Todo trabalhador e até os servidores públicos apenas podem gozar de suas férias após um ano de trabalho. Por que o Governador Beto Richa vai tirar 10 dias de férias, com apenas 6 meses de trabalho?
Publicado hoje na Gazeta do Povo. Textos dos juristas Fernando Vernalha Guimarães e Egon Bockmann Moreira e do Deputado Eduardo Sciarra. Continuar lendo
Hoje durante meu discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, sobre a candidatura para Conselheiro do Tribunal de Contas, eu informei que um dos pedidos da minha Ação Popular contra a Assembleia e contra o Deputado Rossoni foi devido ao meu requerimento de cópias dos documentos de habilitação do Procurador-Geral do Estado, Ivan Lelis Bonilha, e dos Deputados Estaduais Nelson Garcia e Augustinho Zucchi, também candidatos, além dos demais documentos e pareceres relativos às impugnações, que foram negados pela Assembleia.
Me foi permitida apenas vista, sem obtenção de cópias, dos documentos de habilitação dos candidatos.
O Assessor Jurídico da Assembleia, Dr. Guilherme Ferraz Lewin, fez parecer no sentido de que o direito de petição e certidão do art. 5º, inc. XXXIV, da Constituição, NÃO É ABSOLUTO. Parecer ratificado pelo Procurador do Estado e Procurador-Geral da Assembleia Legislativa, Luiz Carlos Caldas.
E Rossoni cancelou minha fala ao dizer que eu faltava com a verdade.
Quem mentiu foi o Rossoni, conforme os documentos anexos, além de desrespeitoso.
Vejam os posts:
Assembleia Legislativa do Paraná nega cópias do processo de eleição do TCE/PR
Protocolei Ação Popular contra Rossoni, Ivan Bonilha, Nelson Garcia e Augustinho Zucchi
O Presidente do Tribunal de Justiça cassou hoje de manhã a liminar concedida pelo Desembargador Jorje Vargas, que suspendia a eleição para o Conselho do Tribunal de Contas do Paraná. Portanto, por enquanto haverá a eleição amanhã. Hoje, às 14h30, farei meu “discurso eleitoral” na Assembleia Legislativa. Ao vivo pela TV Sinal da AL.
O Governador Beto Richa (PSDB) acaba de ser desrespeitoso com um repórter da rádio BandNews, quando esse perguntou sobre a compra de avião caríssimo pelo Governo. Carlos Alberto Richa disse que quase nenhum Governador anda de Seneca, o atual avião do Estado, utilizado normalmente pelos representantes da FIFA quando vieram para Curitiba. Só faltou dizer que ele não anda de avião Seneca porque ele é rico e não é chique!
Domingo na Folha de S. Paulo
Por TARSO GENRO
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A sociedade civil, com seus meios diretos de articulação, sem a mediação dos partidos, está em um conflito com a “sociedade política” existente |
Publicada no Correio da Cidadania
“O poder público é o grande atravancador do poder Judiciário“
Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader
Nos últimos tempos, o poder Judiciário, notadamente o STF (Supremo Tribunal Federal), tem sido palco de uma série de discussões e tomadas de decisões polêmicas, entre elas, uma possível invasão sobre temas que seriam prerrogativa de outros poderes. O caso Battisti, a legitimação da união civil homoafetiva e também o célebre caso Pimenta Neves, desfechado após longa espera, estão entre os casos polêmicos nos quais esteve envolvido o Judiciário.
Para comentar sua atuação, o Correio da Cidadania entrevistou o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, para quem o judiciário não tem praticado atos realmente fora de sua alçada. Bandeira de Mello ressalta, neste sentido, a omissão de outros poderes, especialmente o Legislativo, em vários dos temas em que se imiscuiu, e o direito do Judiciário de apreciar os grandes assuntos à luz da Constituição.
Quanto à morosidade de nossa justiça, ele reconhece que há necessidade premente de equacioná-la, o que demanda um processo demorado, que passaria inclusive pela necessidade de se formarem mais juízes e promotores. O jurista ainda destaca o próprio poder público como maior responsável pelo afogamento dos tribunais em processos infindáveis. Assim, declara-se contra a proposta do ministro Cesar Peluso de dar início ao cumprimento de penas após julgamento em primeira e segunda instâncias.
Bandeira de Mello contesta a idéia de que o judiciário tenha um corte de classe mais conservador, assinalando que, no Brasil, essa é uma característica do Estado como um todo. Uma medida urgente, a seu ver, é a necessidade de se fortalecerem as defensorias públicas, carreira ainda pouco valorizada pela nossa República e que poderia contribuir decisivamente para um maior acesso popular à justiça.
A entrevista completa pode ser conferida a seguir. Continuar lendo
Conforme o Ofício 243/08-GP acima, o então Presidente do Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Nestor Baptista, encaminhou para a Assembleia Legislativa do Paraná informação de que o cargo do Conselheiro Henrique Naigeboren estava vago por causa de sua aposentadoria.
Como o atual Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni, considerou inexistente o ato de escolha e nomeação do candidato Maurício Requião de Mello e Silva para a vaga de Conselheiro no Tribunal de Contas pela aposentadoria de Henrique Naigeboren, considerando como “nomeado antes mesmo da existência de vaga”, por meio do Ato do Presidente 006/2011, ratificado pelo Governador Beto Richa (PSDB) e Procurador-Geral do Estado Ivan Bonilha (agora candidato à vaga), pelo Decreto 1.325/2011?
Atos de desrespeito de Beto Richa, Valdir Rossoni e Ivan Bonilha ao eminente Conselheiro Nestor Baptista?
O filho de Valdir Rossoni (Deputado Estadual e Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná), Rodrigo Rossoni (PSDB) quase perdeu a eleição para Prefeito de Bituruna, mesmo com todo o apoio do pai, do Governador Beto Richa e de muito dinheiro gasto na campanha. Segundo o Blog do Esmael, Rodrigo venceu a eleição por pouco mais de 50 votos dos candidatos Robertinho (PPS) e Vilmar Isoton (PMDB).
O caso do plágio mal esclarecido
Coluna do Celso Nascimento na Gazeta do Povo de hoje, divulgada e comentada primeiro pelo Blog do Esmael
Seria o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha, capaz de cometer uma fraude, de fornecer informações falsas com o objetivo de esconder possível plágio num documento público que assinou? Não se pode acreditar nisso. A menos que, investigados os fatos, se chegue à conclusão contrária.
Essa história começa na edição do dia 1.º de junho, quando esta coluna levantou a hipótese de ser em boa parte fruto de um plágio o Parecer 026/2011, da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que fundamentou a decisão de Beto Richa de cancelar as aposentadorias dos quatro governadores do Paraná que exerceram mandatos pós-Constituição de 1988.
O suposto plágio estaria configurado na reprodução ipsis litteris de um longo texto de autoria do procurador Ivan Barbosa, do município de Mauá (SP), publicado em 2001 na revista Jus Navigandi, ano 6, n.º 52.
Indignado, o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha (um dos signatários do parecer suspeito), contestou: em carta à coluna no mesmo dia da publicação, assegurou que todos os trabalhos da PGE são autênticos e inéditos, desmentindo categoricamente a existência de qualquer cópia de texto alheio.
O plágio era do outro?
Confrontado em seguida com o original produzido pelo procurador de Mauá, Bonilha inverteu a situação. Disse que, na verdade, se alguém havia cometido plágio, este alguém seria o citado procurador. Ele é que teria copiado, em 2001, um parecer lavrado em 2000 pelo procurador Miguel Ramos Campos, da Procuradoria do Paraná. Para provar sua afirmação, Bonilha encaminhou à coluna cópia desse documento, que aparecia como protocolado em novembro de 2000 sob n.º 5252270.
Além de o procurador de Mauá ter se irritado com a acusação, outras inconsistências levaram esta coluna à tentativa de esclarecimento. A primeira providência foi acessar o site de consultas ao Protocolo Geral do Estado para buscar o documento 5252270. O resultado da busca, no entanto, remeteu a um processo que dizia respeito a assunto bastante distante daquele de que trata o parecer das aposentadorias de ex-governadores.
Dúvidas cruéis
Deveria haver algum engano. Quem sabe a série numérica adotada pelo Protocolo Geral tenha, por alguma razão técnica, sofrido mudanças do ano 2000 para cá. Informação obtida junto a funcionários do Protocolo desmentiu essa hipótese: o critério de numeração permanece inalterado desde 1989, quando o serviço foi criado.
A providência seguinte foi requerer oficialmente uma cópia autenticada do parecer da PGE junto à Secretaria da Administração. Surpreendentemente, ao contrário das normas legais que determinam o imediato atendimento a tais casos, o pedido foi remetido para apreciação da própria PGE, sem resposta até a tarde de sexta-feira.
Ninguém sabe, ninguém viu
Diante disso, cresceu ainda mais a dúvida quanto à autenticidade do documento protocolado sob o número fornecido por Ivan Bonilha. Aventou-se, então, nova hipótese em favor do procurador-geral: como o documento que apresentou como autêntico se referia a uma consulta jurídica formulada pela Secretaria Estadual da Educação (Seed), quem sabe ele não poderia ser encontrado nos arquivos da própria pasta?
Uma consulta pessoal ao setor competente da Seed levou ao resultado final e fatídico: assinada pela servidora Maribel Pereira, na presença de um oficial de cartório que lavrou ata notarial, uma declaração confirma que o protocolo 5252270 diz respeito ao furto de um computador de uma escola de Cruzeiro do Oeste!
A pergunta que fica parece ser uma só: o procurador Ivan Bonilha, para livrar-se da suspeição de plágio, teria cometido irregularidade ainda maior? Teria ele patrocinado a falsificação de um documento público?
Por não ser crível uma conclusão desse tipo e por ser possível a existência de outra explicação, a coluna tentou ouvir o procurador antes do fechamento da edição. Primeiro, encaminhou e-mail (e também à sua assessoria de imprensa) contendo as indagações pertinentes. Não houve resposta. Depois, ligou para o celular do procurador por várias vezes na noite de sexta-feira, também sem retorno.
Hoje na Folha de S. Paulo, tendências e debates. Textos pelo sim (José Guimarães) e não (Lúcia Vânia):