PMDB é o maior partido do Paraná

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O Paraná tem 971.929 eleitores que são filiados a partidos políticos. O PMDB é o partido com mais filiados: 189.734, o PP (ex-ARENA, ex-PDS) é o segundo com 113.250 filiados, o PSDB o terceiro com 86.931 e em quarto o PT, com 81.304 militantes.

O PMDB provavelmente contará com a candidatura do senador Roberto Requião (PMDB) para o governo, com Orlando Pessuti na vice ou senado. O PP apoiará o PSDB, o PMDB ou o PT, dependendo de quem conceder mais para os pepistas, podendo ter o vice ou candidatura ao senado nas chapas. O PSDB tentará reeleger o atual governador Beto Richa, o que será difícil, em decorrência da crise que abate o Estado do Paraná. O PT tentará eleger a senadora Gleisi Hoffmann.

O PSDB é frágil no número de filiados, mesmo sendo o partido do atual governador.

Veja a lista completa:

Partido Eleitores %
DEM 72.765 7,487
PC DO B 6.630 0,682
PCB 652 0,067
PCO 8 0,001
PDT 74.886 7,705
PEN 105 0,011
PHS 9.007 0,927
PMDB 189.734 19,521
PMN 8.405 0,865
PP 113.250 11,652
PPL 706 0,073
PPS 30.671 3,156
PR 48.178 4,957
PRB 10.230 1,053
PROS 50 0,005
PRP 12.832 1,32
PRTB 5.081 0,523
PSB 27.831 2,863
PSC 37.411 3,849
PSD 14.459 1,488
PSDB 86.931 8,944
PSDC 8.152 0,839
PSL 15.498 1,595
PSOL 1.404 0,144
PSTU 223 0,023
PT 81.304 8,365
PT DO B 4.534 0,466
PTB 69.504 7,151
PTC 8.608 0,886
PTN 8.192 0,843
PV 24.372 2,508
SDD 316 0,033
971.929

PT foi o partido que mais cresceu em 2013 e o PSDB o que mais perdeu militantes

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O Tribunal Superior Eleitoral – TSE informa que entre os cinco maiores partidos políticos brasileiros (PMDB, PT, PSDB, PP e PDT), o PMDB e o PSDB perderam filiados.

PSDB perdeu 4 mil tucanos.

PMDB perdeu 1,3 mil filiados.

O PT foi o único dos cinco que teve aumento de filiados acima da média nacional com 37 mil novos militantes.

São 15.252.664 de brasileiros filiados a partidos políticos. Veja o total de militantes de cada partido:

DEM 1.087.843
PC DO B 353.205
PCB 15.274
PCO 2.662
PDT 1.208.445
PEN 7.734
PHS 144.984
PMDB 2.353.586
PMN 210.663
PP 1.415.002
PPL 17.189
PPS 464.930
PR 766.131
PRB 301.995
PROS 4.573
PRP 222.526
PRTB 115.447
PSB 582.585
PSC 370.669
PSD 191.358
PSDB 1.350.387
PSDC 166.886
PSL 200.424
PSOL 89.160
PSTU 16.751
PT 1.588.335
PT DO B 167.865
PTB 1.185.487
PTC 176.447
PTN 129.328
PV 339.963
SDD 4.830
15.252.664

Justiça decide o óbvio: Administração Pública não pode terceirizar atividades-fim via Terceiro Setor

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Desde 1995 critico o neoliberalismo-gerencial do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que pregava a privatização da saúde, educação e demais serviços sociais via entidades do Terceiro Setor, no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado.

Desde 1997 defendo a inconstitucionalidade das OS – organizações sociais, criadas via MP, e depois por meio de Lei em 1998, com o STF até hoje discutindo sua constitucionalidade.

Em 1999 foram criadas as OSCIPs – organizações da sociedade civil de interesse público, inicialmente apenas para fomento, mas acabam sendo utilizadas para os mesmos fins das OS: privatização dos serviços sociais estatais.

Meu mestrado em Direito do Estado na UFPR tratou do tema, com a dissertação sendo transformada no meu livro. Vários textos posteriores também trataram do tema, em sentido que para mim parece ser óbvio:

1. Hospitais, escolas e universidades e outras instituições estatais não podem terceirizar suas atividades-fim, não podem contratar médicos, professores, por meio de OSs, OSCIPs, etc.

2. É BURLA ao concurso público, às licitações, à Lei de Responsabilidade Fiscal, ao regime jurídico administrativo, etc.

3. O Estado é o principal prestador dos serviços sociais, podendo fomentar entidades do Terceiro Setor para que atuam apenas de forma complementar, excepcional.

No meu doutorado em políticas públicas na UFPR continuo estudando o tema.

O bom é que por mais que o STF ainda não tenha decidido pela inconstitucionalidade das OSs, frequentemente o Poder Judiciário vem decidindo em consonância com a nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito. Entendo que a decisão abaixo pode ser aplicada tanto para OSCIPs quanto para OSs, quando essas forem utilizadas como terceirizadas:

MANTIDA CONDENAÇÃO A MUNICÍPIO QUE CONTRATOU PROFESSORA POR MEIO DE PARCERIA COM OSCIP. Mantida condenação a município que contratou professora por meio de parceria com Oscip

Por Ademar Lopes Junior, no site do TRT-15:

A 4ª Câmara do TRT-15 negou provimento ao recurso do Município de Sertãozinho, condenado subsidiariamente pelo Juízo da 2ª Vara do Trabalho local a pagar os créditos trabalhistas a uma professora contratada pelo Centro Integrado e Apoio Profissional para lecionar em programas educacionais desenvolvidos em parceria com a Prefeitura. O principal argumento do recurso do Município foi de que ele não pode ser compelido a responder subsidiariamente pelos títulos deferidos na sentença recorrida, por ser inaplicável o item IV, da Súmula 331, do TST ao caso concreto, já que tal entendimento contraria o disposto no art. 71, da Lei nº 8.666/93, cuja constitucionalidade foi assentada na ADC nº 16″. O recorrente insistiu, ainda, que “o vínculo que une os reclamados é o de parceria, nos termos da Lei nº 9.790/1999, o que também impediria a incidência da Súmula nº 331 do TST”.

O relator do acórdão, desembargador Luiz José Dezena da Silva, não concordou com esse argumento, e ressaltou que “o município-réu, ao que tudo indica, está a se utilizar da ferramenta de parceria com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de forma irregular”, isso porque, segundo afirmou o colegiado, “compete aos Municípios oferecer educação infantil e de ensino fundamental”, e esclareceu que a “atividade de professora, exercida pela autora na instituição de ensino trata-se, pois, de travestida terceirização”. A 4ª Câmara salientou a possibilidade, pelo art. 3º, III, da Lei nº 9.790/99, de o Estado fazer parcerias com a Oscip, visando à promoção gratuita da educação, porém destacou que “o que se percebe é que o Município, ‘virtualmente’, terceirizou atividades próprias do seu aparato de educação pública”, afirmando que a reclamante foi contratada para ministrar aulas de Artes em escolas do próprio Município, e concluiu que “tal serviço, indubitavelmente, insere-se na atividade-fim do próprio ente municipal“.

O colegiado afirmou que não se nega a possibilidade da parceria para a realização de medidas complementares de educação pública, mas lembrou que tais medidas “devem ter sempre o caráter adicional, isto é, não substituem as atividades ordinárias a cargo do ente público” e concluiu que “não é dado à Administração, por meio do instrumento de parceria, transferir a terceiros, parcial ou integralmente, atividades relacionadas a finalidades que lhe sejam naturalmente inerentes“.

O acórdão destacou, por fim, que “não se trata de aplicação da Lei nº 8.666/93”, como argumentou o Município, “visto que não houve licitação para contratação da prestadora dos serviços” e por isso a tese do recorrente é “impertinente”. Também afirmou que no caso específico, “a responsabilidade do Município, a rigor, deveria ser solidária, de acordo com o art. 12 da Lei nº 9.790/99, pois não há evidência alguma nestes autos de que o recorrente tenha adotado as providências cabíveis para apurar a malversação dos recursos públicos utilizados pela 1ª reclamada para o cumprimento da legislação trabalhista, relativamente aos empregados contratados para execução do termo de parceria, como é a hipótese da reclamante”. Porém, manteve a sentença de primeira instância, que “declarou a responsabilidade subsidiária, a fim de que se evite o ‘reformatio in pejus’, em observância ao que dispõe o art. 128 do CPC”. (Processo 0000543-91.2011.5.15.0125)

Vídeos emocionantes sobre o novo estádio do Corinthians

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É imperdível o belo vídeo acima (1’05” – 8’11”) da TV Folha sobre o novo estádio timão, a Arena Corinthians. Defendo que o estádio seja denominado Doutor Sócrates ou Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Será o palco da abertura da Copa do Mundo de Futebol que ocorrerá no Brasil, com o jogo entre a seleção brasileira e a Croácia.

O estádio foi construído com 0% de dinheiro público. Foram incentivos fiscais e empréstimo do BNDES, fomento estatal, com previsão constitucional, que qualquer empresa brasileira pode conseguir.

Veja também o time-lapse da construção do Itaquerão, também espetacular, com um belo áudio:

Comissionados de Beto Richa atacam autor do Blog do Tarso no Facebook

Como professor e advogado sempre questionei o neoliberalismo-gerencial implementado pelos governos tucanos a partir de FHC (1995-2002).

Meu mestrado em Direito do Estado foi sobre, e meu doutorado em Políticas Públicas na UFPR trata de forma crítica do neoliberal-gerencialismo.

Por isso sempre questionei as gestões de Beto Richa como prefeito e agora como governador, mesmo porque ele faz o pior governo do Paraná de todos os tempos e dificilmente conseguirá se reeleger na eleição contra os senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB).

Hoje, após o pronunciamento oficial da presidenta Dilma Rousseff (PT) em homenagem ao dia internacional da mulher, uma respeitável  jurista curitibana simpática ao governos de Beto Richa publicou no Facebook um post perguntando se a Presidenta teria feito propaganda eleitoral antecipada.

Com muito respeito, respondi que não se tratava de propaganda antecipada, e que o atual governador do Paraná, Beto Richa, fazia pior com o dinheiro público.

Eis que dois comissionados do governo Beto Richa começaram a me atacar no Facebook.

O advogado Jorge Pilotto (não o conhecia), que já foi comissionado da prefeitura de Curitiba na gestão Richa e é atual assessor comissionado da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, com remuneração próxima de R$ 10 mil, chamou-me de “idiota”, “hipócrita” e insignificante. E ainda tirou sarro pela injusta multa que o TRE-PR me aplicou no valor de R$ 106 mil por duas simples enquetes nas eleições de 2012.

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Logo depois, o ex-Diretor Jurídico da Copel – Companhia de Energia do Paraná e atual Presidente da Copel Participações S/A e membro do Conselho de Administração da Sanepar, Julio Jacob Junior, um posto de confiança de Beto, que recebe cerca de R$ 100 mil por mês, me chamou de condenado, disse que eu “digo que sou advogado administrativista” e chamou a presidenta Dilma Rousseff (PT) de criminosa.

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Informo que realmente eu sou professor e advogado na área do Direito Administrativo, e que a multa injusta que o TRE-PR me aplicou está sendo discutida no TSE.

Nunca ataquei esses sujeitos. Utilizo o Blog do Tarso para discutir Política, Direito e Administração Pública. Questiono sim o governo Richa, assim como outros governos. Inclusive já critiquei atuações de governos de partidos de centro-esquerda no Blog.

Por que será que eles estão desesperados?

Por favor 2014, chega logo!

Mulheres na bancada do JN: Globo se orgulha por algo que até o SBT fez há muitos anos

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O Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão acaba de informar que as duas apresentadoras de hoje, Patrícia Poeta e Sandra Annenberg, são as duas primeiras mulheres a apresentarem o telejornal, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Seria isso um motivo de orgulho?

Não me lembro de isso já ter ocorrido em períodos mais antigos, mas no mínimo, o SBT já fez isso no início dos anos 2000.

As ex-participantes do reality show Casa os Artistas, a modelo Analice Nicolau e a jornalista Cynthia Benini, que já haviam feito ensaios sensuais, apresentavam o Jornal do SBT.

Não vou discutir a má qualidade das apresentadoras da TV do Sílvio Santos, mas isso mostra que não há nada de inovação por parte da Globo em pleno ano de 2014.

Há algum tempo o próprio telejornal da Rede Record, “Fala Brasil”, era apresentado pelas âncoras Roberta Piza e Carla Cecato.

Não gosto das duas apresentadoras globais, mas sem dúvida elas são menos piores do que o Willian Bonner. Vamos lançar a campanha #NãoVoltaBonner?

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Presidenta Dilma Rousseff homenageia as mulheres na TV

Machismo faz mal à saúde. Viva o dia internacional da mulher!

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Dia 13 lançamento do livro Discricionaridade Administrativa em Curitiba

Convite lançamento

Lula em Curitiba para apoiar Gleisi Governadora do Paraná

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Curitiba na próxima sexta-feira (14) para participar de um encontro estadual com a primeira senadora do Paraná, Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao governo do Paraná. Também estarão presentes o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vices, vereadores e lideranças políticas de todas as regiões do Paraná, do PT e partidos aliados. O evento será realizado no Buffet Imperial, em São José dos Pinhais, a partir das 17 h.

O Blog do Tarso estará presente no evento.

Encontro estadual com Lula e Gleisi
Data: 14 de março (sexta-feira)
Horário: 17 horas
Local: Buffet Imperial – Av. das Torres, 2500 – São José dos Pinhais – See more at: http://www.pt-pr.org.br/noticias/13/12959/encontro-estadual-com-lula-e-gleisi-na-proxima-sexta-feira-em-curitiba#sthash.4JkHKHK8.dpuf

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Happy in Curitiba City

Pedágio. O que o governo esconde com as PPPs

No Blog do Cícero Cattani

Por Fábio Theóphilo

8 milhões por mês – ou 95 milhões por ano – reajustado todo ano conjuntamente com o preço do pedágio – durante 30 anos. É isso que o Estado do Paraná quer pagar à concessionária que assumir a PR-323. O nome desse recurso público: contraprestação adicional à tarifa – CAT.

Detalhe: não conta nesse repasse a arrecadação de pedágio estimada para as 4 praças eestimada em 13 milhões de reais por mês. Outro detalhe: nos primeiros 5 anos os 95 milhões servirão para duplicar a rodovia e, quando a rodovia estiver duplicada, a concessionária ainda fará jus a 95 milhões pelos 25 anos restantes do contrato. Negócio bom esse, hein?

Somando 8 do Estado mais 13 do pedágio, a concessionária terá uma receita de 21 milhões por mês durante 30 anos, só para manter a rodovia! Está lá no Edital de licitação de forma clara.

Faço ainda indagações de quem já sente “na pele” o ônus do pedágio existente no Paraná: Será que uma empresa necessita de 21 milhões (8 só do Estado) por mês para manter 215 Km de rodovia (que será duplicada e paga pelo Estado)? Quantas empresas no Paraná faturam 21 milhões por mês?

O pedágio a R$4,20 é outra enganação. O cálculo que se usa é o custo a cada 100 km. Com uma praça a cada 50 Km em média, teremos um pedágio que na verdade “nascerá” custando R$8,40, fora os reajustes anuais, o que rapidamente elevarão esse preço comparável ao dos pedágios existentes.

Despolitizando a questão, a população precisa entender que a causa é boa e mais do que justa – a duplicação da PR-323 melhorando a vida das pessoas do noroeste do Paraná – mas a forma como estão fazendo, isso sim é um atentado, um escândalo, como nunca se viu.

Querem fazer mais 3 dessas PPP’s no Paraná, uma delas na PR-445 em Londrina.

O Estado omite e abafa a questão e precisa responder com transparência e clareza o que realmente interessa saber – quanto a concessionária vai faturar com o pedágio, por ano e por mês? E: Por que o Estado necessita repassar mais 8 milhões por mês para a concessionária? Qualquer resposta e coisa que se diga e que não responda objetivamente a essas duas questões importantíssimas é balela.

Está respondido acima e presente no Edital e anexos. O Governo faz uma “cortina de fumaça” para enganar e ludibriar o povo, de que isso é uma coisa boa, de que a estrada vai ser duplicada, de que terá socorro médico/mecânico e de que se cobrará pedágio depois de duplicado. Usam o nome pomposo de Parceria Público Privada ou PPP. Parece muito chamativo e interessante a proposta mas não responde as questões importantes acima.

O Governo ainda usa como artifício para confundir a opinião pública termos complexos e que fogem do conhecimento da população em geral, como por exemplo “aporte de recursos” e “contraprestação adicional à tarifa”, dentre outros.

Ludibriam ainda quando dizem que na parceria público privada a empresa vai investir 7 bilhões na rodovia. O valor é esse mesmo, mas no Edital não consta uma linha que diga que a concessionária vai investir recursos próprios.

Na realidade, a empresa nada investirá, e será mera “atravessadora/repassadora” de recursos, arrecadando o pedágio – repito 13 milhões por mês – retirando seu lucro que não deve ser pouco e investindo na manutenção da rodovia duplicada durante 25 anos. Claro, e ainda recebendo todo mês mais 8 milhões do Estado (totalizando 21 milhões de reais).  Quem investirá na manutenção na realidade será o motorista que pagar o pedágio e, indiretamente, todos os paranaenses quando o Estado repassar 95 milhões por ano.

Só para se ter uma idéia do que isso representa, o orçamento da Secretaria da Cultura do Paraná para todo o ano de 2014 é de 98 milhões de reais por ano, da Secretaria do Estado do Esporte e Turismo é de 55 milhões por ano e o do IAPAR é de 106 milhões por ano.

Ainda, com os 21 milhões por mês seria possível duplicar (a 3 milhões o km duplicado), 7 km de rovodia por mês,  84 Km em um ano, 840 Km em 10 anos, 2.520 Km de rodovia ao longo dos 30 anos do contrato. Deixando pela metade, esse recurso seria suficiente para duplicar mais de 1.300 Km de rodovia e ainda sobraria uma “montanha” de dinheiro para manter a estrada.

Portanto, a solução pontual dessa PPP não resolve o problema como um todo e traz, além do mais, indícios fortíssimos de sobrepreço (popularmente chamado de superfaturamento) e deve ser abortada imediatamente, para o bem das já combalidas finanças do Estado do Paraná.

Aliás, a sociedade clama por participar de decisões importantes para a busca de uma solução real de nossos “gargalos”, que não pode ficar restrita a meia dúzia de burocratas de alta patente, além do Governador.

(*)Fábio Chagas Theophilo, Advogado formado pela UEL; Pós Graduado em Direito da Economia e da Empresa – FGV – Rio de Janeiro; Pós Graduado em Direito pela Escola da Magistratura do Paraná – EMAP; Mestre em Direito pela Western University, Canadá.

Veja documentário inédito de Oliver Stone sobre Hugo Chávez

Documentário inédito no Brasil “Mi amigo Hugo” (Meu Amigo Hugo), do diretor estadunidense consagrado Oliver Stone, vencedor de vários Oscars, com produção da teleSUR, televisionado ontem na Venezuela (05.03.2014) em cadeia nacional.

Oliver Stone é um dos maiores cineastas vivos, com filmes em seu currículo como Platoon, Wall Street, Talk Radio, Nascido em 4 de Julho, The Doors e JFK.

Em 2009 ele fez o documentário Ao Sul da Fronteira, sobre os grandes líderes latinoamericanos, entre eles Hugo Chávez e Lula.

Seu filme Platoon (1986) venceu o Oscar como melhor filme do ano.

Venceu o Oscar na categoria de melhor diretor por Platoon (1986) e Nascido em 4 de Julho (1989), e na de melhor roteiro adaptado por O Expresso da Meia-Noite (1978).

Recebeu duas indicações na categoria de melhor filme por Nascido em 4 de Julho (1989) e JFK – A Pergunta que Não Quer Calar (1991).

Assista também Ao Sul da Fronteira:

Fogo amigo: comissionados fantasmas ligados à familia Richa são demitidos do Porto do Paranaguá

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Um assessor de um político de alto coturno do governo Beto Richa (PSDB) acabou de informar ao Blog do Tarso que comissionados fantasmas do Porto de Paranaguá, que usavam dedos de silicone, ligados aos secretários Pepe Richa e Fernanda Richa, respectivamente irmão e esposa do governador Beto Richa (PSDB), foram exonerados.

Ganhavam dinheiro público para não trabalhar.

É o típico fogo-amigo de final de governo desastroso. Os antigos aliados do governador do Paraná estão abandonando o barco que está a deriva.

Enquanto isso Beto Richa está na Disney.

Por favor outubro de 2014, chega logo.

Não haverá golpe no Brasil

Não tenho o dom de prever o futuro, mas a história pode nos ajudar a não nos surpreendemos com o por vir.

Não vejo no atual cenário do Brasil uma situação nem mesmo parecida com o que ocorreu no país em períodos golpitas contra os presidentes populares Getúlio Vargas e João Goulart.

Também não vejo o Brasil em situação semelhante ao que ocorreu recentemente em Honduras, no Paraguai e o que vem ocorrendo na Ucrânia e Venezuela.

A democracia brasileira é mais consolidada do que nos países supracitados.

A sociedade civil organizada no Brasil existe de fato, o que transforma o Brasil em uma sociedade ocidental no sentido gramsciano da palavra.

Não vivemos um período de guerra fria com o antagonismo capitalismo X comunismo.

Os governos petistas de Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014) souberam lidar melhor com as elites econômicas, com os Estados Unidos da América e com os militares do que os governos de Vargas e Jango. Ou seja, fizeram mais concessões para o grande capital e para alguns interesses corporativos dos militares.

Por mais que poucos milhões de brasileiros queiram um golpe de Estado e uma ditadura no Brasil, esses milhões não superam os mais de 150 milhões de brasileiros que não aceitariam o fim da democracia em construção no Brasil.

Sim, há imbecis na internet e nas ruas que querem o golpe, nos moldes do primeiro de abril de 1964. Mas é um número reduzido se comparado aos brasileiros que apoiam a presidenta Dilma ou que, mesmo sendo oposição, não querem um golpe.

Não há perigo de golpe. Mas é possível que a Rede Globo, a Revista Veja, o SBT, a Folha de S. Paulo, a Band, o Estado de S. Paulo, se unam com a oposição de direita com partidos como PSDB, DEMO, PPS e PSB, para criar um clima de crise institucional no Brasil, o que pode dificultar uma vitória de Dilma ainda no primeiro turno em outubro de 2014.

O Brasil vai bem na economia. O Brasil vai bem no social. O Brasil vai bem no futebol.

Vai ter copa.

Vai ter eleição.

Não vai ter golpe.

Não haverá ditadura!

Advogados sem defesa

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Na Carta Capital

A repressão sobre a atuação dos defensores

por Piero Locatelli

A imagem de manifestantes e jornalistas agredidos tem se repetido e se banalizado desde junho do ano passado. Enquanto continuam a sofrer abusos policiais e prisões arbitrárias, os advogados tornam-se um alvo cada vez mais comum durante protestos, acuados pela Polícia Militar, pela mídia e até por integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil. Continuar lendo

Unidos da Tijuca, que homenageou o corinthiano Ayrton Senna, é a campeã do carnaval do Rio

A escola de samba Unidos da Tijuca, que homenageou o corinthiano Ayrton Senna, foi a campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 2014

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Mais médicos, menos falácias

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE

Hoje na Folha de S. Paulo

Um contrato como o que Cuba assinou com o Brasil serve para garantir a sobrevivência de centenas de milhares de indivíduos daquele país

O eminente jurista Ives Gandra acusa Cuba e o Brasil de serem responsáveis pela condição que classifica como de escravatura do contrato que rege o programa do governo federal Mais Médicos (“O neoescravagismo cubano”, 17/2).

Sua argumentação exclusivamente burocrática ignora as condições em que Cuba se encontra. Para entendermos a realidade daquele país, comecemos por uma analogia.

Quando um país é ameaçado, o seu governo atribui a um grupo de cidadãos, voluntária ou compulsoriamente, a missão de defendê-lo. Essa é uma prática universal.

Com frequência, os salários desses soldados são insignificantes. Não obstante, se qualquer um se recusar a servir seu país, será considerado um criminoso.

Há mais de 50 anos, os Estados Unidos impuseram drásticas sanções econômicas contra Cuba, resultando na extrema pobreza daquele povo. Sua principal fonte de renda de então, a indústria de açúcar, perdeu competitividade e hoje está em frangalhos.

Para sobreviver e assegurar insumos vitais, tais como remédios, certos alimentos, combustíveis etc., conta Cuba quase que exclusivamente com a exportação de tabaco (charutos), rum e, intermitentemente, dos serviços prestados pelos seus médicos no exterior.

Podemos imaginar o quanto de renúncia do povo de um país pobre como Cuba significa custear a formação desses médicos.

Um contrato como esse que Cuba assinou com o Brasil não serve apenas para reduzir a miséria das famílias dos participantes do programa Mais Médicos, mas antes de tudo serve para garantir a sobrevivência de centenas de milhares de indivíduos daquele país.

Pergunto àqueles que argumentarem que os recursos provenientes do programa Mais Médicos vão para o bolso dos “opressores”, baseados exclusivamente em hipóteses, sem evidências concretas, se sua atitude não poderia ser enquadrada naquilo que os juristas chamam de difamação.

Se meia dúzia de médicos cubanos oportunistas se valeu desse subterfúgio para se refastelar nas praias da rica Miami, às custas de um programa ignóbil da potência americana, não deveríamos enaltecê-la, mas deplorá-la, pois apenas 1 em 1.000 traiu o seu compromisso com o Brasil e com o seu povo.

Quantos na sua própria família e em seu país vão sofrer por causa da fuga de cada inadimplente?

Apoiar esses poucos infensos não é apenas uma falta de percepção da questão social envolvida, mas é, antes de tudo, falta de humanidade.

Reduzir a questão do Mais Médicos a uma infringência burocrática ou, pior ainda, a um conflito partidário ou ideológico –o que certamente não é o caso do jurista– é uma indignidade.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 82, físico, é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

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12 Anos de Escravidão venceu como melhor filme no Oscar 2014 mas Gravidade ganhou sete estatuetas

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O Oscar 2014, que premiou os melhores filmes de 2013 na visão da indústria estadunidense, acabou agora, e infelizmente foi censurado pela Rede Globo de Televisão, que não o televisionou. Poderia ter disponibilizado a exibição pelo menos na internet.

12 anos de Escravidão ganhou como melhor filme, e ainda melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong’o).

Gravidade foi o grande vencedor da noite em número de estatuetas (sete): melhor diretor (o mexicano Alfonso Cuarón), melhor trilha sonora, melhor montagem, melhor fotografia, edição de som, mixagem de som, Efeitos visuais.

O terceiro maior ganhador da noite foi o filme Clube de Compras Dallas, com melhor maquiagem e cabelo, que também ganhou com Matthew McConaughey como melhor ator e Jared Leto como o ator coadjuvante.

O desenho Frozen da Disney ganhou melhor canção com Let it Go e melhor longa de animação.

O péssimo filme O Grande Gatsby ganhou Direção de Arte e Figurino.

A barbada Cate Blanchett ganhou como melhor atriz por Blue Jasmine.

O prêmio de melhor roteiro original ficou com Ela (Spike Jonze).

O melhor filme estrangeiro foi A Grande Beleza (Itália), do diretor Paolo Sorrentino.

O melhor documentário de longa-metragem foi A Um Passo do Estrelato.

O melhor do documentário de curta-metragem foi The Lady in Number 6.

O melhor documentário curta foi Helium.

O melhor curta de Animação foi Mr. Hublot.

O cineasta documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, que fez um filme sobre Lula e os trabalhadores no período da ditadura (Peões), recentemente falecido, foi homenageado no Oscar.

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Venezuela e Ucrânia: algo em comum?

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Na Carta Maior

Venezuela e Ucrânia, portanto, têm sim algo em comum: sua importância do ponto de vista geoestratégico e energético para o mundo ocidental.

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“Venezuela e Ucrânia são situações absolutamente díspares”, ressaltou a Presidenta Dilma. Com toda razão. Entretanto, muito além de toda a disparidade que diferencia ambas as situações, algo há em comum: tanto Venezuela quanto Ucrânia consistem em alvos dos interesses geoestratégicos e energéticos da agressiva política externa norte-americana.

A Venezuela é palco de sucessivas tentativas de desestabilização de seu governo democraticamente eleito e socialmente orientado, desde a primeira eleição de Hugo Chávez. Cabe lembrar que, de acordo com a CEPAL, a Venezuela tornou-se após o chavismo o país com melhor distribuição de renda na América Latina. Como mesmo após a morte do líder a oposição saiu derrotada das urnas, o que resta é uma alternativa ilegítima impulsionada pelo governo norte-americano.

As motivações que levam ao intervencionismo são facilmente compreensíveis, já que se trata do país detentor das maiores reservas de petróleo do mundo (ainda que se trate de um petróleo pesado que exija alto custo de refinação), cuja situação geográfica situa-o como vizinho dos Estados Unidos, e que ao contrário de uma década atrás, hoje exporta grande parte de sua produção para a China. E lembre-se que a Venezuela de Chávez foi o único país latino-americano, na virada para o século XXI, a se opor à tentativa dos Estados Unidos de estender as diretrizes do Consenso de Washington por todo o continente, por meio da pretensa Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

A partir de então, a ascensão de vários governos pós-neoliberais na região permitiu mudar o acento para os processos de integração sul-sul, a exemplo do Mercosul e da Unasul, em lugar dos acordos de livre comércio com a potência hegemônica. O resultado foi um progressivo isolamento dos Estados Unidos em sua área de influência estratégica: a América Latina.

Por outro lado, a Ucrânia é um país de extrema relevância do ponto de vista estratégico, e o mais importante para a segurança da Rússia. Embora se pretenda que a situação seja simples, qual seja, uma maioria da população ucraniana ansiando integrar um bloco econômico em crise profunda, como a União Europeia, que mantém índices altíssimos de desemprego, e um presidente que pretende impedi-lo em prol de uma aliança com a Rússia, a crise tem raízes bem mais complexas que conta com a ingerência dos Estados Unidos.

Os objetivos da ingerência estadunidense na Ucrânia devem-se não apenas ao temor da retomada da influência russa no ex-espaço soviético, de que deriva o propósito de integrá-la à estrutura militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como também se devem ao fortalecimento da Europa como interlocutor da Rússia em questões estratégicas (em detrimento da sempre presente intermediação dos Estados Unidos), ao medo de uma reaproximação entre Alemanha e Rússia, mas principalmente ao fator energético. Por óbvio, a Rússia não admitirá facilmente um governo pró-ocidental em um país estrategicamente fundamental para sua segurança. Desde a época da extinta União Soviética, mais de 80% do gás natural russo é transportado para a Europa pela Ucrânia.

Venezuela e Ucrânia, portanto, têm sim algo em comum: sua importância do ponto de vista geoestratégico e energético para o mundo ocidental, e o fato de terem desafiado, de diferentes formas, os rumos previstos pela hegemonia global.

(*) Larissa Ramina, Professora de Direito Internacional da UFPR e da UniBrasil.