50 min de desespero: vídeo do massacre dos professores em Curitiba

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Veja o vídeo exclusivo do Blog do Tarso com os 50 minutos iniciais do Massacre do Centro Cívico em Curitiba, sem cortes, desde o exato momento que começou a barbárie no dia 29 de abril de 2015, exatamente às 14h56:

Filmado pelo autor do Blog do Tarso, o advogado e professor Tarso Cabral Violin, que foi ferido logo no início.

O filme mostra cenas chocantes de desespero e tristeza de professores, servidores, estudantes e cidadãos. Queriam simplesmente acompanhar e pressionar os deputados contra a votação de um Projeto de Lei proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná. Projeto que confisca dinheiro dos servidores no fundo de previdência para pagar a conta do governo irresponsável que quebrou o Estado.

Relato completo do vídeo:

14h26min do dia 29 de abril de 2015 (quarta-feira): ao sermos informados pelo caminhão de som da APP-Sindicato que os deputados não aceitaram o pedido dos senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) de arquivamento do projeto, é iniciado o Massacre do centro Cívico.

01min17: sou atingido pelo estilhaço de uma bomba, apenas por estar filmando a manifestação e tentando ser observador para que os direitos fundamentais fossem garantidos.

8min: manifestante ferido com bala de borracha próximo à única ambulância existente.

12min: ambulância não consegue sair do Massacre, por causa de ônibus da PM.

15min07: momento de esperança, sessão da Assembleia Legislativa suspensa.

16min30: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

20min37: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

22min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

23min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

26min10: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

33min: senadora Gleisi discursa, informando que a negociação junto com Requião continua. Bombas continuam e ela pede para pararem.

37min26: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

40min30: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

42min: deputado Toninho (PT) discursa.

46min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

47min: bombas jogadas próximas à Prefeitura de Curitiba, em manifestantes simplesmente parados.

49min05: cadeirante tenta fugir do massacre

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Juristas do Direito Administrativo repudiam o Massacre de Curitiba

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Celso Antônio Bandeira de Mello

 

O Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior jurista brasileiro do Direito Administrativo de todos os tempos, a Professora Weida Zancaner, uma das grande administrativistas brasileiras, os Professores Doutores da PUC/SP Maurício Zockun e Carolina Zancaner Zockun e a grande constitucionalista e publicista, Prof.ª Gabriela Zancaner, de forma espontânea elaboraram um manifesto de apoio aos professores paranaenses e ao advogado, professor e autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, que foi ferido por um estilhaço de bomba no massacre do centro Cívico em Curitiba, gerado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Os juristas também criaram uma petição on-line para que juristas, professores e cidadãos também possam assinar o ato de desagravo, assine aqui.

O Blog do Tarso agradece o apoio desses grandes professores e cidadãos.

Prof. Tarso Cabral Violin foi ferido no Massacre do Centro Cívico com estilhaço de bomba, e por dois centímetros poderia ter perdido a visão

MANIFESTO

Nós, abaixo assinados, repudiamos a inominável violência de que foi vítima o Prof. Tarso Cabral Violin e tantos outros colegas, ocasionada pelo governo do Paraná, que assim se revelou adepto de uma política anti-civilizatória e partidária de uma repressão nazifascista.

Acreditamos que o povo paranaense repelirá esses atos de barbárie inaceitáveis em um país civilizado.

São Paulo, 01 de Maio de 2015

Weida Zancaner – Especialista e Mestre pela PUC/SP

Celso Antônio Bandeira de Mello – Professor Emérito da PUC/SP

Maurício Zockun – Professor Doutor da PUC/SP

Carolina Zancaner Zockun – Professora Doutora da PUC/SP

Gabriela Zancaner -Professora Mestre da PUC/SP

Assine a petição de desagravo aos professores paranaenses e ao Prof. Tarso Cabral Violin aqui.

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Professora Weida Zancaner

 

Caberá à Dilma intervir no Estado do Paraná?

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O governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), espancou os professores, estudantes e cidadãos, por meio da Polícia Militar, no Massacre do Centro Cívico no histórico dia 29 de abril de 2015.

Sem analisar os problemas financeiros do Estado, que também podem gerar intervenção em situação extrema, a pergunta que não quer calar: Dilma deve intervir no Estado do Paraná e nomear um interventor no lugar de Richa?

A Constituição de 1988 é expressa ao definir que o princípio é o da não-intervenção, ou seja, em regra a União não intervirá nos estados, e os estados não intervirão nos municípios. Portanto, a regra é a autonomia dos estados e municípios e apenas a exceção é a intervenção.

É um ato político de incursão de um ente federativo sobre a atuação de outro, de forma temporária, com hipóteses taxativas fixadas na Constituição.

Entre os objetivos da intervenção estão:

1. Acabar com grave comprometimento da ordem pública (34, III); e

2. Assegurar a observância dos princípios constitucionais como o regime democrático (34, VII, a) e os direitos da pessoa humana (34, VII, b).

O decreto de intervenção será expedido pelo Presidenta da República, que antes deve ouvir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, e depois especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor.

No caso de comprometimento de ordem pública, a iniciativa é espontânea e será do próprio Presidente, por simples verificação dos motivos que autorizam a intervenção, e o Decreto será submetido à apreciação do Congresso Nacional, no prazo de 24h.

Na hipótese do intento de assegurar o atendimento aos princípios constitucionais como Democracia e dignidade da pessoa humana, a decretação da intervenção federal dependerá de provocação por representação do Procurador-Geral da República e provimento pelo Supremo Tribunal Federal. Se STF julgar precedente, encaminhará para a Presidência, que é vinculada a emitir o Decreto interventivo.

Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.

Entendo que apenas o Massacre do Centro Cívico, um ato específico, por mais grave que tenha sido, não é suficiente para a intervenção.

Apenas se reiteradamente o governo Richa comprometer a ordem pública ou descumprir princípios constitucionais como a Democracia e a dignidade da pessoa humana, é que seria caso de intervenção.

Ou seja, apenas se do Massacre do Centro Cívico o Estado ficar comprometido em sua ordem pública, com o fim da Democracia no Estado e reiterados desrespeito aos direitos humanos, é que será possível a intervenção, com a substituição provisória do governador até o retorno à normalidade.

O Massacre pode levar ao Impeachment ou responsabilização criminal e cível de Richa, mas não à intervenção da União, pelo menos por enquanto.

Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre e doutorando (UFPR) e autor do Blog do Tarso

 

1º de maio com menos bala e mais giz

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Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Tarso Cabral Violin

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A filha do meu xará. Foto de Tarso Cabral Violin

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Professor de Geografia que foi agredido gravemente no Massacre do Centro Cívico. Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Tarso Cabral Violin

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Foto de Gilnei Machado

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Blogueiros e militantes do Paraná

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Com a Meg Thai e João Bello. Foto de Tania Mandarino

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Foto de Théa Tavares

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Doutor Rosinha. Foto de Théa Tavares

 

Após o Massacre do Centro Cívico em Curitiba que ocorreu no histórico dia 29 de abril de 2015, e manifestação dia 30 com os estudantes de preto, que pediram a prisão do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ontem (1º de maio), Dia do Trabalhador, ocorreu nova manifestação na capital.

Mais de 10 mil estudantes, professores, servidores, blogueiros e cidadãos manifestara-se em apoio aos professores e em repúdio ao massacre comandado pelo governo do estado.

O lema, repetido nacionalmente, foi “menos bala, mais giz”, no dia do trabalho que no qual também foi ressaltada a Democratização da Mídia e a luta contra o PL 4330 das terceirizações de atividades-fim.

No dia 05 de maio ocorrerá um grande ato nacional “Somos Todos Professores”, 9h, na Praça 19 de Dezembro. Esperasse um número ainda maior de participantes.

Tinta vermelha no lago do Palácio Iguaçu. Foto de Pamela Katherlyn Lopes

Tinta vermelha no lago do Palácio Iguaçu. Foto de Pamela Katherlyn Lopes

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Zé Maria, presidente nacional do PSTU, discursa no caminhão de som com a faixa da Associação ParanáBlogs

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“Fora Beto Richa” em vários cartazes e palavras de ordem. Foto de Tarso Cabral Violin