História e emoção em Curitiba

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Palácio Iguaçu. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje foi um dia histórico e emocionante em Curitiba, no ato com mais de 50 mil pessoas em defesa da educação pública, gratuita, universal e de qualidade, e contra o desgoverno de Beto Richa (PSDB).

Histórico porque o número de pessoas foi impressionante. Porque o paranaense e o curitibano, que têm fama muitas vezes de forma injusta de ser governista, acomodado e conservador, saiu às ruas de maneira organizada, pacífica e não-golpista.

Emocionante principalmente em três momentos. No primeiro quando passávamos pela Rua Marechal Deodoro e o povo nas janelas apoiavam a causa e jogavam papel picado.

Emocionante quando paramos na frente da catedral metropolitana de Curitiba e o representante eclesiástico subiu no caminhão de som e defendeu a causa dos professores.

Representante da Igreja Católica em defesa dos da causa dos professores públicos. Foto de Tarso Cabral Violin

Representante da Igreja Católica em defesa dos da causa dos professores públicos. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Emocionante também quando a APP-Sindicato distribuiu rosas aos manifestantes, tocou “pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré”, e depois uma das diretoras do sindicato ainda cantou a música à capela.

“Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais braços dados ou não.

Os amores na mente, as flores no chão.”

Dia histórico. Dia inesquecível. Dia emocionante!

Papel picado e apoio aos manifestantes. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Papel picado e apoio aos manifestantes. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Lula na defesa da Petrobras

Mônica Bergamo diz que Prof. Dr. Clèmerson Merlin Clève é o favorito para a vaga de Ministro do STF

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Atualizado em 27.01.2015

Hoje na Folha de S. Paulo

CONSULTAS
Dilma Rousseff deve marcar em breve um encontro com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. Na pauta, a indicação de um novo ministro para o tribunal.

CONSULTAS 2
Dilma já conversou sobre o STF com Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e com o vice-presidente, Michel Temer.

PARA LÁ E PARA CÁ
O nome que lidera a aposta no STF é o de Clèmerson Merlin Clève, jurista do Paraná e sócio de uma universidade, a UniBrasil.

DO CONTRA
A favor dele pesa a amizade com o ministro Teori Zavaski. Contra, o fato de já ter se declarado contra a política de cotas para minorias em concursos públicos. A vaga a ser ocupada é a de Joaquim Barbosa, que é negro.

AGENDA
E na lista de candidatos está o desembargador Fausto De Sanctis, que se tornou célebre quando era juiz e atuou em casos de crime do colarinho branco. Ele tem apoio de associações de magistrados. Já esteve com Lewandowski e com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Em tempo, observação do Blog do Tarso:

É MENTIRA que o Prof. Dr. Clèmerson Merlin Clève é contrário às cotas. O professor foi, já no ano 2000, antes ainda da implantação dos programas governamentais, o responsável pela implantação de vagas reservadas na UniBrasil, com bolsas de 80%, inteiramente financiadas pela própria instituição, para os negros. Também reservou vagas semestrais, com bolsas integrais, cobertas pela instituição, para os povos indígenas. Essas políticas foram substituídas, mais tarde, pelas oficiais, implantadas pelos Governos Lula e Dilma. Mais especificamente sobre as cotas em concursos públicos, quando estabelecidas por lei que atende os critérios de proporcionalidade e adequação (o que envolve também o problema temporal), o advogado é igualmente favorável. A nota 51 do artigo sobre Ações Afirmativas publicado no Jus Navegandi expressa claramente esse meu pensamento do autor.

 

50 mil nas ruas de Curitiba contra a privatização tucana da educação

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Início da manifestação na Praça Santos Andrade, na frente do prédio histórico da UFPR. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje (25) mais de 50 mil professores, educadores, servidores públicos, trabalhadores, estudantes e cidadãos que lutam por um mundo melhor saíram às ruas de Curitiba para protestar contra o desmonte que o governador Beto Richa (PSDB) está fazendo na educação pública do Paraná. Foi um evento histórico!

Quem organizou o movimento foi a APP-Sindicato e os professores do estado continuam em greve. Parabéns a todos e a todas!

O secretário de educação de Beto tem ligações com a educação privada e com a privatização, veja aqui.

Ao desmontar a educação pública, Richa privilegia que a educação privada cresça e acabe com a obrigação constitucional de educação pública, universal, gratuita e de qualidade.

Beto é considerado o pior governador do Paraná de todos os tempos.

Tarso cabral Violi, o autor do Blog do Tarso, apoia as manifestações dos professores

Tarso Cabral Violin, o autor do Blog do Tarso, apoia as manifestações dos professores

Debate ao Vivo amanhã: a resistência democrática da classe trabalhadora no Paraná

Foto do meu amigo Joka Madruga

Manifestantes contra o neoliberalismo tucano no Paraná. Foto de Joka Madruga

Amanhã (25), a partir das 20h, assista no ParanáBlogs o Debate ao Vivo “A Resistência Democrática da Classe Trabalhadora do Paraná”.

Lideranças Sindicais e Trabalhador@s do Paraná debaterão a situação no Estado e a importância histórica das lutas travadas nos últimos dias em defesa dos Direitos, da Educação, da Saúde, da Segurança, da Qualidade de Vida, dos Serviços Públicos de Qualidade e do Bem Estar de Tod@s !

O Debate é promovido pelo ParanáBlogs, Baronesa de Itararé (Núcleo Paranaense do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé), Blogueir@s Progressistas e Barão de Itararé de São Paulo em parceria com o FES – Fórum Entidades Sindicais do Paraná.

Assista ao vivo no ParanáBlogs:

http://paranablogs.com.br

Ou incorpore o link da transmissão ao vivo em seu blog ou site que consta no link acima.

Amanhã venha para a rua com os professores contra o neoliberalismo tucano em Curitiba-Paraná

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A greve dos educadores e professores do Paraná chegou hoje ao décimo sexto dia. Amanhã (25) a APP-Sindicato vai realizar uma grande marcha em defesa da educação pública, gratuita e universal, que deve reunir mais de 30 mil pessoas. Toda a sociedade está sendo convocada para este momento. Vamos participar?

Haverá dois pontos de concentração, com roteiros iniciais distintos. As duas caminhadas se unem na Praça Tiradentes:

  1. Praça Rui Barbosa– educadores(as) de Curitiba e Região Metropolitana– concentração a partir de 8h30, seguindo até a Secretaria da Fazenda, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.
  2. Praça Santos Andrade– caravanas do interior e litoral– concentração a partir de 8h30, trajeto segue pela Av. Marechal Deodoro, Av. Marechal Floriano, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.

O Blog do Tarso estará com os professores, educadores, estudantes, servidores públicos e cidadãos paranaenses contra o neoliberalismo do governo tucano de Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB).

Beto está sendo considerado o pior governador do estado de todos os tempos: faliu o Estado e precarizou a Administração Pública.

Será criada a Associação dos Blogueiros do Paraná

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Os blogueiros e blogueiras progresistas e ativistas digitais do Paraná vão realizar o #‎3ParanáBlogs‬ – Encontro de Blogueir@s e Ativistas Digitais do Paraná, que ocorrerá nos dias 12 e 13 de junho de 2015, em Curitiba, na APP-Sindicato (Av. Iguaçu, 880), com o tema “Democracia e Comunicação”. Em 2013 o #2ParanáBlogs foi o maior encontro estadual de blogueir@s do Brasil. Grandes nomes vão participar do evento, aguardem maiores informações no Paraná Blogs. Entre no Facebbok do evento aqui.

Além disso será criada a Associação dos Blogueiros do Paraná, no dia 9 de março de 2015, 19h30, na APP. A Associação terá a função de organizar eventos, debater a democratização da mídia e defender juridicamente os blogueiros e ativistas digitais associados que sofram ameaças físicas e de censura ou que sejam processados por políticos ou pela velha mídia.

No dia 04 de março, 19h30, na APP, serão realizadas as últimas discussões sobre o estatuto da entidade.

Participe!

Rap do Beto faz sucesso na internet

“Beto, sua falsidade me irrita”

“Conselheiro, cadê o meu dinheiro”, gritam os professores em greve no Paraná

Hoje o Oscar vai para Birdman

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Finalmente assisti aos oito filmes que estão concorrendo ao Oscar 2015. O melhor e grande favorito para ganhar o prêmio de hoje é “Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)”, que teve ao todo nove indicações.

O filme mostra um ator que já interpretou um super-herói e agora prepara uma peça de teatro da Broadway. Michael Keaton ganha fácil como melhor ator.

Uma curiosidade é o jazz que embala Birdman e Whiplash.

O outro filme campeão de indicação, “O grande hotel Budapeste”, também com nove, é uma ótima comédia inteligente mas não tem chances na categoria melhor filme. Mas vai ser premiado em outras categorias.

“O jogo da imitação” tem oito indicações e também não tem chances de melhor filme, é um filme bom mas normal. Junto com “A teoria de tudo” trata de matemáticos-cientistas famosos. Esse trata da vida de Alan Turing, um dos pais da ciência da computaçao, que sofreu por ser homossexual em uma Inglaterra conservadora no período pré e pós segunda guerra.

“Boyhood: Da infância à juventude” tem seis indicações, é um dos favoritos, mas para mim apenas tem de inovação o fato de ser filmado em 12 anos e de ter acompanhado o crescimento ou envelhecimento dos atores. Trata um pouco de política.

“Sniper americano” é o favorito do público, é muito bom, mas não ganha por parecer muito com outros filmes de guerra e drama. Trata um pouco de política.

“Selma” é um filmaço sobre uma atuação de Martin Luther King Jr. Não vai ganhar e foi injustiçado por não ser indicado em outras categorias, como a de melhor ator. é o filme mais político.

“A teoria de tudo” é um filme normal, mas bem feitinho. Se Keaton não ganhar quem pode desbancá-lo é Eddie Redmayne, que interpreta Stephen Hawking.

“Whiplash” é muito bom mas não leva a categoria de melhor filme.

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Meu preferido como filme estrangeiro é o argentino “Relatos Selvagens”, mas quem ganha é o ótimo “Ida” (Polônia) ou “Leviatã” (Rússia). Esse último infelizmente nao consegui assistir.

Estou torcendo para “O sal da terra”, documentário sobre o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, dirigido pelo alemão Win Wenders e pelo brasileiro Juliano Salgado, filho de Sebastião, mas parece que outras são favoritos na categoria.

Minhas escolhas (vermelho) e palpite de quem vai ganhar (azul). Somente azul nos casos de coincidência:

Melhor filme

“Sniper americano”
“Birdman”
“Boyhood: Da infância à juventude”
“O grande hotel Budapeste”
“O jogo da imitação”
“Selma”
“A teoria de tudo”
“Whiplash”

Melhor diretor
Alejandro Gonzáles Iñárritu (“Birdman”)
Richard Linklater (“Boyhood”)
Bennett Miller (“Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo”)
Wes Anderson (“O grande hotel Budapeste”)
Morten Tyldum (“O jogo da imitação”)

Melhor ator
Steve Carell (“Foxcatcher”)
Bradley Cooper (“Sniper americano”)
Benedict Cumberbatch (“O jogo da imitação”)
Michael Keaton (“Birdman”)
Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”)

Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall (“O juiz”)
Ethan Hawke (“Boyhood”)
Edward Norton (“Birdman”)
Mark Ruffalo (“Foxcatcher”)
JK Simmons (“Whiplash”)

Melhor atriz
Marion Cotillard (“Dois dias, uma noite”)
Felicity Jones (“A teoria de tudo”)
Julianne Moore (“Para sempre Alice”)
Rosamund Pike (“Garota exemplar”)
Reese Witherspoon (“Livre”)

Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette (“Boyhood”)
Laura Dern (“Livre”)
Keira Knightley (“O jogo da imitação”)
Emma Stone (“Birdman”)
Meryl Streep (“Caminhos da floresta”)

Melhor filme em língua estrangeira
“Ida” (Polônia)
“Leviatã” (Rússia)
“Tangerines” (Estônia)
“Timbuktu” (Mauritânia)
“Relatos selvagens” (Argentina)

Melhor documentário
“O sal da terra”
“CitizenFour”
“Finding Vivian Maier”
“Last days”
“Virunga”

Melhor documentário em curta-metragem 
“Crisis Hotline: Veterans Press 1”
“Joanna”
“Our curse”
“The reaper (La Parka)”
“White earth”

Melhor animação
“Operação Big Hero”
“Como treinar o seu dragão 2”
“Os Boxtrolls”
“Song of the sea”
“The Tale of the Princess Kaguya”

Melhor animação em curta-metragem
“The bigger picture”
“The dam keeper”
“Feast”
“Me and my moulton”
“A single life”

Melhor curta-metragem em ‘live-action’
“Aya”
“Boogaloo and Graham”
“Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)”
“Parvaneh”
“The phone call”

Melhor roteiro original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo (“Birdman”
Richard Linklater (“Boyhood”)
E. Max Frye e Dan Futterman (“Foxcatcher”)
Wes Anderson e Hugo Guinness (“O grande hotel Budapeste”)
Dan Gilroy (“O abutre”)

Melhor roteiro adaptado
Jason Hall (“Sniper americano”)
Graham Moore (“O jogo da imitação”)
Paul Thomas Anderson (“Vício inerente”)
Anthony McCarten (“A teoria de tudo”)
Damien Chazelle (“Whiplash”)

Melhor fotografia
Emmanuel Lubezki (“Birdman”)
Robert Yeoman (“O grande hotel Budapeste”)
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski (“Ida”)
Dick Pope (“Sr. Turner”)
Roger Deakins (“Invencível”)

Melhor montagem
Joel Cox e Gary D. Roach (“Sniper americano”)
Sandra Adair (“Boyhood”)
Barney Pilling (“O grande hotel Budapeste”)
William Goldenberg (“O jogo da imitação”)
Tom Cross (“Whiplash”)

Melhor design de produção
“O grande hotel Budapeste”
“O jogo da imitação”
“Interestelar”
“Caminhos da floresta”
“Sr. Turner”

Melhores efeitos visuais
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick (“Capitão América 2: O soldado invernal”)
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist (“Planeta dos macacos: O confronto”)
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould (“Guardiões da Galáxia”)
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher (“Interestelar”)
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer (“X-Men: Dias de um futuro esquecido”)

Melhor figurino
Milena Canonero (“O grande hotel Budapeste”)
Mark Bridges (“Vício inerente”)
Colleen Atwood (“Caminhos da floresta”)
Anna B. Sheppard e Jane Clive (“Malévola”)
Jacqueline Durran (“Sr. Turner”)

Melhor maquiagem e cabelo
Bill Corso e Dennis Liddiard (“Foxcatcher”)
Frances Hannon e Mark Coulier (“O grande hotel Budapeste”)
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White (“Guardiões da Galáxia”)

Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat (“O grande hotel Budapeste”)
Alexandre Desplat (“O jogo da imitação”)
Hans Zimmer (“Interestelar”)
Gary Yershon (“Sr. Turner”)
Jóhann Jóhannsson (“A teoria de tudo”)

Melhor canção
“Everything is awesome”, de Shawn Patterson (“Uma aventura Lego”)
“Glory”, de John Stephens e Lonnie Lynn (“Selma”)
“Grateful”, de Diane Warren (“Além das luzes”)
“I’m not gonna miss you”, de Glen Campbell e Julian Raymond (“Glen Campbell…I’ll be me”)
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (“Mesmo se nada der certo”)

Melhor edição de som
Alan Robert Murray e Bub Asman (“Sniper americano”)
Martín Hernández e Aaron Glascock (“Birdman”)
Brent Burge e Jason Canovas (“O hobbit: A batalha dos cinco exércitos”)
Richard King (“Interestelar”)
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro (“Invencível”)

Melhor mixagem de som
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin (“Sniper americano”)
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga (“Birdman”)
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten (“Interestelar”)
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee (“Invencível”)
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley (“Whiplash”)

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Paraná na moda; e na mídia?

Foto do meu amigo Joka Madruga

Foto do meu amigo Joka Madruga

Por Ricardo Melo, hoje na Folha de S. Paulo

Curitiba viveu recentemente uma das maiores manifestações de sua história. Milhares de servidores públicos, trabalhadores e estudantes obrigaram o governador reeleito Beto Richa, do PSDB, a recuar no chamado “pacote de maldades” enviado à Assembleia Legislativa.

Entre outros disparates, o tucano propunha confiscar a previdência dos servidores para tapar rombos da antiga administração –dirigida por ele mesmo!

Deputados chegaram de camburão, reuniram-se no restaurante e, ainda assim, não conseguiram votar o pacote. Notícia daquelas, de repercussão nacional, exceto na mídia de fora da região.

Foi na capital do Paraná. Mesmo Estado onde fica a Londrina do juiz Sérgio Moro, sede do antigo Bamerindus vendido a preço simbólico ao HSBC e do Banestado (Banco do Estado do Paraná), pivô da CPI que durante os anos 90 catapultou o doleiro Alberto Yousseff para manchetes. Mera coincidência, talvez.

Dia histórico no Paraná

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Não vou aqui noticiar o que ocorreu hoje no Paraná. A velha e nova mídia já fizeram isso por todo o Paraná e até no âmbito nacional.

O que eu tenho a dizer é que fiquei emocionado.

Emocionado pelas imagens, pelos depoimentos, pelos vídeos.

Emocionado por verificar que a força do povo, sem golpismos, supera desmandos dos Poderes constituídos.

Triste por não ter conseguido barrar na Justiça o que ocorreu hoje.

Feliz pela constatação de que a pressão popular barrou um projeto anti-povo.

Feliz ao ver algumas autoridades dentro de um camburão.

Triste ao ver um governador chamando professores de baderneiros.

Triste ao ver policiais agredindo o povo.

Feliz ao ver a mobilização dos professores, estudantes, servidores, militantes, sindicalistas, juristas e instituições democráticas em defesa do Interesse Público e dos direitos fundamentais.

Depois do carnaval a luta continua.

Boas festas para todxs!

Desembargador nega barrar tratoraço de Beto Richa

Veja a decisão:

MANDADO DE SEGURANÇA Nº 1.341.485-6
Impetrantes: Antônio Tadeu Veneri e outros
Impetrado: Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Vistos.

1. Trata-se de mandado de segurança impetrado pelos Deputados Estaduais Antonio Tadeu Veneri, Nelson Lauro Luersen, José Rodrigues Lemos, Péricles de Holleben Mello, Antonio Annibelli Neto, Nereu Alves de Moura, Maurício Thadeu de Mello e Silva, Ademir Antonio Bier, Adelino Ribeiro, Chico Brasileiro, Evandro Araújo, Gilberto Ribeiro, Marcio Pacheco, Marcio Pauliki, Ney Leprevost, Paranhos, Edson Praczyk, Rasca Rodrigues e Tercílio Turini contra ato do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná que, após aprovação da maioria dos parlamentares, transformou a Sessão Plenária em Comissão Geral.

Nas razões, defendem que a realização da Comissão Geral fere o direito de oposição, prerrogativa conferida ao parlamentar de discutir adequadamente os projetos de lei, o devido processo legislativo e o princípio da simetria. Salientam que inexiste, seja na Constituição Federal ou na Constituição Estadual, previsão para transformação da Sessão Plenária em Comissão Geral, de modo o Regimento Interno da Assembleia, ao inovar o processo legislativo, está eivado de flagrante vício de inconstitucionalidade.

Alegam que as normas regimentais podem versar apenas sobre questões interna corporis, limite este que foi ultrapassado no caso do art. 107 do Regimento Interno da Assembleia do Estado do Paraná. Ressaltam que em momento algum o referido art. 107 menciona como será o trâmite da Comissão Geral, nem que poderão ser violados ou suspensos os demais dispositivos do Regimento Interno em relação ao processo legislativo.

Consignam que, pela regra da simetria e nos termos da Constituição Federal e Estadual, compete ao Chefe do Poder Executivo, por meio de pedido de urgência, a iniciativa de supressão de prazo e abreviação do processo legislativo, adotando-se, neste caso, o procedimento sumário e não a instalação de uma Comissão Geral, a qual poderia ter caráter apenas opinativo e não deliberativo.

Sustentam, por fim, que a Comissão Geral seria meio ímprobo de costear o devido processo legislativo pela supressão de fases necessárias à compreensão, debate e deliberação responsável por parte dos parlamentares e fiscalização da sociedade paranaense, principalmente, considerando as repercussões dos projetos de lei em questão para o povo paranaense e, em especial, para os servidores públicos e contas do Estado.

Pleiteiam, assim, pela concessão de liminar para que seja determinada a imediata suspensão da tramitação dos projetos de lei em regime de Comissão Geral e, ao final, pela concessão definitiva da segurança, com o arquivamento definitivo dos projetos de lei em questão.

2. Os impetrantes pretendem, na forma do art. 7º, inc. III, da Lei nº 12.016/09, que seja concedida liminar no sentido de obstar a tramitação dos projetos de lei em regime de Comissão Geral.

Nesse momento inicial, todavia, não se verifica a relevância dos fundamentos, na medida em que, por ora, inexistem elementos hábeis a evidenciar qualquer ilegalidade ou abuso de poder na decisão de transformação das sessões plenárias do dia 12/02/2015 (quinta-feira) em Comissão Geral de Plenário para discussão e votação dos Projetos de Lei nº 60/15, Projeto de Lei nº 92/15, Projeto de Lei Complementar nº 06/15 e do Projeto de Decreto Legislativo nº 01/15.

Pelo que se denota do processo legislativo, juntado às fls. 21/25, a proposta de instalação da Comissão Geral e sua posterior constituição parece, nesse momento inicial, ter observado as disposições do art. 107 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Paraná , inclusive, em relação ao quórum necessário à sua aprovação, sendo 34 votos a favor e 19 contra. Tendo sido observadas as disposições regimentais, não se vislumbra, por ora, violação ao devido processo legislativo, ao direito de oposição ou qualquer outro poder-dever inerente ao mandado legislativo a ser amparado pela via mandamental.

Cumpre por bem salientar que, a despeito de o rito legislativo não ser enunciado pari passu, dentre as atribuições da Comissão, de acordo com o artigo 107, inc. I, do Regimento Interno, está o “debate de matéria relevante”, cabendo à Presidência assegurar espaço para os debates no período de reuniões, não sendo necessário, no entanto, que tais discussões tenham de durar dias, transcorrer ad nauseam, mesmo porque inexiste garantia alguma que um debate mais extenso forme ou mude opiniões.

Em verdade, os parlamentares buscam, por meio da via mandamental, que o Poder Judiciário efetue um controle prévio ou preventivo durante o processo legislativo. Este controle judicial abrange, todavia, apenas a garantia de um procedimento em total conformidade com as normas constitucionais, ou seja, em linhas gerais, o respeito ao devido processo legislativo.

Não se mostra possível, em sede de mandado de segurança, estender o controle sobre aspectos discricionários, concernentes às decisões de natureza política, bem como, acerca da interpretação e aplicação das normas regimentais. Nos termos da jurisprudência do STF, deve-se evitar a universalização deste tipo de controle e o enfrentamento precoce de questões políticas, cujo ambiente mais adequado para discussão é a Casa Legislativa. Mesmo porque, não se sabe de antemão se os referidos projetos de lei serão aprovados, alterados ou arquivados. Posteriormente, caso sejam efetivamente aprovados, as normas poderão ser submetida ao controle posterior ou repressivo.

Se não bastasse, os impetrantes parlamentares não chegam a apontar ilegalidade ou abuso de poder no processo legislativo em si, mas sim no Regimento Interno da Assembleia, defendendo que o seu art. 107, ao prever a transformação de Sessão Plenária em Comissão Geral, teria violado o princípio da simetria, sendo, segundo eles, inconstitucional. Não obstante, importante observar que não é cabível mandado de segurança para invalidação de normas em tese.

Diante do exposto, não se verificando, nesse momento inicial, a presença dos requisitos legais necessários, INDEFIRO a liminar.

3. Notifique-se a autoridade apontada como coatora, a fim de que, no prazo de dez dias, apresentem as informações que entender necessárias.

4. Cientifique-se a Procuradoria-Geral do Estado para que, em querendo, se manifestar no feito, na forma do art. 7º, inc. II, da Lei nº 12.016/09.

5. Após, vistas à douta Procuradoria Geral de Justiça.

Dil. Int.

Curitiba, 12 de fevereiro de 2015.

DES. LUIS ESPÍNDOLA
Relator

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Advogados e Deputados entram com Mandado de Segurança contra Comissão Geral

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Deputados estaduais Nelson Luersen, Requião Filho, Anibelli Neto, Péricles de Mello, Professor Lemos, Tadeu Veneri, Nereu Moura e o advogado Tarso Cabral Violin

Atualizado no dia 12.02.2015, às 00h15

Nesta quarta (11) um grupo de advogados e professores de Direito Constitucional e Administrativo impetraram um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) contra o regime de Comissão Geral para votação do “pacote de maldades” do governo Richa.

Eles representam 14 deputados estaduais que argumentam que a votação dos projetos em Comissão Geral é ilegal, tendo em vista que o debate é uma prerrogativa parlamentar garantida na Constituição. “A realização da Comissão Geral fere o direito de oposição garantido na Constituição. A supressão do debate viola o direito à Democracia e ao devido processo legislativo”, diz o mandado. Veja a peça do Mandado de Segurança aqui.

A iniciativa da ação foi da professora de Direito Constitucional e Eleitoral da UFPR, Eneida Desiree Salgado, e a peça foi elaborada pelo advogado e professor Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, pelo professor de Direito Constitucional da UniBrasil, Paulo Ricardo Schier, pela professora de Direito Constitucional da UFPR Estefânia Maria de Queiroz Barboza, pelo advogado Rogério Bueno e pela professora Eneida já citada. Os advogados tiveram o apoio da Dr.ª Elisa Stein, e dos advogados da oposição e de Tadeu Veneri.

Assinaram o documento os seguintes deputados estaduais:

Ademir Bier (PMDB)

Antonio Anibelli Neto (PMDB)

Chico Brasileiro (PSD)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Márcio Pacheco (PPL)

Márcio Pauliki (PDT)

Nelson Luersen (PDT)

Nereu Moura (PMDB)

Ney Leprevost (PSD)

Péricles de Mello (PT)

Professor Lemos (PT)

Rasca Rodrigues (PV)

Requião Filho (PMDB)

Tadeu Veneri (PT)

O processo pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça, clique aqui (Processo 1341485-6, Protocolo 2015.00034478). O relator é o Desembargador Luis Espíndola, que provavelmente decidirá que vai conceder a liminar na manhã do dia 12. Os advogados Tarso Cabral Violin e Elisa Stein já se reuniram com o Desembargador relator. Além disso os deputados Antonio Anibelli Neto, Nelson Luersen, Nereu Moura, Professor Lemos, Requião Filho e Tadeu Veneri, e os advogados Tarso Cabral Violin e Marcelo Veneri já conversaram com o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Vasconcelos, sobre a ação.

A quinta-feira promete!

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O advogado Tarso Cabral Violin, os deputados Requião Filho, Anibelli Neto, Nelson Luersen, Professor Lemos, Nereu Moura, Tadeu Veneri e a advogada Elisa Stein protocolam o Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Paraná

Trabalhadores e estudantes ocupam a Casa do Povo do Paraná contra Beto Richa

Foto de Thiago Moreira

Foto de Thiago Moreira

Atualizado às 19h35

Professores, servidores públicos, trabalhadores, estudantes e militantes ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná após a maioria dos deputados estaduais aprovarem a Comissão Geral para aprovação do pacotaço contra o povo do governador Beto Richa (PSDB). Foram 34 deputados estaduais entreguistas que votaram sim e 19 não.

Vejo o vídeo no Blogoosfero/ParanáBlogs, clique aqui.

Parabéns ao povo paranaense!

Nota oficial assinada pelos senadores e deputados federais contra a utilização dos fundos do ParanaPrevidência para cobrir o rombo nas contas públicas do Paraná

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Nota oficial assinada pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), e pelos deputados federais Ênio Verri (PT), João Arruda (PMDB),  Zeca Dirceu (PT), Christiane Yared  (PTN), Toninho Wandscheer (PT) e Aliel Machado (PCdoB), contra a utilização dos fundos do ParanaPrevidência para cobrir o rombo nas contas públicas do Paraná.

Nota Oficial Conjunta:
O propalado  recuo do governador Beto Richa em relação a alguns pontos de seupacotaço, como o fim de quinquênios e anuênios; corte de auxílio-transporte; e suspensão do PDE, se realidade, deve-se, inegavelmente, à mobilização dos professores e de outras parcelas do funcionalismo.

Mas, ao tempo que cumprimentamos os professores por esta possível conquista, é vital, como o ar que respiramos, que a mobilização continue, porque  está em curso um assalto muito mais devastador contra o funcionalismo público paranaense.

A utilização dos oito bilhões de reais dos fundos da Paranaprevidência, para o pagamento de salários e outras despesas, como propõe o governador, é um golpe certeiro contra a aposentadoria dos professores e demais servidores públicos estaduais. Esses recursos, acumulados nas últimas três décadas,  são um patrimônio inviolável  do funcionalismo público paranaense. Aliená-lo, permitindo que o governador use-o para o pagamento de dívidas e da folha, trará como consequência previsível, o aniquilamento da Paranaprevidência.

A incompetência e a irresponsabilidade do atual governo estadual escancaram-se à vista de todos. Por todos os cantos, faz-se água. Não há remendo que estanque a sangria. Só para fornecedores e pequenos empreiteiros são mais de dois bilhões de reais de  calote.

Daí a fúria arrecadadora. No entanto, o aumento do IPVA e do ICMS, o arrocho dos salários e os cortes de benefícios não serão suficientes para  cobrir o rombo. O dinheiro que poderia, por algum tempo, representar efetivo alívio financeiro para o governador, é o dinheiro da Paranaprevidência, aqueles oito bilhões de reais de propriedade do funcionalismo público estadual, que vão garantir o pagamento da aposentadoria dos servidores e o bem-estar de suas famílias. O governador não tem direito de se apossar desse dinheiro. Os deputados não podem cometer o crime de votar uma barbaridade como essa. A aprovação dessa excrescência será, sem nenhuma dúvida, a maior violência praticada contra o funcionalismo público paranaense.

Esse é o verdadeiro foco do pacotaço de Beto Richa. O resto é simples fumaça, para distrair os funcionários públicos do que interessa.

Professores, servidores públicos, paranaenses, vamos continuar a mobilização para impedir que o governador meta a mão grande nos fundos da previdência estadual.  Ele já dilapidou o Paraná e agora quer também suprimir o direito à aposentadoria.

Brasília, 10 de fevereiro de 2015

Senadora Gleisi Hoffmann (PT) 
Senador Roberto Requião (PMDB)
Deputado Federal Aliel Machado (PCdoB)
Deputada Federal Christiane Yared  (PTN)
Deputado Federal Ênio Verri (PT)
Deputado Federal João Arruda (PMDB)
Deputado Federal Toninho Wandscheer (PT) 
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT)

Corrupção e o PT – Mirian Gonçalves

Os advogados Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso e Mirian Gonçalves, vice-prefeita de Curitiba, membros do Partido dos Trabalhadores do Paraná

Por Mirian Gonçalves

Completamos 35 anos de história e, há algum tempo, o tema corrupção tem sido associado aos membros do partido. Não tenho me manifestado a respeito, mas acho que este é o momento.

Quero estabelecer, primeiramente, algumas premissas: a corrupção é uma doença endêmica que atinge os diversos níveis culturais e sociais e não tem fronteiras geográficas; lamentavelmente, não é uma prática recente; a corrupção passiva é exclusiva de quem detém o poder, seja qual for, caso contrário nada poderia oferecer; o histórico de corrupção não justifica a continuidade dos crimes; e houve, inegavelmente, corrupção na Petrobras, e membros do Partido dos Trabalhadores podem ser responsabilizados.

Entretanto, eu vejo mais o desejo voraz de se acabar com o PT do que com a corrupção.

As últimas notícias divulgando valores astronômicos destinados ao PT não trazem qualquer senão, qualquer questionamento sobre a veracidade, qualquer benefício da dúvida. Os princípios mais básicos do direito processual estão sendo ignorados! Não existe prova de fato negativo! Quem acusa tem o ônus da prova! O que está acontecendo é o desrespeito à moderna processualística penal.

Os corruptores, acuados pelas descobertas das fraudes, tentam, de todas as formas, encontrar uma salvaguarda capaz de livrá-los ou diminuir a pena. Não sou contra a delação premiada, mas o que faz supor que todas as informações desses marginais sejam verdadeiras? Não seria no mínimo razoável a análise de provas antes da condenação?

Pois o PT tem sido condenado e, com ele, todos nós que o integramos. Tenho visto deputados, do alto das suas indiscutíveis condutas e alegada moral, fazendo discursos inflamados contra corrupção quando eles são réus pelo mesmo crime.

Para aqueles que se atêm mais às manchetes, podem passar desapercebidas as declarações dos mesmos corruptores de que a prática é anterior aos governos do PT, citando literalmente o governo de Fernando Henrique Cardoso. Na Gazeta do Povo de 6 de fevereiro, está o relato do depoimento do ex-gerente da Petrobras: “Barusco contou que recebia propina por contratos com a Petrobras desde pelo menos 1998, da empresa holandesa SBM, durante o governo Fernando Henrique Cardoso”.

Quanto às doações de campanha, sou pela reforma política que, entre outros, proíbe a doação por empresas, permitida pela atual legislação. Isso para dizer que algumas das empreiteiras envolvidas nos escândalos contribuíram com a arrecadação de candidatos. Cito como exemplo aquelas feitas ao PSDB e ao candidato Aécio Neves, conforme registradas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como poderia fazer com outros partidos, sem presumir que tenham sido produto de crime.

Repito: o histórico de corrupção não justifica a continuidade dos crimes, mas posso afirmar que o PT não é sinônimo de corrupção e corrupção não é sinônimo de PT.

Mirian Gonçalves – advogada, vice-prefeita de Curitiba, é uma das fundadoras do PT no Paraná

OAB Paraná divulga nota pública contra o chamado “pacotaço” do governo estadual

Os advogados Tarso Cabral Violin, membro da Comissão de Estudos Constitucionais e da Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração, e o presidente da OAB-PR, Juliano Breda

A OAB-PR acabou de divulgar nota pública contra o chamado “pacotaço” do governo do estado do Paraná, Beto Richa (PSDB). A Comissão de Estudos Constitucionais, da qual o autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, faz parte, ajudou no embasamento da Diretoria da OAB/PR. Veja a nota:

NOTA PÚBLICA

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SEÇÃO PARANÁ vem publicamente manifestar-se de forma absolutamente contrária ao regime de tramitação sumaríssimo, incompatível com a magnitude dos temas, e ao mérito do projeto de Lei 60/2015, do Governo do Estado, que provoca radicais alterações orçamentárias com profundos impactos sobre direitos adquiridos, em razão dos seguintes fundamentos.

O projeto é permeado pela diversidade das matérias, muitas delas totalmente desconexas. Vai desde uma simples campanha para incentivar a população a pedir nota fiscal até a polêmica medida de desvirtuar todos os fundos públicos existentes, acabando com a destinação específica dos valores que os compõem, e que justificaram suas criações, para permitir que sejam empregados no pagamento de qualquer item orçamentário, projetando, sobretudo, um inaceitável retrocesso no sistema previdenciário paranaense.

O PARANÁ PREVIDÊNCIA foi criado para desonerar o Estado do encargo de pagamento de proventos e de pensões. Um dos poucos, senão o único projeto de real planejamento de longo prazo que já existiu no Estado. A fusão dos fundos previdenciário e financeiro praticamente retira o sentido da existência da entidade, e, no futuro, corremos o risco de voltar a situação anterior a 1998, quando sabia-se do esgotamento do modelo de contribuição e partiu-se para o modelo de capitalização.

Inadmissível a redução do valor das RPVs de 40 salários mínimos para R$ 12.000,00, ou seja, dívidas que devem ser pagas em 60 dias após a expedição da requisição de pequeno valor. Isso significa que condenações impostas contra o Estado que ultrapassarem o novo limite terão que ser submetidas ao regime dos precatórios, também seriamente comprometido pelo seguido inadimplemento do governo com sua obrigação constitucional.

O desequilíbrio das finanças do Estado não pode ser equacionado com uma oneração excessiva à população e aos funcionários públicos, especialmente logo após a aprovação do aumento de impostos e a concessão de inúmeros subsídios e auxílios a categorias mais privilegiadas do setor público.

Nesse cenário, espera-se que os Deputados Estaduais, fiéis à representação popular e ao dever de independência como pressuposto do exercício legítimo do Poder Legislativo, atentos a relevância da matéria e à contrariedade ao interesse público que as alterações causarão, rejeitem o projeto de lei em exame.

Curitiba, 10 de fevereiro de 2015
Diretoria da OAB/PR

As contradições do líder governista Romanelli

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O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB) é a contradição em pessoa.

Foi líder do governo na gestão de Roberto Requião (PMDB), um governo social, e agora é líder do governo Beto Richa (PSDB), que prega o neoliberalismo.

Durante o governo Requião, um governador inimigo dos pedágios privados, o advogado passava sem pagar (e ensinava na internet como fazer – veja o vídeo aqui) as cancelas de pedágio; e agora defende um governo que é amigo dos pedágios.

O londrinense de formou recentemente em Direito pela UniBrasil e contou com aulas dos maiores constitucionalistas do Brasil.

Mas agora seu chefe, Carlos Alberto Richa, mandou e ele obedeceu: está defendendo que projetos que vão precarizar ainda mais a Administração Pública paranaense e retirar direitos dos servidores sejam votados em Comissão Geral na Assembleia Legislativa do Paraná.

Comissão Geral é um artifício que só existe na AL do Paraná que permite a redução do interstício entre as discussões dos projetos, com a realização de sessões ordinária e extraordinárias no mesmo momento. É previsto no Regimento Interno da Casa (art. 107), para agilizar a tramitação dos projetos, mas é totalmente inconstitucional segundo vários juristas, pois retira a discussão democrática que deve existir no Parlamento.

Hoje Romanelli justificou para a imprensa (eu estava lá como autor do Blog do Tarso) que é contra a Comissão Geral, mas a defende agora por causa da situação emergencial que vive o Estado. Situação emergencial? Como assim? Richa já está quatro anos no Poder. Se o Estado está quebrado a culpa principal é de Richa e de seu governo. Não é possível que um governante haja com desídia para depois querer justificar uma atuação excepcional por emergência. É uma burla do ordenamento jurírico e esse governante deve ser responsabilizado.

Um ex-aluno meu, atual deputado estadual do Paraná, assinou documento pela Comissão Geral. Uma vergonha para mim.

Os grandes constitucionalistas que foram professores de Romanelli também devem estar tristes com a atuação de seu ex-aluno.

PT continua sendo o partido preferido entre os brasileiros

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Mesmo com toda a campanha contrária feita pela velha mídia, contra a política e, principalmente, contra o Partido dos Trabalhadores, a maioria dos brasileiros que têm preferência partidária, 12%, preferem o PT. Depois vem o PSDB com apenas 5% e o PMDB com 4%. Todos os demais somam 4%.

Infelizmente a mídia golpista fez com que 71% dos brasileiros não tenham partidos políticos de preferência.

Lembrando que os partidos políticos são essenciais para a democracia. Sobre o tema ver meu O regime jurídico dos Partidos Políticos no Brasil.

Dados do Datafolha, que é um jornal a serviço do PSDB de São Paulo, levantados em pesquisa realizada entre os dias 3 e 5 de fevereiro, com base em 4.000 entrevistas feitas em 188 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.