Contra a privatização via PPP de rodovias e ferrovias

Infelizmente o governo Dilma Rousseff (PT) vai privatizar estradas e ferrovias via parcerias público-privadas (PPP). Sim, isso é privatização, em sentido amplo, como diz a jurista Maria Sylvia Zanella Di Pietro.

A presidenta nega que seja privatização. Algum assessor deve ter convencido ela nesse sentido. Mas presidenta: é sim.

Não é a mesma coisa do que as privatizações tucanas, que vendem as empresas estatais. Isso sim são as privatizações em sentido estrito, que precarizaram ainda mais a Administração Pública brasileira na década de 90.

Mas é privatização! Menos radical do que as do governo FHC (PSDB), mas é privatização!

Serão concessões de rodovias e ferrovias com investimento de R$ 133 bilhões ao longo de 30 anos.

É o “Plano Nacional de Logística: Rodovias e Ferrovias” que prevê duplicar 7.500 quilômetros de rodovias e construir 10 mil quilômetros de ferrovias. São as ideias do neoliberal Gerdau e sua turma no governo Dilma.

Será criada a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em substituição à Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), que ficará sob comando de Bernardo Figueiredo. Sim, ele mesmo. O mesmo que foi criticado pelo senador paranaense Roberto Requião (PMDB), que conseguiu que o Senado, por 36 votos a 31, rejeitasse sua recondução para a diretoria-geral da Agência Na­­­cional de Transportes Ter­­­restres (ANTT).

PPP na modalidade concessão patrocinada é uma concessão de serviços públicos em que há patrocínio público de parte da obra a ser realizada pela iniciativa privada.

O problema é que normalmente os investimentos privados são financiados via BNDES a juros baixos. Por que a empresa estatal não assume todo o empreendimento e mantém os lucros nas mãos do estado, e não não nas mãos do grande capital?

Não estou falando de estatização de restaurantes, fábricas de automóveis, cabeleleiros, shoppings.

Empresários estão felizes. Muito lucro privado a vista. E o povo? E o interesse público?

Dilma não quer novas concessões totais de aeroportos, apenas parcerias parciais

A presidenta Dilma Rousseff (PT) não pretende mais fazer concessões dos aeroportos nos termos dos realizados com Guarulhos, Viracopos e Brasília. Nessas concessões a gestão do aeroporto foi repassada à iniciativa privada e a Infraero participa em até 49% do empreendimento.

A posição agora é de fortalecer a Infraero, que ficaria no comando dos aeroportos estratégicos, mas obras e alguns serviços seriam repassados via PPPs – parcerias público-privadas, em aeroportos como Galeão/RJ e Cofins/MG, que não precisam de muitos investimentos.

Essa política mostra uma diferença com governos tucanos, que se estivessem presidindo o Brasil já teriam privatizado todas as empresas estatais.

Nas Minas Gerais de Aécio Neves os tucanos estão privatizando até os presídios. Beto Richa quer fazer o mesmo aqui e já até sancionou a lei

Em agosto nas Minas Gerais será inaugurada a primeira penitenciária privatizada por meio de Parceria Público-Privada do Brasil, por iniciativa do governo tucano neoliberal de Antonio Anastasia, pupilo do senador coronel Aécio Neves (PSDB).

Vejam o que o Blog do Tarso já postou sobre a privatização dos presídios no Paraná implementada pelo governador Beto Richa (PSDB):

Privatização dos presídios de Beto Richa contraria Resolução e o Plano Nacional do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

Beto Richa sanciona a Lei que privatiza presídios em evento no TJ/PR. OAB/PR e MP, presentes no evento, são a favor?

Privatização dos presídios de Beto Richa é inconstitucional

Governo Beto Richa vai privatizar presídios

Privatizações via PPP em Portugal foram um desastre. CPI das PPPs será instalada

As privatizações via PPPs – Parcerias Público-Privadas em Portugal foram um desastre. A direita portuguesa foi radical e privatizou via PPP quase tudo: construiu hospitais, estradas, pontes, ferrovias, trens de alta velocidade. Como qualquer PPP, cujos riscos ficam com o Estado, e não com o mercado, em Portugal o não cumprimento de contratos pelas empresas privadas acarretaram prejuízos para os cofres públicos. As despesas acumuladas com as PPPs vão chegar a 48 bilhões de euros e, até 2050, cada português vai ter que desembolsar no mínimo 4.500 euros para financiar as PPPs, segundo o Senador Roberto Requião (PMDB/PR), que cita o dirigente do Bloco de Esquerda de Portugal, Jorge Costa:

“A história das parcerias público-privadas é a de uma profunda promiscuidade entre governos e conselhos de administração destes grupos econômicos. Em ambos os lados desta promiscuidade, encontramos muitas vezes os mesmos protagonistas. (…) Os concedentes e parceiros públicos de ontem são os concessionários e parceiros privados de hoje. Entre os ministros e secretários de Estado dos setores estratégicos, vamos encontrar expoentes dos parceiros privados do Estado”.

Em Portugal os governantes neoliberais já são chamados de “governantes público-privados”. Por isso será instalada no país a CPI das PPPs, conforme a seguinte notícia do Jornal Sol de Portugal:

Ex-ministros vão ter de prestar contas sobre PPP

A comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privadas (PPP) está a ser preparada em clima de «guerra total», classifica um parlamentar da maioria governamental. E deputados dos dois maiores partidos, PSD e PS, contactados pelo SOL, admitem que esta comissão poderá fragilizar ambas as forças políticas. Afinal, os «esqueletos no armário», segundo a expressão de Pedro Passos Coelho, foram criados por governantes dos dois lados. Continuar lendo

PPP no Poder Judiciário. Era só o que faltava…

STF. Foto de Tarso Cabral Violin

O Conselho Nacional de Justiça está discutindo se é possível o Poder Judiciário celebrar Parceria Público-Privada – PPP com a finalidade da construção de prédios para abrigarem órgãos judiciais, nos termos de consulta realizada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Estado do Maranhão. O Poder Judiciário maranhense pretende que haja investimento da iniciativa privada, que receberia 30% dos valores arrecadados para o Fundo de Modernização do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Por enquanto há 10 votos contrários no Plenário do CNJ, mas ainda há possibilidade dos votos serem modificados. Foi criado grupo de trabalho para analisar a questão.

Beto Richa vai privatizar o “Tudo Aqui Paraná” via PPP

Unha (Beto Richa ao centro) e carne (Cassio Taniguchi à direita)

O secretário do Planejamento e Coordenação Geral do Paraná, Cassio Taniguchi, que para muitos é o governador do Paraná de fato, vai privatizar o programa estadual “Tudo Aqui Paraná” via as parcerias público-privadas – PPP.

O “Tudo Aqui Paraná” visa a implantação de centrais de atendimento contendo serviços essenciais aos cidadãos em regiões estratégicas em todo Estado.Conforme imagem abaixo, a secretaria de Cassio Taniguchi publicou aviso de audiência e consulta pública sobre a privatização via PPP para implantação, manutenção, operação e gestão de unidades de atendimento ao cidadão “Tudo Aqui”. Ocorrerá uma audiência pública dia 31 de janeiro de 2012, 9h, para discutir a privatização do programa em 9 unidades do Paraná: Centro, Boqueirão e Pinheirinho em Curitiba e, ainda, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

A publicação informa que os cidadãos podem obter cópia dos documentos para consulta pública no site http://www.sepl.pr.gov.br mas até agora não há nenhuma informação no site (dia 27.12.2011, 02h10min).Recomendo que durante o período de consulta pública (30 dias) sejam encaminhadas críticas ao projeto de privatização para o e-mail consultapublica@sepl.pr.gov.br, com nome completo, endereço, e-mail e fone/fax.Cassio Taniguchi diz que “é equívoco primário se dizer que PPP é sinônimo de privatização. As PPPs estão longe de significar uma privatização mas, ao contrário, são formas diferenciadas de concessão (patrocinada ou administrativa) de serviços públicos”.

Maria Sylvia Zanella Di Pietro, talvez a maior jurista do Direito Administrativo brasileiro, entende que podemos chamar de “privatização em sentido amplo” qualquer iniciativa de “redução do tamanho do Estado”, e inclui entre os exemplos as PPPs (Parcerias na Administração Pública, 2009, 7ª ed., editora Atlas, p. 5-8).

Em quem confiar, na maior jurista do Direito Administrativo brasileiro ou no Cassio Taniguchi, ex-secretário de Jaime Lerner (DEMO-PR), José Arruda (DEMO-DF) e atual de Beto Richa (PSDB-PR)?

Note-se que as PPPs podem ser utilizadas apenas para concessão de serviços públicos ou terceirização de atividades-meio da Administração Pública, sendo burla ao regime jurídico-administrativo qualquer tentativa de privatizar atividades fim via terceirização ou PPP.

Publicado na parte de divulgações oficiais do dia 27.12.2011 da Gazeta do Povo

Enquanto livro denuncia corrupção nas privatizações do FHC, governo Beto Richa quer privatizar via PPP e OS

A revista Carta Capital desta semana divulgou o novo livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr, “A Privataria Tucana”, que denuncia esquema de propinas e lavagem de dinheiro nas privatizações durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1995 e 2002.

O livro informa que o tucano Ricardo Sérgio de Oliveira, tesoureiro das campanha de FHC e José Serra (PSDB), que foi Diretor Internacional do Banco do Brasil durante a gestão de FHC, mandou milhões de dólares para paraísos fiscais durante o governo FHC, sem ser incomodado por autoridades.

O livro denuncia também que o genro e a filha de José Serra, logo depois da privatização das teles realizada por FHC, lavaram o dinheiro ilícito conseguido por tucanos durante as privatizações, por meio de propinas, com envolvimento também do empresário milionário cearense Carlos Jereissati, irmão do cacique tucano Tasso Jereissati. Carlos comprou parte do sistema Telebrás pagando um ágio de apenas 1%. Os parentes de Serra enriqueceram na época. Lembremos que José Serra foi ministro do Planejamento e da Saúde de FHC.

O autor chama os tucanos de “Privatas do Caribe”.

E nesse momento que o livro desmascara a privataria tucana, e enquanto o terceiro setor (ONGs) é questionado por esquemas nos âmbitos municipais, estaduais e federal, o governador Beto Richa impõe a Assembleia Legislativa do Paraná a aprovação em tempo recorde das leis estaduais que prevêem privatizações via as organizações sociais – OS e Parcerias Público-Privadas – PPP.

Opiniões na Gazeta do Povo sobre PPP, imoralidade na Lei Orgânica de Curitiba e possibilidade de nulidade de leis da ALPR

Hoje na Gazeta do Povo

Análise

Para o professor do Dou­torado em Gestão Urbana Denis Alcides Rezende, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), experiências de PPPs em países desenvolvidos têm mostrado que essa é uma boa saída para trazer resultados significativos na qualidade de vida do cidadão. Rezende, pós-doutor em Admi­nistração Pública, ressalta que os contratos devem ser muito bem amarrados, para garantir benefícios a ambas as partes. “Não pode haver apenas desembolso de dinheiro público sem uma contrapartida privada, como ocorre em algumas PPPs”, critica. “Tem de haver equilíbrio. Do contrário, qual será o benefício para o cidadão?”

Por outro lado, o professor de Direito Administrativo Tarso Cabral Violin, da Universidade Positivo, defende que as PPPs são, na verdade, um “capitalismo sem risco”, no qual o poder público patrocina parte da verba envolvida no serviço. “Nas concessões comuns, como das rodovias e do transporte coletivo, a responsabilidade maior fica com a iniciativa privada”, argumenta. “Já nas PPPs, há um risco compartilhado, no qual o ente privado entra com a possibilidade de obter lucro, que acaba sendo assegurado pelo poder público.”

Ele ressalta ainda que determinadas PPPs terminam, em última instância, contrariando a exigência legal de realização de concurso público. “É o caso de escolas e hospitais, que, depois de construídos por meio de uma PPP, passam a ser geridos pelo ente privado”, alerta.

Fiscalização

Os dois professores concordam ao menos em um ponto: na necessidade de haver um controle rígido dos contratos envolvendo PPPs. “Os órgãos de controle e a sociedade civil organizada precisam estar vigilantes para evitar parceiras direcionadas a interesses de grupos políticos e econômicos específicos”, afirma Rezende.

“Uma coisa é firmar PPPs na Europa, outra coisa é o Brasil, onde não há controle social nem atuação eficaz dos órgãos de controle”, argumenta Violin. “Aqui, a possibilidade de fraude, como vemos todos os dias, se torna ainda maior por se tratar de dinheiro público repassado à iniciativa privada.”

Dia 05.12.2011 na Gazeta do Povo

“É pouco democrático que alguém seja eleito pelo povo e possa ocupar qualquer cargo comissionado, talvez favorecendo o suplente, em uma troca de favores”, observou o advogado Tarso Ca­­bral Violin, professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo. Para ele, o pior é que essa possibilidade abre brecha para que vereadores se licenciem e mantenham a estrutura de gabinete, onerando os cofres públicos.

Dia 05.12.2011 na Gazeta do Povo

Dois especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, no entanto, têm outro entendimento. Zilmar Fachin, membro da Comissão Nacional de Estudos Constitu­cionais da OAB, diz que “a possibilidade de se anular os atos é muito forte”. Fachin afirma que tanto a Constituição Estadual quanto a Federal determinam que os vetos, se não apreciados num prazo de 30 dias do recebimento, trancam a pauta e suspendem a votação de qualquer projeto de lei. “Está aí o quadro que pode ensejar a anulação dos projetos aprovados”, afirmou.

O professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo Tarso Cabral Violin afirma que, juridicamente, é possível tornar nulos todos os projetos aprovados pela Assembleia. “Os vetos deveriam ser apreciados antes de qualquer proposta de lei.”

 

Charge: Lerner Business School

Do Cleverson Lima (Rodopiou)

Beto Richa encaminha projeto de lei de privatizações via PPP para a AL

 

Em 09 de junho de 2011 o Blog do Tarso anunciou em primeira mão que o governo Beto Richa (PSDB) estava preparando privatizações em massa no Estado do Paraná, com a elaboração da lei Estadual das PPPs, com a ajuda de franceses e estadunidenses.

Pois bem, eis que ontem esse anteprojeto de lei foi encaminhado por Beto Richa à Assembleia Legislativa do Paraná, onde será aprovado em “toque de caixa”, inclusive com o apoio de pmdbistas que mamavam nas tetas do governo anti-privatização de Roberto Requião (PMDB) e agora continuam mamando nas tetas do governo neoliberal de Beto Richa.

As parcerias público-privadas são utilizadas para a privatização de estradas, presídios, hospitais e escolas públicas. Quem paga a conta é o próprio cidadão, via pedágios, ou dinheiro do orçamento público. O Estado e o cidadão entram com o dinheiro, e o grande capital, a iniciativa privada, entra com o lucro, e ainda com financiamentos do BNDES.

Seminário Modelos de Gestão e PPPs: dilemas e perspectivas – 19/09, 8h30, na ALPR

Fui convidado para palestrar nesse evento mas, infelizmente, não poderei participar. Mas recomendo participação. Obrigado pelo convite Deputado Elton Welter (PT).

Charge: empreiteiras sedentas por lucros, sem investir, é claro

Hoje na Folha de S. Paulo

Iniciativa privada só quer bancar 5% do trem-bala. Para que PPP então?

O grande capital está cada vez mais cara de pau. As cinco grandes empreiteiras do país (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS) querem bancar com dinheiro privado apenas 5% do trem-bala (apenas R$ 3 bilhões). As maiores construtoras do país pedem mais financiamento público e triplo de orçamento estatal ou abandonam o leilão. Sem opção, governo deve cancelar leilão previsto para segunda e o custo da obra pode chegar a R$ 60 bilhões.

O Governo de Dilma Rousseff calculou que o custo do projeto estaria hoje em R$ 38 bilhões. A União se compromete a ser sócio com cerca de R$ 4 bilhões, emprestaria outros R$ 22 bilhões via BNDES (com possibilidade de subsídio de R$ 5 bilhões) e colocaria ainda recursos estimados entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, via fundos de pensão e empresas públicas.

O grande mercado quer investir pouco e lucrar muito, como em qualquer outra privatização realizada nesse país, seja via concessão tradicional ou PPP (Parcerias Público-Privadas). O Blog do Tarso propõe o Trem Bala 100% estatal. Chega de lucros para essas empresas que sangram os cofres públicos.

Beto Richa prepara privatizações em massa via PPP. Mais pedágios a vista!

Fontes do Blog do Tarso informaram que o Governo Beto Richa está preparando privatizações em massa no Estado do Paraná. A equipe do Governador está preparando o projeto de lei das PPPs, as chamadas parcerias público-privadas. Quem está assessorando a elaboração da lei são “especialistas” franceses e norte-americanos.

As PPPs são utilizadas para a privatização de estradas, presídios, hospitais e escolas públicas. Quem paga a conta é o próprio cidadão, via pedágios, ou dinheiro do orçamento público. O Estado e o cidadão entram com o dinheiro, e o grande capital, a iniciativa privada, entra com o lucro, e ainda com financiamentos do BNDES.

Veja posts sobre o tema:

Beto Richa informa que vai propor Lei das PPPs no Paraná. Tradução: privatizações e mais pedágios

Beto Richa aproveita a proposta de privatização dos aeroportos e sugere radicalização nas privatizações

Beto Richa propõe criar Agência para regular suas privatizações via PPPs

Beto Richa informa que vai propor Lei das PPPs no Paraná. Tradução: privatizações e mais pedágios

Em reunião com empresários, o Governador Beto Richa, além de dizer que quem produz são os empresários, e não os trabalhadores, informou que encaminhará à Assembléia Legislativa do Paraná Projeto de Lei de Parcerias Público-Privadas – PPPs. Traduzo: vai aumentar as privatizações e criar mais pedágios.

Exemplos de utilização de PPPs: privatização de presídios, hospitais, pedágios em pontes, estradas, etc.

Mais do que os já absurdos pedágios e privatizações de seu aliado político quando Governador, Jaime Lerner. Não foi Carlos Alberto que prometeu que não iria privatizar?