Polícia de Beto Richa prende em flagrante vereadora ainda sedada e com estado de saúde “delicado”

NOT-vereadora-desaparece-misteriosamente-logo-apos-ser-empossada1357157086

Post retificado em 03.01.2013, 01h30.

A polícia civil comandada pelo governador Beto Richa (PSDB) prendeu em flagrante a vereadora de Ponta Grossa/PR, Ana Maria Branco de Holleben (PT), ainda no hospital, quando ela estava sedada em com estado de saúde “delicado”, segundo o delegado.

Segundo a polícia, a vereadora não foi sequestrada, e houve “simulação com objetivo de proteger o interesse próprio”. Ana Maria, uma senhora de 60 anos, recebeu voz de prisão de forma indireta porque está sedada e está sendo autuada em flagrante e tão logo a vereadora reuna condições médicas, será levada a unidade policial para prestar esclarecimentos.

Entendo que não seria caso de prisão em flagrante.

O art. 302 do Código de Processo Civil considera alguém em flagrante delito quem:  I – está cometendo a infração penal; II – acaba de cometê-la; III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.

No caso concreto a vereadora encontrava-se no hospital sendo atendida. Não estava, naquele momento, cometendo crime.

O delegado ainda informa que a autoridade policial ainda pode pedir a prisão preventiva da vereadora.

Prisão preventiva?

Segundo o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada apenas como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

A vereadora não está garantindo a ordem pública? Piada.

Há conveniência? A vereadora está atrapalhando as investigações? Piada.

Não discuto se foi cometido crime ou não. Isso apenas um processo judicial transitado em julgado é que vai definir, e não um delegado.

Mas não há motivo para a prisão preventiva!

Veja a coletiva de imprensa com o delegado, clique aqui. Ainda dois presos foram expostos indevidamente na entrevista coletiva e poderão acionar a justiça para requererem danos morais junto ao Estado do Paraná.

Captura de Tela 2013-01-03 às 01.57.48

Debate na eleição para prefeito de Curitiba em 1985, com Requião, Edésio Passos e Lerner

Vídeo com parte do debate na eleição para prefeito de Curitiba em 1985, com Roberto Requião (PMDB), que sagrou-se vencedor e foi o último prefeito popular de Curitiba, Edésio Passos (PT), Jaime Lerner (ex-ARENA, então no PDT) e Paulo Pimentel (PDS).

O então governador José Richa apoiou Requião

O então governador José Richa apoiou Requião

Vereadora Professora Ana Maria está bem

10274_388961251175176_703129384_n

A vereadora de Ponta Grossa/PR, Ana Maria Branco de Holleben (PT), que estava desaparecida desde ontem, está sendo atendida na Santa Casa de Misericórdia. Ela está bem, mas está hipertensa e desidratada. Ótima notícia!

Salamuni é o novo presidente da Câmara Municipal de Curitiba para acabar com as imoralidades na Casa

184484_507159772662685_1409595527_n

Como apoiou a previu o Blog do Tarso, o vereador Paulo Salamuni (PV) foi eleito hoje como novo presidente da Câmara Municipal de Curitiba, por 37 votos a 1. A renovação não foi total, com vários vereadores que eram da base de apoio do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) e apoiadores do ex-presidente João Cláudio Derosso (ex-PSDB).

Esta a nova composição da mesa diretora da Câmara:

Presidente – Paulo Salamuni (PV)

1º vice-presidente – Tito Zeglin (PDT)

2º vice – Julieta Reis (DEM)

1º secretário – Ailton Araújo (PSC)

2º secretário – Serginho do Posto (PSDB)

3º secretário – Zé Maria (PPS)

4º secretário – Jairo Marcelino (PSD)

Corregedora – Noemia Rocha (PMDB)

Vice-corregedor – Chico da Uberaba (PMN)

Também como adiantou ontem o Blog do Tarso, o vereador Pedro Paulo (PT) será o líder do prefeito Gustavo Fruet (PDT).

O dia da posse de Gustavo Fruet e Mirian Gonçalves

O dia 1º de janeiro de 2013 começou com muita chuva e com risco da bicicletada de Gustavo Fruet entre a Câmara Municipal de Curitiba e a prefeitura ire por água abaixo. A posse seria às 16h e a bicicletada às 17h, e a chuva acabou às 15h.

Na entrada da Câmara havia uma manifestação principalmente com o intuito de que a nova composição de vereadores não fosse pela mesmo rumo da era Derosso (ex-PSDB). Como a presidência da Casa será de Paulo Salamuni (PV), dificilmente a Câmara vá para rumos errados. A liderança do prefeito será do vereador Pedro Paulo (PT).

No discurso de posse (veja o vídeo) Fruet deixou claro que não vai deixar interesses privados e individuais se sobreporem ao interesse público e que não aceitará pressões por causas indefensáveis. Citou Max Weber ao dizer que terá um bom diálogo com os vereadores. Pediu 100 dias para se inteirar de todas as questões da prefeitura.

Me parece que com isso ele fará uma moratória de 90 dias, como é usual no início dos governos. A Lei 8.666/93 permite que a Administração Pública fique até 90 dias sem pagar por seus contratos, e mesmo assim os contratados devem cumprir suas cláusulas nesse período.

A vice Mirian Gonçalves (PT) também foi empossada, ela que será a Secretária do Trabalho e Emprego.

Fomos de bicicleta da Câmara para a prefeitura, em clima de festa, com Fruet, a sua esposa e presidenta da FAS, Márcia Fruet, Eleonora Fruet, a irmã do prefeito que será a secretária de Finanças, o vereador Jonny Stica (PT) e Pastor Valdemir (PRB) entre outros vereadores, secretários e simpatizantes de Gustavo.

Chegamos à prefeitura já lotada para a transmissão de posse. Desde a gestão de Roberto Requião (PMDB, de 1986 a 1988) que eu não pisava na prefeitura. O nosso “querido” ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) nos esperava em seu gabinete lotado, sem ar-condicionado. Eu, que estava de terno e gravata na Câmara, agora estava de bermuda e capacete de ciclista.

A transmissão de cargo foi emocionante (veja o discurso de Gustavo Fruet), com a presença da Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo (PT) e o diretor-presidenta da Itaipu Binacional, Jorge Samek (PT). A ausência mais sentida foi a do grande derrotado nas eleições de 2012, o governador Beto Richa (PSDB).

Para coroar o fim do dia, um arco-iris duplo. Belo dia de início de ano! Feliz 2013!

Fotos de Tarso Cabral Violin

IMG_5215 IMG_5219 IMG_5226 IMG_5227 IMG_5228 IMG_5231 IMG_5234 IMG_5243 IMG_5244 IMG_5247 IMG_5250 IMG_5255 IMG_5258 IMG_5260 IMG_5265 IMG_5281 IMG_5283 IMG_5285 IMG_5289 IMG_5299 IMG_5300 IMG_5302 IMG_5305 IMG_5313 IMG_5316

Novo secretário de saúde de Curitiba não defende privatização via OS

1f1665b0c594e3ab18f359710a4fcbad

O novo secretário de saúde de Curitiba, o médico Adriano Massuda, ex-secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), não defende a privatizacão dos hospitais públicos via as organizações sociais – OS. Massuda entende que entidades da Administração Pública indireta podem gerir com eficiência os hospitais públicos.

Começou bem a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT). As OS foram criadas pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com o intuito de privatização dos serviços sociais e fuga dos concursos públicos, licitações e controle social. Além disso, possivelmente o modelo de privatização será considerado inconstitucional pelo STF em 2013. É o modelo do ICI – Instituto Curitiba de Informática, que está gerando muita dor de cabeça para o novo prefeito de Curitiba.

Beto Richa quer que o curitibano pague R$ 3,10 na tarifa de ônibus. Campanha #SubsidiaBeto

Captura de Tela 2013-01-02 às 00.42.45

Em 2012 o prefeito Luciano Ducci (PSB), querendo vencer sua tentativa de reeleição, aumentou o valor da tarifa de R$ 2,50 para apenas R$ 2,60. O problema é que a tarifa técnica (valor real do custo do sistema que seria cobrado sem subsídio) deveria ser entre R$ 2,80 e R$ 2,87. Como ele conseguiu isso?

Em maio de 2012, em pleno ano eleitoral, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), assinou (por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec) um convênio com o Município de Curitiba que prevê um subsídio do estado à Urbs no valor de mais de R$ 26,3 milhões até abril de 2013. Beto tinha o objetivo de reeleger Luciano Ducci (PSB) e diminuir o impacto financeiro da integração do transporte com as cidades vizinhas.

Tudo deu errado para Beto. Seu candidato perdeu ainda no primeiro turno, o que nunca tinha ocorrido com um prefeito de Curitiba depois da existência da reeleição.

Agora Curitiba precisa de R$ 80 a R$ 100 milhões do Estado do Paraná para evitar um reajuste drástico no valor da tarifa de ônibus em Curitiba e região metropolitana. O déficit se deve a operação das linhas na região metropolitana de Curitiba. O sistema se paga na capital. Por isso se justifica a manutenção do subsídio. O problema não é apenas de Curitiba e dos curitibanos, mas de toda a região metropolitana.

Mas por incrível que pareça, agora que seu candidato perdeu, Beto Richa não quer mais renovar o subsídio à Curitiba.

Beto Richa não quer renovar o subsídio para que Fruet seja obrigado a aumentar a tarifa em Curitiba para R$ 3,10.

Fruet não descarta a realização de auditoria na planilha do transporte coletivo.

Outro problema é que em fevereiro é a data-base dos motoristas e cobradores de ônibus.

Em sua posse nesta terça-feira (1º), Gustavo disse que a prioridade dos primeiros dias de mandato será desarmar a “bomba-relógio do transporte coletivo”:

Neste sentido, nos próximos dias, dedicaremos especial atenção à análise de algumas heranças que estão sendo deixadas. Devem ser inclusive maiores do que imaginamos. Mas, neste momento, posso citar o rombo no transporte coletivo, que se agrava com passivos, déficits, distância entre custo e tarifa e com a possibilidade de suspensão do subsídio, que foi criado em ano eleitoral. Tudo isso após recente licitação, que deveria garantir o equilíbrio do sistema por muitos anos.

Beto Richa quer que o curitibano pague R$ 3,10 na tarifa de ônibus? Então vamos começar a campanha #SubsidiaBeto!

Por favor 2014, chega logo!

As crises políticas nacionais são tratadas de maneira tão sensacionalista pela imprensa brasileira que, se a gente estiver no estrangeiro, ao ler um jornal brasileiro tem a impressão que, ao voltar, não encontrará mais o país

stanislaw-ponte-preta-sc3a9rgio-porto1

Isso Stanislaw Ponte Preta – Sérgio Porto (no livro Máximas de Tia Zulmira) dizia na década de 60. E ainda há pessoas que acreditam na revista Veja e na Rede Globo!