Lei de transparência assinada por Beto Richa e Rossoni é inconstitucional

Por mais que saibamos que é apenas discurso para aparecer no caso concreto, sempre devemos defender a transparência na Administração Pública, em face ao Princípio da Publicidade previsto no art. 37 da Constituição da República. A Lei Complementar 137, de 06 de julho de 2011, de iniciativa dos Deputados Valdir Rossoni (PSDB) e Plauto Miró (DEMO), aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Governador Beto Richa (PSDB) é inconstitucional.

A Lei, com a pretensão de regulamentar o art. 27 (§§ 1º, 2º e inc. II do § 4º) da Constituição Estadual, obriga que todos os atos não sigilosos dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios do Paraná atendam ao princípio da publicidade de modo a permitir que qualquer cidadão saiba sua origem, destinação e os fundamentos pelos quais foram produzidos.

Segundo a Lei os atos oficiais deverão ser veiculados, obrigatoriamente, por meio eletrônico, junto ao Departamento de Imprensa Oficial do Estado e por mídia impressa. Parece uma legislação bastante corporativista para garantir uma maior importância da Imprensa Oficial do Estado. Ficam dispensados os municípios que já tenham serviços eletrônicos de divulgação de seus diários oficiais municipais.

O problema é que o Estado não tem competência para legislar sobre organização administrativa, servidores públicos, processo administrativo e processos licitatórios dos municípios. A presente lei é flagrantemente inconstitucional, segundo os arts. 21 e seguintes da Constituição da República.

Será que algum município pressionará para que se entre com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn)? Politicamente complicado mas juridicamente necessário.

Se Ivan Bonilha assumir o TCE/PR e depois Mauricio Requião voltar, Beto Richa, Rossoni e Bonilha vão ter que pagar com dinheiro dos seus bolsos

Por Tarso Cabral Violin

Após uma eleição conturbada e bastante questionável do ponto de vista legal e ético, está marcada para segunda-feira a posse de Ivan Lelis Bonilha como Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Ainda é possível que a minha Ação Popular ou a de Mauricio Requião suspenda a posse de Bonilha.

Caso Ivan Bonilha realmente assuma o cargo, e meses ou anos depois o Mauricio Requião consiga na Justiça retornar no lugar de Bonilha, em regra o Ivan Bonilha não teria que devolver sua remuneração do período, e o Mauricio teria direito aos vencimentos pelo período que ficou de fora do TCE/PR. Ou seja, haveria um prejuízo aos cofres públicos.

Mas nesse caso o Estado, por meio das Procuradoria-Geral do Estado, teria que entrar com uma ação regressiva contra Beto Richa e Ivan Bonilha (que assinaram Decreto) e Valdir Rossoni que seriam os culpados pela revogação da posse de Mauricio Requião e abertura de nova eleição. Se erraram e derem prejuízos aos cofres públicos vão ter que pagar por isso, com dinheiro dos seus próprios bolsos.

Em caso de retorno de Mauricio, caso fique caracterizado que Ivan Bonilha assinou o Decreto junto com Beto Richa sem boa-fé, por interesse próprio, ele ainda terá que ressarcir todo o dinheiro que ele receber do Estado durante sua permanência como Conselheiro.

Beto Richa não aguenta mais viajar de avião junto com o povo. Quer urgente um novo jatinho com dinheiro público

Charge: Mercado corruptor sedento

Hoje na Folha de S. Paulo

Iniciativa privada só quer bancar 5% do trem-bala. Para que PPP então?

O grande capital está cada vez mais cara de pau. As cinco grandes empreiteiras do país (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS) querem bancar com dinheiro privado apenas 5% do trem-bala (apenas R$ 3 bilhões). As maiores construtoras do país pedem mais financiamento público e triplo de orçamento estatal ou abandonam o leilão. Sem opção, governo deve cancelar leilão previsto para segunda e o custo da obra pode chegar a R$ 60 bilhões.

O Governo de Dilma Rousseff calculou que o custo do projeto estaria hoje em R$ 38 bilhões. A União se compromete a ser sócio com cerca de R$ 4 bilhões, emprestaria outros R$ 22 bilhões via BNDES (com possibilidade de subsídio de R$ 5 bilhões) e colocaria ainda recursos estimados entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, via fundos de pensão e empresas públicas.

O grande mercado quer investir pouco e lucrar muito, como em qualquer outra privatização realizada nesse país, seja via concessão tradicional ou PPP (Parcerias Público-Privadas). O Blog do Tarso propõe o Trem Bala 100% estatal. Chega de lucros para essas empresas que sangram os cofres públicos.

Charge: Nascimento transportado para fora!

Charge: vergonhosa a eleição para Conselheiro do TCE/PR