo Beto Richa (PSDB) quer implementar o mesmo modelo de privatização via OS do ICI no Teatro Guaíra e no Museu Oscar Niemeyer.

Chamem a Demi Moore!

TARSO CABRAL VIOLIN – autor do Blog do Tarso, advogado, ex-diretor jurídico da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, mestre em Direito do Estado pela UFPR e autor do livro Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010), que trata de forma crítica das OS e contratos de gestão entre a Administração Pública e o Terceiro Setor.

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ParanáBlogs entrevista prefeito Gustavo Fruet sobre liberdade de expressão, internet, blogs e ICI. Ouça

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Clique aqui e ouça a entrevista que o Paraná Blogs, por meio do blogueiro progressista Sérgio Bertoni, fez com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), em 11.09.2013, como preparativo para o 2º Encontro de Blogueir@s do Paraná que teve início ontem.

Prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT) é aprovado por 66% dos curitibanos

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Hoje na Gazeta do Povo, da Paraná Pesquisas.

Foto do dia: mais de mil curitibanos na Audiência Pública sobre saúde no CIC

Foto do Blog do Mario Lobato

Foto do Blog do Mario Lobato

Gustavo Fruet compara a imprensa com as redes sociais em importância

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O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), em texto publicado hoje na Gazeta do Povo, deu parabéns à Curitiba e disse que “a imprensa e as redes sociais são poderosos canais de cobrança e fiscalização”. O prefeito está correto. O controle social, o controle popular sobre a Administração Pública é essencial, e cada vez mais a blogosfera vem desempenhando um papel importante nessa fiscalização e na democratização das mídias.

Será que o prefeito vai participar do 2º Encontro de Blogueir@s do Paraná?

Gustavo Fruet e prefeitos assinam manifesto em defesa da integração e do subsídio, que Beto Richa nega

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Na tarde desta sexta-feira (8), prefeitos de 12 dos 14 municípios da Rede Integrada de Transporte (RIT) da região de Curitiba assinaram um manifesto em defesa da integração e do subsídio a tarifa de ônibus.

O documento será encaminhado ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB). Apenas Bocaiuva do Sul e Itaperuçu não assinaram.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), recebeu os representantes dos municípios da RIT no Salão Brasil da Prefeitura.

“É uma questão de justiça social. Estamos defendendo a integração e o subsídio como forma de garantir uma tarifa justa aos cidadãos que dependem do sistema”, explica Fruet.

O prefeito de Curitiba destacou a iniciativa do governador Beto Richa, que anunciou a isenção do ICMS no diesel. “Ao anunciar a isenção, o governador reconhece que o sistema precisa de subsídio. A iniciativa do governador é importante, mas não substitui o subsídio. Cálculos preliminares indicam que a isenção do diesel deva ter um impacto de três centavos na tarifa. O subsídio cobre cerca de 18 centavos”.

O texto assinado nesta tarde afirma que “Nós, prefeitos, que temos responsabilidade com a liderança e a representação dos cidadãos de 14 municípios da região de Curitiba, reafirmamos a integração do transporte coletivo como patrimônio inegociável e a necessidade de subsídio, ao menos parcial, para garantir uma tarifa justa para os usuários de Curitiba e da região metropolitana. Da mesma forma, defendemos a transparência na planilha de custo da tarifa e a informação sobre a origem e destino dos usuários”.

Manifesto em defesa da integraÁ„o e do subsÌdio

Ministério Público autoriza que a prefeitura de Curitiba pague diretamente aos trabalhadores do ICI

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Desde a gestão de Luciano Ducci (PSB), depois dele perder a eleição, a prefeitura de Curitiba não vem pagando o Instituto Curitiba de Informática (ICI), uma entidade privada que recebia milhões do Poder Executivo Municipal para supostamente prestar serviços de TIC – tecnologia da informação e comunicação, sem licitação.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) e sua equipe estão questionando o valor que o ICI recebia, muito alto.

Para não haver prejuízo aos trabalhadores, o Ministério Público do Trabalho permitiu que a prefeitura pague diretamente aos trabalhadores, para que o ICI não sirva mais de atravessador com altas taxas de administração.

Parabéns à procuradora do Trabalho, Margaret Matos, e à equipe da prefeitura de Curitiba.

Agora falta o atual prefeito, que foi eleito democraticamente, tomar o poder do ICI, a maior caixa-preta de Curitiba.

Hoje Curitiba adere ao Sistema Nacional de Cultura

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A Ministra da Cultura Marta Suplicy (PT), o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT) e o diretor-presidenta da Fundação Cultural de Curitiba Marcos Cordiolli vão assinar a adesão de Curitiba ao Sistema Nacional de Cultura, hoje, 11h, no Parque Barigui.

Os estagiários do ICI recebem mais de R$ 9 mil por mês?

Charge sobre a falta de transparência do ICI – Instituto Curitiba de Informática, do cartunista Lucas Fier, especialmente elaborada para o Blog do Tarso

Entrevista com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), publicada no último domingo na Gazeta do Povo:

E a mudança na gestão do ICI?

O ICI é um instrumento muito importante para a gestão da cidade, mas é preciso redefinir os valores, os contratos e como se dá essa relação com a prefeitura. A cidade paga, por exemplo, R$ 148 mil todos os meses por um serviço de alta complexidade para o atendimento presencial do contribuinte do ISS, que é executado por 16 estagiários. É mais de R$ 9 mil por estagiário, quando, na verdade, os gastos devem ser de R$ 1,5 mil para cada um deles. Empresas que são fornecedoras da prefeitura por meio do ICI não recebem há 10 meses e ameaçam paralisar os serviços. É correto continuarmos num sistema como esse?

Alternativas jurídicas para Gustavo Fruet sobre a calçada imoral de granito de Curitiba

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É claro que é imoral colocar granito nas calçadas de qualquer cidade brasileira, enquanto existirem ruas sem asfalto e falta de calçamento nas cidades. Até a rua mais “chique” do Brasil, a Oscar Freire, na cidade mais rica do país, São Paulo, tem calçada de blocos de concreto. Parte da burguesia curitibana defende o granito que o ex-prefeito queria instalar no Batel, alegando que o bairro é o que mais arrecada impostos. Esquecem que os impostos e o Estado servem, justamente, para diminuir as desigualdades. Ou seja, tirar dos ricos e socializar os valores para investimentos na classe média e principalmente nas regiões pobres.

Um ato imoral deve ser anulado, uma vez que a Constituição Social e Democrática de Direito de 1988 fixa como um dos princípios da Administração Pública, o princípio da moralidade, no art. 37.

Infelizmente 99% dos nossos magistrados brasileiros não teriam coragem de aplicar o princípio da moralidade e, nesse caso, anular a licitação e o contrato administrativo que prevê calçadas de granito que custam três vezes mais do que as de concreto. Diriam que é uma decisão de mérito da Administração Pública e se anulassem estariam invadindo a competência do Poder Executivo. Besteira, em face ao texto constitucional.

Levando em consideração que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) não conseguiria anular o contrato da calçada de granito imoral do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), financiada pelo governador Beto Richa (PSDB), seriam as seguintes as opções jurídicas de Fruet:

1. Analisar a licitação realizada e o contrato administrativo celebrado e verificar se há mais algum vício passível de nulidade. Caso não confirmado outro vício:

2. Rescindir o contrato por interesse público, nos termos do art. 78, II, da Lei 8.666/93, desde que oportunizado o contraditório e ampla defesa prévios e indenização por prejuízos da empresa contratada. Essa opção deve ser muito bem avaliada, para que seja verificado se o vulto das indenizações não prejudicariam o interesse público. Se não for caso de rescindir o contrato:

3. Realizar uma alteração qualitativa no objeto do contrato, como parece que vai ser realizada pela gestão de Gustavo Fruet. O art. 65 da Lei 8.666/93 permite que essa alteração, para fins de adequação técnica, desde que não desnature o objeto inicial.

Os valores dessa alteração podem ser em até 25% do valor inicial do contrato para mais ou para menos para obras, e em 50% para reformas. De forma unilateral, ou seja, mesmo sem a aceitação da empresa contratada. Aqui pode haver discussão jurídica, mas entendo que o valor aplicado para o caso é de 50%, pois o que está acontecendo no Batel é a reforma da calçada.

É possível, para menos, que esse percentual seja ultrapassado, mas nesse caso não seria unilateral, mas sim bilateral. Ou seja, a empresa deveria concordar com a alteração para menos superar o percentual fixado na Lei de Licitações.

Diante de todo o exposto, no caso concreto, entendo que o Município de Curitiba pode fazer uma alteração unilateral no contrato administrativo, alterando de granito para blocos de concreto o calçamento, do que ainda não foi instalado e comprado (para evitar gastos desnecessários), diminuindo em até 50% o valor do contrato, de forma unilateral, ou mais, caso a empresa aceite.

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, professor de Direito Administrativo e advogado em Curitiba na área de licitações e contratos administrativos

ICI: prefeito Gustavo Fruet não pretende deixar que o neoliberalismo vença a Democracia

Membros novos e antigos do Conselho de Administração do ICI. Foto: Cesar Brustolin/SMCS

Membros novos e antigos do Conselho de Administração do ICI. Foto: Cesar Brustolin/SMCS

Hoje conversei com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e fiquei mais tranquilo com relação ao ICI – Instituto Curitiba de Informática.

Muitos me perguntam: “por que você fala tanto do ICI?”. Explico: desde 1998 questiono a constitucionalidade das organizações sociais – OS, uma qualificação criada pelo ex-presidente FHC (PSDB) concedida pelo Poder Pública para associações ou fundações privadas, com o intuito de privatizar a educação, a saúde, entre outros serviços públicos sociais. Eu era estudante de Direito na época e já questionava a lei, nos termos do professor Celso Antônio Bandeira de Mello. Depois fiz um mestrado em Direito do Estado na UFPR cuja a dissertação foi sobre as parcerias entre a Administração Pública e o chamado “terceiro setor”, e um dos focos do estudo foram as OSs e seus contratos de gestão (Uma análise crítica do ideário do “Terceiro Setor” no contexto neoliberal e as Parcerias entre a Administração Pública e Sociedade Civil Organizada no Brasil) que depois se transformou em livro já na 2ª edição (Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010).

Em Curitiba essa mesma OS foi criada por lei municipal, pelo ex-prefeito Cassio Taniguchi (DEMO, ex-PFL), com o intuito principal de privatizar a informática pública para uma entidade privada que não precisaria realizar licitação, concurso público, ser controlada efetivamente pelo Tribunal de Contas e pela sociedade. Essa entidade se chama ICI, que utiliza até hoje como sua sede um prédio da prefeitura, que ocupava o antigo CPD – Centro de Processamento de Dados.

Desde 1998 a OAB, o PDT e o PT têm ações diretas de inconstitucionalidade – ADIn contra a Lei das OS e, provavelmente, ainda em 2013 o STF vai tomar uma decisão final sobre o tema, provavelmente pela inconstitucionalidade da Lei criada no período neoliberal.

Desde então saiu Taniguchi, entrou Beto Richa (PSDB), saiu Richa, entrou Luciano Ducci (PSB) e, com sua derrota e a vitória de Gustavo Fruet (PDT), com um discurso incisivo pela transparência do ICI, toda a sociedade achava que a partir do dia 1º de janeiro de 2013, o novo prefeito escolheria os dirigentes do ICI para cumprir sua promessa de campanha vencedora e deixar o ICI mais transparente.

O problema é que quem escolhe os diretores do ICI são os 10 membros do seu Conselho de Administração. E 6 membros foram escolhidos por Ducci com mandato. Fruet tem o poder de escolher apenas 4 membros. Dia 01 de janeiro, então, era impossível Fruet escolher o novo presidente e os novos diretores técnico e administrativo do ICI.

Dia 15 eu achava que Fruet conseguiria os votos dos seus quatro membros e de pelo menos mais um, mas isso não foi possível, e por isso postei “Neoliberalismo venceu a Democracia: presidente do ICI escolhido por Ducci fica no cargo“.

Mesmo o presidente escolhido por Ducci, Renato Rodrigues, colocando seu cargo a disposição, como o prefeito atual não teria poder de alterar naquele momento a nova diretoria, decidiu-se unanimemente no sentido de deixar Rodrigues por mais dois meses. Até que Fruet consiga pelo menos mais um voto no Conselho e possa escolher seus diretores de confiança, que poderão aplicar as políticas públicas que venceram a eleição.

Outra notícia importante de Fruet em nossa conversa foi que o Tribunal de Contas está determinado a ser mais incisivo na busca pela transparência do ICI, que mesmo sendo uma entidade privada, como lida com milhões de dinheiro público, deve ser transparente.

Confio que Gustavo Fruet conseguirá da melhor forma possível resolver a caixa-preta do ICI.

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, é professor de Direito Administrativo e advogado na área de licitações e contratos administrativos e Direito do Terceiro Setor

Feltrin era nome certo na gestão de Gustavo Fruet

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Com o falecimento do advogado Edson Feltrin, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) emitiu nota de pesar e garantiu que Feltrin faria parte de seu governo:

“Com pesar, recebo a informação do falecimento do companheiro Edson Feltrin – membro da Executiva do PDT e presidente da Federação das Associações de Moradores de Curitiba (Femotiba). Registro aqui que conversei com Edson Feltrin na véspera de seu internamento e que sua participação na minha equipe na administração municipal já estava definida. A Executiva pedetista sempre esteve a par deste convite. Finalizo me solidarizando a seus familiares neste momento. Gustavo Fruet”

Feltrin era um dos questionadores da falta de transparência do ICI – Instituto Curitiba de Informática, clique aqui.

Em tempo: o velório ocorrerá no Cemitério Municipal de Curitiba e o enterro amanhã, em Maringá.

ICI não repassou informações a Gustavo Fruet

Gustavo Fruet e Mirian Gonçalves

Gustavo Fruet e Mirian Gonçalves

De Maíra Gioia da CBN (clique aqui e ouça a matéria)

Fruet afirma que equipe de transição sonegou informações sobre o ICI

O secretário municipal do Planejamento e Gestão, Fábio Scatolin, passou a manhã desta quarta-feira levantando o montante pago para o ICI em 2012. Foram repassados cerca de 122 milhões de reais e até 2016, quando vence o convênio entre a instituição e a prefeitura, o repasse previsto chega a meio bilhão de reais. Segundo o secretário, o Instituto detém dados de várias áreas da Prefeitura.

Foto do Dia: Gustavo Fruet brinca com crianças

Gustavo Fruet visitou o CMEI Vila Lindóia, que fica aberto no período de férias. Foto Maurilio Cheli/SMCS

Gustavo Fruet visitou o CMEI Vila Lindóia, que fica aberto no período de férias. Foto Maurilio Cheli/SMCS

Quem abre a caixa preta? – Celso Nascimento

Hoje na Gazeta do Povo

Imagine o seguinte: você vai a um posto de saúde e pede para agendar uma consulta. Telefona para o 156 e faz uma simples reclamação. Já o servidor quer calcular o tempo que falta para requerer a aposentadoria. A Urbs, por sua vez, precisa saber quantos passageiros andaram de ônibus em determinado dia. A prefeitura precisa emitir as guias do IPTU e saber quantos são os inadimplentes; ou ainda fazer a folha de pagamentos e controlar o orçamento municipal.

Nos tempos modernos, todos esses serviços são feitos, claro, por computadores que processam softwares desenvolvidos especialmente para cada finalidade. Agora imagine que todos esses serviços de informática estão concentrados numa só empresa, dona dos computadores e dos programas. E imagine também o que acontecerá se, de repente, essa empresa fechar ou a prefeitura romper o contrato com ela. É fácil saber o o resultado: o grau de dependência é tão grande que o colapso será imediato.

Pois este é o caso do ICI (Instituto Curitiba de Informática), instituição de direito privado e administração autônoma, que cobra um dinheirão da prefeitura sem explicar exatamente como gasta. É a isto que se dá o nome de “caixa preta” – difícil de ser aberta porque nem o prefeito tem tanto poder para isso. E agora, Gustavo?