FHC confessa pressão da Globo em 1996 para privatizar a Vale

size_590_ex-presidente-fhc-nova

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acabou de lançar o livro “Diários da Presidência, 1995-1996”, Volume 1, pela Companhia das Letras. Nessa obra FHC confessa que no início de seu governo, em 1995, ele não estava totalmente convencido de que privatizaria a empresa estatal Companhia Vale do Rio Doce, “não que tenha alguma reação antiprivatista, mas porque ela é um instrumento muito grande de coordenação de políticas econômicas” (p. 78).

Informa que os ex-presidentes Geisel (p. 102), Itamar Franco (p. 451 e 534) e José Sarney (p. 388 e 799) eram contrários à privatização. Sarney chegou a tentar aprovar no Senado uma norma de que o próprio Senadora poderia proibir privatizações de determinadas empresas estatais (p. 801).

Confessa que toda a sua equipe econômica queria a privatização: José Serra, Pedro Malan, Banco Central e Pérsio Arida (p. 388).

Mesmo sendo algo totalmente imoral e patrimonialista, FHC diz com naturalidade que conversava e aconselhava vários grandes empresários sobre como comprar a Vale. Fez isso com Antônio Ermírio de Morais (p. 752) e outros empresários (p. 852).

Após pressão do jornal O Globo em 1996, por meio de editorial (p. 527), FHC decidiu vender a empresa estratégica.

A Vale acabou sendo privatizada em maio de 1997 por apenas R$ 3,3 bilhões para o consórcio Brasil liderado pela CSN de Benjamin Steinbruch, fundos de pensão como a Previ, Petros, Funcef e Funcesp, o banco Opportunity e o fundo Nations Bank. O dinheiro foi para o superávit primário e dar uma folga no orçamento, antes das eleições para prefeito de 1996.

Essas informações são essenciais em tempos do maior desastre ambiental de todos os tempos no Brasil, provocado pela Vale, privatizada em tempos de FHC.

Anúncios

FHC e as Drogas

Por Georghio Tomelin, advogado em São Paulo

O combate às drogas preocupa todos os que possuem filhos. Ontem à noite (23.10.2014), o Senador Aécio Neves trouxe no programa eleitoral a ideia de colocar as Forças Armadas para combater o narcotráfico. O tema das drogas precisa sim ser debatido com seriedade. Nisso ele tem razão.

O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso é sabidamente um defensor do abolicionismo das figuras criminais que envolvem o tráfico e o uso de drogas. Esta ideia já foi defendida por outras autoridades mundiais como, por exemplo, Milton Friedman (o que mesmo que disse “não existe almoço grátis”, frase tantas vezes repetida por Ralph Nader e muitos outros entre nós).

A ideia de FHC é simples e corretíssima. O grama da cocaína, por exemplo, já chegou a gravitar perto do preço do grama do ouro. Foi aí que Friedman declarou: “não dá para lutar contra alguém que planta ouro em arbustos”. Ou seja, com a margem de lucro muito alta o traficante é mais poderoso do que a polícia. A única coisa que pode desarmar o traficante é o barateamento do produto. Com o preço alto o traficante compra as autoridades encarregadas da repressão e adquire armamentos. Abolir o crime e liberar as drogas faria o preço cair e assim também a violência daí advinda.

O resto é educação. Já conseguimos aumentar a porcentagem de crianças de baixa renda nas escolas e Universidades, e agora precisamos educar os de alta renda (pois são eles que consomem as drogas em maior porcentagem). Educação é a solução. Violência só leva a mais violência.

E as Forças Armadas? O que dizer da ideia contrária à de FHC: aumentar a repressão em vez de abolir (como propõe o ilustre Senador Aécio). O primeiro problema é que não existe como criar um cordão sanitário no entorno do tráfico. Ele se mescla com todos os setores da sociedade. Não é uma doença, mas sim uma “festa” que cerca muitos jovens de todas as classes (os EUA já tiveram um Presidente viciado em drogas, e foi uma catástrofe cujos efeitos rondam os americanos até hoje).

Por sinal, o modelo de colocar o exército dos Países para correr atrás das drogas é o modelo norte-americano de combate para os demais Estados que julgam seus aliados (pois eles mesmos têm o DEA – Drug Enforcement Administration – e não fazem isso). Qual a plano dos norte-americanos para nós?

Nos EUA, eles possuem muito armamento obsoleto estocado, por conta da Guerra Fria (lembremos os escândalos com as armas no Vietnã e Afeganistão). Tais armas são ainda muito eficazes, mas os meninos de lá (os “mariners” que fizeram 700 mil viúvas no Iraque) não possuem mais treinamento para utilizar tais armas (hoje utilizam potentes miras-laser outros e outros aparatos mais modernos).

Qual então o plano dos americanos para tais armas? Vender, é claro. Vender para os países alinhados. Vender para o “combate às drogas”. Assim, o governo deles venderia parte das armas para o governo brasileiro (sob a forma de “convênio” para o combate conjunto das drogas) e outra parte “por debaixo dos panos” para a guerrilha urbana (algo que os EUA já fizeram muitas vezes, como todos sabemos).

Uma tal sistemática, num País grande como o Brasil, poderia contaminar toda a América Latina e fazer consumir rapidamente as armas estocadas nos EUA, hoje sem utilidade para eles.

Tudo isso para dizer: “viva FHC e sua posição contra as drogas”. Ele está de parabéns. Temos um ex-presidente corajoso que enfrenta o tema de cabeça erguida e sem medo (melhor do que o seu par que “fumou mas não tragou”). Abaixo o tráfico e a cocaína nos Governos. Abaixo a ideia de colocar nossos jovens recrutas (sem o preparo necessário) para combater as drogas.

Precisamos que nossos amigos, que tenham contato com a cúpula da campanha de Aécio, o façam voltar atrás dessa ideia de apoio ao aumento da violência. Precisamos que o Senador Aécio leia FHC (de preferência os livros do sociólogo FHC, antes do “esqueçam o que eu escrevi”). Em 2014, de volta ao Senado, se adotar esta linha, Aécio poderá provar que é realmente contra o uso das drogas.

Datafolha: Lula dá votos para Dilma, FHC e Marina tiram votos de Aécio

Captura de Tela 2014-10-15 às 23.12.09

Segundo a pesquisa do Datafolha divulgada hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o melhor cabo eleitoral do Brasil, pois 37% dos brasileiros são levados a escolher a candidata de Lula.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é o pior cabo eleitoral, pois apenas 16% dos brasileiros seriam levados a votar no candidato de FHC e 28% não votariam no candidato do ex-presidente tucano.

Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV, futura Rede Sustentabilidade) não é boa cabo eleitoral, pois apenas 20% dos brasileiros votariam em seu candidato e 23% não votariam em seu candidato.

Ou seja, tanto FHC quanto marina mais tiram votos do que dão votos para quem eles apoiarem.

E como eles apoiam Aécio, são más notícias para o tucano.

Já Dilma, com o apoio de Lula, tem mais é que se aproveitar do petista, considerado o maior presidente do Brasil de todos os tempos.

Foram ouvidas 9.081 pessoas em 366 municípios, com nível de confiança de 95%, com registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) BR 01098/2014.

Captura de Tela 2014-10-15 às 23.13.47

Jovens até 24 anos votam em Aécio porque não viveram a era FHC

FHCaecioneves

Na pesquisa Datafolha de ontem, que mostra empate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), aponta que Aécio tem mais votos entre os adolescentes e jovens de até 24 anos, do que Dilma (58% a 42). Nas demais camadas de idade há empate técnico.

A razão é simples. Em 2012, o último ano do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), esses jovens tinham entre 4 e 12 anos, ou seja, eram crianças.

O governo FHC foi altamente corrupto e desastroso para o Brasil com as privatiuzações e compra de votos para reeleição. A Privataria Tucana desestruturou a Administração Pública, a inflação era o dobro da de hoje, o desemprego bem maior, a economia ia muito mal.

E Aécio era o presidente da Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002 e responsável pela negociação da aprovação das leis de FHC que foram péssimas para o país.

57% dos brasileiros não votam em quem FHC indicar.

Queridos jovens, se informem, estudem, vejam o quanto o governo do PSDB foi ruim para o Brasil e quanto o Brasil melhorou nos últimos 12 anos. E Aécio representa o passado, uma idelogia do passado, o neoliberalismo, que foi varrido da América Latina e está querendo voltar com Aécio.

O Brasil precisa continuar no caminho certo, sem retrocessos, buscando o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável.

E é essencial que os jovens participem e continuem participando da política brasileira, mas sem serem influenciados com o que diz a velha mídia reprentadada pela Globo, Veja e Folha de S. Paulo.

E viva a democracia!

Veja vídeo sobre FHC e nunca mais vote no PSDB e no Aécio Neves

No vídeo acima a imprensa internacional e a mídia alternativa mostram como FHC quebrou o Brasil, engavetou a corrupção em seu governo, dilapidou os bens nacionais com a Privataria Tucana, que foi a “maior roubalheira da América Latina”, foi culpado pelo apagão de energia e não fez programas sociais. Mostra que vários presidentes latino-americanos que privatizaram as estatais na década de 90 estão presos, FHC não, chamado de estelionatário, junto com tucanos que querem voltar ao poder. E claro, explicita o quanto nossa velha mídia é partidária a favor dos governos do mercado financeiro, mesmo sem confessar.

Captura de Tela 2014-10-07 às 16.05.30

Estudo desmente que Lula e Dilma tenham aparelhado a Administração Pública

dilma-vai-levar-lula-e-fhc-juntos-ao-funeral-de-nelson-mandela

A Prof.ª Dr.ª Maria Celina Soares D’Araujo, doutora em Ciência Política e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, publicou um estudo chamado “Elites burocráticas, dirigentes públicos e política no Poder Executivo do Brasil (1995-2012)“, que faz um estudo sobre os cargos comissionados na Administração Pública Federal nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) e da atual presidenta Dilma Rousseff (2011-2014).

Note-se que o texto analisa apenas a Administração Pública direta e as autarquias e fundações, sem adentrar nas Forças Armadas, Poder Legislativo, Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, empresas públicas e sociedades de economia mista, e Administração Pública estadual e municipal. Não analisa também terceirizados/conveniados que atuam dentro do Poder Público.

Esse tipo de texto é importante para incentivar que estudiosos analisem também os demais poderes e esferas, pois sabemos que o grande foco de patrimonialismo com relação aos cargos comissionados se dá no Poder Legislativo federal, estaduais e municipais. E claro, nos Tribunais, Ministério Público, Tribunais de Contas também ocorrem desvios.

O grande mérito do texto da professora Maria Celina D’Araujo é apontar que é MENTIRA que os governos Lula e Dilma aparelharam de forma radical a Administração Pública federal. O que eles fizeram foi, simplesmente, indicar como dirigentes advindos de suas bases nos municípios, dos movimentos sociais e do partido vencedor das eleições presidenciais.

Entendo, sobre o tema, que o problema no Brasil é a falta de profissionalização da Burocracia, com a necessidade de aprimoramento dos concursos públicos e na qualificação dos servidores estáveis, o número muito grande de comissionados se comparado com o de estáveis, principalmente nos Poderes Legislativos, entre outros. Talvez o mais importante é a necessidade que a Administração Pública cumpra com o princípio da motivação e fundamente, justifique, cada escolha para os cargos comissionados, sobre os atributos técnicos e políticos do cidadão escolhido, para que haja controle jurídico, social e político sobre as escolhas.

Maria Celina D'Araujo

Prof.ª Dr.ª Maria Celina D’Araujo

Sobre os cargos de confiança serem preenchidos por servidores do quadro ou por pessoas de fora do serviço público, entendo ser importante um equilíbrio entre os dois, pois ao mesmo tempo que é importantes que servidores do quadro sejam escolhidos para funções de confiança, pois conhecem a fundo o órgão ou entidade, e têm responsabilidade na continuidade do Poder Público independente dos governos; “sangue novo” também é importante nesses cargos para oxigenar a Administração e implementar as políticas públicas dos governantes que venceram as eleições democráticas.

Sobre a análise do texto, achei interessante a constatação de que Lula aumentou a participação da sociedade nesses cargos; que com Lula e Dilma aumentaram o número de negros e mulheres nos cargos comissionados; que mesmo nos governos liderados por petistas, ao contrário do que diz a revista Veja e a oposição, “a maioria foi recrutada no serviço público, desmontando a tese de que esse seria um espaço privilegiado para nomeação aleatória de protegidos políticos”; que FHC não chamou funcionários municipais para seu governo; que “o PSDB comportou-se como um partido de quadros, de pouca militância e poucos compromissos com as máquinas municipais”; que acesso a cargos de direção partidária é um atalho para a Administração Pública (independente dos presidentes), e que o governo Dilma deu prioridade para graduados e com mestrado em Direito nos cargos comissionados, enquanto FHC para economistas.

A estudiosa conclui que há qualificação e profissionalização entre os dirigentes, o que desmente a mítica do clientelismo deslavado, que Lula escolheu mais líderes sindicais do que Dilma e FHC, e que o governo Lula representou uma experiência inédita de inovação no que concerne às formas de recrutamento no que toca as bases partidárias, sindicais e locais.

Que novos estudos como esse se faça em toda a Administração Pública, para o bem da implementação das políticas públicas!

Recomendo: D’Araujo, Maria Celina. Elites burocráticas, dirigentes públicos e política no Poder Executivo do Brasil (1995-2012). In: Maria Celina D’Araujo. (Org.). Redemocratização e mudança social no Brasil. 1ed. Rio de Janeiro: Edit. da FGV, 2014, v. 1, p. 205-229.

O texto faz parte da disciplina “Burocracias Públicas e Processos Decisórios” do Professor Doutor Adriano Codato, no programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFPR

TARSO CABRAL VIOLIN – Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná, Doutorando em Políticas Públicas pela UFPR, Professor de Direito Administrativo, Advogado em Curitiba, Autor do Blog do Tarso

Aécio Neves perdeu hoje mais de 80 milhões de votos dos brasileiros #AécioPerdeu80milhões

tucanos-aliados-convencao-2

FHC apoiou Aécio e o fez perder mais de 80 milhões de votos

Pesquisa do Datafolha informa 57% dos brasileiros não votariam em alguém apoiado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que é o campeão da rejeição no país (pesquisa entrevistou 4.337 eleitores entre os dias 3 e 5 de junho de 2014, em 207 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, registrada no TSE com o nº BR-00144/2014).

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o Brasil tem hoje de população aproximadamente 202.703.000. Mas não são todas essas pessoas que podem votar.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2014 são 141.824.607 eleitores no Brasil.

Hoje o PSDB confirmou o senador Aécio Neves como o pré-candidato ao cargo de presidente do Brasil.

O problema é que no mesmo evento, conforme o vídeo abaixo, amplamente divulgado nas TVs e rádios do país, o FHC entrou na campanha do tucano.

FHC é considerado um dos piores presidentes do Brasil de todos os tempos, por causa das privatizações, por ter precarizado a Administração Pública, deixado o Brasil com uma imagem muito ruim no exterior, altas taxas de desemprego, programas sociais tímidos, deixou o governo com alta da inflação (reduzida pelo seu antecessor, Itamar Franco), e principalmente pelo seu governo ter comprado o voto de deputados federais por R$ 200 mil para a aprovação da possibilidade de sua reeleição, por meio de emenda constitucional, quebrando as regras do jogo democrático.

Com esse apoio, como 57% dos eleitores brasileiros não votarão em um candidato apoiado por FHC, Aécio acabou de perder 80.840.026 votos no dia de hoje.

Veja o vídeo que inviabiliza a campanha de Aécio, ao mostra FHC o apoiando:

No Paraná Aécio Neves e FHC vão apoiar o atual governador Beto Richa, que quebrou o estado e vai ter sérias dificuldades na reeleição.

Agora é #AécioPerdeu80milhões.

Em época de Copa do Mundo, lembram que o Brasil em 1970 tinha 90 milhões de habitantes? Mais um pouco e o Aécio perdeu uma Copa do México de 70 hoje. #AécioPerdeuCopa70

Datafolha: 60% votam nos candidatos do ex-presidente Lula e 57% não votam em quem FHC indicar

c9k0g6095hw4fjs6wi2it2bce

O Datafolha informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal cabo eleitoral do Brasil. Lula apoia a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Dos entrevistados 36% dizem que “com certeza” votariam em alguém apoiado por Lula e 24% afirmam que “talvez” votassem em alguém indicado pelo ex-presidente.

Dos pesquisados 26% dizem que “com certeza” votariam em alguém apoiado pelo ex-Ministro do STF, Joaquim Barbosa e 26% afirmam que “talvez” votassem em alguém indicado pelo ex-magistrado.

Com menor influência, 18% dizem que “com certeza” votariam em alguém apoiado por Marina Silva (ex-PT, ex-PV, ex-Rede, PSB).

Apenas 12% dizem que “com certeza” votariam em alguém apoiado pelo ex-presidente FHC (PSDB).

E a pior informação para Aécio Neves: 57% dizem que não votariam em alguém apoiado por FHC, o campeão da rejeição.

Ao contrário de Lula e Mandela, FHC tentou trazer as Copas de 2006 e 2010 para o Brasil e fracassou

maputodia3 046

Mandela e Lula conseguiram trazer as Copas de 2010 e 2014 para seus países

O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, conseguiu trazer a Copa do Mundo de Futebol de 2010 para o seu país.

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conseguiu trazer a Copa do Mundo de Futebol 2014 0 para o seu país.

O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), não conseguiu trazer as Copas do Mundo de Futebol de 2006 e 2010 para o seu país.

O Brasil tentou ser sede da Copa do Mundo durante o governo FHC (1995-2002) por duas vezes, mas foi infeliz em suas ambições.

FHC e o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tentaram junto à FIFA que a entidade escolhesse o maior país da América do Sul como sede das Copas de 2006 ou 2010.

O país do futebol disputou a sede da Copa de 2006 com África do Sul, Alemanha, Inglaterra e Marrocos, mas perdeu feio.

Em 1999, no auge do projeto neoliberal de FHC, o jornal Folha de S. Paulo dizia que “o projeto brasileiro para 2006 apresenta uma série de problemas estruturais e políticos. O Brasil teria que reformar todos os seus estádios para organizar o evento. (…) A Fifa exige estádios com assentos para todos os torcedores, o que é pouco comum no Brasil. Poucos estádios no país possuem iluminação adequada aos padrões pedidos pela entidade que rege o futebol mundial. Pelas dimensões do país, o sistema de transporte deveria oferecer mais opções para atender torcedores de 31 equipes visitantes”. Na mesma matéria da Folha é informado sobre o apoio do governo FHC, que prometia resolver os problemas estruturais. O jornal ainda informava que no projeto brasileiro uma das apostas era o “sucesso do programa de privatizações do governo”.

Tudo propaganda enganosa. O Brasil vivia o período do desmonte neoliberal, desacreditado interna e externamente. Era o país do espírito de vira-lata.

FHC com a seleção brasileira campeã do mundo em 2002. Ele nunca conseguiu trazer o evento para o Brasil

FHC com a seleção brasileira campeã do mundo em 2002, ao lado de Ricardo Teixeira. O ex-presidente tucano não conseguiu trazer o evento para o Brasil

Foi bastante disputada a escolha para a sede da Copa de 2006. O Brasil da era FHC desistiu três dias antes da eleição, ao ser aconselhado a se retirar devido a falta de infra-estrutura, falta de segurança e estádios defasados. A África do Sul perdeu para 2006, com a Alemanha vencedora como sede, mas conseguiu fácil para 2010.

Apenas em 2007, durante a gestão de Lula, com o Brasil passando a ser respeitado em todo o mundo como uma economia pujante e um país com ótimo desenvolvimento social, a FIFA oficializou a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Após oito anos do governo Lula e mais de três do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), o Brasil encontra-se em 2014 com estádios modernos, melhoria na infraestrutura e uma verdadeira revolução na área social.

#VaiTerCopa, ainda bem!

nelson-mandela-holds-world-cup-trophy-after-south-africa-chosen-host-2010-world-cup-tournament

Mandela revolucionou a África do Sul, e a Copa do Mundo ajudou o país em sua infraestrutura e imagem internacional

FHC e a corrupção

Hoje o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) publicou texto na velha mídia e ele está indignado com a corrupção. Apenas esqueceu de informar que é o principal responsável pela implementação do gerencialismo-neoliberal no Brasil. O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995, documento assinado por FHC, previa o fim do Estado do Bem-Estar Social e da Administração Pública profissionalizada weberiana no país. O fim de algo que nunca foi implementado de fato no Brasil. Por mais que com Getúlio Vargas (assistam o filme nos cinemas) o Estado Social e a Administração Burocrática começaram a ser implementadas, apenas com a Constituição de 1988 esses ideais foram previstos explicitamente no documento normativo mais importante de uma nação.

Mas o neoliberalismo-gerencial de FHC previa um Estado Mínimo apenas regulador, uma Administração Pública com controle de resultados e privatizações.

Com isso a Constituição foi dilapidada e surgiram leis que permitiram acabar com o Estado-Administração brasileiro.

Ocorreram casos de corrupção explícitos nas privatizações das empresas estatais.

O aumento da privatização das atividades sociais via Terceiro Setor gerou uma sequência de escândalos de corrupção em ONGs.

Aumento das concessões de serviços públicos redundaram em crescimento exponencial do lucro de uma iniciativa privada que acaba bancando campanha de políticos que retribuem favores quando no poder.

Com a redução de servidores estatutários e aumento de celetistas na Administração Pública o patrimonialismo e o clientelismo aumentaram no Poder Público.

Tudo isso fiscalizado por agências reguladoras nada democráticas e capturadas pelo grande capital.

Além, é claro, de um dos casos mais escandalosos de corrupção no Brasil, quando vários parlamentares foram comprados (R$ 200 mil cada) para que votassem pela emenda da reeleição.

Mas o governo FHC tinha um dom. Conseguia abafar ou reduzir as crises na imprensa e conseguia barrar qualquer CPI contra o seu governo.

Com uma polícia federal e um ministério público menos independentes do que hoje, foi a fórmula de um “sucesso” temporário do governo FHC (1995-2002), mas que ocasionou uma grande dificuldade em eleger um presidente do Brasil tucano desde então.

folha-compra-de-votos

Veja mais charges sobre FHC, clique aqui.

Datafolha: Lula é o melhor cabo eleitoral do Brasil, já FHC o pior

img_8910

Segundo o Datafolha divulgado hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o cabo eleitoral mais influente do país, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tende a não eleger quem apoia, por ter alta rejeição.

37% dos brasileiros votariam num candidato apoiado por Lula.

Os que tiveram menos oportunidades de estudar (49%), os mais pobres (47%) e os que vivem no Nordeste (55%) são os que mais amam Lula.

Os que mais rejeitam Lula fazem parte da elite econômica, são os privilegiados, os com mais escolaridade (58%) e os mais ricos (61%).

A rejeição a um candidato indicado por FHC é de 57%. Por isso que nenhum candidato quer apoio desse ex-presidente tucano. E essa rejeição é enorme em todos os estratos do eleitorado, inclusive entre os mais ricos (55%) e com mais escolaridade (58%).

A influência positiva de Marina Silva (ex-PT, ex-PV, ex-Rede, atual PSB) é pequena, de apenas 18%, e 41% não votariam de jeito nenhum em seu candidato.

A pesquisa foi feita entre quarta e quinta-feira em 162 municípios, com 2.637 entrevistados a partir de 16 anos, com margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

fhc_richa1

Lançado livro sobre a reforma neoliberal trabalhista no governo FHC

negociar_direitos

Acabou de ser lançado o livro “Negociar direitos? Legislação trabalhista e reforma neoliberal no governo FHC (1995-2002)”, de Luiz Henrique Vogel, pela Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – EdUERJ.

Analisa a movimentação realizada durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, com intuito de mudar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O autor interpreta a união de poder estatal, conglomerados midiáticos, associações patronais e segmentos do sindicalismo de resultados, afinados com o discurso que condicionava o sucesso do Plano Real à redução do custo do trabalho. Trabalho vencedor do Prêmio Capes de Tese 2011 em Ciência Política e Relações Internacionais. Veja a Tese aqui.

Na sexta-feira o autor Palmério Dória lançará o livro “O Príncipe da Privataria” em Curitiba

Na sexta-feira (25) será lançado em Curitiba o livro “O Princípe da Privataria”, às 19h, na sede da APP-Sindicato, com a presença do autor Palmério Dória.

Ocorrerá durante o II Curso de Comunicação Popular do Paraná.

Uma grande reportagem, 400 páginas, 36 capítulos, 20 anos de apuração, um repórter da velha guarda, um personagem central recheado de contradições, poderoso, ex-presidente da República, um furo jornalístico, os bastidores da imprensa, eis o conteúdo principal da mais nova polêmica do mercado editorial brasileiro: O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição (Geração Editorial, R$ 39,90). Continuar lendo

Livro O Príncipe da Privataria será lançado em Curitiba com o autor Palmério Dória

Dia 25 de outubro de 2013 (sexta-feira) será lançado em Curitiba o livro “O Princípe da Privataria”, às 19h, na sede da APP-Sindicato, com a presença do autor Palmério Dória.

Uma grande reportagem, 400 páginas, 36 capítulos, 20 anos de apuração, um repórter da velha guarda, um personagem central recheado de contradições, poderoso, ex-presidente da República, um furo jornalístico, os bastidores da imprensa, eis o conteúdo principal da mais nova polêmica do mercado editorial brasileiro: O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição (Geração Editorial, R$ 39,90). Continuar lendo

Entrevista com Palmério Dória, autor do livro “O Princípe da Privataria”, sobre a compra de votos para a reeleição de FHC

Entrevista no programa Contraponto com o jornalista e famoso tuiteiro Palmério Dória, autor do livro “O Princípe da Privataria”, sobre a história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganhou sua reeleição. O programa é uma parceria do Sindicato dos Bancários com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

O Contraponto vai ao ar, ao vivo, todas as primeiras segundas-feiras do mês, pelo site do Sindicato, rede Brasil Atual e blogues alternativos.

 

 

Avaliação de Dilma é 17 pontos melhor do que a pior de FHC

dilma_fhc

Que a imprensa representada pela Globo, Veja e Folha de S. Paulo são golpistas, isso ninguém pode negar. O que essa velha mídia fez contra o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), durante as manifestações de junho, foi “um crime”, como se fala popularmente. O PIG aproveitou manifestações pontuais para fazer um movimento contra o governo federal. E isso gerou resultado.

Pesquisa do Datafolha divulgada pela Folha de S. Paulo mostra que a avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas. Hoje é de 30%. O ruim e péssimo foi de 9% para 25%. A nota do governo caiu de 7,1 para 5,8.

Os 30% de aprovação de Dilma coincidem com o pior índice do ex-presidente Lula em dezembro de 2005, quando ele tinha 28%.

Mas ainda é muito melhor a aprovação da pior fase do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que em setembro de 1999 tinha apenas 13% de aprovação.

O Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios com mergem de erro de dois pontos.

Mas na enquete do Blog do Tarso, 57% dos leitores votarão em Dilma em 2014. Participe!

Privataria Tucana versus FHC na Academia Brasileira de Letras

A-Privataria-Tucana

Jornalistas, intelectuais, blogueiros e professores universitários progressistas lançam hoje uma campanha para que o jornalista Amaury Ribeiro Júnior seja escolhido para a Academia Brasileira de Letras – ABL.

Amaury é funcionário da TV Record, premiado, e é autor do best-seller “A privataria tucana”, livro-reportagem denuncia irregularidades nas privatizações de empresas estatais durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do PSDB.

Ribeiro Jr. vai rivalizar com o próprio FHC, que disputa a cadeira de número 36, vaga que existe com a morte de João de Scantimburgo.

A seguir, o manifesto pró Amaury Ribeiro Jr.: Continuar lendo

Enquanto FHC privatizou as empresas estatais, Lula criou cinco e Dilma fundará a quinta

Os tucanos Aécio Neves e FHC (PSDB) riem… da nossa cara?

A presidenta Dilma Rousseff (PT) vai anunciar ainda em 2013 a criação de mais uma empresa estatal, a “Hidrobrás”, que ficará responsável por projetar, construir, operar, manter e restaurar a estrutura de navegação em rios, com o intuito de modernizar a gestão do setor. A empresa será vinculada ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de Portos da Presidência – SEP. Quem cuida do setor hoje é o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – Dnit.

Enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) praticamente privatizou o país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou cinco empresas estatais e Dilma está criando a quinta.

FHC chegou a querer privatizar a Petrobrás (ia transformá-la em Petrobrax) e o Banco do Brasil.

O art. 173 da Constituição Social e Democrática de Direito de 1988 permite que o Estado explore diretamente atividades econômica quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, além do art. 175 incumbir ao Poder Público a prestação de serviços públicos.

A privatização de quase todas as empresas estatais, como pretendia FHC e o ex-governador Jaime Lerner (DEMO) no Paraná, com o apoio do então deputado estadual Beto Richa (PTB e depois PSDB), é inconstitucional.

Em 2014 o tema das privatizações vai continuar em pauta, mesmo que Dilma tenha realizado algumas concessões de serviços públicos.