Casagrande

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Eu tinha menos de dez anos quando vi um time mágico no Estádio do Morumbi vencer os títulos paulistas de 1982 e 1983. O Corinthians era bicampeão paulista, um campeonato que ainda era muito importante, no nível de um título brasileiro. Depois esse mesmo time criou a Democracia Corinthiana, capitaneada pelo Doutor Sócrates, Casagrande e Wladimir, no qual o roupeiro do time tinha o mesmo poder do Sócrates, do técnico ou presidente do clube. O movimento foi decisivo para as próprias Diretas Já.

O artilheiro desse time era Casagrande, o jogador rebelde, roqueiro e de esquerda. Em 1985 Casagrande chegou a ser o melhor jogador do país, titular da seleção brasileira. Naquele ano eu tinha que fabricar um boneco de arame e jornal na escola e quem eu fiz? Casagrande!

Estou em Fortaleza para assistir o jogo de amanhã entre Brasil e México. Hoje perguntei onde minha filha queria ir e ela prontamente respondeu: Livraria Cultura. Fui para lá, deixei ela lendo livros com a avó e mãe e me dirigi para a seção dos livros de Direito. E quem eu vejo fazendo um noite de autógrafos da sua biografia? Walter Casagrande Júnior, um dos meus ídolos da infância.

Claro que comprei prontamente seu livro e pedi seu autógrafo e foto. Recomendo o livro escrito por Casagrande, hoje o principal comentarista esportivo da rede Globo, e pelo Gilvan Ribeiro, com o título “Casagrande e seus demônios”. Conta inclusive a recuperação da dependência química de Casagrande.

Já conheci pessoalmente o Sócrates, Biro-Biro, Wladimir, Neto, Marcelinho Carioca, entre outros ídolos do timão. Mas esse encontro teve um gostinho especial, de lembrança. Lembrança dos jogos do Corinthians que meu pai me levava para assistir no salão de festas do Corinthians, o estádio do Morumbi, lembrança do bicampeonato 82/83, lembrança da Democracia Corinthiana, lembrança do Casão que já deu muito alegria para a sofrida torcida corinthiana.

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Lula e Dilma apoiam as manifestações populares

Veja o vídeo da presidenta Dilma Rousseff (PT) e o texto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

Ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas.

Não existe problema que não tenha solução. A única certeza é que o movimento social e as reivindicações não são coisa de polícia, mas sim de mesa de negociação.

Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano.

Lula

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Sexta-feira tem Farofada do Busão em Curitiba

A 1ª Farofada no Granito do Batel foi uma das precursora das manifestações que estão ocorrendo no Brasil, que culminaram no dia de ontem.

E já a primeira Farofada decidiu que a 2ª Farofada em Curitiba seria a “Farofada do Busão”. Ocorrerá nesta sexta-feira (21), concentração a partir das 17h na Praça Rui Barbosa e vai tratar do ônibus, redução da tarifa (objetivando a tarifa zero), caixa preta da URBS e mobilidade urbana. Vai questionar a privatização do transporte coletivo de Curitiba, que enriquece as concessionárias privadas e não presta um serviço público de qualidade.

Farofeiros de toda Curitiba, uni-vos!

Juventude do PSDB é contra manifestações nas ruas

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Facebook da Juventude da Capital Paulistana:

Amigos,
Diante dos acontecimentos e da manifestação que acontece hoje em pinheiros promovida pelo movimento de militantes partidários ao PCdoB “Passe Livre”, entre outros: A JPSDB Paulistana (Juventude do PSDB do município de São Paulo) acordou que não participará deste manifesto em virtude de acreditarmos que o mesmo tenha se transformado em movimento político com o único intuito de enfraquecer o governo do estado de São Paulo.

Faz lembrar, enquanto maior defensor brasileiro da democracia e da liberdade, o PSDB sempre defendeu e estimulou as ações das pessoas por seus direitos, e em muitas esteve presente. No entanto, a JPSDB Paulistana não pode compactuar com os excessos que causaram depredações e agressões dos protestos ocorridos nos últimos dias em São Paulo em referência ao aumento da tarifa do transporte público.

É importante que a população perceba que a superlotação no Metro e na CPTM está diretamente ligada a incapacidade do prefeito de assumir suas responsabilidades e fazer funcionar devidamente os ônibus da cidade, e a um preço justo. Além de os excessos nas manifestações ter um culpado: o prefeito Fernando Haddad, por não cumprir suas próprias promessas de campanha.
Somos a favor à livre manifestação de ideias, porem de maneira civilizada, democrática e pacifica, e parabenizamos os jovens que hoje estarão com esse intuito.

Desse modo, se houver pessoas na manifestação que estejam em nome da JPSDB Paulistana, reafirmo que não nos representam e não fazem isso de acordo com as orientações desse grupo.

A JPSDB Paulistana entregará seu manifesto cívico, pedindo explicações da necessidade da alta dos preços das passagens ao Governador Geraldo Alckmin, e discutirá com o mesmo formas de melhorias para a população.

Vamos em frente!

Igor Cunha
Presidente da JPSDB da Capital São Paulo
Juventude Paulistana

As manifestações em todo o país são anti-privatizações

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Os manifestantes questionaram as privatizações do governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), na frente do Palácio Iguaçu. Fotos da Gazeta do Povo

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O início das manifestações foram na frente do símbolo de Curitiba, o prédio histórico da UFPR, a melhor universidade do Paraná, pública e estatal

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Para quem até agora não entendeu o que os jovens manifestantes em todo o país estão exigindo, explico. Os ativistas são anti-privatizações!

Em São Paulo as manifestações começaram contra os altos lucros das concessionárias privadas de serviços de transporte coletivo na cidade, e aumentou com a resposta truculenta da Polícia Militar e do governo de São Paulo contra o movimento passe livre – MPL.

Em Curitiba as manifestações começaram com a 1ª Farofada no Granito, que questionou a privatização das calçadas de granito no Batel e exigiu a democratização do uso dos bens públicos na cidade.

Em várias outras cidades do país o movimento começou contra a insegurança pública e a cada vez maior necessidade de seguranças privadas e surgimento de milícias privadas.

Em determinados municípios o movimento começou contra os altos lucros das empreiteiras em obras da Copa do Mundo, com possibilidade de superfaturamento em contratos derivados de licitações mal feitas pela Administração Pública federal, estaduais e municipais.

Em certos movimentos foi exigida a reforma política com o financiamento público de campanha, o que vai desprivatizar as eleições no Brasil.

Muitos ativistas questionam as privatizações da saúde realizadas por meio de OSs.

Outros querem a democratização dos meios de comunicação no Brasil, pois as grandes rádios e TVs são quase todas privadas, o que não respeita a Constituição.

Os manifestantes ainda questionam o Poder Legislativo federal, estaduais e municipais. O apoderamento de interesses privados, principalmente de grandes empresas privadas, inclusive os empresários do agronegócio e igrejas em detrimento do interesse público é algo presente nas casas legislativas e deve ser combatido.

Os ativistas ainda questionam a corrupção existente na Administração Pública federal, estaduais e municipais, e todos nós sabemos que a corrupção ocorre principlmante por meio de privatizações e terceirizações, em contratos administrativos com empresas privadas.

Por que a tarifa de ônibus é cara e o serviço é ineficiente? Em todas as grandes cidades o serviço público de transporte é privatizado por meio de concessões de serviços públicos. Altos lucros para os grandes empresarios privados. Que tal um transporte coletivo totalmente gratuito, público e estatal?

Por que o povo não tem saúde e educação pública, estatal e de qualidade? Pouco investimento dos governos federal, estaduais e municipais e privatização da saúde e educação, o que que transforma esses dois serviços sociais em simples mercadorias.

Sobre a Copa do Mundo, defendo sua realização no Brasil. A maioria dos estádios e infraestrutura que estão sendo construídos é benéfica para os brasileiros a médio e longo prazo. É claro que as privatizações por meio da contratação de empreiteiras geram corrupção nos âmbitos municipais, estaduais e federal. Isso deve ser questionado.

Privatizações na cultura, informática, presídios, terceirizações de atividades-meio. Os exemplos são vários.

É claro que uma minoria no país saiu às ruas em defesa das candidaturas Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (Rede), pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), ou mesmo para depredar bens públicos e privados. Mas a grande maioria é consciente de que o que o Brasil precisa é de um Estado cada vez mais Social e Democrático de Direito, como manda a Constituição de 1988, e uma Administração Pública profissionalizada, organizada, democrática e participativa, sem privatizações.

Muitos manifestantes podem não saber, mas são contrários ao neoliberalismo-gerencial.

Viva a sociedade civil organizada!

Manifestações em São Paulo, que acabaram no Palácio do Governo Geraldo Alckmin (PSDB). Foto da Folha de S. Paulo

Manifestações em São Paulo, que acabaram no Palácio do Governo Geraldo Alckmin (PSDB). Foto da Folha de S. Paulo