Blog do Esmael diz que presidente do ICI jogou os bets. Tesão piá!

No Blog do Esmael Morais

Presidente do ICI jogou os bets; agora a caixa-preta será aberta?

Renato Rodrigues, ex-presidente do ICI.

Renato Rodrigues, ex-presidente do ICI.

Uma fonte da prefeitura informa que Renato José de Almeida Rodrigues, até hoje presidente do famigerado Instituto Curitiba de Informática (ICI), pediu para sair do cargo. Ele deverá ser agasalhado noutra vistosa teta no governo do Paraná, provavelmente no Celepar (Companhia de Informática do Paraná).

A pergunta que não quer calar é: será que agora o prefeito Gustavo Fruet (PDT) abrirá a caixa-preta do ICI?

Charge: Beto Richa está privatizando o Paraná

Charge de Lucas Fier, exclusiva para o Blog do Tarso

Charge de Lucas Fier, exclusiva para o Blog do Tarso

O chargista voluntário do Blog do Tarso, Lucas Fier, elaborou a segunda charge para o Blog, dessa vez sobre o Paraná, que está a venda, pelo governador Beto Richa (PSDB). Tudo Aqui, saúde pública, Teatro Guaíra, atividades fim da Celepar e das outras estatais, estradas. Tudo está sendo privatizado pelo neoliberal governo do estado.

A primeira cherge foi sobre a falta de transparência da organização social – OS ICI – Instituto Caixa-Preta de Informática.

CNJ dá nota 5 ao Tribunal de Justiça do Paraná por ser ineficiente e não transparente: REPROVADO!

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O Conselho Nacional de Justiça é um órgão do Poder Judiciário, criado pela reforma do Judiciário ocorrida em 2004. Por mais que formalmente seja um órgão do Poder Judiciário, com a maioria dos seus membros sendo magistrados, ele garante o controle externo do Poder Judiciário por ter entre seus membros dois representantes do Ministério Público, dois advogados indicados pela OAB e dois cidadãos com notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados pelo Congresso Nacional.

Após fiscalizar o Tribunal de Justiça do Paraná, o CNJ, por meio do seu conselheiro Jefferson Luis Kravchychyn, deu nota cinco para o TJ/PR, pois não evoluiu. Quem vai fazer o relatório da correição é o Corregedor Nacional de Justiça, Francisco Falcão.

Há várias denúncias de corrupção contra a Justiça Estadual do Paraná que serão apuradas em 45 dias, em varas de família e falências.

Outro denunciado é o presidente do TJ/PR, desembargador Clayton Camargo, acusado de vender sentenças. Ele é pai do deputado estadual Fabio Camargo (PTB), candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Outro absurdo apurado pelo CNJ, que todos nós já sabíamos, é que o TJ não cumpre a Lei de Acesso à Informação e não divulga os subsídidos dos desembargadores e remunerações dos servidores.

Clayton Camargo se nega em falar com a imprensa.

Falcão disse que todas as autoridades devem prestar contas para a sociedade e Kravchychyn disse que a atuaçao é anti-republicana.

O CNJ ainda isse que no TJ/PR há um exagero no número de desembargadores e poucos juízes na primeira instância. E o TJ ainda quer criar mais 25 cargos de desembargador. Isso é a famosa frase “muito cacique para pouco índio”. Para Kravchychyn a criação destas vagas é inadmissível.

O CNJ alerta que o TJ não é nada eficiente, pois sua produtividade é apenas a metade da média nacional. Cada desembargador do Paraná julga apenas 626 processos no ano, e a média nacional é de 1.200.

Você já ouviu a antiga máxima de que há o Judiciário bom, o ruim e o do Paraná?

Depois do “churrasco de gente diferenciada”, agora é a “Farofada no Granito”

A calçada milionária de granito do Batel. Foto de Tarso Cabral Violin

A calçada milionária de granito do Batel. Foto de Tarso Cabral Violin

Em 2011 centenas de paulistanos protestaram em frente ao shopping do bairro de Higienópolis, em São Paulo, com um “Churrasco de Gente Diferenciada”. Foi uma manifestação pacífica, com muita música brega e churrasquinhos de gato. Tratou-se de uma crítica aos moradores da elite do bairro que eram contra a construção de uma estação de metrô na avenida Angélica, que corta a região, umas das mais valorizadas da capital paulista. Segundo os moradores a obra atrairia “drogados, mendigos, uma gente diferenciada”. O governo Geraldo Alckmin (PSDB), que como um bom tucano também não é muito chegado a gente diferenciada, mudou o local da estação.

Eis que no dia 5 de maio (domingo), está marcado para iniciar ao meio-dia em Curitiba a “1ª Farofada no Granito”, e se estenderá por toda a tarde.

Lembram das calçadas de granito milionárias construídas pelo ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), na avenida Bispo Dom José, no Batel, bairro mais chique da cidade?

Pois um grupo de curitibanos, suprapartidários, está organizando a Farofada como crítica à elite e comerciantes do bairro que não estão deixando que a garotada brinque de skate no local.

Vão aproveitar para questionar a desigualdade social em Curitiba, criticar as gestões elitistas dos ex-prefeitos Cassio Taniguchi (DEMO), Beto Richa (PSDB) e Luciano Ducci (PSB), entre outras causas de interesse público.

E conclamam: “Tragam seus instrumentos musicais, sistema de som, suas cadeiras de praia, biquinis, maiôs, sungas, óleo de bronzear, piscinas de plástico, torresmo, espetinhos, pão com mortadela, frango assado, linguiça, bife, dobradinha, performances artísticas, cartazes, guarda-sol, sombrinha, guarda-chuva, batucada, pandeiros e apitos”.

Divulgue o Facebook do evento, clique aqui.

É claro que rádios, blogs e outros meios de comunicação da velha mídia, patrocinada pelo grande capital, estão criticando o evento. Mais uma razao para o Blog do tarso apoior e participar do evento. Já encomendei meu frango com farofa e vou com minha camisa do Corinthians!

Parabéns aos organizadores do evento! Apenas esperamos que a polícia militar e guarda municipal garanta um evento cultural alegre e sem incidentes.

E viva a democracia! Viva a sociedade civil organizada! Viva as manifestações políticas!

Fotos do churrasquinho de gente diferenciada em São Paulo:

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Charge: Beto Richa quer privatizar o atendimento aos servidores públicos ao Hospital Evangélico

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Seminário Internacional: Direito Administrativo, serviço público e desenvolvimento

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Dia 13 de maio, 8h30, no PPDG da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, sob a coordenação do Prof. Dr. Emerson Gabardo. Uma realização da Escola de Direito.

OAB faz propaganda para o tucano Aécio Neves

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Como manchete principal em seu site, a Ordem dos Advogados do Brasil fez propaganda para o senador Aécio Neves (PSDB/MG), que é pré-candidato a presidente em 2014.

O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, se reuniu com Aécio e entregou a ele a Agenda Legislativa da Advocacia, contendo a relação das propostas legislativas em tramitação na Câmara e no Senado consideradas prioritárias do ponto de vista da advocacia e da cidadania brasileira.

Sou advogado, pago anualmente os altos valores cobrados pela Ordem, sou membro da Comissão de Estudos Constitucionais e da Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração da OAB/PR, e faço as seguintes perguntas:

1. Por que a OAB não fez a mesma reunião e divulgação dos demais senadores da República? Por exemplo: por que não fez o mesmo com os senadores paranaenses Roberto Requião (PMDB), Alvaro Dias (PSDB) e Sérgio Souza (PMDB)?

2. Por que a OAB não fez a mesma reunião e divulgação dos demais pré-candidatos ao cargo de Presidente da República, como os candidatos do PSOL, PSB, Rede e PT?

3. Por que a OAB Nacional priorizou reunião e divulgação de um senador mineiro que vive mais no Rio de Janeiro do que nas Minas Gerais? Que foi pego em blitz no Rio e se negou a assoprar o bafômetro? Que privatizou a Administração Pública de seu estado quando foi governador? Que é considerado um coronel no Estado, tamanho seu poder nos meios de comunicação de Minas?

Com a palavra, a OAB Nacional.

A Secretaria de Informação e Tecnologia de Curitiba está em boas mãos. Já o ICI…

Prédio do antigo CPD da prefeitura, que hoje está ocupado pelo ICI. Foto de Tarso Cabral Violin

Como sou ex-diretor jurídico da Celepar – Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, faço parte do Setorial de Ciência & Tecnologia da Informação e Comunicação do Partido dos Trabalhadores do Paraná. Na última terça-feira fomos conversar com o secretário Paulo Roberto Miranda, da Secretaria de Informação e Tecnologia de Curitiba, que ainda será criada oficialmente.

Paulo Miranda é engenheiro civil e mestre em Administração pela UFRGS, tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação, planejamento estratégico e gestão de tecnologia, com atuação nos setores público e privado. Presidiu por três gestões a Associação Brasileira das Empresas Públicas de TIC – Abep, ocupou a presidência da Companhia de Informática do Paraná – Celepar, foi superintendente do Serpro nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo, fundou e dirigiu o Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS).

O Blog do Tarso não fez uma entrevista oficial com o secretário, mas considero a conversa como a segunda com integrantes da gestão do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). A primeira foi com a presidente da Fundação de Ação Social de Curitiba, Marcia Oleskovski Fruet, publicada em 1º de março.

Miranda falou sobre o Instituto Curitiba de Informática – ICI e sobre a futura secretaria, que ainda está sendo discutida, com a elaboração do anteprojeto de lei a ser encaminhado para a Camara Municipal de Curitiba. A secretaria será importante por ser o órgão que vai pensar os serviços de TIC em Curitiba.

Sobre o ICI Miranda explicou as dificuldades que a atual gestão tem de influenciar na escolha de seis dos dez conselheiros do ICI, já que apenas quatro são escolhidos pelo prefeito.

Os atuais conselheiros do ICI escolhido por Fruet são o Secretário de Administração Fábio Scatolin, o Secretário de Governo Ricardo McDonald Ghisi, o Procurador-Geral do Município Joel Macedo e a presidenta da Agência Curitiba de Desenvolvimento Gina Paladino.

O problema é que os outros seis conselheiros não são escolhidos por Fruet. Ou seja, nesse modelo de privatização via OS – organização social, o prefeito ganha uma eleição democrática mas não leva.

Ou os seis conselheiros, que não foram escolhidos democraticamente, são os seguintes:

1. Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assesspro): Luís Mário Luchetta

2. Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu): Lincoln Paulo Martins Moreira

3. Comunidade local de informática: Adilson Rodrigues Roesler

4. Empresários de informática: Luiz Alberto Matzenbacher

5. Comunidade acadêmica: Mario Shirakawa

6. Associados do ICI: Luciano Scandelari

Miranda elogiou a Celepar e a Serpro, que são empresas estatais de informática no âmbito do estado do Paraná e da União, respectivamente, modelos os quais defendo que sejam utilizados em Curitiba. Miranda disse ser contrário a criação de uma empresa estatal de TIC em Curitiba.

O secretário disse que não é contra o modelo das OS, mas é contrário a forma como ele foi implementado em Curitiba. Sou totalmente contrário ao modelo de privatização via OS, pois ele foi criado para fins de burlar as licitações, o concurso público, o limite de gastos com pessoal e o controle social e democrático.

Um modelo tem que funcionar bem independentemente das pessoas que estejam no Poder. E as OS não funcionam bem quando os gestores não são transparentes, nem democráticos e quando são parciais em defesa de grandes empresas. Desde maio de 2012 espero informações do ICI as quais solicitei à entidade, que até hoje não me respondeu e por isso mantenho uma ação judicial contra a OS nada transparente.

Por mais que eu discorde da posição de Miranda sobre a não criação de uma estatal curitibana e sobre a sua não aversão ao modelo de OS, sem dúvida o secretário é bem preparado e bem intencionado no comando da SIT, que ainda será criada.

Mas mantenho as minhas sugestões sobre o que fazer com o ICI:

1. Concordo com a tentativa de assumir o poder do ICI com a conquista de mais uma ou duas vagas no conselho. Situação que possibilitaria a escolha de diretores de confiança do atual prefeito. Mas como já se passaram mais de 100 dias e essa alternativa não surtiu efeito, outras medidas deveriam ser tomadas:

2. O prefeito Gustavo Fruet deveria alterar a Lei Municipal das OS, a ser votada pela Câmara, na qual ele tem maioria, no sentido alterar o conselho do ICI, com a escolha de seis membros pelo prefeito.

3. Com a maioria no Conselho, poderiam ser escolhidos os três diretores de confiança da gestão atual, vencedora da eleição de 2013. O que se passa em Curitiba hoje é um golpe na democracia, por culpa do modelo criado pelo ex-prefeito Cassio Taniguchi. Uma das principais entidades contratadas pelo Município é gerida por pessoas de confiança do prefeito que perdeu as eleições, ainda no primeiro turno, Luciano Ducci (PSB). E que lidam com milhões de reais da população curitibana, sem licitação.

4. Durante os três próximos anos de gestão, de forma paulatina, seria possível a transformação do ICI em empresa pública municipal, no mesmo modelo do Serpro. Uma empresa estatal que faria parte da Administração Pública indireta municipal, que realizaria concurso público, licitações, seria controlada em seu dia-a-dia pelo Tribunal de Contas e por toda a sociedade.

Com relação ao ICI, Gustavo Fruet apenas prometeu nas eleições que a OS seria transparente. Gustavo ainda prometeu que não terceirizaria atividades-fim dos órgãos e entidades da Administração Pública.

Mas fica aqui minha sugestão.

Charge: dinheiro para a privatização via OS e parcos recursos públicos para órgãos e entidades estatais

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Charge de Carlos Latuff

Meritocracia é uma fraude

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Juízes que desmembram processos para que julguem uma quantidade maior e cumpram metas.

Avaliações periódicas de servidores públicos que beneficiam os amigos do rei.

Médicos da saúde pública ou de planos de saúde privados que tratam os pacientes como gado, em consultas de alguns minutos, para cumprir números e controles de resultados.

Agora mais um escândalo que vai contra a mentira que é a Administração Pública gerencial-neoliberal e a meritocracia: uma dirigente de escola estadunidense é suspeita de corrigir respostas de alunos em avaliação oficial para aumentar prêmio dado aos educadores.

A dirigente escolar Beverly Hall, dos Estados Unidos, que em 2009 foi eleita pela Associação Americana de Administradores de Escolas como a superintendente do ano, sendo recebida até na Casa Branca pelo ministro da Educação, está sendo acusada de fraude.

Foi descoberto que mais de 52 mil alunos de colégios públicos sob sua responsabilidade, na maioria pobres, com médias maiores do que de alunos de áreas ricas, tinham suas notas fraudadas por 34 educadores, que apagavam com borracha e corrigiam as respostas erradas.

Tudo para que recebessem 500 mil dólares

como recompensa pelo bom desempenho na política de meritocracia.

E agora o escândalo está gerando um intenso debate sobre a meritocracia nos Estados Unidos, país que mais aplica a fórmula neoliberal-gerencial de cópia de práticas empresariais nas escolas.

Enquanto isso, os tupiniquins brasileiros, miquinhos amestrados copiadores de modelos estadunidenses, continuam adotando práticas equivocadas de meritocracia no Brasil.

Aqui já ocorreram casos semelhantes no Rio de Janeiro e São Paulo, mas o discurso da meritocracia em espaços públicos continua forte, com apoio da velha mídia e de políticos, administradores públicos e “pensadores” neoliberais.

É essencial o controle de procedimentos e não apenas o controle de resultados na Administração Pública. Chega do discurso mentiroso e inconstitucional da eficiência.

Homenagem à classe trabalhadora no domingo, parque Barigui

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Domingo, 5 de maio de 2013, das 13h30 às 17h30 no Parque Barigui, com shows e atividades. Evento organizado pela vice-prefeita e secretária municipal do Trabalho e Emprego, Mirian Gonçalves (PT), e sua equipe.

Saúde privatizada: nos EUA quanto mais complicações cirúrgicas, mais lucro privado

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Complicações cirúrgicas dão mais lucro a hospitais nos EUA, diz estudo

Do UOL, divulgado pelo Blog do Mario

Quanto mais se complicam as intervenções cirúrgicas, maior é a margem de lucro dos hospitais nos Estados Unidos, em um sistema que dissuade qualquer melhora na qualidade de atendimento, revelou um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (Jama).

“Descobrimos indícios claros segundo os quais reduzir os prejuízos aos pacientes e melhorar a qualidade dos tratamentos é penalizado de forma perversa em nosso sistema de atenção”, concluiu o doutor Sunil Eappen, um dos encarregados do Centro de Massachusetts (nordeste) para olhos e ouvidos (Massachusetts Eye and Ear Infirmary), em Boston, um dos autores da pesquisa.

“Já sabíamos que os centros hospitalares não recebem recompensas pela qualidade dos cuidados que dão, mas se desconhecia quanto dinheiro ganhavam quando seus pacientes sofriam prejuízos”, acrescentou o doutor Atul Gawande, diretor dos Laboratórios Ariadne e professor de saúde pública na Harvard School of Public Health (HSPH) e principal autor do estudo.

Os pacientes com plano de saúde que têm complicações pós-operatórias devolvem ao hospital que os atende uma margem de lucro 330% maior (39.000 dólares por paciente) do que os que se recuperam satisfatoriamente de uma intervenção, segundo os pesquisadores. Continuar lendo

Qual sua posição sobre as fundações estatais de direito privado?

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No Cebes, divulgado pelo Blog do Mario

Debate: As Fundações fazem mal à Saúde?

Em 2010, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizou um seminário e publicou um livro* para debater e analisar os impasses da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), impregnado, nos últimos anos, de propostas e alternativas nem sempre comprometidas com os interesses públicos, em especial com os usuários do sistema.

Em tese, os gestores das instituições do SUS deveriam ter como objetivo tornar esse sistema universal mais efetivo, aumentando a capacidade de oferta de serviços e dando acesso aos cuidados integrais de saúde – isto é, atendendo ao conjunto das necessidades de saúde da sociedade.

Entretanto, os caminhos para atingir os objetivos de gestão do SUS nem sempre estão abertos, sendo barrados por uma legislação não condizente com as necessidades e premências do setor da saúde.

Em resposta, os gestores do SUS vem realizando mudanças com a criação de novas modalidades de instituições gestoras não subordinadas à administração direta do Estado, entre as quais se destacam as organizações sociais (entes privados) e as fundações estatais (entes estatais).

A estratégia de fuga da administração direta do Estado, que vem sendo adotada por elevado número de gestores estaduais e municipais de saúde, tem sido objeto de intensa polêmica entre os principais atores políticos do setor, envolvendo conflitos acirrados entre os gestores, trabalhadores e integrantes dos conselhos e confêrencias de saúde.

A defesa da administração pública do SUS ressalta a argumentação dos trabalhadores da saúde sobre instabilidade de vinculo empregatício e perda de direitos de servidores públicos, além da crítica compartilhada com os usuários sobre a ausência de mecanismos de controle social, não previstos nestas  Fundações.  A discussão precisa continuar para que se possam apontar soluções aos inegáveis problemas deparados pelos gestores que, ao mesmo tempo, não gere recuo nos princípios e conquistas do SUS

Com este objetivo, mais uma vez, o Cebes realiza novo debate sobre o tema, convidando especialistas, gestores, trabalhadores, usuários e quem mais desejar para expressar aqui sua opinião sobre os benefícios ou problemas causados pelas Fundações Estatais. Elas constituem, de fato, alternativa de uma gestão mais ágil e eficiente, ou não passam de arranjos privatizantes da gestão do SUS? Acompanhe diariamente novas opiniões, e não deixe de participar! Continuar lendo

Professores param no Paraná e governo Beto Richa diz que vai privatizar saúde dos servidores

Funeral do SAS. Foto do site da APP Sindicato

Funeral do SAS. Foto do site da APP Sindicato

Sob o comando da APP Sindicato, mais de quinze mil professores de Curitiba e Região Metropolitana estão paralisados hoje, em decorrência da manifestação nacional em defesa da escola pública. Em todo o Paraná são mais de 80 mil parados nesta quarta-feira. Pela manhã mais de 1000 professores protestaram em frente ao Palácio Iguaçu, onde “trabalha” o governador Beto Richa (PSDB).

O ponto alto da manifestação foi o enterro simbólico do Sistema de Assistência à Saúde – SAS, que faz o atendimento médico aos servidores estaduais. Desde que o IPE foi extinto pelo ex-governador Jaime Lerner o SAS não faz um bom atendimento, e no governo Beto Richa o caos se instalou, ainda mais quando passou o atendimento para o Hospital da Polícia Militar – HPM.

O governo Beto Richa admite que o SAS está um caos, mesmo após mais de 2 anos de gestão. O Diretor de Seguridade Funcional e responsável pelo SAS, Wagno Rigues, disse que o Estado vai celabrar um convênio com o Hospital Evangélico para o atendimento. Parece até piada. Privatização do atendimento com o Evangélico, no momento que o hospital vive uma grave crise em sua UTI.

Por favor 2014, chega logo!

Caixão na frente da sede do governo Beto Richa. Foto de Tarso Cabral Violin

Caixão na frente da sede do governo Beto Richa. Foto de Tarso Cabral Violin

Requião faz belo discurso anti-privatização

APP Sindicato convoca para o Funeral do SAS para hoje, 9h

(Blogueiro) Eduardo e Mônica versão 2013

II Virada Acadêmica de Direito reúne 100 palestras em 12 horas

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No dia 11 de maio (sábado) acontece no Câmpus São José dos Pinhais da PUCPR a “II Virada Acadêmica” de Direito, edição 2013.

A sua edição pioneira, “I Virada Acadêmica”, contou com mais de 1200 participantes e 50 palestrantes. Na segunda edição, o evento contará com cerca de 100 palestras em apenas 12 horas, um evento inédito e que promete reunir um público de dois mil estudantes.

O objetivo do evento, composto por conferências de prestigiados juristas paranaenses e estrangeiros, é a consolidação de um espaço de aprendizado e troca de experiências entre alunos, professores e profissionais, das mais diversas áreas do Direito e de distintas instituições de ensino, permitindo o intercâmbio de informações, transparência de ideias, pensamentos e questionamentos, com o intuito de criar oportunidades de aperfeiçoamento profissional e cultural, bem como gerar e socializar conhecimentos.

O conclave será realizado em homenagem ao Professor Doutor Titular Romeu Felipe Bacellar Filho, fonte inesgotável de prestígio e orgulho para toda a classe de juristas paranaenses e brasileiros, no âmbito nacional e internacional. Esse grande momento de comemoração homenageia os 40 anos de trajetória docente do Professor Romeu junto à PUCPR.

O evento contará com a presidência de honra da professora da PUCPR Márcia Carla Pereira Ribeiro, jurista destacada no cenário nacional e internacional em razão do seu reconhecido trabalho como jurista e seriedade científica, docente da PUCPR.

Participarão também como conferencistas, na condição de convidados especiais, quatro professores estrangeiros, da Argentina e da Colômbia: Alfonso Buteler (Universidad Nacional de Córdoba), Juan González Moras (Universidad de Buenos Aires), Juan Gustavo Corvalán (Universidad de Buenos Aires) e Rosembert Ariza Santamaría (Universidad Nacional de Colombia).

A coordenação científica é composta por professores doutores e mestres, dentre eles os notáveis docentes Daniel Wunder Hachem, Emerson Gabardo, Leila Andressa DissenhaMarcelo LebreMelissa Folmann e Tarso Cabral Violin. A coordenação geral é capitaneada pelo advogado Eloi Pethechust, aluno da PUCPR Prêmio Marcelino Champagnat.

O evento é organizado pela PUCPR e por vários Centros Acadêmicos de Curitiba e região, em uma parceria inédita, figurando os Centros Acadêmicos Dalmo de Abreu Dallari (Direito PUCPR/SJP), Sobral Pinto (Direito PUCPR/Curitiba), Hugo Simas (Direito UFPR), Miguel Reale (Direito FAE), Romeu Felipe Bacellar (Direito UniBrasil), Silvio de Salvo Venosa (Direito Dom Bosco) e Ubaldino do Amaral (Direito Universidade Positivo), e com o apoio do Diretório Acadêmico Clotário Portugual (Direito UNICURITIBA) e da Escola Curitibana de Direito.
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Lógica da saúde privada: “dá mais lucro tratar de câncer do que de crianças”

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Reportagem de hoje da Folha de S. Paulo mostra que os prontos-socorros infantis dos hospitais privados de São Paulo vivem um caos, com recepções lotadas, pacientes irritados e longas esperas.

Mais uma prova de que não adianta privatizar a saúde, pois a saída é o aumento de investimentos públicos na área.

Em hospitais privados as crianças esperam em média duas horas pela consulta com pediatra, podendo chegar a seis horas. Para internação a criança pode demorar até três dias para obter uma vaga, inclusive em UTIs.

Essa é a realidade de quem tem convênio privado em São Paulo. Pessoas que provavelmente até pouco tempo defendiam a privatização da saúde, por terem garantidos seus convênios, mas que agora são tratados como gado pelo sistema privado.

O Tribunal de Contas de São Paulo já chegou a conclusão que a privatização da saúde faz com que a qualidade dos serviços caia e os custos aumentem.

Os planos de saúde pagam pouco aos médicos. A saída? Estatização da saúde, com salários dignos para todos. Quer ficar milionário? Vá ser empresário, jogador de futebol, pastor, cantor de sertanejo universitário, e não médico ou profissional da saúde.

O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo da Silva Vaz, disse para a Folha que “os hospitais estão fechando leitos de pediatria porque atender criança não dá lucro“.  Wagner Marujo, diretor-superintendente do hospital Sabará, especializado em pediatria, diz que como as crianças geralmente precisam de poucos exames, “Dá mais lucro tratar de câncer.” Um absurdo!

Essa é a ideia da iniciativa privado: lucro a todo o custo. Se o hospital fosse público, com um controle social efetivo, não estaria buscando o lucro mas sim o bem de todos.

Enquanto isso governos neoliberais estão privatizando hospitais públicos por meio de organizações sociais – OS, para fugirem de concursos públicos, licitações e limites de gastos com pessoal.

Vamos respeitar a Constituição? Saúde é um dever do Estado e deve ser prestada por ele, como regra, e apenas excepcionalmente pela iniciativa privada.

Charge: Beto Richa rápido?

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Charge de Simon Taylor para o Jornal do Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Estaduais do Paraná, de abril de 2013