Nova Secretária de Educação do Paraná curte “o Sul é o Meu País”

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A nova secretária de educação do Paraná, Ana Seres Trento Comin, defende o movimento “O Sul é o meu país”, que para muitos é fascista por defender a separação inconstitucional da nação.

Ela curtiu a comunidade do movimento separatista no Facebook, clique aqui. É o que informou o Verdade sem manipulação.

O presidente do grupo O Sul é Meu País já pediu desculpa por ser brasileiro: “cara, eu não sou daquele país lá da bunda grande, da mulata puta, essa imagem que o Brasil faz questão de passar”. Veja aqui.

A secretária é fã de Beto Richa (PSDB) e do deputado Valdir Rossoni (PSDB).

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Salo de Carvalho critica a mercantilização da educação

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O Prof. Dr. Salo de Carvalho, jurista criminalista gaúcho que agora é professor da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, publicou um interessante texto no site Draft sobre advocacia e magistério superior (clique aqui para acesso ao texto completo). Separei suas afirmações nas quais o professor critica a mercantilização da educação superior no Brasil:

“Melhor seria falar no desencanto com os rumos pedagógicos nas universidades privadas.”

“Os critérios pedagógicos, atualmente, estão todos submetidos à busca de resultados financeiros. O ensino foi transformado em uma mercadoria barata e o desenvolvimento pedagógico em uma relação de consumo pueril. Para mim, essa é uma questão decisiva: universidade não é empresa; educação não é uma relação de consumo.”

“Refiro uma lógica gerencial burocrática que anula as possibilidades pedagógicas e que hoje domina o ensino do Direito de cima a baixo.”

“Essa necessidade de preenchimento de vagas se transforma em uma disputa insana das instituições privadas por alunos. O efeito: o professor se converte em um funcionário que trabalha exclusivamente para satisfazer os interesses dos alunos. O processo todo pode ser representado pela dupla mensagem que frequentemente paira na sala dos professores. O discurso oficial: os professores devem ser exigentes ao máximo, inclusive reprovando os alunos que não alcançam suficiência. Já o discurso subliminar é: o aluno é o seu empregador e você deve tratá-lo desta forma. O estrago que essa lógica produz no ensino e, em consequência, no mercado de trabalho e no acesso dos cidadãos à Justiça é imenso. Estrago seguido de profundo mal-estar entre os professores que ainda acreditam na docência, que possuem comprometimento com seus alunos, que percebem a educação como uma das poucas ferramentas verdadeiramente revolucionárias.”

“Mesmo assim, nas instituições públicas o controle da comunidade acadêmica acaba sendo maior, com maior possibilidade de denúncia e de resistência contra aquelas práticas.”

Organizador do ato golpista do dia 15 defende privatizar saúde e educação

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Um dos organizadores da manifestação golpista do dia 15 de março de 2015, Kim Kataguiri (Movimento Brasil Livre – MBL), defende o neoliberalismo, o Estado mínimo  e a privatização das empresas estatais e dos sistemas de saúde e de educação.

Para ele não deve existir educação e saúde públicas, universais e gratuitas como determina a Constituição de 1988.

Defende ainda liberdade total para as grandes empresas de comunicação do país, o que também é inconstitucional.

Portuguesa pretende lotar o Canindé em greve contra Alckmin

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Imitando, sem tanto sucesso, o estilo Sensacionalista:

Os professores lotaram o Estádio da Vila Capanema, do Paraná Clube, em Curitiba, na assembleia geral pela manutenção da greve da educação pública contra o governador Beto Richa (PSDB).

Agora a Portuguesa luta para que escolham o seu estádio do Canindé, em qualquer greve contra o também tucano, governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

Lotação máxima garantida para esses queridos times.

Professores decidem manter a greve no Paraná

Fotos do blogueiro progressista André Vieira

Fotos do blogueiro progressista André Vieira

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Em assembleia geral da APP-Sindicato mais de 30 mil professores, educadores e servidores da educação pública do Paraná lotaram o estádio do Paraná Clube hoje (4) e decidiram continuar a greve que já dura 24 dias.

Muitos pedem a renúncia do governador Beto Richa (PSDB), por ele ter quebrado o Paraná e por sua incompetência política e políticas neoliberais.

DCE da PUCPR se posiciona contra o desmonte da educação pública do Paraná

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NOTA OFICIAL DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA PUCPR

NÃO AO PACOTE DE MALDADES DE RICHA! É HORA DE RESISTIR AOS ATAQUES E DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Nós do Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, viemos por meio desta nota deixar claro nosso posicionamento enquanto gestão, em relação aos pacotes de austeridade propostos pelo governo Richa (PSDB) e as mobilizações dos servidores públicos, em especial as comunidades acadêmicas das universidades estaduais, hoje, ameaçadas de fechar (UEM, UEL, UNICENTRO e UNESPAR) devido a ausência de repasses e investimentos por parte do governo do estado, bem como também, a greve dos professores das escolas públicas que no momento da redação desta carta, completa três semanas.

Primeiramente, deixamos claro que somos completamente contrários a qualquer corte orçamentário que afete a educação e os serviços públicos do estado. A juventude e os trabalhadores não devem pagar pela crise provocada pela incompetência administrativa dos governos. A população enganada pela promessa eleitoral de que ‘’o melhor estava por vir’’, e de que as contas do estado ‘’estavam em ordem’’, hoje paga com o aumento das tarifas, e o ataque aos direitos mais essenciais como a educação e a saúde. Trata-se de um estelionato eleitoral. Em resposta a isso, os professores do estado, juntamente com o conjunto dos servidores tomaram as ruas, e entraram em greve. A ocupação histórica da Assembleia Legislativa demonstrou a coragem e a disponibilidade de luta dos professores e servidores. Desde o começo, nós do Diretório nos colocamos sempre a disposição de apoiar no que for necessário essa luta.

Apesar de representarmos estudantes de uma universidade dita ‘’privada’’, isso não nos impede em defender uma educação e serviços públicos de qualidade. Acompanhamos com muita apreensão a possibilidade de fechamento das universidades estaduais, e desde já deixamos nosso total apoio as greves estudantis da UEM e da UEL e nossa solidariedade aos DCE’s e comandos de greve estudantil dessas universidades. Entendemos que essa luta também é nossa, e que o momento é de união, para além das diferenças e segmentação que sofre o movimento estudantil, para defendermos juntos nossos direitos.

Na PUCPR cada vez mais o custo de se manter na universidade se eleva, mesmo com verbas públicas e isenções fiscais o grupo Marista (mantenedor da PUC) além de aumentar as mensalidades acima da inflação, de fato, não se interessa em investir em permanência e assistência estudantil. As discussões sobre a construção de um Restaurante Universitário por exemplo, só tem se desenrolado, graças a pressão que o DCE tem feito.

Vivemos em uma época de profunda desarticulação do movimento estudantil, graças há décadas a fio de subserviência e falta de independência e autonomia de entidades – que deveriam nos unir – , como a UNE e UPE, perante a governos e partidos políticos. Isso joga contra o estudante, e nos ‘’desune’’, ao invés de articularmos nossas lutas em comum. Por isso, sabendo de nossa responsabilidade enquanto representantes da maior universidade privada do Paraná, fazemos um chamado aos centros acadêmicos e estudantes da PUCPR, bem como ao movimento estudantil paranaense. É hora de unirmos nossas forças e nossas lutas em uma mesma trincheira, sofremos no final das contas os mesmos ataques, sofremos com mensalidades altas, com corte de verbas, com educação precária, com falta de estrutura, ensino mercantilista, ausência de políticas de assistência e permanência, seja você estudante da PUCPR, ou da UEM.

Propomos uma reunião estadual entre todas as forças do movimento estudantil em luta, para organizarmos um grande movimento em defesa do ensino superior de qualidade e contra os ataques a educação. O DCEPUCPR se propõe a ser ferramenta propulsora desse movimento e continuar apoiando ativamente as greves que já ocorrem no momento.

A hora é de juntar forças!
Todo o apoio as greves no Paraná!
Não ao fechamento das universidades estaduais!
Nenhum centavo a menos para os serviços públicos!
Que os governos paguem pela crise, não o povo!

Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Gestão VII de Agosto
2014/15

Curitiba, 02 de Março de 2015

William Bonner mente no Jornal Nacional sobre manifestação no Paraná

Foto de Wellingto Alberti

Avenida Cândido de Abreu lotada em Curitiba. Foto de Wellingto Alberti

Você já deve saber que não é possível confiar na Rede Globo. Já deve imaginar que não deve acreditar no Jornal Nacional. E, claro, não é possível crer no apresentador William Bonner, que também é o editor-chefe do JN.

Nesta quarta (25) ocorreu a maior ou uma das maiores manifestações da história do Paraná, com aproximadamente 50 mil pessoas (clique aqui).

Professores e educadores em greve, estudantes, servidores públicos, aposentados e militantes protestaram contra o desmonte na educação pública que está sendo providenciado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Mas Bonner informou que havia apenas 10 mil pessoas no ato. MENTIRA!

O exato momento da mentira

O exato momento da mentira

A Avenida Cândido de Abreu, contando com a Barão do Serro Azul, que liga a praça Tiradentes no centro de Curitiba com a Praça Nossa Senhora de Salette no Centro Cívico, tem mais de 2 km de extensão.

A manifestação tomou quase a Cândido de Abreu inteira e cinco pistas, da praça Tiradentes até o Palácio Iguaçu.

Foto da Gazeta do Povo

Foto de Jonathan Campos da Gazeta do Povo

Por baixo, são 2 mil metros de extensão, com aproximadamente 20 metros de largura. Total de 40 mil metros quadrados.

Manifestações costumam ter entre uma e quatro pessoas por metro quadrado. Vamos dizer, por baixo, que havia apenas uma pessoa por m2, seriam no mínimo 40 mil pessoas. Mas vejam isso é NO MÍNIMO. A via tem mais de 2 km, tinham pessoas para além das 5 vias, e havia mais de 2 pessoas por metro quadrado.

Fotos das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Portanto, é mentira de Bonner, do Jornal Nacional e da Rede Globo, quando disseram que havia apenas 10 mil pessoas na manifestação.

Outra questão grave é que Bonner não citou em nenhum momento o nome do governador Beto Richa e seu partido, o PSDB. Apenas no final da matéria apareceu um pequeno letreiro com o nome e partido do governador.

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Qualquer matéria que envolva algum partido de situação ao governo federal, a velha mídia repete com exaustão, todo o dia, o nome do partido. Quando o problema é com um partido de direita, como o PSDB, DEM, entre outros, colocam essa informação em nota de rodapé.

Até quando o povo brasileiro vai acreditar apenas no que diz a velha mídia, composta por Globo, SBT, Veja, Folha, entre outros meios de comunicação?

É necessário, com urgência, a democratização da mídia, para que mais pessoas e meios de comunicação possam ser ouvidos pelos brasileiros, com o fim dos oligopólios e monopólios hoje existentes.

Veja outras fotos do evento, tiradas por Tarso Cabral Violin, o autor do Blog do Tarso:

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50 mil nas ruas de Curitiba contra a privatização tucana da educação

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Início da manifestação na Praça Santos Andrade, na frente do prédio histórico da UFPR. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje (25) mais de 50 mil professores, educadores, servidores públicos, trabalhadores, estudantes e cidadãos que lutam por um mundo melhor saíram às ruas de Curitiba para protestar contra o desmonte que o governador Beto Richa (PSDB) está fazendo na educação pública do Paraná. Foi um evento histórico!

Quem organizou o movimento foi a APP-Sindicato e os professores do estado continuam em greve. Parabéns a todos e a todas!

O secretário de educação de Beto tem ligações com a educação privada e com a privatização, veja aqui.

Ao desmontar a educação pública, Richa privilegia que a educação privada cresça e acabe com a obrigação constitucional de educação pública, universal, gratuita e de qualidade.

Beto é considerado o pior governador do Paraná de todos os tempos.

Tarso cabral Violi, o autor do Blog do Tarso, apoia as manifestações dos professores

Tarso Cabral Violin, o autor do Blog do Tarso, apoia as manifestações dos professores

Beto Richa e a privatização da educação

O governador Carlos Alberto Richa (PSDB) divulgou hoje o nome do novo secretário de educação do Estado do Paraná. Será o engenheiro de telecomunicações e atual conselheiro de Administração da Positivo Informática Fernando Xavier Ferreira.

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Ferreira entende de privatização da telefonia, e não de educação

Ele é especialista em negócios e bolsa de valores; foi Diretor-Geral da Itaipu Binacional escolhido pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu Impeachment; ocupou altos cargos na telefonia durante o governo FHC e foi responsável pelas privatizações do setor (nossa telefonia é caríssima e de péssima qualidade); e ocupa altos cargos na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo-FIESP.

Ou seja, ELE NÃO ENTENDE NADA DE EDUCAÇÃO, ele entende de negócios privados, ele entende de privatização.

Em entrevista para Rogério Galindo da Gazeta do Povo, Ferreira mostrou que tem pouca experiência na área da educação. Parece piada: “sempre tive um pouco de vocação para o magistério. No segundo ano da faculdade dava monitoria para os alunos do primeiro ano. Depois, fui professor por 15 anos na Universidade Federal do Paraná, no curso de Engenharia Elétrica. Sempre vivi no ambiente da educação. Mas além disso a gente sempre pode trabalhar com a gestão”. Disse que não precisar ser especialista em educação, mas que sobre o tema “pode se informar”.

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O novo secretário de educação do Paraná foi o homem de confiança de Collor na Itaipu

Vai aplicar o que aprendeu na iniciativa privada, a cartilha do neoliberalismo-gerencial

A cartilha é privatizar a educação pública, não buscar a universalização gratuita da educação estatal. Não investir nos trabalhadores. Buscar o lucro pelo lucro. Educar as crianças não para que elas sejam cidadãs, mas sim consumidores de uma mercadoria. Educar para que sejam egoístas, individualistas e consumistas.

A APP-Sindicato vai ter muito trabalho.

Por favor 2018, chega logo!

Educar é abarcar pluralidade de ideias

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Por Janeslei Aparecida Albuquerque

A vereadora Carla Pimentel tem feito fama apresentando projetos de lei anacrônicos, já superados historicamente e com fortes marcas de conservadorismo. Como não podia deixar de ser, sua mais nova “polêmica” prevê que se alterem os currículos escolares e que os mesmos não contenham os fatos políticos que movem a história da humanidade, o que ela, em sua proposta, classifica como “doutrinação política e ideológica”.

Primeiro, a vereadora quis obrigar a leitura da Bíblia nas escolas. Agora, sua nova proposta tem igual teor preocupante: proibir que a História e as Ciências Sociais sejam ensinadas, nas escolas de Curitiba, a partir de uma perspectiva histórica. Ou seja, propõe que o ensino de História seja “desistoricizado”. Bom, talvez vire um conto de fadas. Uma narrativa linear sem disputas de poder, sem vencidos nem vencedores, sem injustiças nem injustiçados, sem conflitos… sem “ideologia”, diz ela.

Essa proposta, ironicamente, é carregada de ideologia. Seria muito bom se, antes de fazer qualquer proposta, os nobres legisladores consultassem as leis educacionais do nosso país. Por exemplo, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) estabelece que a educação deve ser inspirada “nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

O que esses princípios nos dizem? Que a educação das crianças e jovens deste país deve se constituir no aprendizado das ciências, no domínio da técnica e também na formação para o livre exercício da cidadania, da crítica, da consciência, e o direito a uma boa formação para o mundo do trabalho. O que exige o estudo da ciência, que, por sua vez, exige método e comprovação. E de que “mundo do trabalho” se trata? Trabalho que se dará numa sociedade dividida em classes, numa sociedade em que os direitos sociais, trabalhistas e civis há pouco tempo vem sendo construídos. Uma sociedade que se constituiu nas práticas do escravismo, do poder exercido pelas oligarquias, na violência, no patriarcado, no patrimonialismo.

Segundo o projeto, estes fatos não poderiam ser objeto de reflexão. As contradições não poderiam ser apontadas e toda a história não seria mais que “uma sucessão de acontecimentos fortuitos”. E essa proposta nem sequer é original: a ditadura, ou melhor, todas as ditaduras já fizeram isso. Mas a roda da história não parou de girar.

Aliás, falando em patrimonialismo, essa proposta quer levar esse conceito às últimas consequências, ferindo a laicidade do Estado, cujas leis os ocupantes da Câmara deveriam defender e fazer respeitar. Ele fere a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”. E quer ferir mortalmente o princípio da pluralidade de ideias e de concepções pedagógicas.

A opção religiosa da parlamentar é da esfera privada. Mas a educação é regida por princípios de caráter público, e muito mais ainda na escola pública, que é de todos. A superação dos Estados teocráticos e a instituição da laicidade do Estado é uma conquista da modernidade e deu-se nos séculos 16 e 17. Essas propostas querem nos levar a um atraso de mais de 200 anos! Não podemos nos calar diante dessa e de outras ameaças obscurantistas e retrógradas.

Janeslei Aparecida Albuquerque, professora da rede estadual do Paraná, é mestre em Educação, secretária de Formação Política-Sindical da APP-Sindicato, militante da Marcha Mundial das Mulheres e membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe/UFPR), representando a APP-Sindicato.

Publicado na Gazeta do Povo de hoje.

Beto Richa destroi o ensino básico do Paraná

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O Ministério da Educação divulgou hoje (05) o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013 que mostra que o Paraná, que já esteve em primeiro lugar, agora é o nono colocado. O Índice reúne dois conceitos importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações.

O Índice começou a ser calculado no mesmo período da gestão Requião 2003-2010. Em 2005, o Paraná estava em 6º lugar com pontuação 3,6. Dois anos depois, em 2007, o Estado tinha subido para segunda posição, com 4. Em 2009, o Paraná alcançou o 1º lugar, com pontuação 4,2. Até aqui, a prioridade do Governo do Estado era a educação.

O então governador Roberto Requião determinou que 30% do orçamento seria destinado para a educação. E uma revolução no ensino público começou. Livros didáticos eram feitos pelos professores e distribuídos de graça. As escolas começaram a ser reformadas, ganharam quadras cobertas e novos colégios foram construídos.

Os professores ganharam atenção especial: salários revistos e um programa de qualificação continuada, o PDE. Por dois anos poderiam ficar fora das salas de aula estudante e se atualizando. Também foram comprados 1.100 ônibus para o transporte escolar e retomados os Jogos Colegiais e criadas as Patrulhas Escolares.

Dentro das escolas tecnologia com as TVs multimídias e internet gratuita. Fora das escolas, incentivos como o festival Fera com Ciência. O ensino público foi valorizado. Os professores tinham boas condições de trabalho. Os funcionários da educação tinham orgulho de serem funcionários do governo do Paraná.

No entanto, em 2011 o Paraná começou a cair na colocação do Ideb. Neste ano, a pontuação registrada foi 4 e o Paraná ficou em terceiro lugar. E o índice divulgado hoje – 3,8 – derrubou o Paraná para a nona posição e comprova o que os professores e a APP-Sindicato comandada pela Professora Marlei têm dito em greves e protestos: a educação está abandonada.

Uma greve neste ano parou o ensino público por uma semana no Paraná, reuniu 30 mil educadores e teve a solidariedade de alunos e da sociedade. Escolas com problemas de infraestrutura, pagamentos atrasados, contratos temporários precários, problemas com a merenda escolar, retrocesso. “Vamos trocar de governo”, apelou o senador Roberto Requião pelo Twitter ao saber da nova colocação do Paraná no ranking.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) informou que o Paraná atingiu a nota de 3,4 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básico (Ideb) de 2013, caindo  de 3º para 8º na posição do ranking do ensino médio. Em 2011, o estado havia alcançado nota 3,7 no Ideb. 2011.

Isso comprova que os alunos tiveram pior desempenho neste último período.

Gleisi Hoffmann,, que é candidata na coligação Paraná Olhando Pra Frente, lamentou a notícia e alerta a falta de compromisso do governo com o ensino e relembra que o Paraná descumpriu o investimento mínimo em outras duas pastas, Saúde e Segurança.

“O resultado do Ideb mostra que a falta de compromisso do atual governo do estado não se restringe a Saúde e Segurança com o não investimento mínimo de 12%. Ou ainda as viaturas sem combustível, mas se espraia pela educação comprometendo o futuro dos nossos jovens e do nosso estado. Isso envergonha o Paraná” lamenta Gleisi.

Entre as nove unidades federativas que apresentaram crescimento, Goiás pulou do quinto lugar em 2011, com Ideb de 3,6, para o topo do ranking, em 2013, com 3,8. O Rio de Janeiro saltou da 15ª posição (com 3,2) para a quarta (com 3,6), empatado com Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco. São Paulo se manteve na segunda posição, apesar da queda na nota, de 3,9 para 3,7. O Rio Grande do Sul pulou de 10º (com 3,4) para o terceiro, 3,7. O Paraná estava em 3º e agora caiu para 8º.

Os dados de Requião e Gleisi são um pouco diferentes, mas os dois apontam que Beto Richa destruiu o ensino básico do Paraná.

Governo Beto Richa diminui vagas na UEL e UEM

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Durante o governo Beto Richa (PSDB) as vagas ofertadas no vestibular pela Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Estadual de Londrina, entre 2011 e 2014, diminuíram.

UEM:

2011: 1549
2012: 1536
2013: 1514

UEL:

2011: 3100
2012: 3100
2013: 3100
2014: 3090
Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) o aumento de vagas nos últimos anos foi de aproximadamente 1000, sem contar com o aumento de vagas do IFT e da UFPR.

Suécia privatizou a educação e agora se arrepende

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Enquanto os políticos, juristas e administradores públicos neoliberais-gerenciais brasileiros querem privatizar a educação, saúde, cultura e tudo o que virem pela frente, via OS – organizações sociais, PPP – Parcerias Público-Privadas, serviços sociais autônomos, etc., os suecos, que privatizaram o ensino há alguns anos, agora querem voltar ao ensino público, estatal, universal e gratuito. Vejam a matéria divulgada nos sites Outras Mídias e Rede Democrática:

 

Escolas introduziram publicidade maciça, pressão sobre professores e estímulo permanente à competição. Resultados lastimáveis estão levando defensores da “novidade” a pedir desculpas públicas

Quando uma das maiores empresas privadas de educação faliu, alguns meses atrás, deixou 11 mil alunos a ver navios e fez com que o governo da Suécia repensasse a reforma neoliberal da educação, feita nos moldes da privataria com o Estado financiando a entrega dos serviços públicos aos oligopólios capitalistas e assim causando graves prejuízos para os trabalhadores e a população.

No país de crescimento mais acelerado da desigualdade econômica entre todos os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os aspectos básicos do mercado escolar desregulamentado estão agora sendo reconsiderados, levantando interrogações sobre o envolvimento do setor privado em outras áreas, como a de saúde.

Duas décadas após o início de seu experimento de “livre” mercado na educação, cerca de 25% dos alunos do ensino médio da Suécia frequentam agora escolas financiadas com recursos públicos, mas administradas pela iniciativa privada. Essa proporção é quase o dobro da média mundial. Quase metade desses alunos estudam em escolas parcial ou totalmente controladas por empresas de “private equity”, que compram participações em outras empresas.

Na expectativa das eleições do ano que vem, políticos de todos os matizes estão questionando o papel dessas empresas, acusadas de privilegiar o lucro em detrimento da educação, com práticas como deixar alunos decidirem quando aprenderam o suficiente para passar e não manter registro de notas.

O oposicionista Partido Verde – que, a exemplo dos moderados, apoia há muito as escolas de gestão privada, mas que agora defende um recuo – divulgou um pedido público de desculpas num jornal sueco no mês passado sob o título “Perdoe-nos, nossa política desencaminhou nossas escolas”.No início da década de 1990, os pais recebiam vales do Estado para pagar a escola de sua preferência. A existência de escolas privadas foi autorizada pela primeira vez, e elas podiam até ter fim lucrativo.

O Reino Unido absorveu muitos aspectos desse sistema, embora não tenha chegado a permitir que escolas custeadas com dinheiro público visassem lucro. Empresas de educação suecas alcançaram países tão distantes como a Índia.

A falência, neste ano, da JB Education, controlada pela empresa dinamarquesa de “private equity” Axcel, foi o maior, mas não o único, caso do setor educacional sueco.

O fechamento da JB custou o emprego de quase mil pessoas e deixou mais de 1 bilhão de coroas suecas (US$ 150 milhões) em dívidas. Os alunos de suas escolas ficaram abandonados.

Uma em cada quatro escolas de ensino médio é deficitária e, desde 2008, o risco de insolvência subiu 188% e é 25% superior à média das empresas suecas, disse a consultoria UC. “São poucos os setores que exibem cifras tão ruins como essas”, disse a UC. Parte do problema resulta da distribuição etária da população, com os números totais das escolas secundárias sofrendo queda significativa desde 2008 e pouca probabilidade de voltar ao antigo nível por uma geração ou mais.

A permissividade do ambiente regulatório também contribuiu. A Suécia substituiu um dos sistemas escolares mais rigidamente regulamentados do mundo por um dos mais desregulamentados, o que levou a escândalos como um caso de 2011 em que um pedófilo condenado pôde abrir várias escolas de forma absolutamente legal.

“Eu disse muitas vezes que é mais fácil abrir uma escola do que uma barraca de cachorro-quente”, disse Eva-Lis Siren, diretora do sindicato de professores Lärarförbundet, o maior da Suécia.

As escolas privadas introduziram muitas práticas antes exclusivas do mundo corporativo, como bônus por desempenho para funcionários e divulgação de anúncios no sistema de metrô de Estocolmo. Ao mesmo tempo, a concorrência pôs os professores sob pressão para dar notas mais altas e fazer marketing de suas escolas.

No início, disseram que a participação privada na educação se daria por meio de escolas geridas individualmente e em nível local. Poucos vislumbraram que haveria empresas de “private equity” e grandes corporações administrando centenas de unidades. “Era uma coisa que não estava sequer nos sonhos mais delirantes das pessoas”, tenta se justificar Staffan Lundh, responsável por questões escolares no governo do primeiro-ministro na época e que hoje dirige a Skolverket, a agência sueca de escolas.

É tão obvio que envolvimento do setor privado e a queda da qualidade estão diretamente ligados que a Skolverket já começa a “vê indícios” de que as reformas de mercado contribuíram para aprofundar o fosso do desempenho escolar.

O referencial Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, nas iniciais em inglês) da OCDE pinta um quadro sombrio, em que a Suécia ocupa atualmente classificação inferior à da Rússia em matemática.

Vinte e cinco por cento dos garotos de 15 anos não conseguem entender um texto factual básico, disse Anna Ekstrom, diretora da Skolverket. Um estudo da agência divulgado no ano passado mostrou um diferencial crescente entre estudantes, em que um número cada vez maior deles não preenche os requisitos necessários para ingressar no ensino médio.

Uma pesquisa da GP/Sifo realizada neste ano com mil pessoas mostrou que 58% são amplamente favoráveis a proibir a geração de lucro em áreas financiadas com dinheiro público, como a educação.

O ministro da Educação, Jan Bjorklund, de centro-direita, dirigente do segundo maior partido da coalizão de governo, formada por quatro partidos, disse que empresas de “private equity” também deveriam ser vetadas como controladoras de empresas do setor de assistência médica, inclusive de assistência aos idosos.

“Acho que acreditamos cegamente demais na possibilidade de mais escolas privadas garantirem maior qualidade da educação”, disse Tomas Tobé, diretor da comissão de educação do Parlamento e porta-voz de educação do governista Partido Moderado. Como são “ingênuos” os neoliberais…

O fechamento de escolas e a piora dos resultados tiraram o brilho de um modelo de educação admirado e imitado em todo o mundo pelos mesmos privatistas e neoliberais que propagandeiam o mercado capitalista como uma espécie de solução milagrosa para todos problemas da sociedade, quando na verdade é o capitalismo quem gera todos os problemas e desigualdades sociais ao concentar toda a riqueza, poder e oportunidades nas mãos de uma classe dominante privilegiada, as custas da miséria, exploração e exclusão de grande parte da humanidade e do empobrecimento crescente dos povos.

Melhor escola de ensino médio do Paraná é ESTATAL e tem 50% de COTAS

No ranking do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM de 2012, a instituição mais bem colocada foi o Setor de Educação Profissional e Tecnológico da Universidade Federal do Paraná, na frente de colégios privados tradicionais de Curitiba como Marista, Santa Maria, Bom Jesus, Medianeira, Positivo e Militar (também estatal).

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No ano de 2011 o colégio primeiro colocado foi o Positivo.

O segredo da UFPR-SEPT é simples. Um ensino público-estatal de qualidade com professores concursados, uma turma pequena de 22 alunos, com cotas de 50% de vagas para alunos advindos de escolas públicas, com carga horária elevada e bolsas de monitoria para que os estudantes atendam outros com dificuldade.

Os neoliberais-gerenciais dizem que a iniciativa privada é mais eficiente do que a Administração Pública, o que é uma mentira. Basta investir dinheiro na escola pública e fazer um trabalho sério que o resultado aparece. Como comparar escolas privadas com investimento familiar de R$ 1000, R$ 2000 ou até R$ 3000 por criança, mais o investimento com viagens, cultura, aulas complementares, etc, com escolas públicas que investem um mínimo por criança ou adolescente?

Parabéns ao ensino estatal, gratuito e de qualidade!

Prefeito de BH do PSB privatiza escolas públicas por meio das PPPs

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A Prefeitura de Belo Horizonte inaugurou ontem (21) a Unidade Municipal de Educação Infantil Belmonte, o primeiro caso de privatização de uma escola estatal por meio das inconstitucionais Parcerias Público-Privadas – PPPs. O prefeito de BH é Márcio Lacerda (PSB), do mesmo partido de Eduardo Campos, pré-candidato à presidência da república, e do prefeito derrotado ainda no primeiro turno em Curitiba, Luciano Ducci. Disso Curitiba se livrou!

A empresa privada que vai gerir a UMEI, que receberá 440 crianças de 0 a seis anos, é a Inova BH, empresa da Odebrecht Properties. Até o final do ano mais quatro escolas construídas via PPP e privatizadas ficarão prontas, e até 2014 mais 37 unidades.

Nem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi tão neoliberal. Ele criou a Lei das organizações sociais – OS para privatizar a gestão da universidades federais e escolas públicas para ONGs, mas não teve coragem de executar.

A empresa privada será responsável por serviços como manutenção das instalações elétricas e hidráulicas, segurança, limpeza, sustentabilidade ambiental e mobiliário, por 20 anos. Os serviços pedagógicos não estão incluídos, mesmo assim a privatização inconstitucional é grave.

A empresa privada será remunerada com grandes quantidade de dinheiro público, sem qualquer risco de prejuízo. É o caso claro de capitalismo sem riscos.

Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior jurista do direito administrativo do país, entende que a Lei 11.079/2004, a Lei das PPPs, é “grosseiramente” inconstitucional. A previsão de: garantia do contrato pela Administração Pública com vinculação de receitas, fundos públicos ou empresas públicas; de árbitros privados decidirem questões de interesse público; e a transferência da sociedade de propósito específico para os financiadores da parceria sem demonstração de documentos de habilitação são inconstitucionais.

A modalidade de PPP será a concessão administrativa, que tem o intuito de enriquecer empresas com boas relações com o Poder Público, e jogar gastos públicos para governos do futuro. As inaugurações de prédios estão garantidos agora, para os governantes neoliberais atuais.

Essa mesma gente que defende PPPs e outras privatizações defendem o financiamento privado de empresas nas eleições. A “mecânica” é simples. Dinheiro público vai para as empresas privadas, e parte desse dinheiro vai para os políticos que como governantes pagaram as empresas privadas.

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Documentário dos 25 anos do “30 de Agosto”

 

A APP-Sindicato acaba de lançar o documentário “30 de Agosto: O dia que a educação jamais vai esquecer” em lembrança dos 25 anos da tragédia ocorrida no dia 30 de agosto de 1988, quando os professores apanharam da Polícia Militar no Centro Cívico de Curitiba, durante a gestão do então governador do Paraná Alvaro Dias (ex-PMDB, atual senador pelo PSDB).

Meritocracia na Gestão Escolar: Avaliar para punir ou para promover?

"Para uma seleção justa todos farão a mesma prova: por favor, subam aquela árvore"

“Para uma seleção justa todos farão a mesma prova: por favor, subam aquela árvore”

Por LUIZ CARLOS PAIXÃO DA ROCHA, hoje na Gazeta do Povo

Coerente com a utilização da “meritocracia” como fundamento para a definição de políticas salariais para os educadores, o governo do estado de São Paulo acaba de anunciar concurso público e um novo processo de avaliação de diretores de escolas da rede estadual. Segundo esse anúncio, aqueles mal-avaliados poderão até perder o cargo. Continuar lendo

Relembrar é viver: veja a lista dos deputados federais do Paraná que votaram CONTRA 100% dos royalties do petróleo para educaçã

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A presidenta Dilma Rousseff (PT) acabou de fazer um pronunciamento na TV defendendo que 100% dos royalties do petróleo sejam encaminhados para educação. Vou seguir a dica da Dilma Bolada e divulgar novamente os deputados federais do Paraná, abaixo, que votaram a favor de um texto do Senado e não de um substitutivo do deputado Zaratini, que prevê 100% dos royalties do petróleo para educação. Já estão na Lista Proibida do Blog do Tarso para 2014!

Agora que as manifestações cidadãs nas ruas acabaram, e apenas restou o vandalismo, cobre dos seus deputados a aprovação dos 100%. Veja a lista do Paraná dos que disseram um não à educação:

Abelardo Lupion (DEMO)

Luiz Carlos Setim (DEMO)

Fernando Francischini (PEN)

Dilceu Sperafico (PP)

Nelson Meurer (PP)

Sandro Alex (PPS)

Leopoldo Meyer (PSB)

Nelson Padovani (PSC)

Professor Sérgio de Oliveira (PSC)

Takayama (PSC)

Eduardo Sciarra (PSD)

Reinhold Stephanes (PSD)

Alfredo Kaefer (PSDB)

Alex Canziani (PTB)

Rosane Ferreira (PV)

Veja em outros estados, clique aqui.