Carlos Simões culpa ex-presidente da AL Hermas Brandão no esquema gafanhoto. Atual Conselheiro do TC nega

O ex-deputado estadual Carlos Simões (PR), ex-candidato a prefeito de Curitiba pelo PSDB que foi preso e liberado na semana passada, culpa o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Hermas Brandão, no esquema gafanhoto, que consistia no desvio de recursos públicos da Assembleia por meio de “laranjas”. Brandão, atual Conselheiro do Tribunal de Contas, nega responsabilidade.

Veja o vídeo, clique aqui.

PT quando privatiza é tímido… e o PSDB radical!

Olha a cara de felicidade do Serra em privatizar

Todos sabem que o PSDB quando governa é radical na defesa das privatizações. Vende as empresas estatais, cria pedágios caros, privatiza a saúde, educação e cultura via Organizações Sociais – OS e terceiriza atividades-fim das empresas estatais. Maria Sylvia zanella Di Pietro, uma das maiores juristas do Direito Administrativo brasileiro, chama tudo isso de privatização, em sentido amplo. Foi assim nos governos de Fernando Henrique Cardozo (União), Mario Covas (SP), José Serra (SP), Aécio Neves (MG), Geraldo Alckmin (SP), Yeda Crusius (RS) e Beto Richa (PR). O governo FHC quase privatizou, ainda, a Petrobras e o Banco do Brasil. No Paraná o PSDB apoiava a privatização da Copel durante o governo de Jaime Lerner (DEMO).

Já o PT é tímido quando privatiza. Lula praticamente não vendeu empresas estatais (vendeu dois bancos que eram estaduais no primeiro ano de governo), fez concessões de serviços públicos em algumas estradas, mas com o pedágio com preço ínfimo, e sancionou a Lei das Parcerias Público-Privadas – PPP, mas não se utilizou dela. Lula vetou a privatização de aeroportos. Dilma Rousseff, por enquanto, também é tímida nas privatizações: não vendeu nenhuma empresa estatal e hoje se prepara para repassar para a iniciativa privada alguns aeroportos, por pressão das entidades internacionais responsáveis pela Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Os aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília não serão vendidos, mas repassados via concessão de serviços públicos.

Mesmo assim, o governo federal vai obrigar que os vencedores da licitação sejam sócios da estatal Infraero, até então detentora do monopólio na área.

Como podemos verificar, o PT não poderá mais denunciar que o PSDB é privatista, mas ainda poderá discutir o grau de privatismo-neoliberal que tem cada partido. Política é política, o resto é perfumaria!

Tarso Cabral Violin – é o editor-chefe do Blog do Tarso

Fotógrafo de retrato de Vladimir Herzog morto nas dependências do DOI-Codi em 1975 fala para imprensa

Folha de S. Paulo de domingo

LUCAS FERRAZ

ilustração RAFAEL CAMPOS ROCHA

RESUMO A foto de Vladimir Herzog morto nas dependências do DOI-Codi em outubro de 1975 tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura (1964-85). A tentativa falhada de simular o suicídio do jornalista enfraqueceu a linha dura. Pela primeira vez, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira fala à imprensa.

HENRI CARTIER-BRESSON, fundador da mítica agência Magnum e mestre francês da fotografia, definiu num célebre ensaio de 1952 a arte do fotógrafo como a capacidade de captar um instante decisivo, para o qual deve estar alerta.

“Enquanto trabalhamos, precisamos ter certeza de que não deixamos nenhum buraco, de que exprimimos tudo; depois será tarde demais, e não haverá como retomar o acontecimento às avessas”, escreveu ele.

O instante decisivo na vida do fotógrafo santista Silvaldo Leung Vieira foi também um instante decisivo para a vida política brasileira. Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo fez em 25 de outubro de 1975, aos 22 anos, a mais importante imagem da história do Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos da repressão, o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna).

Publicada na imprensa, a imagem corroborou a tese de que o “suicídio” de Herzog era uma farsa. No mesmo local, três meses depois, o mesmo fotógrafo testemunharia a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho. Assassinado sob tortura, ele também foi apresentado pelo regime como “suicida”.

Historiadores são unânimes: ambas as mortes foram decisivas para mudar os rumos da ditadura.

Folha localizou Silvaldo em Los Angeles, onde vive desde agosto de 1979, quando saiu de férias do cargo de fotógrafo do Instituto de Criminalística para nunca mais voltar. Pela primeira vez, ele contou detalhes sobre sua atuação na polícia técnica de São Paulo. “Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras”, afirmou, por telefone.

Sentindo-se ameaçado e perseguido pelo regime a que serviu, ele afirma não ter tido alternativa a não ser abandonar o emprego no serviço público e também o país.

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Depoimento de Uyara Torrente, vocalista da A Banda Mais Bonita da Cidade, sobre a operação da polícia de Beto Richa no Largo da Ordem

Uyara Torrente (A banda Mais Bonita da Cidade):

“Pra quem não ta entendendo nada é o seguinte, depois de uma tarde incrivél, feliz, com um monte de gente se divertido de boa no largo, com crianças fantasiadas e muita muita alegria, a policia chegou DO NADA (não tava tendo nenhuma briga, nada que precisasse da policia) eles chegaram DO NADA com bombas e balas de borracha. Eu fiquei presa no bar brasileirinho, foi panico total, tinha criança chorando assustada, tinha mãe em desespero, e de lá de dentro, apertados com as portas fechadas, a gente só ouvia o barulho das bombas ou tiros sei lá o que era aqui, ninguem sabia o que tava acontecendo. Quando abriram as portas do bar, encontrei minha amiga Isadora Terra aos prantos pq o pai dela (depois de alegrar td mundo a tarde inteira tocando no bloco) levou um tiro de borracha no pé e estava ali na nossa frente sangrando. Vimos tmb um menino de aproximadamente 4 anos sangrando. do nada ja tinha imprensa. Esse bloco é uma grande felicidade, eu não sei que tipo de boicote é esse que a prefeitura ou sei la quem vem tendando, não faz o menor sentido. Foi isso que aconteceu. E ae? e agora?”

Ver mais no post Polícia comandada pelo Governo Beto Richa bate e atira em foliões do pré-carnaval de Curitiba

Polícia comandada pelo Governo Beto Richa bate e atira em foliões do pré-carnaval de Curitiba

Fotos do site da Gazeta do Povo

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Uma intervenção da Polícia Civil e Militar, comandada pelo Governo Beto Richa (PSDB), após a apresentação do bloco pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis, no Largo da Ordem, em Curitiba, capital do Paraná, terminou de forma violenta, com pelo menos quatro pessoas hospitalizadas, com registros de vários outros feridos.

Neste domingo, por volta das 21 horas, o bloco, que não tem apoio do Município ou do Estado, já havia encerrado a apresentação, mas milhares de pessoas ainda permaneciam no local público. O local tinha pouco policiamento, e um ou outro folião deve ter exagerado na bagunça, quando policiais da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone) começaram a dispersar a multidão, disparando balas de borracha e bombas de gás nos foliões que apenas estavam se divertindo, com crianças, mulheres gravidas e cadeirantes. Houve corre-corre e pessoas foram pisoteadas no tumulto.

Os foliões ficaram indignados e questionaram os policiais pela truculência e agressividade.

O governo do agora tucano Alvaro Dias ficou famoso por mandar bater nos professores, o do DEMO Jaime Lerner por bater nos sem-terras. Agora é a vez do governo do tucano Beto Richa ficar marcado como espancador de foliões do pré-carnaval.

Nas redes sociais a população está indignada com o governo e polícia, já pedindo a cabeça do Secretário de Segurança, Reinaldo de Almeida César, uma vez que esse é o terceiro acontecimento nos últimos dez dias que revelam um cenário preocupante na segurança pública do Estado: cassino-prostíbulo e a preocupante nota da secretaria, a não atuação na saída do jogo do Atlético Paranaense e o vexame do Largo da Ordem mostram que algo está errado.

Políticos já perderam eleições por causa das seguintes cenas. É possível escutar ao fundo “polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia”:

Veja matéria do site da Gazeta do Povo

Veja ainda o Depoimento de Uyara Torrente, vocalista da A Banda Mais Bonita da Cidade, sobre a operação da polícia de Beto Richa no Largo da Ordem

A história da UFPR durante a ditadura militar

Com depoimento do professor Carlos Marés de Souza Filho. No documentário é informada a eleição direta para reitor da UFPR do professor José Lamartine Correa de Oliveira em 1981, que acabou não sendo referendada:

Gazeta do Povo cita questionamento do Blog do Tarso sem citar a fonte

Às 20 horas de ontem publiquei o post Primeira-Dama Fernanda nega que esteja se separando de Beto Richa, dizendo que a possível separação do casal real paranaense já era assunto na cidade e que se questionava se uma possível separação seria para evitar o nepotismo.

Eis que minutos depois o site da Gazeta do Povo publicou a notícia com a seguinte declaração: “A notícia a qual Fernanda se refere é uma possível separação do casal, apontada por alguns como de motivação política, para evitar denúncias de nepotismo”.

Fico feliz que a Gazeta do Povo, jornal do qual sou assinante e leio diariamente, se utilize do Blog do Tarso para se informar e verificar as opiniões ácidas do Blog, mas ao invés de dizer “apontada por alguns”, poderia citar o Blog não?

Veja os vídeos antigos sobre as eleições em Curitiba do Blog do José Wille

Notícia da RPC/Globo  sobre a eleição para prefeito de Curitiba, com Lerner, Requião, Edésio Passos e Paulo Pimentel. Requião venceu a eleição:

Nesta a notícia alfineta o PT de Edésio Passos, dizendo que o 13 é o número do azar:

Campanha para prefeito e vereadores do PT em 1988, com o candidato a prefeito Claus Germer (seu vice era o atual Ministro Gilberto Carvalho), Doutor Rosinha, Zélia Passos, Angelo Vanhoni, Stica, entre outros:

Debate para prefeito de Curitiba em 1992 com Rafael Greca, Doutor Rosinha e Mauricio Fruet:

Alvaro Dias pede votos para Carlos Simões (vice Flavio Arns), então no PSDB, para prefeito de Curitiba em 1996:

Mais vídeos no www.blogjws.com.br

 

Primeira-Dama Fernanda nega que esteja se separando de Beto Richa

Facebook de Fernanda Richa

O Blog do Tarso, definitivamente, não é uma coluna social que mostra as bobagens que a elite financeira faz em seus momentos de lazer.  Mas como a notícia trata do Governador do Estado do Paraná, Beto Richa (PSDB), e da primeira dama, Fernanda Richa, que ocupa cargo público de Secretária da Família e do Desenvolvimento Social no governo do marido, a notícia é importante.

Fernanda Richa acaba de negar no Facebook que está se separando de Beto Richa, conforme foto acima capturada do Facebook da primeira dama, do meu celular.

Independentemente de como esteja o relacionamento entre os dois, espero que os programas sociais do Paraná não sejam prejudicados.

Na Boca Maldita o assunto já se espalhou e o que se questiona é o seguinte: “Será que uma possível separação seria para evitar o nepotismo?”

Que tal limpar o PP do governo federal?

Líder do PP e ex-colaborador tucano é o novo ministro das Cidades

Do Carta Maior

Desestabilizado por colegas de partido insatisfeitos que alimentaram denúncias da imprensa, Mário Negromonte deixa o cargo. Substituto também é do PP, o deputado federal de primeiro mandato Aguinaldo Ribeiro, líder da bancada. Na Paraíba, novo ministro foi líder de bloco com PSDB e secretário do governador tucano cassado Cássio Cunha Lima.

Da Redação

Brasília – O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PB), líder do PP, quinto maior partido da Câmara, é o novo ministro das Cidades. Sugerido pelo partido e aceito pela presidenta Dilma Rousseff, ele vai substituir Mário Negromonte, também do PP, que desde o ano passado já não contava com respaldo dos colegas e vinha sendo desestabilizado por eles, por meio de denúncias da imprensa.

A queda de Negromonte foi precipitada por ele mesmo nesta quinta-feira (2), com uma carta de demissão dirigida à presidenta Dilma Rousseff que o ministro permitiu que chegasse primeiro a um jornalista. Uma fonte do Palácio do Planalto disse à reportagem que Dilma ficou irritada com o gesto de Negromonte, que acionou primeiro a imprensa, mesmo nos bastidores, antes de falar com a chefe.

Na carta, mais tarde colocada na página eletrônica do ministério, Negromonte diz abertamente ter sido alvo de “fogo amigo”.

“Enfrentamos ataques constantes, promovidos por interessados em desestabilizar nossa permanência no ministério das Cidades, que notoriamente desperta muito interesse pela importância dessa Pasta”, afirma a carta. “Nessa verdadeira guerra pelo poder, parte da mídia reproduziu denúncias vazias, de forma agressiva a insistente.”

Depois de receber a carta, Dilma mandou assessores divulgarem uma nota. “A Presidenta da República agradece os serviços por ele prestados ao país à frente da pasta e lhe deseja boa sorte em seus novos projetos. Para substituí-lo, a Presidenta convidou o deputado Aguinaldo Ribeiro.”

Administrador, Ribeiro é deputado federal de primeiro mandato. Antes, teve três passagens pela Assemblaia Legislativa da Paraíba, estado em que atuou em um governo do PSDB, do hoje senador Cássio Cunha Lima, que não terminou o segundo mandato por ter sido cassado por abuso de poder.

Entre 2005 e 2006, primeira gestão de Cunha Lima, Ribeiro foi líder de um bloco parlamentar que inlcuía o PSDB. Em 2008, na segunda gestão, foi secretário de Ciência e Tecnologia do tucano.

O presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), disse ter aprovado a indicação de Dilma. “[Ribeiro] É um representante qualificado do PP no ministério”, afirmou.

Senador Requião desce a borduna em Beto Richa. Veja vídeo.

Dessa vez Requião não chamou Beto Richa de piá-de-prédio

O senador Roberto Requião (PMDB) proferiu nesta sexta-feira seu primeiro discurso do ano no plenário do Senado e acusou Beto Richa de estar implantando uma “política de privatizações” no Paraná. Para Requião a gestão tucana estariam retomando o processo de privatização das empresas públicas do estado, “desidratando a estrutura estatal”. Segundo ele “Governar não é privatizar, terceirizar, repassando a empresas privadas responsabilidades tão específicas do estado como a educação, a saúde e o saneamento básico”. Requião disse que ao mesmo tempo em que Beto Richa reduz o investimento no setor público, o governador paranaense aumentou os gastos com propaganda institucional. Para ele “Choque de gestão é isso: muito mais dinheiro em propaganda para que a opinião pública fique chamando o governador de lindo, maravilhoso”. O peemedebista disse que o tucano nada fez em um ano de gestão, a não ser inaugurar obras deixadas por ele [Requião] e retirar placas de governadores anteriores. O senador também disse que os deputados estaduais são “aduladores” do rei.

Vídeo completo:

Juristas dizem que execução do jingle de campanha de Beto Richa na Assembleia fere a lei

O jingle da campanha de Beto Richa (PSDB) de 2010 foi executado ao fim da sessão solene de abertura do ano legislativo, com trechos como: “Todo mundo está com Beto, eu também estou” e “Quero Beto Ri­­cha meu governador”.

Conforme a Gazeta do Povo de hoje, juristas dizem que é possível que o fato caracterize violação da lei: “Sempre que se usa dinheiro público em proveito próprio é ilegal. Isso pode configurar improbidade administrativa e até mesmo propaganda eleitoral antecipada”, diz o advogado Everson Tobaruela, especializado em Direito Eleitoral. “Isso fere o princípio constitucional de impessoalidade e pode, sim, ser tida como ilegal a reprodução do jingle”, segundo Gustavo Justino de Oliveira, professor de Direito Administrativo da USP.

Beto Richa se equivoca, novamente

Segundo a Gazeta do Povo de hoje, no discurso de ontem do governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná, o tucano se utilizou da estatística de empregos criados apenas no período de 11 meses de 2011, de janeiro a novembro, o que favoreceu a atual administração. Se ele tivesse incluído o mês de dezembro de 2010, último ano da gestão de Roberto Requião (PMDB), o governo anterior teve mais postos de trabalho criados.

Richa afirmou que foram “gerados 157 mil empregos com carteira assinada no ano passado, sendo 100 mil no interior”, o que segundo o equivocado governador seria um “recorde histórico”.

As contas do tucano não levaram em conta a queda significativa na geração de empregos em de­­zembro de 2011, o que tornou o desempenho do estado do Paraná durante a gestão Beto Richa pior do que o do ano anterior, da gestão Requião.

Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempre­­gados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, o Paraná gerou 123.916 empregos com carteira assinada em 2011, o que foi pior o desempenho em 20% do que as 153.805 vagas de 2010.

A assessoria do governador confirmou o lapso na informação, mas que não houve “má intenção”.

Governador Beto Richa: que tal fazer uma errata da informação equivocada, com a mesma pompa e tapete vermelho na Assembleia Legislativa? Mas por favor, desta vez sem a musiquinha da sua campanha.

A foto diz tudo

Município de Ventania, Paraná. Foto de Cidcley da Silva Milleo

PSD, a nova ARENA

Era uma vez o dia 1º de abril de 1964, dia da mentira, quando ocorreu o golpe militar que destituiu o presidente eleito João Goulart – Jango (do PTB, vice de Jânio Quadros, que renunciou).

Durante a ditadura militar, o partido que apoiava a ditadura era a ARENA – Arena Renovadora Nacional. No bipartidarismo o partido de oposição era o MDB – Movimento Democrático Brasileiro.

Na década de 80 a ARENA, com o início da redemocratização, para fugir do estigma ditatorial virou PDS, que logo depois teve uma cisão e foi criado o PFL.

O PDS virou PPB e depois PP.

O PFL virou Democratas.

Com o intuito de fugirem da regra da fidelidade partidária, por muitos ex-integrantes do Democratas, PP, PPB, PFL, PDS e ARENA o PSD, um partido criado para burlar a fidelidade partidária e que Gilberto Kassab, o prefeito mal avaliado de São Paulo e presidente do PSD, que disse que o partido não é nem de direita, nem de centro nem de esquerda.

Neste ano, nas eleições para prefeitos e vereadores, não vote no PSD, não vote em candidatos do PSD, não vote em candidatos de outros partidos apoiados pelo PSD.

Se você é de direita, vote no Democratas, PSDB, PTB ou PPS (em Curitiba no PSB); se é de centro vote no PMDB; se é de centro-esquerda vote no PT, PCdoB ou PDT; se é de esquerda vote no PSOL, PSTU, PCB ou PCO! No PSD não!

Políticos do PSD: Gilberto Kassab (SP), Guilherme Afif Domingos (SP), Henrique Meirelles, Ney Leprevost (PR) e Eduardo Sciarra (PR).

Veja o post PSD – Pedaço Serrista do DEMO

STF decidiu pela manutenção plena dos poderes do Conselho Nacional de Justiça – CNJ

Supremo Tribunal Federal. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Hoje o STF decidiu pela manutenção plena dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para processar e punir juízes em casos de desvios ético-disciplinares, conforme previstos na Resolução 135 daquele órgão de controle. A competência originária e concorrente do CNJ para exercer essas atribuições, que estava suspensa por liminar concedida em ação movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros, foi restabelecida e mantida por seis votos a cinco entre os ministros Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilmar Mendes, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Rosa Weber votaram pela cassação da liminar e a favor da manutenção do artigo 12 da Resolução 135 do CNJ, que atribui à Corregedoria Nacional do órgão de controle da Justiça a competência concorrente às Corregedorias estaduais e regionais, para punir infrações disciplinares e administrativas cometidas por magistrados. Votos contrários: presidente Cezar Peluso; Marco Aurélio Mello, relator; Celso de Mello; Ricardo Lewandowski e Luiz Fux.

Colunista da Gazeta do Povo lembra da atuação ilegal da primeira-dama e critica comando da polícia do governo Beto Richa

Loucademia de polícia

Publicado hoje na Gazeta do Povo

Por Rogerio Waldrigues Galindo

A mansão do crime estourada na semana passada fica a nove quadras de um local simbólico da campanha de Beto Richa (PSDB) para o governo do estado. O Centro de Referência de Assistência Social do Parolin foi palco de um discurso de Fernanda Richa pedindo votos para o marido em maio de 2010. Como a campanha ainda estava proibida, a primeira-dama tomou uma multa da Justiça Eleitoral.

O principal argumento usado por Fernanda para pedir votos, na ocasião, era a melhoria que o marido traria para a segurança pública. “Essa polícia está aqui desde a época em que meu sogro [José Richa] foi governador. É o mesmo número de policiais. Não aumentou um policial, não houve uma capacitação”, dizia a inflamada primeira-dama municipal, que lutava para ser primeira-dama estadual.

“Se Deus quiser, se Deus quiser e as pessoas ali daquela vila tiverem um pouco de bom senso, no ano que vem, além de a gente fazer concurso, chamar muito mais policiais, capacitar, dar condições de dar segurança para a gente, a vila vai poder mudar. Caso contrário, nós vamos ficar nesse sofrimento”, disse Fernanda.

Desde lá, algumas coisas mudaram. Richa foi mesmo eleito governador. Fernanda foi condenada a uma multa de R$ 5 mil e virou secretária de Estado. Houve realmente a contratação de mais policiais. No entanto, os fatos da semana passada mostram que uma melhoria significativa na segurança pública ainda está distante.

Veja o que os fatos sobre a mansão do Parolin indicam:

1 – Que havia uma casa de luxo usada para atividades ilegais. Jogo e prostituição em plena área central de Curitiba.

2 – A polícia havia sido informada em novembro que o crime rolava solto, inclusive com a possibilidade de uso de drogas. Nada fez.

3 – Que um grupo de policiais encapuzados invadiu o local sem autorização da chefia e mostrou ao distinto público que as denúncias tinham razão de ser.

Os chefes da segurança pública dizem que os tiras agiram como milicianos. Num ponto têm ra­­zão. Não dá para deixar as coisas acontecerem assim. Cada policial faz o que tem vontade e invade o que quiser usando um capuz para não ser investigado. Este é o caminho para a barbárie.

Os policiais, porém, dizem que só fizeram isso para mostrar que há “santuários” protegidos por seus superiores. Invadiram para dar um recado: se não fizerem o que o baixo clero da polícia quer, os amigos dos delegados e dos superiores vão sofrer as conse­­­quên­­cias. Na verdade, nem de longe isso melhora a situação dos policiais, que passam a chantagistas – o raciocínio lógico é que, se derem o que eles querem, todos voltarão a ser coniventes.

Mas a coisa fica feia para a cúpula da polícia. Ou realmente alguém fez vista grossa para a casa – e há dezenas do mesmo tipo por aí, o que poderia mostrar que realmente existe acobertamento. Ou perdeu-se completamente o controle sobre os policiais. Um belo jeito de mostrar que tudo ocorrerá como deve seria fechar outros lugares do mesmo gênero, dessa vez com autorização e ordem da chefia. Se tudo continuar como estava, o acobertamento ficará visível.

No fundo, o que a população quer é que a promessa de Fer­­nanda seja cumprida, mesmo tendo sido feita de maneira ilegal. O povo quer confiar na polícia. Mas, do jeito que está, fica bem difícil.

A Cuba que Dilma visita – Emir Sader

No Blog do Emir do Carta Maior

Assim que Fidel e seus companheiros tomaram o poder e o governo dos EUA acentuou suas articulações para tratar de derrubar o novo poder, a grande burguesia cubana e uma parte da classe média alta foram se refugiar em Miami. Bastava esperar que mais um governo rebelde capitulasse diante das pressões norte-americanas ou fosse irremediavelmente derrubado. Afinal, nenhum governo latinoamericano rebelde tinha conseguido sobreviver. Poucos anos antes Getulio Vargas tinha se suicidado e Peron tinha abandonado o governo. Os dois governos da Guatemala que tinham ousado colocar em prática uma reforma agrária contra a United Fruis – hoje reciclada no nome para Chiquita -, sofreram um violento golpe militar.
Como um governo cubano rebelde, em plena guerra fria, a 110 quilômetros do império, conseguiria sobreviver? Cuba era o modelo do “pátio traseiro” dos EUA. Era ali que a burguesia cubana passava suas férias como se estivesse numa colônia sua. Era ali que os filmes de Hollywood encontravam os cenários para os seus melosos filmes sentimentais. Era ali que um aristocrata cubano tinha importado Esther Williams para inaugurar sua casa no centro de Havana, mergulhando numa piscina cheia de champanhe. Era em Cuba que os milionários norteamericanos desembarcavam com seus iates diretamente aos hotéis com cassinos ou às suas casas, sem sequer passar pelas alfândegas. Era ali que os marinheiros norteamericanos se embebedavam e ofendiam os cubanos de todas as formas possíveis. Era para Cuba que a Pan American inaugurou seus vôos internacionais. Era ali que as construtoras de carros norte-americanas testavam seus novos modelos, um ano antes de produzi-los nos EUA. Foi em Cuba que a máfia internacional fez seu congresso mundial no fim da segunda guerra, para repartir os seus mercados internacionais, evento para o qual contrataram o jovem cantor Frank Sinatra para animar suas festas. Em suma, Cuba era um protetorado norteamericano.

Os que abandonaram o país deixaram suas casas intactas, fecharam as portas, pegaram o dinheiro que ainda tinham guardado e foram esperar em Miami que o novo governo fosse derrubado e pudessem retomar normalmente sua vida num país de que se consideravam donos, associados aos gringos.

Há um bairro em Miami que se chama Little Havana, onde os nostálgicos ficam olhando para o sul, cada vez menos esperançosos de que possam retornar a uma ilha que já não podem reconhecer, pelas transformações radicais que sofreu. Participaram das tentativas de derrubada do regime, a mais conhecida delas a invasão na Baía dos Porcos, que durou 72 horas, mesmo se pilotada e protagonizada pelos EUA – presidido por John Kennedy naquele momento. Os EUA tiveram que mandar alimentos para crianças para conseguir recuperar os presos da invasão, numa troca humanitária.

Cuba mudou seu destino com a revolução, conseguiu ter os melhores índices sociais do continente, mesmo como país pequeno, pobre, ao lado dos EUA, que mantem o mais longo bloqueio da história – há mais de 50 anos -, tentando esmagar a Ilha.

Durante um tempo Cuba pode apoiar-se na integração ao planejamento conjunto dos países socialistas, dirigida pela URSS, que lhe propiciava petróleo e armamento, além de mercados para seus produtos de exportação. O fim da URSS e do campo socialista aparecia, para alguns, como o fim de Cuba. Depois da queda sucessiva dos países do leste europeu, a imprensa ocidental se deslocou para Cuba, instalou-se em Havana Livre, ficaram tomando mojitos e daiquiris, esperando para testemunhar a ansiada queda do regime cubano. (Entre eles estava Pedro Bial e a equipe da Globo.)

Passaram-se 23 anos e o regime cubano está de pé. Desde 1959, 10 presidentes já passaram pela Casa Branca e tiveram que conviver com a Revolução Cubana – de que todos eles previram o fim.

Cuba teve que se reciclar para sobreviver sem poder participar do planejamento coletivo dos países socialistas. Cuba teve que fazer um imenso esforço, sem cortar os direitos sociais do seu povo, sem fechar camas de hospitais, nem salas de aulas, ao invés da URSS de Gorbachev, que introduziu pacotes de ajuste e terminou acelerando o fim do regime soviético.

É essa Cuba que a Dilma vai encontrar. Em pleno processo de reciclagem de uma economia que necessita adaptar suas necessidades às condições do mundo contemporâneo. Em que Cuba intensificou seu comércio com a Venezuela, a Bolívia, o Equador – através da Alba -, assim como com a China, o Brasil, entre outros. Mas que necessita dar um novo salto econômico, para o que necessita de mais investimentos.

Necessita também aumentar sua produtividade, para o que requer incentivar o trabalho, de acordo com as formulações de Marx na Critica do Programa de Gotha, de que o principio do socialismo é o de que “a cada um conforme o seu trabalho”, afim de gerar as condições do comunismo, em que a fartura permitira atender “a cada um conforme suas necessidades”.

Cuba busca seus novos caminhos, sem renunciar a seu profundo compromisso com os direitos sociais para toda a população, a soberania nacional e a solidariedade internacional. Cuba segue desenvolvendo suas políticas solidárias, que permitiram o fim do analfabetismo na Venezuela e na Bolívia e o avanço decisivo nessa direção em países como o Equador e a Nicarágua.

Cuba mantem sempre, há mais de dez anos, a Escola Latinoamericana de Medicina, que já formou na melhor medicina social do mundo, de forma gratuita, a milhares de jovens originários de comunidades carentes todo o continente – incluídos os EUA. Cuba promove a Operação Milagre, que ja’ permitiu que mais de 3 mil latino-americanos pudessem recuperar plenamente sua visão.

Cuba é um sociedade humanista, que privilegia o atendimento das necessidades dos seus cidadãos e dos de todos os outros países necessitados do mundo. Que busca combinar os mecanismos de planejamento centralizado com incentivos a iniciativas individuais e a atração de investimentos, na busca de um novo modelo de crescimento, que preserve os direitos adquiridos pela Revolução e permite um novo ciclo de expansão econômica.

Aqueles que se preocupam com o sistema politico interno de Cuba, tem que olhar não para Havana, mas para Washington. Ninguém pode pedir a Cuba relaxar seus mecanismos de segurança interna, sendo vítima do bloqueio e das agressões da mais violenta potência imperial da história da humanidade. A pressão tem que se voltar e se concentrar sobre o governo dos EUA, para o fim do bloqueio, a retirada da base naval de Guantanamo do território cubano e a normalização da relação entre os dois países.

É essa Cuba que a Dilma vai se encontrar, intensificando e ampliando os laços de amizade e os intercâmbios econômicos com Cuba. Não por acaso o Brasil só restabeleceu relações com Cuba depois que a ditadura terminou, intensificando essas relações no governo Lula e dando continuidade a essa política com o governo Dilma.

Vale, privatizada por FHC, é a pior empresa do mundo

“Transformamos florestas tropicais em minas e represas. Custe o que custar”

 

 

 

A empresa brasileira Vale (ex Companhia Vale do Rio Doce), privatizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardozo – FHC (PSDB), uma das maiores produtoras de minérios de ferro do mundo, conquistou o prêmio Public Eye (Olho Público), que elege anualmente as companhias com pior comportamento em relação a meio-ambiente e direitos humanos no mundo. A votação é organizada, desde 2000, pelo Greenpeace e a ONG Declaração de Berna. Entre as seis empresas de todo o mundo indicadas, a Vale obteve 25.042 votos de internautas.

A indicação da Vale para o prêmio foi feita pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), por meio da organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos em parceria com as ONGs internacionais Amazon Watch e International Rivers, por “inúmeros impactos ambientais, sociais e trabalhistas causados na última década pelas atividades da corporação no Brasil e no mundo”.

FHC continua vencendo a enquete como o pior presidente do Brasil de todos os tempos com 37% dos votos

Participe da enquete do Blog do Tarso, na coluna da direita, um pouco para baixo.

Charge do Angeli de 1997

Charge do Angeli de 1997

Charge do Angeli de 1997

Charge do Angeli de 1998

Charge do Angeli de 2001

Charge de Angeli em 2001

Charge de Angeli de 1999

Charge do Angeli de 2000

Charge do Angeli de 1998

Charge do Angeli de 1997

Charge de Angeli em 2002

Charge de Angeli em 2002

Charge do Angeli de 1999

Charge do Angeli em 1998

Charge do Angeli em 1998

Charge de Angeli em 2002