Ex-Ministro do STF, Carlos Ayres Britto, diz que não cabe Impeachment contra Dilma

Um dos maiores juristas do Brasil, o Prof. Dr. Carlos Ayres Britto, ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal e especialista em Direito Constitucional e Direito Administrativo, disse hoje em um canal de TV que não cabe o Impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Uma vez que ela não cometeu nenhum crime em seu segundo mandato.

Ou seja, quem apoia o Impeachment de Dilma ou é ignorante, que não conhece o Direito, ou mal-intencionado. Nas duas situações, é um golpista.

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2% dos curitibanos saíram às ruas hoje pelo golpe contra Dilma

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Atualizado às 23h30

A cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná, e a sua região metropolitana, atualmente tem população de aproximadamente 3.500.000 habitantes.

Hoje (15) saíram às ruas no máximo 80 mil moradores de Curitiba e região metropolitana.

Ou seja, apenas pouco mais de 2% dos curitibanos e moradores da RM saíram às ruas hoje pelo golpe ou Impeachment inconstitucional contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

98% dos curitibanos e moradores da RM, ou seja, mais de 3,4 milhões de pessoas na região aproveitaram o domingo depois de uma semana de trabalho em suas casas e parques.

E o mais claro foi o caráter elitista dos presentes na manifestação entre a praça Santos Andrade e a Boca Maldita. na maioria uma elite financeira branca, de milionários, ricos e da classe-média-alta. O maior movimento foi dos bairros Ecoville, Champagnat, Batel e Jardim Social para o centro, em carros de luxo de mais de R$ 200 mil e motos esportivas e da marca Harley Davidson.

Há denúncias de que os empresários mais milionários da cidade patrocinaram o ato golpista, com dinheiro para carros de som durante a semana para divulgação do ato e para o próprio ato, panfletos caríssimos de alta qualidade e outdoors por toda a cidade, camisetas em séria com palavras golpistas contra a presidenta e ofensivas contra Lula, inclusive fazendo alusão à deficiência do ex-presidente.

SP: manifestação golpista de hoje perdeu para Diretas Já, Marcha para Jesus e Parada Gay

Diretas Já em São Paulo, em 1984

Diretas Já em São Paulo, em 1984

O protesto golpista de hoje (15) contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) levou 210 mil pessoas no total à Avenida Paulista, na capital do Estado de São Paulo, conforme o Datafolha. Foram 188 mil no horário de pico (16h).

O movimento das Diretas-Já, em 16 de abril de 1984, levou 400 mil a se reuniram na região da praça da Sé. Nas jornadas de junho de 2013 o auge foi 110 mil manifestantes, na Marcha para Jesus 335 mil em 2012 e na Parada Gay 270 mil.

Manifestantes pelo golpe queimam sede do PT em Jundiaí

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A sede do Partido dos Trabalhadores de Jundiaí/SP foi incendiada hoje (15) durante as manifestações pelo golpe contra a presidenta Dilma Russeff (PT). As chamas atingiram a recepção, cortinas, mesa, cadeira e parte do teto e documentos. Ainda foi pichada com a frase “Fora PT”.

Manifestante de Londrina prega a morte de Dilma por meio de forca

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Em Londrina, a segunda maior cidade do Paraná, um manifestante chegou a pregar a morte da presidenta Dilma Rousseff (PT) por meio de uma forca. Londrina é a cidade que mais apoia o governador Beto Richa (PSDB) e que mais votou em Aécio neves (PSDB), candidato derrotado para a presidência em 2014.

Milhares de manifestantes rumaram para o Palácio Iguaçu contra Beto Richa (PSDB)

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Imagem já do final do protesto contra o tucano Richa

Após o ato no centro de Curitiba, milhares de manifestantes descumpriram as ordens dos organizadores conservadores e rumaram para o Palácio Iguaçu contra o governador neoliberal de Beto Richa (PSDB), que quebrou o Paraná. A manifestação teve cobertura ao vivo no Blog do Esmael Morais.

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Foto de Rodolfo May/RPC

Foto de Rodolfo May/RPC

Governar para os pobres e para a classe-média e romper com as elites financeiras

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Nas manifestações de hoje participaram menos de um por cento dos brasileiros e em sua maioria foram compostas por ricos e membros da classe média-alta.

Mesmo assim a presidenta Dilma Rousseff (PT) deve se utilizar desse movimento para ajustar seu governo no rumo da manutenção das conquistas sociais para os miseráveis e pobres e para a ampliação de conquistas para a classe-média.

Para isso a saída é o rompimento com o mercado financeiro.

Taxação das grandes fortunas e aumento substancial do imposto de transmissão de bens intervivos, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos da América, o que seria uma ação junto aos estados e municípios.

Aumento substancial da educação e saúde públicas, estatais, universais e gratuitas, como manda a Constituiçao de 1988, a exemplo de Cuba e vários países europeus, o que desoneraria a classe-média do pagamento de escolas particulares e planos de saúde.

Aumento substancial do investimento junto aos estados e municípios no transporte público e em ciclovias, para diminuir o trânsito de automóveis nas ruas e reduzir os gastos da classe-média com transporte motorizado individual.

Incentivo, fomento e desoneração ainda maior para micros, pequenas empresas e cooperativas.

Um escalonamento da cobrança do Imposto de Renda com isenção total para também a classe-média-média, e aumento do pagamento por milionários e ricos.

Ações que seriam realizadas junto com o Parlamento, estados, municípios, brasileiros pobres, classe-média e pequenos empresários. Os milionários, ricos, bancos, Rede Globo, Veja e velha mídia seriam contrários, mas Dilma teria amplo apoio da sociedade, que cobraria nossos parlamentares e o Poder Público nesse sentido.

Isso não é revolução, é reforma. Uma reforma que já correu nos países desenvolvidos no século passado e que é o mínimo que se pretende de um governo de centro-esquerda.

Lula, Dilma e o PT erraram

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Alguém tinha alguma dúvida de que a elite branca brasileira conseguiria reunir muitas pessoas hoje nas ruas contra a presidenta Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores?

Por mais que menos de 1% dos brasileiros tenham saído às ruas, o grande capital venceu uma batalha nesse dia 15 de março de 2015.

Com o apoio da velha mídia, que divulgou há semanas maciçamente as manifestações e chamou os brasileiros às ruas desde a manhã do domingo, empresários milionários, movimentos golpistas de direita e políticos de oposição conseguiram chamar a atenção dos demais 99% dos brasileiros que não saíram às ruas.

Além de algumas privatizações e concessões ao mercado financeiro nacional e internacional, uma das grandes falhas dos presidentes Lula e Dilma e do PT foi de não terem feito a democratização da mídia quando podiam.

Outra falha grave foi a de alguns dirigentes do Partido que se distanciaram do povo, dos movimentos sociais e dos militantes da base do PT, não discutiram política nos últimos 12 anos e se encastelaram nas instâncias superiores do PT e do Poder Público Federal.

Não é uma crítica aos mais de 95% dos membros do Partido dos Trabalhadores, mas sim a alguns dirigentes que pensaram mais em seus projetos pessoais e não fizeram o que deveria ser feito.

É claro que sabemos que em uma Democracia que assume a chefia do Poder Executivo não tem todo o poder para mudar o Brasil para melhor. Longe disso. Temos um Congresso Nacional, ainda bem. Temos o poderio do grande capital que domina a mídia, a cabeça dos brasileiros, os burocratas e agentes políticos. Mas é possível que o governo federal faça avanços gradativos, sem retrocessos.

É claro que politicamente Lula errou bem menos do que Dilma, pois é um dos maiores políticos e foi o maior presidente do Brasil de todos os tempos. Mas ainda é possível que a presidenta dê uma volta por cima, não faça tantas concessões ao capital internacional, faça a reforma política popular por meio de lei a ser aprovada no Congresso e a democratização dos meios de comunicação e não deixe que o projeto neoliberal-entreguista vença as eleições em 2018.

Movimento fascista “Sul é o meu país” pede golpe contra Dilma em Curitiba

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Foto de Luiz Fernando Pereira

 

O movimento fascista “O Sul é Meu País”, que defende de forma inconstitucional a separação dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do resto do Brasil, está nas ruas em Curitiba pelo golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

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0,5% dos brasileiros saíram às ruas hoje pelo Impeachment de Dilma

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Atualizado às 17h

Pouco mais de um milhão de brasileiros saíram às ruas hoje contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), pelo juridicamente infundado Impeachment ou pelo golpe militar.

Isso representa pouco mais de 0,5% dos brasileiros, em um total de 200 milhões.

Ou seja, mais de 99% dos brasileiros não saíram às ruas no ato golpista.

Em sua maioria os manifestantes de hoje eram pessoas brancas, ricas ou da classe média alta, que estão indignadas pela derrota de Aécio Neves (PSDB) em 2014.

São os chamados coxinhas, que acreditam que corrupção se acaba por Decreto. Muitos deles sonegam impostos, exploram seus empregados, defendem o corrupto financiamento de empresas nas eleições, são contrários à democratização da mídia, corrompem servidores públicos em busca de alvarás ou para evitarem multas, entre outras infrações e crimes graves.

É claro que em percentual menor havia brasileiros das minorias, muitas vezes vítimas de uma mídia que apoia os ideais neoliberais e golpistas. Os típicos cordeiros que abraçam o discurso do lobo, o que é comum no capitalismo liberal.

Não vai ocorrer o Impeachment da Presidenta, não vai ocorrer “intervenção militar”. Mas a elite branca, do panelaço gourmet, das camisas da CBF, pretende minar a economia do Brasil e enfraquecer politicamente o governo federal, com apoio da Globo, Veja, Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Para dificultar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou outro representante da centro-esquerda nas eleições de 2018.

Motociclistas de Harley Davidson fazem ato golpista contra Dilma em Curitiba

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O governador do Paraná e piloto de Harley Davidson, Beto Richa (PSDB), chamou os paranaenses para o ato golpista de hoje em Curitiba.

E seus amigos motociclistas atenderem o chamado. Empresários ricos com suas motos luxuosas que custam mais de R$ 50 mil estão nas ruas de Curitiba, pedindo o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

Elite branca hoje nas ruas

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Fracassada a tentativa de golpe que a Rede Globo, o PSDB e grupos anti-democráticos marcaram para hoje.

É impressionante verificar o perfil das pessoas que estão nas ruas hoje (15) em defesa do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Em sua maioria pessoas brancas, ricas e de classe-média alta. E não passa de algumas milhares de pessoas por todo o país.

Enquanto isso milhões de brasileiros estão em suas casas, nos parques das cidades, nas praias, nas igrejas, e não concondam com o golpe e a ruptura democrática.

Que sejam respeitados os resultados das eleições de 2014.

Fracassam os atos golpistas da manhã

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Fracassa a tentativa de golpe dos coxinhas em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza nesta manhã de domingo (15).

Mesmo com o apoio da Globo, que chama desesperadamente as pessoas para as ruas, a grande maioria dos brasileiros está em suas casas, praias e parques, e defende a democracia e o resultado das eleições.

Bom domingo a todos e a todas!