Perguntado sobre como eram seus encontros com o Doutor Sócrates (Corinthians), Eduardo Galeano respondeu:
“Era horrível. Eu só queria falar de futebol e ele só queria falar de política”.
No mês em que a Rede Globo completa meio século de vida, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove, em São Paulo, um seminário dedicado a discutir os 50 anos de poder e hegemonia da empresa. A atividade ocorre no dia 27 de abril de 2015, das 9h às 18h, na sede da entidade.
Impulsionada pela ditadura militar, a Globo tornou-se um verdadeiro império midiático, concentrando o setor das comunicações e agindo no sentido de uniformizar os corações e mentes dos cidadãos brasileiros em benefício de seus interesses políticos e econômicos. Sua ligação com a ditadura militar e seu papel na formação da opinião pública somados aos escândalos de sonegação fiscal bilionária e outros episódios de corrupção – gente ligada à familia Marinho figura na recente lista sombria do HSBC, por exemplo – são elementos que tornam ainda mais importante a discussão sobre a liberdade e o poder sem limites da Rede Globo.
Evento apoiado pela Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs e pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Baronesa de Itararé (Núcleo do Barão de Itararé no Paraná).
Confira a programação completa e garanta a sua participação:
9h – A CONSTRUÇÃO DO IMPÉRIO GLOBAL
César Bolaño – Professor da Universidade Federal de Sergipe
Marcos Dantas – Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Susy Santos – Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro
14h – TELEJORNAIS: INFORMAÇÃO E MANIPULAÇÃO
Rodrigo Vianna – Editor do blog “Escrevinhador”
Luciano Martins Costa – Editor do Observatório de Imprensa
Laura Capriglione – Movimento “Jornalistas Livres” e site A Ponte
Mais informações: contato@baraodeitarare.org.br
Inscrições: R$ 50,00, e R$ 25 para estudantes. Para inscrição clique aqui.
Aproximadamente 700 militantes, jornalistas, comunicadores, sindicalistas e estudantes participaram do 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação #2ENDC e aprovaram neste domingo (12), a Carta de Belo Horizonte, reafirmando a luta pela democratização da comunicação.
Leia o documento na íntegra abaixo e aqui (arquivo .pdf)
Várias podem ser as razões da diminuição substancial das manifestações pelo Impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e da intervenção militar no Brasil, do dia 15 de março de 2015 para o dia 12 de abril.
Sinto que muitos manifestantes que saíram às ruas no dia 15 de março, por mais que em sua grande maioria conservadores e neoliberais, tinham como pauta a luta pela corrupção e uma antítese à política e aos partidos de esquerda e movimentos sociais.
Não é crime ser de direita, ser liberal, ser contra as conquistas sociais implementadas pelo Estado, ser contra que o proletariado se utilize de espaços que antes eram aproveitados apenas pela burguesia. Pode não ser crime, mas deve ser “pecado”.
A maioria dos “pecadores” do dia 15 de março não são criminosos. Não queriam uma ditadura militar, não queriam um golpe, apenas acreditaram na velha mídia de que o governo chefiado pelo Partido dos Trabalhadores é o mais corrupto de todos os tempos, o que sabemos que é mentira, bastando um mínimo de conhecimento de história.
Não são todos os liberais criminosos. “Pecadores” podem ser, mas não criminosos.
Quando os neoliberais do dia 15 de março perceberam que estavam ao lado de golpistas, fascistas, empresários criminosos que sonegam impostos e mantêm relações promíscuas com o Estado, políticos e partidos conservadores, “pularam fora” do movimento.
Não é porque a pessoa defende o Estado Mínimo, apenas regulador, que ela defenderia atos anti-democráticos.
Outra razão da redução substancial dos protestos golpistas foi a questão da “modinha”. A elite financeira adora novidades, como consumidores sedentos querem sempre mais, querem exclusividade, querem fazer uso dos camarotes.
Dia 15 de março existiam pessoas nas ruas que nunca haviam se manifestado na vida. Não saíram às ruas pelo fim da ditadura militar, não foram nas Diretas Já, não pintaram a cara pelo Impeachment de Fernando Collor de Mello (PRN), não lutaram pela eleição do primeiro trabalhador presidente e nem da primeira mulher presidenta, não participaram das jornadas de julho pelo passe livre.
Quando viram que era moda gritar pelo golpe, xingar a presidenta, chutar bandeiras de partidos de esquerda, com amplo apoio da velha mídia, saíram às ruas. Mas se manifestar dá trabalho. Por isso muitos pertencentes da elite financeira já têm outros afazeres e não vão mais em passeatas sem ar condicionado, sem garçons servindo champagne, sem tapetes vermelhos. Acabou a novidade, “vamos consumir outro produto”.
Outros motivos podem existir para a redução das manifestações golpistas, mas me parece que essas são as duas razões principais pelo fracasso do dia 12 de abril de 2015.
Pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira (10) aponta que o povo brasileiro entende que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) foi o melhor presidente do Brasil de todos os tempos.
Depois vem FHC (PSDB) em segundo com apenas 15%, Getúlio Vargas (PTB) 6%, Juscelino Kubitschek (PSD) 3%, Dilma Rousseff (PT) 2% e José Sarney (PMDB) 2%.
Note-se que a Folha de S. Paulo é conhecida por ser defensora do PSDB paulista.
O Datafolha ouviu 2.834 pessoas com margem de erro de dois pontos.
O 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação – ENDC está ocorrendo entre ontem e amanhã (10 a 12 de abril de 2015), no Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte (MG), realizado pelo FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Mídia. O evento reúne fisicamente aproximadamente 700 militantes de movimentos sociais, sindicais, estudantes, ativistas e cidadãos interessados no direito à comunicação, e ainda mais milhares que acompanham o evento virtualmente.
Acompanha o evento ao vivo aqui, link da TV estatal Rede Minas.
A Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais – ParanáBlogs, o Blog do Tarso e várias entidades e militantes paranaenses também estão participando do evento.
Ontem (10) ocorreu um belo ato pelo direito à comunicação na Praça da Liberdade, centro da capital mineira, com vários grupos musicais mineiros.
Hoje (11) na parte da manhã ocorreu a cerimônia de abertura, com ato cultural em defesa da democratização da mídia e pelo direito de que todos possam se expressar, com a fala de vários dirigentes e líderes de entidades governamentais e não-governamentais e movimentos sociais que defendem da causa.
Ainda pela manhã ocorreu um painel sobre “o cenário internacional e os desafios do Brasil para enfrentar a regulação democrática da mídia e garantir o direito à comunicação”, com Toby Mendel (Canadá), que é consultor da Unesco e diretor-executivo do Centro de Direitos e Democracia; Martín Becerra (Argentina), professor e pesquisador da Universidade de Buenos Aires e Universidade Nacional de Quilmes; João Bosco Araujo Fontes Junior, procurador regional da República e membro do grupo de trabalho Comunicação Social da Procuradoria Federal; Emiliano José, representante do Ministério das Comunicações; e Rosane Bertotti, coordenadora-geral do FNDC.
O canadense Toby Mendel da Unesco disse que no Brasil não há equilíbrio entre as TVs e rádios privadas, estatais e públicas, e que deveria haver mais investimento público nas TVs e rádios não privadas.
Pela tarde ocorrerá o painel “A luta por uma comunicação mais democrática na América Latina”, com Gustavo Gómez (Uruguai) – professor e ex-secretário nacional de Telecomunicações do Uruguai, um dos formuladores da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual (2014); e Guillermo Mastrini (Argentina) – professor e pesquisador, especialista em direito à comunicação. Coordena o Programa de Pós-Graduação em Indústrias Culturais da Universidade Nacional de Quilmes.
Após várias atividades autogestionadas com temas variados.
Às 19h30 painel sobre “Internet, um direito fundamental”, com Flávia Lefèvre – representante da campanha “Banda Larga é um Direito Seu!”; Carlos Alberto Afonso – representante do terceiro setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br); e Maximiliano Martinhão – secretário nacional de Telecomunicações, responsável por executar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)
Amanhã (12), às 9h ocorrerão atividades autogestionadas, às 11h o tema será o Projeto de Lei da Mídia Democrática e estratégias de lutas, e às 14h30 ocorrerá o ato de encerramento.

Alguns dos deputados que votaram na defesa dos trabalhadores: Aliel Machado (PCdoB), Toninho Wansdcheer (PT), Cristiane Yared (PTN), Enio Verri (PT), João Arruda (PMDB) e Zeca Dirceu (PT). Na foto ao lado dos senadores Roberto Requião (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT) e do ministro da Previdência, Carlos Gabas
Vejam a lista dos deputados federais do Paraná que votaram contra o PL 4330, que prevê a terceirização para a atividades-fim, ou seja, votaram na defesa dos trabalhadores. Sobre o tema ver o post 324 Picaretas.
Note-se que no Paraná todos os deputados federais do PSDB, DEM, PPS, PTB, PSD, PR, PV e PSB, todos da base de apoio do governador Beto Richa (PSDB), votaram contra os trabalhadores. Veja aqui.
No Paraná todos os deputados do PT, PCdoB, PHS e PTN votaram com os trabalhadores.
Olhem os deputados federais paranaenses que não traíram os trabalhadores:
Aliel Machado (PCdoB)
Assis do Couto (PT)
Christiane de Souza Yared (PTN)
Diego Garcia (PHS)
Enio Verri (PT)
Hermes Parcianello (PMDB)
João Arruda (PMDB)
Marcelo Belinati (PP)
Nelson Meurer (PP)
Toninho Wandscheer (PT)
Zeca Dirceu (PT)
Veja a lista dos deputados federais do Paraná que votaram a favor do PL 4330, que prevê a terceirização para a atividades-fim, ou seja, contra os trabalhadores. Sobre o tema ver o post 324 Picaretas.
Olhem os deputados federais paranaenses que traíram os trabalhadores:
Alex Canziani (PTB)
Alfredo Kaefer (PSDB), do partido do governador Beto Richa (PSDB)
Dilceu Sperafico (PP)
Evandro Rogerio Roman (PSD), ex-secretário do governador Beto Richa (PSDB)
Giacobo (PR)
Leandre (PV)
Leopoldo Meyer (PSB)
Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito de Curitiba que pretende voltar à Prefeitura em 2016
Luiz Carlos Hauly (PSDB), ex-secretário do governador Beto Richa (PSDB)
Luiz Nishimori (PR)
Osmar Bertoldi (DEM), ex-secretário do governador Beto Richa (PSDB)
Osmar Serraglio (PMDB), da ala contrária ao senador Roberto Requião (PMDB-PR)
Ricardo Barros (PP), ex-secretário do governador Beto Richa (PSDB)
Rossoni (PSDB), do partido do governador Beto Richa (PSDB), ex-presidente da AL-PR
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PPS)
Sergio Souza (PMDB), da ala contrária ao senador Roberto Requião (PMDB-PR)
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O PT e o PSOL foram os únicos partidos políticos com mais de dois deputados federais que votaram 100% a favor dos trabalhadores, ou seja, contra a PL 4330 que terceiriza as atividades-fins das empresas. Pelo sim foram 324, não 137 e abstenção 2. Sobre o tema ver o post 324 Picaretas.
O PCdoB foi a grande decepção, pois mesmo sendo de centro-esquerda e tendo recomendo o voto contra o projeto de terceirização, teve um voto pelo sim. Quem traiu o partido e os trabalhadores foi o deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE).
O PSL, com seu único voto pelo não, e o PTC, com seus dois votos pelo não, partidos que liberaram a escolha do voto, foram as surpresas positivas na defesa dos trabalhadores.
Partidos que até pouco tempo eram considerados de centro-esquerda, como o PDT, PSB e PV, votaram em massa pelo sim, ou seja, contra os trabalhadores. No PDT 13 parlamentares votaram sim e apenas 5 não, no PSB 21 pelo sim e 9 pelo não, e no PV todos os seus 6 deputados votaram sim.
Partidos claramente anti-trabalhadores, que defendem os interesses dos patrões, como o PSDB, DEM, PMDB, PP, PPS, PR, PROS, PSD, PSC, PTB, Solidariedade, entre outros, votaram maciçamente na proposta de terceirização.
Entre alguns deputados federais que mesmo fazendo parte de partidos de centro ou de centro-direita, que votaram a favor dos trabalhadores, e estão de parabéns, foram João Arruda (PMDB-PR), Hermes Parcianello (PMDB-PR), Christiane de Souza Yared (PTN-PR), Luiz Erundina (PSB-SP), Tiririca (PR-SP), Miro Teixeira (PROS-RJ), entre outros.
Veja a lista completa aqui.
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A Câmara dos Deputados aprovou hoje (8) o texto-base do Projeto de Lei 4330/04, que trata dos contratos de terceirização no setor privado e nas empresas estatais, que possibilitará a terceirização inclusive das atividades-fim, com 324 votos a favor do texto, 137 contra e 2 abstenções.
Luiz Inácio Lula da Silva, após ser deputado federal constituinte nota 10 e antes de ser Presidente da República, disse em 1993, na época do escândalo dos Anões do Orçamento no Congresso Nacional que “há no congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”.
Em 1995 os Paralamas do Sucesso lançaram a música “Luís Inácio (300 Picaretas)”, composta por Herbert Vianna, em homenagem à famosa frase de Lula. Em 2015 o ex-ministro da Educação, Cid Gomes, em um visita à Universidade do Pará disse que “tem lá na Câmara dos Deputados uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.
Eu diria hoje que na Câmara dos Deputados há 324 picaretas, o número exato de deputados que aprovaram a PL 4330. São os deputados que recebem ordens diretas ou indiretas das empresas que financiam suas campanhas eleitorais e que pretendem escravizar ainda mais o trabalhador brasileiro, gerando altos lucros para o mercado.
Terceirizações geram mais precarização, mas exploração, mais trabalho e menos ganhos para os trabalhadores, com uma representação sindical pior, e risco maior de perdas em seus direitos e remunerações.
Quando dizem que o Congresso Nacional é o retrato da sociedade brasileiro, eu discordo. O Congresso Nacional, em sua maioria, é composto por parlamentares pertencentes às elites econômicas e políticas, com representantes do agronegócio, da velha mídia, da indústria armamentista, das igrejas fundamentalistas e do mercado financeiro.
Os trabalhadores são a maioria no país. E vejam, trabalhadores sem ligação direta com os grupos acima citados. Mas esses mesmos trabalhadores acabam votando não em seus representantes diretos, mas sim em deputados pertencentes ou representantes de grupos que massacram, achacam, enganam e exploram os próprios trabalhadores.
Parte da culpa é do nosso sistema eleitoral, que privilegia os políticos ricos ou financiados por empresas. Parte da culpa é da velha mídia, composta por TVs, rádios, jornais e revistas, que influenciam no voto dos eleitores em defesa dos candidatos representantes do grande capital. Parte da culpa é da falta de cultura política dos brasileiros, graças aos mais de 20 anos de ditadura militar no país.
Tudo isso vai mudar apenas com uma reforma política que privilegie o debate de ideias, projetos e ideologias, sem a influência do poder econômico; uma democratização da mídia com o fim dos oligopólios dos meios de comunicação e com um fomento às pequenas mídias; uma cultura política que vai crescer com o tempo, com mais eleições, mais democracia e mais debates políticos.
Enquanto isso vamos ter que combater os riscos de retrocessos a serem implementados pelo Congresso Nacional, como o PL 4330, aumento de privilégios aos políticos, a proposta de redução da maioridade penal, as propostas de redução dos direitos dos trabalhadores, as propostas de reforma política que vão piorar ainda mais nossas eleições (voto distrital misto, distritão, unificação das eleições, manutenção do financiamento empresarial, fim do voto obrigatório), proposta de Impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) sem qualquer fundamento jurídico, as propostas de radicalização das privatizações, a não criação dos impostos para as grandes fortunas, entre outras barbaridades.
Caberá aos partidos políticos de esquerda e centro-esquerda como PSOL, PT, PCdoB, etc., movimentos sociais, sindicatos, estudantes, professores, advogados, servidores públicos, blogueiros progressistas, ativistas digitais e demais cidadãos conscientes dos riscos de retrocesso saírem às ruas, debaterem na internet e na Academia, com o intuito de pelo menos barrarmos retrocessos, ou quem sabe avançarmos nas conquistas sociais e democráticas em nosso país.
Tarso Cabral Violin – advogado, professor universitário, mestre e doutorando (UFPR), Autor do Blog do Tarso, presidente da Associação dos Blogueiros e Ativistas Digitais do Paraná – ParanáBlogs
Em pronunciamento no Plenário hoje (8) a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) responsabilizou o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pela desintegração do sistema de transporte urbano de Curitiba.
O governo estadual retirou o subsídio que permitia ao usuário pagar uma única passagem por vários trechos percorridos na região metropolitana. A velha mídia paranaense mostrou que o custo para quem viaja de Araucária, na região metropolitana, até a capital Curitiba pode chegar a R$ 13,20 por dia. O preço elevado levou moradores que não têm condições de arcar com a despesa a pularem catracas de embarque.
Gleisi destacou que Curitiba e região metropolitana já foram referências pela qualidade do sistema de transporte de massa. “Mas o transporte de massa exige planejamento e, sobretudo, investimentos constantes.” Porém, segundo Gleisi, nos últimos anos o transporte coletivo do Estado do Paraná foi substituído pelo improviso, e os investimentos, pela demagogia.
“Especialmente a partir do período em que o governador Beto Richa foi prefeito de Curitiba. Com medidas populistas, como a redução da tarifa sem pagamento do subsídio correspondente, preparou o desequilíbrio do sistema integrado, que permitia que uma pessoa saísse de uma cidade ao sul da região metropolitana, cruzasse toda Curitiba e fosse trabalhar ao norte da capital, pagando uma passagem de ida e outra de volta.”
A parlamentar fez um apelo a Richa e ao prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), para que restabeleçam o subsídio nas tarifas antes integradas, a fim de aliviar a situação de sofrimento da população. “Não é possível que a população, principalmente a população mais pobre pague essa conta. Faço esse apelo também ao nosso prefeito para que envide esforços para que o sistema de integração permaneça na nossa região metropolitana e possa continuar sendo um exemplo para outras cidades e capitais do nosso País.”
Para Gleisi, o modelo de integração e subsídio para tarifa metropolitana deveria ser estendido para outras regiões metropolitanas do estado, como Maringá, Londrina e Umuarama.
“O ideal seria a criação de uma legislação específica sobre isso, para que a população não fique à mercê da vontade do governo de plantão”, sugeriu.
Militante Jorge Modesto faleceu em Curitiba.
Veja a lista dos deputados federais do Paraná que votaram contra e a favor dos trabalhadores (regime de urgência na votação do PL 4330 das terceirizações).
Votaram CONTRA os trabalhadores:
Osmar Bertoldi – DEM
Diego Garcia – PHS
Hermes Parcianello – PMDB
Osmar Serraglio – PMDB
Sergio Souza – PMDB
Dilceu Sperafico – PP
Ricardo Barros – PP
Rubens Bueno – PPS
Sandro Alex – PPS
Luiz Nishimori – PR
Luciano Ducci – PSB
Evandro Rogerio Roman – PSD
Alfredo Kaefer – PSDB
Luiz Carlos Hauly – PSDB
Rossoni – PSDB
Alex Canziani – PTB
Leandre – PV
Votaram A FAVOR dos trabalhadores:
Aliel Machado – PCdoB
João Arruda – PMDB
Marcelo Belinati – PP
Nelson Meurer – PP
Leopoldo Meyer – PSB
Assis do Couto – PT
Enio Verri – PT
Toninho Wandscheer – PT
Zeca Dirceu – PT
Christiane Yared – PTN
Veja campanha da Anamatra contra a PL 4330. Os atores Wagner Moura e Camila Pitanga também são contrários à terceirização:
Jorge Modesto faleceu essa noite em Curitiba.
Em um mundo com cada vez mais egoísmo e individualismo, Jorge era um militante pelas causas sociais e das minorias, e é mais um ativista digital do Paraná que fará falta no Paraná.
Modesto era um seguidor do Blog do Tarso e apoiador da causa dos blogueiros progressistas do estado.
Jorge era pai da advogada Constance Moreira Modesto, que também é uma ativista das causas populares.
O velório realizar-se-á a partir das 14h na Capela 1 do Cemitério Municipal, e o enterro ocorrerá às 9h de amanhã (9) também no Cemitério Municipal de Curitiba.
Meus sentimentos para todos os familiares e amigos.
A presidenta Dilma Rousseff (PT) pode indicar ainda hoje (7) como ministro do Supremo Tribunal Federal os grandes juristas paranaenses Luiz Edson Fachin ou Clèmerson Merlin Clève, que são professores da Universidade Federal do Paraná.
Outros possíveis nomes são os ministros do Superior Tribunal de Justiça Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell, Herman Benjamin e Benedito Gonçalves, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coêlho e o tributarista Heleno Torres.
No dia 1º de abril de 2015 a Prefeitura de Curitiba, comandada por Gustavo Fruet (PDT), divulgou nas redes sociais que o centro de Curitiba seria fechado permanentemente para carros.
Além de brincar com o dia da mentira, a prefeitura fez isso para convocar a população curitibana para um debate sobre mobilidade urbana. A postagem foi vista por 599.552 pessoas, com 4.524 declarações a respeito da iniciativa de transformar o centro da cidade numa área exclusiva para pedestres e ciclistas.
Dos comentários 48% das pessoas apoiam de maneira irrestrita a iniciativa, 39% dos comentários trataram de temas variados e apenas 12% do público que interagiu com a postagem é contra qualquer iniciativa que limite o uso de automóveis na região central.
Ou seja, dos que se manifestaram sobre apoiar ou não a iniciativa, 80% defendem a ideia. Isso é sinal de desenvolvimento sustentável, de pensar no futuro. Parabéns Curitiba!
Que sejam feitas políticas públicas para os pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo.
O 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC) será realizado nos dias 10, 11 e 12 de abril de 2015, no Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte (MG). O evento reunirá militantes de movimentos sociais, sindicais, estudantes, ativistas e cidadãos/cidadãs interessados/as no direito à comunicação.
Programação
Sexta-feira, 10 de abril
16h – Ato político-cultural no centro de Belo Horizonte (MG)
Sábado, 11 de abril
9h – Cerimônia de abertura do 2º ENDC
10h – O cenário internacional e os desafios do Brasil para enfrentar a regulação democrática e garantir a liberdade de expressão
– Ricardo Berzoini – Ministro de Estado das Comunicações
– Toby Mendel (Canadá) – consultor da Unesco e diretor-executivo do Centro de Direitos e Democracia
– Martín Becerra (Argentina) – professor e pesquisador da Universidade de Buenos Aires e Universidade Nacional de Quilmes.
13h/14h – Almoço
14h – A luta por uma comunicação mais democrática na América Latina
– Gustavo Gómez (Uruguai) – professor e ex-secretáro nacional de Telecomunicações do Uruguai, um dos formuladores da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, aprovada em 2014
– Guillermo Mastrini (Argentina) – professor e pesquisador, especialista em direito à comunicação. Coordena o Programa de Pós-Graduação em Indústrias Culturais da Universidade Nacional e Quilmes e ajudou a impulsionar a Ley de Medios (2009)
– Representante do FNDC
15h30/16h – coffee-break
16h – Atividades autogestionadas
18h/19h30 – Jantar
19h30 – Internet, um direito fundamental
– Representante da campanha “Banda Larga é um Direito Seu!”
– Membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)
– Maximiliano Martinhão – secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, responsável por executar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)
Domingo, 12 de abril
9h – Atividades autogestionadas
10h30/11h – coffee-break
11h/13h30 – Projeto de Lei da Mídia Democrática e estratégias de lutas
13h30 /14h30 – Almoço
14h30 – Ato de encerramento
Para se inscrever, acesse o hotsite do ENDC – https://www.doity.com.br/2endc
Amanhã (07 de abril de 2015) será um Dia Nacional de Lutas, especialmente contra o PL 4330, que amplia as terceirizações e representa um duro golpe contra a classe trabalhadora, e que vai para a pauta da Câmara Federal nesse dia.
A CUT e a CTB, além de diversos movimentos sociais, vão realizar um grande ato em Brasília, com caravanas de toda a parte do Brasil, mas os atos serão realizados por todo o país.
Em Curitiba o ato ocorrerá às 17h na Boca Maldita.
O grande ilustrador e chargista Carlos Alberto Noviski, que faleceu no sábado, já havia se solidarizado com o Blog do Tarso por causa da multa de R$ 106 mil imposta ao autor do Blog, Tarso Cabral Violin, pelo ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), junto ao TRE-PR, em uma clara tentativa de censura contra a liberdade de expressão.
Provavelmente Tarso perderá os recursos junto às instâncias superiores, por motivos processuais, e não de mérito, e terá que pagar a multa que, atualizada, já deve estar perto de R$ 200 mil.
Luciano Ducci, que se utiliza de advogados com cargos comissionados no governo Beto Richa (PSDB), que também são advogados do governador, pretende voltar a ser prefeito com a eleição de 2016.
Nunca esqueceremos a solidariedade de Noviski, um defensor da liberdade de expressão e da justiça.