O GOVERNO DO PARANÁ PREPARA A VENDA DA COPEL TELECOM S/A

Empregados da COPEL denunciam à sociedade paranaense que o governo do Estado do Paraná prepara a venda da subsidiária COPEL TELECOM S/A.

As empresas do setor elétrico possuíam amplas redes de fibra óptica instaladas em linhas de transmissão de alta tensão, que cumpriam o papel de permitir a comunicação entre usinas, subestações e unidades administrativas das empresas. Com o tempo estas empresas ingressaram no mercado de comunicação de dados, sendo fornecedoras de serviço para outras empresas de telecomunicações, como as operadoras de celulares. De fato, quando efetuamos uma ligação a partir de nossos aparelhos, entre uma torre e outra, os dados trafegam em redes de fibra óptica. Entretanto, o rápido crescimento e as vantagens técnicas das redes de empresas como a COPEL TELECOM e a CEMIG TELECOM têm despertado a cobiça das operadoras.

Em meses recentes diversas notícias têm sido veiculadas na imprensa aberta, noticiando o interesse de operadoras de celular em ativos das empresas de telecomunicações associadas a essas estatais. A sua privatização ocorreria antes da entrega da ELETROBRÁS e, diante do fracasso econômico e político do Golpe de Estado, antes das eleições de outubro.

As empresas de energia e telecomunicações são estratégicas para fomentar o desenvolvimento técnico e científico nacional, pois podem ser grandes indutoras de encomendas ao setor privado e auxiliar na definição de parâmetros e protocolos de evolução dos sistemas. As empresas de telecomunicações estatais são fundamentais para assegurar a privacidade de dados dos cidadãos e a soberania do Estado.

No Estado do Paraná, tudo indica que a privatização da COPEL TELECOM S/A vem sendo implementada com absoluta falta de transparência perante a sociedade. A atual administração da COPEL pretende já no mês de maio transferir os empregados da COPEL TELECOM para um do prédio atualmente ocupado pela BRF Brasil Foods S.A. na BR-277, saída para Ponta Grossa. Após isso, seguir-se-ia a segregação dos ativos das outras subsidiárias e, o que é extremamente grave, a desativação do DATA CENTER da COPEL TELECOM da Rua Padre Agostinho, além da entrega de nossos dados para empresas de hosting multinacionais. Planos de desinvestimentos de ativos da Holding COPEL têm sido elaborados e discutidos sem qualquer transparência no âmbito do CAD, ou seja, ninguém sabe quais ativos serão vendidos, ou por quanto. Inclusive consta que um ex-integrante de operadora, como a VIVO, faz parte hoje do Conselho de Administração da Companhia, bem como que contas bancárias da COPEL TELECOM S/A já teriam sido repassadas a bancos no Estado de São Paulo.

Os empregados destas empresas preparam uma ampla e vigorosa campanha de resistência e mobilização da sociedade. Consta que pretendem buscar compromissos de políticos e denunciar o arranjo que levará a monopolização e verticalização do mercado, elevação de tarifas, entrega do patrimônio público a empresas multinacionais e deterioração da qualidade dos serviços.

Estes empregados afirmam prezar pela defesa do patrimônio público no setor de energia e telecomunicações, seja por seu aspecto estratégico no desenvolvimento econômico, seja por ser dever do Estado zelar pelo caráter social destes serviços, seja ainda porque asseguram a soberania e autonomia nacionais. Se as telecomunicações assumirem unicamente o status de commodities e seguirem o paradigma do lucro dentro da globalização neoliberal, estaremos renegando o princípio do bem comum, na medida em que a especulação privilegia a grandes grupos econômicos e atropela o bem estar social. É, pois, inadmissível que na era da internet, países estrangeiros controlem o tráfego dos dados privados dos brasileiros e brasileiras, além de informações estratégicas nacionais sensíveis.

Além disso, a COPEL TELECOM S/A é uma empresa lucrativa, que vem apresentando uma rápida expansão pelo interior paranaense, tendo já levado suas redes de fibra óptica a todos os 399 municípios do Estado do Paraná. No mais, cabe dizer que a COPEL TELECOM já foi eleita a melhor operadora do Paraná e a segunda melhor do Brasil . Uma empresa privada, buscando tão somente o lucro, estaria disposta a manter os mesmos investimentos e níveis de satisfação? Caminharemos então para o sucateamento da rede e a baixa qualidade na prestação de serviços, como já vimos acontecer em outras privatizações do setor.

Cabe aos mais de oito mil trabalhadores e trabalhadoras da COPEL e seus aproximadamente sete mil terceirizados, às suas entidades sindicais, às organizações da sociedade civil, à classe política comprometida com o bem comum, e a todo o povo paranaense, somar-se a essa luta na defesa da COPEL TELECOM S/A, um dos braços mais promissores da COPEL, a maior empresa de nosso Estado e um de nossos maiores patrimônios.

Importa à sociedade deter este movimento, porque seguinte à privatização da ELETROBRÁS e da COPEL TELECOM, virá o desmanche da COPEL S/A, como um todo.

COMITÊ ENERGIA E TELECOM de empregados e empregadas contra a privatização!
Contato: nucleosindicaldebasecopelctba@gmail.com

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Governo Beto Richa quer vender parte da Copel e Sanepar

Em entrevista publicada hoje no jornal Valor Econômico, Mauro Ricardo Machado da Costa, Secretario da Fazenda do Paraná, do governo Beto Richa (PSDB), disse que pretende vender parte da Copel – Companhia Paranaense de Energia e Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná ainda neste ano de 2015.

Para arcar com o rombo nos caixas do Estado.

 

Requião diz que há roubalheira na Copel no governo Beto Richa

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O senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do Paraná, foi muito bem na entrevista para a RPCV-Globo e disse que há roubalheira na Copel no governo Beto Richa (PSDB) e incompetência na gestão dos presídios, entre outras áreas como Sanepar, concessão das estradas (pedágio), etc.

Veja a entrevista de dez minutos, clique aqui.

 

Paranaense pagará conta da má gestão na COPEL até 2017

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Salva de uma desastrada tentativa de privatização pela movimentação da sociedade paranaense no início dos anos 2000, a Companhia Paranaense de Eletricidade (COPEL), novamente vai chamar a atenção da população do Paraná neste final de gestão do governo do estado. E, de novo, a população paranaense está sendo convocada para salvar a empresa. Mas, desta vez, e de forma injusta, para pagar a conta pela má administração e erros de gestão que estão trazendo prejuízos imensos à companhia, considerada a joia da coroa entre as estatais do Estado e uma das maiores do país.

Trata-se de socorrer a Copel Distribuição, a principal empresa da holding, e por onde entra todo o faturamento pela cobrança da tarifa sobre o fornecimento de energia elétrica da população e das empresas. Esta empresa vem apresentando elevados prejuízos nos últimos anos: em 2012 foram R$ 50 milhões e em 2013, R$ 70 milhões. No primeiro trimestre de 2014, os prejuízos já alcançaram a R$ 14 milhões.

A estratégia foi definida pelo Governador Beto Richa: aplicar na população paranaense um “tarifaço” na conta de luz neste e nos próximos dois anos para que a empresa não quebre. A ANEEL – Agencia Nacional de Energia Elétrica, que cuida da regulamentação do setor no país, enviou, em 30/07/2013, um ofício a diretoria da Copel questionando o elevado endividamento de R$ 2 bilhões em 2013, pressionando por soluções e dando um prazo ao governo paranaense para que prove até 2017 que a Copel Distribuição é uma companhia viável. Caso contrário, o estado perderá para a União a concessão que vence em 2015.

Para este ano, o reajuste decidido é de 25% na conta de luz, dentro de um total necessário para resolver os problemas financeiros da empresa de 39,71%, o que significa que existe ainda um acumulado de quase 15% para reajuste em 2015. Na previsão de continuidade dos prejuízos, é de se prever que o reajuste necessário em 2015 poderá também se aproximar dos 30%.

O de 2014 é o maior reajuste promovido por uma companhia de distribuição de energia entre todas as que operam no Brasil. E este “tarifaço” promete ser contínuo na conta de luz do PSDB, atingindo diretamente o bolso do cidadão. E isso vai acontecer por dois caminhos inevitáveis, se nada for feito. O primeiro é o aumento puro e simples com as despesas mensais das famílias no pagamento da conta de luz. O segundo é o aumento de preços que virá decorrente do efeito do reajuste do insumo sobre a economia. Milhares de pequenas e médias empresas do Estado vão ter seu custo de produção elevado e irão repassá-los aos seus produtos para não quebrar. E aí, novamente, o consumidor paranaense vai tirar do seu próprio bolso, comprometendo ainda mais sua renda.

E como a Copel Distribuição chegou a esta situação?

Depois de sofrer um processo de saneamento durante o Governo Roberto Requião, a Copel foi entregue ao novo governo apresentando lucros anuais próximos a R$ 1 bilhão, com R$ 2 bilhões em caixa e endividamento de 17% sobre o Patrimônio Líquido, contra uma média de 40% do setor. A Copel Distribuição, por exemplo, apresentou lucratividade de R$ 500 milhões em 2010 e 2011. No entanto, bastaram três anos para que fosse levada ao prejuízo e transformada numa empresa estatal inviável sob o ponto de vista econômico e financeiro. Estão longe os bons tempos como os do Governo Roberto Requião quando a empresa se preocupou com investimentos sociais, com a criação do Programa Luz Fraterna, que beneficiou quase 1,2 milhão de paranaenses e onde o governo paga a conta de luz das famílias carentes

regularmente inscritas no Bolsa Família, ou no cadastro social da Copel. O dinheiro que elas deixam de gastar com a conta de luz pode ser utilizado em outras coisas essenciais, como alimentação, saúde ou educação. Atualmente, a Copel passou a se ocupar ostensivamente com a remuneração dos seus acionistas, aumentando de 25%, no Governo de Roberto Requião para 50% atuais, a destinação do lucro.

E também em aumentar suas despesas desnecessárias, elevando de oito para 17 o números de diretorias com altos salários. Antes capitalizada e com um dos melhores desempenhos do país, o Governo Roberto Requião pode adotar medidas na Copel como a de não repassar vários aumentos de tarifa de energia aprovados pela ANEEL, o que resultou em mais de R$ 3 bilhões mantidos no bolso da população paranaense.

Agora a situação é muito diferente. O que mais contribuiu para a Copel Distribuição chegar a quase insolvência foram às operações de compra de energia no mercado livre, altamente especulativo e onde o consumidor pode negociar preços, prazos e quantidades com a empresa que preferir. No Brasil existe um déficit enorme para as distribuidoras atenderem seus mercados e a Aneel promoveu no final de 2013 um leilão para compra de energia das geradoras que possuíam sobras para venda. A Copel se habilitou com geração das Usinas Governador Bento Munhoz da Rocha (Foz do Areia) para contratos de 12 meses e a Tradener um intermediário do setor, também se habilitou com energia desta mesma Usina e da Usina Governador Ney Braga (Segredo) para contratos de 12 e 36 meses. O resultado é que no espaço de tempo em que a ANEEL anunciou o leilão, em outubro para sua realização em dezembro, a Copel Geração vendeu parte da sua energia para Tradener a preços inferiores ao teto máximo fixado no leilão. No entanto, a Copel Distribuição necessitou adquirir energia no mercado livre, e acabou comprando da Tradener esta mesma energia a preços muito maiores do que os cobrados pela Copel Geração na venda ao intermediário, resultando em um lucro de milhões para a empresa privada. O desfecho de tudo isso é que a Tradener acabou vendendo mais energia da Copel do que a própria Copel, com lucros elevados na intermediação. Outra grande contribuição ao agravamento da situação foi a saída dos 15 maiores consumidores da Copel Distribuição, que passaram para o mercado livre, fuga até agora não explicada e que provocou uma queda enorme de receitas e consequentemente impacto mais elevado nos preços que compõe a tarifa.

As saídas para a Copel não serão fáceis. É preciso começar tudo de novo e realizar uma operação de saneamento na empresa a exemplo da que foi realizada no Governo de Roberto Requião. Para começar, a promoção de uma redução das atuais 17 diretorias da empresa para apenas 8, como no governo passado, mais compatível com a realidade da companhia. Voltar a pagar os dividendos mínimos legais de 25% e avaliar com cuidado todas as participações em empreendimentos fora do Estado do Paraná, principalmente os valores investidos em projetos de Usinas Eólicas e em Linhas de Transmissão, cujo cronograma já se encontra atrasado devido a situação precária da empresa.

 

Gleisi diz que Beto Richa mente e o chama de cínico sobre o aumento de 35,5% da energia pela Copel

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A verdade sobre o aumento da Copel

Preocupada com as inverdades sobre o aumento da energia que estão sendo divulgadas pelo governador do Paraná, em nome da verdade e da transparência, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) vem a público solicitar a atenção dos paranaenses para os seguintes pontos:

1) a responsabilidade pelo reajuste de 35,5% na conta de luz é do governador Beto Richa.

2) nota oficial da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal, com data de hoje, 25/6, é categórica: a proposta de impor ao povo do Paraná o reajuste de 35,05% foi feita pela COPEL, empresa controlada pelo governo do Paraná.

3) é lamentável que o chefe do Executivo estadual tente manipular a boa-fé das pessoas dizendo-se “surpreendido com a decisão do governo federal de aumentar a luz em 35,05%”.

4) o governo federal não aumentou e nem aumenta a conta de luz. Aliás, a verdade é o contrário: foi a ação do governo federal que fez com que, no ano passado, os consumidores de todo o País tivessem uma redução média de 20,2 % no valor da conta de luz.

5) a Agência Nacional de Energia Elétrica, (Aneel), autarquia federal, apenas homologa o pedido das empresas de energia.

6) quando li na internet que o governador ainda tenta posar de bonzinho dizendo que vai suspender a aplicação do reajuste para buscar uma solução junto à Copel, o que me ocorreu é que, se não queria o aumento, não devia ter autorizado o pedido. O que parece, agora, é que ele está tentando fazer do cinismo uma virtude.

Curitiba, 25 de junho de 2014

Senadora Gleisi Hoffmann

Com governo Beto Richa a Copel tem prejuízos após 9 anos. Imagina na Copa!

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A Companhia Paranaense de Energia – Copel teve prejuízo no 4º trimestre de 2012 de R$ 97 milhões.

A Copel não tinha prejuízo trimestral desde 2003.

É o maior prejuízo trimestral desde 2002, último ano do governo Jaime Lerner.

A Copel fechou o ano de 2012 com lucro de apenas R$ 727 milhões, o menos lucro anual desde 2005.

O recorde de lucro anual e trimestral da Copel foi durante o governo Roberto Requião (PMDB), de R$ 1,2 trilhão. em 2006. Na gestão Requião a empresa teve apenas lucros anuais e trimestrais.

Além de tudo isso a Copel vem se endividando. Sua dívida líquida dobrou de R$ 541 milhões em 2011 para R$ 1 bilhão, o que equivale a 65% da geração de caixa, o maior desde 2006.

As ações da empresa não caíram ontem porque a Aneel tomou duas decisões favoráveis às empresas elétricas. Informações da Gazeta do Povo de hoje, em reportagem de Fernando Jasper.

O pior é que os serviços da Copel estão cada vez piores, com várias quedas de energia.

Enquanto isso os diretores da Copel ganham remuneração entre R$ 50 mil e R$ 93 mil.

Beto Richa (PSDB) queria que o ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), fosse o novo presidente da Copel, mas desistiu, com receio que a empresa fosse ainda mais para o buraco.

Por favor 2014, chega logo!

Beto Richa e demais governadores tucanos não querem queda no valor das tarifas de energia

Infelizmente o lema dos tucanos é “sabugo no povo”

Os três governadores que mais representam a direita, o neoliberalismo e o conservadorismo no Brasil, o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que controla a Cesp, o de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que controla a Cemig, e o do Paraná, Beto Richa (PSDB), que controla a Copel, são contrários a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff (PT) de reduzir o custo da energia e não renovaram os contratos de hidrelétricas nos moldes propostos pelo governo federal.

Com isso, a queda das tarifas de energia elétrica que que poderia ser de 20%, será de 16%. A inflação de 2013 poderia ser reduzida em até um ponto e meio percentual.

Os tucanos querem apenas fazer política rasteira contra a super bem avaliada Dilma, franca favoria a reeleição em 2014, e ainda querem garantir os altos lucros dos investidores privados das empresas estatais de energia.

Enquanto isso a remuneração dos diretores da Copel está entre R$ 50 e R$ 100 mil.

Com isso, a eleição do senador Aécio Neves (PSDB) e a reeleição de Beto Richa no Paraná em 2014 para presidente e governador, que já eram difíceis, agora são quase impossíveis.

Por favor 2014, chega logo!

Foto do dia: curitibanos vampiros?

Virada Cultural de Curitiba de sol, 11.11.12. Foto de Rafael Urban

No dia 12 de novembro o Blog do tarso divulgou a foto acima com a pergunta: Vampiros?

Eis que hoje o fenômeno se repetiu na greve dos trabalhadores da Copel:

Copel terá sua primeira paralisação em 23 anos

Da Gazeta do Povo

Funcionários da Copel farão uma “paralisação de advertência” na quinta-feira em todo o estado, como parte de sua campanha salarial. Os trabalhadores querem reajuste de 8,5% – o que representa um aumento real de pouco menos de 3% –, mas a estatal ofereceu somente o repasse da inflação em 12 meses, de 5,58%.

Segundo comunicado conjunto dos 15 sindicatos que representam 99% dos mais de 9 mil copelianos, será a primeira parada em 23 anos. Os representantes dos trabalhadores afirmam que vão seguir a lei, mantendo pelo menos 30% do quadro da empresa trabalhando.

A paralisação foi aprovada por 73,5% dos votos válidos em assembleias realizadas no estado nos últimos dias. Os trabalhadores vão se reunir, a partir das 8 horas, em frente à sede da empresa, na Rua Coronel Dulcídio, em Curitiba, para uma manifestação contra o que chamaram de “proposta indecorosa” da empresa e do governo, seu principal acionista. Haverá protestos semelhantes em outras unidades da empresa no estado.

Quanto ganha um diretor da Copel?

No início de 2010 o então governador do Paraná e atual senador, Roberto Requião (PMDB), determinou que todos os órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo do Estado do Paraná divulgassem as remunerações dos seus agentes políticos e servidores públicos. Soubemos na época que o Diretor-Presidente da Copel recebia R$ 40 mil e os demais diretores a remuneração de mais de R$ 36 mil mensais.

Atualmente o governador Beto Richa (PSDB) não divulga as polpudas remunerações dos diretores das empresas estatais do Paraná.

Há alguns dias uma fonte informou que se Luciano Ducci quiser ele será o próximo presidente da Copel. Atualizando os R$ 40 mil do início de 2010, pensei que a remuneração já estaria em R$ 50 mil.

Hoje, uma denúncia de outra fonte informou que segundo documento oficial divulgado pela própria Copel, a remuneração dos diretores da companhia é, na média, de R$ 93 mil.

Prontamente meu colega de profissão e dos tempos de faculdade, o advogado e atual Diretor Jurídico da Copel, Julio Jacob Junior, leitor assíduo do Blog do Tarso, esclareceu o seguinte:

Prezado Tarso,

Para o bem da verdade informo que eu e meus pares de Diretoria ganham exatamente os mesmos valores que ganhavam os Diretores da Copel da era Requião, com reajuste idêntico ao conferido aos demais Colaboradores da Copel, ou seja, o INPC pleno do periodo.

Certo do restabelecimento da verdade, subscrevo.

Atenciosamente,

Julio Jacob Junior
Diretor Jurídico da COPEL

Sabemos quanto ganha a presidenta da República. Sabemos quanto ganha o governador do Estado. Sabemos quanto ganha o prefeito de Curitiba. Sabemos quanto ganham os Ministros do STF, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná, os Senadores da República, os deputados federais e estaduais, os vereadores, os ministros e conselheiros dos tribunais de contas, os procuradores e promotores do Ministério Público.

Fica a pergunta, para o bem do atendimento ao princípio da publicidade e da transparência exigida pela Lei de Acesso à Informação: quanto ganha um diretor da Copel?

Blog do Tarso errou: diretor da Copel não ganha R$ 50 mil, mas R$ 93 mil

Dia 15 o Blog do Tarso divulgou que o prefeito de Curitiba derrotado nas eleições, Luciano Ducci (PSB), será o presidente da Copel com salário de mais de R$ 50 mil. O Blog do Tarso errou feio! A média de remuneração dos diretores da Copel é de R$ 93.025,09 por mês.

A fonte é um documento oficial da própria Copel, clique aqui. São destinados R$ 10.046.709,25 para os nove diretores. O valor na média fica em R$ 93.025,09 em 12 meses (R$ 85.869,31 se contados 13 meses).

Luciano Ducci será presidente da Copel com salário de mais de R$ 50 mil

O prefeito derrotado nas eleições de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), não quer ser secretário de Estado, pois receberia “apenas” R$ 18.706,19, mais benefícios, motorista, celular e dezenas de comissionados. Beto Richa vai presentear Ducci com a presidência da Companhia Paranaense de Energia, com salário de mais de R$ 50 mil, segundo fonte interna da Copel.

Um desrespeito com os curitibanos. O prefeito desaprovado vai ser premiado por Carlos Alberto.

Governo Beto Richa, por meio da Copel, está emprestando R$ 24,7 milhões para as obras na Arena. Sindicato entrará com Ação Civil Pública

O SINDENEL – Sindicato dos Eletricitários de Curitiba entrará com uma Ação Civil Pública contra o empréstimo que a Copel esta efetivando no valor de R$24,7 milhões para aplicação na Arena da Baixada do Clube Atlético Paranaense a fundo perdido. Os sindicalistas entendem que devem impedir a doação de dinheiro público para uso no setor privado, pois, segundo eles, não atende o interesse coletivo da sociedade.

Light e Eletropaulo privatizadas são ineficientes. Copel seria privatizada pelos demotucanos no Paraná

O temporal que caiu na Grande São Paulo na tarde de ontem deixou milhares de pessoas, mais uma vez, sem energia, por causa da ineficiência da AES Eletropaulo que levou, em muitos casos, mais de 24 horas para enviar equipes de manutenção nos locais atingidos. A empresa estadunidense, que era estatal e foi privatizada pelo então governador Mario Covas (PSDB) em 1999, por causa das frequentes interrupções de energia na capital já sofreu multas milionárias.

A Light no Rio de Janeiro, foi privatizada pelo governador Marcello Alencar, também tucano, em 1996, e é um exemplo de ineficiência e é a causadora das explos˜òes de bueiros no Rio, inclusive com a morte de pedestres.

E pensar que o governador Jaime Lerner (DEMO) quase vendeu a Copel em 2001, com apoio do PSDB de Beto Richa. Enquanto isso o atual governador Beto Richa vem aumento os lucros da Copel para os investidores privados e diminuindo a participação nos lucros dos trabalhadores, vai comprar um avião de luxo com dinheiro da Copel para seu uso, vem terceirizando atividades-fim da Copel, a Copel está participando como investidora minoritária em negócios com altos lucros para privados, entre outros absurdos.

Servidores da Copel indignados com governo Beto Richa

As Notas Políticas da Gazeta do Povo de hoje denunciam: os servidores da Copel estão indignados com a redução de suas cotas de participação nos lucros da empresa no último trimestre. O lucro da empresa em 2011 foi de R$ 1,17 bilhão (o maior até hoje), com aumento de faturamento de 25,6%, mas a participação dos servidores diminuiu de R$ 66 milhões para R$ 48 milhões. Os servidores questionam que a diferença de R$ 18 milhões é quase o valor exato para a compra do avião de luxo pela Copel para uso do governador Beto Richa.

Mais uma coincidência governador Beto Richa? Vossa Excelência adora coincidências…

Enquanto isso os diretores da Copel ganham quase R$ 40.000 de salário, os investidores privados da Copel estão ficando cada vez mais ricos e as tarifas aumentaram para os cidadãos consumidores paranaenses. É isso o choque de gestão prometido por Beto Richa nas eleições? Ahhh, entendi…

Gibi: Betinho em “Meu querido aviãozinho”

Veja notícias sobre a compra milionária do avião de luxo pela Copel, para uso do governador Beto Richa (PSDB). O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) está contestando a licitação na justiça, por meio de Ação Popular:

http://oestadodoparana.pron.com.br/politica/noticias/57294/

http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/01/copel-compra-aeronave-que-estara-disposicao-do-governo-do-parana.html

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/caixazero/conteudo.phtml?id=1211715

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/01/11/estatal-do-parana-compra-aviao-de-r-169-mi-oposicao-diz-e-para-governador-usar.htm

Onde há fumaça, há fogo. Governo Beto Richa diz que Copel não vai ser vendida. E privatizada de outras formas?

Hoje na Gazeta do Povo o Presidente da Companhia Paranaense de Energia – COPEL, Lindolfo Zimmer, disse que a companhia não será vendida pelo Governador Beto Richa (PSDB).

O problema é se eles continuarem a terceirizar atividades-fim da empresa, participarem de forma minoritária em sociedades com empresas privadas e venderem suas ações na Bolsa. O que não deixa de ser privatização.

Sobre o tema ver os posts:

Beto Richa está privatizando a COPEL

Votaram pela privatização da COPEL em 2001: Rossoni, Traiano, Accorsi, Kiélse, Durval Amaral, Élio Rush, Nelson Garcia, Justus e Plauto Miró

Beto Richa pretende privatizar Copel, Sanepar e Celepar