Amanhã em Curitiba: Juristas lançam livro e fazem ato contra o golpe

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Amanhã (14), às 18h30, na APP-Sindicato, será lançado o livro “A Resistência ao Golpe de 2016” em Curitiba.

“Em menos de um mês articularmos a participação de diversos intelectuais e atores sociais que, claramente, defendem a tese do golpe e expõem as razões destas convicções nessa obra com mais de 100 artigos” explica um dos coordenadores do livro, o advogado Wilson Ramos Filho, o Xixo. Ele é um dos responsáveis pelo livro ao lado dos também juristas e professores universitários Giselle Cittadino, Marcio Tenebaum e Carol Proner.

O livro, com cerca de 450 páginas, reúne textos juristas, intelectuais, jornalistas e ativistas dos movimentos sociais contribuíram para a produção da obra. Ele entre eles, além dos organizadores do livro, assinam artigos Luís Nassif, Miguel do Rosário, Wadih Damous, Tarso Genro, Guilherme Boulos, João Pedro Stédile, Giovanni Alves, Tarso Cabral Violin, Nasser Allan, Ricardo Lodi Ribeiro, além de intelectuais de outros países como Boaventura Sousa Santos, François Houtart, Antonio Baylos, Baltasar Garzon, entre outros.

Na capital paranaense, o lançamento do livro será sucedido de um evento dos “Advogados pela Democracia”, que realizará seu terceiro ato em Curitiba. Participará do evento o ex-presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, que realizará uma conferência sobre o atual cenário político e jurídico no Brasil; Hugo Cavalcanti, presidente da associação latino americana de juízes; e Claudia Barbosa, professor de Direito Constitucional da PUC-PR e uma das autoras do livro. O evento será presidido por Manoel Caetano Ferreira Filho, de Direito Processual Civil da UFPR.

Durante o evento o livro será vendido no local por R$ 30. Posteriormente, diretamente na editora Praxis e nas livrarias o valor será de R$ 60. Para visualizar o evento no Facebook, confirmar presença e convidar amigos e amigas clique aqui.

Serviço: Lançamento do livro “A Resistência ao Golpe de 2016”.
Data: 14 de junho
Horário: 18h30
Local: APP-Sindicato, Av. Iguaçu, 880, Rebouças.

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Palestra de Emir Sader em Curitiba no sábado (09)

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Reconhecido como um dos principais sociólogos e cientistas políticos do Brasil na atualidade, Emir Sader vem a Curitiba no próximo sábado (09) para proferir a palestra “A Crise Atual e Vias de Superação”. O evento é gratuito e aberto ao público. Não é preciso se inscrever. A palestra começa às 9h, na sede da APP Sindicato, com duração somente pela manhã. O evento é uma iniciativa da Frente Brasil Popular em parceria com o Partido dos Trabalhadores.

Emir Sader – Biografia

Sociólogo e cientista político brasileiro. De origem libanesa, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em filosofia política e doutor em ciência política por essa mesma instituição. Nessa mesma universidade, trabalhou ainda como professor, inicialmente de filosofia e posteriormente de ciência política. Trabalhou também como pesquisador do Centro de Estudos Sócio Econômicos da Universidade do Chile e foi professor de Política na Unicamp. Atualmente, é professor aposentado da Universidade de São Paulo e dirige o Laboratório de Políticas Públicas (LPP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é professor de sociologia.

Pensador de orientação marxista, Sader colabora com publicações nacionais e estrangeiras e é membro do conselho editorial do periódico inglês New Left Review. Presidiu a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS, 1997-1999) e é um dos organizadores do Fórum Social Mundial.

Serviço:
Palestra: Emir Sader fala sobre “A Crise Atual e Vias de Superação”.
Data: sábado – 09 de março
Hora: 9h. Duração: manhã
Local: APP Sindicato. Av. Iguaçu, 880. Curitiba/PR.
Informações: 41 2103-1313

Paulo Henrique Amorim amanhã na APP-Sindicato em Curitiba

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Amanhã (25) o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim fará o lançamento do seu livro “O quarto poder” na sede estadual da APP-Sindicato. O jornalista dará uma palestra sobre a mídia, além do papel dos sindicatos e movimentos sociais na comunicação com a sociedade.

No evento, a APP-Sindicato vai fazer a apresentação de seu novo site e aplicativo. Com o intuito de melhorar a comunicação com a categoria, o sindicato lança essa nova mídia para interagir com xs educadorxs.

Serviço:

Lançamento do site e aplicativo da APP, com Paulo Henrique Amorim
Data: 25/09/2015
Hora: 19h
Local: Sede estadual da APP-Sindicato – Avenida Iguaçu, 880 – Rebouças, Curitiba

Richa não faz acordo com professores porque não quer

Data-base 8,17%: desmorona a desculpa sobre limite prudencial

Gasto com pessoal acima do limite prudencial de 46,55% era uma das justificativas de Richa para não zerar inflação em maio

Um relatório do economista Cid Cordeiro, feito a pedido da APP-Sindicato e divulgado neste sábado (30), coloca completamente por terra a desculpa do governo Beto Richa de que um dos motivos para não pagar a data-base de 8,17% seria o risco de ultrapassar o limite prudencial de gastos com pessoal. A análise, baseada em dados do Executivo, revela que o gasto com pessoal no primeiro quadrimestre de 2015 além de não extrapolar o limite de 46,55%, ficou abaixo do mesmo. Nos últimos quatro meses, o Paraná utilizou 45,97% da receita para cobrir as despesas com a folha do funcionalismo (ativos, inativos e pensionistas).

A Lei de Responsabilidade Fiscal define que os Estados não podem comprometer mais de 49% da sua Receita Corrente Líquida (RCL) com despesa com pessoal. A mesma lei também estabelece um limite prudencial, que é de 46,55%. Apesar disso, a Constituição Federal excetua o reajuste da data-base dessa limitação. No entanto, mesmo que a legislação não permitisse que a reposição da inflação fosse deixada fora deste cálculo, o relatório de Cordeiro demonstra que o Estado tem, sim, condições de aplicar a reposição de 8,17% nos salários dos servidores. E mais: em uma única parcela e este mês. Não o faz por outras razões.

Ação orquestrada – No último dia 28, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu um ‘alerta ao governo do Paraná por excesso nos gastos com pessoal’. O relator foi o conselheiro Durval Amaral, ex-deputado da base governista, indicado ao TCE por Beto Richa e pai do deputado, também governista, Tiago Amaral (um dos que têm votado rotineiramente contra os servidores). Neste alerta, o Tribunal cita o que no segundo quadrimestre de 2014 o Estado gastou 48,38% da sua receita com a folha de pagamento. E que pode ser punido no rigor da lei, ficando “fica impedido de conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração aos servidores, criar cargo, emprego ou função, além de admitir pessoal”.

Com o ‘alerta’, Richa reforça a desculpa de não poder infringir a LRF. Enquanto isso desrespeita a Lei da Data-Base, a do Piso Nacional e outras que não lhe interessam. Mas sobre o Estado quase exceder o limite prudencial no segundo quadrimestre de 2014, de acordo com Cid, desde então o gasto com pessoal vem caindo. “Há uma queda constante do comprometimento, que atingiu um pico recente, no segundo quadrimestre de 2014, de 48,10%; registrando forte queda no terceiro quadrimestre, de 46,76%; e, por fim, uma continuidade da queda no primeiro quadrimestre de 2015, quando registramos 45,97%”, explicou.

Já sabia – No relatório, Cordeiro também afirma que o governo já sabia que estava abaixo do limite prudencial, então, este é mais um caso em que o governador Beto Richa não pode alegar surpresa. “O governo já dispunha dessa informação quando anunciou na quarta-feira, dia 27, a proposta de conceder apenas 3,45% de reajuste e, ainda, em três parcelas de 1,15%, e zerando a inflação de 8,17% apenas no próximo exercício fiscal de 2016”, afirmou. Se é assim, ao ver a crise instalada no Estado, o que leva o governo a impor esta proposta indecente? O que leva um governante a praticar o sequestro da previdência?

Os números mostram a resposta – O levantamento do economista demonstra que é a situação financeira na qual se encontra o Paraná. “O secretário da Fazenda provavelmente liberou qualquer proposta de reajuste, desde que o resultado final seja uma ‘tungada’ na folha salarial no valor de R$ 600 milhões. Essa é a meta perseguida para cobrir o ‘rombo’ de caixa, estimado entre R$ 3 e R$ 4 bilhões”, esclarece Cid. Segundo ele, este é o caminho para o governo tomar, dos(as) servidores(as), R$ 2,2 bilhões (R$ 1,6 bilhões com a apropriação de recursos do Paranáprevidência e, agora, R$ 600 milhões da folha de pagamento).

Ou seja, os servidores estão financiando grande parte do ajuste fiscal do Estado. “O que não é revelado é o tamanho do ‘rombo’ que o governo quer cobrir com o aumento das receitas… Ele tem utilizado, para isso, tanto o aumento do IPVA, do ICMS, saques na Paranáprevidência, crescimento da receita e, agora, a economia de R$ 600 milhões sobre a folha de pagamento”, alerta Cordeiro. Sim, estes são os grandes mistérios: qual o tamanho do rombo e onde foi parar este dinheiro?

Amanhã, 9h, grande ato dos professores em Curitiba

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Amanhã (19), a partir das 9h, a APP-Sindicato, os professores e educadores públicos em greve pretendem levar 100 mil às ruas de Curitiba.

É greve geral! Estudantes, pais, mães, professor@s, servidores. A aula será na rua!

Atenção para locais de concentração:

– Curitiba, região metropolitana e litoral na Praça Rui Barbosa;

– Interior na Praça Santos Andrade.

Muito vão pedir a renúncia ou o Impeachment do governador Beto Richa (PSDB).

Beto Richa agora ameaça os professores

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Após agredir gravemente os professores, estudantes e servidores no massacre do Centro Cívico de Curitiba no dia 29 de abril de 2015, ontem (14) o governo Beto Richa (PSDB) ameaçou os professores públicos do Paraná, com desconto de dias parados dos professores em greve, abertura de processos por insubordinação contra diretores que estimularam a greve, apenas 5% de reajuste, encerramento das negociações com os servidores e abertura de seleção de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de novos professores temporários para retomada das aulas.

Nota oficial da Direção Estadual da APP-Sindicato

Nos manteremos mobilizados e ainda em greve. Governo escolheu o caminho da ameaça e do medo, comum a governantes déspotas

O governador Beto Richa instaurou no Paraná um “Estado de exceção”. Governa cassando direitos e colocando-se acima das leis estaduais e federais. Parece que não há limites para sua tirania. No dia 29 jogou a polícia contra professores, professoras, funcionários e funcionárias de escola e demais servidores e servidoras públicas. Numa sequência, tentando justificar o injustificável que foi a barbárie do dia 29, demitiu secretários e promoveu alteração na cúpula da polícia militar e numa jogada de puro marketing, deu entrevistas dizendo-se ferido e arrependido de que estaria aberto ao diálogo.

Pois bem, depois da retórica e do chororô das entrevistas, era de se esperar, e porque o bom senso indicava, de que as negociações seriam retomadas. Qual nossa primeira surpresa quando na reunião de negociação de terça feira (12) o governo fez cara de paisagem e não apresentou nenhuma proposta, numa atitude de completo descompromisso e descaso com os servidores e as servidoras públicos. A atitude da APP, bem como das demais entidades do Fórum das Entidades Sindicais (FES), foi exigir do governo uma proposta para o pagamento da data-base, de cumprimento da lei. Estas atitudes do governo só serviram para aumentar ainda mais o sentimento de indignação na categoria. O ataque de bom mocismo do governador Beto Richa, de um homem aberto ao diálogo e democrático que se espraiou no último final de semana na velha mídia, esvaiu-se com as atitudes de seus séquitos secretários e secretárias na reunião do dia 12.

No entanto, seguindo o manual do bom tiranismo e atendendo ao Estado de exceção instaurado por ele, o que tinha sido feito até então, ainda não era suficiente, daí nossa segunda surpresa essa semana. No dia de ontem (14), uma nota publicada pela agência de noticias estadual traz que o governo encerrou as negociações e que encaminhará à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) reajuste da data-base em 5% divididos em duas vezes, sem data prevista para pagamento. Uma atitude unilateral, de um governo que não dialoga, que como sabemos, usa da violência para impor-se, tal qual ditadores fazem aqui e ali nesse mundo. Não obstante, a nota assedia os servidores e servidoras para que retornem ao trabalho como pena de prejuízos à carreira e promoção. Num ato ainda mais ditatorial indica abertura de processos contra diretores e diretoras que forem “insubordinados”. O termo da insubordinação até é previsto em códigos militares e não cabe para a sociedade civil, ainda mais em pleno regime democrático como é o Estado brasileiro, a não ser que se trate de um Estado de exceção.

É assim que o governador Beto Richa tratou e trata educadores e educadoras: primeiro com bombas, balas, depois o descaso, descompromisso, retirada de direitos, descumprimento de leis estaduais com a lei da data-base e lei nacional como a lei do piso e, agora, surgem as ameaças, a coação e assédio àqueles e àquelas que exercem o pleno direito constitucional de greve.

Mas ele não nos calará! Não calará os diretores e diretoras de escola e demais educadores e educadoras que continuam firmes no movimento de greve e resistirão às ameaças da exceção. Não nos calou quando fomos ameaçados que pela violência física das armas no dia 29 e muito menos nos calará pela violência simbólica do retorno à escola sob ameaça das faltas, possíveis processos administrativos, troca por PSS entre outras medidas.

Por tudo isso, cada vez mais a sociedade se coloca do lado dos educadores e educadoras, pois enxergam nesse senhor uma ameaça à democracia. É também por tudo isso que nos quatro cantos deste estado e do Brasil, pessoas das mais diferentes vertentes políticas gritam “Fora Beto Richa”, e ao dizerem isso, manifestam o descontentamento com policialesco estado de exceção criado no Paraná. Do lado de cá, nos manteremos atentos, vigilantes, mobilizados e ainda em greve porque o governo escolheu o caminho da exceção, da ameaça e do medo, comuns de governantes déspotas.

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O Massacre do Centro Cívico em Curitiba

IMG_3482 IMG_3472 IMG_3175 IMG_3180 Atualizado dia 03.05.2015, às 00h22 Hoje foi um dia histórico no Paraná. Foi o dia em que a Polícia Militar, subordinada ao governador Beto Richa (PSDB) e ao secretário de segurança Fernando Francischini (Partido Solidariedade), agrediu violentamente estudantes, professores, servidores e cidadãos que queriam acompanhar a votação de uma Lei dentro da Assembleia Legislativa do Paraná. Queriam evitar que os deputados estaduais votassem um projeto que retira dinheiro da previdência dos servidores, para os cofres do Estado que passam por dificuldades graves, depois de mais de quatro anos de governo. Infelizmente logo após os deputados votaram sim por 31 a 20.

A favor: Alexandre Curi (PMDB), Alexandre Guimarães (PSC), André Bueno (PDT), Artagão Jr. (PMDB), Bernardo Ribas Carli (PSDB), Claudia Pereira (PSC), Cobra Repórter (PSC), Cristina Silvestri (PPS), Dr. Batista (PMN), Elio Rusch (DEM), Evandro Jr. (PSDB), Felipe Francischini (SD), Fernando Scanavaca (PDT), Francisco Bührer (PSDB), Guto Silva (PSC), Hussein Bakri (PSC), Jonas Guimarães (PMDB), Luiz Carlos Martins (PSD), Luiz Claudio Romanelli (PMDB), Marcio Nunes (PSC), Maria Victoria (PP), Mauro Moraes (PSDB), Missionário Ricardo Arruda (PSC), Nelson Justus (DEM), Paulo Litro (PSDB), Pedro Lupion (DEM), Plauto Miró (DEM), Schiavinato (PP), Tiago Amaral (PSB), Tião Medeiros (PTB) e Wilmar Reichembach (PSC).

Contra: Adelino Ribeiro (PSL), Ademir Bier (PMDB), Anibelli Neto (PMDB), Chico Brasileiro (PSD), Evandro Araújo (PSC), Gilberto Ribeiro (PSB), Gilson de Souza (PSC), Marcio Pacheco (PPL), Marcio Pauliki (PDT), Nelson Luersen (PDT), Nereu Moura (PMDB), Ney Leprevost (PSD), Palozi (PSC), Pastor Edson Praczyk (PRB), Péricles de Mello (PT), Professor Lemos (PT), Rasca Rodrigues (PV), Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Tercílio Turini (PPS).

Não votaram: Cantora Mara Lima (PSDB), Paranhos (PSC) e Ademar Traiano (PSDB).

Assim como o ex-governador Alvaro Dias (hoje no PSDB), cujo governo espancou os professores em 1988, Richa entrará para a história de forma negativa. Eu, como advogado, professor universitário, presidente da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs e autor do Blog do Tarso, estava na Praça Nossa Senhora da Salete simplesmente para filmar as manifestações e acompanhar para verificar se os direitos fundamentais dos manifestantes seriam assegurador. Fui atingido por um estilhaço de uma bomba que, se tivesse acertado dois centímetros para o lado, teria me cegado. Foram centenas de feridos. Veja o vídeo com o início do Massacre, que mostra o exato momento em que fui atingido por estilhaços de uma bomba, que poderia ter me cegado se tivesse acertado dois centímetros para o lado. Clique aqui.

O vídeo de 50 minutos está aqui.

No Paraná o povo não pode entrar na Casa do Povo

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Nenhum paranaense pode entrar na Casa do Povo. Foto de Tarso Cabral Violin

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A APP-Sindicato está de parabéns pela mobilização

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O Caveirão que virou o veículo de locomoção dos deputados que votam contra os professores e o povo. Foto de Tarso Cabral Violin

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Enquanto o Paraná sofre com a violência e insegurança, o governador Beto Richa (PSDB) e seu secretário de Segurança Fernando Francischini (Solidariedade) retiraram policiais militares de várias cidades do interior e de seus postos em Curitiba e encheram de PMs as redondezas da Assembleia Legislativa e do Palácio Iguaçu.

Com isso, os professores, educadores, servidores, estudantes e cidadãos, que queriam entrar no Parlamento, não puderam entrar. Queriam pressionar os deputados estaduais a não votarem o pacote fiscal que retira dinheiro dos educadores públicos de sua previdência, para sanar o rombo financeiro ocasionado pela gestão de Richa desde 2011.

Amanhã (28) ou quarta (29) a APP-Sindicato promete mais dezenas de ônibus vindos do interior para que haja mais pressão sobre os deputados, que provavelmente votaram a matéria nessas datas.

Que tal sairmos às ruas por uma causa nobre?

Hoje greve dos professores do Paraná

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Atenção professores e demais educadores das escolas estaduais do Paraná, a concentração hoje (27), referente a greve, não será na frente do Palácio Iguaçu ou da Assembleia Legislativa do Paraná, pois o governador Beto Richa (PSDB) proibiu que os professores montem tendas na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico.

A APP Sindicato repudia essa decisão truculenta do governo, pois a praça é um espaço público e todo cidadão tem o direito a se manifestar quando indignado.

Os educadores se reunião na Praça 19 de Dezembro, mais conhecida como Praça do Homem Nu, a partir das 8h, entre o Colégio Estadual do Paraná e o Shopping Muller.

Greve Geral da educação é suspensa

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Educadores retornam às escolas a partir de amanhã (10). Aulas serão retomadas na quinta-feira, dia 12

Cerca de 15 mil professores e funcionários que atuam na rede estadual de ensino votaram, hoje (09), pela suspensão da greve geral da categoria, iniciada no dia 9 de fevereiro. A assembleia foi realizada na Vila Capanema, em Curitiba. Os educadores também decidiram se manter em estado de greve, isto é, caso o governo descumpra os compromissos que assumiu em juízo – durante reunião mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, no último dia 06 – a paralisação poderá ser retomada. Neste ínterim, a APP-Sindicato continuará monitorando as ações do governo.

Os educadores retornam às escolas a partir de amanhã, dia 10. O objetivo é organizar os locais de trabalho e materiais para a retomada das aulas a partir da quinta-feira, dia 12. Os 18 dias letivos que durou a greve serão repostos de acordo com calendário que deve ser negociado entre a APP e a Secretaria de Estado da Educação (Seed). Até o momento, a Secretaria não marcou esta reunião. Outra deliberação aprovada foi realização de reuniões com pais, mães e estudantes no retorno às aulas. O motivo é agradecer o apoio recebido e voltar a explicar o que levou a categoria à greve.

Professores decidem manter a greve no Paraná

Fotos do blogueiro progressista André Vieira

Fotos do blogueiro progressista André Vieira

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Em assembleia geral da APP-Sindicato mais de 30 mil professores, educadores e servidores da educação pública do Paraná lotaram o estádio do Paraná Clube hoje (4) e decidiram continuar a greve que já dura 24 dias.

Muitos pedem a renúncia do governador Beto Richa (PSDB), por ele ter quebrado o Paraná e por sua incompetência política e políticas neoliberais.

DCE da PUCPR se posiciona contra o desmonte da educação pública do Paraná

Beto Richa trator escavadeira

NOTA OFICIAL DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA PUCPR

NÃO AO PACOTE DE MALDADES DE RICHA! É HORA DE RESISTIR AOS ATAQUES E DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Nós do Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, viemos por meio desta nota deixar claro nosso posicionamento enquanto gestão, em relação aos pacotes de austeridade propostos pelo governo Richa (PSDB) e as mobilizações dos servidores públicos, em especial as comunidades acadêmicas das universidades estaduais, hoje, ameaçadas de fechar (UEM, UEL, UNICENTRO e UNESPAR) devido a ausência de repasses e investimentos por parte do governo do estado, bem como também, a greve dos professores das escolas públicas que no momento da redação desta carta, completa três semanas.

Primeiramente, deixamos claro que somos completamente contrários a qualquer corte orçamentário que afete a educação e os serviços públicos do estado. A juventude e os trabalhadores não devem pagar pela crise provocada pela incompetência administrativa dos governos. A população enganada pela promessa eleitoral de que ‘’o melhor estava por vir’’, e de que as contas do estado ‘’estavam em ordem’’, hoje paga com o aumento das tarifas, e o ataque aos direitos mais essenciais como a educação e a saúde. Trata-se de um estelionato eleitoral. Em resposta a isso, os professores do estado, juntamente com o conjunto dos servidores tomaram as ruas, e entraram em greve. A ocupação histórica da Assembleia Legislativa demonstrou a coragem e a disponibilidade de luta dos professores e servidores. Desde o começo, nós do Diretório nos colocamos sempre a disposição de apoiar no que for necessário essa luta.

Apesar de representarmos estudantes de uma universidade dita ‘’privada’’, isso não nos impede em defender uma educação e serviços públicos de qualidade. Acompanhamos com muita apreensão a possibilidade de fechamento das universidades estaduais, e desde já deixamos nosso total apoio as greves estudantis da UEM e da UEL e nossa solidariedade aos DCE’s e comandos de greve estudantil dessas universidades. Entendemos que essa luta também é nossa, e que o momento é de união, para além das diferenças e segmentação que sofre o movimento estudantil, para defendermos juntos nossos direitos.

Na PUCPR cada vez mais o custo de se manter na universidade se eleva, mesmo com verbas públicas e isenções fiscais o grupo Marista (mantenedor da PUC) além de aumentar as mensalidades acima da inflação, de fato, não se interessa em investir em permanência e assistência estudantil. As discussões sobre a construção de um Restaurante Universitário por exemplo, só tem se desenrolado, graças a pressão que o DCE tem feito.

Vivemos em uma época de profunda desarticulação do movimento estudantil, graças há décadas a fio de subserviência e falta de independência e autonomia de entidades – que deveriam nos unir – , como a UNE e UPE, perante a governos e partidos políticos. Isso joga contra o estudante, e nos ‘’desune’’, ao invés de articularmos nossas lutas em comum. Por isso, sabendo de nossa responsabilidade enquanto representantes da maior universidade privada do Paraná, fazemos um chamado aos centros acadêmicos e estudantes da PUCPR, bem como ao movimento estudantil paranaense. É hora de unirmos nossas forças e nossas lutas em uma mesma trincheira, sofremos no final das contas os mesmos ataques, sofremos com mensalidades altas, com corte de verbas, com educação precária, com falta de estrutura, ensino mercantilista, ausência de políticas de assistência e permanência, seja você estudante da PUCPR, ou da UEM.

Propomos uma reunião estadual entre todas as forças do movimento estudantil em luta, para organizarmos um grande movimento em defesa do ensino superior de qualidade e contra os ataques a educação. O DCEPUCPR se propõe a ser ferramenta propulsora desse movimento e continuar apoiando ativamente as greves que já ocorrem no momento.

A hora é de juntar forças!
Todo o apoio as greves no Paraná!
Não ao fechamento das universidades estaduais!
Nenhum centavo a menos para os serviços públicos!
Que os governos paguem pela crise, não o povo!

Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Gestão VII de Agosto
2014/15

Curitiba, 02 de Março de 2015

William Bonner mente no Jornal Nacional sobre manifestação no Paraná

Foto de Wellingto Alberti

Avenida Cândido de Abreu lotada em Curitiba. Foto de Wellingto Alberti

Você já deve saber que não é possível confiar na Rede Globo. Já deve imaginar que não deve acreditar no Jornal Nacional. E, claro, não é possível crer no apresentador William Bonner, que também é o editor-chefe do JN.

Nesta quarta (25) ocorreu a maior ou uma das maiores manifestações da história do Paraná, com aproximadamente 50 mil pessoas (clique aqui).

Professores e educadores em greve, estudantes, servidores públicos, aposentados e militantes protestaram contra o desmonte na educação pública que está sendo providenciado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Mas Bonner informou que havia apenas 10 mil pessoas no ato. MENTIRA!

O exato momento da mentira

O exato momento da mentira

A Avenida Cândido de Abreu, contando com a Barão do Serro Azul, que liga a praça Tiradentes no centro de Curitiba com a Praça Nossa Senhora de Salette no Centro Cívico, tem mais de 2 km de extensão.

A manifestação tomou quase a Cândido de Abreu inteira e cinco pistas, da praça Tiradentes até o Palácio Iguaçu.

Foto da Gazeta do Povo

Foto de Jonathan Campos da Gazeta do Povo

Por baixo, são 2 mil metros de extensão, com aproximadamente 20 metros de largura. Total de 40 mil metros quadrados.

Manifestações costumam ter entre uma e quatro pessoas por metro quadrado. Vamos dizer, por baixo, que havia apenas uma pessoa por m2, seriam no mínimo 40 mil pessoas. Mas vejam isso é NO MÍNIMO. A via tem mais de 2 km, tinham pessoas para além das 5 vias, e havia mais de 2 pessoas por metro quadrado.

Fotos das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Portanto, é mentira de Bonner, do Jornal Nacional e da Rede Globo, quando disseram que havia apenas 10 mil pessoas na manifestação.

Outra questão grave é que Bonner não citou em nenhum momento o nome do governador Beto Richa e seu partido, o PSDB. Apenas no final da matéria apareceu um pequeno letreiro com o nome e partido do governador.

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Foto das redes sociais do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

Qualquer matéria que envolva algum partido de situação ao governo federal, a velha mídia repete com exaustão, todo o dia, o nome do partido. Quando o problema é com um partido de direita, como o PSDB, DEM, entre outros, colocam essa informação em nota de rodapé.

Até quando o povo brasileiro vai acreditar apenas no que diz a velha mídia, composta por Globo, SBT, Veja, Folha, entre outros meios de comunicação?

É necessário, com urgência, a democratização da mídia, para que mais pessoas e meios de comunicação possam ser ouvidos pelos brasileiros, com o fim dos oligopólios e monopólios hoje existentes.

Veja outras fotos do evento, tiradas por Tarso Cabral Violin, o autor do Blog do Tarso:

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História e emoção em Curitiba

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Palácio Iguaçu. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje foi um dia histórico e emocionante em Curitiba, no ato com mais de 50 mil pessoas em defesa da educação pública, gratuita, universal e de qualidade, e contra o desgoverno de Beto Richa (PSDB).

Histórico porque o número de pessoas foi impressionante. Porque o paranaense e o curitibano, que têm fama muitas vezes de forma injusta de ser governista, acomodado e conservador, saiu às ruas de maneira organizada, pacífica e não-golpista.

Emocionante principalmente em três momentos. No primeiro quando passávamos pela Rua Marechal Deodoro e o povo nas janelas apoiavam a causa e jogavam papel picado.

Emocionante quando paramos na frente da catedral metropolitana de Curitiba e o representante eclesiástico subiu no caminhão de som e defendeu a causa dos professores.

Representante da Igreja Católica em defesa dos da causa dos professores públicos. Foto de Tarso Cabral Violin

Representante da Igreja Católica em defesa dos da causa dos professores públicos. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Emocionante também quando a APP-Sindicato distribuiu rosas aos manifestantes, tocou “pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré”, e depois uma das diretoras do sindicato ainda cantou a música à capela.

“Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais braços dados ou não.

Os amores na mente, as flores no chão.”

Dia histórico. Dia inesquecível. Dia emocionante!

Papel picado e apoio aos manifestantes. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Papel picado e apoio aos manifestantes. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Amanhã venha para a rua com os professores contra o neoliberalismo tucano em Curitiba-Paraná

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A greve dos educadores e professores do Paraná chegou hoje ao décimo sexto dia. Amanhã (25) a APP-Sindicato vai realizar uma grande marcha em defesa da educação pública, gratuita e universal, que deve reunir mais de 30 mil pessoas. Toda a sociedade está sendo convocada para este momento. Vamos participar?

Haverá dois pontos de concentração, com roteiros iniciais distintos. As duas caminhadas se unem na Praça Tiradentes:

  1. Praça Rui Barbosa– educadores(as) de Curitiba e Região Metropolitana– concentração a partir de 8h30, seguindo até a Secretaria da Fazenda, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.
  2. Praça Santos Andrade– caravanas do interior e litoral– concentração a partir de 8h30, trajeto segue pela Av. Marechal Deodoro, Av. Marechal Floriano, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.

O Blog do Tarso estará com os professores, educadores, estudantes, servidores públicos e cidadãos paranaenses contra o neoliberalismo do governo tucano de Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB).

Beto está sendo considerado o pior governador do estado de todos os tempos: faliu o Estado e precarizou a Administração Pública.

Tucanos mandam e manifestantes apanham na Assembleia Legislativa do Paraná

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Coroneis tucanos anti-democráticos do Paraná Carlos Alberto Richa e Valdir Rossoni

Professores liderados pela APP-Sindicato manifestaram-se hoje contra a aprovação do inconstitucional e golpista projeto de lei de autoria do governador reeleito Beto Richa (PSDB), que pretende prorrogar o mandato de diretores de escolas estaduais do Paraná.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), que o Brasil vai ter que aguentar na Câmara dos Deputados porque ele se elegeu deputado federal, mandou que os seguranças privados retirassem os manifestantes da galeria, que apanharam dos brutamontes.

O tucano Rossoni disse que não houve excesso por parte da segurança da Casa, que teria agido apenas para manter a ordem e prosseguir os trabalhos.

A proposta foi aprovada em todos os turnos e redação final hoje mesmo, por meio da instauração da inconstitucional e anti-democrática Comissão Geral.

33 deputados golpistas votaram com o governo, 13 votaram contra.

Veja imagens do espancamento, clique aqui.

Os seguranças chutaram a cabeça de um manifestante quando ele estava caído no chão:

Documentário dos 25 anos do “30 de Agosto”

 

A APP-Sindicato acaba de lançar o documentário “30 de Agosto: O dia que a educação jamais vai esquecer” em lembrança dos 25 anos da tragédia ocorrida no dia 30 de agosto de 1988, quando os professores apanharam da Polícia Militar no Centro Cívico de Curitiba, durante a gestão do então governador do Paraná Alvaro Dias (ex-PMDB, atual senador pelo PSDB).