Os perigos da reforma política e eleitoral

PT do Paraná discute hoje a reforma política

A presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT) vai fazer a reforma política no Brasil. O grande problema é: qual reforma você quer? Qual reforma a sociedade brasileira deseja? Qual reforma a academia recomenda? Qual reforma os políticos defendem? E como implementá-la?

Vários juristas do Direito Eleitoral como a Prof.ª Dr.ª Eneida Desiree Salgado (UFPR) defendem o sistema eleitoral brasileiro atual, com a necessidade de que os sistemas de controle sejam aperfeiçoados, como os gastos de campanha e o caixa 2 via contratos administrativos.

A maioria da esquerda e da centro-esquerda defende o financiamento público de campanha, com proibição de contribuição de pessoas jurídicas e limitação para pessoas físicas.

A maioria da direita defende o voto distrital, que acaba com as minorias, ou o distritão, que fortalece o personalismo. Em enquete entre público mais elitista da TV Cultura (vote aqui) veja o resultado parcial:

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Ou seja, o público mais conservador prefere o distritão, distrital misto e distrital, o que seria uma retrocesso no Brasil.

Os meus pontos principais da reforma eleitoral:

1. Financiamento público de campanha. De preferência com o fim do financiamento por pessoas jurídicas e limitação com os das pessoas físicas. Não acabará com o Caixa 2, mas o reduzirá, e proporcionará que quem não tem dinheiro possa concorrer com mais chances de vitória. A melhoria das instituições e do controle popular na fiscalização das eleições continua sendo essencial. A proibição de financiamento por empresas poderá vir por decisão do STF.

2. Voto em lista fechada. Fortalecerá o debate de propostas e ideológico para o parlamento. Deve vir junto com uma obrigatoriedade da democratização dos partidos políticos, com prévias amplas e democráticas para a escolha da lista, com cotas para as mulheres, jovens, negros e índios, assim como limitação de reeleições.

3. Fim das coligações partidárias.

Não é democrática a centralização das eleições, pois se hoje os brasileiros já não “dão muita bola” para as eleições para senadores, deputados e vereadores, se unificarmos as eleições, a eleição para prefeito também ficará em segundo plano, e faz bem para a democracia eleições de dois em dois anos. Devem ser implementados instrumentos de controle para que a Administração Pública e os parlamentos não parem de dois em dois anos, por causa das eleições.

Também não é democrático o voto distrital, que simplesmente elimina as minorias e transforma os deputados em um “vereadorzão”.

O distritão também á absurdo, que é o fim da eleição proporcional e implementação do voto majoritário para os deputados.

Manutenção da obrigatoriedade do voto também é essencial, até quando nossa democracia estiver consolidada.

Sobre o fim da reeleição, não tenho opinião 100% formada, mas me parece que quatro ou cinco anos é pouco para um governo conseguir implementar todas as suas políticas públicas. Outra vez, é essencial que o controle da Administração Pública seja cada vez mais efetivo para evitar abusos dos governantes.

Uma parte importante da esquerda defende a reforma política com a implementação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva. Sou contrário a essa tese por três razões:

1. Com o sistema eleitoral atual, a escolha dos constituintes seria feita pelo método de hoje, ou seja, seriam eleitos na sua maioria conservadores, donos de TVs e rádios, donos de Igrejas ou donos de grande capital financeiro;

2. Além disso, com essa Constituinte conservadora, ela poderia mudar a Constituição Social, Republicana, Desenvolvimentista e Democrática de Direito, inclusive com retrocessos sociais e democráticos. Não há segurança que o STF vá proibir um possível retrocesso.

3. Não estamos vivendo uma ruptura. Uma nova Constituição teria sentido apenas com uma revolução, o que não é o caso em período curto ou médio de tempo.

Que venha a reforma político-eleitoral, que venha o plebiscito ou referendo!

Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre e doutorando (UFPR) e autor do Blog do Tarso

Clima quente na cultura de Curitiba

Teatro do Paiol em Curitiba, um dos símbolos culturais da cidade

Teatro do Paiol em Curitiba, um dos símbolos culturais da cidade

O clima está quente na cultura de Curitiba. Vejam os seguintes documentos da Frente Acorda Cultura Curitiba e a resposta da Fundação Cultural de Curitiba: Continuar lendo

2013: Manifestações contra a Rede Globo e pela democratização da mídia

Vamos correr?

Divulgo uma reportagem da ESPN Brasil de 2009 comigo denominada “A Corrida Mudou a Minha Vida”, na qual falo um pouco sobre minhas corridas.

Vamos correr?

Tarso foi entrevistado sobre democratização da mídia na CWB TV

O autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, advogado e professor universitário, foi entrevistado sobre Democratização da Mídia na CWB TV, no programa Fórum Comunitário, exibido no dia 13 de novembro de 2014.

Tarso está escrevendo sua tese sobre a democratização da mídia e a regulação dos meios de comunicação para que seja assegurada a liberdade de expressão, nos termos da Constituição de 1988.

O entrevistador foi o advogado Munir Guérios Filho e o programa contou também com a presença de André Vieira, servidor público, militante sindical e blogueiro.

Sobre o tema ver o vídeo da entrevista acima e o seguinte post: A democratização da mídia no Brasil

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Sexta haverá reunião sobre democratização da mídia em Curitiba

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Convidamos tod@s @s ativistas, militantes, cidadãos, jornalistas, comunicadores, blogueir@s, ativistas digitais, partidos políticos, sindicatos, centrais sindicais, associações de bairro, organizações estudantis, movimentos, enfim, pessoas e entidades que querem que o Brasil seja um país Democrático e Livre, a construir coletivamente a campanha pela Democratização das Mídias para que o Brasil seja um país onde tod@s possam expressar sua opinião.

Tod@s que querem mais Democracia, mais Liberdade de Expressão, Justiça Social e Econômica, Desenvolvimento Social e Econômico Sustentável, mais Saúde, mais Educação, mais Segurança, mais BRASIL estão convidad@s!

A pauta da reunião será construída coletivamente.

Para que o Brasil seja um país onde tod@s possam expressar sua opinião, deixe suas propostas e sugestões aqui e confirme presença.

Serviço:

Campanha pela Democratização das Mídias

Local: APP-Sindicato, Avenida Iguaçu, 880, 80.230-020 Curitiba

Data: 21/11/2014

Horário: 19 h

Curitiba tem dois cursos de especialização em Direito Administrativo

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A capital do Paraná conta com dois cursos de pós-graduação lato sensu em Direito Administrativo, no Instituto de Direito Romeu Felipe Bacellar e na Universidade Positivo.

No Instituto Bacellar o curso tem tópicos especiais em Direito Municipal e terá início em 09 de março de 2015, com aulas nas segundas e quartas-feiras à noite. A coordenação-geral é da Professora Regina Maria Macedo Nery Ferrari, a coordenação executiva de Daniel Wunder Hachem e a coordenação metodológica de Andrea Roloff Lopes. O autor do Blog do Tarso, o advogado e professor de Direito Administrativo Tarso Cabral Violin, em alguns anos profere palestras ou aulas no curso, sobre Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública, Improbidade Administrativa e Serviços Públicos.

Na UP, no Campus Ecoville, o curso é de Direito Administrativo e Administração Pública e é voltado para operadores do Direito mas também administradores e servidores públicos, nas segundas e quartas-feiras à noite. O coordenador é o Prof. Dr. Fernando Borges Mânica. Nesse curso Tarso Cabral Violin leciona sobre o Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública e algumas vezes sobre agentes públicos.

Os dios cursos contam com grandes juristas do Direito Público do Paraná e do Brasil.

XXVIII Congresso Brasileiro de Direito Administrativo em Foz do Iguaçu no Paraná foi um sucesso

Tarso Cabral Violin presidiu e conduziu os debates do painel sobre telecomunicações e internet, com os professores Juarez Freitas, José dos Santos Carvalho Filho e Rafael Valim

Tarso Cabral Violin presidiu e conduziu os debates do painel sobre telecomunicações e internet, com os professores Juarez Freitas, José dos Santos Carvalho Filho e Rafael Valim

O XXVIII Congresso Brasileiro de Direito Administrativo que ocorreu entre os dias 12 a 14 de novembro de 2014 em Foz do Iguaçu foi um sucesso. Mesmo sendo a cidade do estado do Paraná que é o segundo maior destino turístico internacional do Brasil, o auditório do Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort ficou constantemente lotado de congressistas interessados em debater o Direito Administrativo com os maiores juristas do país.

O evento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Administrativo, sob a presidência do Professor Valmir Pontes Filho, teve o tema “Problemas Emergentes da Administração Pública Brasileira”.

Auditório lotado

Auditório lotado na abertura e em todo o evento

Os professores do Paraná que participaram como painelistas foram Romeu Bacellar Filho (UFPR), Clèmerson Merlin Clève, Marçal Justen Filho (ex-UFPR), Edgar Guimarães (TCE-PR), Paulo Motta (PGE), Luiz Alberto Blanchet (PUC-PR), Tarso Cabral Violin (Universidade Positivo), Raquel Dias da Silveira (UniBrasil e UTP), Maria Tereza Uille Gomes (SEJU) e Luiz Francisco Barletta Marchioratto (Unifoz). Os paranaenses que participaram das bancas de teses e comunicados científicos e do concurso de artigos jurídicos “Prêmio Pedro Paulo de Almeida Dutra” foram Daniel Ferreira (UniCuritiba), Adriana Schier (UniBrasil), Ana Cláudia Finger (UP), André Peixoto de Souza (UFPR), Daniel Wunder Hachem (UFPR e PUC-PR), Eneida Desiree Salgado (UFPR) e Vivian Lima (PUC-PR).

A coordenação executiva do Congresso foi realizada por Emerson Gabardo (Paraná) e Lígia Melo de Casimiro (Ceará), que também são responsáveis pelo sucesso do encontro.

Mesa de abertura do XXVIII Congresso Brasileiro de Direito Administrativo

Mesa de abertura do XXVIII Congresso Brasileiro de Direito Administrativo

A conferência de encerramento foi realizada por Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior jurista do Direito Administrativo brasileiro de todos os tempos, que defendeu o instituto do serviço público, a Constituição Social e Democrática de 1988 e criticou as privatizações e a velha mídia, e foi aplaudido de pé pelos congressistas.

Entre os destaques do evento, nos paineis assistidos pelo Blog do Tarso: a exposição de Adilson Abreu Dallari (PUC-SP), que falou que nossa Constituição é neoliberal e foi contestado por vários outros painelistas durante o evento. O painel com Clèmerson Merlin Clève (UFPR) e Weida Zancaner (PUC-SP) foi espetacular com a defesa que os palestrantes fizeram do Decreto de Participação Popular e de uma Administração Pública profissionalizada. No painel no qual o autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, conduziu os debates, Juarez Freitas e Daniel Valim defenderam a neutralidade na rede do Marco Civil da Internet e Valim criticou os programas com proselitismo religioso na TV e rádio. Maurício Zochun (PUC-SP) deu uma aula sobre regulação de energia e deixou claro que a iniciativa privada não é mais eficiente do que a Administração Pública, e defendeu mais Estado na prestação dos serviços públicos de energia. Emerson Gabardo (UFPR) analisou o critério do princípio da eficiência no saneamento, para fins de universalização. Romeu Bacellar Filho (UFPR) defendeu juridicamente e materialmente o passe livre no transporte coletivo, e Ricardo Marcondes Martins (PUC-SP) defendeu a estatização do transporte coletivo, em um dos melhores paineis do evento que contou com Sílvio Luís Ferreira da Rocha (PUC-SP), um dos grandes nomes do Direito Administrativo brasileiro.

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Durante o Congresso foi lançado o livro “Estado, Direito & Políticas Públicas“, em homenagem ao Professor Romeu Felipe Bacellar Filho, sob a coordenação de Luiz Alberto Blanchet, Daniel Wunder Hachem e Ana Cláudia Santano. Nesse livro foi publicado o texto “A Inconstitucionalidade Parcial das Organizações Sociais – OSs” de Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, advogado e professor de Direito Administrativo. Também foram lançados no evento as teses de doutorado pela PUC-SP de Carolina Zancaner Zochun (Da Terceirização na Administração Pública) e André Luiz Freire (O regime de direito público na prestação de serviços públicos por pessoas privadas), os dois pela editora Malheiros e são obrigatórios para o aprofundamento nos temas.

No ano que vem o XXIX Congresso será em Goiânia, capital do estado de Goiás, não percam!

Tarso Cabral Violin (Universidade Positivo), José dos Santos Carvalho Filho (RJ), Juarez Freitas (UFRGS) e Daniel Valim (PUC-SP)

Painel com Tarso Cabral Violin (Universidade Positivo), José dos Santos Carvalho Filho (RJ), Juarez Freitas (UFRGS) e Daniel Valim (PUC-SP)

República

Candidatos da centro-esquerda das principais capitais do Brasil

Hoje comemoramos a proclamação da República. O que há de mais obsoleto no mundo são as monarquias.

Aristóteles dizia que a Monarquia é o governo de um indivíduo e muitas se degeneram e viram tiranias, que é o governo de um para benefício próprio. (Política)

Mesmo monarquias constitucionais e não despóticas são bastante ultrapassadas.

Nicolau Maquiavel já informava que há variados modelos de Monarquia, desde as monarquias totalmente absolutas, com uma autoridade unipessoal, vitalícia, hereditária, irresponsável, com poderes ilimitados e sem divisão de poder, até monarquias bastante limitadas, apenas com as características da hereditariedade e a vitaliciedade. Entre os dois polos, há variados tipos de monarquia, desde os reinados nos quais o monarca descentraliza timidamente seu poder; monarquias em que o rei exerce apenas o Poder Executivo; e monarquias nas quais o imperador é somente o Chefe de Estado, e a chefia de governo é exercida por representantes escolhidos pelo Parlamento. (O Príncipe)

Thomas Jefferson era taxativo contra as monarquias: “Eu era inimigo ferrenho de monarquias antes de minha vinda para à Europa. Sou dez mil vezes mais desde que vi o que elas são. Não há, dificilmente, um mal que se conheça nestes países, cuja origem não possa ser atribuída a seus reis, nem um bem que não derive das pequenas fibras de republicanismo existente entre elas. Posso acrescentar, com segurança, que não há, na Europa, cabeça coroada cujo talento ou cujos méritos lhe dessem direito a ser eleito pelo povo conselheiro de qualquer paróquia da América”. (Escritos Políticos, apud DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de Teoria Geral do Estado)

Montesquieu dizia que monarquia um só governa, mas de acordo com leis fixas e estabelecidas, seguindo o princípio da honra, e no governo despótico, que seria uma degeneração da monarquia, uma só pessoa governa, sem obedecer normas, sem freios, e pode realizar tudo como bem entender, governando sob o princípio do medo. (O Espírito das Leis)

Jean-Jacques Rousseau teve coragem de criticar a monarquia em plena vigência do império no período pré-revolucionário burguês:

“Um defeito essencial e inevitável, que sempre colocará o governo monárquico abaixo do republicano, é que neste a voz pública quase nunca eleva às primeiras posições senão homens esclarecidos e capazes, que as ocupam com honra, ao passo que os escolhidos nas monarquias são, na maioria das vezes, pequenos trapalhões, velhacos e intrigantes, cujos pequenos talentos, que nas cortes têm acesso aos grandes postos, servem apenas para mostrar ao público sua inépcia assim que chegaram a eles.” (O Contrato Social)

Defendo o modelo puro de um Estado republicano, no qual se pensa na coisa pública, no bem comum, na vontade geral, de interesse público, bem-estar geral, o governo é de uma maioria realmente livre e igualitária, com reduzidíssimas desigualdades sociais, que atende aos interesses do povo, da coletividade, que tem poder soberano, com respeito às minorias; a cidadania é plenamente exercida, com solidariedade, apoio mútuo, sem a permeabilidade de interesses privados egoísticos ou de lógicas de mercado dominando os assuntos públicos; sem monopólios privados; com uma democracia radicalmente implementada, na qual o governo e as leis representem exatamente as vontades dos sujeitos, tanto representativa (com eleições periódicas realmente livres, sem influência do poder econômico) quanto deliberativa, com o povo controlando o Estado, a Administração Pública, deliberando muitas vezes de forma direita e com responsabilização política e jurídica dos governantes e agentes públicos, mas também dos cidadãos que devem participar da política de forma virtuosa, em um Estado Laico, sem a religião interferir nos assuntos políticos; sem a implementação de políticas neoliberais; com as mídias como TVs, rádios, jornais e internet totalmente democratizadas. (Sobre República ver CÍCERO, Marco Túlio. Da República e SALGADO, Eneida Desiree. Princípios Constitucionais Estruturantes do Direito Eleitoral. Tese de Doutorado em Direito no Programa de Pós-Graduação em Direito, na Universidade Federal do Paraná, 2010).

A Monarquia representa não apenas o governo de um indivíduo, mas também o governo de poucos, o que seria uma monarquia aristocrática. É claro que existem vários níveis de Monarquia, desde a absoluta/despótica/tirânica, passando pelas monarquias constitucionais, até a de governos oligárquicos e aristocráticos em democracias e estados de direito frágeis, nos quais sempre haverá algum grau de autocracia, portanto, sem Democracia. Mesmo em aristocracias com governos que pretensamente atendam ao interesse público, ainda será um Estado com um governo de poucos que governa para poucos, o que não é uma República, pois será um governo de uma classe privilegiada da população, governando outras classes com direitos minoritários. Assim, não pode existir uma República aristocrática. Pode não ser uma monarquia despótica, mas é uma monarquia aristocrática. Monarquia não é apenas o governo de um, mas também o governo de uma classe dominante, de uma elite econômica e política. Mesmo Estados desenvolvidos mas com monarquias constitucionais, ainda não são Repúblicas, pois haverá um grau de patrimonialismo inaceitável nos dias de hoje, que é a questão da hereditariedade. Lembrando que também não são Repúblicas países que permitem que governos escolham sujeitos sem condições de exercer cargos públicos.

E viva a República!

TARSO CABRAL VIOLIN – advogado, professor de Direito Administrativo, Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná e doutorando em Políticas Públicas na UFPR, autor do Blog do Tarso

Vamos derrubar todos os muros?

MURO DE BERLIM

Muro de Berlim

Hoje faz 25 anos que caiu o muro de Berlim, que dividia a Alemanha Oriental da Alemanha Ocidental. Mas infelizmente vários outros muros ainda faltam ser derrubados.

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Muro da Cisjordânia

Falta cair o muro da Cisjordânia, construído pelo Estado de Israel, que passa em torno e por dentro dos territórios Palestinos ocupados (Cisjordânia e Jerusalém Oriental).

South Korean soldiers patrol along military fence near DMZ separating South Korea from North Korea in Yanggu

Muro das Coreias

Falta cair o muro que separa a Coreia do Sul da Coreia do Norte.

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Muro que separa os EUA e México

Falta cair o muro construido pelos Estados Unidos da América que o separa do México.

Muro de Ceuta

Muro de Ceuta

Falta cair o Muro de Ceuta, que separa Marrocos da cidade de Ceuta, com o objetivo de impedir a imigração da África para a União Europeia.

Uma minoria fascista das regiões sul e sudeste do Brasil propõe a separação do Brasil

Uma minoria fascista das regiões sul e sudeste do Brasil propõem a separação do Brasil, entre os estados que votaram mais em Dilma Rousseff (PT) e os estados que votaram mais em Aécio Neves (PSDB)

Falta cair o muro que existe na cabeça de alguns entre o Sul e Sudeste do Brasil e o Norte Nordeste.

PARAISÓPOLIS

Muro que divide a favela de Paraisópolis de condomínios de luxo no Morumbi na cidade de São Paulo, capital do estado mais rico do Brasil

Falta cair o muro que existe entre a riqueza e a pobreza no mundo.

Dilma fará a democratização da mídia. Globo, Veja e Folha se desesperam

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Ontem (6) a presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT) disse em entrevista coletiva, sobre a regulação da mídia, que a liberdade de imprensa é “uma pedra fundadora da democracia” e que isso é completamente diferente de regulação econômica: “Regulação econômica é outro assunto. Regulação econômica diz respeito a processos de monopólio ou oligopólio, que pode ocorrer em qualquer setor econômico onde se visa o lucro e não a benemerência. (…) Por que os setores de energia, de petróleo e de transportes têm regulações, mas a mídia não pode ter?”. Dilma ainda lembrou que processos semelhantes ocorrem nos Estados Unidos e na Inglaterra e que repudia a censura. Segundo ela a luta pelo Marco Civil passou por resistência semelhante, pois diziam que era “restritivo, encapsulador”, mas depois se mostrou a importância da neutralidade.

No último dia 28 de outubro, em entrevistas na Band e no SBT, Dilma já havia tratado da regulação econômica da mídia, e não regulação editorial: “Não vou regulamentar a mídia no sentido de interferir na liberdade de expressão. Vivi sob a ditadura. Sei o imenso valor da  liberdade de imprensa. Agora, como qualquer setor econômico, ela [a mídia] tem que ter regulações econômicas”.

Leia a entrevista de ontem, completa: Continuar lendo

Tucanos mandam e manifestantes apanham na Assembleia Legislativa do Paraná

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Coroneis tucanos anti-democráticos do Paraná Carlos Alberto Richa e Valdir Rossoni

Professores liderados pela APP-Sindicato manifestaram-se hoje contra a aprovação do inconstitucional e golpista projeto de lei de autoria do governador reeleito Beto Richa (PSDB), que pretende prorrogar o mandato de diretores de escolas estaduais do Paraná.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), que o Brasil vai ter que aguentar na Câmara dos Deputados porque ele se elegeu deputado federal, mandou que os seguranças privados retirassem os manifestantes da galeria, que apanharam dos brutamontes.

O tucano Rossoni disse que não houve excesso por parte da segurança da Casa, que teria agido apenas para manter a ordem e prosseguir os trabalhos.

A proposta foi aprovada em todos os turnos e redação final hoje mesmo, por meio da instauração da inconstitucional e anti-democrática Comissão Geral.

33 deputados golpistas votaram com o governo, 13 votaram contra.

Veja imagens do espancamento, clique aqui.

Os seguranças chutaram a cabeça de um manifestante quando ele estava caído no chão:

Pós-eleição

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Vocês devem ter reparado que o Blog do Tarso desacelerou um pouco depois da vitória da presidenta Dilma Rousseff (PT). Sensação de dever cumprido, cansaço, muitas coisas para fazer, estudar, trabalhar e cuidar um pouco da minha vida privada. Além disso estou querendo mais observar do que comentar os absurdos que estão acontecendo no período pós-eleitoral. Uma minoria desqualificada tentando o golpe contra a presidenta eleita, uma minoria acéfala querendo o retorno da ditadura militar, uma minoria ignorante querendo o Impeachment de Dilma, uma minoria fascista criticando o Nordeste, o Norte e as classes sociais menos favorecidas do Brasil.

Não consigo tirar férias do Blog do Tarso, que não é um trabalho mas sim um hobby que eu adoro. Enquanto isso mudei meu tema do doutorado em políticas públicas na UFPR. Trataria de uma forma crítica do neoliberalismo-gerencial na Administração Pública desde os tempos de Fernando Collor e Fernando Henrique. Como já tratei desse tema no meu mestrado em Direito na UFPR, ao fazer uma análise crítica das Parcerias com o Terceiro Setor, decidi escrever minha Tese sobre um tema super atual, essencial para a Democracia e para a República, que tem tudo a ver com minha atuação no Blog do Tarso e no movimento dos blogueiros progressistas, do qual faço parte, um tema que envolve o Direito Constitucional da minha orientadora Eneida Desiree Salgado e o meu querido Direito Administrativo, e um tema que será um desafio maior: Democratização da Mídia como forma de garantia da Liberdade de Expressão no Brasil.

Além disso também decidi que além de advogado, professor universitário, palestrante, estudante de doutorado, pai, marido, filho, irmão, padrinho, autor de Blog, leitor, cinéfilo, fotógrafo de Instagram, torcedor de futebol, militante político, militante na OAB/PR, militante em movimentos populares, também pretendo ser, a partir de 1º de janeiro de 2017, vereador por Curitiba pelo Partido dos Trabalhadores. Para isso precisarei vencer as eleições em 2016, com a ideia também de formar um grupo no PT a partir de agora que pretenda oxigenar o partido, mantê-lo no campo da esquerda/centro-esquerda, mantê-lo em união com os movimentos sociais, assim como transformar o PT de Curitiba e o PT do Paraná em algo maior do que é hoje. Minha meta são 10 mil votos entre os eleitores curitibanos. Você me ajuda nessa empreitada?

A luta é árdua, mas quando foi fácil?

Tarso Cabral Violin – advogado, professor, autor do Blog do Tarso, mestre em Direito pela UFPR e doutorando em políticas públicas pela UFPR, com tese sendo escrita sobre democratização da mídia

Para o PT a prioridade é a reforma política e a democratização da mídia

Executiva Nacional do PT, reunida em Brasília: segundo Rui Falcão (centro), é hora de entender o processo eleitoral de 2014 e propor novos rumos

Executiva Nacional do PT, reunida em Brasília: segundo Rui Falcão (centro), é hora de entender o processo eleitoral de 2014 e propor novos rumos

A direção da Executiva Nacional do PT se reuniu hoje em Brasília e aprovou uma Resolução Política com um balanço das eleições e com a proposta de uma regulação da mídia e reforma política.

O documento aponta que Dilma venceu um adversário apoiado pelo oligopólio da mídia e que é necessária a análise do resultado eleitoral e a batalha da comunicação, a mídia, as redes sociais; que é urgente a construção da hegemonia na sociedade e promover reformas estruturais como a reforma política e a democratização da mídia, com bastante diálogo com o povo; por isso a necessidade de relançar a campanha pela mídia democrática, com a democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática; e ampliar a importância e os recursos para áreas da comunicação.

Já há notícias na internet de que a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil cancelaram a publicidade na revista Veja e que só com a Petrobras a Veja vai deixar de arrecadar mais de R$ 6 milhões, e que a revista Época estaria no mesmo caminho.

Veja um texto sobre A democratização da mídia no Brasil.

Luciana Genro em Curitiba dia 6 (quinta)

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Na próxima quinta-feira, 06 de novembro, a 4ª colocada nas eleições presidenciais de 2014, Luciana Genro, do PSOL, estará em Curitiba para dois debates. Ex-deputada federal (2003-2010), Luciana se destacou na campanha presidencial defendendo as pautas LGBT, feministas, a legalização da maconha, o Imposto das Grandes Fortunas e a auditoria da dívida pública.

Na parte da manhã, Luciana estará na Unibrasil, na Conferência “Democracia e Direitos Humanos: ódio, preconceito e xenofobia na política“. Na parte da noite, ela participa do debate “Consequências de junho nas eleições” na UFPR do Jardim Botânico, dividindo a mesa com Emerson Cervi (professor de Ciência Política da UFPR) e Dr. Rosinha (deputado federal – PT/PR).

Os eventos são organizados por professores e grupos de pesquisa/extensão das respectivas universidades. No período da tarde, Luciana Genro estará disponível para entrevistas.

 

O Brasil e as urnas

A vitória de Dilma Rousseff neste segundo turno encerra a mais longa e mais renhida disputa eleitoral da nossa história moderna

A vitória de Dilma Rousseff neste segundo turno encerra a mais longa e mais renhida disputa eleitoral da nossa história moderna. Foto de Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Quem queria tirar Dilma Rousseff do poder, sepultar Lula e varrer o PT do mapa sofreu uma derrota vexaminosa

por Marcos Coimbra na Carta Capital

A vitória de Dilma Rousseff neste segundo turno encerra a mais longa e mais renhida disputa eleitoral da nossa história moderna

A bela vitória de Dilma Rousseff no domingo 26 encerra a mais longa e mais renhida disputa eleitoral de nossa história moderna. Estivemos a vivê-la nos últimos três anos. Logo após a curta fase de lua de mel com a presidenta, que mal chegou ao fim de 2011, nada aconteceu na política brasileira sem ter relação com a eleição concluída agora.

As oposições nunca perdoaram a ousadia de Lula em lançar Dilma como sua candidata à sucessão. Tinham certeza de que a derrotariam, apesar de conhecerem a popularidade do ex-presidente. Com a empáfia de sempre, julgavam que qualquer um dos nomes de seus quadros era melhor.

A derrota para Dilma doeu mais do que aquelas duas infligidas por Lula. Ela não era uma liderança carismática ou figura extraordinária. Perder para ela significava que poderiam perder outras vezes e que não era necessário um (ou uma) Lula para vencê-las.

Quando ficou evidente o fato de Dilma, ao longo do primeiro ano de governo, conquistar a simpatia da larga maioria da população, tornando-se uma presidenta com avaliação em constante crescimento, desenhou-se um quadro inaceitável para as lideranças antipetistas na política, na sociedade e nos oligopólios midiáticos conservadores. O desfecho que temiam era o ocorrido neste segundo turno: a sua reeleição e a continuação do PT no comando do governo federal.

Chega a ser cômica a queixa dos adversários dirigida à presidenta neste ano, chorosos da “desconstrução” sofrida na campanha. Em nossa história política, não houve uma chefe de governo tão sistemática e impiedosamente “desconstruída” quanto Dilma.

Em 2012, a oposição inventou o circo do julgamento do “mensalão”, transformando irregularidades eleitorais praticadas por lideranças do PT, absolutamente comezinhas na vida política brasileira, no “maior escândalo” da história brasileira. Com o apoio de figuras patéticas no Judiciário, fizeram um escarcéu midiático para atingir a imagem do partido, de Lula e, por extensão, da presidenta. Mal encerrado o capítulo anterior, procuraram nova estratégia para prejudicá-la. Desta feita, buscaram atingi-la em sua qualificação gerencial e mostrar a sua “incompetência”. A prova estaria no insucesso na luta contra a inflação.

A mesma orquestração utilizada para apresentar o “mensalão” como o “maior escândalo” de todos os tempos passou a ser feita para, a partir do início de 2013, convencer a sociedade de que vivíamos um surto inflacionário agudo e não a crônica inflação que nossa economia enfrenta desde 1994.

As manifestações de junho daquele ano, que começaram de forma legítima, caíram do céu como uma dádiva para as oposições conservadoras. Fizeram o possível para assumir seu controle e dirigi-las contra Dilma e o governo federal.

No início de 2014, julgavam preparado o palco para a derrota da petista, com a Copa do Mundo no centro da ribalta. O vexame de um fracasso retumbante na organização do evento seria a pá de cal.

Os pretensos entendidos em política foram afoitos ao decretar que Dilma estava fadada à derrota. Primeiro, ao acreditar que enfrentava níveis de rejeição impeditivos de qualquer possibilidade de sucesso. Segundo, ao supor haver na sociedade um “desejo de mudança” avassalador. Terceiro, ao acreditar na aniquilação do PT e sua militância depois da batalha do “mensalão”.

A vitória de Dilma Rousseff mostra que a maioria da população soube compreender as dificuldades enfrentadas por ela em seus primeiros quatro anos. Indica que a desaprovação decorria do bloqueio da mídia conservadora e que os eleitores não se dispuseram a substituí-la por um sentimento apenas negativo. Revela que a sociedade valoriza e preza o amplo conjunto de iniciativas colocadas em movimento pelos governos petistas desde 2003.

A vitória de Dilma é uma vitória dela e de seu governo, que chega ao fim da eleição com níveis de aprovação inferiores tão somente aos de Lula em seu segundo mandato. E é uma vitória do ex-presidente, que se renovou na eleição e se reafirmou como a maior liderança política de nossa história (aceitem ou não aqueles que não gostam dele).

E é uma grande vitória do PT, de seus militantes e simpatizantes. O partido sai fortalecido da eleição em um sentido muito mais profundo. O partido reencontrou o ânimo de sua juventude.

Quem queria tirar Dilma Rousseff do poder, sepultar Lula e varrer o PT do mapa sofreu uma derrota vexaminosa.

Feliz día de los muertos

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Se no dia 02 de novembro no Brasil o Dia de Finados é um dia de relembrar os mortos com uma certa tristeza, no México o Día de Los Muertos é um dia de festa, e ocorre desde antes da chegada dos invasores espanhois.

No Dia dos Mortos mexicano acredita-se que os falecidos vêm visitar seus parentes, e há muita festa com comida e música.

Amo o México mas infelizmente não pude visitar o durante esse período o belo país, que editou a primeira Constituição Social de todos os tempos, em 1917. Quem sabe meus amigos mexicanos me convidam para alguma palestra ou aula durante o día de los muertos?

Sobre o tema recomendo que os papais e mamães vejam o desenho Festa no Céu que está sendo exibido nos cinemas, que mostra um pouco do México e de seu folclore.

Arriba México!

Almoço com Ives Gandra

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Não é agradável um almoço em restaurante com a mesa ao lado composta por pais que não educam seus filhos e permitem que as crianças fiquem jogando em aparelhos barulhentos,  incomodando os demais cidadãos da localidade, máquinas que poderiam muito bem estar no modo “mudo”. Infelizmente, em uma sociedade cada vez mais egoísta e indivualista, papais e mamães quotidianamente permitem que os interesses de sua família se sobreponham à coletividade.

Eis que ontem eu estava almoçando em um restaurante no qual um sujeito escutava em seu celular, na mesa ao lado, uma entrevista no último volume com Ives Gandra da Silva Martins, um advogado tributarista ultra-conservador e reacionário, da Opus Dei, que nega a existência da ditadura militar.

A entrevista tratava da golpista possibilidade absurda contra a presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT), ou contra o constitucional e democrático Decreto da Participação Popular.

Se Curitiba foi a capital brasileira com a maior votação ao candidato derrotada da direita, Aécio Neves (PSDB), com 72,1% dos votos, o bairro do restaurante fica onde Aécio obteve 84% na região. É o mesmo bairro onde um colaborador do PT foi assassinado por ódio à política e ao PT. O restaurante fica nessa conservadora região.

Cancelei minhas assinaturas da Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo, faz 20 anos que não compro a revista Veja, tento ver cada vez menos TV, mas agora esse tipo de gente vai fazer que tenhamos que usar protetores de ouvido em nossas refeições fora de casa.

Mas espera aí, quando olhei para o lado, havia um sujeito lendo a última revista Veja, com a capa que tentou, de forma golpista, mudar sem sucesso o destino das últimas eleições presidenciais com uma matéria criminosa e mentirosa.

O Brasil mudou para melhor com a redemocratização depois da década de 80, em especial nos últimos 12 anos. Falta agora mudar as nossas elites financeiras.

Quero ter o direito de poder escolher com quem eu quero almoçar em um restaurante…

Amanhã lançamento do livro “Direito fundamental à saúde” de Saulo Lindorfer Pivetta

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Amanhã (30), às 19h, na UniBrasil haverá o lançamento da obra “Direito Fundamental à Saúde: regime jurídico, políticas públicas e controle judicial”, de autoria do Professor Saulo Lindorfer Pivetta, publicada pela Editora Revista dos Tribunais (Thomson Reuters). O texto é resultado das pesquisas desenvolvidas pelo autor no curso de mestrado em Direito da UFPR (PPGD/UFPR).

“O tema tratado no livro projeta luzes sobre um dos pilares conformadores do Estado Democrático de Direito brasileiro: o direito fundamental à saúde. Apesar de constituir direito expressamente assegurado pela Constituição de 1988, sua concretização em níveis globais na realidade brasileira revela-se, ainda, distante de patamares satisfatórios. Buscando elaborar um diagnóstico da saúde pública no Brasil, o autor analisa de maneira sistematizada e didática todas as problemáticas decorrentes da estrutura normativa-constitucional do direito à saúde. O objetivo é justamente ofertar ao leitor ferramentas jurídicas adequadas para o enfrentamento dos problemas identificados. Ainda, o texto apresenta toda a estrutura teórica necessária à compreensão aprofundada do tema, sobretudo nas áreas dos direitos fundamentais sociais (assunto de destaque na esfera do Direito Constitucional), políticas públicas (amplamente estudadas no âmbito do Direito Administrativo), e controle judicial em matéria de direitos sociais (analisado tanto pelo enfoque do Direito Constitucional como do Direito Administrativo). Assim, o texto ora apresentado representa material de estudo para temas clássicos do Direito Constitucional e do Direito Administrativo, além de verticalizar nas questões atinentes ao direito à saúde, que em muitas instituições de ensino superior são estudadas em disciplina própria, o Direito Sanitário ou Direito da Saúde.”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) comenta a eleição da Presidenta Dilma Rousseff (PT)

“Neste momento, passados dois dias das eleições, eu tenho que agradecer a Deus pelo comportamento do povo brasileiro. Eu acho que o povo brasileiro, com todas as divergências, com todos os seus votos diferenciados, deu uma lição de política nos políticos”. Esta é parte da mensagem de Lula sobre as eleições realizadas no último domingo.

“Não existe nenhuma possibilidade de imperar neste país qualquer tentativa separatista. Isso só demonstra ignorância de quem pensa assim, só demonstra falta de sabedoria política. Porque o povo brasileiro acata o resultado eleitoral”, é o que diz Lula sobre a tentativa de dividir o Brasil.

Veja a mensagem dele.

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