Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

About 55,000 tourists visit Liechtenstein every year. This blog was viewed about 1.300.000 times in 2012. If it were Liechtenstein, it would take about 24 years for that many people to see it. Your blog had more visits than a small country in Europe!

Clique aqui para ver o relatório completo

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Vamos de bicicleta da Câmara até a Prefeitura de Curitiba na posse de Gustavo Fruet?

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Veja o trajeto, clique aqui.

16h – Posse na Câmara Municipal de Curitiba

17h – Percurso de bicicleta até a Prefeitura de Curitiba (use capacete)

18h – Transmissão do cargo na sede da Prefeitura de Curitiba

Não é desta vez que Luciano Ducci vai trabalhar. Conseguiu licença da secretaria de saúde, que negou para outra servidora por “falta de pessoal”

Luciano Ducci. Foto de Tarso Cabral Violin

Luciano Ducci. Foto de Tarso Cabral Violin

Hoje no Blog do Esmael Morais

Médico Luciano Ducci pede licença de dois anos da prefeitura

O médico pediatra Luciano Ducci, que deixará o cargo de prefeito de Curitiba na próxima terça-feira, dia 1º de janeiro, pediu licença sem vencimentos da Secretaria de Saúde pelo período de dois anos. É o que revela a portaria nº 2.661, da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, assinada no último dia 26 de dezembro pelo diretor Valério Krause. Até tudo bem, nada de mais.

O prefeito se afastará da função de médico para fazer política. Ele foi escalado pela direção nacional do PSB para organizar a agremiação nos estados do Sul (relembre aqui).

O diabo é que a nutricionista Anabelle Retondario não teve a mesma sorte do prefeito Ducci. O pedido para seu afastamento da mesma Secretaria da Saúde foi negada pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos sob a alegação de “falta funcionários” na área. Ela teve que pedir exoneração do cargo que tinha na prefeitura para fazer mestrado em Segurança Alimentar e Nutricional.

“Deduz-se que todas as Unidades de Saúde estão com suas vagas de médico preenchidas”, protesta Anebelle.

“Quando pedi reconsideração do meu processo expliquei tudo que seria feito no mestrado e na dissertação que desenvolverei, além de ter expressado minha vontade de continuar na prefeitura após o término do curso, tendo em vista que sempre gostei da minha função junto a esta secretaria (tenho inclusive uma ‘avaliação de competências’ da minha chefia, do mesmo mês que exonerei), desenvolvendo minhas atividades com muita competência e comprometimento”, relata em um e-mail a nutricionista.

Cassio Taniguchi não tem nada a dizer para Gustavo Fruet

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Cassio Taniguchi (DEMO) é ex-prefeito de Curitiba entre 1997 e 2004 (criou o não transparente ICI – Instituto Curitiba de Informática), ex-secretário de planejamento do governo de Jaime Lerner (ex-PFL), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão de José Roberto Arruda (ex-DEMO, governador do DF com suspeita de envolvimento em grande esquema de corrupção, conhecido como mensalão do DEM, quando foi preso, sendo o primeiro governador do Brasil a ser encarcerado durante o mandato e perdeu seu mandato), atual secretário de planejamento do governo Beto Richa (PSDB) e atual presidente do Conselho de Administração da Celepar – Companhia de Informática do Paraná. Ele já foi considerado culpado por crime de responsabilidade pelo STF.

De todos os ex-prefeitos de Curitiba contactados pela Gazeta do Povo, foi o único a não querer colaborar com a reportagem com qualquer declaração ou conselho ao prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT).

Saul Raiz (prefeito biônico escolhido pela ditadura militar entre 1975 e 1979) pediu mais planejamento e criticou o IPPUC (que foi administrado nos últimos anos por Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi).

Jaime Lerner (escolhido duas vezes como prefeito biônico pela ditadura militar em 1971-74, 1979-1983 e eleito na campanha dos 12 dias contra Mauricio Fruet em 1989-1993) aconselhou Fruet a deixar de pensar a cidade apenas para o automóvel, aumentar a autoestima do curitibano entre outros conselhos.

O senador Roberto Requião (1986-1989) não quis dar conselho, mas espera que Fruet cumpra a promessa de campanha de aumentar em 30% o orçamento da educação.

Rafael Greca (1993 a 1996) foi incisivo contra as privatizações/terceirizações das gestões de Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi e criticou o ICI:

“A terceirização excessiva é a moléstia que torna fracos os governos, consumindo sua capacidade de investir no que é novo. Deus o ajude nesse trabalho, senão será um prefeito pobre. Será feliz se não deixar o Instituto Curitiba de Informática mandar nele.”

Beto Richa (2005-2010) não quis dar conselho, apenas elogiou Gustavo, no sentido e que ele “tem todas as condições, está preparado, é competente para cumprir um bom mandato na capital”. Por que ele não apoiou Fruet então?

Como diz a Legião Urbana: “Fala demais por não ter nada a dizer.” Veja a letra completa de “Índios” e o vídeo no Youtube: Continuar lendo

Junior Cigano perdeu para Cain Velásquez

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Acabou de ocorrer no UFC 155, em Las Vegas, a luta principal pela disputa do cinturão dos pesados do MMA, na MGM Arena. O brasileiro Junior Cigano foi derrotado por pontos e perdeu o título de campeão, para o estadunidense com descendência mexicana, Cain Velásquez. Cigano apanhou a luta inteira, nos cinco rounds, e estava irreconhecível.

 

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Dez anos de avanços – Dilma Rousseff

Brazil's President Dilma Rousseff blows a kiss to the public while giving a speech in front of Planalto Palace in Brasilia

Hoje na Folha de S. Paulo

O desafio para os próximos anos é, simultaneamente, acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade da economia do nosso país

Os dez anos de governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores marcam a incorporação de uma nova agenda para o Brasil.

O combate à desigualdade social passou a ser uma política de Estado, e não mais uma ação emergencial. Os governos do presidente Lula e o meu priorizaram a educação, a saúde e a habitação para todos, a retomada dos investimentos públicos em infraestrutura e a competitividade da economia.

Na última década, raros são os países que, como o Brasil, podem se orgulhar de oferecer um futuro melhor para os seus jovens. A crise financeira, iniciada em 2007, devastou milhões de empregos e esperanças no mundo desenvolvido.

No Brasil, ocorreu o contrário. Cerca de 40 milhões de pessoas foram incorporadas à chamada nova classe média, no maior movimento de ascensão social da história do país. A miséria extrema passou a ser combatida com uma ação sistemática de apoio às famílias mais pobres e com filhos jovens.

Através do programa Brasil Carinhoso, somente em 2012 retiramos da pobreza extrema 16,4 milhões de brasileiros. Entre 2003 e 2012, a renda média do brasileiro cresceu de forma constante e a desigualdade caiu ano a ano. Nesta década, foram criados, sem perda de direitos trabalhistas, 19,4 milhões de novos empregos, sendo 4 milhões apenas nos últimos dois anos.

Reconhecer os avanços dos últimos dez anos significa também reconhecer que eles foram construídos sobre uma base sólida. Desde o fim do regime de exceção, cada presidente enfrentou os desafios do seu tempo. Eles consolidaram o Estado democrático de Direito, o funcionamento independente das instituições e a estabilidade econômica.

Acredito que os futuros governos tratarão como conquistas de toda a população nossos programas de educação -como o Pronatec, de formação técnica, o ProUni e o Ciência Sem Fronteiras- e de eficiência do Estado -como os mecanismos de monitoramento de projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a transparência na prestação de contas da Lei de Acesso à Informação.

O Brasil que emerge dos últimos dez anos é um país mais inclusivo e sólido economicamente. O objetivo do meu governo é aprofundar estas conquistas.

O desafio que se impõe para os próximos anos é, simultaneamente, acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade da nossa economia. O meu governo tem enfrentado estas duas questões. Temos um compromisso inadiável com a redução da desigualdade social, nossa mancha histórica.

Ao longo de 2012, lançamos planos de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que abrem as condições para um novo ciclo virtuoso de investimento produtivo. Reduzimos a carga tributária, ampliamos as desonerações na folha de pagamento e, em 2013, iremos baratear a tarifa de energia.

São medidas fundamentais para aumentar a competitividade das empresas brasileiras e gerar as condições de um crescimento sustentável.

Iremos aproveitar a exploração do pré-sal para concentrar recursos na educação, que gera oportunidades para os cidadãos e melhora a qualificação da nossa força de trabalho.

É a educação a base que irá nos transformar em um país socialmente menos injusto e economicamente mais desenvolvido. Um Brasil socialmente menos desigual, economicamente mais competitivo e mais educado. Um país que possa continuar se orgulhando de oferecer às novas gerações oportunidades de vida cada vez melhores. Um país melhor para todos.

Tenho certeza que estamos no rumo certo.

DILMA ROUSSEFF, 65, economista, é presidente da República desde janeiro de 2011