Tucano arquiva Impeachment de Richa no Paraná

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB), o governador Beto Richa (PSDB) e a Primeira Dama Fernanda Richa

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), o governador Beto Richa (PSDB) e a Primeira Dama Fernanda Richa

O Diário Oficial da Assembleia Legislativa publicou em sua edição de nº 905, do último dia 15 de julho, as decisões do presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), que negam seguimento e determinam o arquivamento de três pedidos de Impeachment do governador Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa (PSDB), por crime de responsabilidade diante do Massacre do Centro Cívico de Curitiba de 29 de abril de 2015.

O primeiro dos pedidos, formulado por Ricardo Silveira Pinto, foi rechaçado por inépcia da petição inicial, pois o tucano alega ausência de documento que comprove a situação de quitação eleitoral do denunciante, entre outros pressupostos formais previstos na Lei 1.079/50 e igualmente desatendidos, por ausência de indícios e elementos probatórios e, ainda, por conter imputação meramente opinativa sobre a conduta política do governador do Estado.

De acordo com a sustentação do presidente do Legislativo estadual, o simples fato de alguém exercer posição de superioridade hierárquica na estrutura político-administrativa não o torna responsável por quaisquer ilícitos eventualmente praticados por seus subordinados, estes, no caso, detentores de “plena liberdade funcional no desempenho de suas funções, com prerrogativas próprias e legislação específica” – ou por outros agentes públicos que integram a estrutura organizacional da administração pública direta ou indireta. “Neste sentido”, segundo o presidente Ademar Traiano, “é indispensável a demonstração do conhecimento dos fatos e sua participação nas condutas, o que não se verificou na inicial”.

A segunda denúncia, encabeçada pelo advogado e professor universitário Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, e subscrita por outros interessados, foi repelida pelas mesmas razões que a primeira, inclusive pelo não atendimento dos pressupostos formais previstos nos artigos 14 e 16 da Lei 1.079/50, necessários para a apresentação de denúncia dessa natureza.

Traiano mente ao dizer que os pressupostos formais não foram atendidos.

Além disso Traiano não se utilizou das provas que estão com o MP contra Richa, conforme pedido expresso de Tarso no MP e na própria AL.

Segundo o tucano a denúncia ainda careceria de indícios e de elementos probatórios, e conteria imputação meramente opinativa sobre a conduta política do chefe do Poder Executivo estadual. “Nesse sentido, a denúncia não pode prosperar. As alegações de prática de crime de responsabilidade pelos Denunciantes, em verdade, limitam-se a um conjunto de manifestos de sua própria autoria e de observações apostas a sítios da web, que comprovam exclusivamente o seu inconformismo com a atuação da Polícia Militar na contenção da manifestação”, justifica o presidente.

Com isso Traiano desrespeita posição do Ministério Público do Paraná, que entende que Richa cometeu crime de responsabilidade no Massacre, por omissão. Também vai contra a posição de grandes juristas brasileiros.

A terceira denúncia contra o governador por crimes de responsabilidade foi apresentada pelo deputado estadual Requião Filho (PMDB), e teria como base cinco fatos: alteração do Fundo Previdenciário dos servidores públicos; violência contra professores grevistas; infração à lei orçamentária (em face de sua alteração pela Lei 18.468/15); frustração de decisões judiciais (pagamento de precatórios); e infração às normas legais (no preenchimento de cargos na Sanepar e na Cohapar) – e ainda por supostas irregularidades em campanha eleitoral.

O pedido não foi acolhido, por ausência, novamente, de indícios e elementos probatórios, e ainda por parte dos atos objeto da denúncia remeterem a mandato que não o atual. “Os atos objeto da denúncia devem ter ocorrido no mandato em curso (a partir de 1º de janeiro de 2015) para que possam ensejar a instauração de processo por crime de responsabilidade”, destacou Ademar Traiano. A denúncia, neste caso também, conteria imputação unicamente opinativa, sobre a conduta política do governador Beto Richa.

A decisão absurda do tucano, que reconhecidamente é um soldado de Richa na Assembleia, será questionada judicialmente.

 

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Assembleia Legislativa do Paraná enterra proposta de reajuste de 8,17%

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná rejeitou, por 27 votos contra 20, o recurso da bancada de oposição e enterrou a proposta de recomposição salarial de 8,17% para o funcionalismo público estadual. A oposição levou a votação ao Plenário depois que o recurso contra a decisão da Comissão de Constituição e Justiça, que declarou a inconstitucionalidade da emenda, foi derrotada pela própria CCJ, por 10 votos a 1, no início da tarde.

Além da recomposição imediata de 8,17%, a ser paga na folha de junho retroativo a maio, a oposição defendia o reajuste sobre gratificações e outras vantagens e a aplicação do aumento para os trabalhadores da Paraná Educação e das Apaes. A proposta do governo Beto Richa (PSDB) prevê a recomposição através de reajuste de 3,45% em outubro e o restante somente em janeiro de 2016. O texto governista exclui pagamento sobre gratificações e não prevê reajuste aos funcionários da Paraná Educação e Apaes.

O projeto do Executivo foi aprovado por 29 votos a favor e 19 contra. “Nós fomos derrotados no projeto dos 8,17%. Mas não seremos derrotados na resistência histórica dos trabalhadores. Se dependesse do governo, tinha acabado no dia 12 de fevereiro. Se dependesse de algumas pessoas do governo, o reajuste seria zero. E só não é assim porque os trabalhadores resistiram”, ressaltou o líder da oposição, deputado Tadeu Veneri (PT).

Constitucionalidade – Da tribuna, a bancada destacou que o reajuste é um direito constitucional dos trabalhadores e que o governo possui disponibilidade financeira para aplicar a recomposição. “Inconstitucional é a proposta de 3,45%; constitucional é o cumprimento da lei. São favoráveis a emenda aqueles que são favoráveis aos servidores públicos do Paraná”, disse o deputado Requião Filho (PMDB), vice-líder da oposição.

O deputado Professor Lemos (PT) destacou o crescimento de 12% na receita corrente entre janeiro e maio, maior do que a estimativa do próprio governo, de 10%. “Essa diferença de dois pontos percentuais representa um acréscimo de R$ 606 milhões no caixa do governo, mais do que suficiente para cobrir o reajuste de 8,17% de reposição da inflação para o funcionalismo.”

Para o deputado Nereu Moura (PMDB), quem cometeu cometendo inconstitucionalidade foi o governo. “Está havendo uma inversão de valores. Quando é de interesse do governo, sendo constitucional ou não, o projeto vai goela abaixo”, criticou.

Como votaram os deputados:

Sim (a favor do reajuste de 8,17%)
Adelino Ribeiro
Ademir Bier
Chico Brasileiro
Claudio Palozi
Cristina Silvestri
Evandro Araújo
Gilberto Ribeiro
Márcio Pacheco
Márcio Pauliki
Nelson Luersen
Nereu Moura
Ney Leprevost
Paranhos
Pastor Edson Praczyk
Péricles de Mello
Professor Lemos
Rasca Rodrigues
Requião Filho
Tadeu Veneri
Tercílio Turini

Não (contra do reajuste de 8,17%)
Alexandre Guimarães
André Bueno
Artagão Junior
Bernardo Ribas Cali
Cantora Mara Lima
Claudia Pereira
Cobra Repórter
Dr. Batista
Elio Rusch
Evandro Junior

Felipe Francischini
Fernando Scanavaca
Francisco Buhrer
Guto Silva
Hussein Bakri
Jonas Guimarães
Luiz Carlos Martins
Luiz Claudio Romanelli
Márcio Nunes
Miss. Ricardo Arruda
Nelson Justus
Paulo Litro
Pedro Lupion
Plauto Miró
Schiavinato
Tiago Amaral
Tião Medeiros

Não votaram
Ademar Traiano
Alexandre Curi
Anibelli Neto
Gilson de Souza
Maria Victória
Mauro Moraes
Wilmar Reichembach

 

Faltam 16 deputados para o Impeachment de Beto Richa

Após o massacre do Centro Cívico de Curitiba e o relatório da Comissão de Julgadores que decidiu pelo Impeachment do governador Beto Richa (PSDB) e denúncia do Estado do Paraná, um Impeachment do tucano começa a ser ventilado por vários setores da sociedade paranaense.

Richa precisa manter o apoio dos deputados estaduais. Hoje ele tem voto de apenas 31 dos 54, mas esse número tende a diminuir.

Conforma já analisado juridicamente pelo Blog do Tarso,  se algum cidadão apresentar denúncia junto à Assembleia Legislativa do Paraná e ela for julgada objeto de deliberação, se 36 deputados estaduais (2/3) decretarem a procedência da acusação, será o governador Richa imediatamente suspenso de suas funções e será realizado o julgamento do Impeachment por um Tribunal composto de cinco membros do Poder Legislativo (escolhidos entre eles) e de cinco Desembargadores (sorteados), sob a presidência do Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, que terá direito de voto no caso de empate, com necessidade também de 2/3 (sete votos).

Portanto, além dos 20 deputados que votaram a favor dos professores no dia do massacre, o povo paranaense precisa convencer mais 16 deputados para o início do processo de Impeachment de Richa.

Hoje Richa não tem garantido os seguintes votos:

– Adelino Ribeiro (PSL)
– Ademir Bier (PMDB)
– Anibelli Neto (PMDB)
– Chico Brasileiro (PSD)
– Evandro Araújo (PSC)
– Gilberto Ribeiro (PSB)
– Gilson de Souza (PSC)
– Marcio Pacheco (PPL)
– Marcio Pauliki (PDT)
– Nelson Luersen (PDT)
– Nereu Moura (PMDB)
– Ney Leprevost (PSD)
– Palozi (PSC)
– Pastor Edson Praczyk (PRB)
– Péricles de Mello (PT)
– Professor Lemos (PT)
– Rasca Rodrigues (PV)
– Requião Filho (PMDB)
– Tadeu Veneri (PT)
– Tercílio Turini (PPS).

Beto teria, teoricamente, os seguintes votos a seu favor, que são os deputados que votam em seus projetos e, inclusive, votaram contra os professor e servidores públicos no dia do massacre:

– Alexandre Curi (PMDB)
– Alexandre Guimarães (PSC)
– André Bueno (PDT)
– Artagão Jr. (PMDB)
– Bernardo Ribas Carli (PSDB)
– Claudia Pereira (PSC)
– Cobra Repórter (PSC)
– Cristina Silvestri (PPS)
– Dr. Batista (PMN)
– Elio Rusch (DEM)
– Evandro Jr. (PSDB)
– Felipe Francischini (SD)
– Fernando Scanavaca (PDT)
– Francisco Bührer (PSDB)
– Guto Silva (PSC)
– Hussein Bakri (PSC)
– Jonas Guimarães (PMDB)
– Luiz Carlos Martins (PSD)
– Luiz Claudio Romanelli (PMDB)
– Marcio Nunes (PSC)
– Maria Victoria (PP)
– Mauro Moraes (PSDB)
– Missionário Ricardo Arruda (PSC)
– Nelson Justus (DEM)
– Paulo Litro (PSDB)
– Pedro Lupion (DEM)
– Plauto Miró (DEM)
– Schiavinato (PP)
– Tiago Amaral (PSB)
– Tião Medeiros (PTB)
– Wilmar Reichembach (PSC).

Normalmente também votam em Richa:

– Cantora Mara Lima (PSDB)
– Leonardo Paranhos (PSC)
– Ademar Traiano (PSDB)

Desses que sempre votam com Richa, prevejo que os seguintes podem “pular fora da canoa” tucana, sem contar com os tucanos e os demistas e pmdbistas fãs do governador:

– Alexandre Guimarães (PSC)

– André Bueno (PDT)

– Claudia Pereira (PSC)

– Cobra Repórter (PSC)

– Cristina Silvestri (PPS)

– Dr. Batista (PMN)

– Felipe Francischini (SD)

– Fernando Scanavaca (PDT)

– Guto Silva (PSC)

– Hussein Bakri (PSC)

– Jonas Guimarães (PMDB)

– Luiz Carlos Martins (PSD)

– Luiz Claudio Romanelli (PMDB)

– Marcio Nunes (PSC)

– Maria Victoria (PP)

– Missionário Ricardo Arruda (PSC)

– Nelson Justus (DEM)

– Pedro Lupion (DEM)

– Schiavinato (PP)

– Tiago Amaral (PSB)

– Tião Medeiros (PTB)

– Wilmar Reichembach (PSC)

– Leonardo Paranhos (PSC)

Se setores do PMDB descontentes, o secretário Ratinho Junior (PSC), o deputado Felipe Franscichini (por causa da demissão do pai) e a deputada Maria Victoria (para sua mãe assumir como governadora) racharem com Richa, a chance é grande do Impeachment.

Falta agora pressão popular para que o processo se inicie.

Blogueiro Fábio Campana que ataca Dilma e defende Richa é suspeito de corrupção

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Fabio Campana (ao centro) ganhou a Ordem do Pinheiro do governador Beto Richa (PSDB)

Atualizado em 13.03.2015, 11h

O blogueiro, editor da Revista Ideias, diretor da Travessa dos Editores, ex-jornalista da Gazeta do Povo e ex-secretário de comunicação do estado, Fábio Campana, é suspeito de corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná.

O Ministério Público do Estado do Paraná apresentou denúncia contra Fábio Campana, o deputado estadual e ex-1º Secretário da AL-PR, Alexandre Curi (PMDB), Abib Miguel e servidores da Assembleia Legislativa do Paraná. A suspeita é que a empresa de Campana venceu entre 2005 e 2009 licitações fraudulentas da Assembleia, para escrever matérias que apenas enalteciam os deputados estaduais, sem trazer informações relevantes para a população. Campana era servidor da Assembleia, o que é ilegal. E havia pouca concorrência nas licitações, inclusive com propostas em licitações na modalidade Convite entregues no mesmo dia e escritas em máquina de escrever. Por que não fizeram licitações na modalidade pregão ou tomada de preços? Todos sabem que Convite é a modalidade mais passível de desvios. Isso tudo, se verdadeiro, configura-se como improbidade administrativa.

Campana é famoso no Paraná por fazer ataques contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Roberto Requião (PMDB) e o Partido dos Trabalhadores, e elogiar Beto Richa (PSDB), Luciano Ducci (PSB), Ratinho Junior (PSC) e membros do DEM, PP e PSDB.

Até contra o autor do Blog do Tarso, o advogado e professor Tarso Cabral Violin, Campana já divulgou notícias inverídicas, sem nunca conceder o contraditório.

Campana foi agraciado em dezembro de 2014 com a Ordem do Pinheiro pelo governador Richa, honraria máximo do Estado do Paraná concedida aos cidadãos paranaenses e brasileiros que se destacaram em suas áreas.

Campana não faz parte da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitasis do Paraná – ParanáBlogs.

Campana nunca me deu direito de resposta em seu Blog, mas o Blog do Tarso divulga a sua resposta à acusação de corrupção e improbidade administrativa, clique aqui.

Paraná na moda; e na mídia?

Foto do meu amigo Joka Madruga

Foto do meu amigo Joka Madruga

Por Ricardo Melo, hoje na Folha de S. Paulo

Curitiba viveu recentemente uma das maiores manifestações de sua história. Milhares de servidores públicos, trabalhadores e estudantes obrigaram o governador reeleito Beto Richa, do PSDB, a recuar no chamado “pacote de maldades” enviado à Assembleia Legislativa.

Entre outros disparates, o tucano propunha confiscar a previdência dos servidores para tapar rombos da antiga administração –dirigida por ele mesmo!

Deputados chegaram de camburão, reuniram-se no restaurante e, ainda assim, não conseguiram votar o pacote. Notícia daquelas, de repercussão nacional, exceto na mídia de fora da região.

Foi na capital do Paraná. Mesmo Estado onde fica a Londrina do juiz Sérgio Moro, sede do antigo Bamerindus vendido a preço simbólico ao HSBC e do Banestado (Banco do Estado do Paraná), pivô da CPI que durante os anos 90 catapultou o doleiro Alberto Yousseff para manchetes. Mera coincidência, talvez.

Advogados e Deputados entram com Mandado de Segurança contra Comissão Geral

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Deputados estaduais Nelson Luersen, Requião Filho, Anibelli Neto, Péricles de Mello, Professor Lemos, Tadeu Veneri, Nereu Moura e o advogado Tarso Cabral Violin

Atualizado no dia 12.02.2015, às 00h15

Nesta quarta (11) um grupo de advogados e professores de Direito Constitucional e Administrativo impetraram um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) contra o regime de Comissão Geral para votação do “pacote de maldades” do governo Richa.

Eles representam 14 deputados estaduais que argumentam que a votação dos projetos em Comissão Geral é ilegal, tendo em vista que o debate é uma prerrogativa parlamentar garantida na Constituição. “A realização da Comissão Geral fere o direito de oposição garantido na Constituição. A supressão do debate viola o direito à Democracia e ao devido processo legislativo”, diz o mandado. Veja a peça do Mandado de Segurança aqui.

A iniciativa da ação foi da professora de Direito Constitucional e Eleitoral da UFPR, Eneida Desiree Salgado, e a peça foi elaborada pelo advogado e professor Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, pelo professor de Direito Constitucional da UniBrasil, Paulo Ricardo Schier, pela professora de Direito Constitucional da UFPR Estefânia Maria de Queiroz Barboza, pelo advogado Rogério Bueno e pela professora Eneida já citada. Os advogados tiveram o apoio da Dr.ª Elisa Stein, e dos advogados da oposição e de Tadeu Veneri.

Assinaram o documento os seguintes deputados estaduais:

Ademir Bier (PMDB)

Antonio Anibelli Neto (PMDB)

Chico Brasileiro (PSD)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Márcio Pacheco (PPL)

Márcio Pauliki (PDT)

Nelson Luersen (PDT)

Nereu Moura (PMDB)

Ney Leprevost (PSD)

Péricles de Mello (PT)

Professor Lemos (PT)

Rasca Rodrigues (PV)

Requião Filho (PMDB)

Tadeu Veneri (PT)

O processo pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça, clique aqui (Processo 1341485-6, Protocolo 2015.00034478). O relator é o Desembargador Luis Espíndola, que provavelmente decidirá que vai conceder a liminar na manhã do dia 12. Os advogados Tarso Cabral Violin e Elisa Stein já se reuniram com o Desembargador relator. Além disso os deputados Antonio Anibelli Neto, Nelson Luersen, Nereu Moura, Professor Lemos, Requião Filho e Tadeu Veneri, e os advogados Tarso Cabral Violin e Marcelo Veneri já conversaram com o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Vasconcelos, sobre a ação.

A quinta-feira promete!

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O advogado Tarso Cabral Violin, os deputados Requião Filho, Anibelli Neto, Nelson Luersen, Professor Lemos, Nereu Moura, Tadeu Veneri e a advogada Elisa Stein protocolam o Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça do Paraná

As contradições do líder governista Romanelli

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O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB) é a contradição em pessoa.

Foi líder do governo na gestão de Roberto Requião (PMDB), um governo social, e agora é líder do governo Beto Richa (PSDB), que prega o neoliberalismo.

Durante o governo Requião, um governador inimigo dos pedágios privados, o advogado passava sem pagar (e ensinava na internet como fazer – veja o vídeo aqui) as cancelas de pedágio; e agora defende um governo que é amigo dos pedágios.

O londrinense de formou recentemente em Direito pela UniBrasil e contou com aulas dos maiores constitucionalistas do Brasil.

Mas agora seu chefe, Carlos Alberto Richa, mandou e ele obedeceu: está defendendo que projetos que vão precarizar ainda mais a Administração Pública paranaense e retirar direitos dos servidores sejam votados em Comissão Geral na Assembleia Legislativa do Paraná.

Comissão Geral é um artifício que só existe na AL do Paraná que permite a redução do interstício entre as discussões dos projetos, com a realização de sessões ordinária e extraordinárias no mesmo momento. É previsto no Regimento Interno da Casa (art. 107), para agilizar a tramitação dos projetos, mas é totalmente inconstitucional segundo vários juristas, pois retira a discussão democrática que deve existir no Parlamento.

Hoje Romanelli justificou para a imprensa (eu estava lá como autor do Blog do Tarso) que é contra a Comissão Geral, mas a defende agora por causa da situação emergencial que vive o Estado. Situação emergencial? Como assim? Richa já está quatro anos no Poder. Se o Estado está quebrado a culpa principal é de Richa e de seu governo. Não é possível que um governante haja com desídia para depois querer justificar uma atuação excepcional por emergência. É uma burla do ordenamento jurírico e esse governante deve ser responsabilizado.

Um ex-aluno meu, atual deputado estadual do Paraná, assinou documento pela Comissão Geral. Uma vergonha para mim.

Os grandes constitucionalistas que foram professores de Romanelli também devem estar tristes com a atuação de seu ex-aluno.

Tucanos mandam e manifestantes apanham na Assembleia Legislativa do Paraná

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Coroneis tucanos anti-democráticos do Paraná Carlos Alberto Richa e Valdir Rossoni

Professores liderados pela APP-Sindicato manifestaram-se hoje contra a aprovação do inconstitucional e golpista projeto de lei de autoria do governador reeleito Beto Richa (PSDB), que pretende prorrogar o mandato de diretores de escolas estaduais do Paraná.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), que o Brasil vai ter que aguentar na Câmara dos Deputados porque ele se elegeu deputado federal, mandou que os seguranças privados retirassem os manifestantes da galeria, que apanharam dos brutamontes.

O tucano Rossoni disse que não houve excesso por parte da segurança da Casa, que teria agido apenas para manter a ordem e prosseguir os trabalhos.

A proposta foi aprovada em todos os turnos e redação final hoje mesmo, por meio da instauração da inconstitucional e anti-democrática Comissão Geral.

33 deputados golpistas votaram com o governo, 13 votaram contra.

Veja imagens do espancamento, clique aqui.

Os seguranças chutaram a cabeça de um manifestante quando ele estava caído no chão:

Paraná votou em uma Assembleia Legislativa ainda mais governista

Bancada do PT atual. De sete para três

Bancada do PT atual na AL-PR. De sete para três

Um dos motivos do governador Beto Richa (PSDB) ter sido reeleito ainda no primeiro turno de ontem (5) foi por culpa de praticamente não existir oposição na Assembleia Legislativa do Paraná.

Na atual legislatura faziam oposição pouquíssimos deputados, e ainda de forma muito amena.

Apenas os deputados do PT faziam oposição e fiscalizam de fato o Poder Executivo e o governo Richa, sendo que alguns de forma bastante tímida.

Anibelli Neto, Gilberto Martin e Kielse, todos do PMDB, assim como Rasca Rodrigues (PV) e Pastor Edson Praczyk (PRB), faziam oposição apenas em determinadas situações.

O problema é que dos 7 deputados do PT apenas 3 se reelegeram: Professor Lemos, Tadeu Veneri e Péricles Mello. Veja a lista completa aqui.

Elton Welter e Luciana Rafagnin não se reelegeram.

Enio Verri e Toninho Wandscheer tentaram a Câmara Federal, se elegeram, mas não conseguiram eleger seus candidatos para a AL. Note-se que eram os que faziam a oposição mais “light” ao governo Richa.

Anibelli e Rasca se reelegeram, Gilberto Martin e Kielse não. Mas foi eleito Requião Filho (PMDB), que fará oposição.

Com isso, de 7 a 11 ou 12 oposicionistas, na próxima legislatura haverá apenas entre 3 e 7 deputados estaduais oposicionistas.

Momentos tristes para a Democracia e Administração Pública paranaense na legislatura de 2015-2018.

Veja a lista dos deputados estaduais eleitos no Paraná

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1- Ratinho Junior PSC
2- Alexandre Curi PMDB
3- Tiago Amaral PSB
4- Artagao Junior PMDB
5- Gilberto Ribeiro PSB
6- Ney Leprevost PSD
7- Traiano PSDB
8- Paranhos PSC
9- Evandro Junior PSDB
10- Plauto DEM
11- Pedro Lupion DEM
12- Marcio Pauliki PDT
13- Dr. Batista PMN
14- Schiavinato PP
15- Paulo Litro PSDB
16- Romanelli PMDB
17- Bernardo Ribas Carli PSDB
18- Elio Rusch DEM
19- Douglas Fabricio PPS
20- Chico Brasileiro PSD
21- Francisco Buhrer PSDB
22- Requiao Filho PMDB
23- Mauro Moraes PSDB
24- Anibelli Neto PMDB
25- Nereu Moura PMDB
26- Pastor Edson Praczyk PRB
27- Tercilio Turini PPS
28- Ademir Bier PMDB
29- Guto Silva PSC
30- Marcio Nunes PSC
31- Maria Victoria PP
32- Cantora Mara Lima PSDB
33- Nelson Justus DEM
34- Adelino Ribeiro PSL
35- Professor Lemos PT
36- Tadeu Veneri PT
37- Péricles de Holleben Mello PT
38- Luiz Carlos Martins PSD
39- Jonas Guimaraes PMDB
40- Palozi PSC
41- Nelson Luersen PDT
42- Andre Bueno PDT
43- Fernando Scanavaca PDT
44- Felipe Francischini SD
45- Gilson de Souza PSC
46- Tião Medeiros PTB
47- Claudia Pereira PSC
48- Cobra Reporter PSC
49- Hussein Bakri PSC
50- Wilmar Reichembach PSC
51- Marcio Pacheco PPL
52- Alexandre Guimarães PSC
53- Rasca Rodrigues PV
54- Missionário Ricardo Arruda PSC

Curiosidades:

Missionário Ricardo Arruda PSC teve apenas 23.592 votos e foi eleito graças à votação de Ratinho Jr (PSC), 300.928 votos, assim como outros deputados eleitos do PSC.

Wilson Quinteiro (PSB) teve 41.195 votos, mais do que 18 deputados eleitos, mas não foi eleito por causa do quociente eleitoral.

23,74% dos deputados que votaram em Fábio Camargo ou Plauto Miró para Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná não se reelegeram.

Tadeu Veneri foi o 5º deputado estadual mais votado de Curitiba, sendo o primeiro do PT e da esquerda, com 26.959 votos (total de 42.206 no Paraná). Sem receber dinheiro de grandes empresas em sua campanha. Se habilita como um possível candidato à prefeito da cidade em 2016 ou 2020.

Nenhum vereador de Curitiba se elegeu deputado estadual.

Deputados atuais que não se reelegeram:

Wilson Quinteiro (PSB)

Stephanes Junior (PMDB)

Kielse (PMDB)

Luiz Accorsi (PSDB)

Elton Welter (PT)

Antonio Carlos Belinati (PP)

Cheida (PMDB)

Luciana Rafagnin (PT)

Caito Quintana (PMDB)

Gilberto Martin (PMDB)

Marla Tureck (PSD)

Waldir Pugliesi (PMDB)

Veja a lista dos 34 deputados que não querem investigar suspeita de propina para irmão de Beto Richa

Depois de legislar, a principal função do Poder Legislativo é de fiscalizar o Poder Executivo.

Veja a lista dos 34 deputados estaduais do Paraná que não querem investigar a suspeita de propina para irmão do governador Beto Richa (PSDB, Pepe Richa:

ADELINO RIBEIRO PSL

ADEMAR TRAIANO PSDB

ADEMIR BIER PMDB

ALCEU MARON FILHO PSDB

ANDRÉ BUENO PDT

ANIBELLI NETO PMDB

ARTAGÃO JUNIOR PMDB

BERNARDO RIBAS CARLI PSDB

CAÍTO QUINTANA PMDB

CANTORA MARA LIMA PSDB

DOUGLAS FABRÍCIO PPS

DR. BATISTA PMN

DUÍLIO GENARI PP

ELIO RUSCH DEM

EVANDRO JUNIOR PSDB

FERNANDO SCANAVACA PDT

FRANCISCO BÜHRER PSDB

GILBERTO RIBEIRO PSB

GILSON DE SOUZA PSC

JONAS GUIMARÃES PMDB

LUIZ ACCORSI PSDB

MARLA TURECK PSD

MAURO MORAES PSDB

NELSON GARCIA PSDB

NELSON JUSTUS DEM

NEREU MOURA PMDB

PASTOR EDSON PRACZYK PRB

PEDRO LUPION DEM

PLAUTO MIRÓ DEM

RASCA RODRIGUES PV

ROSE LITRO PSDB

TERCILIO TURINI PPS

WALDYR PUGLIESI PMDB

WILSON QUINTEIRO PSB

Votaram pelo comparecimento de Pepe Richa para dar explicações aos deputados:

CLEITON KIELSE PMDB

ELTON WELTER PT

ENIO VERRI PT

LUCIANA RAFAGNIN PT

NELSON LUERSEN PDT

PÉRICLES DE MELLO PT

PROFESSOR LEMOS PT

TADEU VENERI PT

TONINHO WANDSCHEER PT

Alguns deputados estavam presentes mas não votaram. Por que será? Veja a lista:

ALEXANDRE CURI PMDB

GILBERTO MARTIN PMDB

HERMAS BRANDÃO JR PSB

LUIZ CARLOS MARTINS PSD

NEY LEPREVOST PSD (mas apoiou o não comparecimento de Pepe Richa)

OSMAR BERTOLDI DEM

PARANHOS PSC

ROBERTO ACIOLLI PV

STEPHANES JUNIOR PMDB

TERUO KATO PMDB

VALDIR ROSSONI PSDB (por ser presidente, mas votaria pelo não comparecimento)

34 deputados estaduais não querem investigar suspeita de propina para irmão de Beto Richa

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34 deputados estaduais do Paraná não querem convidar o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná José Richa Filho, vulgo Pepe Richa, irmão do governador Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa, para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa do Paraná.

“Pepe” Richa deve esclarecimentos sobre denúncias de uma empresária que disse que o irmão do governador recebeu propina de R$ 500 mil.

Ministério Público vai investigar se irmão de Beto Richa é propineiro, mas a maioria dos nossos deputados não têm interesse nas investigações.

Apenas 9 parlamentares são a favor do pedido, entre eles o líder do PT na Assembleia, o deputado Tadeu Veneri.

Os 34 deputados anti-investigação são da situação e foram liderados pelo deputado Ademar Traiano (PSDB), líder do governo Beto Richa (PSDB).

Pepe nega que seja propineiro. Beto nega que seu irmão seja propineiro.

Entendo que uma CPI do Pepe seria legal.

Por favor outubro de 2014, chega logo!

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Justiça afasta Fabio Camargo do cargo de Conselheiro do TC

O conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, Fabio Camargo, foi afastado liminarmente hoje (27) do cargo, por meio de decisão da desembargadora Regina Afonso Portes, do Tribunal de Justiça do Paraná, em mandado de segurança impetrado pelo empresário Max Schrappe, um dos candidatos à vaga aberta no TC após a aposentadoria do conselheiro Hermas Brandão.

Fabio Camargo era deputado estadual pelo PTB e foi eleito para a vaga no TCE-PR no dia 15 de julho, em eleição na Assembleia Legislativa do Paraná. Das 40 candidatos Camargo teve 27 votos, o também deputado Plauto Miró Guimarães (DEMO) 22 votos, o advogado, professor universitário e autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, teve 2 votos, e Paulo Roberto Drabik 1 voto.

Schrappe ingressou com mandado de segurança no dia 17 de outubro com o pedido de nulidade da votação. O seu advogado, Alexandre Salomão, argumentou que seu cliente não pôde concorrer em condições de igualdade, pois o período para pedidos de impugnação de candidaturas teria transcorrido sem que se pudesse ter acesso aos documentos apresentados pelos candidatos; que Camargo não apresentou a documentação exigida para disputar a eleição, pois o ex-deputado apresentou as certidões negativas de primeira instância judicial, mas por ter foro privilegiado, suas ações tramitam no TJ; como os 54 deputados estaduais estavam presentes à sessão, o vencedor deveria obter pelo menos 28 votos para ser eleito no primeiro turno, Camargo e Miró se abstiveram de votar, mas seus votos foram computados como em branco.

A desembargadora argumentou que ” uma análise sumária do processo em questão evidencia que as diligências realizadas pela Comissão Especial infringiram o princípio da isonomia, ao passo que somente o candidato Fabio de Souza Camargo teria sido beneficiado com a juntada ex officio da certidão de distribuição de processos faltantes”, que outras candidaturas foram indeferidas “por terem os interessados deixado de apresentar os documentos exigidos” e os fatos indicam que Camargo teve “tratamento diferenciado” em relação aos demais candidatos: “Como se vê, conferiu-se aos demais candidatos tratamento diferenciado daquele recebido por Fábio de Souza Camargo. (…) Não bastasse essa indevida inclusão de certidão, não teria sido ainda observado o quórum mínimo para efeito de escolha de candidato em turno único de votação”. Ainda: “Encontra-se presente também o perigo na demora, na medida em que não se pode perpetuar uma situação ilegítima e em desconformidade com o arcabouço normativo, ensejando eventual alegação de nulidade dos feitos em que participar o conselheiro escolhido por meio de processo viciado, em prejuízo da segurança jurídica que se espera dos atos praticados no exercício de tal relevante função institucional”. Veja a decisão no Blog do Esmael, clique aqui: http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2013/11/despacho_regina.pdf.

Fabio está afastado até que o mérito da ação seja julgado pelo TJ, mas terá 10 dias para se manifestar sobre a decisão. Ele não foi encontrado pela imprensa para comentar a decisão.

Há outro pedido de afastamento de Fábio Camargo do TC que tramita no Superior Tribunal de Justiça, conforme pedido de afastamento da Procuradoria-Geral da República (inquérito 950), que investiga suposto tráfico de influência que teria sido praticado pelo pai de Fabio, Clayton Camargo.

O desembargador Clayton Camargo, que presidia o TJ-PR, foi acusado de tráfico de influência sobre os deputados estaduais, para que o filho fosse escolhido, o que está sendo investigado pelo Conselho Nacional  de Justiça, que determinou o afastamento do desembargador do cargo, até que uma decisão seja tomada.

O deputado Elton Welter (PT) chegou a confessar que foi ameaçado para votar em Camargo, mas que votou em Plauto.

Se a eleição for anulada e Camargo perder seu cargo, são três as possibilidades:

1. Segundo turno entre Plauto e Tarso;

2. Novo primeiro turno entre os candidatos já habilitados;

3. Nova eleição, com a possibilidade de novos candidatos.

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A votação que elegeu Camargo foi secreta, mas alguns votos já foram revelados pelos próprios deputados ou por fontes. Ajude o Blog do Tarso a fazer a lista dos 27 deputados estaduais que votaram em Fábio Camargo.

FÁBIO CAMARGO

Ademar Traiano (PSDB)

Ademir Bier (PMDB)

Alexandre Curi (PMDB)

Enio Verri (PT)

Hermas Brandão Jr. (PSB)

Professor Lemos (PT)

Roberto Aciolli (PV)

Toninho Wandscheer (PT)

Valdir Rossoni (PSDB)

PLAUTO MIRÓ

Alceu Maron Filho (PSDB)

Bernardo Carli (PSDB)

Elton Welter (PT)

Ney Leprevost (PSD)

Pedro Lupion (DEM)

Péricles de Mello (PT)

TARSO CABRAL VIOLIN

Luciana Rafagnin (PT)

Tadeu Veneri (PT)

PAULO ROBERTO DRABIK

Rasca Rodrigues (PV)

FÁBIO CAMARGO OU PLAUTO MIRÓ

Adelino Ribeiro (PSL)

Andre Bueno (PDT)

Anibelli Neto (PMDB)

Artagão Júnior (PMDB)

Caíto Quintana (PMDB)

Cantora Mara Lima (PSDB)

Cleiton Kielse (PMDB)

Douglas Fabrício (PPS)

Dr. Batista (MD)

Duílio Genari (PP)

Elio Rusch (DEM)

Evandro Junior (PSDB)

Fernando Scanavaca (PDT)

Francisco Bührer (PSDB)

Gilberto Martin (PMDB)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Gilson de Souza (PSC)

Jonas Guimarães (PMDB)

Leonaldo Paranhos (PSC)

Luiz Acorssi (PSDB)

Luiz Carlos Martins (PDT)

Marla Turek (PSD)

Mauro Moraes (PSDB)

Nelson Garcia (PSDB)

Nelson Justus (DEM)

Nelson Luersen (PDT)

Nereu Moura (PMDB)

Pastor Edson Praczyk (PRB)

Rose Litro (PSDB)

Stephanes Junior (PMDB)

Tercílio Turini (PPS)

Teruo Kato (PMDB)

Waldyr Pugliesi (PMDB)

Wilson Quinteiro (PSB)

NÃO VOTARAM

Fabio Camargo (PTB)

Plauto Miró (DEM)

Jurista entende que “tratoraço” de Beto Richa na Assembleia Legislativa é inconstitucional

Beto Richa trator escavadeira

O governo Beto Richa (PSDB) no Paraná já foi apelidado de tartaruga, por estar já se encaminhando para o final do mandato e não ter feito praticamente nada de bom pelo povo paranaense. Um governo travado, com um governador que não gosta de trabalhar.

Quando o governo percebe que não funciona, de repente ele encaminha um projeto de lei para a Assembleia Legislativa e quer a aprovação do projeto em menos de um mês, de forma totalmente anti-democrática, sem discussão com a sociedade, sem debate com a reduzida oposição, sem reflexão por parte dos deputados e dos servidores técnicos do Parlamento.

Normalmente são as privatizações que Beto Richa manda que seus deputados estaduais votem com uma rapidez não praticada no Poder Executivo, como a criação da privatização da saúde e cultura via Lei das OS – organizações sociais, ou mesmo agora com a privatização do Simepar e e-Paraná via serviço social autônomo. Mas também várias criações de cargos comissionados sem concurso público foram realizados assim.

A aprovação rápida dos projetos se dá por meio da realização de sessões extraordinárias em sequência e a uma manobra regimental chamada de comissão geral de plenário, o que desobriga que o PL passe pela análise prévia das comissões.

Segundo o regimento da AL a sessão plenária da Assembleia pode ser transformada em comissão geral por proposta conjunta de líderes ou por um terço dos deputados.

Conforme matéria de hoje da Gazeta do Povo, o líder do governo Beto Richa na AL, Ademar Traiano (PSDB), defende o recurso.O deputado estadual  Caíto Quin­­tana (PMDB) confessa que as comissões-gerais já foram instituídas anteriormente, mas em menor número.

Segundo um dos maiores juristas do Direito Constitucional do Paraná, o professor doutor Paulo Ricardo Schier (UniBrasil), em entrevista para a Gazeta do Povo, apesar de estar previsto no regimento interno da Assembleia, o artifício da transformação do plenário em comissão geral pode ser considerado inconstitucional:

“A democracia prevê o debate público, a participação da mídia, da oposição e de diversos atores sociais. Quando a discussão de um projeto de lei se faz rapidamente, não existe tempo para que esses atores formem uma opinião, o que acaba subvertendo a ideia de democracia”.

O professor Schier destaca que as comissões parlamentares, permanentes ou temporárias, realizam um trabalho importante no estudo das matérias:

“No caso das comissões gerais, o assunto não é devidamente debatido e pensado tecnicamente para, por exemplo, elaborar argumentos para que a matéria seja refutada”.

Jornalista Sylvio Sebastiani quer que autoridades investiguem Assembleia Legislativa do Paraná

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O jornalista Sylvio Sebastiani é uma memória viva da política paranaense. Ele continua atuante no Facebook (clique aqui) mas quer um apoio das autoridades paranaenses.

Sebastiani tem várias denúncias comprovadas contra ex e atuais deputados estaduais do Paraná, por irregularidades, imoralidades e ilegalidades que ocorriam e continuam ocorrendo na AL.

Já fez denúncias no Ministério Público do Estado do Paraná e nada ocorreu.

Já questionou o Tribunal de Contas do Paraná e nada aconteceu.

Já denunciou para a velha mídia e o resultado foi o silêncio.

Sua última esperança é a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná.

Sylvio diz que tem vasta documentação mas tem medo de não viver a tempo para que os documentos sejam analisados e encaminhados via processos judiciais. Receia que os documentos sejam perdidos.

Diz que tem muita gente com cara de santo mas que tem as mãos sujas.

Acredito que Sylvio Sebastiani ainda viverá muito tempo. Mas é essencial que a OAB/PR abrace a cause do jornalista, pela moralização do nosso parlamento estadual. Para que autoridades que agiram de forma irregular sejam responsabilizadas nas esferas cível, penal, administrativa e da improbidade administrativa.

Advogados, jornalistas, blogueiros e demais autoridades e cidadãos que queiram auxiliar Sebastiani nessa luta, favor entrar em contato com o jornalista pelo Facebook.

Jornalista e blogueiro Fábio Campana era servidor da Assembleia Legislativa e pediu exoneração

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O respeitado jornalista e blogueiro Sylvio Sebastiani, via Facebook, divulgou o Ato de n° 1.196/2013 assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni, pelo deputado estadual e 1º Secretário, Plauto Miró, e pelo 2º Secretário, Ademir Bier.

O ato exonera, A PEDIDO, o jornalista e também blogueiro Luiz Fabio Campana a partir de 15 de maio de 2013. O ato foi assinado em 1° de julho de 2013 e publicado apenas dia 18 de julho.

Sebastiani ficou com duas dúvidas se o ato é verdadeiro: uma que a exoneração foi a pedido de Campana e a outra que foi com efeito retroativo. Confirmei a publicação no Diário Oficial da Assembleia.

Minhas dúvidas: o que fazia Campana na Assembleia Legislativa? Trabalhava todo o dia? Estava de licença? Já teve função comissionada? Fez concurso público?

Fábio Campana é famoso por sua defesa intransigente do governador Beto Richa e de todos os políticos de direita, e ataques gratuitos aos políticos do Partido dos Trabalhadores e ao senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB).

Veja em quem os deputados vão votar na eleição para o TC de segunda-feira

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Atualizado às 22h

Por meio de reportagens do jornal Metro e da RPC/Globo e de informações de bastidores, e por mais que o voto seja secreto, veja a lista de votação dos deputados estaduais nos candidatos ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Senhor deputado, favor enviar declaração de voto até segunda-feira para o Blog do Tarso.

85% dos leitores não querem que os deputados votem em deputado, segundo a enquete (vote ao lado). Em pesquisa da RPC/Globo esse percentual chegou a 98% dos telespectadores que não querem um deputado como Conselheiro do TC.

Adelino Ribeiro (PSL) – indeciso, votará junto com a bancada PRB/PSC/PSL

Ademar Traiano (PSDB) – Plauto Miró (DEM)

Ademir Bier (PMDB)

Alceu Maron Filho (PSDB) – indeciso

Alexandre Curi (PMDB) – Fábio Camargo (PTB)

Andre Bueno (PDT)

Anibelli Neto (PMDB)

Artagão Júnior (PMDB)

Bernardo Carli (PSDB)

Caíto Quintana (PMDB)

Cantora Mara Lima (PSDB) – indecisa

Cleiton Kielse (PMDB)

Douglas Fabrício (MD) – não vai revelar porque o voto é secreto

Dr. Batista (MD)

Duílio Genari (PP) – votará nos deputados Plauto Miró (DEM) ou Fábio Camargo (PTB)

Elio Rusch (DEM)

Elton Welter (PT) –  vai decidir na reunião de bancada do PT de segunda-feira, se votará em deputado ou em um técnico

Enio Verri (PT) – vai decidir na reunião de bancada do PT de segunda-feira, se votará em deputado ou em um técnico

Evandro Junior (PSDB) – indeciso

Fabio Camargo (PTB) – Fabio Camargo (PTB)

Fernando Scanavaca (PDT) – indeciso

Francisco Bührer (PSDB)

Gilberto Martin (PMDB) – indeciso, mas revelará o voto depois da eleição

Gilberto Ribeiro (PSB) – indeciso

Gilson de Souza (PSC) – indeciso, votará junto com a bancada PRB/PSC/PSL

Hermas Brandão Jr. (PSB) – indeciso

Jonas Guimarães (PMDB)

Leonaldo Paranhos (PSC) – indeciso, votará junto com a bancada PRB/PSC/PSL

Luciana Rafagnin (PT) – indecisa. Vai decidir na reunião de bancada do PT de segunda-feira, se votará em deputado ou em um técnico

Luiz Acorssi (PSDB)

Luiz Carlos Martins (PDT)

Marla Turek (PSD) – indecisa

Mauro Moraes (PSDB)

Nelson Garcia (PSDB)

Nelson Justus (DEM)

Nelson Luersen (PDT) – indeciso

Nereu Moura (PMDB)

Ney Leprevost (PSD) – Deputado Plauto Miró (DEM) ou advogado Daniel Ferreira

Pastor Edson Praczyk (PRB) – indeciso, votará junto com a bancada PRB/PSC/PSL

Pedro Lupion (DEM) – Plauto Miró (DEM)

Péricles de Mello (PT) – vai decidir na reunião de bancada do PT de segunda-feira, se votará em deputado ou em um técnico

Plauto Miró (DEM) – Plauto Miró (DEM)

Professor Lemos (PT) – vai decidir na reunião de bancada do PT de segunda-feira, se votará em deputado ou em um técnico

Rasca Rodrigues (PV) – está viajando e infelizmente não participará da eleição

Roberto Aciolli (PV) – Fábio Camargo (PTB). Não votará no combativo Rubens Hering, que é do seu partido, o PV.

Rose Litro (PSDB) – não quer informar

Stephanes Junior (PMDB)

Tadeu Veneri (PT) – não votará de jeito nenhum em deputado, vai votar em alguém com perfil técnico-político

Tercílio Turini (MD) – indeciso

Teruo Kato (PMDB)

Toninho Wandscheer (PT) – não quer informar agora. Vai decidir na reunião de bancada do PT de segunda-feira, se votará em deputado ou em um técnico

Valdir Rossoni (PSDB) – quer que os dois deputados renunciem suas candidaturas

Waldyr Pugliesi (PMDB)

Wilson Quinteiro (PSB) – indeciso

PT, PMN e PPS são os únicos partidos que foram contra superaposentadoria

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O desembargador José Aniceto do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) negou conceder liminar requerida pelos deputados estaduais Nelson Garcia (PSDB) e Duílio Genari (PP) em mandado de segurança para que a Assembleia Legislativa do Paraná fosse obrigada a conceder superaposentadorias complementares aos parlamentares (R$ 17 mil).

Apenas o PT, do PMN e do PPS têm deputados estaduais que não assinaram o abaixo-assinado favorável às superaposentadorias.

Veja a lista de deputados estaduais que pediram para a Assembleia manter a superaposentadoria especial, que vão para a Lista Proibida do Blog do Tarso:

Adelino Ribeiro (PSL)

Ademar Traiano (PSDB)

Ademir Bier (PMDB)

Anibelli Neto (PMDB)

Artagão Júnior (PMDB)

Caíto Quintana (PMDB)

Cleiton Kielse (PEN)

Duílio Genari (PP)

Élio Rusch (DEM)

Evandro Júnior (PSDB)

Fábio Camargo (PTB)

Fernando Scanavacca (PDT)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Gilson de Souza (PSC)

Hermas Brandão Júnior (PSB)

Jonas Guimarães (PMDB)

Luiz Accorsi (PSDB)

Luiz Cláudio Romanelli (PMDB)

Mara Lima (PSDB)

Mauro Moraes (PSDB)

Nelson Garcia (PSDB)

Ney Leprevost (PSD). Depois se arrependeu e pediu para retirar sua assinatura do pedido

Pastor Edson Praczyck (PRB)

Roberto Acioli (PV)

Rose Litro (PSDB)

Stephanes Júnior (PMDB)

Ação criminal contra Beto Richa não anda por culpa da Assembleia Legislativa

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Rossoni e Beto Richa, a dupla de tucanos que comandam o Paraná

O Superior Tribunal de Justiça – STJ está impedido de abrir um processo criminal contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), porque a Assembleia Legislativa do Paraná não autoriza o início da ação, como exige o ordenamento jurídico.

Quem manda e desmanda na Assembleia Legislativa é o governador, infelizmente. Os deputados estaduais que apoiam Beto Richa, a grande maioria, são beneficiados com cargos de Secretário de Estado e carquinhos comissionados, assim como emendas ao orçamento para que possam fazer política rasteira em suas cidades.

Segundo a Constituição Federal apenas o STJ pode processar governadores por crimes comuns, mas a Constituição do Paraná estabelece que as ações só podem ter início com o aval da Assembleia.

Esse é o motivo do desespero de Richa. Ele terá dificuldades de se reeleger em 2014. Por enquanto a ação está suspensa, sem a autorização da AL. Mas se Richa perder a ação volta a ser reaberta.

Segundo a Folha de S. Paulo a ação contra Richa corre em segredo de justiça. Segundo Beto, a denúncia o acusa de não ter usado recursos federais destinados a uma obra executada quando era prefeito de Curitiba. Carlos Alberto diz que devolveu o dinheiro à União e usou verbas da prefeitura.

Com a palavra o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB).

Por favor 2014, chega logo!

Cenas quentes: tirem as crianças da sala

O deputado Cleiton Kiélse (PEN) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná, durante a sessão plenária desta segunda-feira (15), para denunciar um esquema que teria favorecido as empresas concessionárias de pedágio no estado. De acordo com Kielse, o deputado Ney Leprevost (PSD) teria recebido 1 milhão de reais de uma empresa do setor. Também foram acusados de participar do esquema os deputados Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia, e outros parlamentares.Todos negaram envolvimento no caso.