Seja um advogado de Direito Eleitoral!

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Conhecer profundamente as licitações e contratos administrativos? Entender como funciona o orçamento público e a responsabilidade fiscal? Saber como aplicar nos casos concretos o regime jurídico-administrativo e os princípios constitucionais da Administração Pública? Ter experiência prática em órgãos da Administração Pública direta e entidades de direito público e de direito privado da Administração indireta? Ser um especialista em Direito Administrativo e Constitucional?

Muitos alunos me perguntam qual área do Direito hoje em dia proporciona mais possibilidades para que eles possam fazer a diferença no Poder Público. Nos últimos anos ando respondendo: SEJA UM ADVOGADO DE DIREITO ELEITORAL!

É claro que o conhecimento aprofundado teórico e prático do Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Financeiro é essencial para qualquer profissional que queira trabalhar no Poder Público. E é claro que os concursos públicos abrem a possibilidade de atuação variada dentro das estruturas públicos, desde juiz, promotor, procurador, etc.

Mas para cargos que dependam de algum tipo de indicação política, hoje em dia os advogados de Direito Eleitoral estão em alta. E isso é quase natural. O político tem mais contato com os advogados que o assessoram durante as eleições. São os advogados eleitoralistas que as vezes até ganham a eleição pelo candidato, tamanha é a intervenção do Poder Judiciário Eleitoral na democracia representativa e nas eleições brasileiras.

Os programas eleitorais da TV são essenciais para a vitória do candidato? É o advogado eleitoral que muitas vezes consegue manter o horário do candidato e retirar o horário do adversário. O candidato é acusado de abuso do poder econômico, propaganda irregular ou antecipada, uso da máquina pública em benefício próprio? É o advogado eleitoral que  vai defender o candidato. E o político sagrando-se vencedor, quem será de sua confiança para os cargos estratégicos de indicação política? O advogado de Direito Eleitoral!

Ainda bem que muitos advogados eleitorais, atualmente, também são profundos conhecedores do Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Financeiro. E assim merecem a indicação política.

Ministro do STF, Ministros e Conselheiros do Tribunal de Contas da União e dos Estados, dirigente das agências reguladoras, Ministro da Justiça e secretários estaduais e municipais de assuntos jurídicos, desembargadores escolhidos pelo quinto constitucional, Advogado Geral da União e procuradores-gerais dos Estados e Municípios, diretorias jurídicas nas empresas estatais, assessoria jurídica em Ministérios e Secretarias estaduais e municipais. A tendência é o domínio dos advogados eleitorais.

Se você gosta de Direito Público e quer fazer a diferença no Estado, estude Direito Eleitoral!

Se você é advogado eleitoralista e quer galgar cargos mais altos nas estruturas estatais: conheça também de forma aprofundada o Direito Administrativo, o Direito Constitucional e o Direito Financeiro!

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, advogado e professor de Direito Administrativo

Cade investiga cartel em licitações para serviços de TI

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Do Istoé Dinheiro

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai investigar um suposto cartel em licitações públicas de órgãos e empresas sediados no Distrito Federal para a contratação de serviços terceirizados de Tecnologia da Informação (TI). Segundo nota divulgada pelo órgão, a Superintendência instaurou processo administrativo para apurar indícios de que sete empresas e dez executivos do setor teriam trocado informações para fixar preços e ter vantagens nessas licitações, dividindo o mercado de TI no DF.De acordo com o Cade, documentos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contêm indícios de que os acusados mantinham “intensa comunicação entre si” após a publicação dos editais. Além de verificarem se a licitação já “estava encaminhada” para alguma das empresas participantes do suposto cartel, as mensagens eletrônicas também abordavam informações comerciais consideradas sensíveis, como preço, cliente e as condições de participação nos processos licitatórios.Segundo a Superintendência, a atuação do suposto cartel teria prejudicado órgãos e empresas públicas federais e distritais. Os acusados serão notificados e terão até 30 dias para apresentarem suas defesas.

Hoje faleceu Ronald Dworkin

Ronald Dworkin em 2011. Foto de Graham Turner

Ronald Dworkin em 2011. Foto de Graham Turner

Na madrugada de hoje, aos 81 anos, morreu em Londres por leucemia, Ronald Dworkin.

Dworkin era estadunidense, e se destacou como filósofo do direito e constitucionalista, professor da New York University e University College London.

Estudei muito Dworkin no mestrado na UFPR, sobre hermenêutica e interpretação dos princípios constitucionais.

Uma grande perda para o Direito!

Escolher a equipe de governo é uma arte

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Equilíbrio. Essa é a palavra chave para se escolher uma equipe de governo. Aprendi isso nos meus oito anos no governo e nos mais de dez anos de consultoria jurídica que presto à Administração Pública.

Uma equipe apenas com políticos sem qualquer domínio técnico? Catástrofe. É essencial que ministros, secretários e dirigentes de autarquias e empresas estatais tenham domínio da área que vão administrar. É claro que em determinados órgãos e entidades estatais, basta ao dirigente máximo saber montar uma boa equipe técnica e saber gerir sua equipe. Por isso em alguns casos um dirigente que não domina a área mas sabe gerir pessoas faz uma boa gestão.

Membros do governo apenas do corpo de servidores estatutários? Também pode ser muito ruim. Muitos vão ser corporativistas e farão uma gestão com os olhos voltados primeiro para os interesses dos próprios agentes públicos.

Agentes políticos apenas compostos por professores teóricos, sem qualquer experiência de Administração Pública? Também pode ser um desastre, pois experiência prática também é decisiva para um bom exercício de administração pública. Alguns professores são ótimos teóricos, mas péssimos administradores.

Ministros, secretários e dirigentes apenas com experiência na gestão privada? Pode ser um erro ainda maior do governante. Não é possível comparar a administração privada da administração pública. Nas empresas e entidades privadas o gestor pode fazer tudo o que não for proibido (princípio da legalidade aplicável no direito privado). Na Administração Pública o gestor pode fazer apenas aquilo que estiver previsto em lei ou no ordenamento jurídico. Ou seja, as licitações, concursos públicos, respeito ao orçamento e legislação fiscal, princípio da publicidade, entre outros, devem ser geridos por alguém que entenda que o interesse público se sobrepõe ao interesse privado. Administrar uma empresa privada cujo lema é o “cada um por si” não é a mesma coisa do que administrar interesses públicos.

Um presidente (ou presidenta), um(a) governador(a), um(a) prefeito(a) deve buscar para compor seu ministério, secretariado e alta cúpula da entidades da Administração indireta, pessoas que tenham experiência política, com conhecimento teórico e prático, com conhecimento de gestão pública. Na falta de alguém que tenha todas essas características, que seu corpo de agentes políticos seja equilibrado entre políticos e técnicos, para que não ocorram governos equivocados como alguns que conhecemos, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, é professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado pela UFPR e autor de livros e artigos sobre Direito Público

Pelo financiamento público de campanha

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O Blog do Tarso defende o financiamento público de campanha, para dar uma isonomia maior aos candidatos nas eleições e diminuir o caixa 2. É claro que uma reforma política/eleitoral também deveria legislar no sentido da obrigatoriedade de prévias democráticas nos partidos políticos, limitação de reeleições e voto em lista fechada. Veja matéria da Gazeta do Povo de hoje sobre o tema: Continuar lendo

Pergunta do dia: Joaquim Barbosa condenaria Lincoln?

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Após assistir o filme “Lincoln”, a pergunta que fica: Joaquim Barbosa (STF) condenaria o ex-presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln?

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Dilma assina o Decreto 7.892/2013, que regulamenta o Sistema de Registro de Preços no âmbito Federal

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DECRETO Nº 7.892, DE 23 DE JANEIRO DE 2013

Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e no art. 11 da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002,

DECRETA:

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º  As contratações de serviços e a aquisição de bens, quando efetuadas pelo Sistema de Registro de Preços – SRP, no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, fundos especiais, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades controladas, direta ou indiretamente pela União, obedecerão ao disposto neste Decreto. Continuar lendo

Expansão do RDC “ameaça” Lei Geral de Licitações

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No Justiça & Direito da Gazeta do Povo

Após 20 anos do surgimento da Lei 8.666, diversas normas foram sendo criadas, e a regulação das licitações no país se tornou ainda mais complexa

A necessidade de a legislação sobre licitações do Brasil se adequar à atual realidade e a busca por mais celeridade e transparência despertam diferentes propostas sobre o assunto. Para alguns juristas é preciso fazer uma reforma da Lei de Licitações (8.666/1993). Já outros acreditam que a evolução e a ampliação do Regime Diferenciado de Contratações (RDC – Lei 12.462/2011) é a solução para o assunto. Continuar lendo

Curitiba tem dois cursos de especialização em Direito Administrativo

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A capital do Paraná contará em 2013 com dois cursos de especialização em Direito Administrativo. O Instituto de Direito Romeu Felipe Bacellar, além do seu corpo fixo de professores, contará com os seguintes palestrantes especiais:

– CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO (Titular PUC/SP)
– MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (Titular USP)
– ODETE MEDAUAR (Titular USP)
– WEIDA ZANCANER (PUC/SP)
– Irmgard Elena Lepenies (Titular Universidad Nacional del Litoral – Argentina)
– FERNANDO DIAS MENEZES DE ALMEIDA (USP)
– Ricardo Martins (PUC/SP)
– JUSTO REYNA (Universidad Nacional del Litoral – Argentina)
– LUIS MANUEL FONSECA PIRES (PUC/SP)
– Cristiana Fortini (UFMG)
– Maurício e Carolina Zockun (PUC/SP)
– Emerson Gabardo (UFPR)
– ALFONSO BUTELER (Universidad Nacional de Córdoba – Argentina)
– JUAN GUSTAVO CORVALÁN (Argentina)
– Estefânia Barboza (UniBrasil)
– Irene Nohara (UNINOVE)
– Rafael Valim (PUC/SP)
– Tarso Cabral Violin (Universidade Positivo)

Em 2013 a Universidade Positivo também terá um curso de especialização em Direito Administrativo, do qual farei parte do corpo de professores.

Quer ser professor de Direito da UFRJ? Concurso público aberto

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CNJ defende a privatização de presídios. Mas diz que não é privatização. Absurdo!

Neoliberalismo e gozo – Agostinho Ramalho Marques Neto

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NEOLIBERALISMO E GOZO* Agostinho Ramalho Marques Neto**

Gostaria de colocar, inicialmente, que, para mim, os “tempos sombrios” de que fala o tema deste Congresso têm a ver com a globalização neoliberal. Que “sombras” o neoliberalismo projeta sobre o campo do Direito? E como abordar essa questão dentro de uma perspectiva interdisciplinar que inclua indagações a partir do campo da Psicanálise – e, mais especificamente, a partir de uma referência à noção de Lei?

O termo neoliberalismo contém tanto uma idéia de ruptura quanto uma idéia de continuidade. Trata-se de um “liberalismo”, como o nome indica – e aí temos o elemento de continuidade. Mas esse liberalismo é “novo”, como aponta o prefixo neo – e aí temos a indicação de uma ruptura. Mas em que consiste essa continuidade? Qual o liberalismo “anterior”, cujo nome e cujos traços (alguns, pelo menos) teriam sobrevivido no novo liberalismo? E qual a natureza da “ruptura” que se teria operado nessa passagem? Em suma, qual a “novidade” que o neoliberalismo traz? Continuar lendo

Projeto de FHC para transposição do rio São Francisco foi mal feito

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Segundo o Fantástico de hoje o projeto básico da licitação para a contratação da transposição do rio São Francisco foi realizado no governo do ex-presidente FHC (PSDB). Foi mal feito e por isso o projeto executivo e a obra atrasaram.

A matéria da rede Globo mostra que o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) está sendo firme e cobrando das empreiteiras.

E os tucanos querem voltar em 2014 com Aécio Neves.

Alterações na Lei das PPP

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No Diário Oficial da União de 28/12/2012 a Lei 12.766/2012 foi publicada. Ela altera a Lei 11.079/2004, que institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada – PPP, com previsoes semelhantes ao RDC – Regime Diferenciado de Contratações, como os contratos que poderão prever remuneração variável conforme desempenho. A alteração autoriza, ainda, a União, seus fundos especiais, autarquias, fundações e empresas estatais a participar, no limite global de R$ 6 bilhões, do Fundo Garantidor de PPP. Veja o texto completo da Lei: Continuar lendo

Imperdível vídeo de entrevista com Agostinho Ramalho Neto sobre o neoliberalismo

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O jurista e psicanalista Agostinho Ramalho Neto trata da diferença entre o liberalismo clássico (liberdade contratual, igualdade formal e fraternidade) com o neoliberalismo:

1. Desigualdade,

2. Competição como lei (darwinismo social) e

3. Eficiência (a serviço da competição).

O neoliberalismo com a minoria vencedora (incluídos opressores) e a grande maioria perdedora (incluídos oprimidos) e de excluídos. Na mira do neoliberalismo está o Estado do Bem-Estar Social, o keynesianismo. O neoliberalismo prega o Estado Mínimo, com a questão social sob responsabilidade da Igreja e das entidades privadas. Termos políticos se transformam em econômicos. A soberania sai do Estado e vai para o mercado, o cidadão (termo político) se transforma em consumidor (termo econômico). O Brasil era um país em desenvolvimento e se transforma em um mercado emergente:

Os jornalistas internalizaram o neoliberalismo e a imprensa é um aparelho ideológico do neoliberalismo. E com uma servidão com vontade de servir, e não pelo poder do tirano. Uma submissão involuntária.

Uma sociedade neoliberal é uma sociedade de consumo, a ideologia do consumo, a busca de preencher uma falta impreenchível. Cidadania é participação, é inclusão. Falta ética quando o que domina é o consumismo. Falta de reconhecimento do outro. O que caracteriza a democracia é o espaço da diferença, o outro é diferença. Quando se dissolvem os direitos sociais e trabalhistas, em nome de uma pretensa eficiência, se fala em custo. Contra trabalhadores com direitos, que ocasionam mercadorias mais caras, afeta a competição, perde um dos tripés do neoliberalismo:

Os negócios são incompatíveis com a velocidade da Justiça. Os grandes negócios passam a ser repassados para fóruns, o judiciário fica com causas menores. Os juízes não podem acreditar que a lei é neutra. Fala de questões psíquicas bem interessantes:

Alternativas jurídicas para Gustavo Fruet sobre a calçada imoral de granito de Curitiba

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É claro que é imoral colocar granito nas calçadas de qualquer cidade brasileira, enquanto existirem ruas sem asfalto e falta de calçamento nas cidades. Até a rua mais “chique” do Brasil, a Oscar Freire, na cidade mais rica do país, São Paulo, tem calçada de blocos de concreto. Parte da burguesia curitibana defende o granito que o ex-prefeito queria instalar no Batel, alegando que o bairro é o que mais arrecada impostos. Esquecem que os impostos e o Estado servem, justamente, para diminuir as desigualdades. Ou seja, tirar dos ricos e socializar os valores para investimentos na classe média e principalmente nas regiões pobres.

Um ato imoral deve ser anulado, uma vez que a Constituição Social e Democrática de Direito de 1988 fixa como um dos princípios da Administração Pública, o princípio da moralidade, no art. 37.

Infelizmente 99% dos nossos magistrados brasileiros não teriam coragem de aplicar o princípio da moralidade e, nesse caso, anular a licitação e o contrato administrativo que prevê calçadas de granito que custam três vezes mais do que as de concreto. Diriam que é uma decisão de mérito da Administração Pública e se anulassem estariam invadindo a competência do Poder Executivo. Besteira, em face ao texto constitucional.

Levando em consideração que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) não conseguiria anular o contrato da calçada de granito imoral do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), financiada pelo governador Beto Richa (PSDB), seriam as seguintes as opções jurídicas de Fruet:

1. Analisar a licitação realizada e o contrato administrativo celebrado e verificar se há mais algum vício passível de nulidade. Caso não confirmado outro vício:

2. Rescindir o contrato por interesse público, nos termos do art. 78, II, da Lei 8.666/93, desde que oportunizado o contraditório e ampla defesa prévios e indenização por prejuízos da empresa contratada. Essa opção deve ser muito bem avaliada, para que seja verificado se o vulto das indenizações não prejudicariam o interesse público. Se não for caso de rescindir o contrato:

3. Realizar uma alteração qualitativa no objeto do contrato, como parece que vai ser realizada pela gestão de Gustavo Fruet. O art. 65 da Lei 8.666/93 permite que essa alteração, para fins de adequação técnica, desde que não desnature o objeto inicial.

Os valores dessa alteração podem ser em até 25% do valor inicial do contrato para mais ou para menos para obras, e em 50% para reformas. De forma unilateral, ou seja, mesmo sem a aceitação da empresa contratada. Aqui pode haver discussão jurídica, mas entendo que o valor aplicado para o caso é de 50%, pois o que está acontecendo no Batel é a reforma da calçada.

É possível, para menos, que esse percentual seja ultrapassado, mas nesse caso não seria unilateral, mas sim bilateral. Ou seja, a empresa deveria concordar com a alteração para menos superar o percentual fixado na Lei de Licitações.

Diante de todo o exposto, no caso concreto, entendo que o Município de Curitiba pode fazer uma alteração unilateral no contrato administrativo, alterando de granito para blocos de concreto o calçamento, do que ainda não foi instalado e comprado (para evitar gastos desnecessários), diminuindo em até 50% o valor do contrato, de forma unilateral, ou mais, caso a empresa aceite.

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, professor de Direito Administrativo e advogado em Curitiba na área de licitações e contratos administrativos

Discurso de posse de Juliano Breda, como o mais jovem presidente da OAB/PR

Posse do novo presidente da da OAB Paraná, Juliano José Breda, Curitiba, 15/01/2013. Foto: ANPr

Posse do novo presidente da OAB Paraná, Juliano José Breda, no Teatro Guaíra em Curitiba, 15/01/2013. Foto da ANPR

Excelentíssimo Senhor Presidente do CFOAB, Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior,

Sua presença, uma vez mais em Curitiba, reforça os laços de amizade, confiança e respeito construídos ao longo dos últimos 3 anos. Vossa Excelência andou por todo o País, mas escolheu esse Estado como seu segundo lar; aqui encontrou sempre apreço e reconhecimento; o Paraná lhe agradece, com a certeza de que crescemos juntos nessa caminhada.

Excelentíssimos

Presidente José Lúcio Glomb,

Governador do Estado do Paraná Beto Richa,

Prefeito do Município de Curitiba Gustavo Fruet,

Senador Álvaro Dias,

Deputado Federal Rubens Bueno,

Deputado Estadual Valdir Rossoni,

Ministro Aldo Rebelo,

Comemoramos recentemente o centenário de José Rodrigues Vieira Neto, secretário do partido comunista, seu maior intelectual, o grande Presidente da história da OAB/PR, perseguido político por suas ideias e pensamentos. Sua presença lembra o espírito democrático de Vieira Neto, e assim como as demais autoridades nominadas, engrandece essa solenidade.

Excelentíssimos Presidentes de Seccionais, demais autoridades presentes, Advogadas e Advogados, Senhoras e Senhores;

Agradeço, desde logo, aos Presidentes e Diretores de Subseções, aos Conselheiros Federais, Estaduais e Subseccionais, atuais e eleitos, e a todos os colegas que dedicam parte de seu tempo à OAB, em especial aos nossos Ex-Presidentes, ilustres personagens a quem não cansamos de expressar uma profunda gratidão.

E aos meus familiares e amigos, que ao longo do tempo perdoaram meus erros, corrigiram minhas faltas, enxugaram lágrimas e compartilharam sorrisos. A todos vocês dedico a emoção e a intensidade dessa noite.

Com os Diretores Cassio Lisandro Telles, Eroulths Cortiano Júnior, Iverly Dias Ferreira, Oderci José Bega e dezenas de conselheiros e Presidentes de Subseções recebemos hoje nossa maior honra – certo de que jamais terei outra a superá-la: a procuração para representarmos todos os advogados desse Estado. Continuar lendo

Beto Richa e seu discurso foi o assunto entre os advogados na posse da OAB/PR

Foto de Orlando Kissner

Foto de Orlando Kissner

Ontem o engenheiro civil não praticante e governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), com mais de dois anos de mandato, mas cujo governo não começou, foi a atração principal na posse do advogado Juliano Breda como novo presidente da OAB/PR e demais membros da instituição, no Teatro Guaíra.

O que mais chamou a atenção não foi a cor alaranjada de Beto, ou a falta de educação do presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), que não levantava para os homenageados e nem batia palmas para ninguém, ou a cara de poucos amigos do senador Alvaro Dias (PSDB), que detesta Richa e Rossoni e teve que ficar ao lado de seus desafetos, ou a cara de quem está trabalhando bastante do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). O que mais chamou a atenção também não foi o espetacular discurso de Juliano Breda, que citou os princípios constitucionais da Administração Pública, criticou o financiamento privado de campanha por empresas e defendeu a atuação da OAB em defesa da Justiça, da República e da Democracia.

O assunto da noite foi o péssimo discurso de Beto Richa. Começou lendo, tentou improvisar, se enrolou, repetiu frases e assuntos, falou demais em prisões e nada de direitos humanos e Justiça, tentou fazer propaganda de seu péssimo governo. Quase todos os advogados com quem conversei, no Teatro Guaíra e no Museu Oscar Niemeyer, onde ocorreu o coquetel, criticaram o discurso de Beto Richa e disseram que foi o pior da noite.

De qualquer forma, estão de parabéns os antigos e os novos membros da OAB Paraná. Já o nosso governador…

Depois do movimento de 68, Diretas Já e Fora Collor, agora é “Granito no Batel já”!

Juliano Breda toma posse amanhã como novo presidente da OAB/PR

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A sessão solene de posse da nova diretoria da OAB Paraná acontecera amanhã (15) às 19h30, no Teatro Guaíra, em Curitiba. Toma posse como presidente da Seccional, em substituição a José Lucio Glomb, o advogado Juliano José Breda, meu amigo desde os tempos de movimento estudantil. Também tomam posse os diretores eleita para o triênio 2013-2015, os advogados Cássio Lisandro Telles (vice-presidente), Eroulths Cortiano Júnior (secretário-geral), Iverly Antiqueira Dias Ferreira (secretária-geral adjunta) e Oderci José Bega (diretor tesoureiro). Na mesma cerimônia serão empossados os novos conselheiros federais e estaduais, os presidentes das 47 subseções do estado e os advogados que compõem a diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná (CAA-PR).

Estão confirmadas as presenças dos ministros Paulo Bernardo (Comunicações, do PT) e Aldo Rebelo (Esporte, do PCdoB), do presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e do prefeito de Curitiba e também advogado Gustavo Fruet (PDT), entre outras autoridades.

Na última gestão participei das comissões de Estudos Constitucionais e e Gestão Pública e Assuntos da Administração, e a experiência é gratificante. Já participei também das comissões de Direito do Terceiro Setor e dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Confira a relação dos que serão empossados:

OAB Paraná
Presidente: Juliano José Breda
Vice-presidente: Cássio Lisandro Telles
Secretário-geral: Eroulths Cortiano Júnior
Secretária-geral adjunta: Iverly Antiqueira Dias Ferreira
Tesoureiro: Oderci José Bega

Conselheiros Federais – Titulares
Alberto de Paula Machado
Cesar Augusto Moreno
José Lucio Glomb
Conselheiros Federais – Suplentes
Flavio Pansieri
Helio Gomes Coelho Junior
Manoel Caetano Ferreira Filho

Caixa de Assistência dos Advogados
Jose Augusto Araújo de Noronha – Presidente
Eliton Araújo Carneiro – Vice-Presidente
Maria Regina Zarate Nissel – Secretária-Geral
Luis Alberto Kubaski- Secretário-Adjunto
Fabiano Augusto Piazza Baracat – Tesoureiro
Diretores suplentes:
Claudia Barroso de Pinho Tavares Montanha Teixeira
Iolanda Maria Gomes
José Carlos Dias Neto
Luciana Carneiro de Lara
Mario Jorge Sobrinho

Conselheiros Estaduais titulares
Alexandre Hellender de Quadros
Carlos Roberto Scalassara
Celso Augusto Milani Cardoso
Cicero Jose Zanetti de Oliveira
Ciro Alberto Piasecki
Claudionor Siqueira Benite
Daniela Ballao Ernlund
Edni de Andrade Arruda
Elizandro Marcos Pellin
Eunice Fumagalli Martins e Scheer
Evaristo Aragão Ferreira dos Santos
Fabio Luis Franco
Gabriel Soares Janeiro
Gilder Cezar Longui Neres
Guilherme Kloss Neto
Gustavo Souza Netto Mandalozzo
Helcio Silva Orane
Ivo Harry Celli Junior
João de Oliveira Franco Junior
João Everardo Resmer Vieira
José Carlos Cal Garcia Filho
José Carlos Sabatke Sabóia
Juarez Cirino dos Santos
Juliana de Andrade Colle Nunes Bretas
Lauro Fernando Pascoal
Lauro Fernando Zanetti
Lucia Maria Beloni Correa Dias
Luiz Fernando Casagrande Pereira
Marcia Helena Bader Maluf Heisler
Marilena Indira Winter
Marlene Tissei São José
Neide Simões Pipa Andre
Nilberto Rafael Vanzo
Oksandro Osdival Gonçalves
Paulo Charbub Farah
Paulo Rogerio Tsukassa de Maeda
Rafael Munhoz de Mello
Renato Cardoso de Almeida Andrade
Rita de Cassia Lopes da Silva
Rogel Martins Barbosa
Rogeria Fagundes Dotti
Rubens Sizenando Lisboa Filho
Silvio Martins Vianna
Vera Grace Paranagua Cunha
Wascislau Miguel Bonetti
Conselheiros Estaduais suplentes
Abner Wandemberg Rabelo
Alaim Giovani Fortes Stefanello
Alberto Rodrigues Alves
Alessandro Panasolo
Alexandre Salomão
Aline Graziele de Oliveira
Almir Machado de Oliveira
Clodoaldo de Meira Azevedo
Debora de Ferrante Ling Catani
Dicesar Beches Vieira Junior
Edward Fabiano Rocha de Carvalho
Emerson Gabardo
Emerson Norihiko Fukushima
Estefania Maria de Queiroz Barboza
Fabio Artigas Grillo
Fernando Previdi Motta
Gilberto Tadeu Dombroski
Gilvan Antonio Dal Pont
Graciela Iurk Marins
Henrique Gaede
Joel Macedo Soares Pereira Neto
Julio Martins Queiroga
Leila Cuellar
Leonardo Ziccarelli Rodrigues
Luiz Sergio de Toledo Barros
Mariantonieta Ferraz Portela
Maurício Barroso Guedes
Melissa Folmann
Paulo Giovani Fornazari
Pedro da Silva Queiroz
Regiane de Oliveira Andreola Rigon
Rodrigo Luis Kanayama
Rodrigo Pironti Aguirre de Castro
Valmir de Souza Dantas
Veronica Matulaitis Ratuchenei

Presidentes eleitos nas subseções para o triênio 2013-2015: Continuar lendo