Beto Richa na Celepar: fuga do concurso público e privatização de atividades-fim de quase R$ 40 milhões

A Companhia de Informática do Paraná – Celepar continua a terceirizar suas atividades-fim, o que é uma burla ao concurso público (art. 37 da Constituição da República). A empresa estatal, gerida pelos homens de confiança do governador Beto Richa (PSDB), abriu licitação para contratação de empresas privadas para complementar a capacidade de fornecimento de soluções de TIC – tecnologia da informação e comunicação da companhia, por meio de desenvolvimento e fornecimento de produtos de software, para que sejam agregados às soluções desenvolvidas pela CELEPAR aos órgãos do Estado do Paraná.

Ou seja, ao invés de realizar concurso público para a contratação de pessoal, vai privatizar para que empresas privadas prestem os serviços para a empresa. E não são atividades-meio, mas atividades-fim da empresa, que devem ser executadas por servidores da Celepar, e não por empresas privadas.

Beto Richa prometeu nas eleições que não iria privatizar, mas sim fortalecer as empresas estatais. Mas está fazendo exatamente o que fez o ex-governador Jaime Lerner: precarizar a Celepar e terceirizar as atividades essenciais da empresa, transformando a Celepar apenas numa intermediadora entre governo e empresas privadas, a exemplo do ICI – Instituto Curitiba de Informática.

A licitação é a concorrência pública 002/2012, e será aberta no dia 16 de julho de 2012, com valor estimado de R$ 38.318.464,73. para maiores informações, clique aqui.

Ministério Público? Não questiona as terceirizações ilícitas. Tribunal de Contas do Paraná? Está virando piada. Oposição na Assembleia Legislativa? Onde está você?

4 comentários sobre “Beto Richa na Celepar: fuga do concurso público e privatização de atividades-fim de quase R$ 40 milhões

  1. Ainda se o problema fosse em realizar um concurso público. Há vigente até o final do ano de 2013 um concurso público (nº 01/2009) para Analistas de Informática/DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS o qual possui 643 aprovados, dos quais ainda 463 pessoas estão na fila para serem chamadas. Agora me explica o motido de terceirizar este serviço? Porque não contratam as pessoas que estão aprovadas no concurso para executarem este trabalho que está sendo terceirizado?
    Bem feito, quem mandou votar no Beto.

    Curtir

  2. Pingback: Em processo de privatização, Celepar persegue funcionários e sindicalistas – Blog do Esmael
  3. como é possível comprovar que uma empresa privada NÃO “desenvolveu e manteve operacional” uma base de dados do governo? No quesito “desenvolvimento” basta agregar um único ponto-e-vírgula (ou equivalente para linguagens que não sejam C) em qualquer aplicativo, que comprova-se a edição e re-compilação, portanto houve “desenvolvimento”. No quesito “manter operacional”, o serviço está funcionando, não está? Neste modelo de privatizaçào de atividades de TIC paga-se milhões. O ministério público ainda não entendeu como este excelente negócio funciona. E como funciona nos governos do PSDB/DEMO.

    Curtir

Deixe um comentário