Gustavo Fruet, o paranaense do ano de 2012

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Vários paranaenses se destacaram em 2012, seja na política, cultura, mercado, etc. Mas a advogado, ex-deputado federal e prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), é o escolhido como o paranaense do ano de 2012. Fruet teve coragem de sair do PMDB e depois do PSDB quando verificou não ter mais espaço. Com uma campanha modesta e sem precisar ”vender a alma ao diabo”, conseguiu se eleger prefeito em uma coligação com poucos partidos (PDT-PT-PV), contra um candidato com campanha milionária, dezenas de partidos em sua coligação e apoio da máquina municipal e estadual, e contra outro candidato também com campanha milionária e com uma TV e pai famoso na sua campanha. Conseguiu vencer um grupo que estava há 24 anos no poder, prometendo mudanças, com responsabilidade, e mais transparência na prefeitura de Curitiba. Pela importância do cargo e da capital, Fruet é o paranaense do ano de 2014.

Mirian Gonçalves, a mulher paranaense do ano de 2012

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Várias paranaenses se destacaram em 2012. A senadora licenciada e ministra da Casa Civil, a “Dilma da Dilma”, Gleisi Hoffmann (PT), a vereadora de Curitiba que se destacou na Câmara Municipal de Curitiba nas investigações ao ex-presidente João Cláudio Derosso, Professora Josete (PT), a próxima presidenta da Fundação de Ação Social de Curitiba – FAS, Márcia Oleskowski Fruet, esposa de Gustavo que foi fundamental em sua campanha. Outras paranaenses também se destacaram em todo estado, na política, cultura, mercado, etc.

Mas a advogada e primeira vice-prefeita eleita de Curitiba de todos os tempos é a considerada paranaense do ano de 2012. Mirian, mesmo nunca participando de uma eleição para cargo público, venceu a eleição direta interna dentro do seu Partido dos Trabalhadores, vencendo a presidenta do PT Municipal, Roseli Isidoro, para ser a escolhida como vice de Gustavo Fruet (PDT). Depois foi a responsável por unir o PT, desde as alas da esquerda até o centro, em apoio ao Fruet no primeiro e segundo turno.

Por sua importância na eleição e por seu preparo na área do Trabalho, Mirian foi escolhida como a Secretária Municipal do Trabalho e Emprego.

Mirian é paulista mas escolheu o Paraná e Curitiba para estudar e trabalhar e, por isso, foi escolhida como a paranaense do ano de 2012.

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

About 55,000 tourists visit Liechtenstein every year. This blog was viewed about 1.300.000 times in 2012. If it were Liechtenstein, it would take about 24 years for that many people to see it. Your blog had more visits than a small country in Europe!

Clique aqui para ver o relatório completo

Vamos de bicicleta da Câmara até a Prefeitura de Curitiba na posse de Gustavo Fruet?

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Veja o trajeto, clique aqui.

16h – Posse na Câmara Municipal de Curitiba

17h – Percurso de bicicleta até a Prefeitura de Curitiba (use capacete)

18h – Transmissão do cargo na sede da Prefeitura de Curitiba

Não é desta vez que Luciano Ducci vai trabalhar. Conseguiu licença da secretaria de saúde, que negou para outra servidora por “falta de pessoal”

Luciano Ducci. Foto de Tarso Cabral Violin

Luciano Ducci. Foto de Tarso Cabral Violin

Hoje no Blog do Esmael Morais

Médico Luciano Ducci pede licença de dois anos da prefeitura

O médico pediatra Luciano Ducci, que deixará o cargo de prefeito de Curitiba na próxima terça-feira, dia 1º de janeiro, pediu licença sem vencimentos da Secretaria de Saúde pelo período de dois anos. É o que revela a portaria nº 2.661, da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, assinada no último dia 26 de dezembro pelo diretor Valério Krause. Até tudo bem, nada de mais.

O prefeito se afastará da função de médico para fazer política. Ele foi escalado pela direção nacional do PSB para organizar a agremiação nos estados do Sul (relembre aqui).

O diabo é que a nutricionista Anabelle Retondario não teve a mesma sorte do prefeito Ducci. O pedido para seu afastamento da mesma Secretaria da Saúde foi negada pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos sob a alegação de “falta funcionários” na área. Ela teve que pedir exoneração do cargo que tinha na prefeitura para fazer mestrado em Segurança Alimentar e Nutricional.

“Deduz-se que todas as Unidades de Saúde estão com suas vagas de médico preenchidas”, protesta Anebelle.

“Quando pedi reconsideração do meu processo expliquei tudo que seria feito no mestrado e na dissertação que desenvolverei, além de ter expressado minha vontade de continuar na prefeitura após o término do curso, tendo em vista que sempre gostei da minha função junto a esta secretaria (tenho inclusive uma ‘avaliação de competências’ da minha chefia, do mesmo mês que exonerei), desenvolvendo minhas atividades com muita competência e comprometimento”, relata em um e-mail a nutricionista.

Charge do Benett: juventude e a ditadura militar

Charge de Benett hoje na Gazeta do Povo

Charge de Benett hoje na Gazeta do Povo

Veja ainda as outras charges da série imperdível:

Charge: juventude e o golpe militar

Charge do dia: juventude hoje

 

Cassio Taniguchi não tem nada a dizer para Gustavo Fruet

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Cassio Taniguchi (DEMO) é ex-prefeito de Curitiba entre 1997 e 2004 (criou o não transparente ICI – Instituto Curitiba de Informática), ex-secretário de planejamento do governo de Jaime Lerner (ex-PFL), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão de José Roberto Arruda (ex-DEMO, governador do DF com suspeita de envolvimento em grande esquema de corrupção, conhecido como mensalão do DEM, quando foi preso, sendo o primeiro governador do Brasil a ser encarcerado durante o mandato e perdeu seu mandato), atual secretário de planejamento do governo Beto Richa (PSDB) e atual presidente do Conselho de Administração da Celepar – Companhia de Informática do Paraná. Ele já foi considerado culpado por crime de responsabilidade pelo STF.

De todos os ex-prefeitos de Curitiba contactados pela Gazeta do Povo, foi o único a não querer colaborar com a reportagem com qualquer declaração ou conselho ao prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT).

Saul Raiz (prefeito biônico escolhido pela ditadura militar entre 1975 e 1979) pediu mais planejamento e criticou o IPPUC (que foi administrado nos últimos anos por Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi).

Jaime Lerner (escolhido duas vezes como prefeito biônico pela ditadura militar em 1971-74, 1979-1983 e eleito na campanha dos 12 dias contra Mauricio Fruet em 1989-1993) aconselhou Fruet a deixar de pensar a cidade apenas para o automóvel, aumentar a autoestima do curitibano entre outros conselhos.

O senador Roberto Requião (1986-1989) não quis dar conselho, mas espera que Fruet cumpra a promessa de campanha de aumentar em 30% o orçamento da educação.

Rafael Greca (1993 a 1996) foi incisivo contra as privatizações/terceirizações das gestões de Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi e criticou o ICI:

“A terceirização excessiva é a moléstia que torna fracos os governos, consumindo sua capacidade de investir no que é novo. Deus o ajude nesse trabalho, senão será um prefeito pobre. Será feliz se não deixar o Instituto Curitiba de Informática mandar nele.”

Beto Richa (2005-2010) não quis dar conselho, apenas elogiou Gustavo, no sentido e que ele “tem todas as condições, está preparado, é competente para cumprir um bom mandato na capital”. Por que ele não apoiou Fruet então?

Como diz a Legião Urbana: “Fala demais por não ter nada a dizer.” Veja a letra completa de “Índios” e o vídeo no Youtube: Continuar lendo

Junior Cigano perdeu para Cain Velásquez

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Acabou de ocorrer no UFC 155, em Las Vegas, a luta principal pela disputa do cinturão dos pesados do MMA, na MGM Arena. O brasileiro Junior Cigano foi derrotado por pontos e perdeu o título de campeão, para o estadunidense com descendência mexicana, Cain Velásquez. Cigano apanhou a luta inteira, nos cinco rounds, e estava irreconhecível.

 

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Dez anos de avanços – Dilma Rousseff

Brazil's President Dilma Rousseff blows a kiss to the public while giving a speech in front of Planalto Palace in Brasilia

Hoje na Folha de S. Paulo

O desafio para os próximos anos é, simultaneamente, acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade da economia do nosso país

Os dez anos de governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores marcam a incorporação de uma nova agenda para o Brasil.

O combate à desigualdade social passou a ser uma política de Estado, e não mais uma ação emergencial. Os governos do presidente Lula e o meu priorizaram a educação, a saúde e a habitação para todos, a retomada dos investimentos públicos em infraestrutura e a competitividade da economia.

Na última década, raros são os países que, como o Brasil, podem se orgulhar de oferecer um futuro melhor para os seus jovens. A crise financeira, iniciada em 2007, devastou milhões de empregos e esperanças no mundo desenvolvido.

No Brasil, ocorreu o contrário. Cerca de 40 milhões de pessoas foram incorporadas à chamada nova classe média, no maior movimento de ascensão social da história do país. A miséria extrema passou a ser combatida com uma ação sistemática de apoio às famílias mais pobres e com filhos jovens.

Através do programa Brasil Carinhoso, somente em 2012 retiramos da pobreza extrema 16,4 milhões de brasileiros. Entre 2003 e 2012, a renda média do brasileiro cresceu de forma constante e a desigualdade caiu ano a ano. Nesta década, foram criados, sem perda de direitos trabalhistas, 19,4 milhões de novos empregos, sendo 4 milhões apenas nos últimos dois anos.

Reconhecer os avanços dos últimos dez anos significa também reconhecer que eles foram construídos sobre uma base sólida. Desde o fim do regime de exceção, cada presidente enfrentou os desafios do seu tempo. Eles consolidaram o Estado democrático de Direito, o funcionamento independente das instituições e a estabilidade econômica.

Acredito que os futuros governos tratarão como conquistas de toda a população nossos programas de educação -como o Pronatec, de formação técnica, o ProUni e o Ciência Sem Fronteiras- e de eficiência do Estado -como os mecanismos de monitoramento de projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a transparência na prestação de contas da Lei de Acesso à Informação.

O Brasil que emerge dos últimos dez anos é um país mais inclusivo e sólido economicamente. O objetivo do meu governo é aprofundar estas conquistas.

O desafio que se impõe para os próximos anos é, simultaneamente, acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade da nossa economia. O meu governo tem enfrentado estas duas questões. Temos um compromisso inadiável com a redução da desigualdade social, nossa mancha histórica.

Ao longo de 2012, lançamos planos de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que abrem as condições para um novo ciclo virtuoso de investimento produtivo. Reduzimos a carga tributária, ampliamos as desonerações na folha de pagamento e, em 2013, iremos baratear a tarifa de energia.

São medidas fundamentais para aumentar a competitividade das empresas brasileiras e gerar as condições de um crescimento sustentável.

Iremos aproveitar a exploração do pré-sal para concentrar recursos na educação, que gera oportunidades para os cidadãos e melhora a qualificação da nossa força de trabalho.

É a educação a base que irá nos transformar em um país socialmente menos injusto e economicamente mais desenvolvido. Um Brasil socialmente menos desigual, economicamente mais competitivo e mais educado. Um país que possa continuar se orgulhando de oferecer às novas gerações oportunidades de vida cada vez melhores. Um país melhor para todos.

Tenho certeza que estamos no rumo certo.

DILMA ROUSSEFF, 65, economista, é presidente da República desde janeiro de 2011

Veja o vídeo com o jogo completo da vitória do Corinthians sobre o Chelsea (1 X 0) em Yokohama no Japão pelo Mundial de Clubes de FIFA 2012

Evo Morales nacionaliza empresa espanhola na Bolívia

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, exerceu seu direito soberano e decretou neste sábado a desapropriação das ações da companhia espanhola Iberdrola em duas distribuidoras de energia elétrica no país e em uma empresa de serviços e uma gestora de investimentos.

Evo prometeu uma justa remuneração e tratamento respeitoso com a empresa espanhola e justificou a nacionalização para uma distribuição igualitária dos serviços públicos. Para se ter uma percepção, na área rural de La Paz os cidadãos pagam mais do que o dobro do que se paga na área urbana da capital.

A estatal Empresa Nacional de Eletricidade – ALI é que fará a análise da indenização. O governo prometeu estabilidade aos trabalhadores das empresas desapropriadas. Evo já havia expropriado em 2010 as ações de quatro empresas geradoras de eletricidade. Os conservadores neoliberais de direita do país se manifestaram contrários à medida de Evo.

No Brasil, no Estado do Paraná, o ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) tentou privatizar a Copel, mas após grandes manifestações sociais contrárias, inclusive com ações populares no Poder Judiciário, desistiu do absurdo. No Rio de Janeiro a Light foi privatizada e até hoje há explosões de bueiros e apagões pela ineficiência da iniciativa privada no setor.

Requião, Beto Richa e a TV Pública

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O ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) quase acabou com a TV Educativa, com desmantelamento e terceirizações. O então governador Roberto Requião (PMDB) cumpriu com a Constituição da República e reestruturou a TV com uma programação própria e de qualidade. Toda terça-feira de manhã ocorria a Escola de Governo, chamada de Escolhinha, na qual a cada dia um secretário ou presidente de entidade da Administração Pública indireta prestava contas de suas atuações para o governador e para o povo paranaense, e era televisionada pela TV Educativa para toda a América. No evento semanal também havia a apresentação de palestras de intelectuais e políticos de renome brasileiro.

Requião aproveitava o espaço para fazer suas críticas contra Lerner e seu grupo político, que quase privatizou o Paraná e desestruturou o Poder Público paranaense com a implementação do neoliberalismo-gerencial. Requião cortou os gastos de publicidade governamental com dinheiro público, dinheiro que acabava indo para a TV RPC/Globo, Gazeta do Povo e velha mídia do estado. Com isso Requião não tinha espaço na velha mídia para divulgar as suas políticas públicas.

Até hoje Requião responde ações propostas pelo Ministério Pública contra a importante atuação política que fazia na TV Educativa, para a discussão de políticas públicas e ideologias.

O atual governador Beto Richa (PSDB) faz diferente. Acabou com as reuniões televisionadas das terças-feiras, que aumentavam a transparência e controle social do governo e despejou milhões de reais aos canais de TV privados e jornais. Assim, concede entrevistas na RPC/Globo e demais canais de TV privados nas quais não há qualquer questionamento dos entrevistadores. São entrevistas travestidas de propaganda paga com dinheiro público.

O pior é que Beto Richa faz isso também com a e-Paraná (antiga TV Educativa), como por exemplo em uma entrevista que acabei de ver na TV Pública onde a entrevistadora não faz perguntas, mas apenas levanta assuntos com perguntas pré-ajustadas para que o governador pareça ser preparado e para que o governo pareça que existe. Tudo simulação. Ao invés de discutir questões de interesse público na TV Pública, Beto Richa vendeu espaço na TV Pública para a Assembleia de Deus.

Mas esse tipo de atuação não é questionada pelo Ministério Público e muito menos pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Por favor 2014, chega logo!

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Requião elogia Salamuni para a presidência da Câmara Municipal de Curitiba

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O senador Roberto Requião (PMDB) elogiou o vereador Paulo Salamuni (PV), que é candidato à presidência da Câmara Municipal de Curitiba. Em resposta ao Blog do Tarso no Twitter, Requião disse que Salamuni é um “bom candidato” à presidência. Salamuni também tem o apoio do prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT) e da bancada de vereadores do PT, PV e PDT.

Espera-se que a vereadora Noêmia Rocha, única vereadora eleita do PMDB em Curitiba e que sempre foi oposição ao atual prefeito Luciano Ducci (PSB), derrotado na eleição ainda no primeiro turno, também vote em Salamuni.

Conforme primeiro noticiou o Blog do Tarso, a eleição para a presidência da Câmara será com voto aberto, no dia 02 de janeiro de 2013. Um famoso blog de Curitiba repetiu essa informação sem citar a fonte.

Boa sorte Salamuni!

Charge: capitalismo e individualismo

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Beto Richa começa a privatizar estabelecimentos prisionais com apoio da OAB/PR e MP

O governador Beto Richa e a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes

O governador Beto Richa e a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes

A Gazeta do Povo de hoje denunciou que o governador Beto Richa (PSDB) já começou a privatizar estabelecimentos prisionais do Paraná. E o pior: com apoio da OAB/PR e do Ministério Público estadual!

Após aprovar lei estadual, Beto Richa está implementando a privatização via as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs, que estão sendo implantadas nos municípios de Barracão, Loanda, Londrina, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Lapa.

Em Barracão, no mês de setembro Beto Richa privatizou um estabelecimento para uma ONG com repasse de R$ 766,5 mil.

O mais engraçado é que a Ordem dos Advogados do Brasil, no Exame de Ordem, entende que a privatização dos presídios é ilegal (clique aqui). Mas a OAB/PR apoia a privatização de Beto. Vai entender…

Será que a OAB/PR e MP estudaram o caso, ou o que vem de Beto Richa é uma ordem?

Sobre o tema ver:

A privatização dos presídios paranaenses

Beto Richa sanciona a Lei que privatiza presídios em evento no TJ/PR. OAB/PR e MP, presentes no evento, são a favor?

Privatização dos presídios de Beto Richa é inconstitucional

Privatização dos presídios de Beto Richa contraria Resolução e o Plano Nacional do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

Charge: juventude e o golpe militar

Charge de hoje do Benett na Gazeta do Povo

Charge de hoje do Benett na Gazeta do Povo

Charge do dia: juventude hoje

Cherge do Benett na Gazeta do Povo de sexta-feira dia 28.12.12

Cherge do Benett na Gazeta do Povo de sexta-feira dia 28.12.12

RDC é estendido ao PAC, educação e saúde

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A Lei 12.462/2011 criou o Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC, uma espécie de nova modalidade de licitação aplicável às licitações e contratos administrativos necessários à realização da Copa das Confederações da Federação Internacional de Futebol Associação – Fifa 2013, da Copa do Mundo Fifa 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

A Lei 12.688/2012 também permitiu a utilização do RDC para as ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

A Lei 12.722/2012 ampliou a utilização do RDC às licitações e contratos necessários à realização de obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino.

Agora a Lei 12.745, de 19 de dezembro de 2012, estendeu o RDC às obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.

Pergunta do dia: apagão e explosão de bueiros no Rio, com a Light privatizada. Iniciativa privada não é mais eficiente?

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“Modelo de parceria público-privada precisa ser revisto”

No Conjur, por Alessandro Cristo e Livia Scocuglia

Mario Engler Pinto - 20/12/2012 [Spacca]

Mario Engler Pinto Júnior é o que se pode chamar de ponto fora da curva na advocacia pública. Desde o início de sua carreira na Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, se destacou muito mais pela atuação como executivo do que por rotinas litigiosas. Vindo da advocacia privada e com expertise nas relações entre poder público e empresas, foi fundamental no desenho das privatizações no estado e escreveu a primeira lei de parcerias público-privadas do país. Foi dele o modelo de concessão da Linha 4 do Metrô paulista, a mais moderna do sistema. Como representante do governo, fez parte do conselho de administração de empresas estratégicas para a administração, como Metrô e Sabesp — da qual foi o responsável pelo IPO (primeira oferta de ações) na bolsa de Nova York.

Também foi dele a tarefa de falar em nome do governo na Vasp, o que não evitou que a administração da empresa aérea, controlada pelo empresário Wagner Canhedo, levasse a companhia à bancarrota. A falência custou caro ao procurador. Para saldar dívidas trabalhistas, a Justiça bloqueou R$ 120 mil de sua conta bancária — pessoal — só pelo fato de ele ter participado da cúpula da companhia — mesmo que apenas como representante do governo, acionista minoritário.

Hoje, mais dedicado à vida acadêmica, o ex-procurador-geral adjunto assiste à certa distância as mudanças no cenário. A decisão do governo federal em impor redução de tarifa de energia elétrica por meio de sua participação como controlador da Eletrobras e de trocar o comando da Vale por pressão dos fundos de pensão são práticas vistas com reservas. Segundo ele, é função do controlador da empresa tomar as decisões. Mas elas correm o risco de ser levadas à Justiça, caso os minoritários resolvam não engolir os prejuízos. No caso da Eletrobras, as ações da companhia desvalorizaram 50% desde a divulgação dos planos do governo.

A distância só não é tão grande porque o professor continua requisitado no setor público. O novo modelo de concessão de aeroportos trazido a público pela Infraero teve a sua participação. Ele deu um curso aos advogados da companhia sobre o assunto.

Segundo Mario Engler, apesar das críticas, hoje não é mais possível pensar em uma obra feita em parceria sem o aporte de dinheiro público durante sua execução. Foi justamente o que aconteceu na construção da Linha 4 do Metrô. “A Lei de PPP, que é de 2004, veio em um momento em que o setor privado tinha muito mais facilidade de se financiar do que o setor público. Depois da crise financeira de 2007, a coisa se inverteu. O setor público foi quem veio socorrer o setor privado”, explica. “Quem tem mais oferta de crédito é o setor público e não o privado. O modelo de PPP teve que ser reformatado.”

Atualmente, sua menina dos olhos é o recém-aprovado mestrado profissional que a Direito GV, onde é professor e coordenador, ministrará a partir do ano que vem. A proposta, primeira do país na área do Direito, une as vantagens práticas de um LLM ao título de mestrado no país. O curso já é procurado por sócios sêniores de grandes escritórios e é voltado para o Direito Tributário e de Infraestrutura.

Leia a entrevista: Continuar lendo