Oscar Niemeyer, o revolucionário

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“Nunca fui contra qualquer movimento de protesto. É preciso protestar. Uma palavra que seja, dita com coragem, na hora certa, só merece apreço. Muitas vezes, quando a miséria é demais e os homens a esquecem, a solução é reagir.”

Oscar Niemeyer, “Nas curvas do tempo – Memórias”

Colaboração de Marilisa Fonseca De Lima Lange

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Como se fala em Curitiba

Tem até homenagem ao Beto Richa e ao Luciano Ducci. Quem achar ganha uma Cini Gengibirra em garrafa de cerveja, sem gelo e sem gás.

Ah, e tem um termo que eu nunca ouvi falar.

 

Lula homenageia Oscar Niemeyer

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Lula entrega a Oscar Niemeyer a medalha da Ordem do Mérito Cultural, na classe Grã-Cruz, em novembro de 2007

“Juntamo-nos a todo o Brasil no luto pela morte do arquiteto Oscar Niemeyer. Ele se vai, mas ficará sempre entre nós, presente nas linhas dos edifícios que plantou no Brasil e em todo o mundo. A monumental Brasília, onde deixou a marca de sua arte e concentrou seus sonhos de uma cidade que pudesse abrigar com carinho e conforto pobres e ricos, homens comuns e poderosos, será sempre a expressão máxima de sua genialidade e de sua generosidade.”

Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula da Silva

Sabia que Oscar Niemeyer criou uma obra em homenagem a Jaime Lerner?

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Monumento de Oscar Niemeyer na BR 277, em Campo Largo/PR, perto de Curitiba. Foto de Diogo L Neves.

Sabia que o arquiteto comunista Oscar Niemeyer, que faleceu ontem com 104 anos, um gênio dos nossos tempos, criou uma obra em homenagem ao arquiteto e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner?

Jaime Lerner foi um razoável prefeito de Curitiba (mesmo que a primeira gestão ele tenha sido um prefeito biônico escolhido pela ditadura militar) mas um péssimo governador do Estado do Paraná (1995-2002). Um governo que precarizou a Administração Pública paranaense, com terceirizações, privatizações, criação dos pedágios com preços escandalosos e quase privatizou a Copel, tudo com apoio do então deputado estadual e hoje governador, Beto Richa (PSDB).

Talvez a única coisa importante que Lerner fez como governador foi o então chamado Novo Museu, desenhado por Oscar Niemeyer, que posteriormente foi acertadamente rebatizado pelo governador Roberto Requião (PMDB) de Museu Oscar Niemeyer. Claro, Lerner não podia fazer tudo 100% e privatizou a gestão do Museu para uma OSCIP. Mas não é dessa obra que estou falando.

Uma das obras mais importantes de Oscar Niemeyer foi o monumento ao MST que o arquiteto desenhou após o homicídio do trabalhador sem-terra Antonio Tavares Pereira, que fica entre Campo Largo e Curitiba, na beira da BR 277.

O assassinato do trabalhador sem-terra Antonio Tavares ocorreu no dia 2 de maio de 2000, durante uma marcha pela reforma agrária organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST em Curitiba. Na entrada da cidade, cerca de 50 ônibus que chegavam para o ato foram interceptados pela Polícia Militar do Estado do Paraná, comandada pelo então governador Jaime Lerner. Conforme relatos, assim que os primeiros trabalhadores desceram dos ônibus, policiais começaram a atirar. 180 pessoas foram feridas e Antônio Tavares Pereira foi atingido no abdômen e faleceu horas mais tarde no Hospital do Trabalhador. No mesmo ano a Justiça Militar arquivou o caso sem sancionar qualquer policial. O MST, Terra de Direitos, Justiça Global e a CPT denunciaram o caso na Organização dos Estados Americanos – OEA.

Marquito será vereador de São Paulo

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O senhor Marco Antônio Ricciardelli, mais conhecido como o Marquito do Programa do Ratinho, será o mais novo vereador do Município de São Paulo a partir de 1º de janeiro de 2013, pelo PTB. Ele é suplente do Celso Jatene, também do PTB, que será secretário de esportes do prefeito eleito Fernando Haddad (PT).

Já se orgulha de ser o novo Tiririca.

Por isso defendo uma reforma política radical, com financiamento público de campanha e voto em lista fechada.

Será que os eleitores de Celso Jatene sabiam que poderiam estar elegendo o Marquito?

Michael J. Sandel critica a privatização da saúde, educação, penitenciárias e a sociedade de mercado

‘O mercado invadiu quase tudo’: entrevista com Michael J. Sandel no O Globo

No Brasil para palestras sobre novo livro, filósofo americano critica interferência da lógica financeira na vida pública e particular

A empresa americana LineStanding.com apresenta-se como líder “em ajudá-lo contra a multidão”. Por meio dela, lobistas pagam para que alguém fique na fila de audiências no Congresso, ajudando-os a passar à frente de, por exemplo, representantes comunitários. É também por dinheiro que se tenta despertar o gosto pela leitura em crianças de várias escolas americanas: elas recebem US$ 2 por cada livro lido. Viciadas em drogas recebem para ligar as trompas, assim como obesos ganham dinheiro para emagrecer e tabagistas para parar de fumar. Compram-se óvulos, aluga-se um útero (mais barato na Índia do que nos EUA), vende-se sangue.

Tantos e tão surpreendentes exemplos são usados como argumentação contra o “preocupante nascimento da sociedade de mercado, para a qual quase tudo está à venda”, segundo o filósofo americano Michael J. Sandel, em seu mais novo livro: “O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado” (Civilização Brasileira, tradução de Clóvis Marques).

Popstar da filosofia atual, Sandel, de 58 anos, foi eleito pela revista “Newsweek” o estrangeiro mais influente este ano… na China. Tudo por conta do curso “Justiça” — disponível em livro (“Justiça: o que é fazer a coisa certa”) e no site Justice Hard. No curso, acompanhado por mais de 15 mil alunos de Harvard, Sandel usa exemplos cotidianos para ilustrar o pensamento de Aristóteles, Kant e John Stuart Mill, discutindo temas como ética, moral e a política como veículo para atingir o bem comum.

Esta semana, Sandel visitou São Paulo, Fortaleza e Brasília, onde deu concorridas palestras de quatro horas, adaptando à realidade do país suas inquietações relacionadas ao triunfalismo da economia de mercado (“É justo Neymar ganhar R$ 3 milhões por mês para jogar no Santos enquanto um professor do ensino médio ganha R$ 1 mil?”, perguntou). Sandel conversou com O GLOBO depois da palestra em São Paulo.

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Beto Richa e demais governadores tucanos não querem queda no valor das tarifas de energia

Infelizmente o lema dos tucanos é “sabugo no povo”

Os três governadores que mais representam a direita, o neoliberalismo e o conservadorismo no Brasil, o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que controla a Cesp, o de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que controla a Cemig, e o do Paraná, Beto Richa (PSDB), que controla a Copel, são contrários a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff (PT) de reduzir o custo da energia e não renovaram os contratos de hidrelétricas nos moldes propostos pelo governo federal.

Com isso, a queda das tarifas de energia elétrica que que poderia ser de 20%, será de 16%. A inflação de 2013 poderia ser reduzida em até um ponto e meio percentual.

Os tucanos querem apenas fazer política rasteira contra a super bem avaliada Dilma, franca favoria a reeleição em 2014, e ainda querem garantir os altos lucros dos investidores privados das empresas estatais de energia.

Enquanto isso a remuneração dos diretores da Copel está entre R$ 50 e R$ 100 mil.

Com isso, a eleição do senador Aécio Neves (PSDB) e a reeleição de Beto Richa no Paraná em 2014 para presidente e governador, que já eram difíceis, agora são quase impossíveis.

Por favor 2014, chega logo!

Vereadores de Curitiba aprovaram pela primeira vez um projeto de iniciativa popular

Um projeto de iniciação científica da então estudante de direito Karoline Strapasson, hoje já formada, orientanda do professor de Direito Administrativo da PUC/PR, Emerson Gabardo, foi encampado pelo Centro Acadêmico Sobral Pinto – CASP, e se tranformou em projeto de lei de iniciativa popular.

Eis que na terça-feira (4), pela primeira vez em sua história, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou esse projeto de lei de iniciativa popular.

O projeto obriga os Conselhos de Políticas Públicas do Município de Curitiba prestem contas de suas atribuições, com publicação na internet de suas metas, objetivos, atividades, realizações e do balanço de receitas e despesas.

Parabéns à bacharel, ao meu amigo professor e ao CASP, do qual fui presidente entre 1996-97.