O encontro de Lampião com Eike Batista (El Efecto)

Muito boa a música “O encontro de Lampião com Eike Batista”, da Banda El Efecto, sobre a tentativa de Eike comprar Lampião. Parece um Rock-Baião. Uma crítica ao capitalismo, às privatizações, à elite que parece cordial e transparente mas é bem diferente. Algumas partes da letra:

“Duas coisas bem distintas, uma é o preço outra é o valor”

“Calangada arreda o pé que agora isso é de Eike Batista”

“Sou homem civilizado não gosto de violência, trago papel assinado, prezo pela transparência”

“A terra é de fato minha, o governo fez leilão. Eu que dei o maior lance, ganhei a licitação. Não sou nenhum trapaceiro, o que é meu é de direito”

“Hay que, eike resitir!”

Tarso Genro desprivatiza estradas no RS

1094.1014.g.pedagio7258es090212

O governo do Rio Grande do Sul de Tarso Genro (PT) não está renovando os contratos de concessão das estradas assinados por governadores neoliberais no passado. Com isso, os pedágios comunitários de Portão, Campo Bom e Coxilha serão transferidos para a recém criada Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) a partir de amanhã (15). Todos os demais contratos que vencerem, eles não serão renovados e a concessão também será repassada à EGR.

Parabéns ao governador Tarso Genro. A partir de agora o lucro com os pedágios serão de todos os gaúchos, e não apenas das grandes empresas concessionárias.

Enquanto isso, aqui no paraná o governador Beto Richa (PSDB) estuda a extensão dos atuais contratos com as concessionárias, que cobram tarifas de pedágios altíssimas.

PT, PMN e PPS são os únicos partidos que foram contra superaposentadoria

S5030544

O desembargador José Aniceto do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) negou conceder liminar requerida pelos deputados estaduais Nelson Garcia (PSDB) e Duílio Genari (PP) em mandado de segurança para que a Assembleia Legislativa do Paraná fosse obrigada a conceder superaposentadorias complementares aos parlamentares (R$ 17 mil).

Apenas o PT, do PMN e do PPS têm deputados estaduais que não assinaram o abaixo-assinado favorável às superaposentadorias.

Veja a lista de deputados estaduais que pediram para a Assembleia manter a superaposentadoria especial, que vão para a Lista Proibida do Blog do Tarso:

Adelino Ribeiro (PSL)

Ademar Traiano (PSDB)

Ademir Bier (PMDB)

Anibelli Neto (PMDB)

Artagão Júnior (PMDB)

Caíto Quintana (PMDB)

Cleiton Kielse (PEN)

Duílio Genari (PP)

Élio Rusch (DEM)

Evandro Júnior (PSDB)

Fábio Camargo (PTB)

Fernando Scanavacca (PDT)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Gilson de Souza (PSC)

Hermas Brandão Júnior (PSB)

Jonas Guimarães (PMDB)

Luiz Accorsi (PSDB)

Luiz Cláudio Romanelli (PMDB)

Mara Lima (PSDB)

Mauro Moraes (PSDB)

Nelson Garcia (PSDB)

Ney Leprevost (PSD). Depois se arrependeu e pediu para retirar sua assinatura do pedido

Pastor Edson Praczyck (PRB)

Roberto Acioli (PV)

Rose Litro (PSDB)

Stephanes Júnior (PMDB)

Cade investiga cartel em licitações para serviços de TI

Fraude-nas-licitações

Do Istoé Dinheiro

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai investigar um suposto cartel em licitações públicas de órgãos e empresas sediados no Distrito Federal para a contratação de serviços terceirizados de Tecnologia da Informação (TI). Segundo nota divulgada pelo órgão, a Superintendência instaurou processo administrativo para apurar indícios de que sete empresas e dez executivos do setor teriam trocado informações para fixar preços e ter vantagens nessas licitações, dividindo o mercado de TI no DF.De acordo com o Cade, documentos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contêm indícios de que os acusados mantinham “intensa comunicação entre si” após a publicação dos editais. Além de verificarem se a licitação já “estava encaminhada” para alguma das empresas participantes do suposto cartel, as mensagens eletrônicas também abordavam informações comerciais consideradas sensíveis, como preço, cliente e as condições de participação nos processos licitatórios.Segundo a Superintendência, a atuação do suposto cartel teria prejudicado órgãos e empresas públicas federais e distritais. Os acusados serão notificados e terão até 30 dias para apresentarem suas defesas.

Hoje faleceu Ronald Dworkin

Ronald Dworkin em 2011. Foto de Graham Turner

Ronald Dworkin em 2011. Foto de Graham Turner

Na madrugada de hoje, aos 81 anos, morreu em Londres por leucemia, Ronald Dworkin.

Dworkin era estadunidense, e se destacou como filósofo do direito e constitucionalista, professor da New York University e University College London.

Estudei muito Dworkin no mestrado na UFPR, sobre hermenêutica e interpretação dos princípios constitucionais.

Uma grande perda para o Direito!

Iniciativa privada não pode ser exemplo para a Administração Pública

operarios-tarsila

É um erro crasso a esquerda, ou a centro-esquerda, apoiar que exemplos da iniciativa privada sejam utilizados na Administração Pública. É chamado de neoliberalismo-gerencial a tentativa de implementação da Administração Pública gerencial no âmbito da Administração federal. O ápice do gerencialismo-neoliberal ocorreu durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002), com:

a) Privatizações em sentido estrito (venda das empresas estatais);

b) Privatizações em sentido amplo (concessões de serviços públicos, repasse da gestão de aparelhos estatais sociais para as organizações sociais – OS);

c) Criação de agências reguladoras independentes, com mandato fixo dos seus dirigentes que ultrapassam o mandato do presidente da República;

d) Meritocracia no âmbito dos servidores públicos, criando competição entre eles;

e) simplificação de procedimentos que ao invés de aprimorar a burocracia, acabam gerando mais corrupção, mais nepotismo, mais clientelismo. Ou seja, um retorno ao patrimonialismo.

Por que a iniciativa privada não pode ser exemplo para a Administração Pública? Simples.

Na iniciativa privada existe tanta corrupção quanto na Administração Pública. Além disso, quem corrompe a Administração Pública é a iniciativa privada, que é o corruptor. É o neoliberalismo-gerencial que quer que acreditemos que a iniciativa privada é menos corrupta.

A iniciativa privada não é mais eficiente do que a Administração Pública. Milhares de empresas privadas fecham suas portas todos os anos por má gestão. Hospitais privados com dívidas por não conseguirem sobreviver sem fartos recursos públicos. Bancos privados que necessitam de dinheiro público para não falirem. O Tribunal de Contas de São Paulo entendeu que a privatização da saúde no estado por meio das OS fez com que o atendimento fosse menos eficiente e mais caro. Os exemplos são vários.

As agências independentes com mandato fixo levam os técnicos se sobreporem aos políticos, o que subverte totalmente os ensinamentos de Max Weber. Além de ser totalmente antidemocrtático um presidente eleito não poder escolher os dirigentes das agências após vencer uma eleição.

A meritocracia também é um erro. A competição dentro da iniciativa privada leva a trabalhadores cada vez mais explorados, mais estressados, com mais doenças físicas e psicológicas e menos felicidade. Ou alguém acha que os trabalhadores de hoje, em empresas cada vez mais competitivas, são mais felizes? Ler sobre o tema o livro sobre os princípios dos servidores públicos da Ministra do STF, Cármen Lúcia Antunes Rocha. Altas taxas de suicídio, depressão, câncer, matanças realizadas por ensandecidos. Vivemos num mundo cada vez melhor? Não sou contra uma Administração Pública eficaz. Mas para isso não é necessária a implementação da neurose da iniciativa privada. É necessário o fortalecimento dos instrumentos de controle sobre a Administração Pública, principalmente o controle social. Somente com uma democracia participativa, direta, com a população controlando o poder público, poderemos implementar uma Administração Pública mais profissional e eficaz.

E o “jeitinho” do gerencialismo-neoliberal, com o intuito de fuga dos concursos públicos e das licitação, também deve ser combatido. Os processos devem ser aprimorados, e não extintos. O controle apenas finalístico, apenas de resultados, é totalmente equivocado. Não ocorre de forma eficaz e, ao invés de aprimorar a burocracia weberiana, leva o Poder Pública para o patrimonialismo.

E quando a iniciativa privada é mais eficiente do que a Administração Pública, como regra isso é devido a muita sonegação de impostos, criação de caixa 2, exploração ao máximo do trabalhador e devastação do meio ambiente.

O capitalismo vem se deteriorando a cada dia, com a concentração de recursos em empresas gigantescas, mais fortes do que a democracia das nações, com o poder do capital se sobrepondo ao direito do trabalho e ao direito ambiental. Sindicatos cada vez mais enfraquecidos. Estados cada vez mais fracos. A saída a pequeno e médio prazo é o fortalecimento das micro e pequenas empresas, o cooperativismo (real e não fictício) com trabalhadores donos de entidades que poderiam fazer frente ao grande capital e um Estado de Bem-Estar Social radicalmente democrático.

A longo prazo são várias as saídas. Mas daí são poucas as respostas.

Tarso Cabral Violin – Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, é professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado pela UFPR, com dissertação crítica a Administração Pública gerencial-neoliberal e autor de livros e artigos sobre Direito Público

A favor do financiamento público de campanhas

484730_157183084430605_832451891_n-1

Do Blog do Zé Dirceu

O financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais talvez seja dos aspectos da reforma política o que mais gera controvérsias. Por isso, é também o que precisa ser alvo de maior esclarecimento, a fim de que seus reais objetivos cheguem ao conhecimento de toda a sociedade.

Ao contrário do que a grande imprensa recorrentemente diz em seus editoriais, a defesa da adoção do financiamento público de campanha não é feita como a proposição de uma solução mágica para todos os males da corrupção. A complexidade deste debate por si só desmantela essa possibilidade e exige que a questão seja refletida e analisada sob seus múltiplos aspectos. Continuar lendo

Neoliberalismo, capitalismo e os ciclos de Kondratiev

t_11_12_2008

Por Diogo Costa, no Luis Nassif

NEOLIBERALISMO, CAPITALISMO E OS CICLOS DE KONDRATIEV – A queda do Muro de Wall Street, conhecido também como o Crash de 15 de setembro de 2008, logo suscitou análises apressadas profetizando o fim do capitalismo. Lamento, mas o neoliberalismo é apenas uma vertente do capitalismo, uma de suas faces. O capitalismo não irá perecer por conta da ruína neoliberal. Muito antes pelo contrário. Poderá seguir seu curso com mais força ainda após a purga do sistema. Continuar lendo

Ensino e Tecnologia

Vídeos retirados do Blog do Romero Tori

Ministério Público quer suspender privatização que Aécio Neves realizou via PPP

129_751-fhc-aecio-ailtondefreitas

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais vai entrar com uma ação civil pública na Justiça, solicitando a suspensão da cobrança de pedágios na rodovia MG-050, pois a estrada se encontra em péssimo estado de conservação. A concessionária Nascentes das Gerais recebe por um serviço que não oferece, segundo o MP: são seis pedágios, no valor de R$ 4,10 cada.

Foi no governo de Aécio Neves (PSDB), em 2007, que a MG-050 foi privatizada, a primeira rodovia estadual feita nos moldes de uma parceria público-privada – PPP. O contrato termina apenas em 2032. Informações do Hoje em Dia.

A democracia ante o abismo – Boaventura de Sousa Santos

BSS_2007

Na Folha de S. Paulo de 30.01.13

Se o Estado do Bem-Estar Social se desmantelar, Portugal ficará politicamente democrático, mas socialmente fascista

No contexto de crise em Portugal, o combate contra o fascismo social de que se fala neste texto exige um novo entendimento entre as forças democráticas. A situação não é a mesma que justificou as frentes antifascistas na Europa dos anos 1930, que permitiram alianças no seio de um vasto espectro político, incluindo comunistas e democratas cristãos, mas tem com esta algumas semelhanças perturbadoras. Continuar lendo

Escolher a equipe de governo é uma arte

equilibrio

Equilíbrio. Essa é a palavra chave para se escolher uma equipe de governo. Aprendi isso nos meus oito anos no governo e nos mais de dez anos de consultoria jurídica que presto à Administração Pública.

Uma equipe apenas com políticos sem qualquer domínio técnico? Catástrofe. É essencial que ministros, secretários e dirigentes de autarquias e empresas estatais tenham domínio da área que vão administrar. É claro que em determinados órgãos e entidades estatais, basta ao dirigente máximo saber montar uma boa equipe técnica e saber gerir sua equipe. Por isso em alguns casos um dirigente que não domina a área mas sabe gerir pessoas faz uma boa gestão.

Membros do governo apenas do corpo de servidores estatutários? Também pode ser muito ruim. Muitos vão ser corporativistas e farão uma gestão com os olhos voltados primeiro para os interesses dos próprios agentes públicos.

Agentes políticos apenas compostos por professores teóricos, sem qualquer experiência de Administração Pública? Também pode ser um desastre, pois experiência prática também é decisiva para um bom exercício de administração pública. Alguns professores são ótimos teóricos, mas péssimos administradores.

Ministros, secretários e dirigentes apenas com experiência na gestão privada? Pode ser um erro ainda maior do governante. Não é possível comparar a administração privada da administração pública. Nas empresas e entidades privadas o gestor pode fazer tudo o que não for proibido (princípio da legalidade aplicável no direito privado). Na Administração Pública o gestor pode fazer apenas aquilo que estiver previsto em lei ou no ordenamento jurídico. Ou seja, as licitações, concursos públicos, respeito ao orçamento e legislação fiscal, princípio da publicidade, entre outros, devem ser geridos por alguém que entenda que o interesse público se sobrepõe ao interesse privado. Administrar uma empresa privada cujo lema é o “cada um por si” não é a mesma coisa do que administrar interesses públicos.

Um presidente (ou presidenta), um(a) governador(a), um(a) prefeito(a) deve buscar para compor seu ministério, secretariado e alta cúpula da entidades da Administração indireta, pessoas que tenham experiência política, com conhecimento teórico e prático, com conhecimento de gestão pública. Na falta de alguém que tenha todas essas características, que seu corpo de agentes políticos seja equilibrado entre políticos e técnicos, para que não ocorram governos equivocados como alguns que conhecemos, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, é professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado pela UFPR e autor de livros e artigos sobre Direito Público

Os estagiários do ICI recebem mais de R$ 9 mil por mês?

Charge sobre a falta de transparência do ICI – Instituto Curitiba de Informática, do cartunista Lucas Fier, especialmente elaborada para o Blog do Tarso

Entrevista com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), publicada no último domingo na Gazeta do Povo:

E a mudança na gestão do ICI?

O ICI é um instrumento muito importante para a gestão da cidade, mas é preciso redefinir os valores, os contratos e como se dá essa relação com a prefeitura. A cidade paga, por exemplo, R$ 148 mil todos os meses por um serviço de alta complexidade para o atendimento presencial do contribuinte do ISS, que é executado por 16 estagiários. É mais de R$ 9 mil por estagiário, quando, na verdade, os gastos devem ser de R$ 1,5 mil para cada um deles. Empresas que são fornecedoras da prefeitura por meio do ICI não recebem há 10 meses e ameaçam paralisar os serviços. É correto continuarmos num sistema como esse?

Eu voltei…

Sim, passou o carnaval e o Blog do Tarso voltou. Depois de alguns dias de inatividade, para fins de preparação de aulas e palestras que vou proferir em 2013, voltei. Voltei para discutir um pouco de Política, Direito e Administração Pública. Ácido, mas sem perder a ternura jamais.

Voltei para continuar exercendo a função de controle da Administração Pública.

Voltei para continuar criticando as privatizações, o neoliberalismo e o gerencialismo.

Voltei para defender uma Administração Pública profissionalizada, que realize concursos públicos e licitações nos termos constitucionais e legais.

Voltei para criticar a privatização dos serviços públicos sociais via as inconstitucionais organizações sociais – OS.

Voltei para exercer o papel de Ombudsman informal da velha mídia.

Mas continuarei advogando, lecionando, palestrando, estudando, torcendo, correndo, brincando, educando e amando.

Obrigado a todos que enviaram e-mails, mensagens e comentários solicitando que a minha inatividade no Blog do Tarso fosse a mais breve possível. E obrigado a todos que acessaram o Blog mesmo nesse pequeno período de hibernação (a audiência foi grande).

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, advogado, mestre em Direito do Estado pela UFPR e professor de Direito Administrativo, com ênfase nas licitações e contratos administrativos, convênios e parcerias com o Terceiro Setor

Leitinho das crianças. Até breve!

LEITINHO

Ler…

Estudar…

Preparar muitas aulas e palestras sobre Direito Administrativo, licitações e contratos administrativos, convênios, Direito do Terceiro Setor, Direito Constitucional…

Advogar…

Me preparar para o doutorado na UFPR… (quem sabe tento em 2013 ou 2014)

Escrever mais um livro…

Correr atrás do “leitinho das crianças”…

Vou ficar um tempo sem escrever no Blog do Tarso, mas prometo voltar algum dia.

Quem sabe depois do carnaval, quem sabe após a multa de R$ 106 mil ser revista ou anistiada, quem sabe nas férias de julho, quem sabe nas eleições de 2014… mas volto! Até breve.

Privatizar? Chama o Stephanes

PT busca detalhes sobre a privatização do Banestado, em 2000, comandada por Reinold Stephanes, novo chefe da Casa Civil de Beto Richa.

PT busca detalhes sobre a privatização do Banestado, em 2000, comandada por Reinold Stephanes, novo chefe da Casa Civil de Beto Richa.

Do Blog do Esmael Morais

O tucano Beto Richa convocou o deputado federal e ex-ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, do PSD, para ser o “gerentão” do governo do Paraná.

Dono de uma vida pública “flex”, como observou o jornalista André Gonçalves, da Gazeta do Povo, Stephanes já serviu à ditadura, aos governos Lerner, Requião e Lula.

Pois bem, petistas cinco estrelas estão a campo levantando a passagem do novo “atacante” de Richa pelo antigo Banestado. Eles têm interesse específico na privatização do banco, pois sabem que Stephanes foi quem apagou as luzes da instituição no ano de 2000.

Os petistas desconfiam que a convocação de Stephanes, pelo governador tucano, tem objetivo de preparar a prorrogação das concessões do pedágio nas rodovias paranaenses. Paranoia? Talvez.

Entre os correligionários da ministra Gleisi Hoffmann, adversária de Richa em 2014, a conversa é essa: “Quer privatizar? Chama o Stephanes”.

Juntos chegaremos lá!

 AFIF

Quem não lembra do jingle de Guilherme Afif Domingos, candidato pelo PL à presidência em 1989? Era o candidato pelo Partido Liberal, que pregava contra o Estado do Bem-Estar Social, contra a Constituição Social e Democrática de 1988, que infelizmente foi muito bem votado em Curitiba, junto com Fernando Collor de Mello.

Antes disso ele foi do PDS, o partido da ARENA, o partido da ditadura militar. Depois foi para o PL, e depois foi para o PFL. Depois foi para o PSD, o partido criado por Gilberto Kassab para fugir da fidelidade partidária. Em 2010 votou e apoio José Serra, e foi eleito vice-governador de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Essa gente não consegue ficar fora do Poder. Agora o PSD, sedendo por cargos, apoia o governo social da presidenta Dilma Rousseff (PT) e vai ganhar um ministério. E quem será o provável ministro? Ele mesmo, o vice- do Alckmin, o “juntos chegaremos lá”, o Afif.

Será o ministro da Pequena e Média Empresa, especialmente criado para ele.

Financiamento público de campanha e voto em lista fechada diminuiriam o poder desse tipo de gente, que se mantém no poder com muito dinheiro e jogando na lata de lixo os partidos políticos.

Presidenta Dilma: sei que numa democracia e para manter a governabilidade, as vezes temos que fazer coisas que não gostaríamos e ceder. Mas acredito que o Afif ainda pode ser barrado de seu ministério. Que a força esteja com a senhora e que os integrantes do lado sombrio da força fiquem longe de seu governo!

“Dois patinhos na lagoa, vote Afif vinte e dois!”. Quem é o pato nessa história?

Curitiba recebe, de 12 a 14 de abril, o 2º Encontro de Blogs, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná

Captura de Tela 2013-02-03 às 22.33.49

Liberdade de expressão, jornalismo na web, democracia digital, marco civil da internet e democratização da comunicação. Estes e outros temas estarão em debate no II Encontro de Blogs, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná, também conhecido como #2ParanaBlogs, de 12 a 14 de abril em Curitiba.

O evento, na nova sede do SISMUC, vai reunir blogueiros, ativistas digitais, jornalistas, comunicadores populares, estudantes e internautas do Paraná e outros estados.

Para os debates, já estão confirmados nomes de expressão nacional e regional, como o do teólogo Leonardo Boff, do comunicador Vito Gianotti e da blogueira Conceição Oliveira, do Blog da Maria Frô. Nos próximos dias a organização do evento pretende divulgar novas confirmações de convidados.

Entre os paranaenses, estarão nas mesas de debate os jornalistas Esmael Morais, do Blog do Esmael, Joice Hasselmann, do Blog da Joice, Ronildo Pimentel, do Boca Maldita, o deputado federal João Arruda, presidente da Comissão do Marco Civil da internet, o advogado Tarso Cabral Violin, do Blog do Tarso, o senador Roberto Requião, entre outros.

As mesas de debate, temas e convidados ainda podem ser sugeridos através do blog oficial do evento (blogoosfero.com/paranablogs).

Além dos temas relacionados, o #2ParanáBlogs pretende discutir uma série de temas que interessam a todos os internautas, como as novas legislações de internet, que alteram a forma como os cidadãos tem acesso à rede.

#ParanaBlogs – A primeira edição do Encontro de Blogs, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná aconteceu no ano de 2011, em Curitiba. Na oportunidade, mais de 60 internautas compareceram. Eles tiveram oportunidade de manterem contato, durante o evento, com ativistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O #ParanáBlogs é a etapa preparatória estadual para o Encontro Nacional de Blogueiros, que em 2014 chegará à sua quarta edição, e para o II Encontro Mundial de Blogueiros, que tem data prevista para acontecer em outubro de 2013, na cidade de Foz do Iguaçu, sede permanente do evento.

O II Encontro de Blogueiros, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná conta com o apoio do SISMUC, Sindijor, Sindjus, TIE Brasil, Poolblique, Blogoosfero, Blog do Tarso e do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.

The piauí Herald: PSDB denuncia Lincoln como pioneiro do mensalão

PSDB denuncia Lincoln como pioneiro do mensalão

Membros do PSDB encontraram semelhanças entre a foto acima e os discursos de Lula durante as greves no ABC

Do The piauí Herald

WASHINGTON DC – Após ver o novo filme de Steven Spielberg, deputados do PSDB decodificaram ligações históricas entre Abraham Lincoln e o PT. “Lincoln é o pioneiro do mensalão”, denunciou Álvaro Dias. “O filme mostra, com rara coragem, como ancestrais de José Dirceu convenceram o ex-presidente americano a distribuir propinas em busca de apoio político”, concluiu.

Animados com a descoberta, a executiva nacional do PSDB contratou uma consultoria para buscar mensagens subliminares no último vídeo de Dilma em cadeia nacional. “Vamos proibir Dilma de usar vermelho, que é a cor associada ao PT, ao comunismo e ao capeta! Além disso, queremos desmascarar aquela farsa do cabelo armado com laquê para sugerir uma estabilidade econômica que não existe”, defendeu Sérgio Guerra, alisando a careca.

Fontes sigilosíssimas ligadas aos tucanos garantem que, visto de trás para frente, o vídeo de Dilma é uma campanha descarada pela reeleição.

Pelo financiamento público de campanha

484730_157183084430605_832451891_n-1

O Blog do Tarso defende o financiamento público de campanha, para dar uma isonomia maior aos candidatos nas eleições e diminuir o caixa 2. É claro que uma reforma política/eleitoral também deveria legislar no sentido da obrigatoriedade de prévias democráticas nos partidos políticos, limitação de reeleições e voto em lista fechada. Veja matéria da Gazeta do Povo de hoje sobre o tema: Continuar lendo