Mais uma derrota na Justiça do governo Beto Richa na Celepar para o Sindicato e trabalhadores

Comunicado aos trabalhadores da Celepar

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná – Sindpd-PR comunica aos(as) trabalhadores(as) a decisão liminar, em sede de tutela antecipada publicada no dia 24 de julho de 2012, proferida pelo vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT da 9ª Região), Desembargador  Altino Pedrozo dos Santos, que reconheceu e concedeu pressuposto de legitimidade ao Sindpd-PR para a continuidade das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2012/2013, até que a Justiça Trabalhista tome decisão definitiva sobre o questionamento levantado pela direção da Companhia de Informática do Paraná – Celepar, que interrompeu as tratativas do Dissídio Coletivo.

A decisão do TRT também trata da liberação de dirigentes sindicais do Sindpd-PR e determina que dois destes imediatamente retomem o exercício da representação dos trabalhadores, uma vez que a Celepar já havia proposto a liberação desse número de dirigentes.

Diante das decisões do vice-Presidente do TRT da 9ª Região, o Sindpd-PR, cumprindo seu papel de defender os(as) trabalhadores(as) da Celepar, se empenha na retomada imediata das negociações para celebração do ACT – 2012/2013. Não interessa aos trabalhadores e ao sindicato o adiamento, a protelação e o clima de insegurança. Defendemos a celebração de um acordo que restitua o que é de direito dos(as) trabalhadores(as) da Celepar e a tranquilidade no ambiente de trabalho, desestabilizada por dúvidas e confusões.

Também reforçamos nosso compromisso de defesa da Celepar, do emprego e da informática públicos, como patrimônios sólidos do povo do Paraná.

Confira a íntegra do despacho judicial do vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho no Paraná, clique aqui.

Curitiba-PR, 25 de julho de 2012

Sindpd-PR

Diretoria Colegiada.

Beto Richa quer tanto privatizar a Celepar que seus aspones acham que ela é uma empresa privada

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (Sindpd-PR) esclarece que há quase três décadas, desde sua criação em 1985, é o instrumento de organização sindical e de representação legal dos trabalhadores e trabalhadoras da Companhia de Informática do Paraná – Celepar. 

Na reunião de conciliação do Dissídio Coletivo, ocorrida na última sexta-feira (13), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, causou muita estranheza ao Sindpd-PR o posicionamento dos representantes da Celepar, que questionaram a representação do sindicato, apoiados no argumento de que a instituição seria uma empresa “privada”, particular, e não uma instituição pública (sociedade de economia mista), que integra a administração indireta do Governo do Estado. 

A própria apresentação institucional que está disponível no site da Celepar contradiz essa alegação (http://www.celepar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1):

Companhia de Informática do Paraná – CELEPAR é uma Sociedade de Economia Mista, criada pela Lei Estadual 4945, de 30 de outubro de 1964, constituída por escritura pública lavrada em 05 de novembro de 1964, é a mais antiga Empresa Pública de Informática no país.
Empresa de capital fechado, seu acionista majoritário é o Estado do Paraná e encontra-se vinculada a Secretaria  do Planejamento e Coordenação Geral (SEPL)
http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/pesquisarAto.do?action=exibir&codAto=11399&indice=1&totalRegistros=1).

As questões jurídicas alegadas pela direção da Celepar com a finalidade de limitar a representação do Sindpd-PR no processo de negociação salarial deste ano não geram efeitos para minorar a relação entre o sindicato e sua base de trabalhadores na Celepar. Porque inexiste qualquer decisão em âmbito judicial e/ou administrativo vigente que impeça a atuação do sindicato enquanto entidade representativa e de defesa dos trabalhadores da Celepar, até por esta ter capital acionário majoritariamente público. 

Para que essa postura surpreendente da Celepar de se auto-afirmar enquanto empresa privada não venha a prejudicar os trabalhadores, o Sindpd-PR sugeriu a implantação de uma comissão direta dos funcionários para eventualmente dar continuidade ao processo de negociação salarial atual. O sindicato está tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para defender os direitos e interesses dos trabalhadores e também para garantir sua legitimidade e representatividade. O Sindpd-PR sempre organizou e defendeu os trabalhadores e trabalhadoras da Celepar, não cabendo qualquer questionamento sobre o poder de representação da entidade sindical na defesa desses trabalhadores. 

A diretoria colegiada do Sindpd-PR lastima essa estratégia adotada pela Celepar, que confunde os trabalhadores e posterga mais uma vez o fechamento do acordo coletivo de trabalho para o período 2012/2013. Confunde porque, para fins de Dissídio Coletivo, a Celepar se intitula empresa privada, mas quando a discussão é sobre a participação nos lucros e resultados (PLR), ela volta a ser oportunamente apresentada como instituição pública. E realiza concurso público para admissão dos trabalhadores, bem como realiza licitação para a contratação de serviços e aquisição de bens como instituição pública que de fato é. 

Pautados no respeito para com os trabalhadores e trabalhadoras da Celepar, reiteramos que nossa posição e compromisso são muito claros e não deixam margens para dúvidas: fazemos a defesa do emprego e da informática pública como patrimônios sólidos do povo do Paraná.SINDPD-PR forte é a certeza de uma Celepar pública! 

Curitiba-PR, 17 de julho de 2012

A Direção Colegiada

SINDPD-PR

Ministério Público do Trabalho entende que governo Beto Richa desrespeita a lei na Celepar

O SINDPD-PR conseguiu mais uma vitória aos trabalhadores da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, gerida pelo governo Beto Richa (PSDB). O Ministério Publico do Trabalho protocolou uma notificação na empresa recomendado a manutenção do licenciamento dos dirigentes sindicais liberados, podendo o MP adotar medidas administrativas ou judiciais tendentes à sua efetivação, em caso de necessidade. Veja a notificação do MPT, clique aqui.

Trabalhadores da Celepar podem entrar em greve

Assembleia dos trabalhadores vai debater no dia 21 de junho o indicativo de greve, diante da intransigência da Celepar em abrir as negociações, informa o SINDPD-PR 

Curitiba, PR (19/06/2012) – Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação (SINDPD-PR) se reuniram com a direção da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) na tarde desta segunda-feira (18), em audiência mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Na reunião, a empresa manteve postura intransigente quanto à abertura das negociações para o acordo coletivo, pois exige que o sindicato realize uma nova assembleia para submeter à aprovação a mesma proposta que já foi rechaçada pelos trabalhadores no dia 30 de maio. Ficou determinado na audiência no MPT que o sindicato e a Celepar têm 20 dias para decidir se a negociação vai à Dissídio Coletivo, no qual a Justiça sentencia a negociação salarial, ou não.

O SINDPD-PR convocou uma assembleia geral dos trabalhadores da Celepar para o próximo dia 21 de junho (quinta-feira), às 15h30, na qual será tomada a decisão sobre o Dissídio Coletivo e o indicativo de greve, o que gera impacto na sociedade paranaense. A Celepar administra os sites das secretarias e órgãos públicos do governo do estado. Também gerencia a emissão de serviços do Detran, licenciamento de veículos, de carteiras de identidade, boletins de ocorrência policiais on-line, gestão de ambientes, entre outras atribuições.

No final da tarde de ontem, a direção da Celepar enviou comunicado aos trabalhadores com proposta considerada “fake” pelos sindicalistas, ou seja, que traz mudanças em relação à proposta oficial, entregue ao MPT, e colocada em debate sobre a mediação da Justiça do Trabalho. O jogo empresarial visa confundir os trabalhadores, dizem os dirigentes. Além da atitude arbitrária de cassar as liberações de dirigentes sindicais e cortar os salários destes sob a alegação de que o acordo coletivo não foi renovado e, portanto, não estaria em vigor, a Celepar impõe um clima de insegurança entre os trabalhadores, no qual todos os direitos adquiridos e benefícios estariam suspensos. Os funcionários da empresa começam a temer o corte de benefícios básicos, desde a cobertura do plano de saúde até direitos trabalhistas previstos na CLT. A Celepar ainda propõe gerir por meio de “atos administrativos”, toda e qualquer situação que envolva direito trabalhista. O sindicato defende regras claras, objetivas e que não deixem margem a dúvidas.

“Não podemos nos curvar diante de tamanha arbitrariedade e nem deixar que as estratégias da empresa nos confundam ou que desorganizem o movimento. Vamos defender os direitos e uma negociação que respeite nossas lutas, conquistas e que reconheça o valor justo do nosso trabalho. É o mínimo que exigimos”, diz nota do SINDPD-PR aos trabalhadores da Celepar.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR)

Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330, com Fábio Auache.

Beto Richa e Celepar: Sindicato denuncia o regime de TERROR

Clique na imagem

Veja o comunicado do SINDPD/PR, clique aqui. O sinsicato denuncia o regime de terror na Celepar, gerida pelo governo Beto Richa (PSDB) e pelo seu presidente do Conselho de Administração, Cassio Taniguchi (DEMO).

Sindicato denuncia novas arbitrariedades da direção da Celepar

Para retaliar a rejeição da proposta da empresa em assembleia pelos trabalhadores, direção da Celepar determinou o cancelamento das liberações sindicais e o corte dos salários dos dirigentes. Sem avanços nas negociações, a paralisação não está descartada.


Desde o final do ano passado, quando o Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) denunciou demissões arbitrárias de funcionários concursados da Companhia de Informática do Paraná – Celepar – e conseguiu a reintegração imediata de um dos demitidos, a direção da empresa vem adotando medidas de retaliação, desrespeitando a entidade que representa os trabalhadores e pressionando os empregados com assédio moral, perseguições e truculência. É o que volta a denunciar o SINDPD-PR, depois de diversas tentativas para celebrar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2012/2013) por meio de negociações com a direção da Celepar, atropeladas pela empresa que aposta, por sua vez, na pressão direta sobre os trabalhadores.

Recentemente, a Celepar ignorou completamente a proposta dos trabalhadores para o ACT e, depois de tentar negociações individuais e setorizadas, à revelia do sindicato, apresentou outra proposta que foi rejeitada pela maioria esmagadora dos empregados em assembleia geral com cerca de 700 pessoas. O SINDPD-PR tentou mais uma vez sentar com a direção da empresa para discutir o acordo salarial e como resposta obteve novas retaliações: por meio de ofícios, a Celepar determinou o cancelamento das quatro liberações sindicais e o corte dos salários desses dirigentes do SINDPD. Os empregados denunciam que dentro da empresa o jogo não é menos pesado, pois o clima que se instalou é de verdadeiro terror. “Eles se sentem ameaçados, estão inseguros e o que prevalece é uma espécie de assédio moral coletivo”, explicou uma trabalhadora que não quis se identificar.

O SINDPD-PR, por meio de sua assessoria jurídica, ingressou com medida cautelar para garantir que os empregados da Celepar estejam protegidos pelo acordo coletivo em vigor até a semana passada, enquanto durar essa postura intransigente sobre a negociação da proposta dos trabalhadores por parte da empresa. Além de denunciar na Justiça do Trabalho o que vem acontecendo na Celepar e a ruptura dos protocolos para celebração do acordo, o SINDPD solicitou a mediação do Ministério Público do Trabalho para efetivar a negociação coletiva. “O sindicato está cumprindo todos os passos e protocolos visando a negociação e quer que tudo seja resolvido num clima de respeito às instâncias, olho no olho e em consonância com a legislação e os direitos trabalhistas”, disse o advogado André Passos. “Só queremos que a Celepar sente para negociar e dê garantias mínimas quanto a conquistas históricas, que existem há mais de 20 anos, ganho real e que assegure que não ocorram demissões imotivadas. A atuação do sindicato e  a proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores se amparam nesses pontos básicos”, disse Passos.

A direção do Sindicato não descarta a possibilidade de realizar protestos e até mesmo discutir com os trabalhadores a necessidade de uma paralisação, caso a empresa mantenha a postura de intransigência para com a negociação. Está sob a responsabilidade da Celepar o gerenciamento de serviços importantes para o atendimento da população paranaense, uma vez que ela é provedora de páginas na internet de órgãos estaduais, secretarias e empresas da administração direta, que fazem, por exemplo, contratos de leitos e despachos do Detran. O sindicato já vem denunciando também, há alguns meses, a gestão do atual governo, que vem promovendo um processo gradativo de desgaste nas relações de trabalho, de sucateamento e de enxugamento da máquina estatal, visando a privatização. Os rumores de que a pretensão do governo é a de transformar a Celepar em uma espécie de ICI (Instituto Curitiba de Informática) estadual só aumentaram nesse período e contribuem ainda mais para o quadro de insegurança entre os trabalhadores. 

Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330 / com Marlene e Valkíria.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR) – (41) 9658-7588.

Charge sobre a negativa da Celepar em negociar o Acordo Coletivo com os trabalhadores

Gestão Beto Richa desrespeita os trabalhadores da Celepar e quer privatizar: “Respeito não tem preço”

 

Do Sindpd PR

Trabalhadores (as) da CELEPAR rejeitam contraproposta da empresa, respeito não tem preço

“…Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada”.

Cerca de 700 trabalhadores foram à assembleia e disseram para a direção da Celepar que “Respeito Não Tem Preço”.
Curitiba, PR (31/05/2012) – Depois de atropelar as negociações salariais, de desmerecer a entidade sindical que representa esses profissionais e de ignorar por completo a pauta de reivindicações construída pelos trabalhadores, a direção da Celepar – Companhia de Informática do Paraná – viu aproximadamente 700 trabalhadores erguerem seus braços para rejeitar a contraproposta da empresa em assembleia na tarde desta quarta-feira (30).
Com a decisão, os trabalhadores demonstraram para a direção da estatal paranaense que concordam e assumem o mote da campanha promovida pelo Sindicato dos Empregados em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) que diz que “Respeito Não Tem Preço”.
Precisamos, agora, começar de fato a negociação salarial. Sentar na mesa e debater em pé de igualdade a pauta de reivindicações dos trabalhadores, coisa que foi atropelada pela tentativa da empresa de enfraquecer a representação sindical.

Pauta
Depois de algumas reuniões entre representantes da empresa e a direção do SINDPD-PR, a Celepar impôs uma proposta de reajuste de 8%, contra os 20% reivindicados pelos trabalhadores, além de um conjunto de medidas que mascaram perdas de direitos adquiridos e de conquistas históricas. Nessas reuniões, a empresa ignorou completamente a pauta de reivindicação aprovada pelos trabalhadores em assembleia e tentou passar por cima do sindicato, fazendo pressão direta sobre os funcionários.

Além de reduzir de quatro para dois o número de dirigentes sindicais liberados, a Celepar quer excluir do acordo trabalhista a representação de área. Essa medida limita a atuação dos dirigentes sindicais e não condiz com o crescimento da empresa. Quando a Celepar tinha 400 trabalhadores, havia três diretores liberados. Agora, com 1.200 profissionais, ela quer reduzir a representação para apenas dois.
Para se contrapor à argumentação do SINDPD-PR, a empresa ainda tentou, antes da assembleia, convencer os trabalhadores a votarem em sua proposta, voltando atrás na retirada de uma das cláusulas que mais provocou reação entre eles, a que propunha limitar a 12 meses a complementação do auxílio doença e acidente de trabalho. A estratégia também não foi suficiente para impedir a rejeição da proposta da Celepar.
Respeito Não Tem Preço
O advogado do sindicato, André Passos, demonstrou aos trabalhadores que a proposta da empresa além de muito ruim do ponto de vista das cláusulas econômicas e sociais, abre as portas para um caminho sem volta de perdas e de péssimas condições de trabalho. Após ler um trecho do poema “No caminho, com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa, Passos situou a negociação atual no modelo administrativo do governo Beto Richa (PSDB), e no processo gradativo de sucateamento e de enxugamento da empresa, visando a transferência dos serviços que a Celepar presta para a iniciativa privada – a privatização. O advogado dos trabalhadores também deixou bastante claro a situação injusta em que eles se encontram.
“Os trabalhadores da Celepar são concursados, possuem curso de nível superior no seu currículo, estudaram e se dedicaram muito para ingressar na empresa. É muito injusto, agora, se verem ameaçados de demissão sumária, sem justa causa, por pessoas que não tiverem a mesma formação, mas que ocupam cargos de chefia e no alto escalão da empresa por simples indicação política”, disse Passos. Ele se referiu às demissões arbitrárias denunciadas pelo sindicato no início do ano. As ações que o sindicato moveu resultaram na reintegração de um dos trabalhadores.
Muita firmeza na postura dos dirigentes sindicais A firmeza com que os dirigentes sindicais enfatizaram as arbitrariedades da empresa na condução do processo, a inexistência de uma negociação de fato e também como se deu a apresentação da contraproposta superficial da Celepar – que deixa margem para várias interpretações e dúvidas – foi decisiva no resultado da assembleia dos trabalhadores. O Sindicato transmitiu segurança quanto ao fato de que os trabalhadores só avançarão e ganharão com o acordo quando a negociação acontecer de fato, dentro do devido respeito que a entidade de representação e os trabalhadores merecem.

Os representantes da empresa defenderam o seu lado e ainda tentaram barganhar com a promessa de não mexer na cláusula da complementação do auxílio doença e acidente de trabalho. Além de voltar atrás nisso, tiveram de explicar que o abono natalino continuaria no Acordo Coletivo. Mas isso não está claro na contraproposta. Então, ficou só de boca! Demonstraram amadorismo, pois uma negociação que se preze não se faz atropelada e nem confusa desse jeito. Quem quer de fato resolver, tem de demonstrar respeito pelos trabalhadores.
Se a empresa não adotar uma postura séria, não há dúvidas de que a negociação será bastante difícil. Não só a forma com as coisas estão sendo conduzidas provoca indignação, mas o fato das propostas dos trabalhadores não terem sido objeto de negociação até o momento. Tudo indica que teremos de lutar muito, mas os trabalhadores já demonstraram que têm consciência da sua dignidade e do seu valor. Eles não se furtarão a defender com muita garra os seus direitos e o respeito devido pelo que construíram. O Sindicato, por sua vez, exigirá da Celepar um tratamento condizente com a importância dos trabalhadores no crescimento da empresa, na prestação de serviços e na imagem institucional, bem como o papel social de uma empresa pública.

Governo Beto Richa diz que pode demitir servidor concursado sem justificativa, e sindicato vai processar a Celepar

Diretores da Celepar e Beto Richa. Não entendem nada de Direito Administrativo!

Sindicato vai acionar a Celepar na Justiça

Empresa não apresenta qualquer justificativa ao MPT e diz não ter obrigação de formalizar o motivo das demissões

A audiência entre o Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) e a direção da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) nesta sexta-feira (13) definiu pelo encerramento da mediação por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT 9ª Região) no caso das demissões arbitrárias ocorridas na virada do ano. Isto porque a empresa, que até a audiência do dia 9 de janeiro alegava ter inúmeros motivos para demitir os funcionários concursados não apresentou nenhuma documentação que fundamentasse sua atitude e argumentou não ter obrigação de formalizar os motivos dos afastamentos. O sindicato, por meio de sua assessoria jurídica, encarou a postura da empresa pública como desrespeitosa à mediação e decidiu por acionar a Celepar na Justiça.

O advogado dos trabalhadores, André Passos, também vai entrar com pedido de abertura de inquérito no MPT-PR, a fim de investigar a postura discriminatória, o abuso de poder na empresa, visando coibir futuras investidas similares, e pleiteando a reintegração dos funcionários concursados, demitidos sem justa causa. “A Celepar possui normativa de penalidade e avaliações periódicas de desempenho dos trabalhadores e, por isso, ela não pode alegar o direito de demitir sem motivos os trabalhadores na hora e como bem entender”, disse Passos. “Vale ressaltar que, na última avaliação realizada, todos os funcionários demitidos foram avaliados positivamente e em todo o período funcional jamais sofreram alguma punição ou responderam a processo administrativo. A primeira ‘punição’ foi a demissão sumária”, completou o advogado dos trabalhadores. Dos quatro funcionários que ganharam a conta como presente de Natal do governo Beto Richa (PSDB) nesse início de 2012, três movem ação na Justiça contra a Celepar por assédio moral e pelo reenquadramento funcional.

Perseguições, medo e insegurança

A diretora do SINDPD-PR, Valquíria Lizete da Silva, reclama do clima de medo e insegurança que se instalou na empresa após o início das perseguições e pela forma truculenta com que se deram os afastamentos. “Agora, se não precisa haver motivos para alguém ser demitido, depois de ter prestado concurso público, cumprir as normas e passar nas avaliações de desempenho, tudo descamba para o subjetivo: se chefe não gostar da pessoa ou se ela se sobressair como liderança, corre o risco de ser demitida. É um desrespeito, um absurdo e uma barbárie, que revela um retrocesso tremendo nas relações de trabalho”, disse Valquíria. “Esse procedimento fere o caráter de estabilidade conferido pelo concurso público. Para ser honesta, a Celepar deveria colocar no seu edital de concurso um aviso, no qual informa aos candidatos que eles fiquem cientes de que poderão ser demitidos a qualquer momento e sem motivo algum”, reclama a sindicalista.

Um dos casos relatados ao MPT-PR dá conta de um funcionário que foi demitido um dia após voltar da licença médica. Ele trata uma depressão que só se agravou com a perseguição sofrida na empresa. Como o MPT já investiga várias denúncias e processos de trabalhadores da Celepar, o encerramento da mediação atual objetiva facilitar a tramitação desses processos no órgão.

Termo da audiência (1ª Página)

Termo da audiência (2ª Página)

Ministério Público entende que demissões de servidores pelo governo Beto Richa são injustificáveis e pede reconsideração

Beto Richa já está sendo chamado de Sr. Carrasco pelos trabalhadores da Celepar

Da assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação:

SINDPD-PR freia mais demissões na Celepar

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação (SINDPD-PR) conseguiu frear mais demissões e o desrespeito aos direitos dos trabalhadores na Celepar – Companhia de Informática do Paraná -, que demitiu sem justa causa e na virada do ano funcionários concursados. A empresa foi chamada para uma audiência de mediação, realizada ontem (9) no Ministério Público do Trabalho (9ª Região), em Curitiba, a fim de esclarecer os motivos da demissão sumária dos trabalhadores e com o objetivo de adequar os procedimentos de dispensa, de modo a não constranger os funcionários com limitações ao acesso à Celepar e a documentos.

A procuradora do Trabalho, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes, que se mostrou sensível às denúncias apresentadas pelo sindicato, também entendeu que falta consistência às justificativas verbais apresentadas pela direção da Celepar e solicitou a reconsideração por parte da empresa. Uma nova audiência foi marcada para o dia 13/01 (sexta-feira), na qual os representantes da Celepar deverão apresentar suas justificativas para que a procuradora decida pela abertura ou não de inquérito. “Há oito anos não havia demissão na Celepar e muito menos da forma como foram conduzidas estas. Uma empresa que quer fugir das suas responsabilidades é que age assim, demitindo na virada do ano”, disse a diretora do SINDPD-PR, Valquíria Lizete da Silva.
Para ilustrar a arbitrariedade das demissões…

Um dos trabalhadores demitidos havia sido requisitado no dia 16 de dezembro pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para prestar serviços neste órgão, que arcaria com todo o ônus do remanejamento. A direção da Celepar recusou o pedido e demitiu o funcionário concursado, sem justa causa, poucos dias depois. O SINDPD-PR questiona tanto a medida tomada quanto as razões, ainda desconhecidas e ao que tudo indica bastante subjetivas, para o comportamento da direção da Celepar. Outro trabalhador demitido havia sido homenageado no final do ano pela Secretaria de Planejamento do governo do estado, em função de um sistema inovador que ele desenvolveu para a gestão de contas públicas. “Não estamos mais no tempo de achar que esse tipo de arbitrariedade seja normal ou inquestionável. Os trabalhadores têm direitos e o sindicato está aí para defendê-los”, disse Valquíria. “Tornando pública a situação, o sindicato consegue inibir a empresa de continuar agindo dessa forma”, completou.

Beto Richa, Cassio Taniguchi e seus aspones não respondem sobre acusação grave na Celepar

Cassio Taniguchi (que tem na ficha corrida ter sido secretário de Jaime Lerner, José Arruda e ser atual de Beto Richa), o irmão secretário de Beto Richa e o chefão de todos, Carlos Alberto.

O governador Carlos Alberto Richa (PSDB), o seu secretário de planejamento e presidente do Conselho de Administração da Companhia de Informática do Paraná – Celepar, Cassio Taniguchi, e a direção da Celepar ainda não responderam para a imprensa e sociedade paranaense a acusação grave sobre a demissão que a Celepar efetivou de quatro trabalhadores concursados.

Os servidores, frise-se, concursados, foram demitidos porque questionaram seus direitos na Justiça do Trabalho, um direito de todo trabalhador brasileiro, inclusive de servidores celetistas das empresas estatais.

Enquanto isso Beto Richa aumentou em 462% o número de cargos comissionados sem concurso público na Celepar, com muitos aspones incompetentes e não entendem nada de Tecnologia da Informação e Comunicação ou de Administração Pública.

Hoje foi a vez do jornal Gazeta do Povo informar que o Governo Beto Richa e seus aspones ainda não se manifestaram sobre esse absurdo.

Por enquanto, o único que se manifestou sobre o caso foi um blogueiro laranja e sem credibilidade, que é servidor comissionado sem concurso público da prefeitura municipal, que fez ataques pessoais a respeitáveis profissionais da comunidade curitibana.

Coragem, é o que falta ao governador, secretário e aspones.

Por enquanto vai sobrar para o pobre coitado do blogueiro.

Veja mais sobre o tema:

Governo Beto Richa demite servidores concursados da Celepar por eles buscarem seus direitos na Justiça

Nota de Esclarecimento do SINDPD-PR (Sindicato dos trabalhadores da Celepar) sobre informações falsas veiculadas

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos pelo governo Beto Richa e diretoria da Celepar para o dia 9

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos pelo governo Beto Richa e diretoria da Celepar para o dia 9

Do Sindpd-PR

O Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebeu dia 4 denúncia sobre demissões arbitrárias de trabalhadores da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, já agendou para a próxima segunda-feira (9), às 16h, a audiência de mediação entre a empresa e o SINDPD-PR – Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação no Paraná.

Por meio da assessoria jurídica do advogado de trabalhadores André Passos e da diretora da entidade Valquiria Lizete da Silva, foram apresentados ao procurador-chefe do MPT no Paraná, Dr. Ricardo Bruel da Silveira, os termos da denúncia, na qual o sindicato relata que parte dos demitidos move ação trabalhista por assédio moral e para pleitear o reenquadramento funcional e que até mesmo uma sentença favorável ao trabalhador recentemente foi apontada como motivo do rompimento brusco do contrato de trabalho. Antes do final do ano, eles foram comunicados do afastamento e da demissão que se efetivou no dia 2 de janeiro. Desde então, tiveram o acesso a seu local de trabalho e à rede interna de informática bloqueados. A truculência e o desrespeito causaram espanto na direção do SINDPD-PR e o clima dentro da empresa é de total insegurança diante das arbitrariedades que estão sendo aos poucos relatadas ao sindicato.

Nota de Esclarecimento do SINDPD-PR (Sindicato dos trabalhadores da Celepar) sobre informações falsas veiculadas

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná SINDPD-PR vem a público informar que é favorável a quaisquer formas de esclarecimento e fiscalização de atos que envolvam a classe trabalhadora, colocando-se à disposição para auxiliar e dirimir dúvidas. Confiamos plenamente no Poder Judiciário e no Ministério Público, órgãos aos quais recorremos sempre que frustradas todas as chances de resolução de conflito de maneira amigável. Porém não admitimos, de forma alguma, a utilização dessa prática para justificar irregularidades, atos ilícitos ou moralmente condenáveis. Estão sendo veiculadas na imprensa paranaense informações falsas e, no mínimo equivocadas, sobre a existência de uma indústria de ações trabalhistas impetradas contra a Celepar – Companhia de Informática do Paraná – (Blog do Zé Beto dia 5 de janeiro de 2012 postada às 10h50).

O sindicato é a ferramenta de organização da categoria que visa salvaguardar os direitos dos trabalhadores, zelar por melhores relações entre empresa e empregados no ambiente de trabalho e pela qualidade de vida. É por isso que toda e qualquer medida em defesa dos interesses da categoria, sejam elas individuais ou coletivas, movidas na Justiça por intermédio e assessoramento do escritório de advocacia Passos & Lunard, seguem as orientações da direção do SINDPD-PR. E se houve e há a necessidade dessa representação nas instâncias judiciais é porque esgotaram-se todas as possibilidades de solucionar nas instâncias administrativas os problemas que ferem os direitos dos trabalhadores. Antes de mover ações coletivas na Justiça trabalhista, o sindicato tem por hábito buscar o entendimento com a empresa e até mesmo a reconsideração de medidas autoritárias e injustificadas.

No caso específico das demissões arbitrárias ocorridas na Celepar na virada do ano,  o escritório do advogado de trabalhadores, André Passos, e a direção do SINDPD-PR buscaram primeiramente entrar em contato com a direção da empresa para esclarecer e reverter tais ações. Oficializamos o governador do Estado, solicitando a reversão das demissões e, finalmente, recorremos à mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) com o intuito de fazer com que a empresa reconsidere e volte atrás nessas demissões. O sindicato e sua assessoria jurídica também, por inúmeras vezes, já se colocaram à disposição da Celepar para debater e auxiliar na implantação de medidas que melhorem a política de gestão de recursos humanos da empresa pública.

É falsa a alegação de existência de uma suposta indústria de ações trabalhistas, o que existe, sim, é uma profunda inabilidade da empresa em evitar, contornar e não produzir conflitos. Se as decisões judiciais são favoráveis aos trabalhadores a culpa é toda da má gestão da Celepar e não dos trabalhadores, do sindicato e muito menos dos advogados destes. A entrada com a ação por si só não significa a condenação da empresa, mas se a Justiça Trabalhista dá ganho de causa aos trabalhadores e ao sindicato é porque ela entende que a razão está ao lado destes e que a empresa erra nas suas atitudes e na manutenção das irregularidades. Qualquer outra interpretação desse fato se configura em afronta e desrespeito ao Judiciário, às instituições democráticas e à cidadania.

É lamentável que, em vez de resolver da melhor maneira os problemas criados na relação com os trabalhadores, motivos das ações por assédio moral ou contra a disfunção em diversos setores, a direção da Celepar opte por se esconder atrás de falsas teorias conspiratórias e levante acusações infundadas para justificar o desrespeito aos direitos dos profissionais. A nota postada em blog jornalístico, em resposta à representação do sindicato em favor dos trabalhadores demitidos na virada do ano pela Celepar, atenta contra a dignidade dos trabalhadores, demonstra profundo desrespeito e contribui para aumentar ainda mais o clima de insegurança que se instalou na empresa, onde a truculência e a perseguição espalharam o medo e a preocupação entre todos.

A direção do SINDPD-PR

Curitiba-PR, 5 de janeiro de 2012.

Confira as ações do sindicato que motivaram acusações falsas:

Na virada do ano, Governo Beto Richa demite arbitrariamente trabalhadores na Celepar –http://www.sindpdpr.org.br/noticia/na-virada-do-ano-governo-beto-richa-demite-arbitrariamente-trabalhadores-na-celepar

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos e Celepar para o dia 9 – http://www.sindpdpr.org.br/noticia/ministerio-publico-do-trabalho-agendou-audiencia-mediacao-entre-demitidos-e-celepar-para-dia

E informações falsas, divulgadas na imprensa pela empresa:

Celepar faz auditoria e vai ao Ministério Público denunciar “indústria de ações trabalhistas” –  http://jornale.com.br/zebeto/2012/01/05/celepar-faz-auditoria-e-tambem-vai-ao-ministerio-publico/

Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330/(41) 9685-3313, com Marlene e (41) 9685-3312, com Valquíria.