Vídeo completo, sem cortes, com os 50 minutos iniciais do Massacre de Curitiba

Veja o vídeo exclusivo do Blog do Tarso com os 50 minutos iniciais do Massacre do Centro Cívico em Curitiba, sem cortes, desde o exato momento que começou a barbárie no dia 29 de abril de 2015, exatamente às 14h56.

Filmado pelo autor do Blog do Tarso, o advogado e professor Tarso Cabral Violin, que foi ferido logo no início.

filme mostra cenas chocantes de desespero e tristeza de professores, servidores, estudantes e cidadãos. Queriam simplesmente acompanhar e pressionar os deputados contra a votação de um Projeto de Lei proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná. Projeto que confisca dinheiro dos servidores no fundo de previdência para pagar a conta do governo irresponsável que quebrou o Estado.

Inicialmente o Blog do Tarso divulgou apenas os primeiros minutos, depois conseguiu divulgar o vídeo completo pelo Dropbox, logo censurado por ter muitos acessos, e apenas agora conseguimos incluí-lo no Youtube.

Relato completo do vídeo:

14h26min do dia 29 de abril de 2015 (quarta-feira): ao sermos informados pelo caminhão de som da APP-Sindicato que os deputados não aceitaram o pedido dos senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) de arquivamento do projeto, é iniciado o Massacre do centro Cívico.

01min17: sou atingido pelo estilhaço de uma bomba, apenas por estar filmando a manifestação e tentando ser observador para que os direitos fundamentais fossem garantidos.

8min: manifestante ferido com bala de borracha próximo à única ambulância existente.

12min: ambulância não consegue sair do Massacre, por causa de ônibus da PM.

15min07: momento de esperança, sessão da Assembleia Legislativa suspensa.

16min30: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

20min37: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

22min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

23min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

26min10: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

33min: senadora Gleisi discursa, informando que a negociação junto com Requião continua. Bombas continuam e ela pede para pararem.

37min26: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

40min30: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

42min: deputado Toninho (PT) discursa.

46min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

47min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

49min05: cadeirante tenta fugir do massacre

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Nova Secretária de Educação do Paraná curte “o Sul é o Meu País”

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A nova secretária de educação do Paraná, Ana Seres Trento Comin, defende o movimento “O Sul é o meu país”, que para muitos é fascista por defender a separação inconstitucional da nação.

Ela curtiu a comunidade do movimento separatista no Facebook, clique aqui. É o que informou o Verdade sem manipulação.

O presidente do grupo O Sul é Meu País já pediu desculpa por ser brasileiro: “cara, eu não sou daquele país lá da bunda grande, da mulata puta, essa imagem que o Brasil faz questão de passar”. Veja aqui.

A secretária é fã de Beto Richa (PSDB) e do deputado Valdir Rossoni (PSDB).

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Beto Richa: “sou guerreiro, o Brasil precisa da gente, vote Aécio”

UFPR: evento com julgamento moral do massacre de Curitiba na sexta-feira

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A partir de seu espaço que é de reflexão sobre o direito – seu conteúdo, seus desafios, seus limites, suas insuficiências e suas possibilidades – mas que ao mesmo tempo que é de inserção social comprometida com a os desafios do nosso tempo, a Faculdade de Direito da UFPR promove, no dia 08 de maio de 2015 (sexta-feira), às 18h, em seu Salão Nobre, um julgamento tendo em face dos acontecimentos do último dia 29 de abril, em Curitiba.

Passíveis de tantas leituras – jornalísticas, sociológicas, políticas, antropológicas, psicológicas – os eventos também estão carregados de possibilidades jurídicas. Cabe a uma Universidade comprometida com seu tempo e com suas chagas refletir sobre tudo isso e indicar eventuais e possíveis caminhos para a ação.

O propósito deste evento, naturalmente, não é judicial – na acepção estrita do termo. Vai além disso. Como academia jurídica – que forma juízes, advogados, juristas – o propósito que se coloca é o de trazer à luz fatos, promover sua interpretação e dar-lhes enquadramentos jurídicos para futuros encaminhamentos possíveis, a serem eventualmente tomados pelos mais diversos atores do nosso cenário social, político e jurídico.

O julgamento terá uma fase em que os fatos serão relatados (por atores diretos dos eventos e também pelo Estado, que será notificado para tal); uma fase em que um colegiado de julgadores fará considerações, em vista dos fatos relatados; e uma fase de decisão, tomada pelo colegiado de julgadores, com a leitura de um documento com eventuais encaminhamentos.

Antes das considerações do colegiado de julgadores, serão lidas manifestações de Fabio Konder Comparato (jurista, USP) e Flavia Piovesan (jurista, PUC-SP), elaboradas especialmente para a ocasião.

O colegiado dos julgadores sera composto por:

Celso Antônio Bandeira de Mello (jurista, PUC-SP, o maior nome do Direito Administrativo brasileiro de todos os tempos, que assinou desagravo aos professores paranaenses)
Jorge Luiz Souto Maior (jurista e magistrado, USP)
Kenarik Boujkian (desembargadora, TJSP, ex-presidente da associação dos Juízes para a democracia)
Pedro Rodolfo Bodê de Moraes (sociólogo, UFPR)
Leonardo Sakamoto (jornalista e cientista politico)

Evento aberto ao público em geral, chegue cedo.

Clique aqui para entrar no evento do Facebook.

Provavelmente o evento será transmitido on-line pelo site da APP-Sindicato.

Massacre de Curitiba: “chora Curitiba, chora chora Paraná”

Massacre de Curitiba: vídeo com a polícia atirando a esmo

Aécio: “Beto Richa é um dos homens mais preparados do país”

Professores de Tanabi trabalham de preto hoje

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Gisleidy Violin enviou a foto da EE João Portugal

 

A bela cidade de Tanabi, próxima a São José do Rio Preto, em São Paulo, viu hoje seus professores prestarem solidariedade aos professores públicos do Paraná, após o Massacre de Curitiba no dia 29 de abril de 2015.

Tanabi é a cidade do meu pai, Antonio Geraldo Violin, e merece aparecer no Blog do Tarso.

Massacre de Curitiba: amanhã pela manhã Curitiba vai parar

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Amanhã (terça-feira, dia 5 de maio), a Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT Paraná) e a APP-Sindicato promoverão um grande ato de repúdio aos ataques da Polícia Militar contra os servidores públicos, notadamente os professores, ocorridos na última quarta-feira (29), no Massacre do Centro Cívico.

Será o ato Somos todos professores, menos bala, mais giz (curta o evento no Facebook).

Dirigentes sindicais e dos movimentos sociais de todo o Brasil desembarcarão em Curitiba para participarem do ato. Já estão confirmados representantes da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Marcha Mundial das Mulheres, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), da Federação Única dos Petroleiros (FUP), coletivo Fora do Eixo, Mídia Ninja, além de presidentes e dirigentes de outras estaduais da CUT, como o caso de Minas Gerais e Ceará. A vinda de parlamentares de outros estados também é aguardada.

A Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais – ParanáBlogs está apoiando o evento.

Eles estarão reunidos a partir das 9h, na Praça do Homem Nu (ou do Casal Nu).

Serviço: Ato de repúdio contra a violência no Paraná

Data: Terça-feira, 05 de maio.
Hora: 9h
Local: Praça do Homem Nu (ou do Casal Nu), Centro Cívico, Curitiba.

 

Massacre de Curitiba: vídeo censurado pelo Facebook está no Youtube

Esse vídeo inicialmente foi publicado no Facebook, mas foi censurado pela rede social e agora está disponível no Youtube.

Foi filmado pelo advogado e professor Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, que mostra o exato momento do início do Massacre do Centro Cívico de Curitiba, no dia 29 de abril de 2015.

Em determinado momento Tarso é atingido por um estilhaço de bomba e chega a se atrapalhar na filmagem, mas continua filmando.

Veja o vídeo completo:

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Estudantes de jornalismo da UFPR cobriram o massacre do Centro Cívico

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Os estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Paraná cobriram o massacre do Centro Cívico de Curitiba, no dia 29.04.2015, gerado pelo governo Beto Richa (PSDB).

Entrevistaram o advogado e professor Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, logo após ele ter sido atingido por estilhaço de uma bomba.

Os próprios estudantes tiveram que fugir das bombas.

Fizeram várias outras entrevistas, inclusive sobre o Massacre de 1988 do governador Alvaro Dias (hoje Senador pelo PSDB).

Ótima reportagem, parabéns aos estudantes de jornalismo de uma Universidade pública, estatal e de qualidade.

Ouça o Jornal Rádio Comunicação do dia 30.04.2015, clique aqui.

No dia 5 de maio (terça-feira) ocorrerá grande ato “Somos Todos Professores, Menos Bala, Mais Giz”, às 9h, na Praça 19 de Dezembro, em Curitiba.

Estádio lotado grita “Fora Beto Richa”

https://youtu.be/2EJZWqj7ebo

Hoje (3), na final do Campeonato Paranaense de Futebol, no Estádio Couto Pereira em Curitiba, as torcidas do Coritiba (Coxa) e do campeão Operário de Ponta Grossa gritaram em coro “Fora Beto Richa”, após o Massacre do Centro Cívico contra professores e estudantes, em 29.04.2015.

50 min de desespero: vídeo do massacre dos professores em Curitiba

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Veja o vídeo exclusivo do Blog do Tarso com os 50 minutos iniciais do Massacre do Centro Cívico em Curitiba, sem cortes, desde o exato momento que começou a barbárie no dia 29 de abril de 2015, exatamente às 14h56:

Filmado pelo autor do Blog do Tarso, o advogado e professor Tarso Cabral Violin, que foi ferido logo no início.

O filme mostra cenas chocantes de desespero e tristeza de professores, servidores, estudantes e cidadãos. Queriam simplesmente acompanhar e pressionar os deputados contra a votação de um Projeto de Lei proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná. Projeto que confisca dinheiro dos servidores no fundo de previdência para pagar a conta do governo irresponsável que quebrou o Estado.

Relato completo do vídeo:

14h26min do dia 29 de abril de 2015 (quarta-feira): ao sermos informados pelo caminhão de som da APP-Sindicato que os deputados não aceitaram o pedido dos senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) de arquivamento do projeto, é iniciado o Massacre do centro Cívico.

01min17: sou atingido pelo estilhaço de uma bomba, apenas por estar filmando a manifestação e tentando ser observador para que os direitos fundamentais fossem garantidos.

8min: manifestante ferido com bala de borracha próximo à única ambulância existente.

12min: ambulância não consegue sair do Massacre, por causa de ônibus da PM.

15min07: momento de esperança, sessão da Assembleia Legislativa suspensa.

16min30: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

20min37: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

22min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

23min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

26min10: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

33min: senadora Gleisi discursa, informando que a negociação junto com Requião continua. Bombas continuam e ela pede para pararem.

37min26: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

40min30: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

42min: deputado Toninho (PT) discursa.

46min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

47min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

49min05: cadeirante tenta fugir do massacre

Juristas do Direito Administrativo repudiam o Massacre de Curitiba

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Celso Antônio Bandeira de Mello

 

O Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior jurista brasileiro do Direito Administrativo de todos os tempos, a Professora Weida Zancaner, uma das grande administrativistas brasileiras, os Professores Doutores da PUC/SP Maurício Zockun e Carolina Zancaner Zockun e a grande constitucionalista e publicista, Prof.ª Gabriela Zancaner, de forma espontânea elaboraram um manifesto de apoio aos professores paranaenses e ao advogado, professor e autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, que foi ferido por um estilhaço de bomba no massacre do centro Cívico em Curitiba, gerado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Os juristas também criaram uma petição on-line para que juristas, professores e cidadãos também possam assinar o ato de desagravo, assine aqui.

O Blog do Tarso agradece o apoio desses grandes professores e cidadãos.

Prof. Tarso Cabral Violin foi ferido no Massacre do Centro Cívico com estilhaço de bomba, e por dois centímetros poderia ter perdido a visão

MANIFESTO

Nós, abaixo assinados, repudiamos a inominável violência de que foi vítima o Prof. Tarso Cabral Violin e tantos outros colegas, ocasionada pelo governo do Paraná, que assim se revelou adepto de uma política anti-civilizatória e partidária de uma repressão nazifascista.

Acreditamos que o povo paranaense repelirá esses atos de barbárie inaceitáveis em um país civilizado.

São Paulo, 01 de Maio de 2015

Weida Zancaner – Especialista e Mestre pela PUC/SP

Celso Antônio Bandeira de Mello – Professor Emérito da PUC/SP

Maurício Zockun – Professor Doutor da PUC/SP

Carolina Zancaner Zockun – Professora Doutora da PUC/SP

Gabriela Zancaner -Professora Mestre da PUC/SP

Assine a petição de desagravo aos professores paranaenses e ao Prof. Tarso Cabral Violin aqui.

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Professora Weida Zancaner

 

Caberá à Dilma intervir no Estado do Paraná?

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O governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), espancou os professores, estudantes e cidadãos, por meio da Polícia Militar, no Massacre do Centro Cívico no histórico dia 29 de abril de 2015.

Sem analisar os problemas financeiros do Estado, que também podem gerar intervenção em situação extrema, a pergunta que não quer calar: Dilma deve intervir no Estado do Paraná e nomear um interventor no lugar de Richa?

A Constituição de 1988 é expressa ao definir que o princípio é o da não-intervenção, ou seja, em regra a União não intervirá nos estados, e os estados não intervirão nos municípios. Portanto, a regra é a autonomia dos estados e municípios e apenas a exceção é a intervenção.

É um ato político de incursão de um ente federativo sobre a atuação de outro, de forma temporária, com hipóteses taxativas fixadas na Constituição.

Entre os objetivos da intervenção estão:

1. Acabar com grave comprometimento da ordem pública (34, III); e

2. Assegurar a observância dos princípios constitucionais como o regime democrático (34, VII, a) e os direitos da pessoa humana (34, VII, b).

O decreto de intervenção será expedido pelo Presidenta da República, que antes deve ouvir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, e depois especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor.

No caso de comprometimento de ordem pública, a iniciativa é espontânea e será do próprio Presidente, por simples verificação dos motivos que autorizam a intervenção, e o Decreto será submetido à apreciação do Congresso Nacional, no prazo de 24h.

Na hipótese do intento de assegurar o atendimento aos princípios constitucionais como Democracia e dignidade da pessoa humana, a decretação da intervenção federal dependerá de provocação por representação do Procurador-Geral da República e provimento pelo Supremo Tribunal Federal. Se STF julgar precedente, encaminhará para a Presidência, que é vinculada a emitir o Decreto interventivo.

Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.

Entendo que apenas o Massacre do Centro Cívico, um ato específico, por mais grave que tenha sido, não é suficiente para a intervenção.

Apenas se reiteradamente o governo Richa comprometer a ordem pública ou descumprir princípios constitucionais como a Democracia e a dignidade da pessoa humana, é que seria caso de intervenção.

Ou seja, apenas se do Massacre do Centro Cívico o Estado ficar comprometido em sua ordem pública, com o fim da Democracia no Estado e reiterados desrespeito aos direitos humanos, é que será possível a intervenção, com a substituição provisória do governador até o retorno à normalidade.

O Massacre pode levar ao Impeachment ou responsabilização criminal e cível de Richa, mas não à intervenção da União, pelo menos por enquanto.

Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre e doutorando (UFPR) e autor do Blog do Tarso

 

1º de maio com menos bala e mais giz

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Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Tarso Cabral Violin

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A filha do meu xará. Foto de Tarso Cabral Violin

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Professor de Geografia que foi agredido gravemente no Massacre do Centro Cívico. Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Gilnei Machado

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Blogueiros e militantes do Paraná

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Com a Meg Thai e João Bello. Foto de Tania Mandarino

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Foto de Théa Tavares

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Doutor Rosinha. Foto de Théa Tavares

 

Após o Massacre do Centro Cívico em Curitiba que ocorreu no histórico dia 29 de abril de 2015, e manifestação dia 30 com os estudantes de preto, que pediram a prisão do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ontem (1º de maio), Dia do Trabalhador, ocorreu nova manifestação na capital.

Mais de 10 mil estudantes, professores, servidores, blogueiros e cidadãos manifestara-se em apoio aos professores e em repúdio ao massacre comandado pelo governo do estado.

O lema, repetido nacionalmente, foi “menos bala, mais giz”, no dia do trabalho que no qual também foi ressaltada a Democratização da Mídia e a luta contra o PL 4330 das terceirizações de atividades-fim.

No dia 05 de maio ocorrerá um grande ato nacional “Somos Todos Professores”, 9h, na Praça 19 de Dezembro. Esperasse um número ainda maior de participantes.

Tinta vermelha no lago do Palácio Iguaçu. Foto de Pamela Katherlyn Lopes

Tinta vermelha no lago do Palácio Iguaçu. Foto de Pamela Katherlyn Lopes

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Zé Maria, presidente nacional do PSTU, discursa no caminhão de som com a faixa da Associação ParanáBlogs

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“Fora Beto Richa” em vários cartazes e palavras de ordem. Foto de Tarso Cabral Violin

 

 

PSDB abandonou Beto Richa

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O PSDB abandonou o governador tucano do Paraná, Beto Richa, após o Massacre do Centro Cívico de Curitiba de 29 de abril de 2015.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), disse que o que aconteceu na Praça Nossa Senhora de Salete não era de sua responsabilidade, mas sim do governo do Estado.

O senador do Paraná, Álvaro Dias (PSDB), ex-governador do Paraná, que mandou soltar cavalos nos professores em 1988, disse que “não tem comparação” entre o seu massacre e o Massacre do Centro Cívico do dia 29 de abril: “Hoje (29), é muito mais grave. A reação da polícia militar foi desproporcional”.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que as imagens são impressionantes e que aparentemente houve exageros.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), criticou a fala de Richa e disse que uma ação policial não pode ser considerada positiva se houve um saldo de pessoas feridas.

O editorial do jornal Folha de S. Paulo, um folhetim do PSDB de São Paulo de José Serra e Geraldo Alckmin, disse hoje que o “Governador tucano [Beto Richa] se reelegeu após devastar as finanças do Paraná e agora recorre a truculência policial contra revolta de servidores”.

Cresce a possibilidade de Impeachment, de intervenção federal ou de responsabilização criminal contra Richa.

O secretário de segurança Fernando Francischini (Solidariedade), provavelmente perderá o cargo e voltará a ser deputado federal, na defesa da diminuição da maioridade penal, do armamento livre para os cidadãos, do Direito Penal máximo e da privatização de presídios. Ele também será, provavelmente, responsabilizado criminalmente.

Dia 05 de maio (terça) 9h, na Praça 19 de Dezembro, ocorrerá um ato nacional em defesa dos professores, curta no Facebook.

Nota de repúdio da Associação ParanáBlogs ao Massacre do Centro Cívico

A Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs, manifesta seu apoio à greve dos professores e educadores públicos do Estado e repúdio ao Massacre ocorrido em Curitiba contra professores, educadores, servidores, blogueiros, estudantes e demais cidadãos, no dia 29 de abril de 2015, pelas forças policiais sob coordenação do governo Beto Richa (PSDB).

Em sua luta pela democratização dos meios de comunicação e da liberdade de expressão, a Associação ParanáBlogs acredita que a Democracia se faz com respeito às pessoas que se manifestam, com um Parlamento aberto ao povo, um Poder Executivo que persiga a redução das desigualdades e um Poder Judiciário independente dos demais Poderes e do Mercado.

Neste primeiro de maio, que ficará para sempre marcado em nossa memória e história, pelas repugnantes violações de direitos praticadas pelo governo do Estado contra seus trabalhadores e suas trabalhadoras, queremos render nossas homenagens e repudiar qualquer redução ou precarização dos direitos trabalhistas e o PL 4330, que permite a terceirização das atividades-fim.

Em Curitiba, 1º de maio de 2015

Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs

Operários, de Tarsila do Amaral

Operários, de Tarsila do Amaral

Vídeo com o início do Massacre do Centro Cívico em Curitiba

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Veja o vídeo filmado pelo autor do Blog do Tarso que mostra bem o início do Massacre do Centro Cívico ontem (29), em Curitiba.

O governo Beto Richa (PSDB), por meio da PM, bateu em professores, estudantes, servidores e cidadãos, com excesso de violência.

Em determinado momento Tarso Cabral Violin é atingido por um estilhaço de bomba e chega a se atrapalhar na filmagem.

Veja o vídeo, clique aqui.

Hoje: estudantes de preto pedem prisão de Beto Richa

Foto de André Vieira

Foto de André Vieira

Hoje (30) na hora do almoço ocorreu uma manifestação, principalmente de estudantes, todos de preto, de apoio aos professores, estudantes, servidores e cidadãos que apanharam no massacre do Centro Cívico de ontem (30), em Curitiba.

Eles gritam: “ei, polícia, vai prender o Beto Richa”.

A manifestação continua na frente do Palácio Iguaçu, veja ao vivo na TV 15 aqui.

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