Após votar pela privatização do Banestado, como Deputado, agora Beto Richa vai privatizar folha de pagamento do Estado

Beto Richa votou pela privatização do Banestado

O Governo da Família Richa está se afundando cada vez mais. Depois de praticar nepotismo, querer privatizar os serviços da CELEPAR, apoiar a privatizaçao da segurança da Assembléia Legislativa, agora o Governador Carlos Alberto quer privatizar a folha de pagamento dos servidores públicos do Estado do Paraná.

O ex-Governador Jaime Lerner, apoiado pelo então Deputado Beto Richa, privatizou o Banestado, vendendo-o para o Itaú. Com isso o próprio Itaú passou a ser o banco privado responsável pela folha de pagamento dos servidores do Estado. Durante a campanha de 2010 Beto Richa foi acusado de ter votado pela privatização do Banestado. Carlos Alberto Richa respondeu que o banco estava em uma situação “dificílima” e que votou pela venda porque o banco estava prejudicando o Paraná. A venda do Banestado deixou um rombo de R$ 16 bilhões para o Paraná.

O art. 164 da Constituição determina que as disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

O Governador Roberto Requião, em 2003, anulou Decreto que  Jaime Lerner assinou no final do seu mandato, que prorrogava o direito do Itaú de gerir as contas do Estado, e repassou as contas para o Banco do Brasil.

Eis que agora nossa Governador neoliberal, que recebeu doações de campanha do banco Itaú, quer novamente privatizar as contas do Estado, ao pretender abrir licitação para que bancos privados possam ser contratados.

Governador, sua escolha é bem simples, segundo a Constituição: mantenha as contas no Banco do Brasil, altere para a Caixa Econômica Federal ou qualquer outro banco estatal.

Mas banco privado “não pode não!”

Abestado

Charge de Frank - A Notícia (SC). Do Blog do Esmael

 

Pelo fim da privatização dos cartórios notariais e de registros

Até 1988 os cartórios notariais e de registros eram estatais, em face a Emenda Constitucional 07/77 (Pacote de Abril), que previu a oficialização dos cartórios extrajudiciais (determinação mantida pela EC 22/82).

Conforme Walter Ceneviva, a mídia e a própria Ordem dos Advogados do Brasil defendiam que eles continuassem sob a responsabilidade do Poder Público, oficializadas. Entretanto, e infelizmente, após forte pressão de lobbystas que com certeza não buscavam o interesse público, a Constituição de 1988 determinou a privatização desses cartórios, por meio de concurso público. Sobre o papel do Estado nos serviços notariais e de registros, ver parecer do professor Luís Roberto Barroso.

Utilizamos o termo “privatização” em seu sentido amplo, para todos os casos de repasse de responsabilidades do Poder Público para a iniciativa privada, nos termos da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro

O art. 236 da Constituição assegura que os serviços notariais e de registro serão exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público.  Apenas os serviços notariais e de registro que já tinham sido oficializados pelo Poder Público até a CF88 continuaram a ser estatais, nos termos do art. 32 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).

Portanto, para os cartórios notariais e de registro geridos pelo Poder Público, a Constituição utiliza o termo “oficializado“.

O art. 103 da Constituição ainda define que compete ao Conselho Nacional de Justiça o controle da atuação administrativa-financeira do Poder Judiciário, cabendo-lhe ainda receber e conhecer das reclamações contra agentes do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados.

A Lei 8.935/94, chamada de “Lei dos Cartórios”, regulamentou o art. 236 da Constituição, e define os serviços notariais e de registro como os de organização técnica e administrativa destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos.

Os titulares de serventias da Justiça não oficializadas, como notários (tabeliões) e oficiais de registro (registradores), são delegados de função ou ofício público, particulares em colaboração com a Administração, segundo Celso Antônio Bandeira de Mello. O § 3º do art. 236 da CF determina que o ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público. O art. 25 da Lei 8.935/94 ainda define que “o exercício da atividade notarial e de registro é incompatível com o da advocacia, o da intermediação de seus serviços ou o de qualquer cargo, emprego ou função públicos, ainda que em comissão”.

Primeiro questionamento: como existem Deputados donos de cartórios? Como é possível que Conselheiros dos Tribunais de Contas sejam cartorários?

Segundo questionamento: como pode que, após a Constituição de 1988  cartorários tenham repassado para seus filhos, sem concurso, a titularidade do cartório?

Terceiro questionamento: por que os cartórios privados do Paraná são tão caros?

O CNJ precisou, recentemente, após questionamento do Deputado Estadual Tadeu Veneri (PT), suspender ato do Tribunal de Justiça do Paraná que aumentava de forma imoral e desarrazoada as custas dos cartórios, desrespeitando lei estadual.

E qual o sentido em se cobrar por uma certidão de nascimento mais de R$ 30,00, quando seria possível fornecê-la de forma automática e gratuita pela internet? Ao cidadão bastaria imprimir a certidão e, existindo dúvida na autenticidade, bastaria uma confirmação também virtual.

Sei que muitos interesses financeiros de gente poderosa estão envolvidos no caso em tela, mas algo tem que ser feito.

Que tal uma Emenda Constitucional que altere o art. 236 e reverta a privatização dos cartórios notariais e de registros? Não estou solicitando a estatização de atividades econômicas que nossa sociedade aceita serem exercidas pela iniciativa privada, como por exemplo hotéis, restaurantes, fábricas de alimentos, shopping-centers, etc. Mas são essenciais que atividades essenciais como os serviços notariais e de registros sejam realizados pelo próprio Estado, sem o intuito de lucro, sob o regime jurídico de direito público.

Um erro a ser corrigido e um artigo a ser lido

O PT mobilizou e participou, ativamente e como nenhum outro partido, de todas as iniciativas populares. Foi o responsável por transformar e fazer daquela Constituinte um movimento nacional e popular. O que acontece é que, para marcar e demarcar sua posição, o PT votou contra o texto com uma declaração de voto em separado, na qual explicava exatamente porque teve e mantinha aquela posição.

É este voto em separado que, desde então (1988), induz a erro sobre a posição do partido. E leva muitos a confundir, e a embarcar na lenda criada e difundida à exaustão pelos nossos adversários e pela oposição em geral, de que o PT não assinou a Carta de 1988.

Seria importante para o autor do artigo a leitura dessa declaração de voto em separado do PT, até porque este erro não invalida seu excelente artigo, que vale a pena ser lido. Por isso, a ele eu peço essa leitura do voto do PT; aos meus amigos leitores aqui do blog eu recomendo que vejam o texto publicado pelo professor na Folha de S.Paulo hoje.

Leiam, também, texto de minha autoria sobre a Proposta de Constituição elaborada pelo PT.

O outro mundo possível na América Latina

Por Emir Sader (publicado ontem no Blog do Emir no Carta Maior)

O Fórum Social Mundial começou na América Latina – mais particularmente no Brasil, em Porto Alegre -, para onde deve retornar em 2013. A escolha do continente e do país se fizeram para se contrapor ao Fórum Econômico de Davos, que representava, entre outras coisas a vitória do centro do capitalismo sobre a periferia, com a emergência da globalização neoliberal.

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O PT e a Constituição de 1988

Por EDUARDO FAGNANI

Publicado ontem na Folha de S. Paulo


Avaliações sobre o inegável êxito de Lula na área social desconsideram a notável transferência de renda fruto da Constituição de 1988


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PSB – Partido “Socialista” Brasileiro

O PSB do Paraná nunca foi socialista. Sempre se uniu aos DEMOtucanos.

O Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do DEMO (ex-PFL, ex-ARENA), vai fundar um novo Partido, que se fundirá com o Partido “Socialista” Brasileiro (PSB). Não, isso não é piada, é a política brasileira! Dissidentes de um Partido claramente de direita vão se unir aos que se dizem “socialistas”.

E Kassab leva junto o Guilherme Afif Domingos do DEMO (Vice do Alckmin), aquele mesmo do “juntos chegaremos lá” das eleições presidenciais de 1989, quando ele foi candidato pelo Partido Liberal (PL). Recebeu muito votos em Curitiba, apenas perdeu para o Collor aqui.

Ideologia na lata do lixo e fusões políticas por puro oportunismo. Normal para Kassab, Afif e membros do PSB do Paraná. Decepção que o principal articulador seja o Governador de Pernambuco e Presidente Nacional do PSB, Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes, que deve estar se revirando no túmulo.

Provavelmente ainda ocorrerão adesões de políticos do PTB, PP, PR e até do PSDB, ao novo Partido que provavelmente se chamara PDB (Partido Democrático Brasileiro).

O PSB já foi uma importante opção de partido de esquerda. Agora será um novo PMDB. Será que Luiza Erundina e Ciro Gomes embarcam nessa? O Prefeito de Curitiba Luciano Ducci e os nunca socialistas do PSB do Paraná certamente embarcarão.

Governo Beto Richa corre risco de perder credibilidade com os policiais militares

A coluna de Celso Nascimento de hoje, na Gazeta do Povo, informa que os policiais militares que votaram no Carlos Alberto, pois tinham dele a promessa de que seus soldos seriam melhorados, começam a ficar preocupados. O Coronel Elizeu Furquim, Presidente da AMAI (associação dos PMs), lamentou  declarações do Secretário da Fazenda de Beto Richa, de que o Estado não tem caixa para cumprir as leis que asseguram subsídios superiores aos atuais soldos: “Isto põe em risco a credibilidade do Governo e a estabilidade da corporação”, disse o Coronel.

Representação do PCdoB junto ao MP contra a prevaricação do Rossoni

Governador Carlos Alberto e seu aliado Valdir Rossoni, Presidente da Assembléia Legislativa

Veja a representação publicada no Blog do Esmael:

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Governo de Israel oferece apoio ao Paraná na área da segurança pública. Mais um muro?

Em visita ao Paraná, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, manifestou interesse do governo israelita em apoiar o Paraná nas ações de segurança pública. Sztulman foi recebido nesta terça-feira (22) pelo vice-governador Flávio Arns e pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César. Foto: JFOgura - Vice-governadoria do PR

Conforme o portal do Governo Bito Richa (www.aen.pr.gov.br), em visita ao Paraná, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, manifestou interesse do governo israelita em apoiar o Paraná nas ações de segurança pública, quando recebido ontem (22.02) pelo vice-governador Flávio Arns e pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.

Que eu saiba a principal ação de segurança de Israel, nos últimos anos, foi a construção do Muro da Cisjordânia, de até 8 metros de altura, que separa o Estado de Israel dos territórios da Cisjordânia ocupados por palestinos.

“Qual é seu último tweet”

David Sipress - New Yorker

“Morreu terceirizado na linha privatizada”

Últimos governadores de São Paulo, os tucanos Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra

Acúmulo de erros desvela um projeto fracassado

No Jornal Brasil de Fato

Eduardo Sales de Lima, da Redação

Um engenheiro de 48 anos morreu eletrocutado na obra da futura estação Fradique Coutinho, da Linha 4 – Amarela do Metrô, na zona oeste de São Paulo. O acidente ocorreu no dia 1º de fevereiro, quando a vítima fazia manutenção na subestação do local. Segundo relato de testemunhas, Ricardo Martins encostou sem querer em um equipamento energizado e levou uma descarga de 20 mil volts.

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Os nacionalistas da cultura (“Creative Commons é entreguismo”)

No mercado de música brasileiro, os autores são brasileiros, mas as empresas são estrangeiras

No Jornal Brasil de Fato

Por Pablo Ortellano

A ascensão de Ana de Holanda para o Ministério da Cultura com a promessa de reavaliar a revisão da lei de direitos autorais “em defesa dos autores” gerou um acirrado debate que tem animado as páginas dos cadernos de cultura. No debate, tem aparecido com orquestrada frequência uma curiosa tese: os críticos da nova política do ministério são ingênuos manipulados pelas grandes empresas de Internet que querem se apropriar da cultura brasileira sem pagar pelo conteúdo. A revisão da lei de direitos autorais ampliando exceções e limitações, a supervisão estatal das sociedades de gestão coletiva (como o ECAD) e o estímulo ao licenciamento livre (por meio de licenças como as Creative Commons) causariam apenas prejuízo aos autores brasileiros. As grandes corporações do mundo digital, ao contrário, seriam as grandes beneficiadas, já que explorariam o acesso livre a esses conteúdos por meio de publicidade. Contra essas políticas inovadoras, seria preciso manter as regras e políticas de direito autoral atualmente em vigor que protegem razoavelmente bem os autores e são uma plataforma adequada para a projeção internacional da cultura brasileira.

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“Então morra!” “É do Pará? Tá explicado!”

O Direito Administrativo e a política nacional

Celso Antônio Bandeira de Mello e o blogueiro, em evento de Direito Administrativo em Curitiba

Resolvi escrever sobre o tema uma vez que hoje fui questionado por um dos grandes juristas do Direito Administrativo paranaense e brasileiro, sobre os caminhos do Direito Administrativo e da Administração Pública no Governo da Presidenta Dilma Rousseff.

Até a Constituição de 1988 o Direito Administrativo no Brasil podia ser considerado autoritário e conservador.

Com a Constituição da República do Brasil de 1988, o Direito Administrativo evoluiu sensivelmente, pois nossa Constituição obriga que toda a sociedade busque um Estado Social, um Estado do Bem-Estar Social, com uma Administração Pública democrática, profissionalizada e eficaz. Enfim, almeja que atinjamos um Estado que a Europa atingiu, principalmente, no período pós-guerras, e uma Administração Pública pensada pelo sociólogo Max Weber, o modelo burocrático. Uma Administração Pública com servidores públicos concursados e profissionalizados, respeitando procedimentos que assegurem princípios como os da moralidade, legalidade e isonomia, etc.

O grande jurista brasileiro do Direito Administrativa que representa o ideal de nossa Constituição de 1988 é o Professor Celso Antônio Bandeira de Mello, com vários seguidores por todo o Brasil.

Com a onda neoliberal mundial da década de 70/80, que chegou ao Brasil na década de 90 com os Governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, nossa Constituição passou a ser alterada com o intuito de aplicação do que foi chamado de Consenso de Washington.

Fernando Henrique Cardoso e seu Ministro do MARE Luiz Carlos Bresser-Pereira, com a publicação do Plano Diretor da Reforma do Aparellho do Estado, idealizaram um Estado Neoliberal e uma Administração Pública Gerencial. No documento era defendida a criação de Agências independentes, a privatização de empresas estatais, hospitais e universidades públicas, e a implantação do neoliberalismo-gerencial.

O discurso era de que na Administração Pública Gerencial existiriam apenas controles finalísticos na Administração Pública e cópias de modelos privados na Administração Pública, como contraponto ao modelo burocrático, o que acabou levando a um retorno do próprio patrimonialismo. Sobre o tema, ver nosso Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010).

No campo jurídico os defensores do modelo neoliberal-gerencial ainda questionaram o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado e defenderam a criação de agências reguladoras, privatizações por meio de venda de estatais, repasse de responsabilidades do Estado a entidades do Terceiro Setor qualificadas como Organizações Sociais – OS e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs, arbitragem para resolução de lides na Administração Pública, terceirizações de atividades-fim, o que ao invés de assegurar a dignidade da pessoa humana apenas garantem lucros para o grande capital.

Com a chegada do Presidente Lula ao poder, foi barrada a aplicação radical do Plano Diretor de FHC/Bresser. É claro que dentro do próprio Governo Lula existiu uma disputa entre modelos, pois muito do ideário neoliberal-gerencial estava impregnado no âmbido da Administração Pública Federal e até entre alguns Ministros, pois Lula chegou ao Poder sem os neoliberais do PSDB e DEMO, mas com partidos como por exemplo o antigo Partido Liberal (atual Partido da República) e outros, com ideologias diferentes.

O Governo Lula chegou a vender dois bancos regionais no seu início, sancionou a Lei das PPPs e chegou a fazer algumas concessões de serviços públicos, mas claro num volume infinitamente menor do que ocorreu no Governo FHC.

O fato é que se no Governo FHC apenas os juristas do lado aposto ao de Celso Antônio Bandeira de Mello e de seus aliados davam as cartas no Governo; no Governo Lula, no jogo de forças, acabou existindo um certo equilíbrio entre os defensores do Estado Social e Administração Pública weberiana e dos neoliberais-gerenciais.

Infelizmente ainda davam as cartas em muitos ministérios juristas da ala neoliberal-gerencial do Direito Administrativo. Com certeza dentro do próprio Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que assumiu as funções do MARE de FHC/Bresser, muitos técnicos ainda devem ser neoliberais-gerenciais, o que acaba influenciando nas tomadas de decisões do próprio Ministro.

Por exemplo, a Comissão que elaborou o Anteprojeto de Lei de Normas Gerais sobre Administração Pública direta e indireta, entidades paraestatais e entidades de colaboração  (constituida pela Portaria 426/07, alterada pela Portaria 84/08, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), consta com mais nomes da ala neoliberal-gerencial do que da ala social. Talvez um dos únicos nomes da Comissão da ala defensora de nossa Constituição Social seja o da Professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro.

O que se espera do Governo Dilma? Que priorize escutar juristas do Direito Administrativo que defendam os ideais sociais de nossa Constituição, o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, o caráter ao mesmo tempo democrático e enérgico do Estado na defesa do interesse público.

Entendo que a Presidenta tem que aproveitar que seu Ministro da Justiça é o Professor de Direito Administrativo da PUCSP, Jose Eduardo Martins Cardozo, pupilo de Celso Antônio Bandeira de Mello, e seu Vice é Michel Temer, constitucionalista e ex-colega de escritório do professor Celso Antônio. Que tal mais juristas progressistas auxiliando na tomada de decisão do novo Governo?

País do conhecimento, potência ambiental

Publicado ontem na Folha de S. Paulo

Por DILMA ROUSSEFF


Hoje, já não parece uma meta tão distante o Brasil se tornar país economicamente rico e socialmente justo, mas há grandes desafios pela frente, como educação de qualidade


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René Dotti chama proposta do ex-Secretário de Beto Richa, o tucano Francischini, de meramente midiática e do Direito Penal do Terror

René Ariel Dotti

Um dos maiores penalistas do país, o Professor paranaense René Ariel Dotti, chamou ontem na Gazeta do Povo a proposta do ex-Secretário Antidrogas de Beto Richa, o Deputado Federal do PSDB/PR Fernando Francischini, de meramente midiática e do Direito Penal do Terror.

“Não se pode constituir uma lei para atingir este ou aquele, a lei é impessoal. (…) É o tipo de ideia que apenas estimula a cultura da violência da violência interna e a própria corrupção nos presídios. Na medida em que o condenado não tem perspectiva de libertação ou é tratado com desumanidade, se sente membro permanente do sistema carcerário”. Para Dotti as leis já são suficientes para coibir desvios nos presídios, desde que sejam cumpridas, segundo a matéria da Gazeta.

Carlos Alberto e seu pupilo Fernando Francischini, o novo Alborghetti do Paraná, mas sem graça.

O tucano quer, por meio de projeto de lei, proibir a visita íntima, restringir o contato do preso com familiares e advogados somente a cabines blindadas e liberar a gravação das conversas desses encontros mediante autorização judicial.

Folha 90 anos – uma relação de amor e ódio

Manifestação pela anistia na praça da Sé. Foto de Jorge Araújo, 23.ago.1979 - Folhapress

Hoje o jornal Folha de S. Paulo faz 90 anos. Minha relação com o jornal é de amor e ódio, parecida com a do José Simão, conforme sua coluna comemorativa de hoje, que ainda informa que seu amigo sempre diz: “A Folha é leitura obrigatória nem que seja para falar mal”.

Aprendi a ler jornal diariamente com a Folhinha, apresentada pelo meu pai. Da Folhinha para a Ilustrada, com as tirinhas do Angeli, e Esportes, com as notícias sobre o Corinthians, e posteriormente os cadernos sobre política e demais foi um pulo.

Tenho saudades do caderno Mais, mas o Ilustríssima por enquanto “quebra o galho”.

A Folha foi essencial para a redemocratização do Brasil. Ultimamente infelizmente a Folha defende os ideais tucanos, o que arranha sua dita independência, mas continua sendo um jornal de qualidade e de leitura obrigatória, que abre ao contraditório e posições políticas diferentes, o que ainda não ocorre com o jornal paranaense Gazeta do Povo.

Agradeço por quase sempre divulgar minhas cartas do leitor e por ter divulgado o lançamento do meu livro, na coluna do Walter Ceneviva.

Parabéns Folha de S. Paulo!

Revés no Ministério da Cultura

Gestão da ministra Ana de Hollanda sinaliza para postura conservadora

17/02/2011 – www.brasildefato.com.br

Por Leandro Uchoas

Durante a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, em 2010, um dos setores sociais que mais se mobilizaram por sua candidatura foi aquele ligado à produção cultural. A política implementada pelos ministros da Cultura durante o mandato do ex-presidente Lula, Juca Ferreira e Gilberto Gil, era vista como um dos braços mais progressistas do governo. Considerando o forte enraizamento social dos produtores de cultura que apoiavam o governo, sua organização, nas ruas, em apoio a Dilma, e o significativo acesso dos militantes da Cultura Digital às mais variadas formas de comunicação, não há como negar o papel imprescindível desse setor na eleição da candidata do PT. Quando a campanha de José Serra (PSDB) adotou uma tática difamatória pela internet, por exemplo, foram essas pessoas que, por militância, saíram em defesa da petista.

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Nova enquete: Por que Beto Richa quer privatizar os serviços da CELEPAR – Companhia de Informática do Paraná?

Nova sede da CELEPAR