Ministério Público quer o fim de dinheiro público para a Marcha para Jesus

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Beto Richa adora se aproveitar de eventos religiosos que gastam milhares de reais de dinheiro público

 

O Ministério Público do Paraná, por meio do competente  promotor Paulo Ovídio dos Santos Lima, recomendou que o município de Curitiba pare de repassar dinheiro público de católicos, evangélicos, ateus, judeus, islâmicos, religiosos afro-brasileiros do Candamblé e Umbanda, etc., para o evento anual Marcha para Jesus.

De forma acertada, o Ministério Público entende que a Constituição de 1988 determina que o Brasil é um Estado laico, e que seria vedado o repasse de recursos públicos para qualquer evento religioso.

O Ministério Público foi provocado por oito associações civis ou movimentos que denunciaram o repasse de verbas públicas para o proselitismo religioso, como a Marcha da Maconha, o Partido Pirata, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, entre outros representantes da sociedade civil organizada.

Em 2013 o evento recebeu R$ 115 mil por meio de emendas dos vereadores da bancada evangélica ao orçamento municipal.

Misturar religião com política e dinheiro público é um absurdo. O Blog do Tarso defende a liberdade religiosa, mas sem benefícios públicos.

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Fundamentalismo religioso em Curitiba anti casamento homoafetivo envergonha a cidade

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Vereadores fundamentalistas religiosos em Curitiba estão envergonhando a cidade nacional e internacionalmente.

A Prefeitura de Curitiba publicou a imagem acima para divulgar e apoiar um casamento coletivo que aceitará casais homossexuais, que ocorrerá em dezembro na Arena da Baixada do Clube Atlético Parananese, direcionado a casais com renda de até três salários mínimos por pessoa. O evento é organizado pela Prefeitura de Curitiba, Poder Judiciário, Sistema Fecomércio (Sesc e Senac), Cartórios de Registro Civil e o Clube Atlético Paranaense para casais de toda a Região Metropolitana.

Logo depois a bancada fundamentalista religiosa na Câmara Municipal de Curitiba, que se diz representar os evangélicos, criticou a divulgação da Prefeitura, por meio dos vereadores Carla Pimentel (PSC), Ailton Araújo (PSC), Noemia Rocha (PMDB), Valdemir Soares (PRB), Chico do Uberaba (PMN), Tiago Gevert (PSC) e Jorge Bernardi (PDT).

Carla é a mesma criatura que queria conceder um título de cidadão honorário de Curitiba ao desqualificado e oportunista Pastor Silas Malafaia.

Os vereadores Jonny Stica (PT), Professora Josete (PT) e Pedro Paulo (PT) se manifestaram contrários ao posicionamento dos vereadores conservadores-fundamentalistas e criticaram o cunho religioso da discussão. Josete é candidata a deputada estadual com o número 13613.

Com a pressão da bancada fundamentalista religiosa a Prefeitura de Curitiba retirou a publicação.

Após a indignação de vários curitibanos, a Prefeitura de Curitiba republicou a imagem com a mensagem “Desculpa. A Prefs é uma equipe, formada por gente. Às vezes a gente acerta, às vezes erra. Nós erramos, e pedimos desculpas”.

A presidenta da comissão de diversidade sexual da OAB-PR, Ana Carla Matos, entende que a ação da Prefeitura não é ilegal, pelo contrário, respeita o princípio constitucional da igualdade (ouça a entrevista com a advogada aqui).

Parabéns à gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT)!

Beto Richa vende espaço na TV Pública para a Assembleia de Deus

O Estado brasileiro é Laico

O Estado brasileiro é Laico

O Blog do Tarso é um defensor da liberdade religiosa. Você quer ser cristão? Seja. Você quer ser ateu? Seja. Você quer ser agnóstico? Seja.

É discutível se nas redes de TV e rádio privadas brasileiras é possível que elas vendam seus espaços para Igrejas em geral, sejam católica, evangélicas, islâmica, israelita, candomblé, etc. Isso porque a radiodifusão é um serviço público e o Estado brasileiro é laico, ou seja, não há religião oficial, deve haver neutralidade estatal, o Estado não pode pregar uma determinada religião. O Estado democrático deve garantir a liberdade religiosa, mas sem o Estado se envolver nos temas religiosos e sem a religião se envolver com o Estado.

Mas nas TVs e rádios estatais isso não e possível! Não é possível a Copel patrocinar uma Igreja. Não é possível uma Igreja receber dinheiro público. Não e possível uma Igreja fazer propaganda de sua religião em bens públicos. Assim, não é possível uma Igreja locar um espaço em TV pública.

Eis meu susto quando hoje de madrugada, a primeira madrugada depois da não ocorrência do fim do mundo, vejo que a TV pública do Paraná, a e-Paraná (antiga Paraná Educativa), gerida pelo governo Beto Richa (PSDB), vendeu seu espaço da madrugada para a Igreja evangélica Assembleia de Deus. Não pode! Se é discutível se isso é possível nas TVs e rádios privadas, em TVs e rádios estatais isso NÃO PODE ocorrer. É inconstitucional!

Ministério Público do Estado Paraná, aguardo providências.

Por favor 2014, chega logo!