Beto Richa investe quase metade do que Requião em infraestrutura escolar

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Nos dois anos do governo Beto Richa (PSDB) foi investido na infraestrutura escolar pela Secretaria de Estado da Educação – Seed bem menos do que a média dos valores aplicados no governo de Roberto Requião (PMDB), segundo a Gazeta do Povo.

Beto Richa investiu R$ 70,3 milhões por ano e Requião, entre 2007 e 2010, investiu na média anual R$ 130,1 milhões.

Por favor 2014, chega logo!

Caos na segurança pública no PR: agora em Caiobá ao lado da casa de Beto Richa

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No Blog da Joice Hasselmann

Noite de pânico na praia mansa ao lado casa de Beto

Hoje o assunto em Caiobá, mais especificamente na praia Mansa, no pedaço freqüentado por políticos e gente próxima do poder, foi a noite de pânico que aconteceu na região, a 150 metros da casa do governador Beto Richa. No sábado dois crimes chocaram os moradores e veranistas da pequena praia. Houve um esfaqueamento e um assalto a mão armada. Nos dois casos há boletim de ocorrência comprovando a notícia. Recado mais do que dado. Segurança em alerta máximo.

Foto do dia: insegurança pública no Paraná

Faixa de protesto depois do 39º assalto sofrido pela Panificadora Tutti (Barreirinha)

Faixa de protesto depois do 39º assalto sofrido pela Panificadora Tutti (Barreirinha)

Rafael Greca diz que calçada de granito “é coisa de burro ou de ladrão”

Foto da calça de granito divulgada por Rafael Greca

Foto da calçada de granito do Batel divulgada por Rafael Greca

O ex-prefeito de Curitiba e engenheiro civil Rafael Greca (PMDB) disse que uma calçada de granito polido, que segundo ele é liso, frágil e escorregadio, “ou é coisa de burro, ou de ladrão. Ou moldura para o shopping de quem pagou (parte da) conta da eleição”.

Disse ainda que “a obra mais cara é a obra parada. Para ser retomada custa ainda mais” e informou que a obra foi financiada com recursos do FDU – Fundo de Desenvolvimento Urbano, pela Prefeitura de Curitiba junto ao Governo do Paraná/BID.

Sob governo Beto Richa ocorreu aumento de assaltos no comércio de Curitiba

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Há um caos na segurança pública de Curitiba. As UPS – Unidades Paraná Seguro criadas pelo governo Beto Richa (PSDB) não melhoram a segurança pública nas regiões das Unidades, e ainda transferem os assaltantes da área para as demais regiões de Curitiba.

Mas Beto gasta milhões de dinheiro público, do nosso dinheiro, com propaganda de seu governo. Nos programas falta apenas ele aparecer vestido de Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite.

Hoje a Gazeta do Povo informa que em Curitiba ocorre um assalto a comércio a cada 2h40min, com dez roubos por dia. Assim, em 2012 a polícia registrou 3.583 ocorrências, um aumento de 5% com relação a 2011, conforme números da própria Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Com uma política elitista, que financia com dinheiro estadual o granito das calçadas do Batel, Beto Richa também prioriza o policiamento nos bairros ricos. Na região Sul de Curitiba, mais pobre, é o local onde ocorre mais assaltos ao comércio (Sítio Cercado 287 ocorrências, Cidade Industrial de Curitiba 286, Pinheirinho 224).

O ex-secretário Na­­cional da Segurança Pú­­blica José Vicente da Silva critica a gestão da segurança pública em Curitiba, segundo a Gazeta:

“Os números indicam que o trabalho que foi feito não adiantou nada. O que está evidente é a má gestão da segurança pública em Curitiba”.

Salve-se quem puder!

Por favor 2014, chega logo!

Beto Richa e seu discurso foi o assunto entre os advogados na posse da OAB/PR

Foto de Orlando Kissner

Foto de Orlando Kissner

Ontem o engenheiro civil não praticante e governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), com mais de dois anos de mandato, mas cujo governo não começou, foi a atração principal na posse do advogado Juliano Breda como novo presidente da OAB/PR e demais membros da instituição, no Teatro Guaíra.

O que mais chamou a atenção não foi a cor alaranjada de Beto, ou a falta de educação do presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), que não levantava para os homenageados e nem batia palmas para ninguém, ou a cara de poucos amigos do senador Alvaro Dias (PSDB), que detesta Richa e Rossoni e teve que ficar ao lado de seus desafetos, ou a cara de quem está trabalhando bastante do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). O que mais chamou a atenção também não foi o espetacular discurso de Juliano Breda, que citou os princípios constitucionais da Administração Pública, criticou o financiamento privado de campanha por empresas e defendeu a atuação da OAB em defesa da Justiça, da República e da Democracia.

O assunto da noite foi o péssimo discurso de Beto Richa. Começou lendo, tentou improvisar, se enrolou, repetiu frases e assuntos, falou demais em prisões e nada de direitos humanos e Justiça, tentou fazer propaganda de seu péssimo governo. Quase todos os advogados com quem conversei, no Teatro Guaíra e no Museu Oscar Niemeyer, onde ocorreu o coquetel, criticaram o discurso de Beto Richa e disseram que foi o pior da noite.

De qualquer forma, estão de parabéns os antigos e os novos membros da OAB Paraná. Já o nosso governador…

Se nomear Ezequias “Sogra Fantasma” Moreira, Beto Richa estará desrespeitando o Paraná

Beto Richa e seu amigo Ezequias Moreira

Beto Richa e seu amigo Ezequias Moreira

Se nomear Ezequias, Richa estará desrespeitando o Paraná

Do Caixa Zero, Rogelio Galindo

A história de que Beto Richa perdoa o “pecador mas não o pecado” foi um jeito de o governador manter a seu lado um dos mais fiéis companheiros desde os tempos de Assembleia Legislativa: Ezequias Moreira.

Ezequias tem o seguinte problema: mantinha a sogra no gabinete de Richa no Legislativo, sem trabalhar. Recebia o dinheiro. Não sou eu quem está dizendo. A sogra dele, Veronica Durau, admitiu o esquema. A Justiça condenou. Ezequias não recorreu e até devolveu o dinheiro, depois de ser pego com a mão no jarro.

Beto jura que não sabia de nada. Ok: é estranho. No governo do estado, não saber de algo é mais plausível. São milhares de funcionários espalhados por um território do tamanho de vários países. Na Assembleia, cada gabinete tem uma dúzia de pessoas, num espaço pouco maior do que o de uma casa da Cohapar.

Esqueçamos o fato de que Richa deveria ter descoberto o esquema antes da imprensa, antes da Justiça, antes de quem estava fora de seu gabinete. Manter Ezequias com cargos públicos depois disso é o que pega realmente mal.

Ezequias, porém, ganhou uma vaguinha no gabinete de João Claudio Derosso em 2008. Depois, quando Richa virou governador, levou-o para a Sanepar. Justo na diretoria de Relações com os Investidores. Pois é.

Agora, dizem que na reforma do secretariado, Ezequias será alçado a píncaros ainda mais altos e inusitados, conforme mostra a reportagem desta terça de Euclides Lucas Garcia, esse grande repórter, na Gazeta do Povo.

A conversa de que Ezequias já pagou sua dívida não pode colar. Ele devolveu o dinheiro. Ótimo. Mas responde a ação penal por isso, ainda em curso. Merecer o direito da dúvida é uma coisa. Promovê-lo depois de tudo o que ocorreu é um absurdo, um incentivo à bandalheira.

Richa tem a obrigação de não nomeá-lo para cargo algum no secretariado enquanto o julgamento não ocorrer. Desrespeitar essa regra básica de convivência é desrespeitar o eleitorado todo do Paraná.

O PSDB tem batido, com razão, no PT pelo tratamento que vem dando aos mensaleiros. Ezequias devolveu o dinheiro de um mensalinho que saía do gabinete de Richa na Assembleia e que lhe rendeu meio milhão de reais. Parece pouco? João Paulo Cunha foi condenado por um terço desse dinheiro.

Beto Richa privatiza área para Hospital Sírio-Libanês

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O governador Beto Richa (PSDB) assinou hoje um convênio para a construção de uma unidade do Hospital Sírio-Libanês em Curitiba.

O governador cedeu um imóvel gigantesco na Vila Izabel, de propriedade do Estado, de 10 mil metros quadrados, para o hospital privado. Juridicamente a cessão do imóvel tem prazo de 50 anos, mas sabemos que esse tipo de cessão se estenderá para todo o sempre.

O grande problema é que o hospital não atende apenas pelo SUS. Também fará o atendimento da elite curitibana e paranaense, cobrando altos valores, tudo em terreno do povo paranaense. Os pobres serão atendidos numa porta do lado, com menor qualidade, pelo SUS. Os ricos serão atendidos pela porta da frente, com tapete vermelho e muito luxo. Tudo em terreno público.

A pergunta que não quer calar: por que Beto Richa não constroi um hospital público-estatal no local, com atendimento 100% gratuito?

Publicidade escorrendo pelas torneiras

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Por Manoel Ramires – jornalista Sismuc

Os cofres do governo do estado estão abertos. O dinheiro dos impostos parece escorrer pelas torneiras dos paranaenses. No entanto, os reais investidos pelo governador Beto Richa não são para incentivar a indústria paranaense, financiar o campo, resolver problemas estruturais e gerar empregos. O destino desta verba é utilizado em publicidade para que os paranaenses acreditem que algo estaria sendo feito. Isso não seria o conto do vigário?

O ano de 2013 mal começou e a busca pela reeleição estadual veio com força. No primeiro domingo do ano o jornal de maior circulação do estado estampava publicidade oficial do Governo do Paraná com palavras de efeito e falta de conteúdo ou informação. O mesmo ocorre em spots na televisão em que propagandas enaltecem a figura do paranaense, mas escondem a falta de realizações na saúde como construção de hospitais, o rebaixamento da nota no IDEB e explicação sobre fotos postadas nas redes sociais com UPS fechadas no fim de ano e feriados.

Os tucanos não estão para brincadeira. Se de um lado dizem que não poderão subsidiar os R$ 23 milhões do transporte coletivo de Curitiba, atrapalhando o governo Gustavo Fruet, de outro, fazem purpurina com o programa “Morar Bem Paraná”, versão estadual do “Minha Casa, Minha Vida” cujos recursos são exclusivos do Governo Federal. A façanha fez até a presidenta Dilma Rousseff cobrar explicações do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, segundo a Folha de São Paulo.

Diante disso, é papel dos deputados estaduais e federais aumentarem a fiscalização do governo local. Questionar e fazer perdidos de informações detalhadas sobre os programas desenvolvidos no Paraná e com dinheiro de quem, indagar quanto está sendo gasto a mais com propaganda e, se for o caso, exigir que se feche a torneira. Os deputados não se podem apenas dar ao luxo de dar twitadas ironizando o “governo que inaugura placas”. É papel deles também propor e brigar pela melhoria do serviço prestado ao povo agora e não apenas em 2014.

Direito, Política, Futebol e BBB13

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Em época de férias e falta de assunto, vejam o que as notas políticas da Gazeta do Povo de domingo publicou:

Da Câmara para o BBB

Uma das seis participantes da Casa de Vidro, que serve como seleção para o Big Brother Brasil 13, é uma velha conhecida do recém-eleito presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Paulo Salamuni (PV). Kelly Baron, 26 anos, trabalhou como secretária do vereador entre 2006 e 2008. Formada em Direito, ela já foi miss Paraná (2006), musa do Coritiba (2009) e uma das cinco finalistas do concurso Garota Verão 2010, promovido pela Gazeta do Povo. Salamuni diz que está na torcida pela ex-funcionária. “Quando ela ganhar uma bolada, aí eu é que viro assessor dela”, disse.

Pronto, a Gazeta do Povo juntou política, futebol, direito, mulher bonita e Big Brother Brasil 13. Querendo aumentar a audiência?

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A Miss Curitiba 2006, Kelly Baron, com o então prefeito de Curitiba, Beto Richa, e suas adversárias

Com o nosso dinheiro, Beto Richa faz propaganda de seu governo na capa da Gazeta do Povo

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“Nunca antes na história” do Paraná um governador gastou tanto com publicidade como Beto Richa (PSDB). Mas hoje ele exagerou. Na capa do jornal de domingo, logo abaixo do nome do jornal, acima da própria manchete! É um absurdo! Com o nosso dinheiro! É duplamente imoral: gasta dinheiro público para se auto-promover e ainda gasta muito dinheiro com o jornal de maior circulação do Paraná. Quer comprar apoio para 2014?

E será que é por causa desses gastos que as TVs, rádios e blogs do Paraná estão fazendo propaganda disfarçada para Beto Richa e atacando seus adversários? Até blogs que antes pareciam independentes agora parecem que foram comprados!

E Gazeta do Povo: francamente! Propaganda do governo é mais importante do que a manchete do jornal? Eu, como Ombudsman informal do jornal, sou obrigado a criticar!

Beto Richa quer que o curitibano pague R$ 3,10 na tarifa de ônibus. Campanha #SubsidiaBeto

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Em 2012 o prefeito Luciano Ducci (PSB), querendo vencer sua tentativa de reeleição, aumentou o valor da tarifa de R$ 2,50 para apenas R$ 2,60. O problema é que a tarifa técnica (valor real do custo do sistema que seria cobrado sem subsídio) deveria ser entre R$ 2,80 e R$ 2,87. Como ele conseguiu isso?

Em maio de 2012, em pleno ano eleitoral, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), assinou (por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec) um convênio com o Município de Curitiba que prevê um subsídio do estado à Urbs no valor de mais de R$ 26,3 milhões até abril de 2013. Beto tinha o objetivo de reeleger Luciano Ducci (PSB) e diminuir o impacto financeiro da integração do transporte com as cidades vizinhas.

Tudo deu errado para Beto. Seu candidato perdeu ainda no primeiro turno, o que nunca tinha ocorrido com um prefeito de Curitiba depois da existência da reeleição.

Agora Curitiba precisa de R$ 80 a R$ 100 milhões do Estado do Paraná para evitar um reajuste drástico no valor da tarifa de ônibus em Curitiba e região metropolitana. O déficit se deve a operação das linhas na região metropolitana de Curitiba. O sistema se paga na capital. Por isso se justifica a manutenção do subsídio. O problema não é apenas de Curitiba e dos curitibanos, mas de toda a região metropolitana.

Mas por incrível que pareça, agora que seu candidato perdeu, Beto Richa não quer mais renovar o subsídio à Curitiba.

Beto Richa não quer renovar o subsídio para que Fruet seja obrigado a aumentar a tarifa em Curitiba para R$ 3,10.

Fruet não descarta a realização de auditoria na planilha do transporte coletivo.

Outro problema é que em fevereiro é a data-base dos motoristas e cobradores de ônibus.

Em sua posse nesta terça-feira (1º), Gustavo disse que a prioridade dos primeiros dias de mandato será desarmar a “bomba-relógio do transporte coletivo”:

Neste sentido, nos próximos dias, dedicaremos especial atenção à análise de algumas heranças que estão sendo deixadas. Devem ser inclusive maiores do que imaginamos. Mas, neste momento, posso citar o rombo no transporte coletivo, que se agrava com passivos, déficits, distância entre custo e tarifa e com a possibilidade de suspensão do subsídio, que foi criado em ano eleitoral. Tudo isso após recente licitação, que deveria garantir o equilíbrio do sistema por muitos anos.

Beto Richa quer que o curitibano pague R$ 3,10 na tarifa de ônibus? Então vamos começar a campanha #SubsidiaBeto!

Por favor 2014, chega logo!

Cassio Taniguchi não tem nada a dizer para Gustavo Fruet

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Cassio Taniguchi (DEMO) é ex-prefeito de Curitiba entre 1997 e 2004 (criou o não transparente ICI – Instituto Curitiba de Informática), ex-secretário de planejamento do governo de Jaime Lerner (ex-PFL), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão de José Roberto Arruda (ex-DEMO, governador do DF com suspeita de envolvimento em grande esquema de corrupção, conhecido como mensalão do DEM, quando foi preso, sendo o primeiro governador do Brasil a ser encarcerado durante o mandato e perdeu seu mandato), atual secretário de planejamento do governo Beto Richa (PSDB) e atual presidente do Conselho de Administração da Celepar – Companhia de Informática do Paraná. Ele já foi considerado culpado por crime de responsabilidade pelo STF.

De todos os ex-prefeitos de Curitiba contactados pela Gazeta do Povo, foi o único a não querer colaborar com a reportagem com qualquer declaração ou conselho ao prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT).

Saul Raiz (prefeito biônico escolhido pela ditadura militar entre 1975 e 1979) pediu mais planejamento e criticou o IPPUC (que foi administrado nos últimos anos por Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi).

Jaime Lerner (escolhido duas vezes como prefeito biônico pela ditadura militar em 1971-74, 1979-1983 e eleito na campanha dos 12 dias contra Mauricio Fruet em 1989-1993) aconselhou Fruet a deixar de pensar a cidade apenas para o automóvel, aumentar a autoestima do curitibano entre outros conselhos.

O senador Roberto Requião (1986-1989) não quis dar conselho, mas espera que Fruet cumpra a promessa de campanha de aumentar em 30% o orçamento da educação.

Rafael Greca (1993 a 1996) foi incisivo contra as privatizações/terceirizações das gestões de Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi e criticou o ICI:

“A terceirização excessiva é a moléstia que torna fracos os governos, consumindo sua capacidade de investir no que é novo. Deus o ajude nesse trabalho, senão será um prefeito pobre. Será feliz se não deixar o Instituto Curitiba de Informática mandar nele.”

Beto Richa (2005-2010) não quis dar conselho, apenas elogiou Gustavo, no sentido e que ele “tem todas as condições, está preparado, é competente para cumprir um bom mandato na capital”. Por que ele não apoiou Fruet então?

Como diz a Legião Urbana: “Fala demais por não ter nada a dizer.” Veja a letra completa de “Índios” e o vídeo no Youtube: Continuar lendo

Requião, Beto Richa e a TV Pública

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O ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) quase acabou com a TV Educativa, com desmantelamento e terceirizações. O então governador Roberto Requião (PMDB) cumpriu com a Constituição da República e reestruturou a TV com uma programação própria e de qualidade. Toda terça-feira de manhã ocorria a Escola de Governo, chamada de Escolhinha, na qual a cada dia um secretário ou presidente de entidade da Administração Pública indireta prestava contas de suas atuações para o governador e para o povo paranaense, e era televisionada pela TV Educativa para toda a América. No evento semanal também havia a apresentação de palestras de intelectuais e políticos de renome brasileiro.

Requião aproveitava o espaço para fazer suas críticas contra Lerner e seu grupo político, que quase privatizou o Paraná e desestruturou o Poder Público paranaense com a implementação do neoliberalismo-gerencial. Requião cortou os gastos de publicidade governamental com dinheiro público, dinheiro que acabava indo para a TV RPC/Globo, Gazeta do Povo e velha mídia do estado. Com isso Requião não tinha espaço na velha mídia para divulgar as suas políticas públicas.

Até hoje Requião responde ações propostas pelo Ministério Pública contra a importante atuação política que fazia na TV Educativa, para a discussão de políticas públicas e ideologias.

O atual governador Beto Richa (PSDB) faz diferente. Acabou com as reuniões televisionadas das terças-feiras, que aumentavam a transparência e controle social do governo e despejou milhões de reais aos canais de TV privados e jornais. Assim, concede entrevistas na RPC/Globo e demais canais de TV privados nas quais não há qualquer questionamento dos entrevistadores. São entrevistas travestidas de propaganda paga com dinheiro público.

O pior é que Beto Richa faz isso também com a e-Paraná (antiga TV Educativa), como por exemplo em uma entrevista que acabei de ver na TV Pública onde a entrevistadora não faz perguntas, mas apenas levanta assuntos com perguntas pré-ajustadas para que o governador pareça ser preparado e para que o governo pareça que existe. Tudo simulação. Ao invés de discutir questões de interesse público na TV Pública, Beto Richa vendeu espaço na TV Pública para a Assembleia de Deus.

Mas esse tipo de atuação não é questionada pelo Ministério Público e muito menos pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Por favor 2014, chega logo!

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Beto Richa começa a privatizar estabelecimentos prisionais com apoio da OAB/PR e MP

O governador Beto Richa e a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes

O governador Beto Richa e a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes

A Gazeta do Povo de hoje denunciou que o governador Beto Richa (PSDB) já começou a privatizar estabelecimentos prisionais do Paraná. E o pior: com apoio da OAB/PR e do Ministério Público estadual!

Após aprovar lei estadual, Beto Richa está implementando a privatização via as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs, que estão sendo implantadas nos municípios de Barracão, Loanda, Londrina, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Lapa.

Em Barracão, no mês de setembro Beto Richa privatizou um estabelecimento para uma ONG com repasse de R$ 766,5 mil.

O mais engraçado é que a Ordem dos Advogados do Brasil, no Exame de Ordem, entende que a privatização dos presídios é ilegal (clique aqui). Mas a OAB/PR apoia a privatização de Beto. Vai entender…

Será que a OAB/PR e MP estudaram o caso, ou o que vem de Beto Richa é uma ordem?

Sobre o tema ver:

A privatização dos presídios paranaenses

Beto Richa sanciona a Lei que privatiza presídios em evento no TJ/PR. OAB/PR e MP, presentes no evento, são a favor?

Privatização dos presídios de Beto Richa é inconstitucional

Privatização dos presídios de Beto Richa contraria Resolução e o Plano Nacional do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

Beto Richa aumentou em 1000 o número de comissionados

Choque de gestão tucano?

Choque de gestão tucano?

Ao final do governo de Roberto Requião (PMDB), em 2010, sabe quantos cargos comissionados existiam na Administração Pública paranaense?

3000 (três mil)

Em dois anos de governo Beto Richa (PSDB), sabe quanto existem hoje?

4000 (quatro mil)

É uma vergonha, pois as pessoas que ocupam cargos de confiança não precisam participar de concurso público. O exagero de comissionados é uma burla ao art. 37, inc. II, da Constituição da República.

O problema é que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público estadual e o Tribunal de Contas do Paraná também aumentaram o número de comissionados.

Pedir socorro para quem?

Por favor 2014, chega logo!

Até o Angeli critica Beto Richa e a Assembleia Legislativa do Paraná

Charge do Angeli, hoje na Folha de S. Paulo

Charge do Angeli, hoje na Folha de S. Paulo

Sobre o tema ver o post Ação criminal contra Beto Richa não anda por culpa da Assembleia Legislativa

Ação criminal contra Beto Richa não anda por culpa da Assembleia Legislativa

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Rossoni e Beto Richa, a dupla de tucanos que comandam o Paraná

O Superior Tribunal de Justiça – STJ está impedido de abrir um processo criminal contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), porque a Assembleia Legislativa do Paraná não autoriza o início da ação, como exige o ordenamento jurídico.

Quem manda e desmanda na Assembleia Legislativa é o governador, infelizmente. Os deputados estaduais que apoiam Beto Richa, a grande maioria, são beneficiados com cargos de Secretário de Estado e carquinhos comissionados, assim como emendas ao orçamento para que possam fazer política rasteira em suas cidades.

Segundo a Constituição Federal apenas o STJ pode processar governadores por crimes comuns, mas a Constituição do Paraná estabelece que as ações só podem ter início com o aval da Assembleia.

Esse é o motivo do desespero de Richa. Ele terá dificuldades de se reeleger em 2014. Por enquanto a ação está suspensa, sem a autorização da AL. Mas se Richa perder a ação volta a ser reaberta.

Segundo a Folha de S. Paulo a ação contra Richa corre em segredo de justiça. Segundo Beto, a denúncia o acusa de não ter usado recursos federais destinados a uma obra executada quando era prefeito de Curitiba. Carlos Alberto diz que devolveu o dinheiro à União e usou verbas da prefeitura.

Com a palavra o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB).

Por favor 2014, chega logo!

Beto Richa despenca e tem a mesma aprovação que obteve Luciano Ducci

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A crise é grande no governo Beto Richa (PSDB). Considerado por muitos o pior governador do Paraná de todos os tempos, seu governo patina, pois em dois anos não fez nada e a cada dia aparece uma notícia ruim para a imagem do governador, que terá dificuldades de ir para o segundo turno na eleição de 2014.

Em abril de 2011 Beto Richa tinha 74,8% de aprovação, despencou para 71,1% em dezembro de 2011 e agora despencou  novamente para 69,57%, segundo a Gazeta do Povo de hoje, que divulgou levantamento da Paraná Pesquisas.

Mas uma notícia é péssima para Carlos Alberto, pois 67% dos paranaenses não souberam dizer, de forma espontânea, nenhum programa efetivado pela atual administração do estado (2/3 dos entrevistados).

Mas a noticia mais terrível para Richa é que o prefeito Luciano Ducci (PSB), derrotado de forma vexatória na eleição de outubro, não indo nem para o segundo turno, em pesquisa do mesmo Paraná Pesquisas tinha 69,2% de aprovação em abril de 2011, aprovação igual a de Beto. Pouco mais de um ano depois Ducci viria a perder de forma estrondosa a eleição.

Na pesquisa atual o instituto Paraná Pesquisas entrevistou 1.640 paranaenses entre 11 e 15 de dezembro, de 68 municípios, com margem de erro de 2,5%.

Beto Richa vai engolir o peru a seco neste Natal.

Por favor 2014, chega logo!

“O governo Beto Richa nem começou”

Celso Nascimento

Governo Beto Richa: fim do começo ou começo do fim?

Eram notoriamente exageradas as notícias que anunciavam para o último dia 21 o fim do mundo. Sobrevivemos todos ao Calendário Maia e seguimos em frente marcando o tempo pelo Gregoriano. Assim, nos é possível ainda comemorar alegremente o Natal de 2012 e soltar foguetes na passagem para 2013. Nem por isso, neste espaço de análise política do jornal, podemos fugir à realidade de que, não o mundo, mas pelo menos a primeira metade do mandato de Beto Richa obedeceu à previsão maia, isto é, chegou ao fim.

Talvez o governador, tomado pelo mesmo contido ânimo do estadista britânico Winston Churchill após derrotar o exército nazista no Norte da África, na Segunda Guerra, pudesse agora repetir: “Este não é o fim, não é nem o começo do fim, mas é, talvez, o fim do começo”. A grande questão, porém, no caso do governo Richa, é saber distinguir com precisão cada uma dessas etapas do tempo.

Por exemplo: observando os resultados políticos e administrativos dos dois primeiros anos do mandato, seria possível afirmar que seu governo um dia começou? Se nem começou, não há como dizer que terminou uma primeira etapa. Pela mesma lógica, portanto, também não há como afirmar que, em 1º de janeiro, se dará o começo do fim.

Complicado, né? Mas tentemos entender. Do ponto de vista administrativo, é generalizado o consenso (entre amigos e adversários) de que Richa não deixou marcas importantes nesses 24 meses no comando do estado. Nem mesmo parece ter aproveitado esse tempo para definir rumos e dotar o estado e o governo de condições para persegui-los. Passou distante, portanto, daquilo que, na campanha, definiu como choque de gestão, um novo jeito de governar. Não há sinais aparentes de que tenha conseguido atingir tais objetivos dada a paralisia que acomete a maioria dos setores governamentais.

Do ponto de vista político, o fato mais marcante foi a aposta errada que fez na eleição de Curitiba. Desfez-se do candidato natural do seu partido, o PSDB, Gustavo Fruet, e jogou suas fichas na reeleição de Luciano Ducci, do PSB. Perdeu não só o pleito: ao colocar o vitorioso Fruet no colo do PT, abriu também uma fenda enorme no projeto da própria reeleição em 2014.

No interior não teve muito melhor sorte. Perdeu Londrina e, nos demais grandes colégios, elegeu somente candidatos de partidos aliados. O seu PSDB ficou com apenas 38 municípios que, somados, representam 350 mil votos num universo de 7 milhões de eleitores.

Diz-se que, ao cooptar os deputados do PMDB e desbancar a pretensão do senador Roberto Requião de presidir o partido, obteve sua primeira grande vitória política desde que assumiu o governo. De fato, talvez tenha inviabilizado a tentativa de Requião de concorrer ao Palácio Iguaçu, mas isto não é garantia suficiente para manter o PMDB unido e aliado até 2014, pois forças poderosas vindas do Planalto Central, interessadas na reeleição de Dilma Rousseff e na eleição de Gleisi Hoffmann, certamente se alevantarão.

A vitória sobre Requião está lhe custando caro sob outro aspecto. Richa esperava marcar o “começo do fim” do mandato com fornadas de empréstimos que lhe permitissem realizar obras. Com o voto contra de Requião no Senado, o primeiro financiamento, de US$ 350 milhões, só voltará à discussão no ano que vem. Outras autorizações que dependem do Senado, totalizando perto de R$ 1,3 bilhão, podem passar pela mesma dificuldade.

Isso tudo não é exatamente o fim do mundo, mas, por essas e outras, não há dúvida de que, se marcarem outra data para o Juízo Final, o Paraná chegará atrasado.

Hoje na Gazeta do Povo