Nas ruas: golpistas e vândalos sim, sociedade civil organizada não

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Seguindo concepção de Antonio Gramsci, o Brasil é uma sociedade ocidental, com uma relação equilibrada entre a sociedade política e a sociedade civil. O centro da luta de classe está na chamada “guerra de posição”, na qual a sociedade civil, de forma progressiva e consensual vem conquistando espaços para buscar exercer sua hegemonia e para chegar ao poder na sociedade política (Estado em sentido estrito). Sobre o tema ver meu livro “Terceiro Setor e as parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica” (Fórum, 2ª ed., 2010).

O que o Movimento Passe Livre de São Paulo sempre fez lutando coerentemente pela tarifa zero para o transporte coletivo, e sua atuação vencedora pela diminuição dos valores das tarifas em São Paulo, gerou o início das manifestações nas ruas por parte de aproximadamente 6% da população brasileira, na sua maioria da classe-média.

O que o MPL e alguns outros movimentos fizeram no início foi uma guerra de posição. Mas a partir do momento que os movimentos sociais, os partidos políticos, as organizações não-governamentais saíram das manifestações, o que sobrou foi um amontoado de golpistas de um lado e de outro lado de vândalos. Pesquisa aponta que entre eles, apenas 6% da população, seus candidatos à presidência em 2014 são Joaquim Barbosa (o Imperador do STF) e Marina Silva (ex-PT, ex-PV, por enquanto PAREDE – Partido da Rede).

Os golpistas querem o impeachment totalmente injustificado da presidenta Dilma Rousseff (PT). Os vândalos querem destruir ou saquear bens públicos e privados. Os golpistas e vândalos querem o fim da democracia representativa.

Claro que ainda em algumas capitais ou cidades do interior do país ainda há um resquício de manifestações politizadas. Mas nas grandes capitais não há mais meio termo: a não ser em dias de jogos do Brasil com torcedores, nas ruas estão apenas os golpistas ou vândalos.

À esquerda e aos cidadãos não golpistas resta pensarmos em como aperfeiçoar a democracia representativa com uma reforma política que crie o financiamento público de campanha e fortaleça partidos políticos que não são de aluguel, o fortalecimento dos sindicatos representativos, de ONGs sérias. Temos que pensar na democratização das mídias, numa reforma tributária que tribute os ricos e desonere a classe-média e os pobres. Numa educação e saúde estatal com mais recursos.

Recentemente vivemos mais de 20 anos numa ditadura e apenas estamos construindo nossa democracia. Viva a democracia. Fora para a imbecilidade.

Foto do dia: contra o partido… da imprensa golpista – PIG

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Foto do dia: protestos em Foz do Iguaçu

Foto publicada no Blog do Esmael: http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2013/06/revolta_salada_foz.jpg

Foto publicada no Blog do Esmael

Por que a juventude da classe-média está perdida e sem perspectiva?

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A juventude rica não tem grandes problemas. Vai herdar as riquezas de seus pais. Seus pais não pagam impostos. As empresas de seus pais sonegam impostos. Não há imposto para grandes fortunas no Brasil e se existisse muitos tributaristas dizem que haveria várias brechas para escaparem do imposto. São privilegiados. Foram educados pelas babás e professores de escolas privadas caríssimas. Fizeram intercâmbio no exterior. Se não estudarem em universidades públicas têm vaga garantida nas universidades privadas devido à sempre garantida bolsa-papai. Se tiverem problemas com drogas ou psicológicos pela desatenção paterna vão ter os melhores psiquiatras, psicólogos e outros profissionais a disposição. Se nada der certo no Brasil, Miami está logo ali para uma vida boa.

A juventude pobre no Brasil tem cada vez mais perspectivas. Milhões de brasileiros saíram da miséria nos últimos dez anos e outros milhões de pobres foram para a classe-média, ou a chamada “classe C”. Se seus avós eram analfabetos, se seus pais tinham menos condições sociais na ditadura militar, nos anos 80 ou na década perdida neoliberal de 90, os jovens pobres hoje podem avistar um horizonte com os programas econômicos e sociais governamentais, conforme prevê a Constituição Social e Democrática de Direito de 1988.

E os jovens da “velha-classe-média”? Não os filhos da nova-classe-média, da classe C, mas os filhos da antiga classe-média? Não têm as ótimas perspectivas dos jovens ricos e a luz no fim do túnel dos pobres. Não sabem o que aconteceu durante a ditadura militar. Seus pais, cada vez mais alienados, não educaram seus filhos para que eles lessem mais e assistissem menos TV. Tudo o que seus pais deixaram de ganham de presente na infância, fizeram questão de presentear seus filhos, que não sabem o que é um “não”.

Os filhos da classe-média ganhavam seus carrinhos e helicópteros de brinquedo que queriam. Mas agora quando crescem não podem comprar ou ganhar os mesmos carros e helicópteros.

Seus pais acomodados não lutaram, não fizeram política, por uma educação e saúde pública e estatal de qualidade. Os filhos da classe-média estudam em escolas e universidades privadas, as quais na sua maioria ensinam que a competição é mais importante do que a colaboração, que as empresas privadas são mais confiáveis do que a Administração Pública.

Os filhos da classe-média não sabem a importância da política. Não sabem a importância da democracia representativa. Não sabem como lidar com a democracia participativa.

Eis que agora os filhos da classe-média estão nas ruas. Óculos Ray Ban, alguns falsificados e outros verdadeiros, bolsas Louis Vuitton, algumas verdadeiras outras falsificadas.

Sem ideologia. Não sabem o que é esquerda ou direita. Confundem política com política partidária.

Não têm bagagem política. Seus pais não debateram política com eles. Eles sabem lidar bem com seus iPhones, iPads, iQualquer coisa, mas não sabem contra ou a favor do que lutar.

Muitos desses jovens chamam seus papais e mamães para questionar qualquer problema em suas universidades.

Muitos desses jovens nunca participaram de uma reunião de condomínio, de partido político, de centro acadêmico. Suas turmas não escolhem nem representante de turma.

Muitos são contrários ao Bolsa Família, pois seus pais não são beneficiários do programa. Mas acham certo o Terceiro Setor fazer assistencialismo.

O capitalismo fez esses jovens acreditarem que serão felizes se puxarem o tapete de seu semelhante. Que apenas serão felizes se forem consumidores, e não cidadãos. Que podem comprar, e não conquistar a felicidade. Por isso cada vez mais casos de depressão entre os jovens. Suicídios. Jovens mais preocupados com a beleza, com a imagem, do que com o conteúdo. Seus pais querem que eles sejam empreendedores e não pessoas boas.

Seus pais chamam os políticos de ladrão mas pagam propina para os policiais não aplicarem uma multa de trânsito. Seus pais chamam o prefeito, o governador ou o presidente de mentiroso, mas ensinaram as crianças a mentirem a idade para pagarem menos em restaurantes ou cinemas.

Pareço não acreditar na juventude? Pelo contrário! Continuo lecionando e blogando porque acredito na juventude. Acredito que essa juventude possa ser melhor do que a geração de seus pais. Acredito que essa juventude possa sim sair de frente da TV, do Facebook, do Google e do Wikipédia e possa ler mais livros, discutir mais política, questionar mais pelo interesse público e não apenas por seus próprios interesses. Acredito!

Sou cético com relação aos seus pais. Mas acredito na juventude.

Primeiro passo: democratização dos meios de comunicação, para que a velha mídia não influencie tão negativamente nossa juventude e os pais da juventude.

Segundo passo: reforma tributária que garanta imposto zero para os pobres, menos impostos para a classe-média e bem mais impostos para os ricos.

Terceiro passo: reforma política que garanta o financiamento público de campanha, para que o dinheiro tenha menos influencia em nossas eleições.

E viva a Democracia! Os jovens de hoje serão os governantes de amanhã.

O óbvio precisa ser dito e compartilhado

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Texto circulando nas redes sociais:

Cole no seu mural!! Não compartilhe, mas cole e publique. Vamos fazer a maior parte das pessoas entender a situação atual.

1) PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO VETA EMENDA CONSTITUCIONAL. Sendo assim, não é para a Dilma que vocês têm que pedir a não aprovação da PEC 37 (ah, para quem não sabe, PEC significa Proposta de Emenda Constitucional), mas, sim, ao Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal).

2) PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO TEM O PODER DE DETERMINAR A PRISÃO DE NINGUÉM (ainda bem, né?!). Por esse motivo, caso vocês queiram ver os “mensaleiros” (sic) na cadeia, terão que pedir isso ao idolatrado Ministro Joaquim Barbosa, pois é o Poder Judiciário (no caso dos mensaleiros, o STF) que tem competência para fazê-lo.

3) NÃO É O PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE ELEGE O PRESIDENTE DO SENADO. É o próprio Senado que escolhe o seu presidente. Assim, a Dilma não pode chegar lá no Senado e gritar: “Fora, Renan Calheiros”.

4) TRANSPORTE PÚBLICO MUNICIPAL É DA COMPETÊNCIA (ADIVINHEM!) DOS MUNICÍPIOS. Então, a pessoa mais indicada para resolver esse problema, a princípio, é o prefeito de cada cidade e/ou governador, e não a Dilma.

5) TAMBÉM NÃO É ATRIBUIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA INSTAURAR CPI. Quem instaura CPI é o Poder Legislativo (no âmbito federal, a Câmara dos Deputados e/ou o Senado Federal).

6) O projeto de CURA GAY é de autoria de um deputado do PSDB. O Governo Dilma já se posicionou contra o projeto da Cura Gay, por meio da SDH. Cabe agora agora ao Presidente Nacional do PSDB e os afiliados do PSDB retirarem o Projeto de Cura Gay, pois o mandato é do Partido e não do Deputado do PSDB.

É hora de colocar cada exigência endereçada para as pessoa corretas!

Mais um bom vídeo sobre as manifestações

71% dos brasileiros estão satisfeitos com suas vidas

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Segundo pesquisa do Ibope divulgada na revista Época de hoje:

75% dos brasileiros apoiam as manifestações, mas apenas 6% participaram delas.

71% dos brasileiros disseram estar satisfeitos com sua vida atual.

A grande maioria dos brasileiros, 77%,  citaram como motivo dos protestos o transporte público deficiente. Um percentual bem menor, 47%, citaram a insatisfação com os políticos, 32% a corrupção, 31% deficiências na educação e na saúde, e 18% a inflação.

Foram entrevistas 1.008 pessoas em 79 municípios entre os dias 16 e 20 de junho.

Tradução:

A grande maioria dos brasileiros apoia pessoas nas ruas, mas a tendência, como agora as manifestações políticas acabaram e apenas sobrou o golpismo e o vandalimo, a aprovação caia vertiginosamente.

Uma parcela muito pequena dos brasileiros saiu às ruas, e pelo que se percebe, na sua maioria pessoas pertencentes à classe-média que não perceberam como o Brasil melhorou nos últimos 10 anos.

Os brasileiros estão satisfeitos com suas vidas e não querem um golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

Por fim, para a maioria dos brasileiros o motivo das manifestações foi a questão do transporte, um problema principalmente municipal e estadual, e não da federação.

Em Minas, petista enfrenta a massa e é ovacionado

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 No Brasil 247

Prefeito de Poços de Caldas, uma das cidades mais ricas de Minas Gerais, deixou seu amplo gabinete de trabalho, desceu as escadarias do Paço Municipal e foi ao encontro de uma multidão calculada em cerca de 10 mil jovens

O prefeito de Poços de Caldas, uma das cidades mais ricas de Minas Gerais, deixou seu amplo gabinete de trabalho, desceu as escadarias do Paço Municipal e foi ao encontro de uma multidão calculada em cerca de 10 mil jovens. A inusitada cena se deu no fim da tarde de sexta-feira, no município com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Minas e uma das mais ricas do Brasil, sede de grandes empresas como a Alcoa, Danone, Mitsui, Nuclebrás, Mineração Curimbaba e uma população de quase 180 mil pessoas.

Os manifestantes protestavam contra o preço da passagem do ônibus urbano e o monopólio de uma empresa de transporte coletivo. O protesto, convocado por jovens através das redes sociais, obteve a adesão de outros setores da comunidade e transcorreu com relativa tranquilidade. Supostos provocadores infiltrados, logo identificados pelos organizadores, tentaram incitar a violência e praticar atos de vandalismo como o incêndio de um ônibus, foram prontamente detidos pela Polícia Militar.

O inusitado exemplo, único caso no Brasil, veio de um negro, eleito pelo PT. O dentista e professor Eloísio Lourenço, 45 anos de idade, casado com uma advogada, dois filhos adolescentes, é católico praticante mas tem como vice o empresário Nizar El-Khatib, muçulmano e amigo pessoal ex-presidente Lula. Eloísio Lourenço venceu em todas as urnas de Poços de Caldas, cidade tradicionalmente conservadora, derrotando outros dois fortes candidatos, o ex-prefeito e deputado federal Geraldo Thadeu (PSD) e o então prefeito Paulinho Courominas, do PPS. Seu governo tem inédita aprovação e o secretariado mereceu elogios até da oposição pela qualidade dos escolhidos e perfil técnico..

Recebido sem hostilidade por uma multidão que o ouviu em rigoroso silêncio. O prefeito petista falou por alguns minutos explicando a situação do transporte coletivo, condenando o monopólio e declarando que também era contra a situação do transporte coletivo e o seu preço caro, mas que iria fazer tudo dentro da lei, além de convidar os jovens à participarem de uma comissão que discutirá o assunto. Pediu paz, desejou sucesso e declarou que apoiava a luta do Movimento Passe Livre. Terminou recordando que “todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido” Foi ovacionado pelos jovens. O prefeito petista, negro e bom gestor, é um exemplo a todos os outros governantes que não tiveram sua impressionante coragem e espírito público nos episódios que o Brasil está vivendo.

Charge: a Globo é cúmplice do golpismo

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Dia 24 de junho – UM DIA SEM REDE GLOBO

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Antes do pronunciamento: Carta aberta dos movimentos sociais para a presidenta Dilma Roussef

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O momento é propício para que o governo faça avançar as pautas democráticas e populares, e estimule a participação e a politização da sociedade

21/06/2013

Movimentos sociais,

O Brasil presenciou nesta semana mobilizações que ocorreram em 15 capitais e centenas de cidades.

Concordamos com suas declarações que afirmam a importância para a democracia brasileira dessas mobilizações, cientes que as mudanças necessárias ao país passarão pela mobilização popular.

Mais que um fenômeno conjuntural, as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. É essa resistência popular que possibilitou os resultados eleitorais de 2002, 2006 e 2010. Nosso povo, insatisfeito com as medidas neoliberais, votou a favor de um outro projeto. Para sua implementação, esse outro projeto enfrentou grande resistência principalmente do capital rentista e setores neoliberais que seguem com muita força na sociedade.

Mas enfrentou também os limites impostos pelos aliados de última hora, uma burguesia interna que na disputa das políticas de governo impede a realização das reformas estruturais como é o caso da reforma urbana e do transporte público.

A crise internacional tem bloqueado o crescimento e, com ele, a continuidade do projeto que permitiu essa grande frente que até o momento sustentou o governo.

As recentes mobilizações são protagonizadas por um amplo leque da juventude que participa pela primeira vez de mobilizações. Esse processo educa aos participantes permitindo-lhes perceber a necessidade de enfrentar aos que impedem que o Brasil avance no processo de democratização da riqueza, do acesso à saúde, à educação, à terra, à cultura, à participação política e aos meios de comunicação.

Setores conservadores da sociedade buscam disputar o sentido dessas manifestações. Os meios de comunicação buscam caracterizar o movimento como anti-Dilma, contra a corrupção dos políticos, contra a gastança pública e outras pautas que imponham o retorno do neoliberalismo. Acreditamos que as pautas são muitas, como também são as opiniões e visões de mundo presentes na sociedade.

Trata-se, no entanto, de um grito de indignação de um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade.

Diante do exposto nos dirigimos a V. Ex.a para manifestar nosso pleito:

Em defesa de políticas que garantam a redução das passagens do transporte público com redução dos lucros das grandes empresas. Somos contra a política de desoneração de impostos dessas empresas.

O momento é propício para que o governo faça avançar as pautas democráticas e populares, e estimule a participação e a politização da sociedade. Nos comprometemos em promover todo tipo de debates  em torno desses temas e nos colocamos à disposição para debater também com o Poder Público.

Propomos a realização com urgência de uma reunião nacional, que  envolva os governos estaduais, os prefeitos das principais capitais,  e os representantes de todos os movimentos sociais.

De nossa parte, estamos abertos ao diálogo, e achamos que essa reunião é a única forma de encontrar saídas  para enfrentar a grave crise urbana que atinge nossas grandes cidades. O momento é favorável. São as maiores manifestações que a atual geração vivenciou e outras maiores virão. Esperamos que o atual governo escolha governar com o povo e não contra ele.

Assinam: Continuar lendo

Acabou

Foi bom enquanto durou.

Desde o início fui um defensor das manifestações que ocorreram nas ruas do país.

Eu estava em São Paulo na primeira manifestação do Movimento Passe Livre pela redução de R$ 0,20 centavos na tarifa do transporte coletivo.

Poucos manifestantes de esquerda que têm uma causa clara, o passe livre: passagem de ônibus e metrô totalmente gratuita, sendo paga pelos impostos, principalmente por quem anda de carro. Eu apoio!

A Polícia Militar de São Paulo bateu nos manifestantes e a velha mídia e os conservadores/ reacionários/ direitistas aplaudiram.

Dias depois o movimento cresceu ainda com manifestantes conscientes e progressistas, com maior cobertura da imprensa. Dessa vez os manifestantes apanharam novamente da PM truculenta, mas dessa vez jornalistas da velha mídia (Folha) e das novas mídias independentes e progressistas também levaram balas de borracha na cara e gás lacrimogêneo.

Agora a velha mídia e a população se indignaram.

Virou “modinha” ir para as ruas, com “neomanifestantes” jovens ou não tão jovens assim que nunca se manifestaram para nada de interesse público. As manifestações se alastraram pelo país.

Mas aos poucos grupos conservadores/ reacionários/ de direita da classe-média começaram a tomar conta de um movimento cada vez mais descontrolado.

O MPL e outros movimentos conseguiram baixar a tarifa em suas cidades.

E pautas conservadoras ou golpistas começaram a tomar conta das manifestações.

Cartazes e faixas como “Fora Dilma”, “Fora casamento Homoafetivo”, “Pela redução da maioridade penal”, “Pela criminalização do aborto”, “‘mensaleiros’ na cadeia”, “Pelo fim dos partidos políticos”, entre outras besteiras, começaram a tomar as ruas.

Os primeiros casos de vandalismo explícito começaram a destruir bens públicos e privados, inclusive com saques.

Até causas interessantes como o questionamento com os gastos para a Copa do Mundo e por mais dinheiro para a saúde, educação e segurança, começaram a ficar sem sentido e parecendo uma simples repetição de discurso superficial e anti-governo federal.

Contradições começaram a aparecer como “mais dinheiro para a saúde e educação” e “diminuição dos impostos”.

Manifestantes que sempre participaram das questões de interesse público no país, como pessoas comuns filiadas a partidos, sindicalistas e participantes de movimentos sociais começaram a sofrer verbal e fisicamente agressões de fascistas e/ou alienados políticos.

Mas ontem (21) o movimento acabou. Dia 20 o MPL saiu das manifestações por conseguirem a diminuição das tarifas e pela “direitização” das manifestações. Mas ontem acabou de vez. Rio de janeiro, São Paulo, Curitiba e em várias outras cidades do país os vândalos tomaram conta e destruíram, e muito, bens públicos e privados como prefeituras, igrejas, lojas, museus, entre outros.

Muito dinheiro público que poderia ser utilizado para a saúde e educação, bandeiras do início do movimento, vão ser utilizados para reforma de postes, edifícios e outros bens públicos.

O movimento foi válido até ontem. Crianças, adolescentes, jovens e até alguns não tão jovens manifestaram-se e discutiram política como nunca nesses dias, mais do que nos últimos vinte anos.

Mas agora acabou. A partir de amanhã grupos não ruas serão ou torcedores pelo Brasil na Copa das Confederações ou vândalos que serão combatidos pelas polícias militares.

Já ocorreram duas mortes.

Não há mais meio termo.

Acabou a graça.

O recado, principalmente da classe-média brasileira, foi dado.

A presidenta Dilma, governadores, prefeitos, deputados, senadores, vereadores, magistrados, membros do Ministério Público escutaram.

Mas acabou.

A discussão, os debates, devem continuar, e até alguma reivindicação específica devem ocorrer.

Mas manifestações contra tudo… é bom dar um tempo, para o bem da democracia brasileira.

Relembrar é viver: veja a lista dos deputados federais do Paraná que votaram CONTRA 100% dos royalties do petróleo para educaçã

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A presidenta Dilma Rousseff (PT) acabou de fazer um pronunciamento na TV defendendo que 100% dos royalties do petróleo sejam encaminhados para educação. Vou seguir a dica da Dilma Bolada e divulgar novamente os deputados federais do Paraná, abaixo, que votaram a favor de um texto do Senado e não de um substitutivo do deputado Zaratini, que prevê 100% dos royalties do petróleo para educação. Já estão na Lista Proibida do Blog do Tarso para 2014!

Agora que as manifestações cidadãs nas ruas acabaram, e apenas restou o vandalismo, cobre dos seus deputados a aprovação dos 100%. Veja a lista do Paraná dos que disseram um não à educação:

Abelardo Lupion (DEMO)

Luiz Carlos Setim (DEMO)

Fernando Francischini (PEN)

Dilceu Sperafico (PP)

Nelson Meurer (PP)

Sandro Alex (PPS)

Leopoldo Meyer (PSB)

Nelson Padovani (PSC)

Professor Sérgio de Oliveira (PSC)

Takayama (PSC)

Eduardo Sciarra (PSD)

Reinhold Stephanes (PSD)

Alfredo Kaefer (PSDB)

Alex Canziani (PTB)

Rosane Ferreira (PV)

Veja em outros estados, clique aqui.

Veja o pronunciamento da Presidenta Dilma sobre as manifestações

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Leia o pronunciamento: Continuar lendo

Governador Cabral no Rio gasta R$ 72 milhões em hospital e o privatiza para OS

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O governador Sérgio Cabral (PMDB) gastou R$ 72 milhões em obras e equipamentos para a construção do primeiro hospital público do país integralmente dedicado ao diagnóstico e tratamento de doenças cerebrais, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer.

O hospital precisava de 18 neurocirurgiões e vários outros trabalhadores na área de saúde.

A Constituição de 1988 determina que a contratação desses profissionais seja realizada por meio de concurso público.

E o que Cabral fez?

Contratou sem licitação uma OS – organização social, uma associação privada, que vai “fornecer” todos os trabalhadores sem concurso público.

Isso se chama BURLA à Constituição. Mas por incrível que pareça há juristas que acham que isso é possível.

A ONG vai receber R$ 82 milhões por ano de dinheiro público, sem licitação, e vai gastar todo esse dinheiro sem concurso público ou licitação.

Que tal as manifestações colocarem na pauta o fim da privatização da saúde?

Foto do dia: mais uma Farofada com chuva em Curitiba

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Muita gente na Farofada, mesmo com chuva.

 

Foto do dia: curva perigosa à Direita

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O regime jurídico dos Partidos Políticos no Brasil

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Texto publicado no livro Direito Público no Mercosul

Sou um defensor da democracia representativa e do fortalecimento dos partidos políticos no Brasil. Veja minha palestra que preferi na Universidade Nacional Autônoma do México – UNAM, no Seminário Binacional México-Brasil, em 10 de agosto de 2012, na Cidade do Mexico. Em julho estarei novamente no México para palestrar sobre Direito Administrativo, Direito Eleitoral e Direito Parlamentário.

O regime jurídico dos Partidos Políticos no Brasil

Tarso Cabral Violin

Advogado em Curitiba, Professor de Direito Administrativo na Universidade Positivo, Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), membro da Comissão de Estudos Constitucionais e da Comissão de Gestão Pública e Assuntos da Administração da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Paraná (OAB/PR), autor do livro Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2010, 2ª ed.) e blogueiro (http://blogdotarso.com).

“En la democracia representativa contemporânea los partidos políticos desempeñan un papel estelar, al grado de que se les puede considerar consustanciales a ella, por lo que a pesar de suas vícios y desprestigio no se ha encontrado, hasta ahora, substituto para ellos”

Jorge Fernández Ruiz

Desde a conclusão do mestrado na Universidade Federal do Paraná, em 2006, e publicação da obra “Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica” – já na 2ª edição –, muitos colegas publicistas cobravam um estudo mais específico com relação aos partidos políticos no Brasil. Eis o momento, em especial para o Seminário Binacional México-Brasil.[1]

A Constituição Social e Democrática da República Federativa do Brasil de 1988 determina que todo o poder emana do povo, e que o povo exerce esse poder por meio de representantes eleitos ou diretamente.

Se almejamos uma Democracia substancial – e não apenas formal -, se acreditamos na Democracia representativa – por mais que seja essencial também a Democracia participativa -, se acreditamos que o Estado ainda tem um papel essencial no campo econômico e no social, ainda mais em face aos ditames da Constituição Social e Democrática de Direito do Brasil, de 1988, o estudo dos partidos políticos é fundamental, pois como aduz Hans Kelsen “a moderna democracia funda-se inteiramente nos partidos políticos”.

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Vídeo imperdível do Pc Siqueira! Manifestações, Globo, direita e esquerda, política…

 

Hoje tem Farofada em Curitiba. Leve sua bandeira!

A 1ª Farofada no Granito do Batel, que lutou pela democratização dos bens públicos em Curitiba, junto com o MPL – Movimento Passe Livre em São Paulo, foi uma das precursoras das manifestações que estão ocorrendo no Brasil.

Sempre fui um defensor do povo na rua. É claro que parte do movimento é de direita, conservadora, querendo a redução da maioridade penal para 16 anos, a criminalização do aborto, a Lei da Cura Gay, o impeachment da Dilma, o fim da Bolsa Família, entre outras besteiras.

E já a primeira Farofada decidiu que a 2ª Farofada em Curitiba seria a “Farofada do Busão”. Ocorrerá hoje (21), com concentração a partir das 17h na Praça Rui Barbosa e vai tratar do ônibus, redução da tarifa (objetivando a tarifa zero), caixa preta da URBS e mobilidade urbana. Vai questionar a privatização do transporte coletivo de Curitiba, que enriquece as concessionárias privadas e não presta um serviço público de qualidade.

Leve sua bandeira! Você é de algum sindicato de trabalhadores? Leve a bendeira de seu sindicato! Você é neoliberal e luta pelo Estado Mínimo? Leve sua bandeira do PSDB. Você é um blogueiro, tuiteiro ou facebuqueiro e luta pela democratização das mídias? Leve seu cartaz. Você é de centro-esquerda e acredita na democracia representativa? Leve sua bandeira do PT. Você defende o movimento GLBT? Leve sua bandeira! Você defende o Estado Laico? Leve sua mensagem! Você é contrário às privatizações? Leve sua faixa! Defende o fim da caixa-preta da URBS e do ICI? Mande um recado para o prefeito! Defende que o governo estadual comece a atuar? Leve sua faixa de reivindicação! Você acha que a presidenta Dilma deveria escutar mais os movimentos sociais? Manifeste-se!

Farofeiros de toda Curitiba, uni-vos!