Ato pela Democracia e contra o neoliberalismo em SP, na sexta (4)

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Organizações e movimentos sociais do Brasil organizam suas atividades no marco da “Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo”

As entidades brasileiras que participam da Jornada continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo anunciaram a realização de diferentes atividades nos dias prévios e posteriores ao 4 de novembro, data agendada internacionalmente para mobilização dos povos contra os ataques a democracia, a imposição da agenda do livre comercio que favorece às corporações e às empresas transnacionais.

A Jornada Continental foi definida em novembro do ano passado em Havana, Cuba, como resposta a ofensiva conservadora que debilita as democracias, ataca a soberania e autodeterminação de povos e nações e criminaliza as lutas sociais.

Na pauta dos movimentos brasileiros está a denúncia ao golpe parlamentar, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff e permitiu a imposição de uma pauta de retirada de direitos sociais, privatização dos serviços públicos, entrega das riquezas naturais ao capital transnacional, como o Pré-sal, assim como uma série de políticas repressivas contra as/os trabalhadoras/es, estudantes, mulheres, camponesas/es, comunidades afro descendentes, indígenas e população LGTB.

Num contexto internacional que impõe as agendas conservadoras e das elites, diversas atividades estão sendo pautadas no Brasil e nos diversos países da América Latina e Caribe. Em Mariana, Minas Gerais, desde o dia 28 de outubro, comunidades afetadas pelo crime ambiental da Vale, movimentos sociais, realizarão uma série de eventos concluindo no dia 4 com um grande comício para denunciar a cumplicidade entre este consórcio internacional com órgãos públicos brasileiros para encobrir o crime ambiental ocorrido a um ano que arruinou a vida de milhares de pessoas, inclusive com diversas mortes, e a destruição de comunidades inteiras, a água e as terras dessas comunidades ribeirinhas do Rio Doce, em vários Estados.

Em São Paulo as organizações se concentrarão às 17:00 horas na Arena da Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto do Jacareí, 100. Participarão organizações sindicais, de trabalhadores rurais, de mulheres, estudantes, ambientalistas, migrantes e outras organizações sociais juntas para expressar suas reivindicações e a solidariedade com os movimentos que lutam a nível internacional contra os retrocessos políticos, sociais e econômicos na região. O Ato expressará a solidariedade aos estudantes que ocupam as escolas contra a reforma educativa; denunciará a criminalização dos movimentos sociais, a cultura do estupro e a violência contra as mulheres, a entrega do Pré-Sal, a privatização dos serviços públicos; a favor da livre circulação e contra a criminalização dos migrantes e em favor da Reforma Agrária.

O Ato do dia 4 de novembro marca também preparação para a Greve Geral do dia 11 de novembro, contra a PEC 241 e as reformas trabalhista e previdenciária.

Nenhum passo atrás! Os povos seguem em luta por nossa integração, autodeterminação e soberania contra o livre comércio e as transnacionais!

Tá legal, aceito o argumento – Xixo

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Xixo e Tarso Cabral Violin  em 26 de outubro de 2014, quando acreditávamos na Democracia representativa

Tá legal, aceito o argumento.

Nenhum movimento, nenhuma transformação, se faz contra a maioria do povo. Talvez o maior equívoco da esquerda nos anos 70 tenha sido o vanguardismo. Jovens bem intencionados acreditaram que, vanguarda, indicariam o caminho e o povo os seguiria. Deu no que deu. E o isolamento político foi a menor das consequências.

A população brasileira foi hegemonizada pela Direita reacionária, cristã e careta. A maioria da população, mesmo composta de setores que foram beneficiados pelas políticas públicas (estatais, petistas, redistributivistas), decidiu votar na direita estadofóbica, demofóbica, homofóbica, neoliberal e meritocrata.

Se hoje forem levados à decisão popular, em democracia direta, por plebiscito, acho que ninguém teria dúvida como o povo que votou ontem decidiria sobre temas como   Pena de Morte, Maioridade Penal, união civil de pessoas do mesmo sexo, proteção a setores vulneráveis, entre outros. Consultando quem elegeu aquele imbecil em São Paulo, o Crivela no Rio, o Greca em Curitiba ou o ACM em Salvador como votariam quanto às cotas ou às tímidas políticas ambientais dos últimos doze anos? Depois do massacre midiático se alguém propusesse fechar o congresso “para não haver mais políticos” como acham que votariam o “povo de deus”, as “pessoas de bem” e a mediocrizada classe média noveleira ?

A Direita concursada, mesmo sabendo que com os neoliberais no governo teriam arrocho nos vencimentos e teriam que trabalhar muitos anos a mais para se aposentar, não teve dúvidas em apoiar  o Golpe. E apoiaria novamente, votou no Dória e levou para o segundo turno apenas candidatos que jamais representariam seu interesses concretos. Os pequenos comerciantes, prestadores de serviços sabiam que ao apoiar o Golpe haverá concentração de renda nas elites, reduzindo suas clientelas e, consequentemente, suas rendas. Mas não apenas apoiaram o golpe como votaram em golpistas nas eleições municipais.

O melhor argumento é o resultado das urnas no segundo turno. Pela segunda vez, durante o mesmo mês de outubro, a população fez uma escolha por valores antagônicos àqueles de esquerda.

A Direita jamais aceitou quando o Nordeste escolheu Lula e o PT. A nova direita, mesmo aquela anti-evangélica que votou no Freixo, repete o preconceito dizendo “não aceitar” o resultado eleitoral, repetindo (como que contaminados por uma espécie de aecismo) um possante “não me representa” ou, bolsonaricamente, destilando ódio, no caso, aos “pobres ignorantes” e aos “crentes porque são pobres e manipulados”. É a mesma base social que já votou na Marina e que, nos últimos meses, se orgulhou de ser “oposicionista” repetindo bordões moralistas. Pensam que são de esquerda, mas logo se bandearão.

Não gostamos do resultado, mas é certo que a maioria da população escolheu a Direita, tornou-se anti-esquerda. O PSOL, apesar de todo seu esforço para destruir o PT pretendendo disputar seus escombros, continua sendo eleitoralmente irrelevante.

Não há o que possamos fazer agora para mudar a percepção que a população tem a respeito da esquerda, do PT, ou de seus aliados. O povo decidiu experimentar governos de Direita. A população, sem saber, se tornou fascista, apoia valores conservadores, caretas, profundamente cristãos, anti-comunistas e discriminatórios. Nada que digamos agora mudará esse quadro.

Há que esperar até que a maioria do povo, sofrendo os efeitos das políticas neoliberais, experimentando as consequências da ausência de políticas públicas para coletivos vulneráveis, realizando a destruição meio-ambiental inerente ao capitalismo sem limites, sentindo na pele o que significa a terceirização, o congelamento dos gastos sociais (PEC 241), e os malefícios do “governo dos juízes”, sinta saudades do que teve de 2003 a 2016.

Por enquanto não há o que fazer.

Quem puder deve aproveitar esse período (até que a maioria se dê conta de seu papel de trouxa) para tentar ser feliz, conviver mais em família, desfrutar momentos com amigos, praticar esportes, ler bons livros, essas coisas prosaicas que, militantes de esquerda, sempre postergamos.

Sabíamos que “não há bem que sempre dure”. A era das trevas acaba de começar, mas virá cedo ou tarde um renascimento e um iluminismo. Saibamos que “não há mal que nunca se acabe”.

Seguindo o conselho do poeta Paulinho da Viola, aceitando o argumento, devemos fazer “como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar”.

Tenho uns 50 livros na fila, há uma centena de filmes que ainda não tive tempo de ver, devo atenção aos meus amigos e à minha família, não terei tédio enquanto espero que as tais “condições objetivas” estejam mais propícias e que, enfim, dissipado o nevoeiro, as pessoas voltem a escutar o que a esquerda tem a dizer.

Wilson Ramos Filho (Xixo) – advogado, professor de Direito do Trabalho da UFPR, doutor em Direito

Hoje votarei NULO em Curitiba

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1982 (Montoro), 1985 (Fernando Henrique), 1986 (Alvaro Dias), 1988 (Mauricio Fruet), 1989 (Brizola e Lula), 1990 (Requião), 1992 (Mauricio Fruet ou Doutor Rosinha), 1994 (Lula e Alvaro Dias ou Samek), 1996 (Vanhoni), 1998 (Lula e Requião), 2000 (Vanhoni), 2002 (Lula, Padre Roque e Requião), 2004 (Vanhoni), 2006 (Heloísa Helena, Lula e Requião), 2008 (Gleisi), 2010 (Dilma e Osmar Dias), 2012 (Gustavo Fruet) e 2014 (Dilma e Gleisi).

Hoje, pela primeira vez na minha vida, vou votar NULO em uma eleição para Chefe do Poder Executivo.

Eu sempre disse que apenas votaria nulo se fosse para o segundo turno o Maluf e o Collor. Chegou a hora!

Não tenho opção de esquerda ou pelo menos de centro para votar para a prefeitura de Curitiba, graças ao golpe de 2016 arquitetado para acabar com a tentativa de implantação do Estado de Bem-Estar Social previsto na Constituição de 1988.

Resultado: os neoliberais, os conservadores, os reacionários, as aristocracias e as oligarquias, que não aceitam a redução das desigualdades, fazem a festa, com apoio de grande parte de suas vítimas.

No Rio de Janeiro, na torcida por Marcelo Freixo 50.

Vídeo imperdível de uma estudante secundarista: uma lição de cidadania

Na Assembleia Legislativa, estudantes defendem legitimidade das ocupações

A convite do deputado Tadeu Veneri (PT), estudantes secundaristas participaram ontem (26) da sessão plenária da Assembleia Legislativa para defender a legitimidade das ocupações nos colégios estaduais contra a reforma do ensino médio proposta pelo governo Temer na Medida Provisória 746.

Ana Júlia Pires Ribeiro, do Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães, criticou a campanha de desmoralização e ofensas contra os estudantes das ocupações. Ela disse que é um “insulto” afirmar que os alunos são doutrinados politicamente. “Sabemos pelo que estamos lutando. Nossa única bandeira é a educação. Somos um movimento apartidário, de estudantes para estudantes. Estamos ocupando pela educação. Não estamos ocupando para fazer baderna, para fazer brincadeira”.

A adolescente de 16 anos defendeu que a reforma no ensino médio seja amplamente debatida pela sociedade, e não através de MP. “A gente sabe que o país precisa de uma reforma no ensino médio, e no sistema de educação como um todo. Mas uma reforma que tenha sido debatida, feita pelos profissionais da educação, com conversa, em que todos estejam de acordo. Se colocamos esta reforma da MP 746 em prática, estaremos fadados ao fracasso”.

Aluna do Colégio Estadual Santa Felicidade, Nicoly Moreira do Nascimento, de 15 anos, ressaltou que os estudantes das ocupações estão lutando contra o retrocesso e o desmonte no ensino público. “Estamos lutando por algo que já deveria ser nosso por direito, para que não haja retrocesso no ensino público. Estamos defendendo educação de qualidade, que forme uma geração de críticos, de pensadores, e não apenas números”.

Veneri reiterou o apoio aos estudantes das ocupações que estão lutando por um ensino melhor. “As meninas estão de parabéns, falam com a emoção de quem está vivendo o movimento. A escola é transitória, mas o que os estudantes aprendem é permanente. E as ocupações mostram que, a despeito de muitas críticas, eles estão aprendendo sobre cidadania”.

Líder da oposição, Requião Filho (PMDB) parabenizou as adolescentes pela iniciativa. “Que aula! Que orgulho dessas meninas que se mostraram conhecedoras do tema e da realidade. Se depender delas, o Brasil tem um futuro promissor, apesar dos políticos que hoje comandam o nosso estado e nosso país. Devemos ter orgulho do movimento Ocupa Paraná, que está formando cidadãos de senso crítico”.

O parlamentar falou ainda que a violência nas escolas do Paraná não é novidade e mencionou diversas ocorrências e homicídios nos últimos anos por falta de segurança e atenção do governo Richa. “A violência é uma realidade. Ver o governo estadual, que acabou com o projeto Patrulha Escolar, dizer que a violência nos colégios é fruto das ocupações chega a ser risível. A violência nos colégios é fruto do abandono da educação pelo atual governo”.

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APP-Sindicato lamenta morte de adolescente em Curitiba

Vista da ocupação, por estudantes, da mais tradicional escola do Paraná - o Colégio Estadual -  contra a reforma do Ensino Médio em Curitiba, PR. O movimento estudantil Ocupa Paraná anunciou na manhã desta quinta-feira (13) que subiu para 250 o número de escolas ocupadas em todo o estado.

APP-Sindicato lamenta morte de adolescente em Curitiba

A APP-Sindicato, que representa os trabalhadores em educação das escolas públicas do Paraná, se solidariza a família e ao movimento dos estudantes pela morte de um adolescente na tarde desta segunda-feira (24) no Colégio Santa Felicidade, em Curitiba.
Infelizmente neste momento triste, surgem tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio. A APP-Sindicato repudia tais ações. Assim como a sociedade paranaense, esperamos a apuração do caso pelos órgãos competentes.

Segundo informações do movimento Ocupa Paraná, “não há nenhuma informação concreta sobre a motivação dessa morte e também nenhuma informação repassada aos mais de 10 advogados do movimento que estão proibidos de entrar no local para dar suporte aos outros estudantes da ocupação que estão lá dentro com a polícia civil”.

Direção estadual da APP-Sindicato

Nota dos Advogados e das Advogadas pela Democracia

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NOTA – ADVOGADAS E ADVOGADOS PELA DEMOCRACIA

Soubemos com pesar da morte de um adolescente em um colégio estadual em Curitiba nesta tarde.

Lamentamos piamente que tal fato tenha ocorrido, sobretudo por ter ocorrido dentro de ambiente tão democrático e representativo quanto àquele criado por todos os estudantes presentes nas ocupações.

Nossos corações e nossas forças, nessa tarde e nessa noite de vigília, estão com a família e os amigos deste jovem.

Sabemos que a morte decorreu de uma briga, que tal briga era estritamente pessoal e não tinha qualquer relação com a luta do movimento secundarista contra as arbitrariedades do governo Temer e do governo Richa, porém, a mídia e parte do governo utilizam tal fato para desmoralizar os estudantes e fazer parecer que todas as ocupações são antros de violência e drogas.

Enganam-se os algozes da Democracia se pensam que triunfarão utilizando a morte de um adolescente.

Muitos de nós conhecemos os tempos escuros da ditadura e sentimos mais uma vez, em nosso país, o ódio permeando os corações dos brasileiros e os tiranos erguendo-se em um discurso de falso moralismo. Em tempos como estes, não podemos deixar de lembrar das sábias palavras de Gandhi, líder do maior movimento de resistência pacífica já visto:

‘Quando me desespero, lembro-me de que em toda a História a verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e, por um tempo, pareciam invencíveis mas, no final, sempre caíram. Pense nisso! Sempre.’

Sabemos que o medo permeia o coração de vários estudantes e vários pais no dia de hoje, porém, TEMER nunca será a solução.

Amanhã há de raiar um novo dia, Lucas será lembrado e lamentaremos sempre que ele tenha partido tão jovem, abaixamos a cabeça no dia de hoje para que nossas lágrimas caiam, mas amanhã continuaremos resistindo e apoiando todas as ocupações, porque temos a certeza de que o sol mais uma vez aparecerá e todos os jovens estarão de pé, lutando por um sistema educacional mais justo e melhor.

Temos a certeza: tiranos não podem impedir o sol de nascer, não podem impedir a resistência secundarista e, como bem lembrado, não podem impedir a primavera que se aproxima.

O ódio e o medo não prevalecerão sobre o amor e a paz.

Permaneçamos unidos, firmes, resistindo e ocupando.

Advogad@s pela Democracia.

Vereadora Professora Josete recomenda voto nulo no 2º turno de Curitiba

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A vereadora reeleita Professora Josete, do Partido dos Trabalhadores, recomenda o voto nulo no segundo turno das eleições para prefeito de Curitiba em 2016. Ela informa que a Executiva do PT deliberou pelo voto nulo, nem Greca, nem Ney:

“Neste segundo turno é importante aprofundarmos a análise do programa de governo dos dois candidatos Rafael Greca (PMN) e Ney Leprevost (PSD). Nenhum dos dois enfrentará as questões estruturais da cidade, aliás, ambos representam os ‘donos da cidade’! Nenhum dos planos de governo sequer menciona o SUS e o SUAS, sistemas nacionais importantes para a manutenção de políticas universais da saúde e assistência social. A Educação é tratada de for pontual, ambos ignoram as diretrizes, metas e ações propostas nos Planos Nacional e Municipal de Educação.

Os dois defendem explicitamente as parcerias público privadas. Ambos ainda, não pautam mudanças estruturais no Transporte Coletivo (cartel das empresas), na moradia (especulação imobiliária), não tocam na questão do ICI (Instituto Cidades Inteligentes), não tratam do direito à cidade (reforma urbana). Retomam o neoliberalismo nas mesmas bases do Governo Temer.”

Por qué quieren condenarme – Lula

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Por qué quieren condenarme

por Luiz Inácio Lula da Silva

Durante más de 40 años de actuación pública, mi vida personal ha estado permanentemente escrutada – por los órganos de seguridad, por mis adversarios políticos, por la prensa. Por luchar por la libertad de organización de los trabajadores, llegué a estar preso, condenado como subversivo por la infame Ley de Seguridad Nacional de la dictadura. Pero jamás han encontrado un acto deshonesto por mi parte.

Sé lo que hice antes, durante y después de haber sido presidente. Jamás hice nada ilegal, nada que pudiera manchar mi historia. He gobernado Brasil con seriedad y dedicación, porque sabía que un trabajador no podía fallar en la Presidencia. Las falsas acusaciones que me han lanzado no apuntaban exactamente a mi persona, sino al proyecto político que siempre he representado: el de un Brasil más justo, con oportunidades para todos.

En vísperas de cumplir 71 años, veo mi nombre en el centro de una auténtica cacería judicial. Han desnudado mis cuentas personales, las de mi esposa y las de mis hijos; han puesto escuchas en mis teléfonos y han divulgado su contenido; han invadido mi casa y me han conducido por la fuerza para testificar sin motivo razonable y sin base legal. Están buscando un crimen para acusarme, pero no lo han encontrado y tampoco lo harán.

Desde que dicha cacería empezó, en la carrera presidencial de 2014, recorro los caminos de la Justicia sin dejar de lado mi agenda. Sigo viajando por el país, al encuentro de sindicatos, de los movimientos sociales, de los partidos, para debatir y defender el proyecto de transformación de Brasil. No me detuve para lamentarme ni tampoco he desistido de la lucha por igualdad y  justicia social.

En tales encuentros renuevo mi fe en el pueblo brasileño y en el futuro del país. Compruebo que está viva en la memoria de nuestra gente cada una de las conquistas alcanzadas en los gobiernos de PT: el Bolsa Familia, el Luz para Todos, el Minha Casa, Minha Vida, el nuevo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimiento da Agricultura Familiar), el Programa de Adquisición de Alimentos, la revalorización de los sueldos – en conjunto, han proporcionado la más significativa ascensión social de todos los tiempos.

Nuestra gente no se olvidará de los millones de jóvenes pobres y negros que han tenido acceso a la educación superior. Resistirá a los retrocesos, porque Brasil quiere más, y no menos derechos.

No me puedo callar, todavía, delante de los abusos cometidos por agentes del Estado que utilizan la ley como instrumento de persecución política. Basta con observar la recta final de las elecciones municipales para comprobar la persecución al PT: la aceptación de una denuncia contra mí, cinco días después de presentada, y la prisión de dos exministros de mi gobierno han sido episodios aparatosos que seguramente han influido en el resultado de las votaciones.

Jamás he practicado, autorizado o me he beneficiado de actos ilícitos en Petrobrás o en cualquier otro sector del gobierno. Desde la campaña electoral del 2014, se trabaja sobre la narrativa de que el PT ya no es un partido, sino una “organización criminal”, y yo el jefe de esa organización. Tal idea ha sido machacada por titulares de periódicos, portadas de revistas, radio y televisión. Necesita ser probada a la fuerza, toda vez que “no hay hechos, sino convicciones”.

No descarto que mis acusadores crean en esa tesis maliciosa, quizás juzgando a los demás por su propio código moral. Pero salta a la vista la desproporción, entre los billonarios desvíos investigados, y aquello a lo que apuntan como supuesto botín del “jefe”, evidenciando la falacia del guion.

Percibo también una peligrosa ignorancia de los agentes de la ley respecto al funcionamiento del gobierno y de las instituciones. He llegado a tal conclusión en los testimonios que he prestado frente a jefes de policía y fiscales que no sabían cómo funciona un gobierno de coalición, cómo tramita una disposición provisional, cómo se procede en una licitación, cómo se procesa el análisis y la aprobación, colegiada y técnica, de financiaciones en un banco público como el BNDES (Banco Nacional de Desarrollo).

Al fin, en estos testimonios nada de objetivo se ha preguntado respecto de las hipótesis de la acusación. Tengo, de hecho, la impresión de que no han pasado de ritos burocráticos vacíos, para cumplir etapas y atender formalidades del proceso. En definitiva, no han servido al ejercicio concreto del derecho de defensa.

Pasados dos años de investigaciones, siempre filtradas con fanfarria, no han conseguido encontrar nada que sea capaz de vincular mi nombre a los desvíos investigados. Ningún céntimo no declarado en mis cuentas, ninguna empresa de fachada, ninguna cuenta secreta.

Hace 20 años vivo en el mismo apartamento en São Bernardo. Entre las decenas de acusados y colaboradores arrepentidos, ninguno ha afirmado haber tratado algo ilegal o deshonesto conmigo, a pesar de la insistencia de los agentes públicos para que así lo hagan, hasta incluso como condición para obtener beneficios.

La liviandad, la desproporción y la falta de base legal de las denuncias sorprenden y causan indignación, así como la avidez con la que son procesadas en juicio. Ya no les importan hechos, pruebas, normas del proceso. Denuncian y procesan por mera convicción – es grave que las instancias superiores y órganos de control judicial no tomen providencias contra los abusos.

Me acusan, por ejemplo, de haber ganado ilícitamente un apartamiento que jamás me ha pertenecido – y no me ha pertenecido por la simple razón de que no quise comprarlo cuando me fue ofrecida la oportunidad, ni tampoco después de las reformas que, obviamente, serían sumadas al precio. Como es imposible demostrar que la propiedad es mía, ya que nunca lo ha sido, me acusan entonces de ocultarla, en una trama surrealista.

Me acusan de corrupción por haber proferido conferencias para empresas investigadas en la operación Lava Jato. ¿Cómo puedo ser acusado de corrupción, si ya no soy agente público desde 2011, cuando he empezado a dar conferencias?  ¿Y qué relación puede haber entre los desvíos de la Petrobrás y las presentaciones, todas documentadas, que hice para 42 empresas y organizaciones de diversos sectores, y no apenas las cinco investigadas, cobrando precio fijo y pagando impuestos?

Mis acusadores saben que no he robado, no he sido corrompido ni he intentado obstruir a la justicia, pero no pueden admitirlo. No pueden retroceder después de la masacre que han promovido en la prensa. Se han convertido en prisioneros de las mentiras que han creado, la mayoría de las veces a partir de reportajes facciosos y mal investigados. Están condenados a condenar, y quizás evalúen que, si no alcanzan prenderme, serán ellos los desmoralizados frente a la opinión pública.

Intento comprender dicha cacería como parte de la disputa política, aunque sea un método repugnante de lucha. No es a Lula a quien pretenden condenar: es al proyecto político que represento junto a millones de brasileros. En el intento de destruir una corriente de pensamiento, están destruyendo los fundamentos de la democracia en Brasil.

Es necesario subrayar que nosotros, del PT, siempre hemos apoyado la investigación, el juicio y castigo de quien desvía dinero del pueblo. No es una afirmación retórica: nosotros hemos combatido la corrupción en la práctica.

Nadie ha hecho tanto para crear mecanismos de transparencia y control de dinero público, para fortalecer la Policía Federal, la Hacienda y el Ministerio Fiscal, para aprobar en el Congreso leyes más eficaces contra la corrupción y el crimen organizado. Esto lo reconocen hasta mismo los fiscales que me acusan.

Tengo la conciencia tranquila y el reconocimiento del pueblo. Confío en que tarde o temprano la Justicia y la verdad prevalecerán, aunque sea en los libros de historia. Lo que me preocupa a mí, y a todos los demócratas, son las continuas violaciones al Estado de Derecho. Es la sombra del estado de excepción la que se está elevando sobre el país.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ha sido presidente de Brasil (2003-2010). Es presidente de honra del PT (Partido de los Trabajadores).

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POR QUE QUEREM ME CONDENAR

Luiz Inácio Lula da Silva

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e CAUSAM indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA foi presidente do Brasil (2003-2010). É presidente de honra do PT (Partido dos Trabalhadores)

Membros do Ministério Público são contrários à PEC 241 de Temer

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NOTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL 241/2016

O COLETIVO POR UM MINISTERIO PÚBLICO TRANSFORMADOR, entidade associativa que congrega membros do Ministério Público brasileiro, de natureza não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, vem a público manifestar extremada preocupação com os termos da Proposta de Emenda Constitucional 241/2016.

O Novo Regime Fiscal previsto na PEC 241 constitui-se em grave retrocesso e autêntica desfiguração do modelo de estado social e democrático de direito desenhado pelo poder constituinte originário em 1988, na medida em que pretende impor limites para fixação das despesas dos poderes da União e órgãos autônomos federais, significando, em termos práticos, negação de acesso aos direitos sociais de parcela cada vez mais crescente da população brasileira ao longo dos próximos 20 anos.

A sistemática fiscal prevista na PEC 241 estabelece como teto para as despesas públicas os valores constantes do orçamento anual de 2016, os quais passariam a valer pelos próximos 20 anos, com acréscimos anuais apenas pelos índices de inflação. Este regime fiscal significará, em termos reais, uma redução do volume de recursos públicos destinados ao suporte de direitos fundamentais tais como saúde, educação, seguridade social, moradia, segurança pública dentre outras necessidades básicas da população brasileira, tendo em vista que os valores constantes do orçamento anual de 2016 já foram objeto de severo contingenciamento, bem como porque é de conhecimento público e notório que as demandas por direitos sociais possuem crescimento natural que decorre, dentre outros fatores, do crescimento demográfico vegetativo, com o incremento da população infantil, e da tendência de envelhecimento da população, com o aumento do contingente de pessoas idosas.

O momento de crise econômica vivenciado pelo Brasil não pode ser utilizado como motivação suficiente para medida tão agressiva às decisões políticas fundamentais adotadas pelo Poder Constituinte Originário. Decerto que situações de crise demandam sacrifícios da sociedade, porém o Novo Regime Fiscal da PEC241 pretende concentrar todo o ônus do déficit fiscal sobre as costas da parcela mais vulnerável da população brasileira, na medida em que os cortes de despesas atingirão progressivamente os recursos necessários aos custeio dos serviços públicos demandados pela população, causando ao longo de duas décadas o agravamento da desigualdade social, miséria e sofrimento ao povo brasileiro.

Em face destas gravíssimas restrições impostas pela PEC 241 aos direitos sociais fundamentais, causa-nos intensa preocupação a maneira açodada e elitista que vem caracterizando a tramitação da proposta, tendo em vista que, por um lado, as medidas sugeridas pelo Novo Regime Fiscal foram gestadas para atender exclusivamente aos interesses do mercado financeiro, sem atenção com as graves repercussões sociais do extremo corte de gastos, sendo ainda evidente que a rapidez, a ausência de debates técnicos e a falta de participação popular, que vem pautando a tramitação legislativa da proposta, deixam à mostra sua grave falta de legitimidade democrática.

Entendemos que as medidas necessárias à superação da crise econômica devem ser buscadas por meio de ampla discussão pública, com efetivo chamamento e participação da classe política, sindicatos, comunidade acadêmica, estudantes, organizações da sociedade civil e movimentos sociais, tendo em vista que existem múltiplas opções para enfrentamento da crise, sendo que apenas de um ambiente de efetivo debate democrático poderão emergir as soluções capazes de promover melhor distribuição dos ônus sociais e atenuação dos sacrifícios a serem impostos à parcela mais vulnerável da população brasileira.

Relevante acrescentar que a PEC 241, em que pese estender seus efeitos deletérios a todo o serviço público, provocará sensíveis impactos na gestão fiscal do Ministério Público, colocando em severo risco o regular desempenho de suas atribuições institucionais pelos próximos anos. Estes impactos do Novo Regime Fiscal nas atividades do Ministério Público devem ser encarados pela sociedade para além da simples defesa de interesses institucionais vistos pelo prisma corporativo, pois a diminuição da capacidade de atuação do órgão coloca em perigo o desempenho de suas atribuições constitucionais para a defesa do regime democrático e tutela dos direitos fundamentais, cujo exercício se revela sobremaneira importante neste momento de instabilidade política atravessado pela sociedade brasileira.

Manifestamos a crença de que a sociedade brasileira, que tem vivenciado uma trajetória de crescente afirmação de direitos sociais ao longo do período democrático inaugurado pela Constituição Federal de 1988, conseguirá manter-se em seu ainda longo caminho rumo à construção de uma sociedade livre, justa e solidária, cuja materialização está sendo colocada em grave risco pela PEC 241/2016.

Diante disso, esperamos que a proposta, tal como colocada, seja rejeitada pelo Congresso Nacional.

Brasília-DF, 10 de outubro de 2016.

5ª na UFPR: Ato em Defesa da Constituição e da Democracia

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Os Advogados e Advogadas pela Democracia organizam para o dia 6 (quinta-feira) o Ato em Defesa da Constituição e da Democracia, às 18h30 no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.

O grupo de juristas do qual fazemos parte entende que o Brasil caminha para a consolidação de um regime de exceção.

Grampos em escritório de advocacia, divulgação de interceptações telefônicas ilegais envolvendo autoridades com foro privilegiado, e utilização de provas obtidas no exterior sem a autorização necessária, mostram a atual fragilidade das instituições políticas nacionais.

A defesa da Constituição e da Democracia – com uma firme posição contra a redução de direitos sociais – exige uma reflexão pública sobre o funcionamento do sistema de justiça brasileiro.

Os “Advogados pela Democracia”, com apoio da Frente Brasil de Juristas, Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares, Direito Pra Todxs, Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, CWB Contra Temer, Declatra e Terra de Direitos, convidam todas e todas para o ato.

Entre os convidados confirmados estão o ex-ministro da Justiça e Procurador da República, Eugênio Aragão, o ex-presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, a desembargadora aposentada e professora da Unicamp, Magda Barros Biavaschi e o juiz e professor de Direito do Trabalho, Reinaldo Melhado.

Serviço:
6 de outubro
18h30
Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFPR
Entrada livre
Curitiba – Paraná

O pêndulo

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A política é um pêndulo.

Nada mais normal que de tempos em tempos as elites econômicas e midiáticas consigam vitórias eleitorais.

Infelizmente não era para acabar com a corrupção, era para eleger partidos neoliberais afinados com os interesses das elites econômicas e midiáticas para eliminar os direitos trabalhistas, os interesses nacionais, os direitos sociais e os interesses das minorias.

Eles tem o capital e a grande mídia.

Foi assim na década de 1990.

Está sendo assim agora.

Cabe aos movimentos sociais, partidos políticos de esquerda e centro-esquerda e demais setores progressistas da sociedade se unirem, se organizarem e conseguirem barrar o poderio do neoliberalismo e do fascismo.

A saída é “simples”: mais Política, mais Democracia, mais debate, mais Estado laico, mais transparência, mais pluralidade de ideias na TV, rádio e internet, menos poder do dinheiro, menos fundamentalismo religioso, menos analfabetismo político, menos senso comum.

A luta continua!

Baixaria na “República de Curitiba”

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NOTA À IMPRENSA

Recebemos na noite deste sábado (01) material ilegal de campanha atribuído falsamente à vice-prefeita de Curitiba, Miriam Gonçalves, alegando que o Partido dos Trabalhadores (PT) estaria apoiando outra candidatura que não a de Tadeu Veneri.

Repudiamos o uso deste tipo de expediente, que denota a total falta de caráter de pessoas vinculadas a uma das campanhas e que no momento não é possível identificar.

Ingressaremos com medida judicial pleiteando busca e apreensão de todo o material, impedindo a sua distribuição e a prisão de quem o estiver distribuindo. A vice-prefeita também adotará as medidas judiciais cabíveis.

Fizemos toda a nossa campanha baseados nos princípios da ética e da lisura, tratando os cidadãos e os demais candidatos com respeito e lealdade.

Lamentamos e não aceitamos tal conduta, assim como entendemos esse tipo de ato como uma forma de cercear por meios ilegais e antidemocráticos o crescimento de nossa campanha.

Tadeu Veneri e Nasser Ahmad Allan

Vídeos do Tadeu viralizam em todo o Brasil e podem definir a eleição em Curitiba

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Você já assistiu os dois famosos vídeos da candidatura de Tadeu Veneri 13 para prefeito de Curitiba? Não? Pois saiba que os vídeos viralizaram via redes sociais por todo o Brasil.

Os vídeos têm qualidade de curtas metragens, ao estilo do cineasta paranaense Sérgio Bianchi.

Se as classes menos privilegiadas de Curitiba virem os vídeos, Tadeu pode conseguir ir para o segundo turno contra um dos candidatos que representam os donos da cidade.

Vejam os vídeos magistrais:

O segundo vídeo ainda não está no Youtube, clique no link abaixo do Facebook:

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ftadeu.veneri%2Fvideos%2F533020980225478%2F&show_text=0&width=560

Ricardo Marcelo é eleito reitor da UFPR

O Prof. Dr. Ricardo Marcelo Fonseca acabou de ser eleito para o cargo de reitor da Universidade Federal do Paraná, e a Prof.ª Dr.ª Graciela Bolzon, na mesma chapa 2 (UFPR é Nossa Vida) de Ricardo, foi eleita vice.

Ricardo Marcelo é licenciado e bacharel em História pela UFPR, bacharel em Direito pela antiga Faculdade de Direito de Curitiba, foi advogado trabalhista, é Procurador Federal e já foi diretor do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR.

E foi um dos meus grandes professores do mestrado em Direito do Estado na UFPR.

Parabéns professor!

Juristas divulgam manifesto em defesa da Democracia

NOTA DE REPÚDIO

Nós profissionais do direito comprometidos com a Legalidade Democrática e com os princípios que norteiam o Estado do Democrático de Direito, manifestamos nosso repúdio a tentativa de criminalização ao exercício da advocacia criminal, notadamente, em relação ao advogado Roberto Teixeira, um dos defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na famigerada “Operação Lava Jato”.

Em março do corrente ano o escritório do advogado Roberto Teixeira – Teixeira, Martins, Advogados – teve seu sigilo quebrado por ordem do juiz federal Sergio Moro. Com isso, conversas de todos os 25 advogados da banca com pelo menos 300 clientes foram grampeadas, além de telefonemas de empregados e estagiários do escritório.

Recentemente os procuradores da Força Tarefa da “Operação Lava Jato” em episódio pirotécnico lamentável apresentaram, sem qualquer lastro mínimo probatório, denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e mais seis pessoas. Apesar da flagrante ausência de justa causa para ação penal, a denúncia foi recebida pelo juiz federal da 13ª Vara de Curitiba. Como se não bastasse, após prenderem indevidamente o ex-ministro Guido Mantega e cometerem outras arbitrariedades, os procuradores da Força Tarefa ameaçam, agora, denunciar Roberto Teixeira advogado de defesa do ex-presidente Lula com o nítido propósito de constranger a defesa.

É fato notório que a democracia está ferida, os abusos e atentados contra o Estado de Direito que vem sendo perpetrados pelos procuradores da República e pelo juiz federal Sérgio Moro em nome de um fantasmagórico combate a corrupção já ultrapassaram todos os limites da legalidade. Ninguém, mas absolutamente ninguém, pode se colocar acima da Constituição da República e dos princípios fundamentais, entre os quais destacamos: a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a proibição de provas obtidas ilicitamente.

Neste verdadeiro Estado de Exceção, prisões são decretadas para servirem de moeda de troca para futura e inescrupulosas delações; pessoas são retiradas de suas casas e conduzidas coercitivamente sem qualquer amparo legal; sentenças condenatórias são proferidas em completo desprezo as alegações da defesa; tudo realizado em assalto ao Estado de Direito e em nome do lema antiético de que “os fins justificam os meios”, sem qualquer observância aos princípios constitucionais e as leis processuais.

Necessário ressaltar que o advogado exerce papel fundamental no tão proclamado Estado Democrático de Direito. A nobre função do advogado está assegurada na Constituição da República (CR) que proclama: “O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”. (Art.133 da CR). Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, está assentado que a qualquer homem acusado de um ato delituoso são “asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa”. (Art. XI)

Roberto Teixeira se graduou em 1969 pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); É integrante do Instituto dos Advogados de São Paulo – IASP e da Associação dos Advogados de São Paulo – AASP. Foi duas vezes presidente da OAB, Subseção de São Bernardo do Campo-SP.

Como bem ressaltaram os processualistas Rubens Casara e Antônio Melchior,

“O defensor atua com o objetivo de proteger o estado de liberdade do imputado. Sua missão democrática, portanto, possui uma dimensão pública, vinculado à defesa de um bem que é protegido em nome de um interesse também público: a liberdade. Aqui reside a força da atuação defensiva”.

Assim sendo, nós abaixo-assinados repudiamos veementemente o atentado à democracia, ao direito constitucional de ampla defesa e a liberdade do exercício profissional, mormente, do exercício da advocacia criminal que vem sendo indevidamente constrangida e atacada em nome do autoritarismo e de medidas draconianas.

1-Leonardo Isaac Yarochewsky – Advogado e Professor de Direito Penal da PUC-Minas

2-Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva, OAB-ES

3-Magda Barros Biavaschi desembargadora aposentada TRT 4, pesquisadora no CESIT/IE/UNICAMP

4-Romulo de Andrade Moreira – Professor de Direito Processual Penal – Bahia

5-Antonio Pedro Melchior. Professor de Direiro Processual Penal e Advogado Criminalista.

6-Marcio Tenenbaum – advogado RJ

7-Pedro Estevam Serrano – advogado e Professor de Direito Constitucional da PUC-SP

8-Alexandre Hermes Dias de Andrade Santos , Advogado

9-Claudio Carvalho – Professor da UESB – BA

10-Mauricio Dieter – Professor de Criminologia da USP

11-Antônio Martins – Professor de Direito Penal

12-Fabio da Silva Bozza – Professor de Direito Penal

13-Reinaldo Santos de Almeida – Advogado e Professor

14-Caio Patricio de Almeida – Advogado e Professor

15-Gabriel Lira – Advogado

16-Rafael Valim – Advogado e Professor da PUC

17-Gustavo Marinho – Advogado

18-Felipe Olegário – advogado

19-Bruno Espiñeira Lemos – Advogado e professor de Processo Penal

20-Sergio Graziano, Advogado e Professor Penal e Processo Penal na UCS/RS.

21-Márcio Augusto Paixão, advogado RS

22-Celso Antônio Bandeira de Mello – Jurista

23-Weida Zancaner – Professora aposentada de Direito Administrativo da PUC-SP

24Lucas Sada – Advogado do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH)

25-Sergio Sant’Anna – Professor de Direito Constitucional da UCAM

26-Gabriela Zancaner – Professora de Direito Constitucional da PUC-SP

27-Roberto A. de Aguiar, Professor de Direito e ex-Reitor da UnB.

28-Wanja Carvalho, Procuradora Federal apos.

29-João Ricardo Wanderley Dornelles – Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio; Coordenador-Geral do Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio

30-Wilson Ramos Filho – Doutor; professor de Direito do Trabalho da UFPR

31-Carol Proner – Doutora; Professora de Direito Internacional da UFRJ

32-Mauricio Zockun – advogado e professor da PUC/SP

33-Gisele Cittadino – PUC-Rio

34-Tarso Cabral Violin -advogado e professor de Direito da PUCPR e FAPI

35-Nilton Correia – advogado e ex presidente da ABRAT (associação brasileira dos advogados trabalhistas )

36-José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor na Faculdade de Direito e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUCRS

37-Maria Helena Barros de Oliveira Advogada e Pesquisadora da Fiocruz. Chefe do Departamento Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural DIHS/FIOCRUZ

38-Maria Luiza Quaresma Tonelli – advogada

39-Guilherme Marinho – Advogado e Professor de Direito Penal da PUC-Minas

40-Ronaldo Garcia Dias – advogado e Professor de Processo Penal

41-Leonardo Avelar Guimaraes – Advogado e Professor de Processo Penal da ESA-MG

42-Maria Goretti Nagime – Advogada e Professora

Nota dos Advogados pela Democracia sobre a posição da OAB na greve dos bancários 

NOTA SOBRE A POSIÇÃO DA OAB NA GREVE DOS BANCÁRIOS: redução da densidade democrática no país e violação ao direito de greve
A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio das suas secionais, em diversos estados da federação, ajuizou ação civil pública contra a greve dos bancários e bancárias. O fundamento da ação tem por base obrigar o atendimento bancário dos advogados e advogadas, mesmo durante a greve da categoria.
A posição da OAB reduz a densidade democrática do país ao tentar restringir o exercício constitucional do direito de greve por parte da categoria dos bancários nos estados. A posição da OAB contraria e macula – mais uma vez no presente ano – o seu percurso construído desde a constituinte.
A greve é um direito fundamental garantido na Constituição Federal e caracteriza-se como instrumento legítimo de pressão dos trabalhadores. As restrições ao exercício deste direito encontram-se na Lei nº 7.783/89, que não determina qualquer obrigatoriedade de atender a advogados e advogadas em suas demandas bancárias relacionadas à prática forense, como recolhimento de custas ou pagamento de alvarás judiciais.
Nessa perspectiva, a ação civil pública ajuizada pelas seccionais, inclusive a OAB/PR, viola o direito dos trabalhadores e atende ao interesse do sistema financeiro, em especial, os bancos, que apesar dos lucros auferidos acima da inflação, não aceitam recompor as perdas salariais ocorridas no ano.
ADVOGADOS PELA DEMOCRACIA

Vaquinha virtual para pagamento de R$ 200 mil em multas injustas

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A campanha de crowdfunding (vaquinha virtual, financiamento coletivo) denominada “Eu Tarso pela Democracia”, pela liberdade de expressão e para pagamento do valor de R$ 200 mil em multas aplicadas ao advogado e professor universitário Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, continua.

A campanha iniciada já arrecadou aproximadamente R$ 80 mil, mas ainda falta quase R$ 120 mil. Tarso fez um acordo e está pagando R$ 3 mil por mês, em 60 parcelas.

Em 2012 Tarso, autor do Blog do Tarso, recebeu duas multas eleitorais absurdas que hoje somam quase R$ 200 mil, a pedido do grupo do governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e do ex-prefeito de Curitiba e atual deputado federal Luciano Ducci (PSB), e aplicada pelo TRE-PR. Por causa de duas simples enquetes (veja maiores informações aqui).

As doações e apoios estão vindo de amigos, seguidores do Blog do Tarso, professores, juristas, jornalistas, blogueiros, estudantes, como Celso Antônio Bandeira de Mello, Weida Zancaner, Clèmerson Merlin Clève, Maurício Zockun, Carolina Zancaner Zockun, Eduardo Suplicy, Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Dilma Bolada, Luiz Carlos Azenha, Conceição Oliveira, Jandira Feghali, Gustavo Fruet, Mirian Gonçalves, Wilson Ramos Filho, Edésio Passos, Franklin Martins, Ana de Hollanda, Miguel do Rosário, Roberto Requião, Gleisi Hoffmann, Gustavo Fruet, Pedro Serrano, Emerson Gabardo, Salo de Carvalho, Altamiro Borges, Conceição Oliveira, entre vários outros.

Veja o manifesto dos juristas e o manifesto dos blogueiros, jornalistas e internautas em apoio ao Crowdfunding.

Faça uma doação de R$ 20 a R$ 10 mil aqui. Seu nome não será divulgado se você não desejar.

E ajude na divulgação!

Vice de Tadeu denuncia o golpe em debate sobre democracia em Curitiba

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Em debate sobre democracia em Curitiba, Nasser figura como único candidato a denunciar golpe

Curitiba, 20 de setembro – “Maneira eficiente de aumentar a sensação e o respeito da população pela democracia é respeitar o resultado das urnas”, resumiu o candidato a vice na chapa de Tadeu Veneri à Prefeitura de Curitiba, Nasser Ahmad Allan, em debate promovido pelo Instituto Atuação em parceria com o jornal Gazeta do Povo. “Começa por aí: não se utilizar de subterfúgios para alterar o resultado das urnas através de golpes: que foi o que aconteceu este ano”, prosseguiu Nasser em uma de suas intervenções no debate.

O candidato a vice-prefeito de Curitiba pelo Partido dos Trabalhadores (PT) foi o único entre os presentes no debate a caracterizar como golpe a ruptura no processo democrático provocada pela deposição da presidente Dilma Rousseff sem que houvesse comprovação de crime de responsabilidade.

O debate realizado no Hotel Radisson na última sexta-feira encerrou a chamada Semana da Democracia. O Instituto Atuação é uma organização não-governamental pautada pela ambição de transformar Curitiba em “Cidade-Modelo da Democracia”.

Além da democracia, o debate abordou temas como participação popular e transparência no setor público. Nasser defendeu o desenvolvimento de mecanismos que permitam a transição para um modelo de democracia participativa, proporcionando mais poder de decisão aos eleitores e atendendo de maneira mais efetiva aos anseios da população.
“Não basta permitir a participação popular. É preciso dar efetividade a essa participação. É preciso dar um retorno sobre o que foi atendido ou não foi atendido e explicar o motivo dessa decisão”, respondeu Nasser ao falar sobre participação popular. “É necessário ter vontade política de transformar as discussões nessas instâncias em decisões efetivas da administração popular”, prosseguiu.

“A participação popular e a cultura política pressupõem um desenho institucional que realmente permita a participação por meio de conferências, conselhos municipais, audiências públicas, mas em horários nos quais as pessoas possam comparecer, e não às quatro horas da tarde, como tem sido feito, além de um orçamento participativo. Da maneira como funciona hoje, as audiências públicas apenas referendam uma decisão já tomada de antemão pelo administrador”, advertiu ele.

Nasser enfatizou ainda que o ICI hoje controla praticamente toda a informação relevante para o bom funcionamento da cidade. “É muito difícil falar em transparência quando há um monopólio da informação pelo Instituto Curitiba de Informática, ou Instituto das Cidades Inteligentes. É preciso abrir o ICI, o qual consideramos um dos ‘donos da cidade’, tanto no que se refere à administração municipal quanto no que diz respeito aos serviços prestados à população.”

Advogados pela Democracia repudiam ações midiáticas do MPF-PR

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NOTA DE REPÚDIO ÀS AÇÕES MIDIÁTICAS DO MPF:
EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS

O respeito à Democracia, à Constituição Federal e às garantias constitucionais são incompatíveis com a atuação midiática dos membros do Ministério Público Federal, que servem à chamada operação lava jato, ao reunirem a imprensa para divulgar a denúncia contra o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata aqui de fazer a defesa do denunciado, tarefa da qual se ocupam seus advogados. A defesa intransigente dos direitos fundamentais e do Estado Democrático de Direito independe da qualidade do agredido, e é compromisso assumido por todo aquele que se dedica à advocacia.

Primeiro, foi violado o princípio constitucional da presunção de inocência, porque ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória (CF, 5º LVII) – e os membros do MPF passaram, de forma inconstitucional, a mensagem ilegal de um homem culpado de crimes.

Segundo, a apresentação unilateral de hipóteses acusatórias em cadeia nacional de televisão, além da lesão aos princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados aos acusados em geral (CF, 5º LV), constituiu a formação de um execrável tribunal de exceção, banido das modernas democracias (CF, 5º XXXVII).

Terceiro, ataques à honra e à imagem de acusados pelos meios de comunicação de massa e em cadeia nacional (CF, 5º X) representam odiosa antecipação de juízos de valor sobre fatos controvertidos, que devem ser demonstrados nos limites estritos do devido processo legal do Estado Democrático de Direito.

Finalmente, os Advogados pela Democracia manifestam veemente repúdio ao deplorável desvio de funções dos Procuradores da República atuantes na Operação Lava Jato, que passaram por cima do papel constitucional de defesa da ordem jurídica e do regime democrático atribuído ao Ministério Público (CF, 127), maculando a imagem de uma instituição essencial à função jurisdicional do Estado.

ADVOGADOS PELA DEMOCRACIA

Juristas lançam manifesto de apoio a Tadeu Veneri 13 para Prefeito de Curitiba

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Juristas, professores de Direito, advogados, servidores públicos de carreiras jurídicas e estudantes de Direito lançaram no último dia 13 um manifesto de apoio a Tadeu Veneri 13 Prefeito de Curitiba e ao advogado Nasser Allan Vice-Prefeito, pelo Partido dos Trabalhadores.

O evento foi na frente da Justiça do Trabalho em Curitiba, local escolhido como símbolo da necessária luta pela manutenção dos direitos dos trabalhadores, com a distribuição de adesivos e cópias do manifesto.

O documento foi assinado por professores da UFPR, PUCPR e outras conceituadas instituições de Curitiba, do Paraná e do Brasil; além de advogados militantes e demais operadores do Direito.

Entre os juristas que assinaram estão Wilson Ramos Filho (UFPR), Tarso Genro (ex-Ministro da Justiça), Aldacy Rachid Coutinho (UFPR), Mirian Gonçalves (vice-prefeita de Curitiba), Gisele Cittadino (PUC-Rio), André Passos (ex-vereador de Curitiba), Paulo Abrão (ex-Secretário Nacional de Justiça), Luís Fernando Lopes Pereira (UFPR), Claudia Maria Barbosa (PUCPR), Claudio Ribeiro (advogado), Clair da Flora Martins (ex-deputada federal), Sidnei Machado (UFPR), Sandro Lunard Nicoladeli (UFPR), Larissa Ramina (UFPR), Mauro José Auache presidente do Instituto DECLATRA), Carol Proner (UFRJ), Alberto Oliveira (MPT), Tarso Cabral Violin (PUCPR), Ivete Caribe Rocha (Coletivo Advogados Livres), Valquíria Prochmann (procuradora do Estado do Paraná), entre outros importantes juristas.

Vejam o manifesto aqui.

Vejam a transmissão ao vivo que foi realizada no lançamento aqui.

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