Conselheiros de Cultura do Paraná enviam carta de repúdio ao Beto Richa

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CARTA DE REPÚDIO À EXTINÇÃO DA SECRETARIA DE TURISMO DO PARANÁ E SUA FUSÃO COM A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA

Nós, Conselheiros de Cultura do Estado do Paraná abaixo relacionados, gostaríamos de deixar claro nosso repúdio à notícia de reforma administrativa da gestão do Governador Beto Richa, que vem recheada de um enorme emaranhado de medidas contraditórias e autoritárias. 

Entre elas, a que mais nos choca é a extinção da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná e sua fusão com a Secretaria de Estado da Cultura, que acontece logo após a 3ª Conferência Estadual de Cultural, instância participativa que discutiu amplamente entre poder público e sociedade civil organizada diretrizes e estratégias de ação que buscam o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura. 

Cogitar essa possibilidade é desmerecer o trabalho de funcionários públicos e de toda uma militância que vem buscando dia após dia esses espaços de gestão de recursos e de execução de políticas públicas para essas áreas já historicamente desprezadas por sucessivas administrações no Estado do Paraná. 

Nos impressiona ainda que o Govenador Beto Richa, em comportamento completamente contraditório, não perceba o fato de que, o que um dia para o Paraná foi avanço – como as criações da Secretaria de Estado da Cultura, em 1979, e a Secretaria de Turismo do Estado do Paraná, em 2002 – torne-se hoje, em sua gestão, retrocesso. 

O que parece ter virado uma tendência nas reformas administrativas anunciadas pelo país, em Estados e munícipios, chegou também ao Paraná. Extinguem-se ou agregam-se “secretarias fins” em detrimento de “secretarias meio”. Acreditamos haver no Estado do Paraná, na atual administração, pessoas capacitadas o suficiente para pensarem em uma estratégia de redução de gastos melhor do que essa. Temos secretarias que, caso fossem extintas, não trariam nenhum prejuízo à população do Estado, como por exemplo a “Secretaria do Cerimonial e Relações Internacionais”, apenas um exemplo entre muitos. Lembramos ainda, indignados, que tal medida foi, ironicamente, anunciada no Dia Mundial do Turismo. 

Esperamos que esteja claro a esse governo que esta carta (e seus signatários) não pretendem desrespeitar qualquer autoridade aqui posta, mas reafirmar a importância do que está sendo discutido. Assim, chamamos atenção para a diferença entre as duas Secretarias, levando-se em conta que uma secretaria de cultura tem o papel de fomentar, cultivar, criar, estimular, promover e preservar as manifestações artísticas e culturais do estado como meio de formação do indivíduo; e que uma secretaria de turismo tem como papel planejar, coordenar, implantar, acompanhar e avaliar as políticas de promoção e de formação para o setor do turismo. 

Entendemos o peso de cada uma das pastas para o Estado e que cada uma delas merece espaço, respeito e investimentos à altura, para que se cumpra minimamente o que é de direito, aos cidadão deste Estado.

Assim, com relação à reforma administrativa de gestão do Estado recentemente anunciada pelo Governador Beto Richa, especificamente no que tange à medida de extinção da Secretaria de Turismo e sua junção com a Secretaria de Cultura, que será nos próximos dias encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado, manifestamos nosso repúdio, destacando ainda que juntamente a essa carta protocolaremos pedido de Reunião Extraordinária do CONSEC para discussão do tema.

Curitiba, 02 de Outubro de 2013

CONSELHEIRO/SEGUIMENTO/ÁREA 

Ana Paula Frazão – Sociedade civil – Teatro
Joaquim Rodrigues da Costa – Governo – Fundação Cultural de Foz do Iguaçu
Nilton Aparecido Bobato – Sociedade Civil – Literatura, Livro e Leitura
Marcella Souza Carvalho – Sociedade Civil – Dança
Arildo Sanchez Guerra – Circo
Geslline Giovana Braga – Sociedade Civil – Patrimonio Cultural, Material e Imaterial
Otávio Zucon – Sociedade Civil – Macrorregião Curitiba
Sarah Carolina de Souza Coelho – Sociedade Civil – Macrorregião Noroeste
Michelle Bárbara Ferrari – Governo – Secretaria Municipal de Educação de Cianorte – Departamento de Cultura
Moema Libera Viezzer – Sociedade Civil – Macrorregião Oeste
Fabricio Luiz de Vitor – Sociedade Civil – Música
Juciê Pereira Santos – Governo – Secretaria Municipal de Cultura de Campo Largo
Cícero Pereira de Souza – Sociedade Civil – Macrorregião Nordeste
Julmar Leardini – Sociedade Civil – Literatura, Livro e Leitura

Matança de pássaros por foguetório tucano para Beto Richa e Aécio Neves tem repercussão nacional

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No domingo o Blog do Cícero Cattani informou que os moradores do entorno do bosque do antigo cassino Ahú denunciaram que vários pássaros foram mortos pelo foguetório tucano ocorrido no sábado, para recepcionar Aécio Neves e Beto Richa, na Sociedade Urca.

O Cícero Cattani informou que até a Dilma Bolada repercutiu o absurdo. Hoje foi a vez da Folha de S. Paulo divulgar:

Angry birds Moradores de Curitiba protestaram contra evento com Aécio Neves e Beto Richa no fim de semana. Segundo notícias veiculadas em sites locais, duas saraivadas de rojões para saudar os tucanos teriam matado aves que vivem num bosque conhecido por ser um ninhal.”

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CNJ suspende aposentadoria de Clayton Camargo e escândalo pode afetar várias autoridades do Paraná

Hoje (23) o desembargador Clayton Camargo, até então presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, pediu aposentadoria e renunciou ao cargo de presidente.

Agora pela noite, o corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão, suspendeu o pedido de aposentadoria de Clayton, a pedido do Ministério Público Federal, que alegou que Camargo teria antecipado aposentadoria para não responder ao processo disciplinar contra ele em tramitação no Conselho Nacional de Justiça. Até o dia 8 de outubro o CNJ deve julgar processo disciplinar contra o magistrado

Toda essa confusão pode atrapalhar a vida das seguintes autoridades:

1. Governador Beto Richa (PSDB), pois se for verdade o que a ministra Eliana Calmon (STJ) está investigando, sobre a possibilidade de Clayton ter interferido na eleição para o TC de seu filho, o ex-deputado estadual Fabio Camargo, ele fez isso via governador, em troca de permitir que Beto utilizasse milhões em reais em poder do TJ;

2. Conselheiro Fábio Camargo, pois se for verdade o tráfico de influência, o atual conselheiro do TCE/PR pode perder o cargo;

3. Os 27 deputados estaduais que votaram em Fábio Camargo, da situação e da oposição, que supostamente teriam aceitado o tráfico de influência.

Rogerio Galindo da Gazeta do Povo acusa Beto Richa de criar Secretaria Fantasma

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Por Rogerio Waldrigues Galindo no Caixa Zero da Gazeta do Povo

O leitor pode fazer o teste: ligue para o telefone geral do Palácio Iguaçu e peça para falar com o cerimonial. Para onde você imagina que será transferido? Para a Secretaria Especial de Cerimonial e Relações Internacionais? Parece que seria o caminho mais óbvio, afinal o governador Beto Richa (PSDB) criou a secretaria faz três meses. Mas não: o telefonema cairá numa coordenadoria da Secretaria de Governo, comandada por Cezar Silvestri. Erro? Não.

Antes de Richa nomear o amigo Ezequias Moreira para o cargo de secretário especial, havia dentro da Secretaria de Governo uma Coordenadoria de Cerimonial e de Relações Internacionais. Exceto pelo status, é exatamente o mesmo nome da nova secretaria. O curioso, porém, é que após a nomeação de Ezequias essa coordenadoria não sumiu. Para confirmar isso, bastaria olhar o organograma da Secretaria de Governo divulgado na internet. A “CCRI” continua lá.

Veja a continuação, clique aqui.

 

Beto Richa vai privatizar o Teatro Guaíra em 2014 para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal e concurso público

O Secretário de Estado da Cultura do Paraná, Paulino Viapiana, confessou novamente que o governo Beto Richa (PSDB) vai privatizar o Teatro Guaíra em 2014, na Gazeta do Povo de hoje.

O Teatro, que é uma autarquia, precisa contratatar novos servidores públicos. A Constituição de 1988 exige a realização de concurso público, segundo o art. 37, II.

O problema é que com a incompetência de gestão do governo Estado, com a contratação de seus parentes e criação de um cargo comissionado sem concurso público a cada dois dias de governo, o Paraná está no limite de despesas com pessoal segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Qual a saída dos “gênios” neoliberais-gerenciais do governo Beto Richa? Terceirizar a gestão do Teatro para uma ONG qualificada como organização social – OS.

É o mesmo modelo de privatização que está prestes a ser considerado como inconstitucional pelo STF; que foi considerado mais caro e menos eficiente pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo; e é o mesmo modelo de privatização do ICI – Instituto Curitiba de Informática, que passa pelo escândalo da Urbs/Dataprom de fuga às licitações.

Ao invés de debater com a sociedade se seria o caso de manter ou modificar o regime jurídico do Guaíra, discutir se seria conveniente ou constitucional transformar o Guaíra de autarquia em fundação estatal de direito privado ou empresa pública, Beto Richa simplesmente quer privatizar.

Mas a própria LRF determina que a substituição de servidores por terceirizados deve ser contabilizada dentro dos gastos com servidores.

Ministério Público, Tribunal de Contas e OAB, fiquem de olho por favor.

Por favor 2014, chega logo!

Escândalo ICI/Urbs/Dataprom: especialistas dizem que gestão do ex-prefeito Beto Richa burlou Lei de Licitações

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Quando digo para meus alunos que apenas continuo a lecionar porque tenho esperança de que as coisas estão melhorando no Brasil, não é de “boca para fora”.

Acredito que com o fim da ditadura militar em 1985 e com a nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito, estamos caminhando para uma Democracia substancial, para um Estado do Bem-Estar Social e uma Administração Pública profissionalizada/burocrática/weberiana.

Na década de 90 o neoliberalismo-gerencial tentou dilapidar a Constituição e tirar o Brasil do caminho da aplicação da Constituição. O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tentou implementar o neoliberalismo-gerencial, algo totalmente inconstitucional.

O gerencialismo-neoliberal, ao invés de estruturar a Administração Pública, ao aplicar o gerencialismo acabou levando o Poder Público rumo ao patrimonialismo, à corrupção, ao clientelismo e ao nepotismo.

Um dos exemplos foi a criação das famigeradas organizações sociais – OS, qualificações concedidas a entidades privadas sem fins lucrativos que assumiriam a gestão de escolas, hospitais, universidades públicas, entidades de pesquisa e tecnologia, meio ambiente, cultura, etc. Ou seja, o Terceiro Setor assumiria os serviços sociais, os serviços não-exclusivos do Estado. Uma privatização que os neoliberais-gerenciais chamam de publicização.

Combato as OS desde 1988. Fiz mestrado em Direito do Estado na UFPR questionando a constitucionalidade das OSs. Meu livro já na segunda edição trata do tema.

O problema é que vários governos neoliberais aplicaram o modelo. Vários juristas, por questões ideológicas ou financeiras, abraçaram o modelo de privatização via OS. E a velha mídia, as TVs e rádios, sempre apoiaram esse tipo de privatização.

FHC criou o modelo mas acabou aplicando pouco no âmbito federal, por causa de vários questionamentos. Inclusive, até hoje o STF não julgou uma ADIn contra a Lei das OS.

Mas governos neliberais de dos mais variados partidos (PSDB, DEMO, PMDB, PT) privatizaram a saúde para OSs em vários estados e municípios do Brasil.

Na década de 90 o então prefeito Cassio Tanuguchi (ex-PFL) privatizou o Centro de Processamento de Dados – CPD para o ICI – Instituto Curitiba de Informática, uma OS municipal, que não faz parte da Administração Pública mas utiliza um prédio da prefeitura, servidores públicos, e milhões de reais por mês da prefeitura, sem licitação, sem concurso público, sem controle efetivo do Tribunal de Contas do Paraná.

O que me preocupa é que enquanto esse poderoso grupo político permaneceu no Poder em Curitiba, o ICI fez o que quis sem interferência do Tribunal de Contas e muito menos do Ministério Público do Estado do Paraná.

Em 2012, no primeiro dia da lei de acesso à informação, entrei com pedido de informação para que o ICI fosse transparente e informasse várias questões de interesse público, inclusive o quanto que repassava para empresas privadas de dinheiro público e quais eram as empresas. Até hoje estou esperando resposta. Seus advogados responderam que essa era uma informação privada, o que é um absurdo que vai contra a Lei de Acesso à Informação. Entrei na Justiça e até hoje espero as informações.

Taniguchi saiu, Beto Richa (PSDB) entrou. Beto saiu, Luciano Ducci (PSB) entrou, e a farra com dinheiro público continuou.

Agora, com a gestão Gustavo Fruet (PDT-PT-PV), parece que as coisas estão mudando. Fruet não conseguiu assumir o poder no ICI. Pode ser que até agora não tenha muitas informações do ICI. Mas por pressão do Poder Executivo e agora também do competente trabalho da Câmara de Vereadores, que está fazendo uma CPI da Urbs, parece que as coisas estão entrando nos trilhos.

Na terça-feira (17) o Tribunal de Contas do Paraná divulgou relatório questionando um contratado assinado, durante a gestão do ex-prefeito e atual governador Beto Richa, em 2009, que repassou milhões por meio da Urbs ao ICI, sem licitação, que repassou quase tudo para a empresa Dataprom, sem licitação.

Durante o 2º Congresso Paulista de Direito Administrativo realizado neste mês relatei em palestra o caso ICI e todos na plateia ficaram pasmos. A palavra que resumiu minha palestra: “OS é burla”.

Ontem (18) a RPC/Globo divulgou o escândalo ICI/Urbs/Dataprom. Divulgou as posições corretas dos meus colegas de Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração Pública da OAB/PR, Luciano Reis e Daniel Ferreira, que se manifestaram pela ilegalidade do ICI terceirizar esses serviços sem licitação. (clique aqui e veja o vídeo)

O contrato do ICI com a Dataprom foi assinado quando Beto Richa era o prefeito, e até hoje o contrato era sigiloso, cujo o objeto era a bilhetagem dos transporte coletivo. A Urbs passava R$ 32 milhões para o ICI e o ICI repassou R$ 29 milhões ao Dataprom, tudo sem licitação.

Explico: a prefeitura (órgão da Administração Pública direta de Curitiba) criou a Urbs (sociedade de economia mista) para prestar serviços de transportes. A Urbs terceirizou sem licitação os serviços para o ICI (ONG, entidade do Terceiro Setor qualificada como OS), sem licitação. E o ICI terceirizou os serviços também sem licitação para a Dataprom (empresa privada com fins lucraticos, do mercado).

É a burla da burla da burla!

Espero que agora que a Rede Globo abraçou a causa, finalmente, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e o Poder Judiciário sejam duros contra os responsáveis por esse absurso.

E pasmem: Beto Richa criou a Lei das OS no Paraná no ano passado e está privatizando hospitais públicos via OS. Repassou a gestão do Museu Oscar Niemeyer para uma OS. Vai privatizar o Teatro Guaíra para uma OS. Privatizou estabelecimentos prisionais para ONGs. Está privatizando a E-Paraná e o Simepar ao transformá-los em serviços sociais autônomos, que também são ONGs. E o fim!

Nessa brincadeira milhões de dinheiro público foram para empresas privadas sem licitação, sem controle e SEM VERGONHA!

Depois do escândalo dos diários secretos na Assembleia Legislativa e o Derossogate na Câmara de Verreadores de Curitiba, apresento aos senhores o novo escândalo em nossa Curitiba.

Eu avisei!

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, é advogado em Curitiba, professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado pela UFPR e autor do livro Terceiro Setor e as parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica.

Governo Beto Richa contratou a Dataprom que está sendo questionada na Justiça por Gustavo Fruet

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O governo do Paraná, comandado pelo senhor Carlos Alberto Richa (PSDB), vulgo Beto Richa, por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, contratou em maio a Dataprom – Equipamentos e Serviços de Informática Industrial Ltda, por R$ 19,8 milhões, para implantação do Sistema Integrado de Monitoramento Metropolitano (SIMM).

A Dataprom é a empresa contratada pelo ICI – Instituto Curitiba de Informática, sem licitação, para receber milhões de reais por serviços que o próprio ICI deveria fazer. Além disso o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), vai entrar com ação judicial contra a Dataprom para obter código fonte de software.

Perguntas:

1. Foi realizada licitação para a contratação da Dataprom pelo governo Beto Richa?

2. Por que não foi contratada a Celepar – Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná para a realização dos serviços?

3. Os softwares contratados são livres, como recomenda a legislação estadual?

4. Os softwares utilizados vão ficar em nome do Estado do Paraná ou da Dataprom?

Beto Richa está acabando com o Paraná. Roberto Requião (PMDB) ou Gleisi Hoffmann (PT) vão ter trabalho para organizar o Estado a partir de 2015.

Por favor 2014, chega logo!

TC: Licitação do transporte coletivo realizada pela gestão do então prefeito Beto Richa foi ilegal

Claudio Castro, coordenador da Comissão de Auditoria: Rede Integrada de Transporte da Região Metropolitana foi avaliada quanto à planilha utilizada, o custo por quilômetro, o método empregado na definição de valores, reajustes e subsídios, além da administração dos recursos financeiros

Claudio Castro, coordenador da Comissão de Auditoria: Rede Integrada de Transporte da Região Metropolitana foi avaliada quanto à planilha utilizada, o custo por quilômetro, o método empregado na definição de valores, reajustes e subsídios, além da administração dos recursos financeiros

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná divulgou relatório de auditoria na Urbs que define que a tarifa do transporte coletivo de Curitiba poderia ser 16,7% menor, poderia diminuir de R$ 2,70 para R$ 2,25. A tarifa técnica (o que Curitiba para para as concessionárias) a redução seria de 25%, de R$ 2,9994 para R$ 2,5483.

São 40 irregularidades nos contratos da Prefeitura Municipal de Curitiba com as empresas concessionárias de transporte, encontradas em três meses de estudo de seis servidores do TCE-PR. O documento ainda deverá ser aprovado pelo Conselho do TC para ser divulgado.

Uma das recomendações é de que a licitação que originou os contratos seja anulada e se realizada um novo certame. A licitação foi realizada na gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB), entre 2009 e 2010. Hoje ele é governador.

Foi detectada cartelização do transporte público, com pouco descontos e muitos “Gulin” nas empresas (em algumas empresas chega a 87,06%).

O relatório recomenda a remessa de cópias dos autos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ao Ministério Público Estadual e Federal.

Outro grave problema é a fragilidade da fiscalização do Sistema de Bilhetagem Eletrônica, que afere a quantidade de passageiros transportados diariamente, que fica a cargo das próprias concessionárias. Identificada alguma falha nos equipamentos, elas contatam a Dataprom, que é contratada pelo Instituto Curitiba de Informática – ICI, terceirizada da Urbs para gerenciar o SBE. Sem licitação!

Diz o relatório: “consentir a prerrogativa de controle e administração da manutenção (hardware) e dos fechamentos diários de arrecadação da bilhetagem para os consórcios (parte privada no regime de concessão) que operam o transporte coletivo, não é razoável” e “é recomendável e imperativo que tal obrigação esteja sob o controle total (…) do Poder Público, com transparência das informações”. O relatório dá prazo de seis meses para que a Urbs licite o serviço “sem direcionamento para a empresa Dataprom”.

Para o TC a Urbs deve ser entidade inteiramente pública. Hoje ela é uma sociedade de economia mista, que visa ao lucro e gera incompatibilidades. Não pode exercer regulação, há conflito de interesses entre o direito público (multas) e o privado (lucratividade) e o regime celetista dos servidores é incompatível com o exercício da fiscalização.

Parabéns aos técnicos do TC!

A casa do ICI e das concessionárias caiu! A do Beto Richa já havia caido faz tempo.

Beto Richa vai privatizar a TV e rádio estatal E-Paraná

Atualizado às 00h05 do dia 10.09.2013

Ele não para. O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), agora vai privatizar a TV e rádio estatal do estado, a E-Paraná, antiga TV Paraná Educativa.

O governador neoliberal quer que a Assembleia Legislativa transforme a E-Paraná em Serviço Social Autônomo, uma entidade paraestatal, uma entidade privada sem fins lucrativos, para gerir a TV e rádio.

Duplamente inconstitucional: é uma terceirização da atividade-fim da entidade e uma privatização da única TV e rádio estatal do Paraná. A Constituição obriga que haja TV e rádios estatais.

O intuito de Beto Richa é fugir do concurso público, fugir das licitações, fugir da lei de responsabilidade fiscal e fugir de um controle social e do tribunal de contas mais efetivo.

Ou seja, é uma burla, como o modelo das organizações sociais – OS.

Quem gostava do modelo de serviços sociais autônomos era o ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL).

Jaime Lerner e Beto Richa concorrem para o título de pior governador do Paraná de todos os tempos.

Por favor 2014, chega logo.

Ouça entrevista que a rádio BandNews fez comigo, clique aqui.

Suspeita de ilegalidade na gestão de Beto Richa na Prefeitura de Curitiba no Transporte Coletivo

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Curitiba, 03 de setembro de 2013

Ao Exmo. Sr. Prefeito de Curitiba Gustavo Fruet,

Relatório Parcial da Comissão de Auditoria do Transporte Coletivo apresenta provas contundentes que evidenciam sérias ilegalidades na licitação do transporte ocorrida em 2009 / 2010, em Curitiba, na gestão do então prefeito Beto Richa e Luciano Ducci. Continuar lendo

Governo Beto Richa queria que comissionados fiscalizassem convênios. TC proibiu

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A Resolução 28/2011 do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que trata da celebração, execução e fiscalização das transferências de recursos financeiros às entidades públicas e privadas, trata do processo de acompanhamento e fiscalização para Estado e municípios. O seu artigo 6º, inc. V, e art. 21 estabelecem a obrigatoriedade de indicação de agente público integrante do quadro efetivo de pessoal da concedente dos recursos, para exercer as funções fiscalizatórias.

Mesmo assim o governo Beto Richa (PSDB) queria que servidores comissionados, sem concurso público, que não são efetivos, fizessem a fiscalização. Um absurdo. é como colocar o lobo para cuidar das galinhas, ainda mais porque Beto Richa escolhe a maioria dos comissionados por critérios de parentesco ou cabos eleitorais, e não por critérios técnicos.

O TCE-PR, em resposta a consulta formulada pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, escolhido por Beto Richa, fez Consulta ao TC e o relator, conselheiro Fernando Guimarães, reforçou a orientação sobre a impossibilidade da contratação de agente comissionado para exercer a fiscalização de recursos de transferências voluntárias, convênios e ajustes que envolvam recursos públicos, pelos entes concedentes.

O homem de confiança de Beto Richa queria que comissionados fizessem o serviço, já que sobram comissionados no governo e faltam servidores comissionados.

Beto Richa gastou todo o dinheiro com comissionados e agora não tem dinheiro para contratar concursados.

Guimarães só faltou citar Arnaldo César Coelho para dizer que “a regra é clara”, não deixando margem para outras interpretações. É muita cara de pau do governo estadual.

Serviço: Processo: nº 231033/12 – Tribunal Pleno, Acórdão: nº 3301/13, Assunto: Consulta, Entidade: Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Interessado: Norberto Anacleto Ortigara, Relator: Conselheiro Fernando Augusto Mello Guimarães.

Dr.ª Jozelia Nogueira é a nova procuradora-geral do Estado do Paraná

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A advogada Jozelia Nogueira foi escolhida pelo governador Beto Richa (PSDB) como a mais nova procuradora-geral do Estado do Paraná. Ela é procuradora do estado, mestre em Direito Tributário, professora em várias áreas do Direito Público e ex-procuradora-geral durante o governo de Roberto Requião (PMDB). Foi candidata, junto comigo, ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná.

Ela entra no lugar de Julio Cesar Zem Cardozo, que foi demitido.

Boa sorte Dr.ª Jozelia, a senhora e poucas outras pessoas do governo Richa contam com a minha confiança.

A verdade e a publicidade

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Caderno Vida Pública da Gazeta do Povo e a revista do governo do Estado

A Gazeta do Povo de hoje é o retrato do Governo Beto Richa (PSDB). A capa do caderno Vida Pública mostra uma verdade apontada pelo Tribunal de Contas do Paraná: o Governo Beto Richa cumpre apenas 54% das metas estipuladas.

É um governo desprezado em Curitiba e nas grandes cidades do Paraná, e aos poucos os moradores das pequenas cidades vão perceber o quanto o governo é despreparado, incompetente, inexpressivo e inexistente.

Enquanto isso a própria Gazeta do Povo divulga uma revista que é propaganda de 26 folhas do governo estadual, que gasta milhões de reais mensais para divulgar fantasias na TV, rádios e jornais. Nosso dinheiro, dinheiro dos nossos impostos, que vão para o ralo da publicidade enquanto Beto Richa reclama da falta de dinheiro nos cofres estaduais.

O governo Beto Richa é o pior governador do Paraná de todos os tempos e terá sérias dificuldades até de ir para o segundo turno na sua tentativa de reeleiçao em 2014. Seu co-irmão Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito de Curitiba, já perdeu no primeiro turno em Curitiba em 2012 e o destino de Richa tende a ser o mesmo.

Com o senador Roberto Requião (PMDB) e a ministra Gleisi Hoffmann (PT) na disputa, as coisas ficarão complicadas para Beto. Requião será candidato se o fisiológico PMDB deixar. Gleisi será candidata se quiser e a presidenta Dilma Rousseff (PT) deixar.

Delegado suspeito de corrupção pede ajuda para secretário de Beto Richa. Governador “não se lembra”

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Veja o vídeo, clique na imagem.

Do G1

Ligações telefônicas gravadas com a autorização da justiça mostram o delegado da Polícia Civil do Paraná, Luiz Carlos Oliveira, negociando a permanência dele na Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP). Na conversa, o interlocutor é Ezequias Moreira, assessor do governador Beto Richa (PSDB) desde a época em que ele era deputado e que atualmente ocupa o cargo de secretário Especial de Cerimonial e Relações Institucionais do governo estadual.

De acordo com o Ministério Público, as gravações foram feitas em fevereiro, quando época em que Oliveira já era investigado por desvios de conduta enquanto ocupava o cargo. O delegado foi apontado pela promotoria de chefiar um esquema de recebimento de propina na época em que comandou a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba.

Oliveira – Fala meu brother?

Ezequias – Fala meu brother. Você me ligou?

Oliveira – Então, deixa eu te falar. Eles estão querendo fazer uma mudança aí, entendeu? Isso em termos internos da Polícia Civil. Eu acho que você pode até falar com o chefe porque anteriormente, quando foi tratado ali, foi combinado comigo que nós iríamos ficar ali onde nós estamos.

Além de passar por essas delegacias, Oliveira também fez parte do Conselho da Polícia Civil. O órgão interno é responsável por deliberar sobre questões estratégicas da corporação. Na terça-feira (20), o delegado afirmou que foi indicado para o conselho pelo próprio governador, informação confirmada em nota enviada pelo Palácio Iguaçu no mesmo dia.

Outro trecho da gravação mostra ainda a proximidade entre Oliveira e Ezequias. Na conversa, o delegado pede que este converse com o então delegado-geral da polícia, Marcus Vinícius Michelotto para mantê-lo no cargo.

Oliveira – Você não daria uma palavra com o nosso Michelotto? Fala, oh, o chefe.. Pergunta, ah, vai ter mudança? Oh, o chefe falou que não quer que mexa com o Luiz Carlos.

Ezequias – Primeiro eu tenho que ver o que eu é, depois… Eu não sei… Eu não estou lá no palácio. Eu não sei se foi combinado alguma coisa, Luiz.

Oliveira – Não, não. Não tem nada com o chefe, não tem nada de nada. É uma coisa lá do Michelotto.

Ezequias – Eu vou dar uma olhada… Depois, se, se falamos (sic)

Oliveira – Dá uma observada nisso, ajuda o teu amigo que está necessitado.

Nesta quarta-feira (21), porém, Richa afirmou não se lembrar de ter nomeado Oliveira para o cargo. “Veja bem, tenho nomeação de mais de 4 mil funcionários. Servidores, de cargos, de representação, gerentes e secretarias, diretores, conselhos, pessoas encarregadas, despachos em diversas secretarias, eu não me lembro, são 4 mil servidores. O importante é o seguinte: nosso governo não tem compromisso com o erro”, afirmou o governador. Continuar lendo

Beto Richa participou de jantar em homenagem ao ex-presidente golpista do Paraguai

O governador Beto Richa (PSDB) foi na última quinta-feira (15) à cerimônia de posse do novo presidente do Paraguai, Horácio Cartes, do Partido Colorado, em Assunção. Até aí tudo bem, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e vários outros presidentes de países americanos também foram.

O problema é que um dia antes, Beto Richa participou do jantar de despedida do ex-presidente golpista Federico Franco, do Partido Liberal.

Nenhum outro representante do governo federal brasileiro participou desse jantar.

Note-se que os juristas Pedro Estevam Serrano (veja também aqui), Roberto GargarellaJoão Bonifácio Cabral JuniorCarol Proner e Larissa Ramina, o Partido dos Trabalhadores – PT, o governo da presidenta Dilma Rousseff, o senador Roberto Requião (PMDB), os jornalistas Janio de Freitas e Paulo Moreira Leite, os Oficiais e Subalternos das Forças Armadas e Policiais do Paraguai e o ex-presidente da OAB, Cezar Britto, entendem que Franco foi alçado ao Poder no Paraguai após golpe contra o ex-presidente Fernando Lugo.

PSDB, o senador Álvaro Dias e o P.I.G apoiaram o golpe, com a anuência do Estados Unidos da América.

Heroi em Atenas, Vanderlei Cordeiro de Lima ataca governo Beto Richa

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Em quem você confiaria, em um juiz de futebol ligado ao governo Beto Richa ou em um heroi nacional?

O maratonista, heroi e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima, atacou o governo Beto Richa (PSDB):

“Quando o Beto Richa assumiu, disseram que seria uma revolução no esporte. Estou esperando até agora.

Me frustrei com a atual gestão da Secretaria de Esportes. Política e esporte juntos não dá certo.”

Vanderlei é contra montar um Centro de Excelência de atletismo em Cascavel, que vai receber um investimento total de R$ 23 milhões. Defende a implantação em Paranavaí ou em Campo Mourão, que têm revelado atletas da base para as seleções nacionais.

Faz uma grave acusação: o governo Beto Richa escolheu Cascavel porque a cidade é o reduto eleitoral do secretário estadual de esportes e árbitro Evandro Rogério Roman.

O secretário estadual de Esporte, Evandro Rogério Roman, chamou Vanderlei de leviano. Mas confessa que pode ser candidato à deputado estadual em 2014.

Na maratona olímpica de 2004 o paranaense Vanderlei, nascido em Cruzeiro do Oeste, foi atrapalhado pela invasão do escocês Cornelius Horan quando liderava a prova. E agora utiliza todo o seu prestígio mundial para criticar o governo atual, que nada atua, mas gasta muito em propaganda.

Por favor 2014, chega logo!

Gov. Beto Richa participa do lançamento do programa Top Talento images-96

Nepotismo, um sistema político brasileiro e um sistema de governo paranaense

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Por RICARDO COSTA DE OLIVEIRA, na Gazeta do Povo de domingo

Eu analiso, no livro Na teia do nepotismo, as principais famílias políticas e os parlamentares hereditários do Paraná e do Brasil. A questionável criação de centenas de cargos comissionados no atual governo estadual muitas vezes pode estar corroborada na arcaica tradição política de nepotismos, prebendas e sinecuras familiares variadas para os apaniguados do poder.

Houve boas novidades na luta contra o nepotismo, na construção da transparência e do aperfeiçoamento institucional, pautados nos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. A Lei de Acesso à Informação, os Portais da Transparência e a atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram alguns avanços institucionais vindos de cima para baixo. Em dezembro, o CNJ suspendeu o concurso público para cartórios do Paraná, organizado pelo Tribunal de Justiça. A recente correição do CNJ no Tribunal de Justiça do Paraná resultou na exoneração de 27 funcionários comissionados do Judiciário paranaense por nepotismo. A exigência da divulgação das informações sobre cargo, função, situação funcional e remuneração dos servidores promove uma das maiores aberturas na Assembleia Legislativa do Paraná. Dos 459 funcionários de carreira, quase a metade estava irregular e os cortes resultarão em uma economia de milhões.

A modernização das instituições e o aumento da transparência já causaram mudanças históricas, mas algumas indicações políticas no Poder Executivo ainda parecem ir em direção contrária das mudanças saneadoras e moralizantes. Ezequias Moreira, acusado de desviar dinheiro público, foi promovido pelo governador Beto Richa a secretário especial de Cerimonial e Relações Internacionais, com direito a foro privilegiado. De acordo com o Ministério Público, Ezequias recebeu durante anos o salário da sogra, nomeada em cargo na Assembleia Legislativa e sem ter trabalhado na instituição. O deputado Fabio Camargo, filho do desembargador Clayton Camargo, presidente do Tribunal de Justiça, e neto de Heliantho Camargo, que também foi desembargador e presidente do TJ, foi eleito para o Tribunal de Contas. Logo depois, a Assembleia Legislativa aprovou a utilização dos depósitos judiciais, embora o repasse do Poder Judiciário ao Executivo paranaense tivesse sido proibido pelo Conselho Nacional de Justiça.

Assumiu na Assembleia o suplente do deputado Fabio Camargo, o deputado Antonio Carlos Salles Belinati, que era diretor comercial da Sanepar. Emília Salles, ex-vice-governadora e mãe de Antonio Carlos, “herdou” o cargo do filho. O mais novo suplente de deputado federal a tomar posse em Brasília, na licença da deputada Cida Borghetti, foi Pedro Guerra, filho de Alceni Guerra, que foi ministro da Saúde do governo Collor e deputado. Pedro ainda é sobrinho dos ex-deputados federais Waldir e Ivânio Guerra. Ele estava na superintendência da Ecoparaná, vinculada à Secretaria de Turismo, cargo que passou para Juliano Borghetti, irmão de Cida Borghetti, cunhado de Ricardo Barros e casado com Renata Bueno – deputada italiana, filha de Rubens Bueno, deputado federal.

Parece que, no governo do Paraná, alguns cargos passam não apenas entre os políticos ou os partidos, mas entre as famílias, quase que como “feudos” familiares.

Ricardo Costa de Oliveira, sociólogo, é professor da UFPR e autor de Na teia do nepotismo.

TC: Beto Richa gasta pouco com saúde e muito com publicidade

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O Tribunal de Contas do Paraná aprovou com oito ressalvas as contas do governo Beto Richa (PSDB) de 2012, na quinta-feira (15).

Beto Richa não cumpriu a obrigação constitucional de destinar 12% da arrecadação para a saúde. Aplicou apenas 9,05% (R$ 1,63 bilhão), quando deveria ter gasto R$ 2,17 bilhões. Richa alega que cumpre os 12%, mas não é verdade. Ele inclui despesas ilegais segundo a Lei Complementar 141/2012 (gastos com o programa Leite das Crianças, despesas médicas do sistema penitenciário e com o SAS – saúde dos servidores). Com isso Beto Richa descumpre mais uma promessa de campanha, conforme divulgou o jornalista Rogério Galindo em seu Blog Caixa Zero:

Ao mesmo tempo Beto Richa aumentou em 668,57% os gastos com publicidade institucional com relação a 2011. Até o conselheiro Ivan Bonilha, ex-procurador-geral do Estado na gestão Richa, e ex-advogado eleitoral de Beto, criticou os gastos excessivos e disse que os TCs de todo país precisam investigar o mérito dos gastos com publicidade.

Além disso o governo Richa apresentou de forma incompleta exigências do TC; apresentou inconsistência contábil; não registrou o repasse de R$ 295 milhões destinados ao pagamento de benefícios previdenciários; divergência nos dados relativos a saldo de precatórios (R$ 106 milhões); ausência de registro contábil dos juros de mora em precatórios; descumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO (divergência de R$ 589 milhões); e tratamento inadequado dado ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb.

Por favor 2014, chega logo!

ObsCena: o Vampiro e a Polaquinha, conversas privadas em espaço público

Foto de Orlando Kissner

Foto de Orlando Kissner

E almoço com dinheiro dos paranaenses…

Beto Richa vai pagar R$ 2,2 milhões para consultoria privada para aprender a privatizar via PPP

Beto Richa quer privatizar estradas, pontes, hospitais e presídios por meio de parcerias público-privadas – PPPs.

Para isso vai contratar uma consultoria privada por R$ 2,2 milhões para que estruture o programa “Paraná Parcerias”, que poderia se chamar “Paraná Privatização” ou “Paraná Privatizado”.

Quem coordena tudo isso é o considerado ficha-suja Cassio Taniguchi (ex-PFL), secretário do Planejamento.

Nas PPPs o Estado privatiza para a iniciativa privada, que passa a cobrar tarifas nas PPP patrocinadas, assim chamadas porque o Estado garante o lucro fácil da iniciativa privada com bastante dinheiro público.