Posse da Dilma: Globo esconde “o povo não e bobo, abaixo a Rede Globo”

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Foto de Tarso Cabral Violin

 

Desde a vitória da presidenta Dilma Rousseff (PT) no dia 26 de outubro de 2014, na sua tentativa de reeleição no segundo turno contra Aécio Neves (PSDB), eu já havia decidido participar da posse que ocorreu ontem, dia 1º de janeiro de 2015.

Em novembro comprei as passagens Fortaleza-Brasília-Fortaleza, já que eu sabia que estaria passando minhas férias na linda cidade nordestina que minha mãe resolveu residir depois de se aposentar.

Eis que no dia 31 de dezembro, ao tentar fazer o check in via internet, percebi que na correria de novembro eu havia comprado passagens para o dia 1º de dezembro de 2014, e não 1º de janeiro de 2015! Arrumada a situação em pleno último dia do ano, pagando as multas devidas junto a companhia de aviação, foi confirmada minha ida para Brasilia para ver a primeira posse presidencial da minha vida. Sim, infelizmente eu não havia visto pessoalmente as posses de Lula em 2003 e 2007 e nem a de Dilma em 2011.

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Foto de Tarso Cabral Violin

 

Neste dia 1º, logo após as comemorações da virada na Beira Mar de Fortaleza, me dirigi ao aeroporto, peguei o avião e cheguei em Brasília às 8h da manhã. Fui direto para a praça dos Três Poderes!

Ao contrário de outras ocasiões, quando por exemplo fui convidado para evento como debatedor no Palácio do Planalto ou mesmo para o comício da presidenta Dilma na periferia de São Paulo, dessa vez, infelizmente, não recebi convite para a cerimônia e participei da posse com o povo, em plena praça dos 3 Poderes. O que foi espetacular!

Fiquei muito tempo em pé para guardar um ótimo lugar na frente da rampa do Palácio do Planalto? Sim! Estava muito calor? Sim! Tinha muita água mas pouca comida na praça? Sim! Mas foi muito legal o contato com simpatizantes de Dilma dos mais variados partidos, desde o PT, PCdoB e PMDB, até pessoas que apenas aderiram à campanha apenas no segundo turno.

As minhas fotos da Posse da Dilma 2015 vocês podem ver no meu Facebook, Instagram ou no Flickr.

Cheguei em Fortaleza no próprio dia 1º a noite e eis que vi o Jornal da Globo, que simplesmente escondeu a principal manifestação dos mais de 40 mil apoiadores de todo o Brasil e do mundo que estavam na Posse.

A todo momento cantavam: “O Povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Em claro apoio a democratização da mídia que a presidenta prometeu em campanha que irá fazer, pelo menos por meio da regulação econômica.

Sobre o tema ver meu post A democratização da mídia no Brasil e acompanhe o Blog do Tarso.

Feliz ano novo!

Tarso Cabral Violin – advogado, professor universitário e autor do Blog do Tarso, está escrevendo sua tese de doutorado sobre Democratização da Mídia no Programa de Pós-Graduação  em Políticas Públicas da UFPR

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Foto de Tarso Cabral Violin

 

Dilma reafirma proposta de plebiscito/referendo para a Reforma Política

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Na sabatina do jornal O Globo com a presidenta Dilma Rousseff (PT), com mais de duas horas de duração, a candidata que tenta a reeleição defendeu a realização de plebiscito ou referendo para a Reforma Política/Eleitoral, para deliberação sobre financiamento de campanha, tempo de mandato, coincidência de mandatos, etc.

Dilma não propõe a realização de uma Assembleia Constituinte Exclusiva, mas apenas de referendo ou plebiscito.

A presidente disse: “democracia não pode prescindir de partidos políticos. Toda a vez que a democracia prescindiu de partidos nós caímos em uma ditadura, ou por trás quem fica com o poder são os mais ricos”.

Veja a sabatina completa: clique aqui.

Ibope aponta vitória folgada da presidenta Dilma

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O Ibope/TV Globo divulgou pesquisa hoje que aponta liderança folgada da presidenta Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial com 38%, Aécio Neves (PSDB) 23%, Eduardo Campos (PSB) 9%, Pastor Everaldo (PSC) 3%, Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) 1%, cada, Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Pimenta (PCO) com menos de 1%, brancos e nulos 13% do total e 11% não souberam responder.

No segundo turno Dilma vence fácil o Aécio com 42% contra 36% e com Campos a presidenta ganha por 44% X 32%.

Espontânea: Dilma 25%, Aécio 11% e Dudu 4%.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, realizada entre os dias 3 e 7 de agosto, com 2.506 entrevistados.

Globo confessa que saúde cubana é modelo para o mundo graças ao Che Guevara

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Clique na imagem

No programa Em Pauta (Globo News) de hoje (29), o jornalista Jorge Pontual informou que entrevistou a socióloga estadunidense Julie Fine Silver, que estuda a medicina de Cuba há mais de 30 anos, para o programa Sem Fronteiras.

O jornalista global informa que com a revolução cubana de 1959, metade dos elitistas médicos cubanos fugiram para Miami e sobraram apenas 3 mil e 14 professores de Medicina.

O comandante médico argentino Ernesto “Che” Guevara criou e implantou o sistema de saúde comunitária que formou milhares de novos médicos cubanos, que depois saíram pelo mundo em missões humanitárias na África, Haiti e outros locais.

Cuba tem hoje índices de saúde dos melhores do mundo, melhor do que o dos Estados Unidos da América e de muitos países da Europa. A Organização Mundial de Saúde considera o sistema cubano um modelo a ser seguido por todos os países do mundo.

Pontual informa que a resistência das entidades médicas em outros países porque o sistema cubano é uma verdadeira revolução, com o médico vivendo dentro das comunidades: “um exemplo para o mundo”.

O programa com a entrevista completa no Sem Froteiras será exibido amanhã (30), 23h30, na Globo News.

Rede Globo não utiliza microfones com seu símbolo nas manifestações

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Os jornalistas da Rede Globo de São Paulo não utilizam mais microfones com o símbolo da empresa para a cobertura das manifestações.

Além de ter sido humilhada ao vivo, a Globo receia que as manifestações pela democratização dos meios de comunicação no Brasil e pelo fim dos oligopólios privados das TVs e rádios tomem corpo.

Por razões mercadológicas a Globo não diz mais que os manifestantes estão protestando contra os gastos com empreiteiras privadas para as obras da Copa do Mundo Brasil 2014. A Globo informa apenas que há manifestações contra “eventos esportivos”. Tudo com medo de perder telespectadores e com isso perca patrocínios.

E a ética jornalística? O que vale é o dinheiro? Lembremos que as empresas de TVs são concessionárias de serviços públicos.

É possível confiar na Rede Globo e na Gazeta do Povo?

Movimenro foi organizado pela internet, mas poucos compareceram (Foto: Adriana Justi / G1)

Foto da 1ª Farofada no Granito no Batel divulgado pelo site da Globo. Foto: Adriana Justi / G1

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Veja a foto acima divulgada pelo site da RPC Rede Globo em Curitiba (G1), sobre a 1ª Farofada no Granito de Curitiba, que teve a participação de aproximadamente 200 pessoas e foi um sucesso, mesmo com a chuva torrencial de hoje.

Foi a foto principal da matéria, que falou em 10 pessoas!

Agora veja a seguinte foto divulgada na reportagem do site da Gazeta do Povo sobre o evento.

Também foi a foto principal da reportagem!

https://blogdotarso.com/2013/05/05/1a-farofada-de-curitiba-foi-um-sucesso/

Foto de Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Agora vejam as seguintes fotos do evento de Claudio Silva:

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Parece que o evento estava vazio? Como eu disse, tinha bem mais de 100 pessoas, aproximadamente 200.

Mas se o leitor consultar apenas a RPC/Globo e Gazeta do Povo vai ter uma visão distorcida da manifestação.

Ou é caso de incompetência, ao cobrir uma manifestação apenas em seu início, ou é caso de má-fé.

Com a palavra a RPC/Globo e a Gazeta do Povo.

Vejam mais fotos da Farofada, clique aqui.

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Joaquim Barbosa diz que Folha, O Globo e Estadão são de direita

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O Ministro Joaquim Barbosa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, disse que não há pluralismo e que é fraca a diversidade política e ideológica da imprensa brasileira. Alertou ainda que no Brasil os três grandes jornais impressos nacionais são inclinados para a direita. Ele fez palestra ontem sobre liberdade de imprensa na Costa Rica, em evento organizado pela Unesco, entidade que trata da educação e a cultura ligada à Organização das Nações Unidas – ONU.

Ele não citou nomes, mas os três jornais nacionais impressos com maior tiragem no Brasil são a Folha de S. Paulo, O Globo e o Estado de S. Paulo.

Citou ainda que a mídia impressa está em crise por causa do surgimento da internet.

Presidente da Abert diz que não há oligopólio na TV brasileira

O presidente da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, Daniel Slavieiro, disse hoje na Gazeta do Povo que não há oligopólio na TV brasileira. Vejam as besteiras que ele falou:

“Outra questão que consideramos um equívoco é a percepção de oligopólio. Não se pode confundir propriedade dos meios de comunicação com conteúdos de programação básica. Os Estados Unidos têm quatro redes nacionais, o Brasil tem 14. É bastante diversidade. Hoje existe a EBC, centenas de TVs Educativas, TV Câmara e TV Senado, rádios comunitárias, um pluralismo muito grande. Se uma tem mais ou menos audiência, isso é reflexo da competência de cada rede.”

Isso mesmo! Ele disse que se a Rede Globo tem mais audiência, é porque ela é mais competente. Se a TV Brasil ou TV Cultura têm menos audiência, elas têm menos competência.

É um dos maiores absurdos que já li nos últimos tempos!

A Rede Globo e a TV com maior audiência graças ao apoio do jornal O Globo ao golpe militar de 1964 e o apoio da rede criada logo depois do golpe à ditadura que se estendeu até 1985. isso lhe rendeu bilhões de dinheiro público e benesses do poder por todos esses anos.

Além disso a Globo é o meio de comunicação que recebe mais de 70% das verbas publicitárias do governo federal.

O pensamento do sr. Daniel Slavieiro é de apoio à rede que apoiou tudo o que é de mais conservador, retrógrado e de direita na face da Terra. É de apoio ao quase monopólio que exerce. É de apoio ao oligopólio que a rede Globo exerce junto com outras poucas redes de TV do Brasil, o que é totalmente inconstitucional!

O que falta ao governo federal é a democratização das verbas publicitárias. É o fomento para que mídias alternativas também possam existir e crescer. Falta a regulação dos meios de comunicação, principalmente das TVs e rádios, que são serviços públicos concedidos.

Falta investimento de dinheiro público nas TVs estatais e nas TVs públicas.

Por que a OAB não tem uma TV pública e aberta?

Por que os sindicatos não têm TV pública e aberta?

Por que os movimentos sociais não têm TV pública e aberta?

A constituição proíbe os oligopólios e monopólios das mídias, determina que haja equilíbrio entre as TVs privadas, públicas e estatais, e limita a liberdade das TVs e rádios, que são serviços públicos, nos quais não se aplica a livre iniciativa.

Relembrar e viver: O Globo comemorou o golpe militar de 1° de abril de 1964

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O golpe militar de 1964 não foi no dia 31 de março, mas sim no dia da mentira, dia 1º de abril de 1964. Acabou com o governo popular e democrático do presidente João Goulart – Jango (PTB, atualmente PDT) e instaurou a ditadura militar que foi até 1985.

Amanhã a data trágica fará 49 anos.

A Rede Globo de Televisão foi fundada um ano depois, e se tornou a maior TV do país graças ao apoio recíproco da ditadura.

O partido que apoiava a ditadura era a ARENA, que depois virou o PDS, PPB e atualmente é o PP. O PDS se dividiu e foi criado o PFL, depois denominado DEMO. Se dividiu e foi criado o PSD. Hoje a ARENA e a ditadura militar são representados pelo DEMO, PP e PSD.

Veja o Editorial de “O Globo” do dia 02 de abril de 1964:

“Ressurge a Democracia”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”

Divulgado por Pragmatismo Politico, Acerto de Contas e Blog do Esmael Morais.

Globo extermina o Viomundo de Luiz Carlos Azenha

O ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB), que conseguiu no TRE/PR uma multa de R$ 106 mil reais contra o autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, por duas simples enquetes, está lutando para que as multas sejam mantidas no TSE. Se isso ocorrer, o Blog do Tarso será exterminado, por motivos óbvios.

Agora foi a Rede Globo que está processando o jornalista Luiz Carlos Azenha, do Viomundo, que participará do 2º Encontro de Blogueiros do Paraná. Azenha já vai ter que arcar com o próprio bolso de R$ 30 mil apenas em honorários advocatícios. Enquanto isso a Globo tem “muita lenha” para gastar, pois recebe milhões dos Poderes Públicos municipais, estaduais e União. Veja o texto de despedida de Azenha:

Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa

por Luiz Carlos Azenha no Viomundo

Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo. Continuar lendo

Fantástico e Rede Globo imparciais?

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É louvável que a imprensa faça controle da Administração Pública. A fiscalização realizada pelo próprio Poder Público não é suficiente para que tenhamos um Estado realmente Social e Democrático de Direito e uma Administração Pública Burocrática profissionalizada, longe do patrimonialismo.

Cada vez a velha mídia (TVs, rádios, jornais e revistas) vem perdendo importância para a mídia digital, as redes sociais, blogs, sites, etc. Mas claro que ainda tem uma força e audiência grande.

Assim, denúncias como já fez o programa dominical Fantástico de licitações fraudulentas, desvios em parcerias do Poder Público com organizações sociais – OS, escândalos como o da empresa de radares Consilux, que respingou em Curitiba e nas gestões passadas, a grave denúncia do comitê Lealdade do PRTB pró-Beto Richa em 2008, entre outras denúncias que envolveram o Paraná, são importantes.

O problema é que fica parecendo que o Fantástico apenas divulga denúncias contra “bagrinhos” corruptos, como empresas corruptoras menores, servidores públicos menos poderosos ou políticos de menor expressão.

A pergunta que fica:

1. Por que o Fantástico nunca investigou a Privataria Tucana, ocorrida na década de 90 com as privatizações escandalosas do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (PSDB)?

2. Por que não fiscalizou a compra de votos da aprovação da reeleição de FHC no Congresso Nacional ocorrida em 1998?

3. Por que não questiona as contratações bilionárias de serviços de publicidade com dinheiro público, em TVs, jornais e revistas, por parte de prefeituras, estados e União?

4. Por que alguns políticos são poupados?

5. Por que mostra uma suposta maior ineficiência do Poder Público e não demonstra que são as privatizações, terceirizações e precarizações da Administração Pública, sob influência do neoliberalismo-gerencial, é que levam às grandes corrupções com dinheiro público?

6. Por que sempre escondeu que TVs e rádios são serviços públicos segundo a Constituição da República, e sendo serviços públicos, a Globo e demais emissoras não têm liberdade para fazer o que bem entenderem com esses serviços, sem qualquer controle?

A Rede Globo, o Fantástico e o Jornal Nacional já apoiaram e cresceram na ditadura militar, elegeram e destronaram governantes. Fazem política, mas de forma mascarada. Que pelo menos isso fique claro para seus telespectadores. Não há neutralidade e muito menos imparcialidade no seu jornalismo.

Como uma empresa com finalidade lucrativa, seu principal objetivo não é o atendimento do interesse público, mas sim o lucro de seus proprietários e investidores.

Quem paga terá benefícios, sejam empresas do grande capital ou governos bondosos com dinheiro público.

Não nos enganemos…

O problema da Globo é o BBB 13?

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O problema da Rede Globo de Televisão não é somente o Big Brother Brasil, da Record não é apenas A Fazenda e da Band o Mulheres Ricas.

O problema da TV brasileira são os propagandas comerciais voltadas para crianças, que as incentivam o consumo de brinquedos e alimentos prejudiciais à saúde.

O problema dos telejornais brasileiros é a aparência de imparcialidade. A mesma aparência que definiu a eleição para presidente em 1989, com a vitória de Fernando Collor de Mello (PRN) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o Jornal Nacional fazer uma cobertura criminosa do último debate entre os dois.

A Globo que sabotou o governo popular de Leonel Brizola (PDT) no Rio de Janeiro. A Globo que apoiou a ditadura militar no Brasil (1964-1985). A Record que se utiliza de uma concessão pública para beneficiar a Igreja Universal do Reino de Deus e a Globo que beneficia a Igreja Católica, sendo que o Estado é laico. A Band e a Globo que mostram os líderes populares da América do Sul como populistas do mal, enquanto todos os presidentes estadunidenses são os grandes e competentes líderes mundiais.

As TVs privadas brasileiras que denunciam “ditadores” pelo mundo, enquanto que países ocidentais invadem outros por interesses econômicos para implementarem a “democracia”.

As TVs privadas brasileiras também ficam indignadas quando se fala da possibilidade de regulação das rádios e TVs brasileiras. Esquecem que a Globo, Record, Band e SBT praticam oligopólio vedado pela Constituição brasileira.

As TVs brasileiras que apoiam privatizações, a implementação do neoliberalismo, convencendo suas vítimas que o ideário do grande capital é bom para o interesse público.

Faltam mais TVs públicas e estatais no Brasil, para atendimento da complementaridade que manda a Constituição.

Falta mais incentivo a leitura no país.

Falta uma educação pública, gratuita, universalizada e de qualidade para os brasileiros.

Políticas públicas nesse sentido devem ser apoiadas pelos políticos, internautas e por toda a sociedade.