As eleições de 2018 começaram hoje

2018a

Hoje foi dado o início à corrida para as eleições para presidente da República, governador e senadores do Paraná de 2018.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas, é o favorito para ser o vencedor em 2018. Caso Lula não possa ou não queira ser candidato, Ciro Gomes (PDT) é o favorito para ser o candidato da centro-esquerda, com um vice do PT. Se confirmada a candidatura de Lula, Ciro poderá ser seu vice.

Outro candidato que desponta, na centro-direita, é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que elegeu João Dória para prefeito da capital e saiu na frente contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que não conseguiu eleger seu candidato a prefeito de Belo Horizonte.

O PSOL pode ter um candidato competitivo na esquerda, como por exemplo o próprio Marcelo Freixo, derrotado na capital do Rio de Janeiro.

Marina Silva da Rede, de centro, sempre corre por fora e, por mais que seu partido não saia forte das eleições de 2016, sempre pode ser uma surpresa, ainda mais quando se alia com a centro-direita.

Jair Bolsonaro (PSC) será o candidato da extrema-direta, reunindo os fascistas e nazistas, mas que não passa de 10% do eleitorado.

No Paraná os candidatos ao governo serão os seguintes:

Ratinho Jr (PSC): por mais que tenha sido derrotado em Curitiba, com a candidatura de Ney Leprevost (PSD) para prefeito, com todo o seu dinheiro, meios de comunicação e influência nas igrejas, pode ser um candidato forte.

Osmar Dias (PDT): caso Ciro Gomes venha forte para presidente, Osmar pode representar no Estado uma candidatura de centro ou até de centro-esquerda, dependendo das suas coligações.

Cida Borghetti (PP): favorecida pela vitória de Rafael Greca (PMN) em Curitiba, será a candidata do governador Beto Richa (PSDB), por mais que seu candidato para prefeito de Maringá tenha sido derrotado.

Roberto Requião (PMDB): se a onda conservadora e reacionária que assola o Brasil diminuir, Requião pode ser um candidato competitivo para o governo do Estado, podendo fazer uma dobradinha com Lula ou com Ciro.

Alvaro Dias (PV): quer ser candidato à presidência, mas se não conseguir poderá tentar o governo, se Osmar, seu irmão, não for candidato.

Todos os citados para o governo podem também ser candidatos ao senado, lembrando que serão duas vagas, além dos seguintes:

Beto Richa (PSDB): candidato certo, podendo fazer dobrada com os candidatos ao governo Cida ou Ratinho.

Gleisi Hoffmann (PT): poderá ser candidata se a onde reacionária e conservadora diminuir no país e se Lula estiver candidato.

Valdir Rossoni (PSDB): seu sonho é ser senador, mas só tem chances de ser candidato se o governo Richa não estiver tão mal avaliado ou se Richa não for candidato.

Ricardo Barros (PP): o marido de Cida pode ser candidato se Cida não for candidata ao senado.

Gustavo Fruet (PDT): hoje não tem chances, mas se Greca for mal em Curitiba e se Ciro estiver bem como candidato à presidência, pode ter chances.

Tadeu Veneri (PT): se Lula for candidato à presidência e se Gleisi não for candidata ao senado, Tadeu pode ser uma possibilidade para o senado, para ser um bom palanque para Lula e para o candidato ao governo apoiado pelo PT.

Requião Filho (PMDB): se Requião for candidato competitivo para o governo, seu filho pode ser candidato ao senado com chances.

Fernanda Richa (PSDB): pode ser uma alternativa para o nome do seu marido, ao senado.

Tudo o que foi tratado aqui depende muito de um detalhe: como será até lá o governo ilegítimo de Michel Temer do PMDB. Ele ainda estará no poder ou ocorrerá uma eleição indireta? Esperemos os próximos capítulos…

Anúncios

Amanhã debate em Curitiba entre prefeituráveis no Circo da Democracia

Tadeu-Veneri_curitiba-500x351

xenia_mello 19065340255_e0e4c64519_o

VAI TER DEBATE ENTRE CANDIDATXS A PREFEITURA DE CURITIBA NO CIRCO DA DEMOCRACIA! GT Cidades convida todxs para pensar a cidade na Sabatina da Política Urbana, neste sábado, dia 13, às14h:

Mais Informações:
O debate sobre nossa democracia é imprescindível diante de nosso cenário político atual. Na esfera federal enfrentamos a ilegitimidade política do presente e a incerteza sobre nosso futuro.

Enquanto isso, em nossas cidades, estamos prestes a entrar em processo de disputa eleitoral, que diante do cenário político nacional, deve ser relegado a segundo plano. E como se não bastasse, esse ano sentiremos pela primeira vez as consequências das mudanças da legislação eleitoral, que entre outras coisas, reduz o tempo de campanha para parcos 45 dias.
Ocorre que é em nossas cidades que temos as experiências políticas mais imediatas.

As grandes mobilizações de rua se dão em nossas cidades, nossas demandas mais candentes como moradia, vagas em creches e escolas, equipamentos de saúde, transporte público digno e mobilidade para todos. Enfim, todas essas questões encontram íntima relação com nossas gestões municipais e o nosso dia-dia.

Assim, tendo em vista a importância de se debater a política e a democracia em nosso município, bem como o ensejo da efervescência política atual, o Circo da Democracia tem o prazer de convidá-los para a Sabatina da Política Urbana, com os candidatos à Prefeitura de Curitiba.

Foram convidados todos os pré-candidatos. Estão CONFIRMADOS os candidatos REQUIÃO FILHO – PMDB, TADEU VENERI – PT e XÊNIA MELLO – PSOL.

Concomitantemente à Sabatina, as entidades do GT Cidade do Circo apresentarão a Plataforma da Política Urbana: Um Projeto Popular para Curitiba. A ideia é ouvirmos o posicionamento dos candidatos sobre as problemáticas da cidade apresentadas por representantes de diferentes organizações.

Vale lembrar que a Plataforma da Política Urbana continuará em construção e aberto a adesões de entidades, movimentos, grupos e cidadãos até o final do processo eleitoral municipal.

A atenção à política local e a garantia da multiplicidade de atores na construção do debate sobre nossas cidades é compromisso de todos nós!

PARTICIPE e contribua com o debate por uma Curitiba mais justa!

Em quem você vai votar para deputado?

convidados-silhueta

Sem um Parlamento decente, não há como fazer um governo no âmbito do Poder Executivo ideal. Mas infelizmente nas eleições brasileiras se dá muita pouca importância na escolha dos deputados federais e estaduais e não se discute ideologias e propostas. Hoje, segundo o Datafolha, aproximadamente 70% dos eleitores brasileiros ainda não sabem em quem votar nas eleições proporcionais.

Comecei o debate publicando a Lista Proibida do Blog do Tarso e a Lista da Boa Política.

E você, já se decidiu? Favor informar nos comentários daqui do WordPress ou do Facebook se você já sabe em quem votar, se vai votar na legenda de algum partido ou se já sabe o nome e número dos seus candidatos a deputado estadual e federal.

Por mais que eu esteja apoiando várias candidaturas (ver na Lista da Boa Política), vou votar:

Tadeu Veneri (PT) 13131 e André Vieira (PT) 1303

Mas ficaria muito feliz se se elegessem também a Professora Josete (PT) 13613, a Professora Marlei (PT) 1313 e o Ulisses Kaniak (PT) 1357.

Assim como: João Arruda (PMDB) 1511Professor Claudino Dias (PV) 4353Paulo Salamuni (PV) 4343Doutora Clair (PPL) 5499Toni Reis (PCdoB) 65.123Denilson Pestana (PT) 1312Maicon Guedes (PDT) 12190Luciana Rafagnin (PT) 13233Requião Filho (PMDB) 15151Marinalva Silva (PMDB) 15202Anaterra Viana (PT) 13040 e Xênia Mello (PSOL) 50069.

Retorno do voto censitário: senhores de engenho não querem que escravos votem

10668716_331720040332444_1179621319_n

Proposta totalmente inconstitucional, segundo o art. 14 da Constituição, que é cláusula pétrea. Essa gente está atrasada mais de duzentos em termos mundiais (1789) e mais de cem anos em relação ao Brasil (1891).

Destruir cavaletes é crime e o vândalo pode ser preso em flagrante

not_201408291096941461_g

Você já imaginou se os ambientalistas começassem a destruir os carros nas ruas, pois os automóveis são agentes poluentes?

Você já imaginou se os vegetarianos começassem a jogar pedras nas churrascarias?

Você já imaginou se religiosos contrários à transfusão de sangue começassem a sabotar os bancos de sangue?

Você já imaginou se os roqueiros começassem a colocar fogo nas casas de show de sertanejo universitário?

Você já imaginou se pessoas pretensamente apolíticas começassem a destruir cavaletes de políticos durante as eleições?

Pois é, isso vem ocorrendo no Brasil, e essa prática é CRIME!

A legislação eleitoral permite que campanhas coloquem cavaletes nas vias públicas entre 6h e 22h, desde que sejam móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. É proibida a colocação de propaganda eleitoral em árvores e jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes. Em bens particulares é possível a veiculação de propaganda eleitoral por meio da fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições, desde que não excedam a 4m². Sobre o tema ver a Resolução 23.404/2014 do TSE.

O ato de vandalizar ou destruir propaganda eleitoral configura crime, pois de acordo com o Código Eleitoral, o ato de inutilizar, alterar ou perturbar um meio de propaganda que está dentro da lei pode levar o autor da ação à detenção de até seis meses ou o pagamento de 90 a 120 dias-multa. Impedir o exercício de propaganda também acarreta em detenção de até seis meses ou pagamento de 30 a 60 dias-multa.

Havendo o flagrante, o indivíduo pode até ser preso, até por qualquer outro cidadão, segundo o art. 301 do Código de Processo Penal.

As propagandas eleitorais irregulares podem ser questionandas na Justiça Eleitoral e em alguns sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Defendo o uso de cavaletes, principalmente para que políticos desconhecidos e que não estão no Poder possam ser conhecidos pelos eleitores. É claro que as propagandas irregulares devem ser denunciadas. Se existe abuso de poder econômico nesses cavaletes, como por exemplo dos candidatos a deputado estadual Ratinho Junior (PSC) e deputado federal Luciano Ducci (PSB) em Curitiba, isso tem que ser apurado e condenado pela Justiça Eleitoral. Nossa legislação eleitoral deve ser aerfeiçoada, com a criação do financiamento público de campanha e proibição de financiamento por parte de pessoas jurídicas e a implantação do voto em lista fechada.

Se você não gosta de política, saiba que nossos representantes, principalmente nos Parlamentos, são ruins em sua maioria pela abstenção do povo nas eleições e na política.

Ser pretensamente “apolítico” na verdade é fazer políticas para os mais fortes, para os que estão no poder, para  os políticos adstritos ao que manda o mercado financeiro. A despolitização é a política da manutenção do status quo.

Bomba: saiu a Lista Proibida do Blog do Tarso. Ajude a atualizar e divulgar

A campanha eleitoral de 2014 começa hoje! Tanto positiva quanto negativa!

Após o sucesso da Lista Proibida do Blog do Tarso dos vereadores para a eleição de Curitiba de 2012 (veja aqui), essa Lista Proibida voltou, mas desta vez vai apontar os deslizes dos candidatos aos cargos de deputados estaduais e federais do Paraná. A lista foi amplamente divulgada e vários vereadores não foram reeleitos em 2012.

O Parlamento (Poder Legislativo) é essencial para a democracia representativa, mas infelizmente as eleições para os cargos de deputados estaduais e federais são muito pouco debatidas, apenas com propagandas chatas na TV e rádio e milhões gastos em campanhas milionárias nas ruas. Mas sem contraditório.

É justamente nessa questão que o Blog do Tarso pretende auxiliar os eleitores e candidatos. Contraditório, debate, também nas eleições proporcionais.

Muitos dos candidatos listados abaixo são amigos do autor do Blog do Tarso, e no caso de muito deles o Blog não tem nada contra pessoalmente. Mas esses políticos devem ser responsáveis por seus atos durante seus mandatos. Todas as informações abaixo foram divulgadas na velha mídia (TV, rádio, jornais e revistas) ou nova mídia (blogs, sites e redes sociais).

Ajude a Lista Proibida com novos nomes e justificativas, e na divulgação, por e-mail e compartilhando nas redes sociais e blogosfera.

Candidatos que pretendam ver seus nomes retirados da lista, favor enviar solicitação com justificativa.

Veja a Lista Proibida do Blog do Tarso com os deputados estaduais e federais do Paraná, clique aqui ou na imagem acima.

A partir de agora pesquisas apenas registradas e enquetes PROIBIDAS

image_destaque_interno

Segundo a Resolução 23.400, de 17.12.2013, publicada em 27.12.2013, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que dispõe sobre pesquisas eleitorais para as eleições de 2014 no Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2014, as entidades que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar na Justiça Eleitoral, nos termos da Lei n° 9.504/97. O parágrafo quinto do art. 33 dessa Lei foi alterado nesse sentido, na última reforma eleitoral.

As pesquisas deverão ser divulgadas com o período de realização da coleta de dados; a margem de erro; o nível de confiança; o número de entrevistas; o nome da entidade ou empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou; e o número de registro da pesquisa.

Qualquer meio de comunicação, instituto de pesquisa ou cidadão no Facebook, blog, Twitter, ou qualquer outro meio, que divulgar uma pesquisa eleitoral sem o prévio registro na Justiça Eleitoral pode receber uma multa de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00, valores fixados na Lei nº 9.504/97, e ainda constitui crime, punível com detenção de 6 meses a 1 ano.

O mais importante, principalmente para os cidadãos comuns eleitores que participam das discussões políticas: segundo o art. 24 dessa Resolução, “é vedada, no período de campanha eleitoral, a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral”.

Até a eleição passada era possível a realização e divulgação de enquetes, desde que fosse citado expressamente que era simples enquete e não pesquisa, mas para a eleição de 2014 ISSO É PROIBIDO!

Atenção, favor divulgar essa informação, pois se qualquer cidadão curtir, retuitar, compartilhar ou divulgar qualquer enquete, pode receber uma multa de até R$ 106.410,00.

O dinheiro do voto – Janio de Freitas

aaaeeeeeoeoooeoe

Hoje na Folha de S. Paulo

Não tem fundamento dizer que substituir as doações empresarias por pessoais vai aumentar o caixa dois

O argumento mais forte contra a provável proibição, pelo Supremo Tribunal Federal, de doações eleitorais por empresas, é pobre de seriedade e paupérrimo de inteligência. Não tem fundamento afirmar que substituir as doações empresariais por pessoais vai aumentar ameaçadoramente o caixa dois nas campanhas, o dinheiro de doações encobertas, dada a óbvia razão de que não se tem nem estimativa da proporção dessa ilegalidade nas eleições passadas.

O chute, difundido pelo PSDB, expressa a preocupação dos grandes beneficiários de doações empresariais. Mas implica acusar seus doadores publicamente: se as pessoas não precisam fazer doações ilegais, o aumento de caixa dois em campanhas só pode ser feito por doações clandestinas de empresas, em prática criminosa de empresários. Gente mal-agradecida, esses peessedebistas.

Na preocupação dos partidos identificados com o empresariado percebe-se também o medo de que, permitidas apenas doações pessoais, os partidos mais populares levem vantagem. Os fatos não apoiam tal medo: o PT sempre precisou buscar, e recebeu, doações empresariais para suprir a estrangulante modéstia das doações pessoais, apesar do esforço para incentivá-las. Era o efeito de um condicionante econômico que pode estar mudado, mas não extinto.

Por isso mesmo, as doações apenas individuais são potencialmente capazes de surpreender quem hoje as teme. Os partidos populares podem esperar maior quantidade de doadores. Mas, para cada real vindo dos seus, os do PSDB, do DEM e dos centuriões do agronegócio estão prontos para doar na proporção de dez reais por aquele real, cem por um, mil por um, sem que a carteira sequer o perceba.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, está tão irritado quanto os peessedebistas mais irritados com a perspectiva da mudança de doadores. Chama a ação da OAB, pelo fim das doações de empresas, de estudantada. Com uma pergunta assim, por exemplo: “Essa gente fica fora da política?” É uma sagração da empresa que nem os neoliberais fizeram: a empresa vista como gente. E portadora de cidadania, para ser parte da política. Muito original.

Não tanto, porém, quando, em crítica aos quatro colegas que já votaram pela mudança, diz que “estamos [lá o Supremo] fazendo um tipo de lei para beneficiar quem estiver no poder”. Dá oportunidade para observar-se uma reação fraudulenta cometida por muitos, inclusive pelos presidentes da Câmara e do Senado. O Supremo não está absorvendo função do Congresso, não está fazendo lei. Está, como lhe compete, examinando e vai decidir a compatibilidade, ou sua falta, entre a Constituição e a participação de empresas em eleições como financiadoras de candidatos, além do mais, selecionados a critério empresarial.

A doação pessoal não assegura o fim do caixa dois, o dinheiro não declarado pelo candidato ou pelo partido à Justiça Eleitoral. Mas dificulta e, portanto, reduz essa violação do processo de composição do Congresso e dos governos. Logo, colabora para maior higiene política. E tende a reduzir o custo, hoje imoral, da eleição a qualquer cargo. Logo, colabora para a democratização eleitoral e para a maior legitimidade da composição dos poderes. Democratização eleitoral e legitimidade hoje degeneradas.

PS — Alguma boa alma precisa avisar aos Estados Unidos que o financiamento eleitoral deles ainda não passa de estudantada.

Novo enquete do Blog do Tarso: em quem você votará para presidente do Brasil em 2014?

O Blog do Tarso acabou de inaugurar nova enquete para a eleição presidencial de 2014. Em quem você vai votar? Participe. Divulgue! É ali na coluna da direita, um pouco para baixo.

Contra a unificação das eleições no Brasil

bocamaldita_foto_gilsoncamargo_31_07_10curitiba19

Sou contra a unificação das eleições no Brasil. Para mim a maioria que defende essa proposta não gosta da Democracia. As discussões de dois em dois anos que as eleições no Brasil proporcionam são salutares para a Democracia no Brasil. Além disso, unificando as eleições para prefeito e vereadores com as dos demais cargos (presidente, governador, senador, deputado estadual e federal) levaria a população a discutir menos a eleição para prefeito, a sociedade daria mais importância para as eleições para governador e presidente. Isso já acontece, um pouco, com as eleições para deputados federais e estaduais, pois o povo acaba privilegiando o pleito para a presidência, governador e senador.

Além disso, é salutar para a Democracia que se o povo hoje escolher um grupo político em um ano, que ele escolha, se estiver insatisfeito, outro grupo na eleição seguinte, dois anos depois, mesmo que para cargos diferentes.

Alguns vão dizer: mas a maioria dos vereadores, deputados e senadores não trabalham na época das eleições, de dois em dois anos. Então que tal cobrarmos para que esses senhores trabalhem de verdade e tenham menos férias e recessos?

Outros dirão que principalmente o Poder Executivo fica paralisado por causa das condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais. Sim, a legislação pode ser sempre aprimorada e o controle dos desvios realizado pelo Ministério Público e pela própria população mais efetivos. mas isso não justifica a diminuição do debate democrático.

Mas com certeza não é esse o ponto importante para ser alterado em uma possível reforma política ou eleitoral a ser realizada, provavelmente, ainda em 2013.

Quem não gostava de eleições periódicas era a ditadura militar.

Sobre o tema, ver ainda o texto de Bernardo Pilotto.

Voto eletrônico: Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição

No Viomundo (Apio Gomes , portal do PDT, via Amilcar Brunazzo Filho)

Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado. Continuar lendo

Marquito será vereador de São Paulo

marquito-1

O senhor Marco Antônio Ricciardelli, mais conhecido como o Marquito do Programa do Ratinho, será o mais novo vereador do Município de São Paulo a partir de 1º de janeiro de 2013, pelo PTB. Ele é suplente do Celso Jatene, também do PTB, que será secretário de esportes do prefeito eleito Fernando Haddad (PT).

Já se orgulha de ser o novo Tiririca.

Por isso defendo uma reforma política radical, com financiamento público de campanha e voto em lista fechada.

Será que os eleitores de Celso Jatene sabiam que poderiam estar elegendo o Marquito?

Financiamento público de campanha

Folha de S. Paulo de domingo

CHICO ALENCAR

Dize-me quem te financia…

Hoje, há a bancada dos bancos, a das empreiteiras… Ideal seria a Justiça cassando candidaturas e legendas que captassem verba privada. O país ganharia muito

“Dize-me quem te financia que eu te direi quem representas” é uma boa atualização para a antiga máxima popular. O modelo de financiamento privado de campanhas degenera a democracia representativa, pois os eleitos são a voz do dono; este, seu patrocinador, é o dono da voz.

Repete-se, no Brasil republicano do século 21, uma característica dos tempos coloniais: um Estado carregado de interesses particulares.

Entre nós, as eleições bienais ficam cada vez mais caras, impedindo que as maiorias sociais tenham a devida expressão política. A empreitada milionária produz resultados previsíveis: quem mais arrecada mais chance de vitória tem.

Além disso, o acordo interpartidário tem fundação sólida em programas… de TV e rádio. Depois, na partilha do governo. Nada de doutrinas: todos podem se aliar a todos.

O ex-governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, com conhecimento de causa, abriu o jogo: “Empresas e lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso.”

As contas das últimas eleições municipais revelam que o financiamento dos candidatos eleitos para as prefeituras nas capitais e grandes cidades (e isso apesar de 80% de “doações ocultas”…) é similar ao financiamento que constituiu o Congresso atual: cerca de 60% dos deputados e senadores receberam, declaradamente, recursos de empreiteiras e conglomerados bancários.

Forma-se a bancada da Vale, da Camargo Corrêa, do Itaú, da OAS, da Andrade Gutierrez, da Gerdau, do Bradesco, do agronegócio… Tudo legitimando o poder do capital privado nos Executivos e nos Legislativos.

Há um novo formato, ardiloso, para dissociar as candidaturas de seus nada desinteressados patronos: empresas “doam” generosas somas aos grandes partidos, depois destinadas às campanhas sob a rubrica secreta e legal do “diretório partidário”.

Tais repasses contrariam a cobrança do Barão de Itararé, há meio século: “Quem cabra dá e cabrito não tem precisa explicar de onde vem”. A quem serve um sistema tão avesso à transparência?

Nosso problema político central é a promiscuidade entre o público e o privado e o clientelismo patrimonialista. A sangria do erário seguirá enquanto não se aprovar financiamento público e limites claros na relação entre autoridades e empresariado.

A adoção do financiamento exclusivamente público e austero de campanha é imperativo democratizante. O voto partidário, em lista pré-ordenada e flexível, com possibilidade de interferência do eleitor, é o que mais se adequa a esse modelo.

A Justiça Eleitoral determinaria a cassação de candidatos e legendas que captassem dinheiro de empresas privadas. A medida, ao contrário da aparência, desoneraria o erário, debilitado pela corrupção sistêmica, e reduziria a disparidade na disputa.

Há também propostas progressivas, como restringir as contribuições a pessoas físicas e os valores totais, mas os que fazem política de negócios rejeitam até isso.

O povo, que é induzido a não querer “dinheiro dos impostos na política”, também descrê da representação que elege: porque muitos gastam na conquista de votos mais do que a remuneração que terão ao longo do mandato? O apreço pela democracia impõe mudança em um sistema que condiciona o direito de votar e de ser votado à propaganda enganosa e ao poder econômico.

CHICO ALENCAR, 63, é professor de história e deputado federal pelo PSOL-RJ

Jornalistas e blogueiros poderão ser anistiados de multas eleitorais, prevê projeto na Câmara Federal

Pelo projeto, os blogueiros paranaenses Tarso Cabral Violin, multado em R$ 106 mil, e Luiz Skora, em R$ 5 mil, poderão ser anistiados. Serra, Lula e Dilma, juntos, receberam R$ 186 mil de multas eleitorais. Ou seja, é evidente a desproporcionalidade da pena.

Do Blog do Esmael Morais

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) protocolou nesta quarta-feira (31), no Congresso Nacional, um projeto de lei visando anistiar profissionais da mídia, jornalistas, blogueiros, emissoras de rádio e tevê, portais de notícias, que tenham sido multados pela Justiça Eleitoral durante as eleições. O projeto do peemedebista prevê que a anistia seja retroativa às eleições de 2008, 2010 e 2012.

Segundo Arruda, ao justificar seu projeto de anistia, disse que a Justiça Eleitoral, ao punir os profissionais da mídia, às vezes com multas desproporcionais e descabidas, ataca o direito elementar à liberdade de expressão garantida no artigo 5º da Constituição Federal. O deputado promete fornecer novas informações sobre o projeto de anistia nesta quinta-feira (1º).

“Tem blogueiro e repórter que foram mais multados que candidatos à presidência da República, um absurdo, uma pena descabidamente desproporcional pela opinião que emitiram”, lembrou João Arruda, afirmando que seu projeto apenas “resguarda” a própria Constituição Federal.

Pelo projeto, os blogueiros paranaenses Tarso Cabral Violin, multado em R$ 106 mil, e Luiz Skora, em R$ 5 mil, poderão ser anistiados.

O titular deste blog também está pendurado na Justiça Eleitoral com R$ 700 mil desde 2010.

A título de comparação, na última disputa presidencial, Serra, Lula e Dilma, juntos, receberam R$ 186 mil de multas eleitorais. Ou seja, é evidente a desproporcionalidade da pena a blogueiros, jornalistas, jornais, revistas e à emissoras de rádio e tevê.

Em agosto de 2000, o Congresso Nacional anistiou as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral nas eleições de 1996 e 1998. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a questionar a decisão dos parlamentares, em 2002, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os argumentos da entidade.

Os perdedores e os vencedores das eleições 2012

A eleição para prefeito e vereador em 2012 no Brasil teve vários vencedores e perdedores.

Sem dúvida o grande vencedor nacional das eleições foi o ex-presidente Lula, que elegeu o até então desconhecido para a massa, o ex-ministro da educação Fernando Haddad (PT) como prefeito de São Paulo. O PT foi o partido mais votado no Brasil no primeiro turno e elegeu prefeitos em várias grandes cidades do país.

É claro que a presidenta Dilma Housseff (PT) também foi uma vencedora, pois os candidatos de sua base de apoio também foram os grandes vencedores por todo o país. Dilma já havia sido a grande vencedora no primeiro turno em Curitiba. Os quatro primeiros colocados na eleição para prefeito de Curitiba são de partidos da base de apoio ao governo de Dilma (PSC, PDT, PSB e PMDB) e citaram positivamente a presidenta em suas campanhas.

No Paraná o grande derrotado foi o governador Beto Richa (PSDB), que elegeu poucos prefeitos se comparado com outros governadores e o seu PSDB não elegeu nenhum prefeito em grandes cidades do Estado. E claro, a derrota de Luciano Ducci (PSB) e de Ratinho Junior (PSC) comprometeram seu futuro político no Estado. Ele terá grandes dificuldades em se reeleger em 2014.

O senador Roberto Requião (PMDB) não ganhou nem perdeu em Curitiba. Seu candidato Rafael Greca (PMDB) fez um bom papel no primeiro turno com mais de 10% dos votos, mas ao apoiar Ratinho não pode ser considerado um vencedor em 2012. Mas vem com força para a campanha ao governo em 2014.

Ratinho Junior (PSC) se saiu vitorioso do primeiro turno mas “queimou a cara” no segundo turno, ao fazer uma campanha que não pegou bem entre os curitibanos. Mas Ratinho pode ser um candidato competitivo para o governo em 2014, com todo o seu dinheiro, a Rede Massa de seu pai e o apelo com seu discurso popularesco/conservador.

O Partido dos Trabalhadores cresceu no Paraná. Foi o partido mais votado no primeiro turno no Estado, teve enorme votação em Ponta Grossa, Cascavel e Maringá no segundo turno, elegeu a vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves e foi decisivo na eleição de Gustavo Fruet (PDT), o prefeito eleito de Curitiba.

O PSDB foi mal no Brasil, foi mal no Paraná, foi mal em Curitiba. Muitos já defendem que ele faça uma fusão com o DEMO e com o PSB, para que os dois primeiros possam sobreviver.

Com o ótimo resultado do PT e seus aliados no Paraná, Gleisi Hoffmann desponta como uma das favoritas para a eleição ao governo em 2014, junto com Requião e o próprio Ratinho.

A eleição de 2014 já começou!

Fotos das eleições de São Paulo de 1950 a 1957

Acervo Folha

Eu, Tarso Cabral Violin, voto Professora Josete 13613 e Gustavo Fruet 12 e recomendo!

Nos últimos dias o Blog do Tarso divulgou os votos de personalidades, professores, advogados e formadores de opinião de Curitiba para prefeito e vereador.

Hoje é minha vez de divulgar meu voto para vereador e para prefeito de Curitiba. Há vários bons candidatos a vereador em Curitiba, como o Vitório Sorotiuk 13131, o Jonny Stica 13000, o Carlos Lima 13333, entre vários outros do PT, PV, PMDB, PSOL e PSTU (você pode votar nas legendas 13, 43, 15, 50 e 16).

Vou votar na vereadora mais combativa da Câmara Municipal de Curitiba, a mais atuante, a mais ética, uma das únicas que merece a reeleição naquela casa: Professora Josete 13613 do Partido dos Trabalhadores!

Para prefeito recomendo voto na oposição. Votarei no Gustavo Fruet 12 (PDT) para prefeito e para a Mirian Gonçalves (PT) para vice-prefeita da capital do Paraná. Fruet é o candidato mais sério, preparado e confiável.

Peço apenas que não se vote no prefeito Luciano Ducci (PSB) e nem nos vereadores constantes da Lista Proibida do Blog do Tarso, clique aqui, e nem em qualquer vereador dos seguintes partidos: PRB / PP / PSL / PTN / PPS / DEM / PSDC / PHS / PMN / PTC / PSB / PRP / PSDB / PSD / PTB.

Boa votação e viva a democracia!