Datafolha: Dilma vence fácil no 1º turno. Quem é bem de vida vota em Aécio Neves. Lula tem a menor rejeição

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A pesquisa Datafolha divulgada hoje aponta a presidenta Dilma Rousseff (PT) como reeleita ainda no primeiro turno com 38% dos votos, Aécio Neves (PSDB) com 16%, Eduardo Campos (PSB) com 10% e os candidatos de partidos menores 6%.

No Nordeste, região de Campos, Dilma está disparada na frente com 54% contra apenas 7% de Aécio.

Entre as pessoas com renda familiar acima de dez salários mínimos Aécio tem 34% e Dilma 20%.

Se o ex-presidente Lula (PT) fosse candidato, ganharia fácil com 52% contra 16% de Aécio e 11% de Campos.

Tanto Dilma, quanto Aécio e Campos têm 33% de rejeição. Lula é o que tem menor rejeição, com apenas 19%.

A pesquisa Datafolha de 2 e 3 de abril fez 2.637 entrevistas em 162 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, registrada na Justiça Eleitoral com o código BR 00064/2014.

A saúde das economias emergentes, por Luiz Inácio Lula da Silva

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Nos últimos meses têm surgido na mídia internacional alguns juízos apressados e superficiais sobre um inevitável declínio econômico dos chamados países emergentes e a sua suposta “fragilidade”.

Os que pensam assim não compreendem o alcance das transformações que o mundo viveu nas últimas décadas e o verdadeiro significado do salto histórico que deram países como a China, a Índia, o Brasil, a Turquia e a África do Sul, entre vários outros. Não percebem que a economia desses países, além de crescer de modo extraordinário, passou também por uma mudança de qualidade. Tornou-se mais diversificada, eficiente e profissional. E muito mais rigorosa e prudente do ponto de vista macroeconômico, sobretudo no que se refere às políticas fiscal e monetária. Não levam em conta que os países emergentes, com tremendo esforço e determinação, reduziram sistematicamente a sua vulnerabilidade interna e externa e agora estão muito mais aptos a enfrentar as oscilações econômicas globais. Por isso, quem os avalia por critérios superados, de décadas atrás – os estereótipos sobre as eternas mazelas do “terceiro mundo”– acaba subestimando a sua solidez e o seu potencial de crescimento.

Até pelos erros de avaliação cometidos na véspera da crise de 2008, quando grandes empresas norte- americanas e europeias à beira da falência eram consideradas por muitos analistas como modelo de solidez e competência, penso que seria recomendável maior objetividade nos diagnósticos e, principalmente, nos prognósticos.

Um dos principais ensinamentos a tirar da crise, que não surgiu nas nações em desenvolvimento, mas nos países mais ricos do planeta, é que as opiniões sobre as economias e o destino dos países devem evitar tanto o elogio inconsistente quanto o alarmismo sem fundamento. A busca equilibrada da verdade é sempre o melhor caminho. E isso supõe examinar de perto, meticulosamente, sem preconceitos nem velhos clichês, a economia real de cada país.

Os países emergentes, obviamente, não estão nem nunca estiveram isentos de desafios. Integrados ao mercado mundial, tem que lidar com as consequências de um maior ou menor dinamismo da economia global. Mas hoje não dependem exclusivamente das exportações que, apesar da crise, mantiveram um volume muito expressivo. Os países emergentes criaram fortes mercados internos, ainda com enorme horizonte de expansão. A retomada dos Estados Unidos e da Europa não torna essas economias menos atrativas para o investimento estrangeiro, que continua a chegar em grande quantidade. As economias desenvolvidas precisam, mais do que nunca, de mercados ainda elásticos para a sua produção, e esses mercados estão principalmente na Ásia, na América Latina e na África. Sem falar que o crescimento norte-americano e europeu tende a favorecer o conjunto do comércio mundial.

A queda no ritmo de crescimento dos emergentes costuma ser exemplificada com a situação da China, que chegou a crescer 14 por cento ao ano e hoje cresce em torno de 7%. É evidente que, com a desaceleração dos países ricos, a China não poderia manter a mesma velocidade de expansão. O que se esquece, porém, é que 10 anos atrás o PIB da China era de cerca de 1.6 trilhão de dólares e hoje é de quase 9 trilhões de dólares. A taxa de crescimento é menor, mas sobre uma base muitíssimo maior. Além disso, deixou de ser um país quase que exclusivamente exportador, para desenvolver também o seu mercado interno, o que demanda novas importações. Por outro lado, graças à imensa poupança e acúmulo de reservas, a China passou a ser uma importante fonte de investimentos externos na Ásia, na África e na América Latina.

Embora sejam economias menores do que a China, os outros emergentes, com diferentes ritmos de crescimento – mas sempre crescendo – também apresentam boas perspectivas.

É o caso do Brasil, que está sabendo ajustar-se ao novo cenário internacional e tem condições concretas não só de manter as suas conquistas econômicas e sociais, mas de continuar avançando.

Os dados da economia brasileira falam por si. No último decênio, o Brasil conseguiu tornar-se em vários aspectos um novo país. O PIB, que em 2003 era de 550 bilhões de dólares, hoje supera os 2.1 trilhões. Somos hoje a sétima economia do mundo. O comércio externo passou de 119 bilhões de dólares anuais em 2003 para 480 bilhões em 2013. O país tornou-se um dos seis maiores destinos de investimento externo direto, recebendo 63 bilhões de dólares só no ano passado, de acordo com as Nações Unidas. É grande produtor de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; e líder mundial em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

Baixamos a inflação de 12.5 por cento em 2002 para 5.9 por cento em 2013. Há dez anos consecutivos ela permanece dentro dos limites estabelecidos pela autoridade monetária, mesmo com a aceleração do crescimento. Reduzimos a divida pública líquida praticamente à metade; de 60.4 por cento do PIB para 33.8 por cento. Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2.5 por cento, o melhor desempenho entre as grandes economias. E a Presidenta Dilma Rousseff anunciou o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da divida em 2014.

Com 376 bilhões de dólares em reservas, dez vezes mais do que em 2002. Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas ajustando o câmbio sem turbulências nem artifícios.

Esses resultados poderiam ter sido ainda melhores, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do FED. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil cresceu 2.3 por cento no ano passado, um dos melhores resultados dentre os países do G-20 que já divulgaram os indicadores de 2013.

O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo, segundo a OIT, destruiu 62 milhões de empregos, o Brasil criou 10.5 milhões de novos postos de trabalho. A taxa de desemprego é a menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.

Há uma década o país trabalha ativamente para ampliar e modernizar a sua infraestrutura. Aumentamos a capacidade energética de 80 mil MW para 122 mil MW e estamos construindo três hidrelétricas de grande porte. Além disso, o governo lançou um vasto programa de concessões de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e distribuição e geração de energia no valor de mais de 170 bilhões de dólares.

Recentemente estive com investidores globais, em Nova Iorque, mostrando como o Brasil se prepara para dar passos ainda maiores na nova etapa da economia mundial. Pude comprovar que eles tem uma visão ao mesmo tempo realista e positiva do país e do seu potencial de crescimento. Seguirão investindo no Brasil e, com certeza, terão bons resultados, crescendo junto com o nosso povo.

O novo papel que os países emergentes assumiram na economia global não é algo efêmero, transitório. Eles vieram para ficar. A sua força evitou que o mundo mergulhasse, a partir de 2008, numa recessão generalizada. E não será menos importante para que a economia global volte a ter um ciclo de crescimento sustentado.

(Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com Instituto Lula e pode ser seguido em facebook.com/lula).

 

“Este país será o que queremos se conseguirmos garantir a democracia”, diz Lula sobre golpe militar

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil. Em sua mensagem, ele lembra que que aquele momento histórico “suspendeu nosso regime democrático, revogou liberdades essenciais, prendeu milhares de militantes políticos e fez com que outros tantos tivessem que sair do país”.

Lula ressalta que as lembranças da ditadura devem servir para valorizarmos “ainda mais o período democrático que o Brasil vive hoje”. Apenas em períodos de democracia “trabalhadores, mulheres, todos os segmentos sociais podem chegar ao poder pois têm o pleno direito de expressão e manifestação”, afirma o ex-presidente.

O direito à livre manifestação é enfatizado por Lula, que ressalta a importância da participação popular na democracia: “Apenas em uma democracia o povo pode ir às ruas reivindicar seus direitos pois a democracia não é nenhum pacto de silêncio, é a sociedade em movimento buscando novas conquistas”.

“Devemos sim lembrar nosso passado, lamentar o período sombrio pelo qual passamos, mas sobretudo lutar a cada dia para ampliar a nossa democracia, incluindo cada vez mais gente e fazendo com que nosso sistema político represente cada vez melhor o povo brasileiro. (…) Este país será o país que queremos se conseguirmos garantir a democracia”, finaliza.

Lula lança pré-candidata Gleisi, que terá o apoio do PDT de Osmar Dias

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), considerado como o melhor presidente do Brasil de todos os tempos, lançou hoje como pré-candidata do Partido dos Trabalhadores ao governo do Paraná a senadora e ex-ministra-chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff (PT), a advogada Gleisi Hoffmann, que terá o apoio do PDT do ex-senador Osmar Dias e do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet. O PCdoB também estava presente no evento, que ocorreu em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Osmar ou outro membro do PDT será o vice ou candidato ao senado na chapa. Gleisi também pretende se aliar ao PMDB, PSD, PP, Solidariedade, PROS, PTB, PV e PHS, entre outros.

Lula criticou a elite e a velha imprensa preconceituosa contra os pobres e mulheres e mostrou o quanto os governos do PT foram melhores do que o de FHC (PSDB).

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Amanhã Lula e Gleisi em Curitiba

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O Encontro Estadual com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerado o melhor presidente brasileiro de todos os tempos, e a pré-candidata ao governo do Paraná pelo Partido dos Trabalhadores, senadora e e-ministra-chefe da Casa Civil do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), Gleisi Hoffmann, que será realizado amanhã (sexta-feira, dia 14), a partir das 17 h em Curitiba, terá transmissão ao vivo pela internet, no site do PT-PR www.pt-pr.org.br.

Além de Lula e Gleisi, estarão presentes o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT), deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vices, vereadores e lideranças políticas do PT e partidos aliados de todas as regiões do Paraná.

O evento acontece no Buffet Imperial, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Serviço:
Encontro estadual com Lula e Gleisi
Data: 14 de março (sexta-feira)
Horário: 17 horas
Local: Buffet Imperial – Av. das Torres, 2500 – São José dos Pinhais

Datafolha: candidatos têm alta rejeição. Lula com rejeição de apenas 17%

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Segundo o Datafolha é alta a rejeição aos pré-candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) de 30%, assim como o impróvável candidato Joaquim Barbosa (STF): 27%.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 17%, tem a menor rejeição, mas não será candidato. Ele apoiará Dilma e será importante cabo eleitoral para candidatos de centro-esquerda por todo o país.

Lula é considerado o melhor presidente do Brasil de todos os tempos.

No Paraná apoiará para o governo Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB).

Globo censura documentário sobre Lula da filmografia de Eduardo Coutinho, falecido ontem

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Atualizado no dia 04.03.2014, 01h

O cineasta Eduardo Coutinho (81) foi assassinado a facadas ontem (2), em sua casa no Rio de Janeiro. Sua esposa e seu filho também foram esfaqueados, e segundo a polícia o filho de Coutinho, que tem problemas mentais, foi o homicida e depois tentou se matar.

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Coutinho era um dos maiores documentaristas do Brasil, com filmes como Cabra Marcado para Morrer, Peões, Edifício Master, entre outros. Em 2007 ele ganhou o Kikito de Cristal, principal premiação do cinema brasileiro, pelo conjunto da obra.

Seu filme “Peões” (2004) foi um dos principais em sua carreira, vencedor do Candango de Ouro de melhor filme, no Festival de Brasília, e do Troféu APCA na categoria de melhor documentário.

O documentário trata dos operários metalúrgicos e sindicalistas do ABC que realizaram grandes greves na década de 70, em plena ditadura militar-empresarial. Em especial trata de Luiz Inácio Lula da Silva, que depois seria presidente do Brasil.

Daniel Coutinho fez a pesquisa de personagens do filme Peões.

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Mas infelizmente a Rede Globo de Televisão (no Fantástico, clique aqui, e Jornal Hoje, clique aqui) e outras mídias simplesmente censuraram esse filme da filmografia de Coutinho. Citaram outros filmes não tão relevantes.

Para quem não assistiu, é imperdível, veja na íntegra o documentário “Peões”:

Horizontes da Integração Latino-Americana – Lula

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Horizontes da Integração Latino-Americana, por Luiz Inácio Lula da Silva

A volta de Michelle Bachelet à presidência do Chile é um fato muito auspicioso para a América do Sul e toda a América Latina. As notáveis qualidades humanas e políticas que ela demonstrou em seu primeiro governo e, posteriormente, no comando da ONU Mulheres, a entidade das Nações Unidas para igualdade de gênero, conferiram-lhe um merecido prestígio nacional e internacional. Sua liderança – ao mesmo tempo firme e agregadora – e o seu compromisso de vida com a liberdade e a justiça social, fazem de Bachelet uma referência importante em nosso continente. Continuar lendo

Lula e Marisa Letícia lamentam morte de governador petista

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Marcelo Déda foi um exemplo de dignidade e compromisso público na atividade política.
Ajudou a construir o Partido dos Trabalhadores e teve uma trajetória brilhante como representante do povo na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados, como prefeito de Aracaju e finalmente como governador de Sergipe, sempre com sua atenção voltada aos mais pobres e ao desenvolvimento do seu estado. O legado do seu trabalho viverá para sempre na memória dos sergipanos e de todos que o conheceram.

Sergipe perdeu um grande governador, o Brasil perdeu um excepcional homem público e Marisa e eu perdemos também um grande amigo, compadre e irmão.

Nesse momento de profunda dor e tristeza nos juntamos em solidariedade aos parentes e amigos do nosso querido Marcelo Déda.

Luiz Inácio Lula da Silva e Dona Marisa Letícia

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Folha: Dilma sobe 5 pontos e tem 47%. Brasileiros amam Lula

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Em pesquisa Datafolha divulgada hoje pela Folha de S. Paulo, a presidenta Dilma Rousseff tem 47% (subiu 5 pontos de outubro para hoje), o senador Aécio Neves (PSDB) 19% (caiu dois pontos) e o governador de Pernambuco Eduardo Campos 11% (caiu 4 pontos).

A pesquisa mostra que Dilma também vence fácil Marina Silva (PSB), José Serra (PSDB) e Joquim Barbosa (STF).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece amado pelos brasileiros. Ele vence qualquer adversário ainda no primeiro turno.

O Datafolha entrevistou 4.557 eleitores em 194 municípios na quinta e na sexta-feira, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Entrevista com Lula na Carta Maior

Nota de pesar pelo falecimento de Luiz Gushiken

4521C5A166D5329BA43B6318B498DFLuiz Gushiken foi um militante político brilhante, um conselheiro, um companheiro e um grande amigo. Um homem íntegro que dedicou sua vida à construção de um Brasil mais justo e solidário. No Sindicato dos Bancários de São Paulo, no Partido dos Trabalhadores, na Assembleia Constituinte, no governo e em todos os espaços em que atuou, sempre defendeu a democracia, a classe trabalhadora e um mundo com mais harmonia e justiça social.

Nunca esqueceremos a contribuição generosa de Gushiken para a construção desse Brasil  que sonhamos juntos e que sem ele não seria possível.

Neste momento de dor, queremos nos juntar e prestar nossa solidariedade aos seus familiares, amigos e todos aqueles que, como nós, só podem agradecer a Deus ter convivido com uma pessoa tão iluminada quanto Luiz Gushiken.

Nossos mais sinceros sentimentos.

Dona Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula da Silva

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Pesquisa: Lula e Dilma disparados na frente no Paraná

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Na pesquisa estimulada se apresenta ao eleitor um rol de nomes para que ele faça a escolha de um deles. Na espontânea não é apresentada lista, e o eleitor entrevistado escolhe quem vem em sua mente como o preferido.

Todos os especialistas em pesquisas eleitorais e cientistas políticos sabem que há mais de um ano das eleições, os percentuais em pesquisas espontâneas são bem mais importantes do que os das pesquisas estimuladas.

As taxas obtidas na intenção de voto espontânea indicam um grau de consolidação do voto em determinado candidato, indicam que já “vestiu a camisa” de certo candidato.

A pesquisa estimulada apresentam menor taxa de indecisão e são mais precisas em época mais próxima das eleições. Ele mostra apenas uma situação momentânea, mas em período longínquo das eleições não é tão precisa.

Por exemplo, há mais de um ano das eleições de 1988, um ano antes das eleições de 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) não aparecia bem nas pesquisas e foi o vencedor. Em 1993 Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não era o favorito e venceu em 1994.

No Paraná o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, ambos do Partido dos Trabalhadores, são líderes disparados na pesquisa espontânea para presidente realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas/Gazeta do Povo.

Os petistas têm 8% cada, mais do que o dobro de Aécio Neves (PSDB) com apenas 3%, Marina Silva (Rede ou PV) com 2%, José Serra (PSDB ou PPS) com 2% e Joaquim Barbosa (STF) com 1%. Outros são 2%, não sabem são 70% e nenhum 4%.

Na estimulada Dilma (PT) tem entre 25% e 30%, Marina entre 21% e 30%, Aécio entre 9% e 15%, Serra entre 29% e 34%, e Eduardo Campos (PSB) entre 3% e 7%.

Serra dificilmente será candidato, pois o PSDB vai de Aécio ou Marina. Mesmo se fosse candiato, é trivial que comece bem e perca as eleições, como aconteceu inclusive na eleição para a prefeitura de São Paulo de 2012.

Na mesma pesquisa mostra que 41% dos paranaenses aprovam o governo Dilma.

O Paraná, que sempre foi um Estado mais conservador, ao dar muitos votos para direitistas como o intregralista/fascista Plínio Salgado, Collor (PRN), Afif Domingos (PL), FHC (PSDB), Serra (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Jaime Lerner (PFL) e Beto Richa (PSDB). O Estado está se oxigenando, se atualizando, e mostra agora que reconhece os grandes avanços no Brasil dos últimos 10 anos.

Pesquisa Datafolha: Lula vence no primeiro turno e Dilma vence no segundo turno

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Na pesquisa do Datafolha que mostra a presidenta Dilma Rousseff (PT) com aumento de 5 pontos e o senador Aécio Neves (PSDB) com queda de 4 pontos, e que mostra Lula vencendo no primeiro turno com 50%, aponta vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma também no segundo turno.

Dilma vence Marina Silva (Rede ou PV) no segundo turno por 46% a 41%.

Dilma também vence os candidatos do PSDB: Serra por 52% a 31% e Aécio por 53% a 29%.Dilma vence fácil Eduardo Campos (PSB) por 55% a 23%.

Lula dá uma lavada em Campos : 70% a 14%.

Lula também vence fácil Marina por 61% a 28%.

Lula vence muito fácil os tucanos José Serra (66% a 22%) e Aécio Neves (67% a 20%).

A vitória de Lula ainda no primeiro turno ou de Dilma no segundo turno vão beneficiar seus candidatos ao governo do Estado do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). O candidato do governador Beto Richa (PSDB) será Aécio Neves.

A mensagem da juventude brasileira – Lula

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Por Luiz Inácio Lula da Silva, The New York Times

Parece mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para marcas assustadoras, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde atualmente gozamos das menores taxas de desemprego da nossa história e de uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente.

Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicas e políticas. Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Nós reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas importantes, mas é completamente natural que os jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, desejem mais.

Esses jovens não viveram a repressão da ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970. Eles não convivem com a inflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fazíamos quando recebíamos nossos salários era correr para o supermercado e comprar tudo o possível antes de os preços subirem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco da década de 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimiu nosso país. Eles querem mais.

É compreensível que assim seja. Eles querem que a qualidade dos serviços públicos melhore. Milhões de brasileiros, incluindo os da classe média emergente, compraram seus primeiros carros e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público deve ser eficiente, tornando a vida nas grandes cidades menos difícil.

As preocupações dos jovens não são apenas materiais. Eles querem maior acesso ao lazer e a atividades culturais. Mas, acima de tudo, eles exigem instituições políticas que mais limpas e mais transparentes, sem as distorções do sistema político e eleitoral anacrônico do Brasil, que recentemente se mostraram incapazes de gerir a reforma. A legitimidade dessas demandas não pode ser negada, mesmo que seja impossível atendê-las rapidamente. É preciso primeiro encontrar recursos, estabelecer metas e definir prazos.

A democracia não é um compromisso de silêncio. Uma sociedade democrática é sempre em fluxo, debater e definir as suas prioridades e desafios, em constante desejo por novas conquistas. Apenas em uma democracia um índio pode ser eleito presidente da Bolívia, e um afro-americano pode ser eleito presidente dos Estados Unidos. Apenas em uma democracia poderia, primeiro, um metalúrgico e depois, um mulher serem eleitos presidentes do Brasil.

A história mostra que, quando os partidos políticos são silenciados e as soluções são procuradas pela força, os resultados são desastrosos: guerras, ditaduras e perseguição das minorias. Sem partidos políticos não pode haver uma verdadeira democracia. Mas as pessoas simplesmente não querem votar a cada quatro anos. Eles querem interação diária com os governos locais e nacionais, e querem participar da definição de políticas públicas, oferecendo opiniões sobre as decisões que os afetam a cada dia.

Em suma, eles querem ser ouvidos. Isso cria um enorme desafio para os líderes políticos. Exige as melhores formas de engajamento, através da mídia social, nos espaços de trabalho e nos campi, reforçando a interação com grupos de trabalhadores e líderes da comunidade, mas também com os chamados setores desorganizados, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitado por falta de organização.

Tem-se dito, e com razão, que enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica. Se as instituições democráticas utilizassem as novas tecnologias de comunicação como instrumentos de diálogo, e não para mera propaganda, eles iriam respirar ar fresco em suas operações. E seria mais eficaz trazê-los em sintonia com todas as partes da sociedade.

Mesmo o Partido dos Trabalhadores, que ajudei a fundar e que tem contribuído muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de profunda renovação. É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens de forma paternalista.

A boa notícia é que os jovens não estão conformistas, apáticos ou indiferentes à vida pública. Mesmo aqueles que pensam que odeiam a política estão começando a participar. Quando eu tinha a idade deles, nunca imaginei que me tornaria um militante político. No entanto, acabamos criando um partido político quando descobrimos que o Congresso Nacional praticamente não tinha representantes da classe trabalhadora. Através da política conseguimos restaurar a democracia, consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.

É evidente que ainda há muito a fazer. É uma boa notícia que os nossos jovens querem lutar para garantir que a mudança social continue em um ritmo mais intenso.

A outra boa notícia é que a presidente Dilma Rousseff propôs um plebiscito para realizar as reformas políticas que são tão necessárias. Ela também propôs um compromisso nacional para a educação, saúde e transporte público, em que o governo federal iria fornecer apoio técnico e financeiro substancial para estados e municípios.

Ao conversar com jovens líderes no Brasil e em outros lugares, eu gostaria de dizer-lhes o seguinte: Mesmo quando você está desanimado com tudo e com todos, não desista da política. Participe! Se você não encontrar em outros o político que você procura, você pode achá-la em si mesmo.

Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores

Lula e Dilma apoiam as manifestações populares

Veja o vídeo da presidenta Dilma Rousseff (PT) e o texto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

Ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas.

Não existe problema que não tenha solução. A única certeza é que o movimento social e as reivindicações não são coisa de polícia, mas sim de mesa de negociação.

Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano.

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Elite vaiou Dilma

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Na abertura da Copa das Confederações, hoje em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff (PT) foi vaiada por uma elite.

Não. Não por uma elite cultural. Foi vaiada por pessoas endinheiradas que ao invés de conhecer o mundo gostam mesmo de ir uma vez por ano à Disney. Não conhecem os belos museus brasileiros mas fazem questão de visitar o Metropolitan em Nova York. Gostam mesmo é de um bom sertanejo universitário.

Não. Não por uma elite intelectual. Foi vaiada por quem gosta mesmo é de ver TV, de preferência a Globo, e se faz alguma leitura é da Veja ou de algum livro de auto-ajuda.

A elite que vaiou Dilma é a elite econômica. Uma elite que não aceita a redução das desigualdades econômicas e sociais ocorridas nos últimos 10 anos. Não aceita a possibilidade do filho do pobre estudar na mesma escola ou universidade de seu filho. Sonega impostos mas reclama das altos valores dos tributos. Reclama da corrupção mas corrompe policiais. Reclama do “custo Brasil” mas não paga os direitos trabalhistas de seus trabalhadores ou não respeita as leis ambientais. Adora falar mal do Brasil. Uma elite que não aceita um Partidos dos Trabalhadores no poder há mais de 10 anos no Brasil.

Foi a mesma elite que vaiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007.

O governo Dilma tem falhas sim. Está realizando algumas privatizações, não pressionou pela criação da Lei dos Meios de Comunicações, é tímido na reforma agrária, não abre diálogo com os movimentos sociais, aplica o gerencialismo-neoliberal em algumas áreas da Administração Pública, faz acordo e escolhe ministro de partidos como o PSD, um câncer na política.

O pior é escutar de um jornalista da CBN (rádio da Globo) que a verdadeira pesquisa é a escutada no Estádio Maná Garrincha, e não das pesquisas que dão mais de 60% de aprovação à presidenta. O povo não estava no estádio, mas sim uma elite que pagou caro nos ingressos ou ganhou o ingresso das mãos de grandes empresas patrocinadoras. Mas é bom ver todo o veneno destilado nas redes sociais de pessoas que são da mesma elite econômica citada.

Ainda bem que estamos em uma Democracia, e quem decide o futuro da nação é o povo, e não essa elite mesquinha e conservadora.

Ah, já ia esquecendo: na vitória do Brasil sobre o Japão por 3 a 0 o nome do jogo foi o corinthiano Paulinho, com gol ainda do Jô, que aprendeu a jogar futebol no Corinthians.

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Baixe gratuitamente o livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”

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O livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”, organizado por Emir Sader e prefaciado por Maria Inês Nassif, pode ser baixado gratuitamente na internet, clique aqui. Em epub clique aqui.

Veja mais informações sobre o livro:

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Gleisi é chamada de “governadora” em evento de Lula e Dilma em Curitiba

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No evento de ontem em Pinhas, região metropolitana de Curitiba, a presidenta Dilma Rousseff (PT) mostrou o que foi feito de bom nos últimos dez anos. Foto de Tarso Cabral Violin

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Duas mil pessoas acompanharam o evento. A imprensa, que foi bastante criticada no evento, estava presente. Foto de Tarso Cabral Violin

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Lula disse que a oposição é muito fraca, e quem faz oposição é a velha mídia, que faz papel de Partido Político, ao invés de informar. Foto de Tarso Cabral Violin

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Duas mil pessoas fizeram coro para a Ministra Gleisi Hoffmann (PT): “governadora, governadora”. Ela vai concorrer contra o atual governador Beto Richa (PSDB). O outro candidato será o senador Roberto Requião (PMDB). Foto de Tarso Cabral Violin

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Lula tem o dom da oratória. Foto de Tarso Cabral Violin

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Lula fez até pose para a foto. Foto de Tarso Cabral Violin

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Gleisi falou como ministra, mas todos já a tratam como pré-candidata ao governo do Paraná. Foto de Tarso Cabral Violin

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Evento com Lula em Curitiba será transmitido pela internet. Veja mais dicas sobre o seminário

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Curitiba vai sediar na noite de hoje (13) o Seminário “O Decênio que Mudou o Brasil”, em comemoração aos 10 anos de governo democrático e popular. O evento, organizado pelo Partido dos Trabalhadores, Fundação Perseu Abramo e Instituto Lula, ocorre a partir das 18h30 no Expotrade, em Pinhais, e terá transmissão ao vivo pela internet.

Os internautas poderão acompanhar o ao vivo encontro pelo site do PT Paraná e também Fundação Perseu Abramo, a partir das 18h30.

Também haverá cobertura em tempo real nas redes sociais, nos perfis do Twitter do PT Paraná no Twitter @PT_PR e Facebook. O Blog do Tarso também fará a cobertura ao vivo por meio do Twitter e Facebook.

O seminário tem a presença confirmada do ex-presidente Lula; da ministra-chefe da Casa Civil, senadora licenciada pelo PT-PR Gleisi Hoffmann; do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo; do vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias, além dos presidentes nacional e estadual do PT, Rui Falcão e Enio Verri.

O credenciamento dos convidados terá início a partir das 16 horas e a organização do evento orienta que os participantes cheguem cedo ao local, visto que o seminário terá início pontualmente às 18h30.
Outra informação relevante para quem já tem a presença confirmada no encontro: o estacionamento do Expotrade é terceirizado e o custo período será de R$ 15.
A participação no seminário é limitada. De acordo com a organização, os convites aos participantes seguiram critérios estabelecidos pelo PT Nacional, Instituto Lula e Fundação Perseu Abramo, de forma que a militância, dirigentes municipais e estaduais, parlamentares, prefeitos e vices do PT, bem como aliados, membros de movimentos sociais e da sociedade organizada pudessem ser igualmente representados.