Quinta com o Tarso: Mulheres Pretas no Poder!

Dia 03.12 “Mulheres Pretas no Poder” será o tema do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook). Às 17h será exibido o maravilhoso documentário “Sementes: Mulheres Pretas no Poder” (trailer: https://youtu.be/AgVfKXM84dc) e 19h participarão do bate-papo Carol Dartora (primeira vereadora preta eleita em Curitiba, 3ª colocada geral, historiadora e professora), Ana Lúcia Martins (primeira vereadora preta eleita em Joinville – por isso ameaçada de morte – e professora), Tainá de Paula (personagem do documentário, vereadora preta eleita no Rio de Janeiro e arquiteta urbanista), Júlia Mariano (diretora do documentário) e Marina Alves (diretora de fotografia do documentário). Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Professor de Direito Administrativo e Cinéfilo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Manifesto por uma reforma administrativa e uma PEC Emergencial que otimize o Estado, estruture carreiras e não penalize a população

O setor público é a única porta de acesso de milhões de brasileiros a vários serviços essenciais. Mesmo diante do agravamento da pobreza no país, os governantes apresentaram uma proposta de reforma administrativa que ignora aspectos de gestão pública e foca exclusivamente no ajuste fiscal.

Sob o pretexto de economizar cerca de R﹩ 300 bilhões em 10 anos, sem apresentar nenhum cálculo que comprove a estimativa, o governo enviou ao Congresso Nacional uma reforma administrativa que fragiliza gravemente o serviço público. Pelo texto, fica liberada a criação de cargos comissionados em todos os níveis, favorecendo a implementação de esquemas de corrupção, fim da estabilidade, reduzindo a isonomia e a independência da atuação de servidores e servidoras.

A PEC 32/2020 também cria diversas formas de contratação no serviço público, favorecendo a disparidade nas formas de admissão e criando um modelo de avaliação de desempenho que permite o assédio e a demissão de servidoras e servidores que não certifiquem medidas de interesse estritamente político.

Além da PEC 32/2020, o governo ainda afeta diretamente a prestação de serviços públicos através da PEC Emergencial, que prevê a redução de 25% na oferta de serviço público, consubstanciada pela possibilidade de redução da jornada de trabalho dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos e proporcional redução salarial destes. O principal efeito do corte de 25% na prestação de atendimento ao povo é a instalação do caos e a sobrecarga da demanda em hospitais, diminuição de professores, aumento da criminalidade com redução das forças de segurança, aumento da quantidade de processos judiciais sem solução, lentidão em investigações e diminuição na arrecadação tributária pelo governo. Tudo isso durante a maior crise sanitária e econômica vivida pelo Brasil nos últimos cem anos. Serão afetadas todas as esferas de governo: União, estados e municípios.

Para as 29 entidades que compõem o Movimento a Serviço do Brasil, a reforma administrativa deve pautar temas que ampliem o atendimento à sociedade e deem respaldo social durante a crise. A reforma administrativa apresentada pelo governo, em discussão pelo Congresso Nacional, em nada contempla as necessidades da população e dos servidores. É necessária a desburocratização de todos os setores, com integração, digitalização e segurança para que o serviço seja desfrutado por toda a população, sem exceção de classe social, de forma mais ágil, eficiente, acessível e integral, implementando uma real governança digital.

É fundamental a revisão nas formas de contratação, compras diretas, pregões e investimentos pelo Estado. Não é mais aceitável a formação de cartéis, como visto nos últimos anos, que elevam o preço para a prestação de serviço ao setor público. As empresas que cobram valores muito acima dos praticados pelo mercado devem ser punidas e proibidas de participarem de concorrências públicas. Ano após ano os cofres públicos são lesados por empresas que almejam ganhar vantagens e montantes oferecendo produtos de qualidade questionável e que mal atendem à população.

A capacitação contínua de servidores e servidoras para o desenvolvimento das atividades no mais alto nível é outro ponto que precisa ser debatido no âmbito da gestão pública e da reforma administrativa. Assim como o estabelecimento de políticas de recursos humanos que visem a redução do adoecimento daqueles que diariamente se dedicam ao atendimento à população e à formulação de políticas públicas, além do estabelecimento claro de planos de carreira para todas as áreas.

Para melhorar a situação fiscal brasileira é vital a incrementação da estrutura dos órgãos de fiscalização tributária, com ênfase no combate aos grandes sonegadores que geram prejuízos gigantescos ao país.

As medidas acima sugeridas são formas de otimizar o serviço público como um todo, cuidando da estrutura pública, do cofre público e, principalmente, da população, que poderá desfrutar de serviços mais eficientes e sem gargalos.

Por fim, as entidades do Movimento a Serviço do Brasil defendem uma reforma tributária justa e solidária, com a implementação efetiva da progressividade, seguindo o princípio da capacidade contributiva, previsto na Constituição Federal. A diminuição da tributação sobre o consumo e o aumento sobre renda e patrimônio ajudarão a tornar o Brasil um país mais justo e menos desigual. Segundo o documento “Tributar os super-ricos para reconstruir o país”, elaborado pela Fenafisco e outras entidades nacionais e estaduais do Fisco, a reforma tributária no Brasil, focada nos 0,3% mais ricos, por si só, tem potencial de arrecadar cerca de R﹩ 3 trilhões em dez anos, sendo o melhor caminho para sair da crise sem afetar o atendimento à população.

Caminho mais racional e efetivo do que uma reforma administrativa que deixa o Estado e a população brasileira ainda mais desamparados e vulneráveis.

Assinam este manifesto:

Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário e Ministério Público da União

Fenafisco – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital

Fenamp – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Ministérios Públicos Estaduais

Ansemp – Associação Nacional dos Servidores do Ministério Público

Fenajud – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados

Fenassojaf – Federação Nacional das Associações de Oficiais de Justiça Avaliadores Federais

Sindjufe (MS) – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União

Assemperj – Associação dos Servidores do Ministério Público do Rio de Janeiro

Sitraemg (MG) – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais

Sisejufe (RJ) – Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro

Sindjuf (PA/AP) – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal dos Estados do Pará e Amapá

Sitraam (AM) – Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho 11ª Região e Justiça Federal do Amazonas

Sinjap (AP) – Sindicato dos Serventuários da Justiça do Estado do Amapá

Aojustra – Associação dos Oficiais de Justiça e Avaliadores Federais da Justiça do Trabalho da 2ª Região

Serjusmig (MG) – Sindicato dos Servidores da Justiça de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais

Sintrajufe (RS) – Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul

Sindissetima (CE) – Sindicato dos Servidores da 7º Região da Justiça do Trabalho

Sindjustiça (GO) – Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás

Sinjus (MG) – Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais

Sindjus (RS) – Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul

Sinsjusto (TO) – Sindicato dos Serventuários e Servidores da Justiça do Estado do Tocantins

Sindifisco (MS) – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Mato Grosso do Sul

Assojaf (MG) – Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais em Minas Gerais

Sintrajufe (PE) – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal em Pernambuco

Sintaj (BA) – Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia

Sindijus (SE) – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Sergipe

Sintrajusc (SC) – Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina

Sintrajud (SP) – Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo

Sindijus (PR) – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná

Resumo das eleições: Centro-direita venceu, PT cresceu e manteve liderança na centro-esquerda, PSOL cresceu e incomoda PDT e PSB, e bolsonaristas despencaram

Analisando o número de votos no 1º e 2º turno de cada partido, o PT continua sendo o maior partido da esquerda e da Centro-esquerda no Brasil. No 1º turno o PT foi o mais votado no campo da esquerda e cresceu com relação a 2016. PDT e PSB caíram e tiveram menos votos do que o PT tanto no 1º quanto no 2º turno e PSOL subiu no 1º turno, mas ainda com bem menos votos. No 2º turno o PSOL foi o mais votado na esquerda (2º no geral), por causa de São Paulo, e o PT ficou em segundo (4º no geral). MDB e PSDB tiveram mais votos no 1º turno geral, mas despencaram com relação a 2016. Resumindo: Centro-direita ficou na frente, com perda de poder do PSDB e MDB (descendentes do velho MDB) e crescimento do PSD, DEM e Prog (descendentes da velha ARENA), com o PT se mantendo como o maior partido da centro-esquerda, e PDT e PSB caíram, com o PSOL podendo se tornar o segundo maior na esquerda. Partidos bolsonaristas da extrema-direita foram os maiores derrotados.

Votos aproximados no segundo turno de 2020:

1º PSDB 4,3 mi

2º PSOL 2,5

3º DEM 2,1

4º PT 1,7

4º MDB 1,7

6º Repu 1,6

7º Pode 1,4

8º PSD 1,2

9º PSB 1,1

10° PDT 1

Carlos Marés e Anderson Santos conversam com Tarso sobre Terra, Povos Tradicionais e Meio Ambiente

Carlos Marés de Souza Filho e Anderson Marcos dos Santos participarão na quinta-feira, 26.11, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Terra, povos tradicionais e meio ambiente. Marés é Advogado, Mestre e Doutor pela UFPR, Professor Titular de Direito Agrário e Socioambiental da PUCPR, foi Procurador-Geral do Paraná, Secretário de Cultura de Curitiba, Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Presidente da FUNAI, Procurador Geral do INCRA, Presidente do BRDE, Membro do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná e Integrante do Conselho Diretor do Instituto Latinoamericano para una Sociedad y un Derecho Alternativos; escreveu entre outros os livros: Patrimônio Cultural e sua proteção jurídica; O renascer dos povos indígenas para o direito; A função social da terra; Espaços Territoriais Protegidos e Unidades de Conservação, A liberdade e outros direitos: ensaios socioambientais; e foi exilado político no Uruguai, Chile, Dinamarca e São Tomé e Príncipe. Anderson é Advogado, Mestre (UFPR) e Doutor (Unicamp) e Professor da Universidade Positivo. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Carolina Zancaner Zockun e Eli Iola Gurgel Andrade falarão sobre Privatização do SUS e da Saúde

Carolina Zancaner Zockun e Eli Iola Gurgel Andrade participarão na quinta-feira, 19.11, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Privatização do SUS e da Saúde. A Professora Carolina é Procuradora da Fazenda Nacional, Mestre e Doutora em Direito Administrativo pela PUC-SP e Professora de Direito Administrativo da PUC-SP. A Professora Eli Iola é economista, doutora em demografia, Professora Titular da Faculdade de Medicina da UFMG e Membro do Conselho Consultivo da ABRASCO – Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Dia 25.11, 18h, relançamento do livro Democratização dos Meios de Comunicação com Altamiro Borges e Alexandre Ditzel Faraco

Dia 25.11, 18h, ocorrerá o relançamento do livro “Democratização dos Meios de Comunicação: Estado, Direito e Políticas Públicas” de Tarso Cabral Violin com bate-papo com Altamiro Borges (Jornalista, Escritor, Presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e autor do livro A Ditadura da Mídia) e Alexandre Ditzel Faraco (Advogado, Doutor em Direito pela USP, Professor de Direito da Concorrência e Econômico na UFPR e autor do livro Democracia e Regulação das Redes Eletrônicas de Comunicação: Rádio, Televisão e Internet), com mediação de André Passos (advogado e presidente do IEP) pelo Instituto Edésio Passos, em parceria com a Editora Fi. Pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook). Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Simpósio sobre Profissões Jurídicas em Direito Público da UFPR e Instituto Edésio Passos dia 20

Dia 20, das 14h-19h, ocorrerá o Simpósio sobre Profissões Jurídicas em Direito Público, realizado pelo Departamento de Prática Jurídica da UFPR e Instituto Edésio Passos, sob coordenação da Prof.ª Dr.ª Micheli Pereira de Melo e do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin. Haverá certificado emitido pela UFPR. Inscrições gratuitas no https://bit.ly/35i2nXL

Programação completa:

Simpósio Virtual sobre Profissões Jurídicas em Direito Público: carreiras, desafios profissionais e perspectivas futuras

Data: 20/11/2020

Coordenação: Dra. Micheli Pereira de Melo e Dr. Tarso Cabral Violin

Departamento de Prática Jurídica (UFPR), em parceria com o Instituto Edésio Passos.

Abertura 1º bloco (14h)

Dr. Tarso Cabral Violin

14:05

Dra. Vivian Lima López Valle

Advogada na área de Direito Público, com ênfase em Direito Constitucional, Administrativo e Previdenciário. Professora na graduação e pós-graduação da PUCPR e do Instituto de Direito Romeu Bacellar. Doutora em Direito pela UFPR. Integrante do Instituto Paranaense de Direito Administrativo.

Palestra: “A prática profissional em direito público: visão geral, oportunidades e perspectivas”

14:25

Questionamentos

14:35

Dr. Vicente de Paula Ataíde Júnior

Juiz Federal titular da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná. Ex-Juiz Federal membro da Turma Regional de Uniformização da 4ª Região. Foi Promotor de Justiça do Ministério Público de Rondônia (1996-2002). Doutor em Direito Processual Civil pela UFPR. Professor na graduação e pós-graduação da UFPR e de outras diversas entidades. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP) e Membro-Fundador do Instituto Paranaense de Direito Processual (IPDP).

Palestra: “Prática profissional como Juiz Federal”

14:55

Questionamentos

15:05

Dr. Elton Venturi

Procurador Regional da República (Ministério Público Federal). Ex-Procurador do Estado do Paraná (1994-1997). Doutor em Direito pela PUC-SP (2005). Professor na graduação e pós-graduação da UFPR, Instituto de Direito Romeu Bacellar e da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual.

Palestra: “Prática profissional como Procurador da República do Ministério Público Federal”

15:25

Questionamentos

15:35

Dra. Angela Cassia Costaldello

Membro do Ministério Público de Contas do Estado do Paraná aposentada. Advogada. Doutora pela UFPR. Professora na graduação e pós-graduação da UFPR. 

Palestra: “Prática profissional junto ao Ministério Público de Contas do Paraná”

15:55

Questionamentos

16:05

Dr. Tarso Cabral Violin

Advogado e Consultor Jurídico em Curitiba. Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Paraná. Associado Fundador do Instituto Edésio Passos, onde tem um programa semanal denominado Estado e Administração Pública em Debate. Associado fundador da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia. Doutor em Estado, Economia e Políticas Públicas pela UFPR.

Palestra: “Reforma administrativa (PEC 32/2020)”

16:25

Questionamentos

Intervalo (10min.)

Abertura 2º bloco (16:45h)

Dra. Micheli Pereira de Melo

Professora da Disciplina de Prática em Direito Público na UFPR, Doutora em Direito Público pela UERJ.

16:50

Dra. Maria Cândida Pires Vieira do Amaral Kroetz

Procuradora Federal no Estado do Paraná – Advocacia Geral da União (AGU). Doutora em Direito pela UFPR. Professora Adjunta e Vice-Diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR.

Palestra: “Prática profissional na carreira da advocacia pública federal”

17:10

Questionamentos

17:20

Dra. Luyza Marks de Almeida

Procuradora do Estado do Paraná, atualmente integrante da Procuradoria do Patrimônio. Atuou como Procuradora-chefe do Núcleo Jurídico da Administração da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Membro da Comissão de Advocacia Pública da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção do Paraná.

Palestra: “Prática profissional na carreira da advocacia pública do Estado do Paraná”

17:40

Questionamentos

17:50

Dra. Vera Lucia Sigwalt Bittencourt

Procuradora do Município de Curitiba desde 1992. Atualmente atua na área consultiva de todas as políticas públicas municipais. Exerceu funções de coordenação de equipe na área contenciosa em matéria trabalhista, de pessoal estatutário e previdência. Atuou como gestora na área de Educação Pública.

Palestra: “Prática profissional na carreira da advocacia pública do Município de Curitiba”

18:10

Questionamentos

18:20

Dr. Júlio Cesar Duailibe Salem Filho

Defensor Público do Estado do Paraná, atualmente coordenador do Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Paraná (NUCIDH)). Atuou como defensor auxiliar do Núcleo de Política Criminal e Execução Penal (NUPEP), onde já esteve como coordenador interino. Ex-defensor público do Estado do Piauí.

Palestra: “Prática profissional como Defensor Público no Estado do Paraná”

18:50

Questionamentos

19h – Encerramento

Jurista e Psicanalista Agostinho Ramalho Marques Neto vai falar sobre Trumpismo, Bolsonarismo, Neoliberalismo e Fascismo

Agostinho Ramalho Marques Neto participará na quinta-feira, 12.11, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Trumpismo, Bolsonarismo, Neoliberalismo e Fascismo. Agostinho Ramalho é Psicanalista, Professor Universitário de Filosofia do Direito e Política, Mestre em Direito (PUC-RJ) e Membro Fundador do Núcleo de Direito e Psicanálise do PPGD-UFPR. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Amanhã Fernando Horta fala sobre o Fascismo. O que é? Trump e Bolsonaro são fascistas?

Fernando Horta participará na quinta-feira, 05.11, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre FASCISMO. Horta é historiador (UFRGS), mestre e doutor em Relações Internacionais (UnB), com período na Universidade de Denver e um dos maiores estudiosos sobre o fascismo no Brasil. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Professor Tarso vai palestrar na PUC-SP hoje sobre Terceiro Setor

O Prof. Dr. Tarso Cabral Violin vai palestrar hoje (27) no “Seminário Liberdade de Associação no Direito – Experiências de Ensino, Pesquisa e Extensão”, em evento na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 

Manoel Caetano Ferreira Filho falará sobre Advocacia e Democracia no Instituto Edésio Passos

Manoel Caetano Ferreira Filho participará na quinta-feira, 29.10, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Advocacia e Democracia. O convidado é advogado, Professor de Direito Processual Civil da UFPR, Procurador do Estado aposentado e um dos maiores processualistas brasileiros. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Clèmerson Merlin Clève falará sobre Democracia no Instituto Edésio Passos

Clèmerson Merlin Clève participará na quinta-feira, 22.10, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre DEMOCRACIA. Clève é Advogado, Professor Titular de Direito Constitucional da UFPR e UniBrasil, Escritor, Doutor pela PUC-SP e um dos maiores constitucionalistas do Brasil. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Em Defesa das Nacionalizações e Reestatizações

Felipe Coutinho *

Gilberto Bercovici**

Nunca é demasiado recordar que a Petrobrás é fruto de uma das maiores campanhas de mobilização popular ocorridas na história brasileira, a Campanha “O Petróleo é Nosso”. A proposta de criação de uma empresa estatal com monopólio sobre a indústria petrolífera não surgiu de um gabinete, mas das ruas. Essa empresa, criada por Getúlio Vargas em 1953, tinha e tem por objetivo garantir o abastecimento nacional de combustíveis e a segurança energética do Brasil. Para isso, imensas quantidades de dinheiro público foram utilizadas para financiar a estruturação e o crescimento da Petrobrás, que, em poucas décadas, se consolidou como a maior empresa do país e uma das maiores do mundo em sua área de atuação. Não bastasse o tamanho e a importância da Petrobrás para o Brasil, a estatal ainda se caracteriza por ser a empresa que mais investe em ciência e tecnologia no Brasil e é detentora de produtos e tecnologias inovadoras que a destacam na indústria petrolífera mundial.
O fato de, no Brasil, o setor petrolífero ser monopólio estatal (artigo 177 da Constituição de 1988) e ter como principal agente uma empresa estatal, a sociedade de economia mista Petrobrás, não é fruto de nenhuma especificidade exclusivamente brasileira. Nas principais regiões produtoras de petróleo, a indústria petrolífera é estatal ou foi nacionalizada. Cerca de 90% das reservas petrolíferas do mundo pertencem ao Estado, sendo exploradas por empresas estatais, que controlam aproximadamente 73% da produção, atuando em regime de monopólio ou quase-monopólio sobre os recursos de seus países. Entre as cinco maiores petrolíferas mundiais, quatro são estatais e, entre as 25 maiores, 19 são estatais. O papel do Estado é central para a política energética em geral e, em particular, no setor de petróleo, servindo para coibir o poder econômico dos grandes oligopólios, garantir a exploração não-predatória das jazidas e defender o interesse da coletividade, além de atuar de forma estratégica, militar e economicamente, controlando o suprimento de petróleo e derivados.
O contexto histórico da luta dos países em desenvolvimento por independência política e emancipação econômica fez com que as empresas petrolíferas estatais e muitas empresas mineradoras estatais acabassem personificando o controle soberano sobre os recursos naturais. Afinal, as empresas estatais são instrumentos da política econômica nacional dos seus Estados, atuando de acordo com os objetivos estratégicos e de bem-estar social do Estado, indo muito além da mera busca de rentabilidade.
A avaliação da eficiência das estatais deve considerar seus objetivos sócio econômicos: a segurança e autossuficiência energética nacional, a redução dos custos de abastecimento, a maior recuperação e reposição de reservas, a apropriação pelo Estado de maior fração da renda petroleira, acesso às informações de investimentos e operacionais para maior eficiência tributária e regulatória do setor, a garantia de vantagens geopolíticas ao Estado por dispor do petróleo em suas relações internacionais e o desenvolvimento nacional resultante das políticas de investimento com conteúdo local, bem como em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, com a resultante geração de empregos e soberania tecnológica.
Enquanto a avaliação da eficiência das petrolíferas controladas pelo capital privado deriva da geração de valor para os acionistas, expressa pela relação entre o pagamento de dividendos e o preço das ações e/ou pela simples valorização do preço das ações no mercado.
Todo esse patrimônio público, portanto, do povo brasileiro, vem sendo ameaçado com a política de desmonte e venda de ativos planejada e iniciada no segundo Governo Dilma e ampliada sob Michel Temer e Jair Bolsonaro. Política esta que entrega a preço vil e sem concorrência parcelas do patrimônio da Petrobrás aos seus concorrentes internacionais, onerando o povo brasileiro com preços relativa e desnecessariamente altos cobrados pelo gás, combustíveis e outros produtos de primeira necessidade. Além disto, o desmonte da Petrobrás tem buscado encerrar a sua atuação como uma empresa integrada de energia de âmbito nacional para se restringir a uma exploradora do pré-sal no Sudeste do país, abandonando regiões e populações inteiras à própria sorte.
O Brasil está sendo submetido novamente à exploração do tipo colonial, depois dos ciclos do pau-brasil, do açúcar, do ouro, prata e diamantes, do café, da borracha e do cacau. Agora é a vez do ciclo extrativo e primário exportador do petróleo brasileiro.
Enquanto se exporta o petróleo cru do Brasil, o país importa cada vez mais seus produtos refinados. São importados cerca de 30% de derivados de petróleo consumidos por dia, a maior parte produzida nos Estados Unidos.
A política de preços da Petrobrás, desde 2016, é de paridade em relação aos preços dos combustíveis importados. A prática de preços mais altos que os custos de importação tem viabilizado a lucratividade da cadeia de importação e a competitividade dos combustíveis importados, em especial dos Estados Unidos da América (EUA).
O combustível brasileiro mais caro perde mercado para o importado, o que resulta na ociosidade das refinarias da Petrobrás, em até um quarto da sua capacidade. O consumidor brasileiro paga preços vinculados ao petróleo no mercado internacional e à cotação do dólar, além dos custos estimados de importação, apesar do petróleo ser produzido no Brasil e de haver capacidade de refiná-lo no país, enquanto isso a Petrobrás perde mercado.
Se o governo, em qualquer dos seus níveis (federal, estadual ou municipal), resolver desapropriar a propriedade de algum particular para realizar um empreendimento público qualquer, como uma estrada ou uma obra viária, o cidadão que sofre a desapropriação tem uma série de direitos e garantias. Afinal, no Estado de Direito o ordenamento jurídico tutela o proprietário privado no seu enfrentamento contra o Poder Público com garantias e exigências que devem ser cumpridas inexoravelmente em um processo de desapropriação. A própria indenização ao desapropriado é uma dessas garantias, expressa desde as primeiras declarações de direitos das revoluções liberais dos séculos XVII (Inglaterra) e XVIII (EUA e França).
Não há, no entanto, nenhuma garantia ou proteção jurídica aos cidadãos quando o governo decide transferir ao setor privado determinados bens da coletividade, como uma empresa estatal, a prestação de um serviço público ou a exploração de um bem público. Pelo contrário, a privatização é considerada uma opção absolutamente livre e legítima para os governos adotarem, sem qualquer tipo de contestação. A expropriação dos bens privados, por sua vez, é considerada quase um tabu. A grande mídia exalta os privatizadores e condena veementemente aqueles que ousam estatizar, nacionalizar ou recuperar bens públicos transferidos inadequadamente aos privados. Para aqueles, o paraíso da boa governança e o aplauso do “mercado”. Para estes, o inferno do populismo (ou bolivarianismo, a depender do caso) e da reprovação unânime dos meios de comunicação de massa.
O que ninguém diz é que ao privatizar uma empresa estatal ou qualquer parcela do patrimônio público, o governo está expropriando a população de bens públicos que são de sua titularidade. Simples assim.
Na privatização, o governo age do mesmo modo que na expropriação. Da mesma forma que desapropria uma propriedade privada, na privatização o governo aliena a propriedade pública. O problema é que o proprietário privado pode contestar e tem garantias, o povo não.
Todo processo de privatização é uma expropriação de bens que deveriam integrar permanentemente o patrimônio público de todos os cidadãos, decidida por uma autoridade política que exerce o poder temporariamente (e, no Brasil pós-golpe de 2016, ilegitimamente). No processo de privatização, o governo não vende o que é dele (governo). Na privatização, o governo vende o que pertence a todos nós. E sem nos consultar sobre isso.
Podemos ilustrar a situação com o exemplo utilizado pelo jurista italiano Ugo Mattei: autorizar que um governo venda livremente os bens de todos para fazer frente às suas necessidades contingentes e conjunturais de política econômica é tão irresponsável quanto consentir, no plano familiar, que o zelador venda os bens de maior valor da casa, como a prataria, o carro ou os eletrodomésticos, para suprir suas necessidades particulares, como viajar nas férias ou pagar uma dívida particular.
O governo é um administrador fiduciário, ou seja, atua apenas sob mandato. Não pode dispor dos bens públicos ao seu bel-prazer. O governo não é proprietário das empresas estatais, ele é apenas seu gestor. O governo deve ser o servidor do povo soberano, não o contrário.
Os bens públicos não são facilmente recuperáveis. Os investimentos de imensas quantias, aplicadas de forma planejada a longo prazo, o sacrifício de milhões de brasileiros não pode ser dissipado, sem mais nem menos, para cobrir um déficit conjuntural nas contas públicas.
O Brasil, assim, se tornou o único país do mundo que abriu mão deliberadamente do controle de seus recursos naturais estratégicos, destruindo uma política de desenvolvimento fundada na industrialização e no controle nacional dos nossos recursos implementada desde a Revolução de 1930 e que se manteve, com avanços e recuos, mesmo com a ditadura militar de 1964 e após a redemocratização.
Para a reversão deste quadro e a reconstrução do aparato estatal brasileiro destruído nos últimos anos, a nacionalização ou reestatização de vários setores privatizados ou alienados se fará necessária.
Para tanto, em termos jurídicos, não há nenhum empecilho na Constituição brasileira de 1988. A constituição encarregou o legislador ordinário da tarefa de decidir se efetua ou não as nacionalizações. O artigo 173 da Constituição de 1988 diz respeito à exploração direta pelo Estado de atividade econômica, não à excepcionalidade da intervenção estatal no domínio econômico. Isto porque há vários outros casos de exploração estatal direta de atividade econômica previstos no texto constitucional (como o artigo 177 ou a possibilidade de exploração direta pelo Estado dos serviços públicos do artigo 175), cuja prestação é dever constitucional do Estado. O disposto no artigo 173 autoriza o Estado a explorar diretamente a atividade econômica quando esta for necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. Cabe ao Estado, portanto, a decisão sobre a quantidade de recursos destinada para a reprodução do capital e sobre a quantidade dirigida a atender os objetivos sociais previstos nas fórmulas emancipatórias da Constituição.
Em termos do direito internacional, não há restrição alguma à reestatização ou nacionalização, especialmente de setores estratégicos. Desde a aprovação da Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas nº 1803 (XVII), de 14 de dezembro de 1962, a Resolução sobre a Soberania Permanente dos Estados sobre os Recursos Naturais, entende-se que cada Estado tem o direito de regular, da forma que entender melhor, sobre o tratamento ao capital e aos investimentos estrangeiros, bem como, se necessário, de expropriá-los ou nacionalizá-los, de acordo com as normas vigentes.
Mas a principal determinação da soberania permanente sobre os recursos naturais é o reconhecimento de que os Estados têm o direito de dispôr de seus recursos naturais e riquezas para utilizá-los em seu processo de desenvolvimento nacional e para o bem-estar de seu povo.
Desde 2006 a América Latina tem presenciado novas nacionalizações ou reestatizações de empresas estratégicas, especialmente nos setores de mineração e petróleo. Ocorreram nacionalizações na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, apenas para mencionar os países mais próximos. A tão temida reação dos mercados internacionais se revelou muito mais pragmática do que ameaçadora. Para além das ameaças de sanções, invasões e golpes, tão temidos pelos que não desejam as nacionalizações, houve efetivamente uma série de negociações que culminaram na concretização das reestatizações, como no caso da empresa estatal petrolífera argentina YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales), em 2012.
Segundo estudo do Transnational Institute (TNI), centro de estudos em democracia e sustentabilidade baseado na Holanda, as reestatizações são uma tendência e estão crescendo. Entre 2000 e 2017, 884 serviços foram reestatizados no mundo, sendo 83% deles de 2009 em diante. Preços altos e falta de investimentos estão entre reclamações mais comuns, tendência é especialmente forte na Europa, mas acontece em países de todo o mundo (1) .
O fundamental no caso das nacionalizações e reestatizações é o apoio político e popular. Um projeto de reconstrução nacional só gera efeitos quando está presente no imaginário coletivo da sociedade, sob pena de não sair do papel. Afinal, não é um simples plano de governo, mas uma construção coletiva que busca essencialmente os objetivos de uma sociedade melhor, mais igualitária e mais democrática no futuro. Neste sentido, a proposta do referendo revogatório das privatizações é de enorme importância. A consulta ao verdadeiro proprietário dos recursos estratégicos do país, o povo, é um instrumento essencial para garantir força política às nacionalizações.
A revisão das privatizações, assim, é uma necessidade. Trata-se do passo fundamental para retomarmos um projeto nacional de desenvolvimento. Com a revisão das privatizações, o que se busca não é apenas retomar o controle estatal sobre a prestação de serviços ou sobre a exploração de um recurso estratégico, mas a própria soberania econômica nacional. A revisão das privatizações está hoje identificada à necessária reafirmação da soberania nacional. Ao defendermos a reestatização, defendemos a soberania econômica do Brasil, exigimos que se complete a superação da economia colonial e se faça efetiva a Nação. O futuro do Brasil não será o de uma colônia primário-exportadora, dominada por oligarcas parasitas e prepostos de multinacionais, mas o de uma nação desenvolvida, industrializada e que garantirá iguais oportunidades sociais e econômicas para todos os seus filhos.

(1) (UOL), Juliana Elias. Reestatização cresce porque serviço privado tem ruim,economia.uol.com.br/notícias/redacao/2019/03/07/reestatizações-tendencia-crescendo-tni-entrevista.htm.

*Felipe Coutinho, Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) e
**Gilberto Bercovici, Professor Titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP.

Tarso Genro, ex-Ministro da Justiça, no dia 15

Tarso Genro participará na quinta-feira, 15.10, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Justiça e Democracia. Genro é Advogado, ex-Ministro da Justiça e ex-Governador do RS. Violin é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR, Árbitro da Câmara de Arbitragem e Mediação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Jacoby Fernandes conversará sobre licitações e tribunais de contas com o Tarso

Jorge Ulisses Jacoby Fernandes participará na quinta-feira, 08.10, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Licitações, Contratos e Tribunais de Contas. Jacoby é advogado, mestre (UFPE), professor, foi Conselheiro e Procurador-Geral do MP do Tribunal de Contas do Distrito Federal e Juiz (TRT 10ª Região), é autor de livros como Contratação Direta sem Licitação, Tomada de Contas Especial, Sistema de Registros de Preços e Pregão Eletrônico e é um dos maiores juristas brasileiros sobre o tema. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR e Professor de Direito Administrativo. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Terça o Tarso falará sobre Reforma Administrativa

O governo Jair Bolsonaro desenvolveu nova proposta de reforma administrativa. A ironia é que aqueles que têm maiores remunerações e benefícios no serviço público não terão seus “privilégios” alterados.

Novos magistrados, parlamentares, militares e membros do Ministério Público não perdem estabilidade e diversos outros benefícios como os demais servidores públicos. Por quê, será?

No iDeclatra na Cultura de amanhã, o Dr. Tarso Cabral Violin, que é advogado, professor universitário, vice-coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPR abordará as políticas públicas e as desigualdades no regime público de servidores.

Não perca!

Amanhã, ao vivo, às 12h na página do Facebook do Declatra e na Rádio Cultura de Curitiba. AM 930.

Link: https://youtu.be/_KWJg7EJIA0

Marçal Justen Filho na quinta com o Tarso

Marçal Justen Filho participará na quinta-feira, 01.10, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), na série “Grandes Juristas do Direito Administrativo”. O Professor Marçal é Advogado, foi Professor Titular da UFPR, é Mestre e Doutor em Direito Público pela PUC-SP, foi Visiting Fellow na Itália e em Yale/EUA, é autor do melhor livro sobre licitações e contratos do país e um dos grandes juristas brasileiros. Tarso é Advogado, Doutor (UFPR), Professor de Direito Administrativo, Vice-Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Direito do Terceiro Setor e Políticas Públicas do PPGD-UFPR e Sócio-Fundador do IEP. Parceria com CASP-PUCPR, CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Supla conversa com Tarso dia 24, 19h, sobre Sexo, Política e Rock and Roll

Supla, sim, ele mesmo, o cantor e compositor, participará na quinta-feira, 24.09, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre Sexo, Política e Rock and Roll. O Professor Tarso é Advogado, Escritor, Mestre e Doutor pela UFPR, Professor de Direito Administrativo e Sócio-Fundador do IEP. Programa em parceria com CAHS-UFPR, CASP-PUCPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Links da IEPTV: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Marcia Tiburi conversará sobre FASCISMO com Tarso na quinta

Marcia Tiburi participará na quinta-feira, 17.09, 18h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, do Prof. Dr. Tarso Cabral Violin, pelo Instagram do Instituto Edésio Passos, sobre FASCISMO. Tiburi é filósofa, professora da Universidade Paris 8, doutora e pós-doutora, foi do programa Saia Justa, e escritora de diversos livros, entre eles “Como Conversar Com Um Fascista”. O Professor Tarso é Advogado, Escritor, Mestre e Doutor pela UFPR, Professor de Direito Administrativo e Sócio-Fundador do IEP. Programa em parceria com CAHS-UFPR e DACP-UniCuritiba. Solicitamos que marque na sua agenda e siga nossas redes. Saliente-se que, excepcionalmente, o programa será no Instagram do IED e às 18h. Link: https://www.instagram.com/institutoedesiopassos/