Cícero Cattani informa que o secretário da Indústria e Comércio e presidente do PP paranaense (ex-PDS, ex-ARENA), Ricardo Barros (PP), teve sua prisão pedida porque foi pego numa gravação telefônica. Autorizado pela Justiça, o Ministério Público grampeava as ligações telefônicas de Ricardo Barros e suspeita-se que ele tenha proposto um negócio escabroso. O processo nº 863549-8 movido pelo MP, que se encontra nas mãos do desembargado Lidio José Rotoli de Macedo, que atua na câmara criminal, corre em segredo de justiça e se faz acompanhar de vídeos e disquete de gravações. O MP pede que seja decretada a prisão do secretário do governador tucano. Como é secretário de estado, ele tem direito ao foro privilegiado.
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Beto Richa almoça secretamente com José Roberto Marinho e Merval Pereira. #Medo
Em tempos de golpe no Paraguai, realizado pela elite de direita golpista paraguaia, uma notícia chamou atenção no morno cenário político paranaense. O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) se encontrou ontem, no Rio de Janeiro, com o presidente da Rede Globo José Roberto Marinho, e com o jornalista e questionado imortal, o acadêmico Merval Pereira (saiba mais sobre ele, clique aqui).
O assunto principal foi política.
Outra coisa estranha foi a tentativa de que o encontro fosse secreto, sigiloso.
O PSDB, a Globo e a Veja defenderam o golpe no Paraguai, e quando essa gente se reúne secretamente o medo impera na República Democrática e Social.
Caos na saúde de Curitiba. Pergunta do dia: culpa de Luciano Ducci ou do ex-prefeito Beto Richa?
Celso Nascimento diz que Beto Richa já foi do DEMO
Outra bomba na coluna do Celso Nascimento na Gazeta do Povo de domingo: ele informa que Beto Richa já foi do PTB e do PFL.
Já sabia que o filho do fundador do PSDB, José Richa, já havia pulado da canoa tucana por oportunismo político e tinha ido para o conservador partido de aluguel PTB. Mas não sabia que ele também tinha ido para o PFL (ex-ARENA, atual DEMO) do então prefeito Cassio Taniguchi. Parabéns Celso Nascimento por desmascarar o governador.
Isso é que é coerência governador!
Celso Nascimento diz que Beto Richa é incoerente e que ele tem “dissonância cognitiva”
Na Gazeta do Povo de domingo, Celso Nascimento disse que o governador Beto Richa (PSDB) tem “dissonância cognitiva”, o que seria a “capacidade do ser humano de contrariar a lógica, negar evidências, criar falsas memórias, distorcer percepções, ignorar fatos e até mesmo desencadear uma perda de contato com a realidade”. Leiam a coluna de Celso Nascimento, vale a pena.
ObsCena: PSD (ex-ARENA), o partido do jeitinho brasileiro
ObsCena
A privatização dos presídios paranaenses – Tarso Cabral Violin

Governador do Paraná Beto Richa (PSDB) copiou o modelo de privatização dos presídios do senador tucano Aécio Neves em Minas Gerais
Publicado hoje na Gazeta do Povo, no caderno Justiça & Direito
Por Tarso Cabral Violin
O governo do Paraná sancionou uma lei, aprovada na Assembleia Legislativa em regime de urgência, e publicada no último mês, que prevê a terceirização da gestão dos presídios paranaenses para entidades do terceiro setor, o que se configura uma privatização em sentido amplo.
A lei prevê que o estado celebre convênios com organizações não-governamentais (ONGs) e com as chamadas associações de proteção e assistência aos condenados (APACs), que poderão administrar estabelecimentos penais. Segundo vários juristas, tal prática contrária a nossa Constituição social e democrática de Direito de 1988.
É pacífico que, como regra, o Poder Público não pode delegar o chamado “poder de polícia” para os particulares. Atividades-fim do Estado não podem ser privatizadas, sendo possíveis terceirizações apenas de atividades-meio.
Qualquer atividade executiva de gestão dentro de uma unidade penal, qualquer parcela de função administrativa prisional que afete a liberdade do preso, faz parte do poder de polícia, e a eventual necessidade do uso da coercibilidade por entidades privadas fere nossa Constituição.
O exercício da função administrativa prisional abrange atos jurídicos, como por exemplo a emanação de provimentos sancionatórios, que de forma alguma poderão ser delegados a particulares. Entre os atos materiais, os que incidem sobre a pessoa do preso, como a vigilância, também não podem ser delegados, pois há monitoramento dos deveres dos presos, e não raro ocorre uso de coação. Enfim, o poder disciplinar na execução das penas privativas de liberdade e restritivas de direito compete exclusivamente ao Estado.
Apenas as atividades materiais acessórias e realização de obras podem ser delegadas. Note-se, a cooperação da comunidade, prevista na Lei 7.210/84, Lei de Execução Penal (LEP), não quer dizer que a iniciativa privada poderá administrar o presídio.
O governo argumenta que a lei não prevê terceirização e muito menos privatização – o que seria transferido para as entidades privadas sem fins lucrativos seriam apenas algumas funções materiais da execução da pena, mas não a atividade jurisdicional. Mas o problema é que a lei delega a atividade administrativa judiciária, que é exclusiva do Estado.
Ressalte-se que o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, editou a Resolução 8/2002, que rejeita quaisquer propostas tendentes à privatização do sistema penitenciário e que consolida o entendimento de que os serviços de segurança, administração, gerenciamento de unidades, disciplina, efetivo acompanhamento e avaliação da individualização da execução penal não são delegáveis à iniciativa privada. O Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária do CNPCP 2011 também é contrário a privatização do sistema penal e prevê, entre outras políticas progressistas, o fortalecimento do Estado na gestão do sistema penal.
Mesmo se fosse possível a privatização, nas unidades geridas por ONGs não poderia ocorrer qualquer tipo de trabalho do preso, por impedimento contido na LEP.
O modelo adotado é cópia do mineiro, contrário ao estado social e favorável ao estado penal, que assegura que quanto mais se prender seres humanos, mais a iniciativa privada lucrará. Tanto o modelo de privatização total estadunidense, quanto o modelo de gestão misto francês; no qual a gestão externa cabe ao poder público, mas a iniciativa privada constroi o presídio, faz a guarda interna dos presos, promove o trabalho, a educação, o transporte, a alimentação, o lazer, a assistência social, jurídica e espiritual e a saúde do preso; não se encaixam no nosso ordenamento jurídico.
Lembremos que, na década de 90, o Paraná foi um dos pioneiros no Brasil com as penitenciárias privadas. Elas foram extintas posteriormente com a justificativa de que o custo por detento no país era em média R$ 800, enquanto que nos presídios privados R$ 1,2 mil. Além disso, os agentes contratados eram, muitas vezes, um terço dos servidores públicos, o que aumentava os riscos na segurança das unidades. A prática levou à precarização do serviço, enfraquecendo o discurso de que a iniciativa privada é mais eficiente. Uma pesquisa nos EUA concluiu que com os presídios privados não há diminuição de custos, mas, sim, uma tendência deles ficarem com os presos com penas mais leves e de melhor comportamento, deixando os que cometeram crimes mais graves nas prisões públicas.
Há outras inconstitucionalidades na lei, ainda, como o vício de iniciativa, burla ao concurso público, previsão de que as APACs deverão ser filiadas a uma entidade privada, e a previsão do acordo de vontade ser um convênio, e não contrato administrativos precedido de licitação.
Existem problemas sérios nos presídios do país, mas devemos resolvê-los com a profissionalização da administração pública brasileira, com muita transparência e controle social e dos órgãos de controle, e dentro dos limites constitucionais.
Tarso Cabral Violin, professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo, mestre em Direito do Estado pela UFPR, advogado
Pergunta do dia: Dilma, STF e TCE/PR divulgam salários dos servidores. Por que Beto Richa, Luciano Ducci, ICI, TJ/PR e Rossoni na AL/PR não fazem o mesmo?
Renata Bueno X Rubens Bueno X Luciano Ducci X Beto Richa X Gentalha
Rubens Bueno (PPS) será o vice candidato à prefeito de Luciano Ducci (PSB). Pelo menos por enquanto. Assim, sua filha, a vereadora e advogada Renata Bueno (PPS), que era pré-candidata a prefeita, tentará se reeleger vereadora.
Em entrevista exclusiva para o Blog do Tarso, Renata Bueno criticou o governo do estado do Paraná Beto Richa (PSDB) ao dizer que “não tem uma grande marca”, “não tem grandes realizações”, é “mediano”, “pouco criativo”, “sem ousadia”. Criticou a gestão Luciano Ducci (PSB) e de seus antecedentes (Beto Richa e Cassio Tanigucchi) ao dizer que “falta ousadia, falta criatividade, falta transparência, falta humildade” e “falta sobretudo capacidade de pensar o futuro com os olhos do futuro”.
Hoje a coluna social de Reinaldo Bessa informou que Renata teve “uma crise de choro” ao saber quer seria obrigada a desistir da candidatura à prefeita de Curitiba.
Além disso Renata teria dito que “só a presença de Rubens Bueno vai salvara gestão de Luciano Ducci”, no portal Terra.
Com essa entrevista a cúpula da campanha de Luciano Ducci pensa em rever a decisão de Rubens na vice.
Ela já tinha chamado os vereadores de Curitiba, base de apoio de Luciano Ducci, de “gentalha”.
Hoje a assessoria de imprensa de Renata encaminhou para o Blog do Tarso:
“Renata Bueno entende que houve um evidente exagero na declaração atribuída a ela em reportagem veiculada ontem, 26, no portal Terra. Ela apenas entende que a presença de Rubens Bueno na chapa pode ser decisiva para o sucesso da candidatura do prefeito Luciano Ducci.”
E agora? A seguir, cenas dos próximos capítulos…
Tucanos do Paraná já não aguentam mais o personalismo de Beto Richa
Muitos membros do PSDB no Estado do Paraná já não aguentam mais o personalismo do governador Beto Richa (PSDB). Continuam no PSDB apenas porque não querem perder as boquinhas no governo estadual, dão tapinhas de apoio no ombro do governador mas por trás criticam Beto Richa.
Beto Richa está acabando com o partido por todo o estado. Não aceita que o PSDB tenha candidatos a prefeito no interior nem na capital Curitiba, e nem candidatos a vice.
Beto Richa não está interessado no fortalecimento do seu partido nas cidades do interior. Apenas quer manter o poder e garantir apoios para vencer a difícil reeleição em 2014, quando vai penar para vencer Gleisi Hoffmann do PT e Roberto Requião do PMDB.
O que também incomoda muita gente é o nepostismo do governador, que garante altos cargos para a esposa e irmão no governo estadual e filho no município de Curitiba.
Beto Richa mostra que de “novo” ele não tem mais nada. Nem idade nem forma de governar.
Ministério Público do Trabalho entende que governo Beto Richa desrespeita a lei na Celepar
O SINDPD-PR conseguiu mais uma vitória aos trabalhadores da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, gerida pelo governo Beto Richa (PSDB). O Ministério Publico do Trabalho protocolou uma notificação na empresa recomendado a manutenção do licenciamento dos dirigentes sindicais liberados, podendo o MP adotar medidas administrativas ou judiciais tendentes à sua efetivação, em caso de necessidade. Veja a notificação do MPT, clique aqui.
Governo Beto Richa é acusado de elitizar, precarizar e privatizar a Escola de Dança do Teatro Guaíra
Os pais de alunas e alunos, professores e servidores da Escola de Dança do Teatro Guaíra – EDTG acusam o governo Beto Richa (PSDB) de fazer mudança, PARA PIOR, na Escola, sem qualquer discussão com os envolvidos. O Teatro Guaíra vai ser reformado e não foi providenciado pelo governo estadual um novo local para instalá-la. Além disso a EDTG passa por muitas dificuldades e os pais, professores e funcionários têm receio até do fim da Escola.
Com isso prepararam até um abaixo-assinado reivindicatório a ser enviado ao Secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana.
Uma das acusações é a tentativa do governo Beto Richa privatizar o ensino de dança para as crianças até 12 anos, conforme informado em matéria da Gazeta do Povo. Outra acusação é o autoritarismo e a falta de transparência do governo estadual, em especial da Secretaria de Estado da Cultura.
Note-se que ainda é possível, conforme várias denúncias do Blog do Tarso, que o governo Beto Richa privatize museus, teatros e a Orquestra Sinfônica por meio de Organizações Sociais – OS, para fugir dos concursos públicos e licitações.
Com a palavra o Governo do Estado.
Denuncia exclusiva: governo Beto Richa encaminha e-mail para servidores com propaganda do PSDB

E-mail encaminhado pelo governo do Estado do Paraná para todos os servidores do Estado, por meio do “Expresso”
Pessoas do governo Beto Richa (PSDB) estão encaminhando e-mails para os servidores do Estado com propaganda e uma pesquisa da Juventude do PSDB.
O e-mail, encaminhado pelo Expresso, diz que quem o recebe é um “privilegiado”. A pesquisa é sobre a cidade de Ponta Grossa/PR, e assinam o e-mail membros da Juventude Tucana.
Ah, e o mais importante: os tucaninhos garantem o sigilo nas informações!
O link que eles encaminham é o seguinte:
Informam que não é vírus! Vírus não é, mas é no mínimo uma improbidade administrativa!
Privatização dos Presídios: juristas assessores de Beto Richa não passariam na Prova da OAB
Os advogados, membros do Ministério Público, estagiários, bacharéis de Direito, Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e demais “juristas” que assessoram o governador Beto Richa (PSDB) não passariam no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
A questão 2 do V Exame Unificado, realizado no dia 04 de dezembro de 2011, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (imagem acima), trata da privatização dos presídios.
Uma das questões pergunta se é “juridicamente possível” que o contrato de PPP contemple a delegação de funções de direção e coerção na esfera prisional (imagem acima).
Vejam o gabarito fornecido pela FGV:
Ou seja, a OAB/FGV entendem que a direção de estabelecimentos penais não podem ser delegadas para entidades privadas, em conformidade com a posição já externalizada no Blog do Tarso várias vezes, como crítica à privatizaçao dos presídios pretendida pelo governador Beto Richa (PSDB) e sua equipe (clique aqui), inclusive com lei aprovada a toque de caixa pela genoflexória Assembleia Legislativa.
Nota zero para Beto Richa e para todos os “juristas” que o acompanham pela possibilidade da privatização dos estabelecimentos prisionais!
Tarso Cabral Violin – Professor de Direito Administrativo e editor-presidente do Blog do Tarso
Anderson Silva é censurado por falar que ex-secretário e atual homem de confiança de Beto Richa “é do mal”
O advogado Cid Campêlo conseguiu censurar na justiça paranaense (14ª Vara Cível de Curitiba) o livro/biografia de Anderson “Spider” Silva, da editora Primeira Pessoa/Sextante. A ação foi ajuizada por Rudimar Fedrigo, dono da academia Chute Box.
Fedrigo foi secretário de esporte e lazer do então prefeito Beto Richa (PSDB) e hoje é o diretor geral da Secretaria de Estado do Esporte, no governo Beto Richa, além de ser o Diretor-Presidente da Paraná Esporte e presidente do Conselho Estadual do Esporte e Lazer.
Quem substituiu Fedrigo na secretaria municipal, na gestão Luciano Ducci (PSB), é o filho de Richa, o estudante de direito Marcello Richa.
Em seu livro, Anderson cita o professor de Muay Thai e fundador da academia como uma pessoa do “mal”, questiona sua faixa preta e o acusa de tentar prejudicá-lo por várias vezes em sua carreira. Rudimar e o atual campeão dos pesos-médios do UFC se conheceram no início dos anos 2000, quando Silva foi treinar em sua academia.
Beto Richa pode proporcionar lucro de milhões para entidade privada de Jorge Gerdau Johannpetter, sem licitação
Beto Richa e os sedentos empresários e membros de seu governo na reunião do Movimento Brasil Competitivo. Foto: ANPr
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) assinou contrato com a entidade privada Movimento Brasil Competitivo – MBC, cujo presidente é empresário milionário Jorge Gerdau Johannpetter, que também é presidente do conselho de administração da Gerdau.
A meta é que o MBC arrecade R$ 16,7 milhões com empresários paranaenses para contratar três empresas de consultoria, que fariam um diagnóstico sobre a Administração Pública estadual e proporiam medidas neoliberais-gerenciais, como privatizações, PPPs, contratos de gestão, revisão (para baixo) dos vencimentos dos servidores e demais providências cujo o foco é a fuga do regime jurídico-administrativo.
O MBC arrecadará dinheiro doado pelos empresários e contratará as consultorias privadas (INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial), PWC e KPMG. O MBC cobrará uma taxa de administração por esse serviço. A previsão é que o MBC lucre 1,67 milhão nesse negócio.
A Constituição da República e a Lei 8.666/93 (Lei Nacional de Licitações e Contratos), exigem que qualquer acordo de vontade assinado entre o Poder Público e uma entidade privada que obtenha vantagens financeiras desse acordo seja realizada licitação prévia.
Mesmo se esse acordo fosse um convênio, a Lei Estadual 15.608/2007 (Lei de Licitações do Paraná), exige que na realização de convênios o Estado deve respeitar os princípios inerentes às licitações.
O MBC já recomendou o modelo neoliberal-gerencial nos governos estaduais de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe e Rio de Janeiro e na Prefeitura de Curitiba, além de diversos outros municípios brasileiros, com excelentes resultados para os interesses do grande capital, o que desencadeia um retorno ao patrimonialismo.
Jorge Gerdau Johannpetter é o presidente da Câmara de Política de Gestão e Competitividade (Decreto 7.478/2011), representante da ala que defende o ideário neoliberal-gerencial do governo de Dilma Rousseff (PT). Representa a ideologia neoliberal-gerencial do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), idealizada pelo então Ministro da Administração e Reforma do Estado, Luiz Carlos Bresser-Pereira (veja o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado).
Um dos membros da CGDC, escolhido por Gerdau, é o ex-presidente da Petrobrás, Henri Reichstul, que sucateou e quase privatizou a empresa.
Ministério Público, Tribunal de Contas do Paraná e OAB, vão permitir?
Beto Richa e Celepar: Sindicato denuncia o regime de TERROR
Veja o comunicado do SINDPD/PR, clique aqui. O sinsicato denuncia o regime de terror na Celepar, gerida pelo governo Beto Richa (PSDB) e pelo seu presidente do Conselho de Administração, Cassio Taniguchi (DEMO).
Sindicato denuncia novas arbitrariedades da direção da Celepar
Para retaliar a rejeição da proposta da empresa em assembleia pelos trabalhadores, direção da Celepar determinou o cancelamento das liberações sindicais e o corte dos salários dos dirigentes. Sem avanços nas negociações, a paralisação não está descartada.
Desde o final do ano passado, quando o Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) denunciou demissões arbitrárias de funcionários concursados da Companhia de Informática do Paraná – Celepar – e conseguiu a reintegração imediata de um dos demitidos, a direção da empresa vem adotando medidas de retaliação, desrespeitando a entidade que representa os trabalhadores e pressionando os empregados com assédio moral, perseguições e truculência. É o que volta a denunciar o SINDPD-PR, depois de diversas tentativas para celebrar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2012/2013) por meio de negociações com a direção da Celepar, atropeladas pela empresa que aposta, por sua vez, na pressão direta sobre os trabalhadores.
Recentemente, a Celepar ignorou completamente a proposta dos trabalhadores para o ACT e, depois de tentar negociações individuais e setorizadas, à revelia do sindicato, apresentou outra proposta que foi rejeitada pela maioria esmagadora dos empregados em assembleia geral com cerca de 700 pessoas. O SINDPD-PR tentou mais uma vez sentar com a direção da empresa para discutir o acordo salarial e como resposta obteve novas retaliações: por meio de ofícios, a Celepar determinou o cancelamento das quatro liberações sindicais e o corte dos salários desses dirigentes do SINDPD. Os empregados denunciam que dentro da empresa o jogo não é menos pesado, pois o clima que se instalou é de verdadeiro terror. “Eles se sentem ameaçados, estão inseguros e o que prevalece é uma espécie de assédio moral coletivo”, explicou uma trabalhadora que não quis se identificar.
O SINDPD-PR, por meio de sua assessoria jurídica, ingressou com medida cautelar para garantir que os empregados da Celepar estejam protegidos pelo acordo coletivo em vigor até a semana passada, enquanto durar essa postura intransigente sobre a negociação da proposta dos trabalhadores por parte da empresa. Além de denunciar na Justiça do Trabalho o que vem acontecendo na Celepar e a ruptura dos protocolos para celebração do acordo, o SINDPD solicitou a mediação do Ministério Público do Trabalho para efetivar a negociação coletiva. “O sindicato está cumprindo todos os passos e protocolos visando a negociação e quer que tudo seja resolvido num clima de respeito às instâncias, olho no olho e em consonância com a legislação e os direitos trabalhistas”, disse o advogado André Passos. “Só queremos que a Celepar sente para negociar e dê garantias mínimas quanto a conquistas históricas, que existem há mais de 20 anos, ganho real e que assegure que não ocorram demissões imotivadas. A atuação do sindicato e a proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores se amparam nesses pontos básicos”, disse Passos.
A direção do Sindicato não descarta a possibilidade de realizar protestos e até mesmo discutir com os trabalhadores a necessidade de uma paralisação, caso a empresa mantenha a postura de intransigência para com a negociação. Está sob a responsabilidade da Celepar o gerenciamento de serviços importantes para o atendimento da população paranaense, uma vez que ela é provedora de páginas na internet de órgãos estaduais, secretarias e empresas da administração direta, que fazem, por exemplo, contratos de leitos e despachos do Detran. O sindicato já vem denunciando também, há alguns meses, a gestão do atual governo, que vem promovendo um processo gradativo de desgaste nas relações de trabalho, de sucateamento e de enxugamento da máquina estatal, visando a privatização. Os rumores de que a pretensão do governo é a de transformar a Celepar em uma espécie de ICI (Instituto Curitiba de Informática) estadual só aumentaram nesse período e contribuem ainda mais para o quadro de insegurança entre os trabalhadores.
Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330 / com Marlene e Valkíria.
Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR) – (41) 9658-7588.
Beto Richa na Celepar: fuga do concurso público e privatização de atividades-fim de quase R$ 40 milhões
A Companhia de Informática do Paraná – Celepar continua a terceirizar suas atividades-fim, o que é uma burla ao concurso público (art. 37 da Constituição da República). A empresa estatal, gerida pelos homens de confiança do governador Beto Richa (PSDB), abriu licitação para contratação de empresas privadas para complementar a capacidade de fornecimento de soluções de TIC – tecnologia da informação e comunicação da companhia, por meio de desenvolvimento e fornecimento de produtos de software, para que sejam agregados às soluções desenvolvidas pela CELEPAR aos órgãos do Estado do Paraná.
Ou seja, ao invés de realizar concurso público para a contratação de pessoal, vai privatizar para que empresas privadas prestem os serviços para a empresa. E não são atividades-meio, mas atividades-fim da empresa, que devem ser executadas por servidores da Celepar, e não por empresas privadas.
Beto Richa prometeu nas eleições que não iria privatizar, mas sim fortalecer as empresas estatais. Mas está fazendo exatamente o que fez o ex-governador Jaime Lerner: precarizar a Celepar e terceirizar as atividades essenciais da empresa, transformando a Celepar apenas numa intermediadora entre governo e empresas privadas, a exemplo do ICI – Instituto Curitiba de Informática.
A licitação é a concorrência pública 002/2012, e será aberta no dia 16 de julho de 2012, com valor estimado de R$ 38.318.464,73. para maiores informações, clique aqui.
Ministério Público? Não questiona as terceirizações ilícitas. Tribunal de Contas do Paraná? Está virando piada. Oposição na Assembleia Legislativa? Onde está você?
Gazeta do Povo bate na gestão Beto Richa na Celepar
Conforme noticiado em 26 de maio no Blog do Tarso Celepar, gerida por Beto Richa e Taniguchi, vai gastar R$ 250 mil por ano em seguro para seus Conselheiros e Diretores, veja a coluna de Celso Nascimento na Gazeta do Povo:
Seguro cobre até a incompetência
Coluna de Celso Nascimento hoje na Gazeta do Povo
Digamos que você seja uma pessoa simpática e que, além disso, goza da confiança do governante, pertença ao mesmo grupo político dele ou tenha sido indicado por um partido aliado. Tendo reunido todas essas qualidades, você é nomeado com alto salário para a diretoria ou outro cargo no alto escalão de uma empresa pública. Isso é muito comum.
Você assume o cargo e passa a gerir a empresa ou um setor dela. Pelo estatuto, a função o obriga a tomar decisões, assinar atos, ordenar despesas etc. Por azar (ou por incompetência sua), alguém entra na Justiça para questionar a legalidade de um dos atos que levaram sua assinatura e você passa a responder como pessoa física.
O que você faz? Contrata um advogado, paga as custas judiciais e, no fim, se for condenado, ainda é obrigado a pagar uma milionária indenização. Se não tiver o dinheiro, responderá com o seu patrimônio ou de sua família, certo?
Coisa horrível. Ninguém quer passar por uma situação dessas. Mas seus problemas acabaram. As Organizações Tabajara têm a solução: um seguro de responsabilidade civil pago pela empresa em que você trabalha. No caso, sendo uma estatal, seguro pago por todos nós, pobres contribuintes, que, a contragosto, somos obrigados a arcar com o prejuízo que sua incompetência causou aos cofres públicos.
É assim que as coisas passam a funcionar na Celepar – a Companhia de Informática do Paraná, empresa pública vinculada à Secretaria do Planejamento. Conforme registram o Diário Oficial do Estado e o site oficial “Compras Paraná”, ela acaba de concluir licitação para contratar uma empresa de seguros que garante coberturas de até R$ 15 milhões. A vencedora do pregão eletrônico PE 009/2012, homologado no último dia 25 de maio, foi a Zurich Minas Brasil Seguros S.A., que apresentou o menor preço entre as concorrentes (R$ 245 mil).
Hipoteticamente, digamos que se descubra que uma licitação milionária na Celepar autorizada por você apresente indícios de fraude e alguém ou alguma instituição resolva promover uma ação judicial. Durma sossegado: segundo o contrato, os membros dos conselhos Administrativo e Fiscal, assim como os diretores, gerentes e pregoeiros da empresa, se forem acionados como pessoas físicas, terão todas as despesas ressarcidas pela Zurich.
Há exceções: se houver dolo (por exemplo, se você não resistir à tentação de meter a mão nos fundos da empresa), a seguradora estará dispensada de indenizar.
O seguro não se limita apenas à pessoa do gestor. Beneficia também os cônjuges, sucessores, herdeiros, espólio, tudo sem que se tenha necessidade de identificar previamente quem são estes. Na prática, considerando ainda a hipótese de que você é um dos diretores, será possível transferir seu dinheiro e bens para o nome de terceiros, de modo que, caso morra ou não tendo como arcar pessoalmente com os prejuízos, nem você, nem sua família, nem os seus indicados perecerão dificuldades.
Isto não é novidade introduzida pelo novo jeito de governar de Beto Richa. Já vinha de antes: nos primeiros meses de 2010, ainda na gestão de Requião, a Sanepar adotou providência semelhante, com a diferença de que o seguro lá era melhor: cobria prejuízos de até R$ 20 milhões.
Tudo pode ser legal. Mas é moral?















