Cancelei minha assinatura da Gazeta do Povo

Sou leitor da Gazeta do Povo desde 1986, quando cheguei de São Paulo em Curitiba, e sou assinante há muito tempo. Se nesse período foram contratados alguns jornalistas bons, melhorando muito a sua imagem de simples repetidora da velha mídia de São Paulo e Rio de Janeiro, a Gazeta se mantém um jornal conservador, reacionário, de direita e neoliberal, e nessa eleição exagerou na defesa desse ideário que é um retrocesso.

O Blog do Tarso fez um levantamento durante janeiro e abril de 2014 e constatou que em pleno ano eleitoral o jornal publicou 55% de editoriais contrários à Dilma e poupou Beto Richa (PSDB). Além disso, a Gazeta é do mesmo grupo da RPC-Globo, que sempre que pode ataca governos de esquerda e centro-esquerda e defende governos de direita.

Além disso o jornal abre espaço muito mais para “especialistas” de direita, colunistas conservadores e para textos de pessoas da sociedade que representam o que há de mais atrasado.

Nos últimos anos esse grupo cada vez aumenta mais seu monopólio na velha mídia, e hoje não existem jornais no estado que façam frente ao poderio da Gazeta. E as demais TVs do estado simplesmente fazem o mesmo papel da Globo.

Se você é de direita, neoliberal, reacionário ou conservador, continue lendo esse panfleto político.

Mas se você tem uma visão mais social, se você defende a redução das desigualdades regionais e sociais, se você defende o desenvolvimento nacional sustentável, se você defende a democratização da mídia, se você defende o fim do poderio econômico nas eleições, RECOMENDO O CANCELAMENTO DE SUA ASSINATURA DA GAZETA DO POVO e que você reduza drasticamente a audiência de TVs, em especial da Rede Globo.

Vou continuar me informando em sites e blogs, sempre com uma visão crítica e torcendo para que a presidenta Dilma Rousseff (PT) faça a democratização da mídia, conforme exige a Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988.

Tchau Gazeta do Povo!

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Ministros desmentem e desmascaram Beto Richa: ele queria a prorrogação dos contratos de pedágio!

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Hoje na Gazeta do Povo:

Ministros dizem que Richa levou a Dilma prorrogação do pedágio

Cesar Borges, dos Portos, e Ideli Salvatti, ex-Relações Institucionais, confirmam versão de Gleisi Hoffmann. Ex-secretário estadual nega

Publicado em 20/09/2014 | ANDRÉ GONÇALVES, CORRESPONDENTE

Relatos divergentes da última audiência em que a presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu o governador Beto Richa (PSDB) acirram o debate eleitoral sobre as concessões de pedágio no Paraná. Dois ministros que acompanharam o encontro – Cesar Borges (ex-Transportes, atualmente nos Portos) e Ideli Salvatti (ex-Relações Institucionais, hoje na Secretaria de Direitos Humanos) – confirmaram a declaração da senadora e candidata Palácio Iguaçu, Gleisi Hoffmann (PT), de que Richa teria apresentado a Dilma uma proposta de renovação dos contratos com as atuais concessionárias. Já o ex-chefe da Casa Civil do governo do estado, Reinhold Stephanes, disse que foi ele quem falou sobre pedágio na reunião, apenas como uma “consulta” em torno de três hipóteses.

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“Peço aos paranaenses: leiam a entrevista de Richa na Gazeta antes de definir voto”, diz Gleisi

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Como paranaense fiquei envergonhada com o teor da entrevista do governador Beto Richa, publicada na edição desta sexta-feira (12) no jornal Gazeta do Povo.

Faço um apelo a todos para que leiam a entrevista antes de definir em quem votar.

Mais uma vez, o atual governador demonstrou incapacidade e desconhecimento para responder perguntas em relação as suas ações no comando do Paraná.

A sequência de respostas vazias, sem nenhum conteúdo, explica porque o Paraná vem sendo tão mal administrado nos últimos anos. Isso se reflete agora na vergonhosa queda do Paraná no índice de Desenvolvimento da Educação Básica(Ideb), no sucateado sistema de saúde que sequer recebeu do governo estadual o investimento mínimo de 12% previsto na constituição, no caos vivenciado no sistema penitenciário que, sem nenhum investimento e criação de vagas, resultou em três rebeliões no interior do Estado nos últimos 20 dias.

Mais uma vez, se mostrou surpreso ao ser questionado por situações ocorridas em seu governo. Total falta de compromisso.

A entrevista veiculada pela Gazeta do Povo só reforça esse fato. A falta de competência e de comprometimento em trabalhar para o desenvolvimento do Estado ficam evidentes nas frases do governador que, por muitas vezes, utiliza da desfaçatez e até mesmo da ironia para esquivar-se de perguntas. Sem a ajuda da publicidade e do marketing eleitoral que sempre o acompanharam, o governador revelou despreparo para lidar com assuntos que envolvem o Estado.

Gleisi Hoffmann

Leia a entrevista completa: Continuar lendo

Direita? Esquerda? Diagrama de Nolan da Gazeta do Povo tem falhas

Os dois são de centro?

Os dois são de centro?

As posições políticas são direita e esquerda, com as variações entre extrema-direita, direita, centro-direita, centro, centro-esquerda, esquerda e extrema-esquerda.

Me considero entre a esquerda e a centro-esquerda.

O cientista político estadunidense David Nolan era contrário à divisão apenas entre esquerda e direita, e inventou ainda os termos estadista e libertário, e se considerava um libertário.

A ideia é responder perguntas que vão apontar se a pessoa é de esquerda (defesa de restrições na economia e liberdade individual), centro (equilíbrio entre intervenção e liberação), direita (não intervenção econômica e controle da liberdade individual), estadista (restrição nos dois campos) ou libertário (liberdade nos dois campos).

No meu teste deu esquerda (na primeira tentativa deu centrista), mas entendo que o Diagrama de Nolan tem falhas, inconsistências e imprecisões. Já havia feito uma análise nas eleições municipais de 2012, quando na época fiz o teste e deu centrista (clique aqui).

Vamos analisar as perguntas?

São cinco perguntas sobre questões sociais (liberdades individuais) e cinco sobre questões econômicas.

1ª pergunta: O governo deve ter maneiras de controlar o conteúdo exibido na imprensa e na internet?

A resposta não pode ser apenas “discordo”, “talvez” e “concordo”.

O governo não deve controlar nem a internet nem a imprensa, mas é claro que o Estado pode. TV e rádio no Brasil são serviços públicos e o Estado deve regular esses serviços nos termos da Constituição.

A internet deve ser livre, mas é claro que abusos devem ser controlados posteriormente pelo Estado, principalmente pelo Poder Judiciário.

2ª pergunta: O alistamento militar deve ser obrigatório?

É claro que não deve.

3ª pergunta: Deve ser feita uma seleçao de estrangeiros que desejam morar no Brasil?

Óbvio que não. O mundo não pode ter fronteiras físicas, deve existir a livre circulação de pessoas.

4ª pergunta: A produção, a comercialização e o uso de drogas devem ser combatidos?

Pergunta equivocada. Entendo que ser de esquerda é ser contra a criminalização da produção, comercialização e uso de drogas. Mas é óbvio que o uso não deve ser estimulado, podendo existir restrições na propaganda e venda para crianças e adolescentes.

5ª pergunta: Deve haver cotas para o serviço público e universidades?

Óbvio que ser de esquerda é ser favorável às cotas, para reduzir as desigualdades sociais e raciais. Como é claro que apenas essa política não basta e devem existir outras mais efetivas, como ensino público, estatal, gratuito, universal e de qualidade para todos.

6ª pergunta: O governo pode cobrar altos impostos se os serviços prestados forem adequados.

Ser de esquerda é defender os impostos, mas que essas verbas sejam justamente distribuídas. Claro que se um dia atingíssemos uma igualdade material o Estado e os impostos não seriam mais necessários. Note-se que não é o governo que cobra impostos, mas o Estado, pela Administração Pública.

7ª pergunta: Deve haver salário mínimo determinado pelo governo?

Óbvio que sim, pela dignidade da pessoa humana o Estado deve fixar uma renda mínima a ser garantida pelo próprio Estado e pela iniciativa privada.

8ª pergunta: O governo deve resgatar empresas em dificuldade financeira?

Em princípio não, mas a pergunta é complexa. Ser de esquerda pode ser defender a ajuda a micro-empresas.

9ª pergunta: O governo deve criar agências para regular o setor privado?

Talvez a pergunta mais equivocada de todas. É claro que é ser de esquerda querer que o Estado regule o setor privado. Mas não pelas agências reguladoras criadas pelos neoliberais-gerenciais, com o intuito de retirar o poder na democracia de regular e repassar para entidades independentes do governo, que acabam sendo capturadas pelo grande capital, atuando no interesse do mercado financeiro.

10ª pergunta: O governo deve usar os impostos para fazer distribuição de renda?

Óbvio que sim, é uma obrigação constitucional. Por isso que muitos neoliberais de direita são contrários à Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988.

Meus candidatos a deputado federal André Vieira, Paulo Salamuni, foram considerados de esquerda.

Mas vejam os absurdos: Reinhold Stephanes, Rubens Bueno e Sandro Alex foram considerados equivocadamente como de esquerda.

Meus candidatos a deputado estadual Professora Josete, Tadeu Veneri, Toni Reis e Xênia Melo  foram considerados de esquerda.

Mas há absurdos: Douglas Fabrício e Felipe Francischini de esquerda?

Candidatos que eu recomendo o voto para governador Bernardo Pilotto e Rodrigo Tomazini são corretamente de esquerda.

Entre os candidatos a deputado federal estatista está a correta Dr.ª Clair.

Mas há absurdos entre os estatistas: Luiz Carlos Hauly, Ricardo Barros, entre outros.

Outros absurdos entre candidatos a deputado federal: Professora Marlei e Ulisses Kaniak, claramente de esquerda, juntos com o direitista Delegado Francischini entre os candidatos de centro.

Os candidatos ao senado Alvaro Dias, Marcelo Almeida e Ricardo Gomyde são todos de centro, segundo o diagrama.

Os candidatos ao governo Beto Richa e Roberto Requião são de centro segundo o diagrama, o que é um equívoco total.

Gleisi Hoffmann não foi avaliada, nem os principais candidatos à presidência.

Faça o seu teste e confira seus candidatos, clique aqui.

Em ano eleitoral Gazeta do Povo publica 55% de editoriais contrários à Dilma e poupa Beto Richa

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Jornal Gazeta do Povo faz campanha sistemática contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores, com seu cartunista Paixão, editoriais e manchetes

O Blog do Tarso fez uma pesquisa detalhada em todas as 119 edições do jornal paranaense Gazeta do Povo de 2014, entre os meses de janeiro e abril. Fica comprovado que em pleno ano eleitoral, o jornal faz uma campanha rigorosa contra a reeleição da presidenta da Brasil, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Ao mesmo tempo a Gazeta poupa o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Foi realizada uma verificação pormenorizada das manchetes do jornal, dos editoriais e das charges principais da página 2 do jornal.

Entre os editoriais da Gazeta do Povo nos quatro primeiros meses de 2014, 55% (65 no total) foram contrários à presidenta Dilma, ao ex-presidente Lula (PT), ao próprio PT ou à Copa do Mundo. Como a Copa do Mundo foi trazida pelo ex-presidente Lula para o Brasil, algumas críticas à Copa foram consideradas pelo Blog como depreciações contra o próprio governo federal. Além disso vários editorais ainda são contrários à esquerda e com pensamentos conservadores e reacionários.

Ainda mais grave são as charges especiais na página dois do jornal, espaço nobre do jornal. São as charges que todos que leem ou mesmo folheiam rapidamente o jornal são visualizadas. Simplesmente 69% (82 no total) das charges da Gazeta do Povo atacaram Dilma, Lula, o PT ou a Copa do Mundo, de forma a prejudicar a imagem do governo federal. Em casos excepcionais há charges com sátiras a outras autoridades, partidos ou temas. A grande maioria dessas charges são do cartunista Paixão, e excepcionalmente do Benett. Note-se que o Blog do Tarso tem uma simpatia especial pelas charges e tirinhas do Bennet, de muita qualidade, criatividade e na maioria de vezes justiça com om satirizado. Já não se pode dizer o mesmo do Paixão, que infelizmente faz uma oposição sistemática contra o PT e Dilma, sem ficar claro se a mando do patrão ou por vontade própria. Em mais de uma charge ele chega a fazer campanha para Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV, ex-Rede), pré-candidatos à presidência e vice. E o mais grave: NENHUMA sátira contra o governador tucano Beto Richa.

Sobre as manchetes do jornal, das notícias principais na Gazeta no ano de 2014, 40% (total de 48) foram contrárias à presidenta Dilma, ao PT, à Lula ou à Copa do Mundo. Apenas 10% (total de 12) das manchetes faziam alguma alusão negativa ao governo de Beto Richa e apenas 5% (total de 5) das manchetes foram contrárias ao governo do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). Nesse último caso, com uma justificativa maior, pelo prefeito ainda estar no primeiro terço do mandato. As demais manchetes criticaram o Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados), a Assembleia Legislativa do Paraná, o Tribunal de Justiça do Paraná ou o Tribunal de Contas do Estado, mas em número bastante reduzido.

Mesmo em situações graves, o governo Beto Richa foi poupado, como quando da denúncia de corrupção contra o seu irmão Pepe Richa ou quando o governador escolheu um médico como secretário de segurança. Nesse caso, o jornal apenas falou que Richa escolheu um “legista”. O fato é que quando cita o nome de Richa nas manchetes, nunca em sentido negativo.

Mesmo em situações em que o jornal poderia criticar o ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) ou Beto Richa, como no caso do pedágio, o panfleto inclui críticas aos senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), prováveis adversários de Beto em outubro. Note-se que Lerner criou os altíssimos pedágios no Paraná e Beto, além de ter votado como deputado estadual a favor do pedágio, em seu atual governo aceita de forma passiva o que exigem as concessionárias.

Vários editoriais e manchetes elogiam o governo Beto Richa, o que é raro para outras autoridades. Em um raro momento, um editorial diz que Dilma está correta, mas quase se desculpando com o leitor por não critica-la.

A Gazeta do Povo sempre tratou mais da política estadual e municipal, mas nos últimos anos vem se especializando em críticas ao governo federal. O governo estadual de Roberto Requião (PMDB), entre 2003 e 2010, também foi bastante criticado pelo jornal, provavelmente por ele ter cortado qualquer verba publicitária para a Gazeta. As críticas não ocorrem contra o atual governador, considerado por muitos como o pior governador do paraná de todos os tempos. Beto Richa gasta milhões com propaganda e publicidade oficial na Gazeta.

Informo que os jornais e revistas brasileiros não são serviços públicos, como são as TVs e rádios. Os jornais e revistas tem total liberdade de publicar o que bem entenderem, de apoiar quem bem entenderem, de criticar quem eles quiserem. O que não é possível aceitar é o discurso inverídico de que esses jornais e revistas são imparciais, independentes. NÃO SÃO! O mesmo se aplica para a revista Veja, Época, os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, a Rede Globo, entre outros meios de comunicação.

O que se pede é que sejam mais sinceros com seus leitores. O povo paranaense deve saber que o que está lendo é propaganda política, e não uma verdade universal.

Vejam que com esse texto não se critica os jornalistas e colunistas da Gazeta do Povo. A maioria é composta por profissionais competentes. O problema é que a manchete quem decide é a direção do jornal, assim como a charge principal. E o editorial é elaborado pela alta cúpula da Gazeta.

Com o presente texto o Blog do Tarso continua exercendo seu papel de Ombudsman informal da Gazeta do Povo, já que infelizmente o jornal não tem esse cargo oficialmente.

Estamos de olho!

Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre e doutorando pela UFPR, é o autor do Blog do Tarso

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Enquanto as manchetes com letras garrafais da Gazeta do Povo atacam a presidenta Dilma, nenhuma manchete em 2014 critica e cita diretamente o nome do governador Beto Richa

Gleisi: “Beto Richa é incapaz e incompetente”

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Na Gazeta do Povo de domingo (ontem, 29), dia da semana de maior tiragem de forma disparada, foi divulgada entrevista com o governador do Paraná, Carlos Alberto Richa (PSDB), vulgo Beto Richa. Hoje, dia de menor tiragem, foi a vez da entrevista com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), que volta a assumir sua cadeira no senado no início de 2014. Ele será candidata ao governo do Estado. A pergunta é se a Gazeta vai fazer uma entrevista com o senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB), também pré-candidato ao governo com chances de vencer Richa.

Veja os principais trechos da entrevista:

“Infelizmente, o governo Beto Richa (PSDB) do estado não tem dado os estímulos necessários nem tem feito as concertações necessárias para ampliar esse potencial de desenvolvimento.”

“Uma grande colaboração que o governo do estado poderia dar, em primeiro lugar, é pagar em dia seus fornecedores. Em segundo lugar, deveria estimular principalmente a micro e pequena empresa e rever sua política de substituição tributária. Em terceiro, enfrentar de vez a questão dos pedágios distorcidos e que tanto contribui para onerar a nossa produção.”

Eu lamento que se tente justificar a incapacidade e a incompetência administrativa do governo estadual e do chefe do Executivo colocando a culpa em outras situações e outras pessoas. Os empréstimos do Paraná só não saíram porque o estado estava com pendências no Cadastro Único de Convênios da União e não respeitava a Lei de Responsabilidade Fiscal, já demonstrando uma desgovernança.”

Faltou na realidade gestão financeira e administrativa para o estado. O governo da presidenta Dilma tem se pautado por ter uma administração republicana. Todos os estados brasileiros são contemplados com recursos, programas, com os projetos que o governo federal coloca à disposição da sociedade brasileira. Fizemos um grande esforço para que o Paraná pudesse ser contemplado na maioria desses programas. E o estado foi contemplado com investimentos em rodovias, nas BRs-153, 163 a 487, que são trechos com infraestrutura finalizada. Vamos fazer a licitação da BR-163, de Cascavel a Marmelândia. Finalizamos o contorno oeste de Cascavel. Em janeiro vamos entregar o contorno de Maringá. Estamos fazendo um grande investimento em mobilidade urbana em Curitiba. Temos grandes investimentos para o porto de Paranaguá, para os nossos aeroportos, em São José dos Pinhais, no Bacacheri, em Foz do Iguaçu, em Londrina. O programa Minha Casa, Minha Vida tem um dos maiores investimentos no Paraná. Há entregas de máquinas e equipamentos, reformas de unidades básicas de saúde de unidades de pronto atendimento. Colocamos duas universidades no estado. Ou seja, o governo federal tem feito grandes investimentos no Paraná.”

“Há uma baixa iniciativa do governo do estado em relação à captação de recursos federais e de ampliação de programas e projetos.”

“Eu espero que a campanha para o governo do Paraná, quem quer que sejam os candidatos que participem, possa se pautar por um debate propositivo para o nosso estado. O Paraná é um estado muito pujante. Se tiver boas iniciativas e uma boa coordenação de governo, é um estado que pode despontar ainda mais no cenário nacional e internacional.

O Paraná só está crescendo no ritmo que está crescendo graças à política econômica feita pelo governo federal. Quem faz política econômica não é o governo do estado. Se a agricultura teve esse desenvolvimento, é porque fizemos investimentos fundamentais. Hoje nós financiamos a agricultura brasileira com juros subsidiados, de no máximo 5,5% ao ano. Nós temos um programa de investimentos em máquinas e equipamentos com juro de 3,5% ao ano. E colocamos agora, no Plano Safra 2013/2014, um programa de financiamento de armazenagem também com juro de 3,5% ao ano, três anos de carência e 15 anos para pagar. O Paraná é o estado que tem mais projetos em análise na área de agricultura no Banco do Brasil e que mais liberou recursos até agora. Essa pujança da agricultura, que é um dos fatores que levantam a economia paranaense, tem a ver com uma política de estímulo a crédito e investimentos na agricultura. Se nós formos olhar Mato Grosso, com certeza vai ter o mesmo desempenho. O emprego está bom no Paraná porque está bom no Brasil. Nós temos a menor taxa de desemprego nacional da nossa história. É óbvio que tudo isso tem reflexo no Paraná e se deve a uma política de defesa da produção nacional e, principalmente, da indústria. Não podemos esquecer que o Paraná recebeu três grandes empresas na área de indústria automobilística, a Audi, a Volkswagem e a DAF Caminhões, graças ao estímulo da desoneração de 30% no Imposto sobre Produtos Industrializados. Aqui não tem estímulo do governo do estado. Portanto, a política de proteção de emprego tem a ver com medidas nacionais e não locais.”

O crescimento do Paraná é por conta das políticas que estamos desenvolvendo de proteção do nosso emprego, da nossa renda, da nossa indústria e da produção agrícola. Eu poderia dizer que, a despeito do que o governo do Paraná está fazendo, nós crescemos. Porque nós temos no Paraná um pedágio caro, nós temos fornecedores sem receber e tivemos agora uma política de substituição tributária que praticamente afoga nossas pequenas e micro empresas.

“A economia paranaense é diferente, é diversificada. Tem agricultura, grande, média e familiar, tem indústria, comércio desenvolvido, um bom setor de serviços. Mesmo assim, o governo do estado não consegue captar essa pujança para que a gestão possa ser melhorada. Me preocupa muito. Mostra a falta de zelo, a incompetência, a incapacidade administrativa do governo.

Perfis falsos nas redes sociais foram feitos e estimulados por servidores do governo do estado, o que eu lamento muito.”

“Eu fiz questão de visitar uma unidade de saúde em Curitiba, no Tatuquara, para saber como na prática estava sendo um programa [Programa Mais Médicos] que estávamos começando a discutir em 2012. Foi emocionante ver a população dizer: o médico me atende [nesse momento da entrevista, Gleisi começa a chorar]. Eu acho que isso é dar resultado às pessoas.

Rogerio Galindo da Gazeta do Povo acusa Beto Richa de criar Secretaria Fantasma

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Por Rogerio Waldrigues Galindo no Caixa Zero da Gazeta do Povo

O leitor pode fazer o teste: ligue para o telefone geral do Palácio Iguaçu e peça para falar com o cerimonial. Para onde você imagina que será transferido? Para a Secretaria Especial de Cerimonial e Relações Internacionais? Parece que seria o caminho mais óbvio, afinal o governador Beto Richa (PSDB) criou a secretaria faz três meses. Mas não: o telefonema cairá numa coordenadoria da Secretaria de Governo, comandada por Cezar Silvestri. Erro? Não.

Antes de Richa nomear o amigo Ezequias Moreira para o cargo de secretário especial, havia dentro da Secretaria de Governo uma Coordenadoria de Cerimonial e de Relações Internacionais. Exceto pelo status, é exatamente o mesmo nome da nova secretaria. O curioso, porém, é que após a nomeação de Ezequias essa coordenadoria não sumiu. Para confirmar isso, bastaria olhar o organograma da Secretaria de Governo divulgado na internet. A “CCRI” continua lá.

Veja a continuação, clique aqui.

 

Gazeta do Povo pede que jovens se filiem aos partidos políticos

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Editorial de hoje da Gazeta do Povo

É hora de buscar os partidos

A negação e o preconceito não solucionam o problema. Para mudar a prática corrente da política brasileira, vai ser preciso que a sociedade novamente se engaje dentro dos partidos

Em duas semanas termina o prazo para que todos aqueles que queiram se candidatar filiem-se a partidos. Especialmente na ressaca da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da continuação do julgamento do mensalão, é possível pensar que isso não interessa ao cidadão, e que os partidos estão dominados por grupos que têm como único objetivo permanecer no poder para benefício próprio. É um diagnóstico não de todo errado, mas incompleto: é preciso saber como se chegou a esse patamar de descrença.

É bem verdade que as legendas andam com a má fama de serem, ao menos em parte, culpadas pelas disfunções da política brasileira. Elas têm lá sua parcela de responsabilidade sobre os desvios de conduta de seus integrantes. Há, entretanto, um outro lado dessa mesma verdade que é deliberadamente esquecido. É preciso admitir que boa parte da sociedade se distanciou da vida partidária e, ao agir assim, ao menos indiretamente contribuiu para se chegar ao estado de coisas atual.

Qualquer solução para a crise das instituições brasileiras precisa contemplar obrigatoriamente mecanismos que promovam uma maior sintonia entre partidos políticos e sociedade. As legendas são, na democracia brasileira, os instrumentos legítimos para a disputa política – é por meio delas que são escolhidos os representantes que decidem os rumos do país. Negar a atividade partidária, considerá-la uma atividade criminosa ou trabalho para corruptos é, em última instância, condenar a própria política.

A negação e o preconceito não solucionam o problema. Para mudar a prática corrente da política brasileira, vai ser preciso que a sociedade novamente se engaje dentro dos partidos. Vai ser preciso o aparecimento de novas lideranças partidárias, descomprometidas com a reprodução do fisiologismo e das práticas patrimonialistas. Vai ser preciso empreender um processo de revitalização das legendas, esforçando-se para torná-las mais democráticas e mais férteis no debate do programa partidário. Esse esforço só será possível se o preconceito for quebrado e se cidadãos que têm participado da vida pública, mas que estão neste momento alheios aos partidos, decidirem participar do processo eleitoral.

O retorno dos cidadãos às atividades partidárias é possível. Já aconteceu em outros lugares do mundo. Na Noruega, por exemplo, as filiações partidárias dispararam entre os jovens no fim de julho de 2011. A razão para esse comportamento não foi nada banal. O terrorista Anders Breivik havia assassinado a tiros 77 pessoas na ilha de Utoya. A tragédia que comoveu a Noruega serviu para despertar a consciência da necessidade de participar dos assuntos públicos. Segundo notícias veiculadas naquela ocasião, todas as legendas tiveram adesão de jovens, até mesmo o Partido Progresso, sigla conhecida por suas posições radicais anti-imigração, ao qual Breivik era filiado.

No Brasil, não é necessário esperar que ocorram tragédias civis ou rupturas políticas revolucionárias para haver um despertar do envolvimento da sociedade na política. Não é preciso ter eventos inusitados nem situações dramáticas. É preciso, sobretudo, uma mudança de perspectiva dos cidadãos que hoje não estão incluídos nas disputas partidárias. O nascimento de novas lideranças, genuinamente comprometidas com os assuntos públicos, fará com que os partidos voltem a cumprir sua função na democracia. E até o 5 de outubro há uma janela de oportunidade para iniciar essa mudança.

“Votei e não tenho vergonha”

Enio Verri, deputado estadual. Foto de Antônio More / Gazeta do Povo

Enio Verri, deputado estadual. Foto de Antônio More / Gazeta do Povo

Notas Políticas no Caderno Vida Pública da Gazeta do Povo de hoje, p. 14

“Votei e não tenho vergonha”

No primeiro debate entre os candidatos à presidência estadual do PT, na sexta-feira, em Curitiba, o deputado estadual Enio Verri admitiu ter votado no ex-deputado Fabio Camargo na eleição para conselheiro do Tribunal de Contas (TC). “Votei e não tenho vergonha. A minha intenção ao escolhê-lo era desestruturar o governador Beto Richa, que queria colocar o Plauto Miró no TC”, disse. A declaração foi dada por Verri ao ser questionado pelo advogado Tarso Cabral Violin, filiado ao PT, por que não votou nele na eleição ao TC. Violin concorreu ao cargo hoje ocupado por Fabio Camargo. Verri disse que, além de boa formação, tem mestrado, doutorado e conhecimento suficiente para votar em quem quiser.

Hespanha diz que crise europeia decorre do liberalismo e individualismo

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Parte da entrevista da Gazeta do Povo com António Manuel Hespanha, historiador e professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, que palestrou no Salão Nobre da Facul­­dade de Direito da Universidade Federal do Pa­­raná – UFPR, ministrou aulas durante um semestre inteiro e recebeu o título de Doutor “Honoris Causa” da UFPR:

“Gazeta do Povo: A crise europeia, talvez, seja um exemplo dos ordenamentos jurídicos voltados para o passado?

António Manuel Hespanha: A crise europeia pode ser interessante, porque, primeiro, ninguém está livre de crise. O exemplo europeu – tomara que não – pode antecipar coisas que podem se passar na América Latina. Pode acontecer. E, portanto, conhecer o modelo europeu nesta altura da crise é importante, sobretudo para não cair em erros em que os europeus caíram, como, por exemplo, desconhecer as políticas públicas, fechar-se em um individualismo extremo, em um completo liberalismo em que os interesses sociais são desconhecidos, são apagados, só se vê a produtividade, o lucro, a competitividade, cada um por si, e o direito, no fundo, a tutelar tudo isso, uma forma de mundo desagregado de pessoas.”

Gazeta do Povo envia nota para o Blog do Tarso sobre a censura que sofre da Justiça do Paraná

Sobre o post Judiciário do Paraná censura Gazeta do Povo e TV RPC/Globo a pedido do presidente do TJ, a assessoria de imprensa da Gazeta do Povo enviou o seguinte comentário para o Blog do Tarso:

“A Gazeta do Povo esclarece que existe uma ação movida pelo desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Clayton Camargo, contra o jornal. Entretanto, o processo judicial tramita em segredo de justiça, razão pela qual a Gazeta do Povo não pode se manifestar a respeito.”

Vergonha na Assembleia

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Editorial de hoje da Gazeta do Povo

O candidato mais despreparado acabou eleito para o Tribunal de Contas. Mas a eleição para o TC atraiu um nível inédito de interesse popular; esperamos que esse nível de mobilização possa perdurar

Não causou surpresa a proclamação do deputado Fabio Camargo como novo conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, anteontem, pela Assembleia Legislativa. Era a notícia aguardada havia meses, desde o dia em que se revelou a intenção do parlamentar – filho do presidente do Tribunal de Justiça – de disputar a vaga com o colega Plauto Miró, tido até então como o candidato in pectore dos poderosos que mantêm sob controle os cordéis do teatro encenado no plenário.

Protegido sob o manto das disposições constitucionais, o processo eleitoral guardou quase toda a aparência de legalidade. Candidataram-se todos os que se dispuseram a tanto e puderam comprovar, documentalmente, o cumprimento das regras regimentais. Foram todos sabatinados, todos puderam discorrer livremente sobre suas qualidades para que, em seguida, secretamente, 52 dos 54 deputados (Camargo e Miró não votaram, embora pudessem fazê-lo) votassem naqueles que suas consciências indicassem como os melhores para ocupar o cargo.

Ledo engano. Ainda que na aparência não se tenha agredido a processualística legal e regimental, as cartas estavam previamente marcadas para que, vergonhosamente, fosse eleito exatamente o candidato mais despreparado para integrar o conselho do Tribunal de Contas – tanto por seu pífio histórico profissional e parlamentar quanto pelas pobres manifestações que fez em defesa da própria candidatura na tribuna da Casa ou em declarações públicas ao longo de sua campanha.

Persistem, porém, algumas dúvidas sobre a decisão do presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni, ao proclamar a vitória de Camargo por 27 votos – um a menos do que prevê o regimento interno, que leva em conta o número de eleitores presentes em plenário e se omite em relação às abstenções. Ora, presentes estavam os 54 deputados e, nesse caso, a maioria só estaria assegurada com 28 votos, ou seja, 50% mais um. Mas há controvérsias: o corpo jurídico da Assembleia entende que a composição da maioria se faz pelo número de votos encontrados na urna. Nesse caso, como os dois deputados candidatos não votaram, os 27 votos dados a Camargo lhe confeririam a maioria dos 52 que depositaram votos.

Independentemente desta controvérsia, que poderá ser levada à Justiça e até mesmo provocar a anulação do pleito, o que de mais lastimável resulta desse episódio é o fato de a Assembleia Legislativa ter perdido a chance de melhorar sua imagem perante os eleitores – tarefa de que não deram totalmente conta muitas das providências elogiáveis tomadas pela atual direção. Se a revelação dos descalabros administrativos e morais que se perpetravam nos porões da Casa, denunciados na série Diários Secretos, fez com que o Legislativo paranaense procurasse elevar seu conceito sob aqueles aspectos, a eleição para o Tribunal de Contas o fez cair de patamar.

A Assembleia e seus deputados mostraram-se evidentemente surdos aos protestos nascidos nas ruas. Preferiram, em sentido diametralmente contrário à indisfarçável ojeriza popular aos vícios da política que se pratica no país, manter o velho corporativismo e dar as costas para o anseio da sociedade que clama por mais qualidade, honestidade e seriedade das instituições republicanas e de seus gestores.

Nem tudo, entretanto, é motivo de decepção e entristecimento. Esta eleição para conselheiro do Tribunal de Contas provocou um debate sem precedentes na história desse tipo de escolha. A população despertou e se conscientizou sobre a importância de escolhas técnicas e politicamente isentas para melhor fiscalizar as contas públicas. O que pode significar que, da batalha agora perdida, se tire lição positiva para as próximas eleições.

Editorial da Gazeta do Povo pede que deputados não votem em Fábio Camargo e Plauto Miró

Na Gazeta do Povo de hoje

Eleição no TC, chance de moralização

O novo conselheiro do Tribunal de Contas precisa ser escolhido por critérios técnicos, e não por conveniência política

Ocorre nos próximos dias a eleição de novo conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná para preencher a vaga aberta em maio, com a aposentadoria compulsória de um dos sete membros do colegiado. Na semana passada, foram sabatinados os 42 candidatos ao cargo – número recorde na história das “competições” por este cargo quase vitalício que, além da alta remuneração, garante aos seus ocupantes poder, status social e vantagens fora do alcance da maioria dos trabalhadores.

Dentre os candidatos, dois deputados (Plauto Miró e Fabio Camargo) são desde já considerados favoritos, pois a escolha é feita pelos membros da mesma corporação a que pertencem, a Assembleia Legislativa. E a tradição é inexorável: independentemente do número de candidatos, recai sempre sobre um de seus pares a preferência absoluta dos deputados-eleitores. Os próprios parlamentares já admitiram, sem pudores, que a disputa real se dará apenas entre Miró e Camargo, pouco se levando em consideração os demais candidatos – muito embora entre eles possam figurar pessoas que apresentem em escala maior e de modo inquestionável os atributos que a lei exige daqueles que pretendem se habilitar ao cargo de conselheiro, como notório saber e ilibada reputação. Mas, na prática, as exigências acabam servindo apenas para excluir os indesejados, e não para reprovar o colega que se pretende eleger.

Se Miró tem contra si o fato de não ter curso superior (o que, entretanto, não é impedimento para assumir o cargo), o candidato que realmente não apresenta as condições desejadas para o posto é Fabio Camargo. O simples fato de a OAB paranaense ter resolvido cassar seu registro profissional por falsidade ideológica (decisão da qual Camargo está recorrendo, com efeito suspensivo, no Conselho Federal da entidade) já mostra que não se pode esperar dele uma atuação correta caso chegue ao TC. Como confiar a prestação de contas do poder público à avaliação de alguém que não goza da confiança sequer de seus pares? Em seu voto no processo de cassação do registro de Camargo, que em 1999 pediu inscrição na OAB sem informar que exercia à época função incompatível com a advocacia (no caso, a de funcionário concursado do Tribunal de Justiça do Paraná, cedido à Secretaria de Estado do Esporte e Turismo), o conselheiro relator Oderci José Bega afirmou que as justificativas de Camargo – que alegou não ter agido de má fé – não se sustentavam, pois, como diz a Lei de Introdução ao Código Civil, “ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece”. “Ainda mais na situação do recorrente, bacharel em Direito”, acrescentou Bega, que em seu voto ainda solicita a averiguação da idoneidade moral de Camargo caso ele venha a solicitar novo registro na OAB.

Apenas esse fato já comprovaria que reputação ilibada não é algo de que Fabio Camargo goze. Infelizmente, na triste tradição política, “notório saber” e “reputação ilibada” são meras formalidades; a real exigência é que o deputado-candidato se comprometa em livrar os colegas que usam mal os recursos públicos. E assim caminha, historicamente, a renovação das sete cadeiras de conselheiro do Tribunal de Contas, um sistema favorecido pelas normas constitucionais que regulam as escolhas.

Entretanto, as ruas também começam a dar seu recado: não é conveniente que a fiscalização das contas públicas seja feita por “companheiros” politicamente comprometidos com os fiscalizados. Assim como juízes – e os conselheiros dos TCs o são – ética e moralmente muitas vezes se declaram sob suspeição para julgar causas que envolvam suas relações pessoais; assim como é comum também que as partes possam arguir a suspeição de seus julgadores, também a sociedade tem o direito de colocar sob suspeição os atos de julgamento das contas públicas pelos “companheiros” políticos de quem as prestam.

A eleição que se aproxima, então, oferece uma oportunidade ímpar aos deputados estaduais: a de finalmente abandonar o corporativismo e escolher alguém que realmente possua o notório saber e a reputação ilibada, entre os candidatos disponíveis – o que não exclui a priori a escolha de um político, desde que seja feita pelos critérios de moralidade que se espera dos representantes do povo. Se a função de um conselheiro é eminentemente técnica e se ligações políticas podem ser deletérias quando se trata de fiscalizar o bom e honesto emprego do dinheiro público, é necessário que o novo conselheiro do TC seja alguém escolhido por critérios técnicos, e não por conveniência política. É um bem que se faz quando se trata de combater a corrupção, um dos motivos que levaram o povo as ruas.

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Gazeta do Povo chama candidatos não deputados como “candidaturas de protesto”

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O jornal Gazeta do Povo, que na edição impressa de hoje boicotou meu nome como candidato a Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, agora chama os candidatos que não são deputados estaduais como “candidaturas de protesto“.

Confesso que em 2011, quando concorri contra o então advogado Ivan Bonilha, fui um “anti-candidato”. Não pedi voto para ninguém e participei para questionar administrativamente e judicialmente a eleição, que até hoje está sub judice.

Mas dessa vez sou candidato para valer e quero ir para o segundo turno da eleição.

Os curitibanos e paranaenses estão preparando manifestação na frente do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa contra a escolha dos dois deputados que estão concorrendo. Será na quinta-feira, confirmem participação aqui no Facebook.

Dizem que a Gazeta do Povo vai fazer campanha contra o deputado Fabio Camargo (PTB) e a favor do deputado plauto Guimarães.

Mas não precisa desrespeitar os demais 43 candidatos como “candidaturas de protesto”.

Gazeta do Povo boicotou meu nome para a vaga de Conselheiro do TC?

Dia 21 de novembro do ano passado participei do bate-papo no parque gráfico da Gazeta do Povo, com Rogério Galindo e Celso Nascimento. Foto de Aniele Nascimento/Agência de Notícias Gazeta do Povo.

Sou leitor da Gazeta do Povo desde 1986.

Sou assinante da Gazeta do Povo.

Já publiquei diversos textos jurídicos na Gazeta do Povo.

Já fui entrevistado pela Gazeta do Povo.

Já escrevi várias vezes nas cartas dos leitores da Gazeta do Povo.

Já divulguei várias vezes a Gazeta do Povo no meu Blog do Tarso.

Já fui no evento da Gazeta do Povo que foi um bate-papo com os colunistas políticos do jornal.

Em meu Blog do Tarso sempre digo que exerço o papel de “Ombudsman informal”, já que infelizmente o jornal não tem a figura do Ouvidor (Ombudsman).

Sou candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná desde sexta-feira (28 de junho), 17h30, e hoje, três dias depois, matéria da Gazeta do Povo não divulgou o meu nome como candidato. E ela disse estar divulgando as pessoas que se inscreveram até o final da tarde de sexta-feira.

Aguardo uma errata no tão prestigiado jornal.

É possível confiar na Rede Globo e na Gazeta do Povo?

Movimenro foi organizado pela internet, mas poucos compareceram (Foto: Adriana Justi / G1)

Foto da 1ª Farofada no Granito no Batel divulgado pelo site da Globo. Foto: Adriana Justi / G1

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Veja a foto acima divulgada pelo site da RPC Rede Globo em Curitiba (G1), sobre a 1ª Farofada no Granito de Curitiba, que teve a participação de aproximadamente 200 pessoas e foi um sucesso, mesmo com a chuva torrencial de hoje.

Foi a foto principal da matéria, que falou em 10 pessoas!

Agora veja a seguinte foto divulgada na reportagem do site da Gazeta do Povo sobre o evento.

Também foi a foto principal da reportagem!

https://blogdotarso.com/2013/05/05/1a-farofada-de-curitiba-foi-um-sucesso/

Foto de Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Agora vejam as seguintes fotos do evento de Claudio Silva:

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Parece que o evento estava vazio? Como eu disse, tinha bem mais de 100 pessoas, aproximadamente 200.

Mas se o leitor consultar apenas a RPC/Globo e Gazeta do Povo vai ter uma visão distorcida da manifestação.

Ou é caso de incompetência, ao cobrir uma manifestação apenas em seu início, ou é caso de má-fé.

Com a palavra a RPC/Globo e a Gazeta do Povo.

Vejam mais fotos da Farofada, clique aqui.

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Pesquisa: Beto Richa despenca 18 pontos em Curitiba

Hoje na coluna do Celso Nascimento na Gazeta do Povo

Alvoroço 1

Gabinetes do Palácio Iguaçu agitam-se com a circulação dos resultados de uma pesquisa feita em Curitiba pelo FSB – instituto que, embora menos conhecido que o Ibope, costuma ser contratado por grandes empresas (especialmente multinacionais) para aferir tendências da opinião pública em várias áreas, inclusive política. Os dados revelados geraram alvoroço no principal endereço do Centro Cívico.

Alvoroço 2

Segundo o FSB, a administração do governador Beto Richa era aprovada por 59% da amostra de 1.000 curitibanos entrevistados em 2012. Um ano depois, isto é, em março último, os que classificaram a gestão como ótima e boa caiu para 41% – uma queda de 18 pontos porcentuais. O índice dos que consideram a gestão apenas como regular subiu de 30% para 35%. Na categoria ruim/péssimo, o porcentual também subiu de um ano para o outro, de 9% para 17%.

Até a Gazeta do Povo critica a privatização do Tudo Aqui e ICI

O editorial de hoje da Gazeta do Povo, que costuma ser conservador e privatista de direita, criticou a privatização de serviços que o governador Beto Richa (PSDB) queria fazer no Paraná por meio do “Tudo Aqui”, que chamei de “Privatização 171”. Beto por enquanto desistiu, depois das trapalhadas do seu secretário Cassio Taniguchi (DEMO) e de seu líder de governo, Ademar Traiano (PSDB), e da atuação incisiva do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) e de alguns deputados da oposição e até alguns da situação.

A Gazeta do Povo aproveitou para criticar a privatização dos serviços de TIC – tecnologia da informação e comunicação em Curitiba, que Cassio Taniguchi fez como prefeito de Curitiba com o ICI – Instituto Curitiba de Informática e que foi mantida pelos prefeitos Beto Richa (PSDB), Luciano Ducci (PSB) e Gustavo Fruet (PDT). Pelo menos agora Fruet exige mais transparência do ICI. Veja parte do editorial:

Mas há outros ângulos do projeto Tudo Aqui também preocupantes e que têm sido pouco lembrados ou debatidos, como os abordados pelo professor Belmiro Valverde em seu artigo semanal nesta Gazeta do Povo, no último domingo. Um deles é o perigo de o Tudo Aqui constituir-se numa versão ampliada do que o Instituto Curitiba de Informática (ICI) representa para Curitiba. O grau de dependência da administração municipal é tão grande em relação aos serviços e às bases de dados do ICI (uma organização social de direito privado) que a prefeitura acabou por se tornar refém de um ente sobre o qual não detém controle. Serviços como a marcação de consultas médicas ou a emissão de segundas vias para pagamento de tributos – tudo passa pelos computadores do ICI. Sem falar nos demais controles administrativos, financeiros e orçamentários que constituem o coração da prefeitura.

O ICI, por esse motivo, tornou-se o símbolo pronto e acabado da transposição dos limites entre o público e o privado, perigo em que o estado e o governo paranaenses estavam se arriscando a incorrer com o Tudo Aqui – e pelo prazo de 25 anos, excessivamente longo. Daí as dúvidas em relação à própria legalidade de terceirizar alguns dos serviços para uma empresa privada, já que, entre eles, há inúmeros indelegáveis, isto é, que são de exclusiva competência do poder público, como os da Junta Comercial ou de instituições de natureza policial e de segurança.

Gazeta do Povo condenada por falar inverdades sobre o Senador Requião

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A Gazeta do Povo foi condenada a se retratar e a indenizar o senador Roberto Requião (PMDB/PR) por uma manchete veiculada em julho de 2012 que colocou o senador como réu num caso em que ele foi o denunciante.

No dia 30 de julho de 2012, o jornal veiculou a matéria intitulada “STJ anula denúncia do caso da empregada fantasma de Requião”. O próprio texto explica que o senador, quando tomou conhecimento do caso, fez a denúncia. No entanto, a manchete tentou induzir os leitores a uma leitura equivocada, dando a entender que o senador era conivente com um esquema ilícito.

A sentença dá 15 dias para que o jornal publique a retratação e pague R$ 10.000,00 acrescidos de correção monetária pela aplicação da média aritmética dos índices INPC e IGP-DI a contar da data da presente decisão, bem como juros moratórios de 1% ao mês incidente a partir do evento danoso (30/07/2012). O não cumprimento da determinação judicial prevê multa diária.

R$ 10 mil para a Gazeta do Povo não fará nem cócegas para o jornal. É menos do que ela ganha por dia do governo Beto Richa para fazer autopromoção dos tucanos. E os R$ 106 mil que a Justiça aplicou ao Blog do Tarso? Justiça ou Injustiça?