Empresários milionários e tucanos organizam o golpe para o dia 15

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Empresários milionários de Curitiba locaram caminhões de som para divulgar o ato golpista do dia 15, além de pagar milhões em outdoors de divulgação por toda a cidade e distribuição de panfletos apócrifos. Tudo com apoio do governador Beto Richa (PSDB), seu exército de comissionados e demais privilegiados e coxinhas da cidade.

Dia 13, 17h, na Praça Santos Andrade, os trabalhadores e movimentos sociais estão organizando um ato em defesa da democracia, da Petrobras, da reforma política popular, dos direitos dos trabalhadores e contra o golpe.

Greve Geral da educação é suspensa

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Educadores retornam às escolas a partir de amanhã (10). Aulas serão retomadas na quinta-feira, dia 12

Cerca de 15 mil professores e funcionários que atuam na rede estadual de ensino votaram, hoje (09), pela suspensão da greve geral da categoria, iniciada no dia 9 de fevereiro. A assembleia foi realizada na Vila Capanema, em Curitiba. Os educadores também decidiram se manter em estado de greve, isto é, caso o governo descumpra os compromissos que assumiu em juízo – durante reunião mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, no último dia 06 – a paralisação poderá ser retomada. Neste ínterim, a APP-Sindicato continuará monitorando as ações do governo.

Os educadores retornam às escolas a partir de amanhã, dia 10. O objetivo é organizar os locais de trabalho e materiais para a retomada das aulas a partir da quinta-feira, dia 12. Os 18 dias letivos que durou a greve serão repostos de acordo com calendário que deve ser negociado entre a APP e a Secretaria de Estado da Educação (Seed). Até o momento, a Secretaria não marcou esta reunião. Outra deliberação aprovada foi realização de reuniões com pais, mães e estudantes no retorno às aulas. O motivo é agradecer o apoio recebido e voltar a explicar o que levou a categoria à greve.

Paranaenses: 90% apoiam a greve dos professores e 80% a ocupação da Assembleia Legislativa

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Noventa por cento dos paranaenses apoiam a greve dos professores, educadores e servidores da educação pública do Paraná, segundo a Paraná Pesquisas.

Oitenta por cento apoiam a ocupação da Assembleia Legislativa ocorrida no dia 10 de fevereiro.

O incompetente governador Beto Richa (PSDB) conseguiu unificar os paranaenses contra o neoliberalismo tucano.

Professores decidem manter a greve no Paraná

Fotos do blogueiro progressista André Vieira

Fotos do blogueiro progressista André Vieira

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Em assembleia geral da APP-Sindicato mais de 30 mil professores, educadores e servidores da educação pública do Paraná lotaram o estádio do Paraná Clube hoje (4) e decidiram continuar a greve que já dura 24 dias.

Muitos pedem a renúncia do governador Beto Richa (PSDB), por ele ter quebrado o Paraná e por sua incompetência política e políticas neoliberais.

Aprovação de governo tucano no Paraná despenca 45 pontos em dois meses: 76% de desaprovação e 19% de aprovação a Richa

A avaliação do governador do Paraná, Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB), despencou entre os paranaenses e agora 76,1% dos eleitores do estado desaprovam o governo tucano, conforme o Instituto Paraná Pesquisas/Gazeta do Povo.

A queda na aprovação foi de 50 pontos porcentuais desde dezembro de 2014 e agora é de 19,9%.

Já 71,6% dos entrevistados entendem que Richa está comandando o Paraná pior do que a expectativa.

E 57,4% dos eleitores que votaram em Richa afirmaram que não votariam no tucano novamente.

Desaprovam o pacote de maldades de Richa 96% dos paranaenses.

O Blog do Tarso sempre informou que Richa é considerado o pior governador do Paraná de todos os tempos, ainda pior do que Jaime Lerner (ex-PFL). Agora as pesquisas mostram isso.

Richa quebrou o Paraná e detonou a Administração Pública do Estado, com altos gastos com publicidade e agindo de forma imoral ao escolher secretários condenados ou investigados pela Justiça.

É mais um exemplo de que o neoliberalismo não é a saída para nenhum país, estado ou município.

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DCE da PUCPR se posiciona contra o desmonte da educação pública do Paraná

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NOTA OFICIAL DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA PUCPR

NÃO AO PACOTE DE MALDADES DE RICHA! É HORA DE RESISTIR AOS ATAQUES E DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Nós do Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, viemos por meio desta nota deixar claro nosso posicionamento enquanto gestão, em relação aos pacotes de austeridade propostos pelo governo Richa (PSDB) e as mobilizações dos servidores públicos, em especial as comunidades acadêmicas das universidades estaduais, hoje, ameaçadas de fechar (UEM, UEL, UNICENTRO e UNESPAR) devido a ausência de repasses e investimentos por parte do governo do estado, bem como também, a greve dos professores das escolas públicas que no momento da redação desta carta, completa três semanas.

Primeiramente, deixamos claro que somos completamente contrários a qualquer corte orçamentário que afete a educação e os serviços públicos do estado. A juventude e os trabalhadores não devem pagar pela crise provocada pela incompetência administrativa dos governos. A população enganada pela promessa eleitoral de que ‘’o melhor estava por vir’’, e de que as contas do estado ‘’estavam em ordem’’, hoje paga com o aumento das tarifas, e o ataque aos direitos mais essenciais como a educação e a saúde. Trata-se de um estelionato eleitoral. Em resposta a isso, os professores do estado, juntamente com o conjunto dos servidores tomaram as ruas, e entraram em greve. A ocupação histórica da Assembleia Legislativa demonstrou a coragem e a disponibilidade de luta dos professores e servidores. Desde o começo, nós do Diretório nos colocamos sempre a disposição de apoiar no que for necessário essa luta.

Apesar de representarmos estudantes de uma universidade dita ‘’privada’’, isso não nos impede em defender uma educação e serviços públicos de qualidade. Acompanhamos com muita apreensão a possibilidade de fechamento das universidades estaduais, e desde já deixamos nosso total apoio as greves estudantis da UEM e da UEL e nossa solidariedade aos DCE’s e comandos de greve estudantil dessas universidades. Entendemos que essa luta também é nossa, e que o momento é de união, para além das diferenças e segmentação que sofre o movimento estudantil, para defendermos juntos nossos direitos.

Na PUCPR cada vez mais o custo de se manter na universidade se eleva, mesmo com verbas públicas e isenções fiscais o grupo Marista (mantenedor da PUC) além de aumentar as mensalidades acima da inflação, de fato, não se interessa em investir em permanência e assistência estudantil. As discussões sobre a construção de um Restaurante Universitário por exemplo, só tem se desenrolado, graças a pressão que o DCE tem feito.

Vivemos em uma época de profunda desarticulação do movimento estudantil, graças há décadas a fio de subserviência e falta de independência e autonomia de entidades – que deveriam nos unir – , como a UNE e UPE, perante a governos e partidos políticos. Isso joga contra o estudante, e nos ‘’desune’’, ao invés de articularmos nossas lutas em comum. Por isso, sabendo de nossa responsabilidade enquanto representantes da maior universidade privada do Paraná, fazemos um chamado aos centros acadêmicos e estudantes da PUCPR, bem como ao movimento estudantil paranaense. É hora de unirmos nossas forças e nossas lutas em uma mesma trincheira, sofremos no final das contas os mesmos ataques, sofremos com mensalidades altas, com corte de verbas, com educação precária, com falta de estrutura, ensino mercantilista, ausência de políticas de assistência e permanência, seja você estudante da PUCPR, ou da UEM.

Propomos uma reunião estadual entre todas as forças do movimento estudantil em luta, para organizarmos um grande movimento em defesa do ensino superior de qualidade e contra os ataques a educação. O DCEPUCPR se propõe a ser ferramenta propulsora desse movimento e continuar apoiando ativamente as greves que já ocorrem no momento.

A hora é de juntar forças!
Todo o apoio as greves no Paraná!
Não ao fechamento das universidades estaduais!
Nenhum centavo a menos para os serviços públicos!
Que os governos paguem pela crise, não o povo!

Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Gestão VII de Agosto
2014/15

Curitiba, 02 de Março de 2015

Alborghetti detona Beto Richa

Beto Richa mente sobre armamento de policiais na Assembleia Legislativa

Fotos de Tarso Cabral Violin

Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Tarso Cabral Violin

Em entrevista veiculada ontem para um jornal do Paraná, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse que os policiais que estavam na Assembleia Legislativa durante a ocupação dos professores, servidores públicos, trabalhadores e estudantes, ocorrida antes do carnaval, estavam “desarmados e sem escudo”.

Vejam o que ele disse: “os policiais estavam desarmados, talvez alguma equipe muito pequena que tinha algum tipo de armamento, mas todos os policiais desarmados e sem escudo”.

É mentira!

Eu me localizava lá dentro. Os policiais estavam fortemente armados dentro da Assembleia, o que fere o regimento interno do Poder Legislativo do Paraná. Tinham policiais com espingardas calibre 12, que se acionadas destroem seres humanos. Policiais com pistolas. Com isso a polícia agrediu os professores e demais manifestantes. Vejam as fotos:

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William Bonner mente no Jornal Nacional sobre manifestação no Paraná

Foto de Wellingto Alberti

Avenida Cândido de Abreu lotada em Curitiba. Foto de Wellingto Alberti

Você já deve saber que não é possível confiar na Rede Globo. Já deve imaginar que não deve acreditar no Jornal Nacional. E, claro, não é possível crer no apresentador William Bonner, que também é o editor-chefe do JN.

Nesta quarta (25) ocorreu a maior ou uma das maiores manifestações da história do Paraná, com aproximadamente 50 mil pessoas (clique aqui).

Professores e educadores em greve, estudantes, servidores públicos, aposentados e militantes protestaram contra o desmonte na educação pública que está sendo providenciado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Mas Bonner informou que havia apenas 10 mil pessoas no ato. MENTIRA!

O exato momento da mentira

O exato momento da mentira

A Avenida Cândido de Abreu, contando com a Barão do Serro Azul, que liga a praça Tiradentes no centro de Curitiba com a Praça Nossa Senhora de Salette no Centro Cívico, tem mais de 2 km de extensão.

A manifestação tomou quase a Cândido de Abreu inteira e cinco pistas, da praça Tiradentes até o Palácio Iguaçu.

Foto da Gazeta do Povo

Foto de Jonathan Campos da Gazeta do Povo

Por baixo, são 2 mil metros de extensão, com aproximadamente 20 metros de largura. Total de 40 mil metros quadrados.

Manifestações costumam ter entre uma e quatro pessoas por metro quadrado. Vamos dizer, por baixo, que havia apenas uma pessoa por m2, seriam no mínimo 40 mil pessoas. Mas vejam isso é NO MÍNIMO. A via tem mais de 2 km, tinham pessoas para além das 5 vias, e havia mais de 2 pessoas por metro quadrado.

Fotos das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Portanto, é mentira de Bonner, do Jornal Nacional e da Rede Globo, quando disseram que havia apenas 10 mil pessoas na manifestação.

Outra questão grave é que Bonner não citou em nenhum momento o nome do governador Beto Richa e seu partido, o PSDB. Apenas no final da matéria apareceu um pequeno letreiro com o nome e partido do governador.

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Qualquer matéria que envolva algum partido de situação ao governo federal, a velha mídia repete com exaustão, todo o dia, o nome do partido. Quando o problema é com um partido de direita, como o PSDB, DEM, entre outros, colocam essa informação em nota de rodapé.

Até quando o povo brasileiro vai acreditar apenas no que diz a velha mídia, composta por Globo, SBT, Veja, Folha, entre outros meios de comunicação?

É necessário, com urgência, a democratização da mídia, para que mais pessoas e meios de comunicação possam ser ouvidos pelos brasileiros, com o fim dos oligopólios e monopólios hoje existentes.

Veja outras fotos do evento, tiradas por Tarso Cabral Violin, o autor do Blog do Tarso:

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História e emoção em Curitiba

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Palácio Iguaçu. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje foi um dia histórico e emocionante em Curitiba, no ato com mais de 50 mil pessoas em defesa da educação pública, gratuita, universal e de qualidade, e contra o desgoverno de Beto Richa (PSDB).

Histórico porque o número de pessoas foi impressionante. Porque o paranaense e o curitibano, que têm fama muitas vezes de forma injusta de ser governista, acomodado e conservador, saiu às ruas de maneira organizada, pacífica e não-golpista.

Emocionante principalmente em três momentos. No primeiro quando passávamos pela Rua Marechal Deodoro e o povo nas janelas apoiavam a causa e jogavam papel picado.

Emocionante quando paramos na frente da catedral metropolitana de Curitiba e o representante eclesiástico subiu no caminhão de som e defendeu a causa dos professores.

Representante da Igreja Católica em defesa dos da causa dos professores públicos. Foto de Tarso Cabral Violin

Representante da Igreja Católica em defesa dos da causa dos professores públicos. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Emocionante também quando a APP-Sindicato distribuiu rosas aos manifestantes, tocou “pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré”, e depois uma das diretoras do sindicato ainda cantou a música à capela.

“Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais braços dados ou não.

Os amores na mente, as flores no chão.”

Dia histórico. Dia inesquecível. Dia emocionante!

Papel picado e apoio aos manifestantes. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Papel picado e apoio aos manifestantes. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

50 mil nas ruas de Curitiba contra a privatização tucana da educação

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Início da manifestação na Praça Santos Andrade, na frente do prédio histórico da UFPR. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje (25) mais de 50 mil professores, educadores, servidores públicos, trabalhadores, estudantes e cidadãos que lutam por um mundo melhor saíram às ruas de Curitiba para protestar contra o desmonte que o governador Beto Richa (PSDB) está fazendo na educação pública do Paraná. Foi um evento histórico!

Quem organizou o movimento foi a APP-Sindicato e os professores do estado continuam em greve. Parabéns a todos e a todas!

O secretário de educação de Beto tem ligações com a educação privada e com a privatização, veja aqui.

Ao desmontar a educação pública, Richa privilegia que a educação privada cresça e acabe com a obrigação constitucional de educação pública, universal, gratuita e de qualidade.

Beto é considerado o pior governador do Paraná de todos os tempos.

Tarso cabral Violi, o autor do Blog do Tarso, apoia as manifestações dos professores

Tarso Cabral Violin, o autor do Blog do Tarso, apoia as manifestações dos professores

Amanhã venha para a rua com os professores contra o neoliberalismo tucano em Curitiba-Paraná

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A greve dos educadores e professores do Paraná chegou hoje ao décimo sexto dia. Amanhã (25) a APP-Sindicato vai realizar uma grande marcha em defesa da educação pública, gratuita e universal, que deve reunir mais de 30 mil pessoas. Toda a sociedade está sendo convocada para este momento. Vamos participar?

Haverá dois pontos de concentração, com roteiros iniciais distintos. As duas caminhadas se unem na Praça Tiradentes:

  1. Praça Rui Barbosa– educadores(as) de Curitiba e Região Metropolitana– concentração a partir de 8h30, seguindo até a Secretaria da Fazenda, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.
  2. Praça Santos Andrade– caravanas do interior e litoral– concentração a partir de 8h30, trajeto segue pela Av. Marechal Deodoro, Av. Marechal Floriano, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.

O Blog do Tarso estará com os professores, educadores, estudantes, servidores públicos e cidadãos paranaenses contra o neoliberalismo do governo tucano de Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB).

Beto está sendo considerado o pior governador do estado de todos os tempos: faliu o Estado e precarizou a Administração Pública.

Rap do Beto faz sucesso na internet

“Beto, sua falsidade me irrita”

Paraná na moda; e na mídia?

Foto do meu amigo Joka Madruga

Foto do meu amigo Joka Madruga

Por Ricardo Melo, hoje na Folha de S. Paulo

Curitiba viveu recentemente uma das maiores manifestações de sua história. Milhares de servidores públicos, trabalhadores e estudantes obrigaram o governador reeleito Beto Richa, do PSDB, a recuar no chamado “pacote de maldades” enviado à Assembleia Legislativa.

Entre outros disparates, o tucano propunha confiscar a previdência dos servidores para tapar rombos da antiga administração –dirigida por ele mesmo!

Deputados chegaram de camburão, reuniram-se no restaurante e, ainda assim, não conseguiram votar o pacote. Notícia daquelas, de repercussão nacional, exceto na mídia de fora da região.

Foi na capital do Paraná. Mesmo Estado onde fica a Londrina do juiz Sérgio Moro, sede do antigo Bamerindus vendido a preço simbólico ao HSBC e do Banestado (Banco do Estado do Paraná), pivô da CPI que durante os anos 90 catapultou o doleiro Alberto Yousseff para manchetes. Mera coincidência, talvez.

Dia histórico no Paraná

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Não vou aqui noticiar o que ocorreu hoje no Paraná. A velha e nova mídia já fizeram isso por todo o Paraná e até no âmbito nacional.

O que eu tenho a dizer é que fiquei emocionado.

Emocionado pelas imagens, pelos depoimentos, pelos vídeos.

Emocionado por verificar que a força do povo, sem golpismos, supera desmandos dos Poderes constituídos.

Triste por não ter conseguido barrar na Justiça o que ocorreu hoje.

Feliz pela constatação de que a pressão popular barrou um projeto anti-povo.

Feliz ao ver algumas autoridades dentro de um camburão.

Triste ao ver um governador chamando professores de baderneiros.

Triste ao ver policiais agredindo o povo.

Feliz ao ver a mobilização dos professores, estudantes, servidores, militantes, sindicalistas, juristas e instituições democráticas em defesa do Interesse Público e dos direitos fundamentais.

Depois do carnaval a luta continua.

Boas festas para todxs!

Advogados e Deputados entram com Mandado de Segurança contra Comissão Geral

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Deputados estaduais Nelson Luersen, Requião Filho, Anibelli Neto, Péricles de Mello, Professor Lemos, Tadeu Veneri, Nereu Moura e o advogado Tarso Cabral Violin

Atualizado no dia 12.02.2015, às 00h15

Nesta quarta (11) um grupo de advogados e professores de Direito Constitucional e Administrativo impetraram um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) contra o regime de Comissão Geral para votação do “pacote de maldades” do governo Richa.

Eles representam 14 deputados estaduais que argumentam que a votação dos projetos em Comissão Geral é ilegal, tendo em vista que o debate é uma prerrogativa parlamentar garantida na Constituição. “A realização da Comissão Geral fere o direito de oposição garantido na Constituição. A supressão do debate viola o direito à Democracia e ao devido processo legislativo”, diz o mandado. Veja a peça do Mandado de Segurança aqui.

A iniciativa da ação foi da professora de Direito Constitucional e Eleitoral da UFPR, Eneida Desiree Salgado, e a peça foi elaborada pelo advogado e professor Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, pelo professor de Direito Constitucional da UniBrasil, Paulo Ricardo Schier, pela professora de Direito Constitucional da UFPR Estefânia Maria de Queiroz Barboza, pelo advogado Rogério Bueno e pela professora Eneida já citada. Os advogados tiveram o apoio da Dr.ª Elisa Stein, e dos advogados da oposição e de Tadeu Veneri.

Assinaram o documento os seguintes deputados estaduais:

Ademir Bier (PMDB)

Antonio Anibelli Neto (PMDB)

Chico Brasileiro (PSD)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Márcio Pacheco (PPL)

Márcio Pauliki (PDT)

Nelson Luersen (PDT)

Nereu Moura (PMDB)

Ney Leprevost (PSD)

Péricles de Mello (PT)

Professor Lemos (PT)

Rasca Rodrigues (PV)

Requião Filho (PMDB)

Tadeu Veneri (PT)

O processo pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça, clique aqui (Processo 1341485-6, Protocolo 2015.00034478). O relator é o Desembargador Luis Espíndola, que provavelmente decidirá que vai conceder a liminar na manhã do dia 12. Os advogados Tarso Cabral Violin e Elisa Stein já se reuniram com o Desembargador relator. Além disso os deputados Antonio Anibelli Neto, Nelson Luersen, Nereu Moura, Professor Lemos, Requião Filho e Tadeu Veneri, e os advogados Tarso Cabral Violin e Marcelo Veneri já conversaram com o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Vasconcelos, sobre a ação.

A quinta-feira promete!

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O advogado Tarso Cabral Violin, os deputados Requião Filho, Anibelli Neto, Nelson Luersen, Professor Lemos, Nereu Moura, Tadeu Veneri e a advogada Elisa Stein protocolam o Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Paraná

Trabalhadores e estudantes ocupam a Casa do Povo do Paraná contra Beto Richa

Foto de Thiago Moreira

Foto de Thiago Moreira

Atualizado às 19h35

Professores, servidores públicos, trabalhadores, estudantes e militantes ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná após a maioria dos deputados estaduais aprovarem a Comissão Geral para aprovação do pacotaço contra o povo do governador Beto Richa (PSDB). Foram 34 deputados estaduais entreguistas que votaram sim e 19 não.

Vejo o vídeo no Blogoosfero/ParanáBlogs, clique aqui.

Parabéns ao povo paranaense!

Nota oficial assinada pelos senadores e deputados federais contra a utilização dos fundos do ParanaPrevidência para cobrir o rombo nas contas públicas do Paraná

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Nota oficial assinada pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), e pelos deputados federais Ênio Verri (PT), João Arruda (PMDB),  Zeca Dirceu (PT), Christiane Yared  (PTN), Toninho Wandscheer (PT) e Aliel Machado (PCdoB), contra a utilização dos fundos do ParanaPrevidência para cobrir o rombo nas contas públicas do Paraná.

Nota Oficial Conjunta:
O propalado  recuo do governador Beto Richa em relação a alguns pontos de seupacotaço, como o fim de quinquênios e anuênios; corte de auxílio-transporte; e suspensão do PDE, se realidade, deve-se, inegavelmente, à mobilização dos professores e de outras parcelas do funcionalismo.

Mas, ao tempo que cumprimentamos os professores por esta possível conquista, é vital, como o ar que respiramos, que a mobilização continue, porque  está em curso um assalto muito mais devastador contra o funcionalismo público paranaense.

A utilização dos oito bilhões de reais dos fundos da Paranaprevidência, para o pagamento de salários e outras despesas, como propõe o governador, é um golpe certeiro contra a aposentadoria dos professores e demais servidores públicos estaduais. Esses recursos, acumulados nas últimas três décadas,  são um patrimônio inviolável  do funcionalismo público paranaense. Aliená-lo, permitindo que o governador use-o para o pagamento de dívidas e da folha, trará como consequência previsível, o aniquilamento da Paranaprevidência.

A incompetência e a irresponsabilidade do atual governo estadual escancaram-se à vista de todos. Por todos os cantos, faz-se água. Não há remendo que estanque a sangria. Só para fornecedores e pequenos empreiteiros são mais de dois bilhões de reais de  calote.

Daí a fúria arrecadadora. No entanto, o aumento do IPVA e do ICMS, o arrocho dos salários e os cortes de benefícios não serão suficientes para  cobrir o rombo. O dinheiro que poderia, por algum tempo, representar efetivo alívio financeiro para o governador, é o dinheiro da Paranaprevidência, aqueles oito bilhões de reais de propriedade do funcionalismo público estadual, que vão garantir o pagamento da aposentadoria dos servidores e o bem-estar de suas famílias. O governador não tem direito de se apossar desse dinheiro. Os deputados não podem cometer o crime de votar uma barbaridade como essa. A aprovação dessa excrescência será, sem nenhuma dúvida, a maior violência praticada contra o funcionalismo público paranaense.

Esse é o verdadeiro foco do pacotaço de Beto Richa. O resto é simples fumaça, para distrair os funcionários públicos do que interessa.

Professores, servidores públicos, paranaenses, vamos continuar a mobilização para impedir que o governador meta a mão grande nos fundos da previdência estadual.  Ele já dilapidou o Paraná e agora quer também suprimir o direito à aposentadoria.

Brasília, 10 de fevereiro de 2015

Senadora Gleisi Hoffmann (PT) 
Senador Roberto Requião (PMDB)
Deputado Federal Aliel Machado (PCdoB)
Deputada Federal Christiane Yared  (PTN)
Deputado Federal Ênio Verri (PT)
Deputado Federal João Arruda (PMDB)
Deputado Federal Toninho Wandscheer (PT) 
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT)

OAB Paraná divulga nota pública contra o chamado “pacotaço” do governo estadual

Os advogados Tarso Cabral Violin, membro da Comissão de Estudos Constitucionais e da Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração, e o presidente da OAB-PR, Juliano Breda

A OAB-PR acabou de divulgar nota pública contra o chamado “pacotaço” do governo do estado do Paraná, Beto Richa (PSDB). A Comissão de Estudos Constitucionais, da qual o autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, faz parte, ajudou no embasamento da Diretoria da OAB/PR. Veja a nota:

NOTA PÚBLICA

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SEÇÃO PARANÁ vem publicamente manifestar-se de forma absolutamente contrária ao regime de tramitação sumaríssimo, incompatível com a magnitude dos temas, e ao mérito do projeto de Lei 60/2015, do Governo do Estado, que provoca radicais alterações orçamentárias com profundos impactos sobre direitos adquiridos, em razão dos seguintes fundamentos.

O projeto é permeado pela diversidade das matérias, muitas delas totalmente desconexas. Vai desde uma simples campanha para incentivar a população a pedir nota fiscal até a polêmica medida de desvirtuar todos os fundos públicos existentes, acabando com a destinação específica dos valores que os compõem, e que justificaram suas criações, para permitir que sejam empregados no pagamento de qualquer item orçamentário, projetando, sobretudo, um inaceitável retrocesso no sistema previdenciário paranaense.

O PARANÁ PREVIDÊNCIA foi criado para desonerar o Estado do encargo de pagamento de proventos e de pensões. Um dos poucos, senão o único projeto de real planejamento de longo prazo que já existiu no Estado. A fusão dos fundos previdenciário e financeiro praticamente retira o sentido da existência da entidade, e, no futuro, corremos o risco de voltar a situação anterior a 1998, quando sabia-se do esgotamento do modelo de contribuição e partiu-se para o modelo de capitalização.

Inadmissível a redução do valor das RPVs de 40 salários mínimos para R$ 12.000,00, ou seja, dívidas que devem ser pagas em 60 dias após a expedição da requisição de pequeno valor. Isso significa que condenações impostas contra o Estado que ultrapassarem o novo limite terão que ser submetidas ao regime dos precatórios, também seriamente comprometido pelo seguido inadimplemento do governo com sua obrigação constitucional.

O desequilíbrio das finanças do Estado não pode ser equacionado com uma oneração excessiva à população e aos funcionários públicos, especialmente logo após a aprovação do aumento de impostos e a concessão de inúmeros subsídios e auxílios a categorias mais privilegiadas do setor público.

Nesse cenário, espera-se que os Deputados Estaduais, fiéis à representação popular e ao dever de independência como pressuposto do exercício legítimo do Poder Legislativo, atentos a relevância da matéria e à contrariedade ao interesse público que as alterações causarão, rejeitem o projeto de lei em exame.

Curitiba, 10 de fevereiro de 2015
Diretoria da OAB/PR

Beto Richa vai privatizar a cobrança dos créditos tributários e não tributários do Paraná

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O deputado estadual mais atuante e combativo da Assembleia Legislativa do Paraná, Tadeu Veneri (PT), está estudando e pretende questionar um projeto de lei encaminhado ao Parlamento pelo governador do Paraná, Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB).

Richa é considerado o pior governador do Paraná de todos os tempos, mas conseguiu se reeleger para mais quatro anos com o apoio da mídia local (Globo, SBT, Band e Gazeta do Povo), com muito dinheiro público gasto em propaganda do seu desgoverno nos últimos quatro anos e com muito dinheiro do grande capital, que o apoia em defesa do desmonte do Estado e precarização da Administração Pública.

Imitando o ex-governador de São Paulo, o também tucano José Serra, Richa encaminhou ontem para a Assembleia, para tramitação e votação em regime de urgência, a mensagem 002/20015 (veja aqui) que entre outras disposições, pretende ceder direitos creditórios para entidades privadas. Uma cópia da Lei 13.723/2009 do Estado de São Paulo.

Richa quer a autorização do Poder Legislativo para criar uma sociedade de propósito específico ou um fundo de investimento, para a emissão de valores mobiliários originários de créditos tributários e não tributários objeto de parcelamentos administrativos ou judiciais. O intuito é a captação de recursos financeiros mediante a oferta de créditos estaduais, para poder fechar as contas de um estado que o governo Beto Richa faliu nos últimos quatro anos.

O art. 53 do projeto de lei dispõe: “Fica o Poder Executivo autorizado a ceder, a título oneroso, à sociedade de propósito específico (…) ou a fundo de investimento em direitos creditórios, constituído de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários, os direitos creditórios originários de créditos tributários e não tributários, exclusivamente aqueles objeto de parcelamentos administrativos ou judiciais, relativos aos impostos, às taxas de qualquer espécie e origem, às multas administrativas de natureza não tributária, às multas contratuais, aos ressarcimentos e às restituições e indenizações”.

Note-se que “a cessão compreende apenas o direito autônomo ao recebimento do crédito e somente poderá recair sobre o produto de créditos tributários cujos fatos geradores já tenham ocorrido e de créditos não tributários vencidos, efetivamente constituídos e inscritos na Dívida Ativa do Estado ou reconhecidos pelo contribuinte ou devedor mediante a formalização de parcelamento”.

Note-se que “na hipótese de cessão a fundo de investimento em direitos creditórios, este deverá ser instituído e administrado por instituição financeira credenciada pela Secretaria de Estado da Fazenda”.

O incompetente governo estadual pretende criar um novo instrumento de captação de recursos para financiar suas despesas junto ao mercado de capitais.

Ou será constituído um fundo emitindo títulos baseados nestes direitos, que conformarão o patrimônio deste fundo, ou o governo irá captar recursos junto a investidores mediante a distribuição de cotas. Note-se que os investidores receberão uma taxa de remuneração das cotas.

Serão milhões de reais que o governador poderá “torrar” agora.

O problema é que os direitos creditórios/recebíveis acabarão sendo cedidos/vendidos ao mercado com deságio, com um valor menor que o previsto, de acordo com o perfil e histórico do devedor, o que é uma regra do mercado que afronta o princípio da igualdade tributária, lesa o patrimônio público e destrói o seu sistema de arrecadação.

O Estado recebe pelo valor integral o imposto do contribuinte que paga em dia, mas receberá com deságio o imposto pago em atraso (parcelado).

A instituição administradora destes recebíveis terá que contratar uma empresa avaliadora dos riscos inerentes a estes direitos, afetando o sigilo fiscal dos contribuintes devedores.

O Tesouro Estadual corre o risco, ainda, de ter que desembolsar recursos para o re-equilíbrio econômico financeiro da operação, uma vez que o Estado poderá ser acionado judicialmente pelos cotistas do Fundo caso haja atraso no pagamento do parcelamento dos tributos por parte do contribuinte, aumentando os riscos da operação e afetando a remuneração dos investidores.

Será permitido que os devedores do Estado invistam em títulos lastreados na sua própria dívida, o que cria forte risco moral permitindo ao contribuinte ganhar nas duas pontas atrasando o pagamento de tributos e investindo em fundos lastreados nestas dívidas.

É uma antecipação de receita, e tais recursos deveriam ser enquadrados nas normas da Lei de Responsabilidade Fiscal pertinentes às operações de crédito por antecipação de receitas.

O crédito tributário é inalienável, indisponível e deve cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada, pelos órgãos específicos voltados para essa atividade, nas esferas administrativa e judicial.

A alienação do direito autônomo e supostamente de livre circulação no mercado, derivado do crédito tributário parcelado a longo prazo, dentro de generosos programas de incentivo, fere o princípio da igualdade, pois discrimina o contribuinte pontual, para favorecer o contribuinte inadimplente, meramente em razão de necessidade de caixa.

O princípio da capacidade contributiva também é violentado, outro aspecto do princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150, III da Constituição Federal.

Na medida que a receita proveniente dos parcelamentos é cedida à sociedade de propósito específico, desrespeita-se a proibição de vinculação de que se ocupa o artigo 167, IV, da Constituição Federal; o procedimento criado dependeria da edição de emenda constitucional.

O Estado procura criar as condições para realizar operação de crédito, livre das peias do artigo 32 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC n. 101/2000), que submete tais operações ao crivo do Ministério da Fazenda, justamente para que ele aquilate o respeito aos limites de endividamento. Mas, a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo, também é proibida (art. 36 da LRF).

No § 1º de seu art. 3º, a Resolução nº 43 do Senado equipara a operação de crédito, para proibi-la no art. 5º, I, o recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação.

A securitização de dívidas ativas não dispõe do necessário respaldo constitucional e, portanto, sujeita-se a questionamento judicial.

Por fim, Beto Richa vai pressionar a Assembleia Legislativa para que a lei seja aprovada em comissão geral (prevista no regimento interno da AL), o que para o advogado e professor constitucionalista, Paulo Schier, é inconstitucional por não assegurar o debate democrático no Parlamento: “A democracia prevê o debate público, a participação da mídia, da oposição e de diversos atores sociais. Quando a discussão de um projeto de lei se faz rapidamente, não existe tempo para que esses atores formem uma opinião, o que acaba subvertendo a ideia de democracia”. Schier destaca que as comissões parlamentares, permanentes ou temporárias, realizam um trabalho importante no estudo das matérias: “No caso das comissões gerais, o assunto não é devidamente debatido e pensado tecnicamente para, por exemplo, elaborar argumentos para que a matéria seja refutada”.

Caberá Ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ou Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF perante o STF a ser proposta por, exemplo pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo PT, PMDB ou outro partido político com representação no Congresso Nacional ou por confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Contra os atos administrativos decorrentes da Lei também caberá Ação Popular, com fundamento no art. 5º, LXXIII, da CF a ser interposta por cidadão brasileiro nos termos da Lei nº 4.717/65; ou mesmo uma Ação Civil Pública e ação por improbidade administrativa.