Primeiro de Maio em Nova York. Sim, lá também há esquerda!

O 1º de maio em Nova York, nos Estados Unidos da América, contou com várias atividades durante todo o dia. O Movimento Occupy Wall Street reuniram-se cedo no Bryant Park e fizeram várias manifestações pelos trabalhadores e contra o capitalismo.

À noite a polícia os expulsou da praça e prendeu quem não quis sair. Para mais fotos, clique aqui.

Fox News: uma mistura de Globo e Veja dos EUA

Folha de S. Paulo do último domingo

Na toca da raposa

Como Roger Ailes criou a máquina de medo da Fox News

TIM DICKINSON

CLÁUDIA COLLUCCI

RESUMO

Concebida por Roger Ailes, ex-assessor de Nixon e Reagan, a Fox News lidera a audiência entre as redes jornalísticas a cabo nos EUA, com público masculino, branco, interiorano e de baixa escolaridade. Espelho da figura paranoica de seu criador, a Fox News pauta não só o debate político, mas o próprio Partido Republicano.

Na festa de fim de ano da Fox News, no ano em que a rede ultrapassou sua arquirrival CNN em audiência na TV a cabo nos EUA, funcionários se reuniram em torno de um aparelho de TV, no subsolo de um bar em Nova York, e uma imagem se acendeu na tela: o logotipo da MSNBC.

Os fiéis seguidores da Fox desfiaram um coro de vaias. Seguiu-se o logotipo da CNN; as vaias se multiplicaram. Então veio um terceiro slide. Em vez do logo da Fox News, surgiu o rosto do fundador da rede, conhecido entre seus seguidores mais leais e aguerridos apenas como “o presidente”: Roger Ailes.

“Era como se estivéssemos olhando para Mao”, lembra Charlie Reina, ex-produtor da Fox News. Os “foxistas” foram à loucura. Até os que não gostavam do estilo de Ailes dirigir a rede se juntaram à manifestação de lealdade.

“É feito a União Soviética ou a China”, diz um ex-executivo da empresa-mãe da rede, a News Corp. “Uns deduram os outros.”

Veja a matéria completa: Continuar lendo

Dilma diz que Brasil e EUA têm “telhado de vidro” sobre direitos humanos, e critica a base estadunidense de Guantánamo

A presidenta Dilma Rousseff (PT), além da cooperação econômica,  falou ainda sobre direitos humanos, tema que, segundo ela, deve ser discutido dentro de uma “perspectiva multilateral”.

“Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político-ideológico. O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo tem de se responsabilizar, inclusive o nosso. Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós, no Brasil, temos os nossos. Então, eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. Acho que esse é um compromisso de todos os povos civilizados. Há, necessariamente, muitos aspectos a serem considerados. De fato, é algo que nós temos de melhorar no mundo, de uma maneira geral. Nós não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também.” (Blog do Planalto)

Dilma criticou a base de Guantánamo dos EUA em Cuba, que também é violadora dos direitos humanos:

http://www.youtube.com/watch?v=3BrrniKRA00

Recomendo a viagem para Cuba! História, praias e muito mais!

Charges: Brasil = EUA

Charge: 10 anos da prisão de Guantanamo

EUA não são uma empresa – Paul Krugman

Os republicanos conservadores George W. Bush e Mitt Romney

Hoje na Folha de S. Paulo

PAUL KRUGMAN

EUA não são uma empresa

A economia é muitíssimo mais complexa do que mesmo a maior das corporações privadas

“E a cobiça -guarde bem minhas palavras- vai salvar não apenas a Teldar Paper, mas também essa outra corporação que não funciona corretamente, chamada EUA.”

Foi assim que o fictício Gordon Gekko encerrou seu discurso no filme “Wall Street – Poder e Cobiça”.

No filme, Gekko recebeu o castigo merecido. Na vida real, porém, a política baseada na noção de que a cobiça é uma coisa boa é a razão principal pela qual a renda dos 1% mais ricos vem crescendo tão mais rapidamente que a da classe média.

Hoje, porém, vamos voltar nossa atenção ao resto da frase, a parte que compara a América a uma corporação. Também esta é uma ideia que vem sendo amplamente aceita. E é a base principal do argumento de Mitt Romney de que ele deve ser presidente: concretamente, ele afirma que o que precisamos para consertar nossa economia é alguém que já fez sucesso nos negócios.

É claro que, com isso, Romney abriu as portas para sua carreira como empresário ser sujeita a escrutínio intenso.

Na Bain Capital, ele foi comprador e vendedor de empresas, muitas vezes em detrimento dos empregados delas, e não alguém que administrou empresas com vistas para seu sucesso no longo prazo.

Mas há um problema mais profundo em toda a noção de que aquilo de que este país precisa é um empresário de sucesso para ser seu presidente: na verdade, a América não é uma corporação.

Por que uma economia nacional não é como uma corporação? Para começo de conversa, não existe um resultado final simples. Outra coisa: a economia é muitíssimo mais complexa que mesmo a maior empresa privada.

O que é mais relevante para nossa situação atual, contudo, é que até mesmo as corporações gigantes vendem a maior parte do que produzem para outras pessoas, não para seus próprios funcionários. Enquanto isso, mesmo os países pequenos vendem a maior parte do que produzem para eles mesmos, e os grandes países, como a América, são quase completamente seus próprios maiores clientes.

Considere o que acontece quando uma empresa pratica cortes implacáveis de despesas. Desde o ponto de vista dos donos da empresa, quanto mais custos são cortados, melhor. Quaisquer dólares tirados do lado dos custos serão acrescentados ao resultado final.

Mas a história muda de figura quando um governo reduz seus gastos diante de uma economia deprimida. Veja o caso da Grécia, Espanha e Irlanda, todas as quais adotaram políticas de austeridade intransigentes. Em cada um desses casos o desemprego aumentou, porque os cortes nos gastos do governo atingiram principalmente produtores domésticos. E, em cada um desses casos, a redução dos deficits orçamentários foi muito menor que o previsto, porque a receita fiscal caiu na medida em que a produção e o desemprego desabaram.

Agora, para sermos justos, ser político de carreira não constitui necessariamente uma preparação melhor para administrar a política econômica que ter sido um empresário. Mas é Romney quem está afirmando que sua carreira anterior o torna adequado para a Presidência.

Tradução de CLARA ALLAIN

“Republicano Mitt Romney enriqueceu enquanto ajudou a destruir a classe média estadunidense” – Paul Krugman

Romney, Obama e empregos – Paul Krugman

Folha de S. Paulo de sábado

Romney e pessoas como ele enriqueceram enquanto ajudaram na destruição da classe média americana

A recuperação da América da recessão vem sendo tão lenta que nem parece uma recuperação. Assim, em um mundo melhor, o presidente Barack Obama enfrentaria um concorrente que proporia uma crítica séria de suas políticas de geração de empregos. Em vez disso, é quase certo que Obama enfrente Mitt Romney.

Romney alega que Obama vem sendo um destruidor de empregos, enquanto ele teria sido um empresário que os criou. Disse à Fox News: “[Obama] perdeu 2 milhões de empregos, mais que qualquer outro presidente desde Hoover”. E declarou sobre seu período trabalhando na firma de participações acionárias Bain Capital: “Ajudamos a gerar mais de 100 mil empregos”.

É verdade que hoje há 1,9 milhão de americanos empregados a menos que os que havia na posse de Obama. Mas o presidente herdou uma economia em queda livre; não pode ser culpado por perdas de empregos nos seus primeiros meses de governo, em 2009, antes de suas próprias políticas terem tido efeito.

Entre janeiro e junho de 2009, a economia americana perdeu 3,1 milhão de empregos; desde então, ganhou 1,2 milhão. Não é o suficiente, mas não tem a menor relação com o retrato traçado pelo republicano.

O que Romney alega sobre Obama não é literalmente falso, mas induz ao engano. Mas mais surpreendente é a alegação de ter criado 100 mil empregos. De onde ela vem?

Segundo a campanha de Romney, é a soma dos empregos ganhos em três empresas que ele “ajudou a fundar ou fazer crescer”: Staples, The Sports Authority e Domino’s.

O “Washington Post” chamou a atenção para dois problemas: a contagem é baseada em “cifras atuais, não do período em que Romney trabalhou na Bain”, e “não inclui perdas de empregos em outras companhias com que a Bain esteve envolvida”. Qualquer desses problemas já invalida a alegação inteira.

De todo modo, não faz sentido olhar mudanças na força de trabalho de uma empresa e achar que servem para medir a geração de empregos na América como um todo.

Suponhamos, por exemplo, que sua rede de papelarias eleva a sua fatia no mercado, às expensas de redes rivais. Você passa a empregar mais pessoas, enquanto a concorrência emprega menos. Qual é o efeito final sobre o emprego?

Melhor: suponhamos que sua empresa tenha crescido em parte não por superar a concorrência, mas, sim, por adquirir as rivais. Agora, os empregados dessas empresas são seus. Você gerou empregos?

Pode-se indagar se não é igualmente incorreto dizer que Romney destruiu empregos. Sim, é. A queixa real é que destruiu empregos bons.

Quando a poeira assentou após o “downsizing” nas empresas que a Bain reestruturou -ou depois de essas companhias terem falido-, o número total de empregados nos EUA era mais ou menos igual ao que teria sido de qualquer maneira. Mas os empregos perdidos pagavam mais, com benefícios melhores.

Romney e pessoas como ele não destruíram empregos, mas enriqueceram enquanto ajudaram a destruir a classe média americana. E é essa realidade que se pretende obscurecer com todo o papo furado sobre empresários geradores e democratas destruidores de empregos.

Tradução de CLARA ALLAIN

Em 2011 os países que mais acessaram o Blog do Tarso foram: Brasil, Estados Unidos e Portugal. Obrigado!

Palácio do Planalto, Brasília, Brasil. Foto de Tarso Cabral Violin

Loucura monetária dos republicanos – Paul Krugman

Hoje na Folha de S. Paulo

Estamos a caminho de nova Grande Depressão caso doutrina que predomina no partido for posta em ação

A busca desesperada dos republicanos por um candidato à Presidência que não se chame Willard M. Romney parece continuar. As apostas em Gingrich perderam força no Iowa, ao menos. O próximo nome na berlinda é o do deputado Ron Paul.

Isso faz sentido, de certo modo.

As pessoas não confiam em Romney porque ele é visto como alguém que, cinicamente, assume a posição que acha que mais vai beneficiá-lo -acusação que é verdadeira.

Ron Paul, ao contrário, vem sendo altamente coerente. Aposto que você não encontrará videoclipes de alguns anos atrás em que ele diz o contrário do que afirma agora.

Infelizmente, Ron Paul vem mantendo sua coerência por ignorar a realidade, aferrando-se à sua ideologia apesar dos fatos que comprovaram o equívoco dessa ideologia.

E, ainda mais infelizmente, a ideologia de Ron Paul hoje domina o Partido Republicano, que antigamente era mais bem informado.

Ron Paul se identifica como alguém que acredita na teoria econômica dita “austríaca” -teoria que rejeita John Maynard Keynes, mas é quase igualmente veemente na rejeição às ideias de Milton Friedman.

Pois os austríacos veem a “moeda fiduciária” (dinheiro que é apenas impresso, sem ser respaldado por ouro) como sendo a raiz de todos os males econômicos.

Eles se opõem terminantemente ao tipo de expansão monetária que Friedman dizia que poderia ter evitado a Grande Depressão -e que foi feita por Ben Bernanke desta vez.

E ocorreu, de fato, uma enorme expansão da base monetária depois da queda do Lehman Brothers. O Fed começou a emprestar grandes montantes a bancos, além de comprar uma grande gama de outros ativos, numa tentativa (bem-sucedida) de estabilizar os mercados.

Os austríacos e muitos economistas de viés direitista tinham certeza quanto ao resultado disso: inflação devastadora. Um comentarista austríaco que vem assessorando Ron Paul chegou a avisar da possibilidade de uma hiperinflação ao estilo do Zimbábue no futuro próximo.

Então aqui estamos, três anos mais tarde. Como vão as coisas? Os preços ao consumidor subiram apenas 4,5%, o que significa um índice de inflação anual média de 1,5%.

Quem poderia ter previsto que imprimir tanto dinheiro provocaria tão pouca inflação? Bem, eu poderia -e previ. E também o fizeram outros que entendem a teoria keynesiana.

Mas seus partidários continuam a dizer, não se sabe como, que ele tem tido razão em relação a tudo.

Assim, poderíamos imaginar que o fato de terem errado tão feio sobre algo que é tão crucial em seu sistema de crenças teria feito os austríacos perder popularidade.

O que aconteceu, porém, é que a doutrina da “moeda lastreada” e a paranoia quanto à inflação tomaram conta do partido, apesar de a inflação prevista não se concretizar.

Ainda é muito improvável que Ron Paul se torne presidente. Mas sua doutrina econômica já virou, concretamente, a oficial do Partido Republicano, não obstante os acontecimentos terem mostrado que está totalmente equivocada.

E o que vai acontecer se essa doutrina acabar realmente sendo posta em ação? Hello, Grande Depressão, estamos a caminho!


Tradução de CLARA ALLAIN

Charge: EUA e o banho de sangue em nome da “liberdade”

Hoje na Folha de S. Paulo

Campanha EUA: ruim com o democrata Obama, pior com os republicanos

Michael Douglas interpreta Gordon Gekko no filme Wall Street – Poder e Cobiça (1987)

Paul Krugman

Mitt Romney fez fortuna destruindo empregos

Publicado hoje na Gazeta do Povo | THE NEW YORK TIMES

Já se passou quase um quarto de século desde que o filme Wall Street – Poder e Cobiça foi lançado, e ele parece estar mais relevante do que nunca. As lengalengas hipócritas de magnatas financeiros condenando o presidente Barack Obama se parecem todas com variações do famoso discurso do personagem Gordon Gekko de que “a ganância é boa”, enquanto as reclamações do Ocupe Wall Street soam iguais ao que Gekko dizia em privado: “Eu não crio nada. Eu sou dono”, ele declara num ponto; em outro, ele pergunta a seu protegido, “Agora você não é mais inocente o bastante para pensar que vivemos numa democracia, não é, amigo?”

No entanto, com o benefício da retrospectiva, podemos ver que o filme errou no final. Ele termina com Gekko recebendo o que merece, e a justiça chega graças à diligência da Comissão de Segurança e Câmbio [SEC, na sigla em inglês]. Na realidade, a indústria financeira só continuou ficando mais e mais poderosa, e os reguladores foram castrados.

E, de acordo com o mercado preditivo Intrade, há uma chance de 45% de que um Gordon Gekko de verdade seja o próximo candidato presidencial republicano.

Eu não sou, é claro, a primeira pessoa a perceber a semelhança entre a carreira empresarial de Mitt Romney e as explorações fictícias do anti-herói criado por Oliver Stone. Na verdade, o grupo Americans United for Change [Americanos Unidos pela Mudança], apoiado pelos trabalhadores, está usando o slogan “Romney-Gekko” como base para sua campanha. Mas há um problema aqui ainda mais profundo do que críticas levianas contra Romney.

Pois a ortodoxia atual entre republicanos é que não devemos sequer criticar os ricos, que dirá exigir que eles paguem impostos mais altos, porque eles são “geradores de empregos”. No entanto, o fato é que um bom número dos ricos de hoje ficou assim destruindo, e não gerando, empregos. E o histórico empresarial de Romney oferece uma ilustração muito boa desse fato.

O Los Angeles Times recentemente pesquisou os registros da Bain Capital, a firma de atividade financeira do tipo “private equity” chefiada por Romney de 1984 a 1999. Como nota o relatório, Romney fez muito dinheiro durante esses anos, tanto para si próprio quanto para seus investidores. Mas ele, com frequência, o fez de modos que prejudicaram os trabalhadores comuns.

A Bain se especializou em aquisições alavancadas, compra de controle de companhias com dinheiro emprestado, em compromisso contra os ganhos e ativos dessas companhias. A ideia era aumentar os lucros das companhias adquiridas, depois revendê-las.

Mas como aumentaram-se os lucros? A imagem popular – moldada em parte por Oliver Stone – é que às aquisições seguiam-se cortes de despesas implacáveis, imensamente à custa de trabalhadores, que ou perdiam seus empregos, ou descobriam que seus salários e benefícios seriam cortados. E, embora a realidade seja mais complexa que esta imagem – algumas companhias expandiram e acrescentaram trabalhadores após a aquisição – ela contém mais do que um grão de verdade.

Uma análise recente de “transações de private equity” – o tipo de aquisição em que a Bain se especializou – notou que os negócios em geral estão sempre gerando e destruindo empregos simultaneamente, e que isso também é verdade sobre companhias visadas pelas aquisições. No entanto, a geração de empregos nas firmas visadas não é maior do que em firmas semelhantes não visadas, enquanto a “pura destruição de empregos é substancialmente maior”.

Assim, Romney fez sua fortuna num negócio que é, após o balanço, mais de destruição do que geração de empregos. E, porque a destruição de empregos prejudica os trabalhadores enquanto aumenta os lucros e renda dos altos executivos, firmas de aquisições alavancadas contribuíram para a combinação de salários estagnados e a alta de renda no topo que tem caracterizado a América desde 1980.

Agora eu já disse que a indústria de aquisições alavancadas, como um todo, tem sido uma destruidora de empregos, mas e a Bain? Por pelo menos um critério, a Bain durante os anos Romney parece ter sido ríspida sobretudo com os trabalhadores, visto que quatro de seus dez alvos principais, por valor em dólar, acabaram falindo. (A Bain, contudo, fez dinheiro com três desses negócios.) Essa é uma taxa de fracasso muito mais alta do que o normal, mesmo em companhias que passam por aquisições alavancadas – e, quando as companhias faliram, muitos trabalhadores acabaram perdendo seus empregos, suas pensões, ou ambos.

Então, o que aprendemos desta história? Não que Mitt Romney, o empresário, era um vilão. Ao contrário do que dizem os conservadores, os liberais não querem demonizar e castigar os ricos. Mas eles têm objeções às tentativas da direita de fazer o oposto, de canonizar os ricos e isentá-los dos sacrifícios que se espera que todo mundo faça, por conta das coisas maravilhosas que eles supostamente fazem por nós.

A verdade é que o que é bom para o 1%, ou melhor, o 0,1%, não é necessariamente bom para o resto da América – e a carreira de Romney ilustra este argumento perfeitamente. Não há necessidade, nem motivo, para se odiar Romney e outros como ele. Nós, porém, precisamos mesmo é fazer que tais pessoas paguem mais impostos – e não deveríamos deixar que os mitos sobre “geradores de empregos” impeçam isso.

Tradução de Adriano Scandolara.

Charges: Tea Party e o Partido Republicano

Charge: EUA X Wikileaks

Hoje na Folha de S. Paulo

Charge: o povo iraquiano agradece

Charges: Occupy Wall Stret

Charge: EUA invadem países e acabam com “tiranias” pelo amor à Democracia!

Hoje na Folha de S. Paulo

Assassinato de Kadafi: revolução dos líbios ou golpe de mercenários pagos pelos EUA?

http://www.youtube.com/watch?v=O3RoVL3mUBE&feature=player_embedded

Por que os assassinos de Gaddafi falam em espanhol?

Charge: professor conservador, estudante revolucionário

Hoje na Folha de S. Paulo

Partido Republicano, o partido da poluição

PAUL KRUGMAN, hoje na Folha de S. Paulo

O partido da poluição


Poluir mais não resolveria o problema do emprego; apenas nos tornaria mais pobres e mais doentes


No mês passado o presidente Obama enfim divulgou um plano sério de estímulo à economia -bem aquém do que eu preferiria mas ainda assim um passo na direção certa. Os republicanos o bloquearam.
Mas o novo plano, somado ao movimento “Ocupe Wall Street”, parece ter provocado uma virada no diálogo nacional. Estamos concentrando atenções no emprego.
Qual é o plano de criação de empregos do Partido Republicano? A resposta é permitir mais poluição.
Tanto Rick Perry quanto Mitt Romney fizeram de uma redução na proteção ao ambiente peça essencial de suas propostas econômicas, e o mesmo se aplica aos republicanos do Senado.
Perry ofereceu um número específico -1,2 milhão de empregos-, que parece ter por base um estudo divulgado pelo American Petroleum Institute, associação das companhias petroleiras. O estudo alega que remover as restrições à extração de petróleo e gás natural teria efeito positivo sobre o emprego.
Mas o estudo depende de um suposto “efeito multiplicador”, sob o qual cada emprego gerado no setor resultaria na criação de outros 2,5 empregos em outras áreas.
Seria bom recordar que os republicanos desdenharam alegações de que assistência governamental para evitar a demissão de professores ajudaria a manter empregos indiretos no setor privado.
Além disso, todos os grandes números do relatório se referem a projeções para o final da década. O relatório prevê menos de 200 mil empregos novos no ano que vem, e menos de 700 mil até 2015.
Seria útil comparar esses números a dois outros: os 14 milhões de norte-americanos desempregados e o total de um a dois milhões de novos empregos que pesquisas independentes sugerem que seriam criados pelo plano de Obama, isso em 2012, e não em um futuro distante.
A poluição causa danos reais e mensuráveis à saúde humana. E as autoridades econômicas precisam levar esses danos em conta.
Precisamos de mais políticos como aquele corajoso governador que apoiou controles ambientais sobre uma usina de energia a carvão, a despeito de alertas de que eles poderiam resultar em seu fechamento, porque “não criarei ou manterei empregos que causam mortes”.
Ah, é: esse governador era Mitt Romney, em 2003.
Qual é a dimensão dos danos? Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Yale e do Middlebury College agrega dados de diversas fontes para estimar o valor monetário dos danos ambientais infligidos por diversos setores.
Pois há diversos setores da economia que infligem danos ambientais maiores que a soma dos salários que pagam e dos lucros que realizam -o que significa que, na realidade, eles destroem valor econômico e não o criam.
Isso não significa que eles devam ser desativados, mas que a regulação ambiental é pouco severa.
Os republicanos têm forte incentivo a alegar o contrário. As indústrias que mais destroem valor se concentram nos setores de energia e recursos naturais, que costumam doar verbas de campanha. Mas a realidade é que poluir mais não resolveria nosso problema de emprego. E só nos tornaria mais pobres e mais doentes.

Charge: golpistas líbios apoiados pelos EUA acabaram com a ditadura sanguinária de Gaddafi

Hoje na Folha de S. Paulo