Gleisi “dá pito” em Beto Richa

Veja a decisão do TCE-PR que manda Curitiba diminuir tarifa técnica do transporte coletivo

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Decisão cautelar do Conselheiro Nestor Baptista do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que determina a prefeitura de Curitiba e a Urbs diminuírem a tarifa técnica do transporte coletivo da cidade. Clique aqui

 

Lula, de barba, fala sobre a internet

Liminar do TCE manda reduzir tarifa de ônibus de Curitiba em 43 centavos

 

A auditoria teve seus trabalhos iniciados em setem ...

Do TCE/PR
Em decisão liminar, emitida pelo conselheiro Nestor Baptista na tarde desta quinta-feira (30), o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou à Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC) e à Companhia de Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) que seja aplicada uma redução de R$ 0,43 na tarifa técnica do transporte coletivo, a ser reajustada no próximo mês de fevereiro. O conselheiro é relator do processo de auditoria do transporte coletivo de Curitiba.

A auditoria teve seus trabalhos iniciados em setembro de 2013 e apontou diversas irregularidades na composição da tarifa. A mesma decisão determina a não inclusão de nenhum novo item na composição da planilha de reajuste a ser aplicada. No ano passado, o reajuste da tarifa foi aplicado no dia 14 de fevereiro. A auditoria envolveu cerca de 20 técnicos do TCE e foi coordenada pelo diretor de Execuções do Tribunal, Cláudio Henrique de Castro. O relatório está disponível na página do órgão na internet.

Retirada

Na mesma liminar, Baptista determina à PMC e Urbs a retirada da taxa de gerenciamento, no valor de 4% e que é cobrada pela Companhia de Urbanização, do custo dos Hibribus e da taxa de risco.

Também deverão ser expurgados ou alterados quatro itens na composição da planilha do próximo reajuste: impostos exclusivos (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica e Contribuição sobre o Lucro Líquido); o parâmetro de compra de combustível, que passará a ser fixado pelo preço mínimo da Agência Nacional do Petróleo – ANP e não pelo atual preço médio; retirada total dos custos com depreciação e remuneração de investimentos em edificações apresentados pelas empresas concessionárias; e redução percentual do consumo do diesel através da readequação para cada um dos lotes licitados, de acordo com os percentuais reais apresentados pelas empresa e não pelo parâmetro superior ao praticado pelo edital de licitação.

Requião apoia que Beto Richa se defenda das denúncias de corrupção

Dilma, Aécio Neves ou Eduardo Campos?

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Discuto política desde 1982, ininterruptamente, quando com oito anos de idade apoiei Franco Montoro (PMDB) para governador de São Paulo, contra o candidato da direita e da ditadura militar-empresarial, Reinaldo de Barros (PDS, ex-ARENA, atual Democratas e PP). Eram candidatos também Jânio Quadros (PTB), Lula (PT) e Rogê Ferreira (PDT).

Portanto, não sou daqueles que discutem política apenas em ano eleitoral ou perto das eleições.

Mas o que vemos neste janeiro de 2014 são pessoas na internet e na velha mídia (Globo, Veja, etc), sem qualquer fundamentação, começando a atacar a presidenta Dilma Rousseff (PT) da mesma forma como atacavam o segundo mandato de Getúlio Vargas, os presidentes Jango e Lula, e agora Dilma.

É claro que o governo federal tem problemas. Algumas privatizações desnecessárias, dependência de um congresso nacional que reflete o poder financeiro do grande capital, escolha de alguns ministros incompetentes, algumas concessões ao mercado financeiro, falta de um maior diálogo com os movimentos sociais, etc.

Devemos manter a crítica, mas com a noção de que 2014 é um ano eleitoral. Devemos analisar as alternativas e, atualmente, as alternativas à Dilma são desanimadoras.

Aécio Neves (PSDB), se vitorioso, seria um desastre para o país. Com a linha “coronel playboy”, levaria o Brasil para um caos a la FHC, com privatarias, redução dos programas sociais, precarização da Administração Pública, venda do país ao grande capital, cassete nos movimentos sociais. Ou seja, neoliberalismo puro.

Uma improvável vitória de Eduardo Campos (PSB) seria ainda pior. O governador de Pernambuco é tão neoliberal quanto Aécio. Viria com um discurso de mudança mas seria uma decepção grande, com mais neoliberalismo, ainda menos apoio no congresso, com possibilidade de um governo semelhante ao de Fernando Collor de Mello (PRN).

É claro que o ideal seria um governo mais a esquerda. Mas atualmente não há partidos e nem pessoas que poderiam sagra-se vencedores com uma política mais progressista.

O PSOL, partido que respeito, que terá Randolfe Rodrigues como candidato, além de infelizmente muitas vezes fazer o jogo da direita, se fosse vencedor não teria apoio necessário do Congresso Nacional para governar.

O PDT e o PMDB de Roberto Requião vão de Dilma. Não há outro partido ou candidato que garanta uma continuidade de tudo de bom que ocorreu no Brasil de 2003 para cá, e com a coragem ou potencial de melhorar o que não deu tão certo.

A tendência, para o bem do Brasil, é uma vitória de Dilma, já que não teremos a candidatura de Lula, ou de pessoas como um Leonel Brizola ou um Carlos Marighella.

#NãoVaiTerCopa

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Ministério Público vai investigar se irmão de Beto Richa é propineiro

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Após o “suposto” escândalo de corrupção no governo Beto Richa (PSDB) publicado na revista Istoé desta semana, em matéria jornalística que informa que uma empresária denunciou que o irmão do governador e atual secretário de Beto Richa, Pepe Richa, recebeu propina de R$ 500 mil, o Ministério Público do Estado do Paraná divulgou nota oficial informando que vai investigar o caso.

Leia a nota oficial do MP-PR sobre a abertura da investigação:

“A respeito dos fatos veiculados pela imprensa envolvendo suposto pagamento de propina no caso AGX Log/Renault, o Ministério Público do Paraná abriu nesta segunda-feira (27/01) investigação sobre o assunto. A apuração está a cargo da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Curitiba.”

Pepe Richa disse que não é corrupto e nem propineiro, e que vai processar a revista Istoé para tentar calar a revista.

Aeroporto estatal de Curitiba é o melhor do país, melhor do que os privados

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O aeroporto internacional de Curitiba (São José dos Pinhais), Afonso Pena, um aeroporto estatal, com gestão estatal realizada pela Infraero, foi eleito pela terceira vez consecutiva pelos passageiros como o melhor do país, segundo levantamento da Secretaria de Aviação Civil, com nota 4,10, mesma nota dada para outro aeroporto estatal, o de Natal/RN.

A escala é de 1 a 5 e é a terceira edição do Relatório Geral dos Indicadores de Desempenho Operacional em Aeroportos (Indaero, versão integral aqui), pesquisa coordenada pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República – SAC. Lançada em 2013 e realizada trimestralmente, a pesquisa foi feita junto a 19.850 usuários da aviação civil, no momento em que estavam dentro dos aeroportos (72% nos terminais domésticos e 28% nas áreas de embarque internacionais). Atribuíram notas a itens como preço do estacionamento, disponibilidade de carrinhos para bagagem, tempo de espera na fila, cordialidade no atendimento, limpeza dos banheiros, restituição de bagagem, informação de voo, internet e também a satisfação geral com o aeroporto. A amostra foi colhida em 15 dos maiores aeroportos do país: Manaus (AM), Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE), Brasília (DF), Salvador (BA), Cuiabá (MT), Confins (MG), Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Viracopos (SP), Curitiba (PR), Galeão (RJ), Santos Dumont (RJ) e Porto Alegre (RS).

Enquanto isso o maior aeroporto do Brasil, o de Guarulhos, que é gerido por empresas privadas, cada vez piora mais a sua gestão, que é considerada ineficiente, com nota 3,45. Sua colocação vem piorando, era o 9º, depois 13º, e agora está em 14º lugar entre os aeroportos analisados.

Infelizmente o governo federal, pressionado pelo mercado financeiro e políticos neoliberais, concedeu para a iniciativa privada os aeroportos de Viracopos/Campinas, Guarulhos/SP e Brasília/DF, e no final do ano passado os do Galeão/RJ e Confins/MG.

A pesquisa desmente novamente a falácia de que a iniciativa privada é mais eficiente do que a Administração Pública.

O Estado – Vladimir Safatle

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Na Folha de S. Paulo de 14.01.2014

Poucos problemas político-filosóficos têm o dom de produzir tantos conflitos quanto aquele a respeito da função do Estado. A divisão entre os que querem pensar uma sociedade sem Estado e os que não veem sentido algum nessa empreitada ultrapassa a dicotomia tradicional entre esquerda e direita. De toda forma, qualquer reflexão possível sobre o Estado na política contemporânea deve partir da internalização das críticas por ele sofridas nos últimos quarenta anos.

Várias delas insistiam no Estado como aparato disciplinar responsável pela perpetuação de uma vida social normatizada na figura do direito. O cidadão do Estado era, acima de tudo, alguém que deveria se conformar a um aparato normativo legal e uniformizador a fim de ser reconhecido como pessoa capaz de contrair contratos, assumir propriedades, direitos positivos, deveres e funções sociais.

A crítica, peça maior de uma teoria renovada do poder, era pertinente. No entanto, ela não implicava, necessariamente, o abandono do reconhecimento do Estado como instituição política central, mas, sim, sua metamorfose. Pois seu puro e simples abandono trazia problemas insolúveis.

Não queremos apenas a possibilidade de se desenvolver como singularidades, queremos ser reconhecidos enquanto singularidades. Mas não quero ser reconhecido apenas na minha comunidade, entre os meus amigos. Quero ser reconhecido em todo e qualquer contexto social do qual participo e porventura participarei.

Abre-se assim uma dimensão de demanda de universalidade que nos impulsiona em direção a um arranjo institucional de garantias de reconhecimento que nos leva, necessariamente, a um conceito pós-nacional de Estado. Sem tal arranjo, demandas dessa natureza perdem seu direito.

Por outro lado, a atividade econômica é produtora de desigualdades. A ampliação da posse comum minora tais desigualdades, mas uma defesa abstrata do fim da propriedade apenas faria com que o desejo de individualização presente na propriedade se voltasse contra o espaço comum. Hegel era suficientemente astuto para perceber que a propriedade não era o problema, mas sua generalização a toda a esfera social e sua transformação em direito fundamental acima de todos os outros.

Mas que instituição tem a força de quebrar os interesses individuais no campo da economia a fim de impedir o desenvolvimento da desigualdade? Claro que poderíamos recorrer à teoria do Estado como agente da classe dominante, mas, mais de uma vez na história, foi a pressão das classes desfavorecidas sobre o Estado que quebrou tais interesses de classe. O que nos obriga a desenvolver, no mínimo, uma figura um pouco mais contraditória do Estado.

Luta de classes – Paul Singer

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Na Folha de S. Paulo de 14.01.2013

Reconhecer a pancadaria ao redor de nossa política econômica como luta de classes é necessário para que o público que vai decidir essa parada nas urnas não seja levado a pensar que se trata de uma contenda entre peritos e jovens ingênuos

Desde que a presidenta Dilma Rousseff denunciou a “guerra psicológica” que estaria sendo travada contra os esforços de seu governo para acelerar o crescimento da economia brasileira, os adversários acirraram suas críticas à política econômica vigente, tornando o debate sobre essas questões um dos mais importantes pomos de discórdia que animam os embates entre os candidatos à Presidência nas próximas eleições.

É interessante observar como esses debates –travados num país como o nosso, em pleno emprego há cinco anos– não se distinguem na essência dos debates travados na maioria dos países capitalistas que são democráticos.

Nestes países, quase sempre o desemprego é o mais importante problema social, causa de profundo sofrimento dos que se sustentam mediante trabalho assalariado, tanto dos que têm emprego e temem perdê-lo como dos que foram demitidos e enfrentam grandes dificuldades em conseguir outro.

Isso se aplica tanto a países tidos como “falidos”, como a Grécia e outros da periferia sul da Europa, como aos Estados Unidos e outros que hospedam poderosas multinacionais financeiras e utilizam seu poderio político-econômico para impor a países esmagados por portentosas dívidas públicas ruinosas políticas de “austeridade”, cujo efeito é produzir recessões sucessivas, que ampliam o desemprego e a desgraça dos que não são donos de empresas nem sequer de instrumentos de trabalho que lhes permitiriam ganhar a vida por conta própria.

A maior parte das divergências que atualmente alimentam as controvérsias giram ao redor da questão do emprego e do tamanho e destino do gasto público e de como o ônus dele decorrente é repartido entre as classes sociais que compõem o universo dos contribuintes.

Ao lado desses dois temas, aparecem assuntos correlatos: como os ganhos de produtividade do trabalho são repartidos entre lucros e salários, como a inflação responde ou não aos aumentos de salários e como a valorização cambial da moeda nacional afeta as exportações e as importações.

A base da maioria dessas controvérsias está no tamanho do poder do Estado em controlar e conduzir a economia nacional, tendo por objetivo atender mais ou menos as reivindicações da maioria pobre da população, que constitui também a maioria do eleitorado.

A classe dominante é formada pelos capitalistas que têm por objetivo a sua “liberdade” de fazer o que quiserem com o câmbio, com a localização geográfica de seus investimentos, com os preços e juros que eles cobram dos clientes. Para tanto, eles reivindicam a exclusão do Estado da arena econômica.

A esse respeito, os interesses dos capitalistas e das classes trabalhadores não podem deixar de se contrapor. O povo trabalhador depende das políticas ditas “sociais” que tomam a forma de serviços públicos essenciais: saúde, segurança, transporte, energia, telecomunicações, educação de crianças, jovens, adultos e idosos, habitação social, previdência, cultura etc..

Embora os serviços públicos estejam à disposição de toda a população, somente os pobres dependem deles. As classes abastadas não os usam, porque quase todos eles têm como contraparte serviços análogos prestados por empresas capitalistas privadas.

O entrechoque de interesses fica flagrante no caso do transporte urbano: o espaço de circulação é disputado por automóveis de passageiros e ônibus e outras modalidades de transporte público.

A mesma disputa fica tristemente óbvia quando os porta-vozes da classe capitalista encenam campanhas contra o tamanho dos impostos, quando todos sabem que o SUS, o Sistema Único de Saúde do qual dependem os trabalhadores, carece de meios para curar e salvar vidas porque o Orçamento do governo federal não dispõe de recursos para tanto.

A luta de classes até o fim do século passado se travava entre liberais extremados, conhecidos como neoliberais, e partidários de diferentes socialismos então sendo praticados em diversos países. Atualmente, a maioria desses socialismos “realmente existentes” não existe mais. A plataforma dos críticos e adversários do capitalismo hoje é inspirada tanto no marxismo como em autores profundamente comprometidos com a democracia como Keynes, Gramsci, Karl Polanyi, Rosa Luxemburgo e Baruch Spinoza.

O que atualmente surge como alternativa mais significativa ao capitalismo é a economia solidária, praticada por setores organizados em movimentos sociais em todos os continentes, geralmente sob a forma do cooperativismo.

A economia solidária é um modo de produção que surgiu nos alvores da primeira revolução industrial, no início do século 19, na Grã-Bretanha e na França, como reação aos salários miseráveis pagos então aos operários, operárias e crianças nas fábricas por jornadas extenuantes de 15 ou mais horas…

Ocorrendo conflitos com os patrões, os grevistas eram despedidos e, em reação, formavam suas próprias oficinas, uma vez tendo aprendido os segredos do ofício.

Desse modo surgiram as primeiras cooperativas de trabalho, empresas pertencentes aos trabalhadores, que as administravam coletivamente, cada sócio tendo um voto nas assembleias em que as decisões eram adotadas. Os ganhos resultantes do trabalho comum eram repartidos por critérios de justiça distributiva entre os sócios, adotados por maioria ou unanimidade nas assembleias.

Esse modelo aperfeiçoado pelos Pioneiros de Rochdale, em 1844, continua sendo praticado, com aprimoramentos de todas as filiadas à Aliança Internacional de Cooperativas, inclusive as agrárias, de consumo, de crédito, de moradia e de diversas outras modalidades.

Hoje, 170 anos depois, o cooperativismo surge como um modo de organizar atividades de produção, comércio justo, poupança e crédito, consumo consciente e responsável e sob a forma de movimento social dedicado à luta contra a miséria e naturalmente como alternativa ao modo de produção dominante –o capitalismo.

Com a difusão da democracia como modelo de normalidade politica, a economia solidária torna-se cada vez mais atraente para os que almejam igualdade e justiça para suas comunidades.

Os seus partidários defendem em geral políticas econômicas inspiradas pelo keynesianismo, cujo objetivo maior é o pleno emprego e a eutanásia do rentista, o que significa o fim da hegemonia global do capital financeiro, que é o maior responsável pelas frequentes crises internacionais, das quais os trabalhadores são as principais vítimas.

O trágico fiasco que precipitou o fim pacífico da maioria dos regimes ditos comunistas abriu um imenso vazio ideológico, político e, por que não, ético que o novo papa Francisco começa a preencher em nome da Igreja Católica.

Por tudo isso, reconhecer a pancadaria ao redor de nossa política econômica como luta de classes é necessário para que o público que vai decidir essa parada nas urnas não seja levado a pensar que se trata de uma contenda entre peritos (experts em inglês) e jovens ingênuos que pouco entendem do que está em jogo.

Os que reagimos aos excessos do neoliberalismo temos em vista, acima de tudo, preservar e enriquecer a democracia em nosso país, como garantia de que a luta por uma sociedade mais justa poderá prosseguir até que seus frutos possam ser usufruídos por todos.

PAUL SINGER, 81, é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi secretário municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Luiza Erundina)

Filmes sobre o golpe e ditadura militar-empresarial no Brasil (1964-1985)

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Uma lista elaborada por mim de filmes sobre o golpe e sobre a ditadura militar-empresarial que ocorreu no Brasil entre 1964 e 1985. Alguns deles têm a ver com a ditadura porque foram feitos durante o período. Vários em sua versão completa, outros apenas os trailers. Há uma enormidade de outros filmes sobre as ditaduras da América Latina, mas isso fica para uma outra lista. Esqueci algum? Favor informar nos comentários.

Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso

Filmes completos:

O dia que durou 21 anos

Cidadão Boilesen

Jango

Lamarca

Marighella

Batismo de Sangue

Pra frente Brasil

O que é isso, companheiro?

Zuzu Angel

Eles não usam black-tie

Cabra Cega

Lula o filho do Brasil

Peões

Brizola – tempos de luta

Ditadura – tempo de resistência

Perdão Mr. Fiel

Condor

Paula – A história de uma subversiva

O bom burguês

Araguaia: Campo Sagrado

Araguaya conspiração do silêncio

Kuarup

Documentário chileno

Oitenta anos de Resistência – A História da UFPR

Corpo em delito

O ano em que meus pais saíram de férias

Hércules 56

Nunca fomos tão felizes

Quase dois irmãos

O casamento

Vlado – 30 anos depois

Os fuzis

Manhã cinzenta

Libertários

Cabra marcado para morrer

O fio da memória

O caso dos Irmãos Naves

Que bom te ver viva

Dossiê Jango

Barra 68

Trailer:

Repare Bem

Ação entre amigos

Dois córregos

Cara ou coroa

Topografia de um desnudo

Uma longa viagem

Diário de uma busca

Tatuagem

A memória que me contam

Hoje

Sem link:

O profeta das águas

Os anos passaram (curta-metragem)

E agora, José? Tortura do sexo

OAB/PR vai denunciar na Justiça e na OEA a situação dos presídios geridos pelo governo Beto Richa

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Paraná vai protocolar nos próximos dias um requerimento junto à Organização dos Estados Americanos – OEA denunciando as condições dos presídios no Estado do Paraná, geridos pelo governo Beto Richa (PSDB). A Seccional também entrará com ações civis públicas cobrando indenizações para familiares de presos mortos sob custódia do Estado do Paraná.

O advogado Juliano José Breda, presidente da OAB/PR, afirma que a Ordem prepara relatórios de todas as carceragens do Estado há quatro anos e, desde então, tem cobrado solução dos problemas junto às autoridades.

Segundo Breda “há milhares de presos em delegacias do Paraná, em situações piores que as unidades do sistema penitenciário” e “a verdade é que o sistema como um todo oferece tratamento indigno e desumano aos presos e falha em cumprir sua missão. Temo que, em poucos anos, a barbárie noticiada nos últimos dias se torne a rotina em todos os estabelecimentos prisionais. Falta pouco, muito pouco, para que isso aconteça”. Para ele “é fundamental reduzir a população carcerária ao invés de construir mais presídios, os quais, mal administrados, irão apenas repetir em maior escala os problemas hoje evidenciados. Para Breda “os agentes públicos precisam ser responsabilizados pelos danos a que a má gestão  causa” e “o Poder Judiciário e o Ministério Público devem ser convocados a discutir a sua parcela de responsabilidade, a partir dos órgãos de cúpula. Os magistrados e promotores devem ser orientados a requerer e adotar as medidas restritivas da liberdade de locomoção nos casos verdadeiramente necessários. Verificamos no Paraná casos de magistrados e promotores que assumidamente se utilizam da prisão preventiva como medida pedagógica”.

O presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB/PR, José Carlos Cal Garcia, disse que o sistema penitenciário do Paraná vive um problema sério que pode gerar crises como a do Maranhão.

A secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, viaja para o Maranhão para dar pitacos ao governo daquele estado. O presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB/PR defende que o estado tem muito pouco para ajudar.

A Secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, de confiança do governador Beto Richa (PSDB), rebateu as críticas de Cal Garcia e defende que, apesar das dificuldades, o Paraná é modelo.

Por favor outubro de 2014, chega logo!

Folha de S. Paulo esquece a Constituição e questiona gastos sociais de Itaipu

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Uma reportagem do caderno “Mercado” da Folha de S. Paulo de domingo (12) questionou os gastos sociais que a usina hidrelétrica Itaipu Binacional realizou durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014), ambos do Partido dos Trabalhadores – PT.

Para a Folha e os demais neoliberais, a questão social deve ser tratada de acordo com o “mercado”. Típico da Folha.

A reportagem informa que a empresa binacional (Brasil-Paraguai) despendeu US$ 80 milhões em 2012 em hospitais, escolas e projetos sociais, e em 2003 o valor era de apenas US$ 8,7 milhões.

A Folha está indignada que a Itaipu tenha gastado em hospitais, turismo, comunidades indígenas, proteção à criança, incentivo a empresas nascentes, um observatório astronômico e até, vejam só, em uma universidade. Que absurdo não é?

Por causa da Itaipu os municípios afetados pelo reservatório de água da usina melhoraram muito o seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e duas escolas de Foz do Iguaçu estão entre as dez melhores do país na educação básica.

Mas a Folha chamou “especialistas” para que criticassem os projetos sociais.

Chamou o professor da UFRJ Edmar Luiz de Almeida para questionar: “Será que uma empresa de eletricidade não está substituindo o papel do Estado?”.

Por que o jornal não chamou um professor do Paraná, mais conhecedores da realidade da Itaipu?

Para o professor carioca, a Itaipu é uma simples “empresa de eletricidade”. É uma piada!

Mas a Folha não para por aí. Cita ainda Adriano Pires do CBIE: “Itaipu é mais um exemplo do uso que o PT faz das estatais para tocar projetos sociais e alavancar voto”.

A Folha e seus “especialistas” esquecem que a nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988 garante justiça social, igualdade e o papel do Estado de intervir diretamente e  indiretamente na economia e no social por meio de empresas estatais, por razões de interesse público. A Folha esquece da função social da propriedade, da função social das empresas, da dignidade da pessoa humana e demais princípios constitucionais.

Por que a Folha não questiona os gastos sociais e com propaganda da Sabesp dos governos tucanos de São Paulo?

Por que a Folha não questiona os gastos das empresas estatais em propagandas em suas páginas?

Por que a Folha não questiona as assinaturas da Folha realizadas por órgãos e entidades estatais, com dinheiro público?

Pelo menos o jornal escutou Jorge Samek, o diretor-geral de Itaipu: “Nosso foco principal é produzir energia, e com isso não se brinca. Mas, se eu não aproveitasse o pessoal qualificado que tenho para desenvolver a região, não estaria cumprindo meu papel de cidadão”.

Os gastos sociais representam apenas 1% da receita da Itaipu.

A Folha informa que o montante e os projetos apoiados são definidos pela diretoria de Itaipu. Mas é claro que isso passa também pelo Conselho de Administração da empresa e pelos governos do Brasil e do Paraguai. O jornal queria que fossem definidos por quem? Pelos tucanos? Pela Folha? Pela Globo? Pela Veja? Pelo mercado financeiro?

A Folha tem saudades do governo FHC. Para os neoliberais tudo deveria ser privatizado e o Estado deveria servir apenas para garantir os lucros altíssimos e imorais do mercado financeiro e grande capital. Mercado financeiro, inclusive, que manda na Folha, no Estão, na Veja, na Globo, etc.

E se não criarmos o financiamento público de campanha, esse mercado financeiro continuará mandando nas eleições do Brasil.

Viva a Itaipu!

Viva seus gastos sociais e a redução da desigualdade social no Brasil!

Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado e doutorando em Políticas Públicas pela UFPR, ex-Diretor Jurídico da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, autor do Blog do Tarso

Eleições: Rumo ao financiamento democrático

Doação eleitoral de empresas deve ser proibida?

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Rumo ao financiamento democrático

Por Aline Osorio, na Folha de S. Paulo de sábado (11)

Empresas não têm direito a voto. Afinal, vivemos em uma democracia, que é governo do povo. No entanto, as regras de financiamento de campanhas em vigor no país –que permitem que empresas doem até 2% de seu faturamento anual– garantem a tais entidades uma via alternativa e mais eficaz para influenciarem as eleições. Continuar lendo

Entrevista com Celso Antônio Bandeira de Mello sobre a AP 470 (“mensalão”)

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No jornal Brasil de Fato

“Direitos foram violados pelo STF”

Celso Bandeira de Mello, um dos maiores juristas do país, critica julgamento e prisões no caso “mensalão”

26/11/2013, por Luiz Felipe Albuquerque, de São Paulo (SP)

O julgamento do caso do “mensalão” foi político e inconstitucional, na avaliação de Celso Antônio Bandeira de Mello, que é reconhecido como um dos mais brilhantes e respeitados juristas brasileiros.

Professor Emérito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), Bandeira completou 77 anos na semana passada envergonhado com o papel cumprido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento. “Esse julgamento é viciado do começo ao fim. Agora, os vícios estão se repetindo, o que não é de estranhar.

Não vejo nenhuma novidade nas violações de direitos. Confesso que fiquei escandalizado com o julgamento”, diz. Na semana passada, 11 condenados do processo foram presos, como o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, e o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. Bandeira critica o “açodamento” das prisões e considera “gravíssimo” o tratamento dado a Genoíno, que passou recentemente por uma cirurgia no coração e está doente.

A prisão dos condenados da ação antes do julgamento dos embargos infringentes cumpriu o rito jurídico?

Celso Antônio Bandeira de Mello – Houve um açodamento. Começaram a cumprir em regime fechado mesmo aqueles que deveriam estar em regime semiaberto. A meu ver, todo o julgamento foi ilegal. Diria até inconstitucional. A começar, por suprimir uma instância, quando fizeram todos serem julgados no STF, o que não era o caso. Esse julgamento é viciado do começo ao fim. Agora, os vícios estão se repetindo, o que não é de se estranhar. Não vejo nenhuma novidade nas violações de direitos. Confesso que fiquei escandalizado com o julgamento. Continuar lendo

Exposição relembra primeiro comício pelas “Diretas Já” em Curitiba

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A prefeitura de Curitiba organiza a partir de hoje uma exposição que relembra primeiro comício pelas “Diretas Já” em Curitiba, ocorrido há exatos 30 anos, que foi o primeiro do Brasil. Será de hoje (12) até 23 de janeiro de 2014, das 11h às 21h, na Rua das Flores (Boca Maldita), dentro de um ônibus biarticulado. A entrada é gratuita.

Os direitos, os humanos e a natureza

Vista do Museo de La Pachamama, em Amaicha del Valle, norte da Argentina (Thais Glowacki/Divulgação )

Vista do Museo de La Pachamama, em Amaicha del Valle, norte da Argentina (Thais Glowacki/Divulgação)

Na Gazeta do Povo de ontem (11)

O Caderno G Ideias deste sábado analisa o debate em torno da criação de um novo paradigma filosófico e jurídico de defesa da natureza no direito sul-americano

Por Sandro Moser

As duas mais recentes Constituições promulgadas na América Latina – Equador (2008) e Bolívia (2009) – trazem expressas em seus tex­tos um ino­vador reconhecimento da na­tu­reza como sujeito de direitos, assim entendido como aquele a quem a lei, em sentido amplo, atribui direitos e obrigações.

Há em ambas as legislações um surpreendente deslocamento da visão do homem como o centro do universo. O novo paradigma jurídico dos textos legislativos tem como ideia central a garantia de que a natureza, ou Pachamama (“mãe-terra”, na língua ancestral dos povos originais da região), não pode mais ser considerada como objeto de livre disposição do homem, e sim em nível de igualdade com este, por fazerem parte do mesmo todo.

“Não se trata de ambientalismo destinado a proteger centros de caça ou recursos alimentares escassos para os seres humanos, nem tampouco de proteger as espécies por mero sentimento de piedade, por serem menos desenvolvidas do que os humanos, mas de reconhecer obrigações éticas em relação a eles.” Eugenio Raul Zaffaroni, em La Pachamama y el Humano (2012, Ediciones Colihue)

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2014: o ano que pode não acabar – Luiz Edson Fachin

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Publicado ontem (11) na Gazeta do Povo

Julgamentos trepidantes à vista, eleições no cardápio e reformas na pauta legislativa compõem um tripé reluzente do palco que se abre no ano que começa. Há, em verdade, um ínsito talento profético que emerge do simples fato de se ter um calendário com novo ano. Pode mesmo dar certo, mas é otimismo por mais realista que seja. A fé na vida, contudo, pode esconder muita coisa nas platitudes dos votos de bem-aventurança. Continuar lendo

Alvaro Dias denuncia que José Richa não queria as Diretas Já em Curitiba

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Hoje faz 30 anos que ocorreu em Curitiba o primeiro comício pelas Diretas Já no Brasil. O atual senador Alvaro Dias (PSDB, então no PMDB), denuncia que o então governador do Paraná, José Richa (PMDB, depois fundou o PSDB), não quis organizar o evento por medo de fracasso. Segundo Dias, Richa, para do atual governador Beto Richa (PSDB), “temia o desgaste”.

O então governador José Richa só foi à Boca Maldita depois de ser informado de que o calçadão estava lotado.

Dias diz que “o Richa nos desaconselhou porque não havia uma tradição na cidade de grandes comícios e por ser um período de férias, em que muita gente estava na praia. Mesmo assim, eu assumi a responsabilidade”.

E continua: “Combinei com o Richa que ligaria a ele para dizer como estava o evento. Dependendo do número de pessoas, ele apareceria. Então eu liguei para o Richa do Hotel Del Rey e disse: ‘A Polícia Militar conta que há 60 mil pessoas aqui’ e ele respondeu: ‘Você está brincando!’ Então, o Richa apareceu lá, subiu ao palanque e discursou. Nunca se viu tanta gente na Boca Maldita como naquele dia”.