Por uma Curitiba ciclável – Logo Curitiba 320 anos

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A Agência Muu, fundada pelas designers Yasmim Reck, Monique Borba e pelo publicitário Yuri Reck, criou, para o Instituto Energia Humana, a campanha ”Por uma Curitiba ciclável”.
A campanha faz referência a ciclo-mobilidade e considera o fato notório de que grande número de curitibanos tem aderido à causa da bicicleta.
A bicicleta é hoje um símbolo saudável para os cidadãos de Curitiba, como demonstrado na chegada triunfal do Prefeito Gustavo Fruet no palácio 29 de março, pedalando uma bicicleta, no dia de sua posse.
Segundo a criadora da logo da campanha, Yasmim Reck, ”A bicicleta já faz parte do inconsciente coletivo, vamos aproveitar e colocar em prática essa tendência sustentável.”

Bomba: saiu a lista dos que não serão os secretários de Gustavo Fruet

O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), disse que não vai fazer “caça às bruxas”, mas como o resultado da eleição sinalizou mudança, “todos os secretários serão substituídos”.

Não tenho nem ideia de quem serão os próximos secretários municipais e dirigentes/presidentes das entidades da Administração Indireta e paraestatais de Curitiba. Mas a partir de 1º de janeiro de 2013, tenho certeza que os abaixo relacionados não serão secretários nem dirigentes:

Prefeito de Curitiba: Luciano Ducci

Secretarias (órgãos da Administração direta):

Abastecimento: Humberto Malucelli Neto

Administração: Dinorah Botto Portugal Nogara

Antidrogas: Hamilton José Klein

Assuntos Metropolitanos: Horácio Monteschio

Comunicação Social: David Campos

Copa do Mundo da FIFA 2014™: Luiz de Carvalho

Defesa Social: Nazir Abdalla Chain

Educação: Liliane Casagrande Sabbag

Esporte, Lazer e Juventude: Marcello Bernardi Vieira Richa

Finanças: João Luiz Marcon

Gabinete do Prefeito: José Antônio Andreguetto

Governo Municipal: Luiz Fernando Jamur

Política Habitacional: Osmar Bertoldi

Meio Ambiente: Marilza do Carmo Oliveira Dias 

 

Obras Públicas: Mário Yoshio Tookuni

Pessoa com Deficiência: Irajá de Brito Vaz

Planejamento e Gestão: Carlos Homero Giacomini

Procuradoria-Geral: Claudine Camargo Bettes

Recursos Humanos: Maria do Carmo Aparecida de Oliveira

Relações com a Comunidade: Fernando Guedes

Relações Institucionais: Jorge Luiz de Paula Martins

Saúde: Eliane Chomatas

Trabalho e Emprego: Paulo Bracarense

Trânsito: Marcelo Linhares Frehse

Urbanismo: Suely Hass

Entidades da Administração Indireta:

Autarquias:

Instituto Municipal de Turismo – CURITIBA TURISMO: Juliana Vellozo Almeida Vosnika

Instituto Municipal de Administração Pública – IMAP: Carlos Homero Giacomini

Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba – IPPUC: Cléver Ubiratan Teixeira de Almeida

Instituto de Previdência dos Servidores – IPMC: Walkíria Wiziack Zauith de Pauli

Fundações de Direito Público:

Fundação de Ação Social – FAS: Marry Salette Dal-Prá Ducci

Fundação Cultural de Curitiba: Roberta Storelli

Fundação de Direito Privado:

Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba – FEAES: Tereza Kindra

Sociedades de Economia Mista:

Companhia de Habitação Popular de Curitiba – COHAB: Ibson Gabriel Martins de Campos

Urbanização de Curitiba S.A: Marcos Isfer

Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A: Gilberto José de Camargo 

Companhia de Desenvolvimento de Curitiba – Curitiba S.A: Viviane Redondo Machado

Paraestatais (ONGs, entidades do Terceiro Setor que atuam pelo interesse público, produtos de privatização): 

Instituto Curitiba de Saúde (serviço social autônomo): Ana Schneider Gondim

Instituto Curitiba de Informática (organização social – OS): Renato José de Almeida Rodrigues

Instituto Curitiba de Arte e Cultura – ICAC (organização social – OS): Nilton Cordoni

Reunião de Secretariado de Luciano Ducci em 26.01.2011. Foto de Bebel Ritzmann

Da política à cultura, Curitiba mudou

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Do CuritiBrasilia

Há quem arrisque dizer que Curitiba vive a realização de uma das profecias de Paulo Leminski : “isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é, ainda vai nos levar além”.  A cidade foi além. Ou, talvez, assista a seus habitantes executarem, no palco urbano, o roteiro do novo espírito do tempo. Fato é que a mudança está no ar.

Dois jornalistas da Gazeta do Povo já escreveram sobre o fenômeno. Cristiano Castilho destacou o surgimento de  “Uma nova ordem curitibana” , ao ressaltar que “de uns anos para cá, Curitiba tem saído às ruas”, sobretudo com eventos culturais que tem surpreendido a cidade. As reivindicações por direitos de quinta geração  – como o das mães, em amamentar seus bebês em público – foi notada por Rogério Galindo, que perguntou em seu texto se a classe média da cidade se tornaria um novo grupo de pressão.

Na Corrente Cultural de novembro passado, o povo foi às ruas pela cultura: entre os Palcos da Rua Riachuelo, das Ruínas e do São Francisco, a cidade literalmente se (re)encontrou. Em setembro, a Marcha das Bicicletas tomou as avenidas para emplacar as ciclovias como preocupação central na agenda da mobilidade urbana. Todos esses eventos foram construídos através das redes sociais. A corrente humana diminuiu a distância entre as ruas, praças, e a cidade pareceu ter ficado menor.

A análise conjunta de todos esses acontecimentos nos leva a concluir que o curitibano está reconstruindo seu espaço público, reformulando consensos e afirmando os novos laços (e promessas) de convivência que unem a comunidade .  Há uma onda de mudanças na cultura, no comportamento e, mais recentemente, na posição e preocupação política do curitibano.

Às vésperas do 1o turno das eleições municipais, a blogueira Claudia Wasilewski sintetizou essa nova atitude cidadã, ao afirmar que o povo foi às ruas resgatar Curitiba (“Devolvam Curitiba”).  O curitibano reagiu à possibilidade de ver, no 2o turno, uma disputa entre  dois candidatos que arrastariam a cidade para o passado.  Em busca de uma Curitiba (quase) perdida, reinventou-se o futuro.

A eleição de Gustavo Fruet  coincide com essa onda de  fenômenos que recriam o espírito do tempo curitibano, porque rompe com o grupo dirigente e inaugura um novo capítulo da história política da cidade: a carta programa do prefeito eleito – “Um Caminho para o Desenvolvimento” – tem como fonte elementos de uma aliança programática cujo conteúdo resgata a capacidade da cidade em inovar, e a projeta novamente como referência nacional.

O trabalhismo democrático do PDT, o desenvolvimentismo com forte inclusão social do PT, e a sustentabilidade ambiental do PV são três ingredientes de uma receita que  pode resultar num  dos melhore governos da história de Curitiba e colocar à prova, no médio prazo, o vazio administrativo do Palácio Iguaçu.

O povo vai às ruas na Corrente Cultural, ocupa os parques e praças da cidade nos fins de semana, reinventa o pré-carnaval, reúne milhares na marcha das bicicletas e elege Gustavo Fruet prefeito.

Da cultura à política, algo importante aconteceu: Curitiba mudou.

GP

Hoje fez 35ºC em Curitiba, o mais calor de todos os tempos na cidade

Hoje, por volta de 15h, Curitiba bateu o recorde absoluto de calor registrado na história da cidade, segundo o Instituto Meteorológico Simepar: 35ºC! O meteorologista Lizandro Jacóbsen, do Simepar, confirmou o recorde absoluto de calor. Os recordes eram de janeiro de 2006 e fevereiro de 1975, de 34,8ºC.

Estrutura da Prefeitura de Curitiba que o prefeito eleito Gustavo Fruet vai administrar

Do IMAP – Instituto Municipal e Administração Pública da Prefeitura de Curitiba

Estrutura Organizacional da Prefeitura Municipal de Curitiba

A Lei 7.671/91 e suas várias alterações posteriores tratam da estrutura geral da PMC, dos cargos e funções gratificadas existentes, da nomenclatura dos cargos comissionados e funções gratificadas, da remuneração a eles atribuída, dos núcleos setoriais e dos mecanismos de coordenação intersetorial.

A Prefeitura Municipal de Curitiba está organizada em:

  • 26 Órgãos da Administração Direta
  • 11 Entidades da Administração Indireta entre Autarquias, Fundações e Sociedades de Economia Mista

Relação de Órgãos e Entidades da Prefeitura Municipal de Curitiba:

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Veja a lista de vereadores eleitos de Curitiba

PSC
Mestre Pop
Tiago Gevert
Ailton Araújo
Bruno Pessuti
Carla Cristiana Pimentel
Rogério Campos

PSDB
Professor Galdino
Serginho do Posto
Luiz Felipe Braga Cortes
Beto Moraes

PSB
Dona Lourdes
Tico Kusma
Mauro Ignácio
Colpani

PPS
Hélio Wirbiski
Paulo Rink
Zé Maria

PT
Professora Josete
Jonny Stica
Pedro Paulo

PV
Cristiano Santos
Paulo Salamuni
Aladim

PDT
Tito Zeglin
Jorge Bernardi

PTB
Pier
Geovane Fernandes

PSDC
Cacá Pereira
Chicarelli

PP
Toninho da Farmácia
Aldemir Manfron

DEM
Sabino Picolo
Julieta Reis

PSD
Jairo Marcelino

PRB
Pastor Valdemir

PSL
Dirceu Moreira

PMDB
Noêmia Rocha

PMN
Chico do Uberaba

******************

1º, 2º e 3º Suplentes da coligação PRB / DEM / PHS / PMN / PSB / PSDB / PSD: Zezinho do Sabará (PSB), Edson do Parolin (PSDB) e Celso Torquato (PSD)

1º, 2º e 3º Suplentes da coligação PDT / PT / PV: Salete (PT), Katia dos Animais de Rua (PDT) e Osiris (PDT)

1º, 2º e 3º Suplentes da coligação PSC / PTdoB: Julião Sobota (PSC), Sgto Tania Guerreiro (PSC) e Dr. Rodrigo (PSC)

1º, 2º e 3º Suplentes do PSDC: Fernando da Padaria, Celso Antines e Zé Gordo (PSDC)

1º, 2º e 3º Suplentes do PTB: Vermelho Filho, Fabiane Rosa e Josias Dias (PTB)

1º, 2º e 3º Suplentes do PPS: Renata Bueno, Sallas da Fazendinha e Diogo Busse (PPS)

1º, 2º e 3º Suplentes do PP: Pastor Thiago Ferro, Goi Mello e Juliano Borghetti (PP)

1º, 2º e 3º Suplentes do PSL: Luizão Stellfeld, Paulo Meira, Nemécio Muller (PSL)

1º, 2º e 3º Suplentes do PMDB: André Feiges, Jussara Joeckel e Will (PMDB)

Aprovação do prefeito Luciano Ducci despenca

Arte do Blog Lado B

Arte do Blog Lado B

O curitibano sempre teve orgulho de sua cidade. E isso sempre refletiu em aprovações recordes dos prefeitos de Curitiba, sempre em primeiro ou segundo lugar em comparação com os prefeitos de outras capitais. Até prefeitos medíocres como Cássio Taniguchi e Beto Richa foram considerados “os melhores” ou “um dos melhores prefeitos do Brasil”. Ou seja, até um poste como prefeito era bem avaliado.

Eis que Luciano Ducci (PSB) conseguiu o improvável. Em recente pesquisa do Ibope/Estadão, a aprovação de Ducci despencou e ele fica em apenas 11º lugar entre os prefeitos.

Sobre o desempenho sofrível de Ducci, o comentarista Luiz Geraldo Mazza na Rádio CBN Curitiba disse que historicamente todos os prefeitos de Curitiba ocupavam as primeiras colocações no ranking dos prefeitos das capitais, até “os mais medíocres”.

A jornalista Ruth Bolognese, do Jornal da Massa, disse que “nunca aconteceu isso na história de Curitiba, desde quando o Ibope faz essa pesquisa nos anos 80, sempre o prefeito de Curitiba ficou em primeiro ou segundo” e que “há uma insatisfação muito grande” e “por isso ele não decola nas pesquisas”.

Os dados são de pesquisas divulgadas por José Roberto de Toledo, do jornal O Estado de S. Paulo.

Curitiba é a 6ª cidade mais desigual da América Latina. Quem vota Luciano Ducci quer que essa realidade se mantenha?

O Brasil até o fim do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era o segundo país mais desigual do mundo. Depois de Lula (PT) a desigualdade foi reduzida, mas o país ainda é um dos países mais desiguais da América Latina, segundo os dados do relatório do Programa das Nações Unidas para os As­­sentamentos Humanos – ONU­­-Habitat, documento denominado “Estado das Cidades da América Latina e do Caribe 2012­­ – Rumo a uma Nova Transição Urbana”. O índice de Gini revela uma elevada concentração da renda no país.

Ou seja, ainda devemos cumprir em nosso país os mandamentos da Constituição Social e Democrática de Direito de 1988, como “justiça social”, “redução das desigualdades”, “função social da propriedade”, “igualdade”, “dignidade da pessoa humana”, “erradicação da pobreza”, “valores sociais do trabalho”, entre outros.

Mas o que mais assusta no estudo é que nossa querida Curitiba é a 6ª cidade mais desigual da América Latina, na frente apenas de Goiânia (a cidade mais desigual da América Latina), seguida de 2ª Fortaleza, 3ª Bogotá, 4ª Belo Ho­­rizonte, 5ª Brasília e 6ª Curitiba. Rio de Janeiro está na 13ª posição e São Paulo no 19º lugar. Ver matéria da Gazeta do Povo.

Traduzindo: Curitiba tem muito ricos e muitos pobres, e o poder público municipal precisa urgentemente cumprir com a Constituição de 1988 e começar a reduzir as desigualdades e garantir justiça social.

Neste momento de eleição para o cargo de prefeito é essencial que debatamos os problemas da cidade para que ela se torne mais justa e igualitária.

O problema é que a cambada liderada pelo governador Beto Richa (PSDB), que tenta desesperadamente se manter no poder e eleger o insosso Luciano Ducci (PSB) como prefeito e o “limpinho” Rubens Bueno (PPS) como vice, mantêm o discurso de que quem aponta os problemas de Curitiba não ama a cidade. É uma mentira. É um discurso de quem não quer que a desigualdade social em Curitiba diminua. É um discurso de quem quer se manter no poder político e econômico.

Essa choldra está no poder há muitos anos e não resolveu os problemas sociais de Curitiba. Como sempre digo: quem vota em Luciano Ducci é mal informado, comissionado ou masoquista!

Tarso Cabral Violin – Professor de Direito Administrativo, advogado e editor-presidente do Blog do Tarso

 

Reunião e ato em Curitiba contra o golpe no Paraguai

A próxima reunião do Comitê contra o golpe no Paraguai será hoje, 02 de julho de 2012, 19h, na CASLA (Rua João Manoel, 140 – São Francisco, Curitiba/PR).

Na quinta-feira, dia 05, 11h30, haverá ato contra o golpe na Boca Maldita, em Curitiba.

A responsabilidade civil do município de Curitiba nas mortes de ciclistas

Lucas Felipe Bibiano foi atropelado pelo maior ônibus do mundo. Foto: Fábio Alexandre

Vários curitibanos bicicleteiros estão morrendo nas ruas de Curitiba. A prefeitura da cidade prioriza arrumar o asfalto dos bairros de classe alta e média e não prioriza o transporte coletivo e o ciclismo.

O art. 37, § 6º, da Constituição de 1988 aduz o seguinte:

“As pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.

Isso quer dizer que o Estado (União, estados, municípios, pessoas jurídicas de Direito Público e prestadores de serviços públicos) responde objetivamente por danos causados a terceiros. Segundo a teoria do risco administrativo, seja por atos comissivos ou omissivos, ao cidadão cabe processar o Estado, que será responsabilizado se ficar demonstrado o nexo causal, sem necessidade de comprovar dolo ou culpa do Poder Público.

As excludentes de responsabilidade do Estado, que exime ou atenuam a responsabilização, são motivos de força maior (irresistível), caso fortuito (imprevisível), ato/fato de terceiro, ou culpa/dolo da vítima.

Se um ciclista morre nas ruas de Curitiba, em decorrência de omissão da prefeitura em sinalizar obras ou por causa de ciclovias/faixas/vias mal feitas que causem acidentes sem culpa exclusiva de ciclistas ou terceiros, o município pode ser responsabilizado e terá que indenizar as vítimas ou suas famílias.

E se o dano foi ocasionado por culpa/dolo de algum agente público, inclusive do prefeito, ele será responsabilizado por uma ação regressiva, na qual ele terá responsabilidade subjetiva (comprovada culpa ou dolo).

Será o caso das mortes e acidentes de ciclistas em Curitiba?

Com a palavra as vítimas e suas famílias, os movimentos de ciclistas e a prefeito Luciano Ducci (PSB).