Richa é condenado a devolver R$ 2 milhões por locação de aeronaves sem licitação

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Ontem (21) o Poder Judiciário do Paraná, por meio de sentença do juiz Guilherme de Paula Rezende da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, em Ação Popular, condenou o governador do estado, Beto Richa (PSDB), o dono da empresa Helisul e o chefe da Casa Militar, Adilson Casitas, a indenizar os cofres públicos estaduais em R$ 2 milhões.

Quando chegou ao governo em 2011, sua primeira atuação foi contratar emergencialmente aeronaves de luxo (um avião e um helicóptero) sem licitação, com a Helisul, que prestou serviços para a campanha eleitoral de Richa e depois ganhou de presente contrato milionário, por três meses (março a junho de 2011).

Isso mesmo, sem licitação! Emergencialmente Richa precisava voar com aviões de luxo quando assumiu o governo.

Note-se que o Estado do Paraná tinha três aviões em condições de uso, que eram utilizados pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB), em viagens oficiais.

O governo Richa considerou as naves inservíveis, mas tinham registro e autorização da Anac para voar.

E um absurdo ainda maior: um dos aviões “inservíveis” foi vendido para o próprio dono da Helisul. Mas não era inservível?

Após ganhar milhões sem licitação, a Helisul venceu uma licitação com o mesmo objeto e continua ganhando milhões dos cofres públicos até hoje.

O governo do estado colocou a culpa no advogado que assinou o parecer jurídico e na avaliação técnica de membros da Casa Militar, e que não houve prejuízo aos cofres públicos, e tudo foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Informou ainda que Richa está indignado e vai recorrer.

Gastos desnecessários como esse, junto com aumento de gastos com comissionados, o maior salário de governador do país e suspeitas de corrupção, acabaram com o caixa do estado, que está quebrado.

Richa vive um inferno astral. Pode sofre Impeachment por causa do Massacre de Curitiba, conforme petição que será protocolada na segunda-feira na Assembleia Legislativa, e há denúncias de corrupção de parentes e amigos próximos do governador.

Juristas vão pedir Impeachment de Beto Richa na 2ª (13h30) na AL-PR

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Por enquanto 2000 juristas, advogados, professores universitários e da rede pública, estudantes, servidores públicos, blogueiros, jornalistas e demais cidadãos assinaram a petição pelo Impeachment do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), por causa do massacre do Centro Cívico de Curitiba de 29 de abril de 2015.

Protocolaremos a petição na segunda-feira (25), 13h30, na Assembleia Legislativa do Paraná. Assine você também!

Clique aqui

Por que Beto Richa odeia o Tarso?

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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), odeia o advogado e professor universitário, Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso e presidente da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná.

Simplesmente porque Tarso pratica aquilo que ensina em sala de aula para seus alunos: que todo cidadão deve ser um animal político e deve praticar o controle popular da Administração Pública.

Como Tarso fiscaliza a atuação de governantes e agentes públicos municipais, estaduais e federal, já praticou o controle judicial e administrativo junto ao ex-prefeito de Curitiba e atual governador do Paraná por diversas vezes.

Além, é claro, de se utilizar do Blog do Tarso desde o primeiro dia do governo Richa, em 1º de janeiro de 2011, para replicar e denunciar desvios e erros do governo estadual.

Por isso Richa odeia Tarso.

Por isso seu grupo político e jurídico acionou Tarso na Justiça Eleitoral, por causa de duas simples enquetes, pressionou o TRE-PR, e agora o advogado, professor e blogueiro vai ter que pagar R$ 200 mil reais por duas multas, após condenação sem mais possibilidade de questionamento.

Por isso, por anos assessores de Richa prejudicaram o professor Tarso na universidade privada onde trabalhava por mais de 10 anos, até que conseguiram a demissão do professor, após pressão do governo Richa junto à mantenedora e reitoria da Universidade. Demitido no dia em que Richa foi diplomado no campus da Universidade e dois dias antes de um membro do grupo educacional ser escolhido secretário de educação (já demitido do governo por despreparo).

Por isso capangas de Beto tentam atacar Tarso nas redes sociais e o próprio governador ofende o advogado em entrevistas.

Esse tipo de intimidação pode ter um efeito contrário: ao invés de medo, força para continuar na luta.

Richa diz que esposa não é corrupta porque “tem berço” e é religiosa

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Em entrevista para um portal nacional, Beto Richa disse que sua esposa Fernanda Richa, que além de primeira dama é secretária de Estado, não é corrupta porque é religiosa e tem “bom berço”.

O Ministério Público do Estado do Paraná está investigando uma suposta propina de R$ 2 milhões que Fernanda tenha exigido para a campanha do marido em 2014.

Disse ainda que ele nem sabia o que era um auditor fiscal, o que ficou comprovado que é mentira aqui. A suspeita é que ela tenha usado de sua influência para a promoção de auditores, em troca de R$ 2 milhões. Para salvá-la entrou em jogo um dos maiores advogados do Brasil, o professor René Ariel Dotti.

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Richa acusa Tarso de ter bebido com Lula

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Tarso tirou foto com Lula no 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais, em 2014, em São Paulo

 

Não, não é manchete do Sensacionalista.

Perguntado por Fernando Rodrigues (UOL) sobre o pedido de Impeachment que o advogado e professor universitário, Tarso Cabral Violin, vai protocolar contra ele, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) disse que Tarso tem foto com o Lula, e “até parece embriagado”.

Um advogado, Tarso Cabral Violin, anunciou que vai protocolar um pedido de impeachment do sr. por causa do confronto de abril. Como o sr. reage a esse tipo de iniciativa?

Não reconheço a autoridade moral desse sujeito. Vou te mostrar a foto dele abraçado com o Lula, até parece embriagado. Esse sujeito montou um blog para me perseguir há algum tempo. É um petista de carteirinha. Foi diretor da Celepar [Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná] no governo Roberto Requião [PMDB]. Não reconheço a autoridade moral desse sujeito para falar qualquer coisa a meu respeito.”

O autor do Blog do Tarso informa que nunca escondeu que tem um Blog, que tem orgulho de ter sido Diretor Jurídico da Celepar durante o governo Requião, quando a Celepar se organizou e incentivou o software livre, e que infelizmente nunca bebeu com Lula, mas apenas tem várias fotos com quem ele considera ter sido o melhor presidente do Brasil de todos os tempos.

Informa também que nunca bebeu com o Doutor Sócrates, com o Che Guevara, com a Frida Kahlo, com o Leonel Brizola, com o Chico Buarque, com a Dilma Rousseff, com o Roberto Requião e nem com a Elis Regina.

Assine a petição REAL para o Impeachment de Beto Richa que será protocolada na AL

Desde que fui ferido no Massacre do Centro Cívico de Curitiba, em 29 de abril de 2015, pensava no pedido do Impeachment do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Após alguns pedidos, após algumas cobranças, decidi em uma madrugada fazer a petição. Eu iria assiná-la sozinho, como cidadão e advogado.

Alguns amigos juristas quiseram assinar junto.

Depois os seguidores do Blog do Tarso.

Comecei a incluir na petição, manualmente, os cidadãos que pediam para apoiar a empreitada.

Eis que chegou uma hora e não consegui mais fazer a inclusão manual.

Por isso, criei uma petição on-line, que será anexada na petição que será protocolada junto à Assembleia Legislativa, provavelmente, nesta sexta-feira, dia 22.

Seja um apoiador da petição do Impeachment de Richa, clique aqui.

Amanhã (21) Tarso vai protocolar pedido de Impeachment de Beto Richa pelo Massacre de Curitiba

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Amanhã (21), o advogado e professor universitário de Direito Administrativo, Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso e presidente da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs, vai protocolar uma petição na Assembleia Legislativa do Paraná pedindo o Impeachment do governador Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB), por causa do Massacre do Centro Cívico de Curitiba no dia 29 de abril de 2015.

Os interessados em assinar a petição, cliquem aqui.

Vários juristas e cidadãos estão assinando!

Shopping Mueller gritou Fora Beto Richa durante programa do PSDB

Hoje (19 de maio de 2015) toda a praça de alimentação do Shopping Mueller em Curitiba gritou “Fora Beto Richa” durante o programa do PSDB.

Denúncia de que Fernanda Richa tenha exigido propina de R$ 2 milhões

 

Atualizado às 21h30

O Ministério Público do Paraná recebeu denúncia em março, por meio da Promotoria de Justiça e Patrimônio Público de Curitiba, de que a esposa do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), Fernanda Richa, que também é secretária de estado, exigiu propina de auditores fiscais para que Richa os promovesse.

Quem é responsável pelo inquérito é o promotor Eduardo Augusto Salomão Cambi.

Fernanda teria pedido R$ 2 milhões para que Richa elevasse os cargos dos auditores. O decreto de promoção deles foi publicado no Diário Oficial em 5 de maio de 2014.

O valor teria sido arrecadado para a campanha de reeleição de Carlos Alberto Richa.

Fernanda Richa disse que é mentira.

Mais um fundamento, se comprovado, para o Impeachment do governador Richa.

Governo Beto Richa quer vender parte da Copel e Sanepar

Em entrevista publicada hoje no jornal Valor Econômico, Mauro Ricardo Machado da Costa, Secretario da Fazenda do Paraná, do governo Beto Richa (PSDB), disse que pretende vender parte da Copel – Companhia Paranaense de Energia e Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná ainda neste ano de 2015.

Para arcar com o rombo nos caixas do Estado.

 

30 mil professores gritam “Fora Beto Richa” em Curitiba

Foto de Juliana Mittelbach

Foto de Juliana Mittelbach

Hoje 30 mil professores, servidores públicos, estudantes e cidadãos saíram às ruas em Curitiba para pedir a renúncia ou o Impeachment do governador Beto Richa (PSDB).

Foto de Edson Rimonatto

Foto de Edson Rimonatto

São vários os motivos, desde corrupção e irregularidades graves financeiras-orçamentárias, mas o principal motivo é o Massacre do Centro Cívico de Curitiba no dia 29 de abril de 2015.

Foto de Ludimar Rafanhim

Foto de Ludimar Rafanhim

Os professores e educadores estão em greve porque Richa não quer nem recompor a inflação na remuneração dos agentes públicos.

Todos gritam “Fora Beto Richa!”

Veja um vídeo aqui.

Foto de Francys Baptista

Foto de Francys Baptista

 

 

 

 

Amanhã, 9h, grande ato dos professores em Curitiba

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Amanhã (19), a partir das 9h, a APP-Sindicato, os professores e educadores públicos em greve pretendem levar 100 mil às ruas de Curitiba.

É greve geral! Estudantes, pais, mães, professor@s, servidores. A aula será na rua!

Atenção para locais de concentração:

– Curitiba, região metropolitana e litoral na Praça Rui Barbosa;

– Interior na Praça Santos Andrade.

Muito vão pedir a renúncia ou o Impeachment do governador Beto Richa (PSDB).

A “foto do ano” no Massacre de Curitiba retrata uma professora de História

Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A foto do ano no Massacre do Centro Cívico de Curitiba retrata a professora de História Angela Alves Machado, fugindo da tropa de choque do governo Beto Richa (PSDB).

Ele é professor em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e é mãe de três filhos.

E deixa claro que não é black bloc e nem baderneira.

Veja o relato do fotógrafo sobre a foto: A foto do Massacre do Centro Cívico em Curitiba: um relato

Outras imagens:

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Foto de Wagner Santiago

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Foto de Wagner Santiago

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“Suposto” mensalão e corrupção do governo Beto Richa (PSDB)

Richa nega que seja bandido e chama de bandido seu delator

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O governador do Paraná, Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB), disse hoje (16) que o auditor Luiz Antônio de Souza, preso em Londrina/PR, é “bandido”.

No Ministério Público, Souza por meio de delação premiada, disse que a campanha de Richa em 2014 recebeu R$ 2 milhões desviados dos cofres públicos estaduais.

Richa, que confía nos “bandidos” que delatan seus opositores, não confia nos “bandidos” que o incriminam.

Quinze auditores e servidores públicos são acusados de cobrar propina de empresários corruptos, para reduzir ou anular dívidas tributárias de empresas.

Richa pode sofrer Impeachment pelo Massacre do Centro Cívico de Curitiba no dia 29 de abril de 2015, e as denúncias de corrupção e caixa 2 podem piorar ainda mais sua situação.

Beto disse que agora vai começar a trabalhar, depois de mais de quatro anos de governo, para que o Paraná saia da maior crise econômica, política e moral de sua história.

Servidores comissionados do governo Richa também são investigados por pedofilia. Um deles, inclusive, tem uma tatuagem com o nome de Richa no braço.

Também está envolvido o companheiro de automobilismo em carros caríssimos, o inspetor-geral de fiscalização da Receita, Márcio Albuquerque de Lima, que agiria em nome de Luiz Abi Antoun, o primo poderoso no governo Richa, que também é suspeito por fraude em licitação do governo estadual.

Richa continua no noticiário policial nacional

O Ministério Público do Estado do Paraná, por de delação premiada do auditor Luiz Antônio de Souza, conseguiu um depoimento bomba: o governo Beto Richa (PSDB) recebeu R$ 2 milhões para campanha de reeleição em 2014, por meio de corrupção na Receita Estadual.

O ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita, Márcio Albuquerque de Lima, companheiro de Richa nas corridas de 500 Milhas com carros esportivos milionários, era quem desviava o dinheiro público. Junto com o lobista Luiz Abi Antoun, primo de Richa.

O Impeachment de Richa está próximo, principalmente por causa do massacre do Centro Cívico. mas esse tipo de denúncia ajuda a convencer os deputados estaduais pelo impedimento do governador.

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Beto Richa agora ameaça os professores

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Após agredir gravemente os professores, estudantes e servidores no massacre do Centro Cívico de Curitiba no dia 29 de abril de 2015, ontem (14) o governo Beto Richa (PSDB) ameaçou os professores públicos do Paraná, com desconto de dias parados dos professores em greve, abertura de processos por insubordinação contra diretores que estimularam a greve, apenas 5% de reajuste, encerramento das negociações com os servidores e abertura de seleção de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de novos professores temporários para retomada das aulas.

Nota oficial da Direção Estadual da APP-Sindicato

Nos manteremos mobilizados e ainda em greve. Governo escolheu o caminho da ameaça e do medo, comum a governantes déspotas

O governador Beto Richa instaurou no Paraná um “Estado de exceção”. Governa cassando direitos e colocando-se acima das leis estaduais e federais. Parece que não há limites para sua tirania. No dia 29 jogou a polícia contra professores, professoras, funcionários e funcionárias de escola e demais servidores e servidoras públicas. Numa sequência, tentando justificar o injustificável que foi a barbárie do dia 29, demitiu secretários e promoveu alteração na cúpula da polícia militar e numa jogada de puro marketing, deu entrevistas dizendo-se ferido e arrependido de que estaria aberto ao diálogo.

Pois bem, depois da retórica e do chororô das entrevistas, era de se esperar, e porque o bom senso indicava, de que as negociações seriam retomadas. Qual nossa primeira surpresa quando na reunião de negociação de terça feira (12) o governo fez cara de paisagem e não apresentou nenhuma proposta, numa atitude de completo descompromisso e descaso com os servidores e as servidoras públicos. A atitude da APP, bem como das demais entidades do Fórum das Entidades Sindicais (FES), foi exigir do governo uma proposta para o pagamento da data-base, de cumprimento da lei. Estas atitudes do governo só serviram para aumentar ainda mais o sentimento de indignação na categoria. O ataque de bom mocismo do governador Beto Richa, de um homem aberto ao diálogo e democrático que se espraiou no último final de semana na velha mídia, esvaiu-se com as atitudes de seus séquitos secretários e secretárias na reunião do dia 12.

No entanto, seguindo o manual do bom tiranismo e atendendo ao Estado de exceção instaurado por ele, o que tinha sido feito até então, ainda não era suficiente, daí nossa segunda surpresa essa semana. No dia de ontem (14), uma nota publicada pela agência de noticias estadual traz que o governo encerrou as negociações e que encaminhará à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) reajuste da data-base em 5% divididos em duas vezes, sem data prevista para pagamento. Uma atitude unilateral, de um governo que não dialoga, que como sabemos, usa da violência para impor-se, tal qual ditadores fazem aqui e ali nesse mundo. Não obstante, a nota assedia os servidores e servidoras para que retornem ao trabalho como pena de prejuízos à carreira e promoção. Num ato ainda mais ditatorial indica abertura de processos contra diretores e diretoras que forem “insubordinados”. O termo da insubordinação até é previsto em códigos militares e não cabe para a sociedade civil, ainda mais em pleno regime democrático como é o Estado brasileiro, a não ser que se trate de um Estado de exceção.

É assim que o governador Beto Richa tratou e trata educadores e educadoras: primeiro com bombas, balas, depois o descaso, descompromisso, retirada de direitos, descumprimento de leis estaduais com a lei da data-base e lei nacional como a lei do piso e, agora, surgem as ameaças, a coação e assédio àqueles e àquelas que exercem o pleno direito constitucional de greve.

Mas ele não nos calará! Não calará os diretores e diretoras de escola e demais educadores e educadoras que continuam firmes no movimento de greve e resistirão às ameaças da exceção. Não nos calou quando fomos ameaçados que pela violência física das armas no dia 29 e muito menos nos calará pela violência simbólica do retorno à escola sob ameaça das faltas, possíveis processos administrativos, troca por PSS entre outras medidas.

Por tudo isso, cada vez mais a sociedade se coloca do lado dos educadores e educadoras, pois enxergam nesse senhor uma ameaça à democracia. É também por tudo isso que nos quatro cantos deste estado e do Brasil, pessoas das mais diferentes vertentes políticas gritam “Fora Beto Richa”, e ao dizerem isso, manifestam o descontentamento com policialesco estado de exceção criado no Paraná. Do lado de cá, nos manteremos atentos, vigilantes, mobilizados e ainda em greve porque o governo escolheu o caminho da exceção, da ameaça e do medo, comuns de governantes déspotas.

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Massacre de Curitiba: OAB-PR diz que ação policial foi “extremamente desproporcional”, coordenada, e pede responsabilização das autoridades

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O Conselho Pleno da OAB Paraná aprovou na última sexta-feira (8) o relatório elaborado pelos observadores da OAB que acompanharam as manifestações no Centro Cívico nos dias 29 e 30 de abril, bem como no dia 1º de maio. O documento será enviado ao Ministério Público (MP), para subsidiar as investigações sobre os excessos praticados durante o Massacre do Centro Cívico e as demais manifestações públicas. O relatório concluiu que houve abusos na ação policial.

Clique aqui para conferir a íntegra

O Conselho aprovou o acompanhamento pela OAB Paraná de todos os processos referentes às prisões de manifestantes, bem como os trabalhos de apuração pelo MP quanto aos abusos praticados pelas autoridades. Os conselheiros reafirmaram a necessidade de que a apuração de responsabilidades seja feita em relação a todas as autoridades que tiveram participação na determinação dos atos contra os manifestantes, independentemente dos cargos que ocupam ou ocuparam. O trabalho realizado pelos advogados designados pela OAB para acompanhar as manifestações foi elogiado por todos os conselheiros.

Quando a OAB fala em “todas as autoridades”, trata, claro, principalmente do governador Beto Richa (PSDB), do ex-secretário Fernando Francischini (Partido Solidariedade) e do ex-Comandante-Geral da Polícia Militar, César Vinícius Kogut.

Há risco de Impeachment contra Richa. Além disso, essas autoridades e o Estado do Paraná podem ser processadas civil e criminalmente, assim como denunciadas em Cortes Internacionais de Direitos Humanos e OIT.

Palestra sobre o massacre de Curitiba e a possibilidade jurídica de Impeachment de Beto Richa

Foto de Tarso Cabral Violin no dia 29 de abril de 2015, pouco antes do início do Massacre do Centro Cívico

Foto de Tarso Cabral Violin no dia 29 de abril de 2015, pouco antes do início do Massacre do Centro Cívico em Curitiba

Palestra realizada na Unespar em Paranaguá, a convite do DCE, em 14.05.2015, no evento “O que restou da ditadura: o Massacre do dia 29 de abril em debate”, com Narciso Pires (Tortura Nunca Mais do Paraná).

O que restou da ditadura: O massacre do dia 29 de abril em debate

No Paraná ainda não ocorreu a Revolução Francesa ou qualquer revolução burguesa do século XVIII, que tenha acabado com a Monarquia Absolutista e o patrimonialismo.

Aqui ainda há um casal real governando.

Nosso governador não é controlado pelo Poder Legislativo, nem Pelo Poder Judiciário, nem pelo Ministério Público e muito menos pelo Tribunal de Contas.

Não somos um Estado de Direito.

Aqui não há Poderes independentes e que se controlam. Há um grande acordo de cavalheiros.

Aqui não há Democracia.

Não há Democracia representativa, porque, em sua maioria, os políticos eleitos, nossos representantes, são milionários ou são patrocinados por empresas milionárias, que depois querem reaver seus “investimentos”.

Não há Democracia participativa ou deliberativa. Aqui o povo não é escutado e muito menos pode decidir sobre a implementação de políticas públicas ou aprovação de leis de seu interesse.

Aqui a Polícia não protege seu povo, mas o espanca quando o povo questiona os poderes constituídos.

Aqui a velha mídia, a imprensa, protege os governantes e empresários que a patrocinam, e detonam qualquer um que questione seus patrocinadores. Pagando bem, e em dia, fala maravilhas do governante. Se alguém cortar a torneira, ela consegue apear do poder qualquer um. Eu disse qualquer um.

Aqui não há uma República, que seria uma nação na qual se busca o bem comum, o interesse público.

Aqui em nossa Administração Pública ainda há o que chamamos de patrimonialismo, com muita corrupção, nepotismo e clientelismo (troca de favores).

O que ocorreu na Praça Nosas Senhora de Salete no Centro Cívico de Curitiba, capital do Paraná, no dia 29 de abril de 2015, foi uma vergonha para a cidade, para o estado e para o país.

Professores, estudantes, educadores, servidores públicos, advogados, blogueiros, ativistas digitais, jornalistas e demais cidadãos foram brutalmente agredidos no chamado Massacre do Centro Cívico.

Eu estava lá, como advogado e professor universitário, para fiscalizar se os direitos fundamentais dos manifestantes seriam respeitados. Estava lá como autor do Blog do Tarso e Presidente da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs, para filmar e documentar a manifestação e a greve dos professores.

Os professores e demais manifestantes apenas queriam que o governador Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB), não confiscasse dinheiro dos servidores públicos do fundo de previdência para pagar a conta do governo irresponsável que quebrou o Estado. E com a chancela de 31 deputados estaduais.

A minha única arma era uma câmera, comecei a filmar o massacre no exato momento do início, e com poucos segundos fui ferido com um estilhaço de uma bomba. Por dois centímetros que não perdi a visão de um olho. E as vezes acho que até agora ouço o barulho da bomba. Veja o vídeo filmado por mim:

Veja o vídeo completo de 50 minutos do Massacre do Centro Cívico, filmado por mim, mesmo ferido:

Segundo o art. 144 da Constituição de 1988, “às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”.

Infelizmente em nosso estado muitas vezes a manutenção da ordem pública significa repressão contra os hipossuficientes e manutenção das garantias das elites financeiras e políticas.

No dia 29 de abril de 2015 cerca de 1.200 policiais militares atuaram na região da Assembleia Legislativa, do total de 22 mil militares na corporação. Foram 900 que vieram do interior e deixaram regiões de todo o estado desguarnecidas.

O que se viu foi um ação policia totalmente desarrazoada, despreparada, autoritária, com um total desrespeito à dignidade da pessoa humana e aos direitos humanos.

Policiais atirando bombas na cara dos manifestantes, atirando balas de borracha da cintura para cima, atirando em cidadãos indefesos e desarmados.

As ruas e praças são bens públicos de uso comum do povo, lugares de livre circulação, segundo o Direito Administrativo.

Devem ser utilizados de forma igualitária e harmoniosa.

Comícios, passeatas, manifestações, não necessitam de autorização do Poder Público para o livre uso da população, nos termos do art. 5º, XVI, da Constituição:

“XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”

Com as devidas justificativas, segundo Celso Antônio Bandeira de Mello a Administração Pública tem o poder de veto. Mas isso de forma excepcionalíssima.

A Assembleia Legislativa é um bem de uso especial, mas que deve ser aberta ao povo, já que é chamada de “Casa do Povo”. Um dia antes conseguiram judicialmente que o Parlamente fosse aberto ao povo, mas no dia um desembargador do Tribunal de Justiça caçou a decisão e limitou o acesso apenas aos dirigentes sindicais.

Desde então várias manifestações ocorreram em apoio aos professores e contra o massacre. A campanha que ocorre até hoje é “Menos Bala, Mais Giz, Somos Todos Professores“.

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No dia 8 de maio ocorreu um julgamento simbólico realizado por juristas na Universidade Federal do Paraná, sobre o Massacre do Centro Cívico, com aproximadamente mil pessoas, mais milhares que acompanharam pela UFPR TV e on-line.

Foram exibidos vídeos, relatos de sindicatos, da OAB-PR, de um advogado de Richa, de movimentos sociais e leitura de cartas dos juristas Fabio Konder Comparato e Flavia Piovesan, criticando o massacre.

Após os julgadores juristas Celso Antonio Bandeira de Mello, Jorge Luiz Souto Maior e Larissa Ramina e o sociólogo especialista em segurança pública Pedro Rodolfo Bodê de Moraes fizeram exposições condenando o ocorrido.

Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior jurista do Direito Administrativo de todos os tempos, defendeu o Impeachment do governador Beto Richa:

“quem responde pelo governo, pelo estado, é a autoridade, é o governador, se o Estado fez o que fez, é ele que tem que responder, a sanção natural para o que aconteceu é o Impeachment do governador Beto Richa”

Ao final do evento foi lida carta com os encaminhamentos da comissão de julgadores, no seguinte sentido:

1. Houve graves violações de direitos humanos, como o direito de manifestação, de liberdade de expressão, de integridade física e moral e do direito de greve.

2. São responsáveis pelas violações direitos os seguintes: Estado do Paraná, governador do Paraná Beto Richa (PSDB), ex-secretário de segurançaFernando Francischini (Solidariedade), o ex-Comandante Geral da Polícia Militar Cezar Vinicius Kogut e demais autoridades envolvidas nos atos de violência.

3. Medidas jurídicas que devem ser tomadas: Impedimento (Impeachment) do governador Beto Richa, por crime de responsabilidade, sem prejuízo de implicações cíveis e criminais; denúncia do Estado do Paraná perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com flexibilização do requisito de prévio esgotamento dos recursos internos e no Comitê de Liberdade Sindical da OIT por prática anti-sindical.

4. Medidas políticas: reestruturação do sistema de segurança pública, com a aprovação da PEC 51 para a desmilitarização da PM e unificação das polícias; que se garantam à classe trabalhadora efetivos direitos de organização e de luta e a urgência em se reconhecer a violência institucionalizada e mortal contra os pobres, favelados, afro-descendentes, população LGBT e mulheres, para fim de construir uma sociedade tolerante, igualitária e com efetiva Justiça Social.

Veja o evento completo:

A imprensa paranaense foi responsável pela reeleição de Richa ainda no primeiro turno em 2014, por sempre poupá-lo, após gastos milionários de publicidade com dinheiro público. Depois da eleição, querendo mais dinheiro público, começou a bater no governo. Após o massacre, conseguindo verbas milionárias, parou de divulgar qualquer coisa contra Richa, escondendo a decisão pelo Impeachment do governador.

Nos termos do ordenamento jurídico, cabe o Impeachment do governador do estado nos casos de crimes de responsabilidade quando:

1. Desrespeitados “o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais”: “servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua”, “subverter ou tentar subverter por meios violentos a ordem política e social” e “provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis”. Claramente o governo Beto Richa descumpriu esse preceito legal.

2. Não atuar com probidade administrativa: “expedir ordens ou fazer requisição de forma contrária às disposições expressas da Constituição”, “usar de violência ou ameaça contra funcionário público para coagí-lo a proceder ilegalmente” e “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

O processo de Impeachment contra o governador Beto Richa se dará da seguinte forma:

1. Qualquer cidadão poderá denunciar o Governador Beto Richa perante a Assembléia Legislativa, por crime de responsabilidade;

2. A denúncia assinada pelo denunciante e com a firma reconhecida, deve ser acompanhada dos documentos que a comprovem ou com a indicação do local em que possam ser encontrados, com rol de pelo menos cinco testemunhas;

3. Apresentada a denúncia e julgada objeto de deliberação, se a Assembléia Legislativa do Paraná, por 2/3 dos deputados, decretar a procedência da acusação, será o governador imediatamente suspenso de suas funções;

4. Se Richa for condenado por crime de responsabilidade, perda o cargo, com inabilitação de até 8 anos (Constituição Federal), para o exercício de qualquer função pública, sem prejuízo da ação da justiça comum;

5. O julgamento será realizado por um Tribunal de Julgamento composto de 5 membros do Poder Legislativo (eleitos) e de 5 Desembargadores (sorteio), sob a presidência do Presidente do TJ, que terá direito de voto no caso de empate;

6. Só poderá ser decretada a condenação pelo voto de 2/3 dos membros do tribunal de julgamento.

Seria uma lição para que nunca mais professores, estudantes, servidores e cidadãos fossem gravemente agredidos pelo Poder Público.

No lugar de Richa entraria a vice-governadora Cida Borghetti (PROS).

Talvez fosse o primeiro passo para que o Paraná se transformasse, realmente, em um Estado Republicano, Democrático e de Direito, como manda nosso texto constitucional.

Tarso Cabral Violin – advogado, professor universitário de Direito Administrativo, mestre e doutorando (UFPR), autor do Blog do Tarso e Presidente da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs

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Massacre do Centro Cívico. Foto de Tarso Cabral Violin

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Tarso ferido durante o massacre

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Tarso filmando durante o massacre.

Pesquisas revelam uma devastação da imagem de Beto Richa

Pauta: presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (D) recebe o governador do Paraná, Beto Richa (E).

Pauta:
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (D) recebe o governador do Paraná, Beto Richa (E).

Hoje a Folha de S. Paulo divulgou que ontem, no Congresso Nacional, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi até o presidente do Senado, Renan Calheiros, para sensibilizá-lo contra moções de repúdio apresentadas por senadores após o Massacre do Centro Cívico de Curitiba, o que foi uma violência policial na greve de professores no Paraná.

O jornal também informa que “pesquisas realizadas pelo governo paranaense revelaram uma devastação da imagem de Richa”.