Charge: Rossoni de dia “14° e 15° salários para deputados é legal e vou mantê-los!”. Rossoni de noite: “acabou!”. Bipolar?

Rogerio Galindo da Gazeta do Povo diz que Beto Richa descumpriu promessas e que Rossoni é anti-democrático

Hoje na Gazeta do Povo

Agenda secreta

 Hoje na Gazeta do Povo

Rogerio Waldrigues Galindo • rgalindo@gazetadopovo.com.br

Beto Richa conclui o seu primeiro ano de governo admitindo que não conseguiu fazer tudo o que queria (nem tudo o que prometeu). Claro, usando o manual de seus antecessores, colocou a culpa em quem veio antes dele. Mas o mais estranho não foi o governador deixar de fazer aquilo a que se havia proposto. Isso até faz parte do jogo: às vezes há amarras, empecilhos, problemas. E, vamos convir, ninguém cumpre 100% do que prometeu em campanha.

O curioso foi Richa fazer o que tinha dito que não faria. Homem de bordões, Beto dizia ao eleitor, pouco mais de um ano atrás, que “faria mais com menos”. Quem não se lembra da frase? As duas partes da equação, porém, não resistiram aos primeiros 12 meses de gestão. Richa aumentou o peso do Estado sobre o nosso bolso (o tarifaço do Detran chegou a 271%) e acabou não entregando nenhuma grande obra até aqui. Não fez mais. E não cobrou menos.

Dizia também o candidato que, quando chegasse ao governo, seria o oposto de Roberto Requião. Essa afirmação começou a ruir ainda antes da posse, conforme o secretariado foi sendo anunciado. Praticou ampla e fartamente o nepotismo, indicando o irmão Pepe e a mulher Fernanda para as duas supersecretarias que criou sob medida, só para presenteá-los. Além disso, cooptou o próprio PMDB para o governo, dando um cargo para Luiz Cláudio Romanelli – ex-secretário, quem diria, do governo Requião…

Dizia que seria o governo do diálogo. E, como lembrou neste espaço, no sábado, a colunista Rosana Félix, fez o exato oposto. O caso atual, da aprovação sob rolo compressor das terceirizações, é o exemplo mais cabal. Não houve uma audiência pública. E no fim das contas, tristemente, foi montada uma linha de policiais em frente à Assembleia para impedir que a população acompanhasse as discussões.

Richa dizia mais. Que não iria privatizar nada (até porque era comumente chamado de lernista na época, coisa que também refutava com vigor). Até aqui, é bem verdade, não vendeu nenhum bem público. Exceto por dois aviões “inservíveis”, que pareceram muito bons para o dono da Helisul e para a família Mussi, do Canal 21, seus felizes compradores. Mas começou o ano falando em criar uma agência reguladora – que serve para fiscalizar serviços concedidos ou privatizados. E terminou aprovando no afogadilho a polêmica lei que repassa partes do Estado para ONGs.

Ninguém ouviu da boca de Richa, nem de seus aliados, que essa seria a agenda do primeiro ano de governo. O plano de governo do candidato, “registrado em cartório”, como ele próprio faz questão de mencionar em mais um de seus bordões, até onde se tenha percebido, também não falava em nada disso.

Aparentemente, porém, havia letras miúdas no documento em que ninguém havia reparado. Havia uma agenda secreta de que o eleitor não foi informado. Richa pode até culpar os antecessores por não ter deixado em caixa dinheiro para que ele fizesse o que cumpriu. Mas não pode, em nenhum momento, dizer que alguém lhe forçou a tomar as decisões que vem tomando.

Sobre isso, pelo menos, ele tem de assumir a responsabilidade.

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Ontem no Blog Caixa Zero

Walter Alves / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Walter Alves / Agência de Notícias Gazeta do Povo / Manifestantes na frente da Assembleia: PM foi chamada para regular a entrada na casa
Manifestantes na frente da Assembleia: PM foi chamada para regular a entrada na casa

 

Ninguém nega que os manifestantes exageraram na invasão da Assembleia nesta segunda-feira. Há jeitos mais democráticos de protestar contra um, projeto de lei, ou contra o que for.

Mas isso não dá, obviamente, ao presidente do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB), o direito de restringir o acesso ao plenário com uso de barreira policial.

Só entram “funcionários com crachá, repórteres e visitantes autorizados”, dizem os PMs.

Nesta terça, cerca de 50 policiais militares foram postados em frente ao portão de acesso da Assembleia. A medida veio depois de Rossoni tirar as grades do prédio, dizendo que estava democratizando o acesso.

A Assembleia não pertence aos deputados, e sim ao povo paranaense. Não faz o menor sentido proibir que a população acompanhe o que se passa lá dentro.

O secretismo foi o que criou o monstro da corrupção dentro da Assembleia. Tanto é que os “diários secretos” acabaram se tornando um símbolo dos desvios de conduta que havia lá dentro.

Alguém cometeu vandalismo? Pague por isso. O restante da população não pode pagar por isso tendo uma Assembleia menos democrática.

Policiais Militares a paisana (sem farda) dentro da Assembleia Legislativa do Paraná

Os corredores internos da Assembleia Legislativa do Paraná está repleta de policiais militares sem farda, neste exato momento. Para que? Poder bater sem identificação?

Quem mandou a PM para a ALPR: Rossoni ou Beto Richa?

Corredor polonês. Foto de Tarso Cabral Violin

Exemplo de diálogo e participação popular do governo Beto Richa

Galeria da ALPR agora, durante a votação da Lei de privatização via OS. Foto de Tarso Cabral Violin, via iPhone

Rossoni impede que qualquer um da população entre na Assembleia

Agora na ALPR. Foto de Tarso Cabral Violin

O governador Beto Richa mandou e os deputados vão obedecer. Rossoni impediu que qualquer um entre na Assembleia Legislativa do Paraná, para se manifestar contra a Lei de privatização via organizações sociais – OS.

Galerias vazias aqui dentro da Assembleia. Ninguém pode entrar.

Cerca de 100 militares a paisana aqui dentro, sob comando do chefe da segurança da AL.

Rossoni e Stephanes Jr com cara de vitoriosos. Isso é democracia?

“Férias” de Joice Hasselmann repercutem nacionalmente

Do Observatório da Imprensa

Cangaço na cidade

Joice Hasselmann é uma jornalista extremamente competente: faz boas entrevistas, comanda a Bandnews FM de Curitiba e a levou ao primeiro lugar, virou xodó dos paranaenses. Não de todos: alguns de seus entrevistados gostariam de vê-la fora do rádio. Joice acredita na máxima de que notícia é aquilo que as autoridades não gostam de ver publicado; o resto é publicidade.

Depois de uma entrevista com o líder tucano na Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, Joice passou a ser assediada com propostas de suborno. Não teve dúvidas: no ar, contou que estavam tentando comprá-la e avisou que, se houvesse outra tentativa, daria em seu programa os nomes dos subornadores e detalhes das tentativas.

O assédio se transformou em pressão: a Assembleia decidiu investigar as licenças ambientais de uma usina de Joel Malucelli, por coincidência o dono local da Bandnews. O empresário piscou: Joice foi colocada em “férias não-planejadas” (um dos melhores eufemismos que este colunista já viu para censura), com promessa de voltar. Mas deixa de ser a comandante do jornalismo: passa a responder a um chefe, cujo cargo acaba de ser criado. Só isso? Não: ladrões esquisitíssimos entraram em sua casa, mexeram em tudo, não roubaram nada. Digamos que foi apenas um aviso.

Ainda vamos ouvir falar muito desta jornalista. Joice Hasselmann, não demora, estará se apresentando para todo o país, não apenas para uma capital. Os políticos que se cuidem: ágil, bem-humorada, com ótima memória, é melhor que não mintam para ela.

Presidente do TC diz que projeto de Lei das OS deveria passar por audiência pública

O truculento anti-democrático e o presidente do TCPR, Fernando Guimarães

O Presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Fernando Guimarães, disse para a Gazeta do Povo de hoje que projeto de Lei das Organizações Sociais deveria passar por audiência pública: o PL das OS deveria ser objeto de discussão numa audiência pública na Assembleia para ouvir a sociedade, sindicatos e o gestor. Seria mais saudável para convencimento da sociedade”.

Se o projeto for aprovado hoje Beto Richa, Valdir Rossoni e Ademar Traiano (todos do PSDB) ficarão para a história como os neoliberais tucanos privatizantes truculentos!

Rossoni e Derosso: criem vergonha na cara e demitam os comissionados!

Já faz 10 dias que o Blog do Tarso noticiou que o Supremo Tribunal Federal recentemente decidiu que a Câmara Municipal de Blumenau não pode ter mais servidores comissionados do que concursados.

Na Câmara de Curitiba há 228 servidores efetivos e 550 comissionados (mais de 70%). Na Assembleia Legislativa são 1.169 comissionados e 500 concursados.

Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, e João Cláudio Derosso, presidente sub judice da Câmara Municipal de Curitiba ainda não mandaram embora nenhum dos comissionados.

Vergonha! MP e TC nelles!

Joice Hasselmann será demitida da rádio BandNews por questionar Rossoni

“Posso não concordar com uma só palavra do que dizes, mas morreria por teu direito de dizê-las.” Voltaire (1694-1778)

Não concordo com muitas posições da jornalista Joice Hasselmann, mas sua competência como apresentadora de rádio é inquestionável. Talvez o meu único porém com relação à jornalista seja as suas entrevistas mais “light” com o governador Beto Richa (PSDB).

Mas não podemos negar que ela é bastante dura com todas as demais autoridades. Em sua última entrevista no “olho no olho” com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), Joice questionou as contradições e discursos vazios de Rossoni, o que levou a apresentadora à geladeira na emissora. Oficialmente foi dito que ela está de férias. Mas Rossoni, que ficou furioso com a entrevista, exigiu a demissão da apresentadora.

A rádio BandNews já até colocou a jornalista Fernanda Rocha no lugar de Joice. Fontes do Blog do Tarso informaram que a demissão de Joice é apenas uma questão de tempo.

Volta Joice!

Rossoni salva mandato de Bernardo Carli por formalismo. Incompetência ou má-fé?

Deputado Carli Filho, cassado por Caixa 2 pelo TRE/PR

O presidente da Assembleia Legislativa Valdir “dinheiro faz bem para todo mundo” Rossoni aprontou de novo. Ontem , apenas porque o TRE/PR cassou o mandato por Caixa 2 do deputado Bernardo Carli (irmão do ex Ribas Carli) citando ele como deputado federal, e não estadual, Rossoni, ao invés de cumprir a ordem judicial, encaminhou o processo para sua procuradoria.

O ato de Rossoni foi classificado como um “formalismo inútil” no entendimento do professor de Direito Constitucional Egon Moreira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), segundo a Gazeta do povo de hoje: “O erro material não altera a substância da decisão e nem inibe os seus defeitos, e este tipo de discussão foi superada pelo Direito no século 17”.

Charge: Rossoni desiste da gorjeta da Assembleia… quem vota nesse cara?

Devolução do dinheiro por Rossoni não evita ação de improbidade e inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa

Apenas lembro para o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), que a devolução do dinheiro que ele recebeu irregularmente acima do teto constitucional, desde o início do ano, não exime que ele seja acionado judicialmente nos termos da Lei de Improbidade Administrativa e que ele fique inelegível pela Lei da Ficha Limpa! Com a palavra, o Ministério Público.

E infelizmente o Rossoni, ou seu assessor Ary Cara, me bloquearam no Facebook e não posso fazer comentários sobre seus posts. Democrático como um verdadeiro coronel de Bituruna.

Após pressão Rossoni vai devolver os quase R$ 200 mil que recebeu contra a Constituição

O presidente Valdir Rossoni (PSDB), que seria candidato a vice de Luciano Ducci (PSB), vai devolver os quase R$ 200 mil que recebeu de forma totalmente irregular. Minha Ação Popular contra ele já estava pronta, e após muita pressão da imprensa e da sociedade ele criou vergonha na cara e vai devolver a verba que recebeu acima do teto constitucional.

Não vai fazer cócegas para o seu bolso, pois esse tipo de gente não tem problema com dinheiro.

Mas sua candidatura a vice foi por água abaixo!

Charges: Rossoni

Rossoni recebe quase o dobro dos ministros do STF (teto constitucional) e diz que vai continuar recebendo

Valdir Rossoni, presidente do Legislativo: “Não é salário; é uma verba para representar a Assembleia em vários lugares, como chefe de um poder”. Foto de Marco André Lima/ Gazeta do Povo

Rossoni recebe salário duplo que ultrapassa o teto legal

Presidentes da Assembleia têm direito, desde 1992, a uma gratificação que dobra os vencimentos, resultando hoje num valor de R$ 40 mil mensais. Assunto só foi descoberto porque ato da direção da Casa estendeu o benefício a mais dois deputados

Publicado hoje na Gazeta do Povo, por EUCLIDES LUCAS GARCIA, SANDRO MOSER E ROSANA FÉLIX

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná tem direito a receber, desde 1992, uma gratificação pelo exercício do cargo no mesmo valor da remuneração paga aos deputados. Na prática, isso significa que há 19 anos quem ocupa o cargo de presidente do Legislativo paranaense recebe o salário em dobro. Atualmente, a remuneração de um deputado estadual é de R$ 20 mil. Portanto, o atual presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), recebe mensalmente R$ 40 mil. O valor ultrapassa em quase 50% o teto máximo permitido para a remuneração no funcionalismo público, que é de R$ 26,7 mil.

O decreto legislativo que garante esse salário dobrado foi assinado pelo ex-presidente da Assembleia Aníbal Khury em 23 dezembro de 1992. O texto, no entanto, não dá maiores detalhes sobre a finalidade da gratificação. Apenas menciona que ela equivale ao salário de um deputado.

O primeiro beneficiário da gratificação foi o então deputado Orlando Pessuti, que comandou a Casa de 1993 a 1994. Na sequência, Aníbal recebeu o benefício durante cinco anos, entre 1995 e 1999; Nelson Justus de 1999 a 2000 e de 2007 a 2010; Hermas Brandão entre 2001 e 2006; e, por fim, Rossoni, que assumiu o cargo em fevereiro. Até hoje, portanto, cinco deputados receberam a gratificação no cargo de presidente.

Desde 1998, com a Emenda Constitucional n.º 19, que fixou o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como remuneração máxima do funcionalismo público, a gratificação paga na Assembleia excederia o teto. Apenas a gestão de Pessuti não foi abrangida pela emenda.

Pagamento secreto

A revelação da gratificação veio à tona porque a Mesa Executiva da Assembleia publicou em Diário Oficial, no último dia 28 de setembro, o Ato 1.191/2011 estendendo o benefício ao primeiro e ao segundo-secretário da Casa – Plauto Miró (DEM) e Reni Pereira (PSB), respectivamente. Ontem, porém, a própria Mesa revogou o ato sob a justificativa de que a publicação em diário foi “equivocada”.

No entanto, até a publicação do ato, que cita no texto o decreto de 1992, o pagamento da gratificação era desconhecida da sociedade até de deputados – em mais um exemplo das décadas de falta de transparência que marcaram a Casa. “Estou na Assembleia há vários anos e nunca ouvi falar dessa gratificação. A Mesa precisa esclarecer isso aos deputados”, disse um parlamentar. “Sabia que o presidente recebia uma gratificação, mas achava que era apenas uma ajuda de custo, algo como um terço a mais de salário. Não essa barbaridade de um outro salário integral”, afirmou outro deputado.

No posto de presidente da Casa desde fevereiro, Rossoni adotou práticas moralizadoras para, segundo ele, sanear os problemas da Assembleia. Entre as medidas que adotou, destacam-se a suspensão de gratificações irregulares, a limitação salarial de diretores e funcionários, e a revisão dos contratos firmados pelo Legislativo, com rompimento daqueles considerados desvantajosos. A economia já chega a R$ 20 milhões, que foram repassados ao governo. Apesar disso, Rossoni não abriu mão da gratificação a que tem direito. Desde que assumiu o comando da Casa, o tucano recebeu R$ 160 mil a mais devido ao benefício.

Problema nacional

O acúmulo de gratificações que ultrapassam o teto constitucional é um problema comum no país. No Executivo, Legislativo e Judiciário há brechas que permitem o pagamento de aposentadorias, abonos, auxílios, diárias e adicional de insalubridade, entre outros. O Planalto tenta regulamentar o teto constitucional. A Casa Civil está preparando um projeto de lei para enviar ao Congresso. A ministra Gleisi Hoffmann, quando assumiu o cargo de senadora, em fevereiro, apresentou um projeto com o mesmo teor.

O outro lado

Deputado diz que não abre mão da verba

O deputado Valdir Rossoni (PSDB) confirmou que recebe a gratificação de representação desde que assumiu a presidência da Assembleia e deixou claro que não pretende abrir mão do benefício. “Além da atuação como deputado, tenho de dirigir a Casa, que é uma responsabilidade sem tamanho. Não vejo nenhum problema em receber essa verba”, afirmou. “Não é salário; é uma verba para representar a Assembleia em vários lugares, como chefe de um poder.”

Questionado sobre a revogação do decreto que estendeu o benefício a outros dois deputados, Rossoni disse que a extensão da gratificação ao primeiro e ao segundo-secretários da Casa ainda está sendo estudada pela Procuradoria da Assembleia. Segundo ele, por um deslize, foi publicada de forma equivocada no Diário Oficial. “Não acho justo o presidente receber, enquanto o primeiro-secretário, que trabalha tanto quanto eu, não receber.”

Já sobre a extrapolação do teto constitucional, o entendimento da procuradoria é de que o benefício é, na verdade, uma gratificação, que não faz parte do salário do presidente. Portanto, legalmente, não haveria inconstitucionalidade no pagamento da verba.

Os outros três ex-presidentes da Assembleia que receberam o benefício e ainda estão vivos – Orlando Pessuti, Nelson Justus e Hermas Brandão – não retornaram aos pedidos de entrevista deixados nas secretárias eletrônicas dos seus celulares.(ELG e SM)

Pagamento é irregular, afirmam especialistas

A remuneração total do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná não pode ultrapassar o teto constitucional de R$ 26,7 mil. A opinião é unânime entre especialistas consultados pela Gazeta do Povo. Segundo eles, a Emenda Constitucional n.º 19, de junho de 1998, é clara nesse sentido.

O professor de Direito Público Egon Bockmann Moreira, da UFPR, diz que o Decreto Legislativo que instituiu a gratificação de representação ao presidente do Legislativo paranaense perdeu a validade com a emenda. “Antes disso não havia preocupação com o teto. Podia ser imoral, mas não era ilegal. Mas, com a instituição do teto, este deveria ser respeitado. Um decreto legislativo, que é uma mera norma administrativa, não pode revogar o que está previsto na Constituição”, diz Bockmann Moreira.

Para Tarso Cabral Violin, professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo, é possível pagar uma verba de representação para quem exerce a presidência da Assembleia. Mas ela deveria ser instituída por meio de lei. “Pelo princípio da legalidade, deveria ser discutida e votada no plenário, mas não poderia ser criada por decreto”, explica Violin. Ele também diz que não é possível extrapolar o teto constitucional. “É totalmente injustificável. A posição adotada pela procuradoria [da Assembleia] é muito forçada.”

A cientista social Rita de Cássia Biason avalia que não poderia haver acúmulo de subsídio e verba de gratificação no Legislativo. “O deputado é eleito, já recebe benefícios para o cargo. Para ser presidente da Assembleia ele é escolhido por seus pares, e não deveria receber a mais”, diz. Ela explica que no funcionalismo público a prática é usual. “Mas é porque a pessoa passou num concurso e recebe o salário desse cargo. Se ela assumir um cargo comissionado, pode receber a mais, mas sempre respeitando o teto.”

Rita de Cássia, coordenadora do grupo de pesquisas sobre corrupção da Universidade Estadual Paulista, opina ainda que o presidente da Assembleia, Valdir Rossoni, deveria desistir de uma das remunerações. “Se eu fosse ele e quisesse ficar com uma imagem boa, abriria mão.”

Rossoni recebe irregularmente acima do teto constitucional na Assembleia Legislativa

Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, recebe remuneração como Deputado Estadual e um adicional como Presidente, o que passa do teto remuneratório da Constituição de 1988, que é o do subsídio dos Ministros do STF.

O inc. XI do art. 37 da Constituição da República é claro:

XI – a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tri-bunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;

Rossoni, a exemplo de Derosso, queria ser vice do prefeito Luciano Ducci (PSB). A vaga vai acabar sobrando para o Professor Galdino. Todos eles são homens de confiança do governador Beto Richa.

Caiu a máscara do Rossoni

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Valdir Rossoni (PSDB), acabou de defender o direito dos parlamentares de ter uma falta não justificada por mês sem o desconto no salário, e ainda ficou irritado com as perguntas dos jornalistas sobre o assunto.

Qualquer trabalhador com falta injustificada tem desconto em seu salário.

Caiu a máscara do Rossoni!

Briga de tucanos segundo José Simão

Recordar é viver. O José Simão, em 12 de maio de 2011, em sua coluna na Folha de S. Paulo e na rádio Bandnews, informou como são as brigas dos membros do PSDB:

E vocês já viram tucano brigando? “Bobo.” “Pobre.” “Cara de mamão!” “Bolha.” “Você não entende de vinho.” “Você não come vol-au-vent.”

Como seria a briga entre os tucanos do Paraná, Beto Richa, Derosso e Rossoni?

As melhores sugestões ganham uma receita de vol-au-vent!

Vol-au-vent

Charges: Os doze trabalhos de Rossoni – The twelve labors of Rossoni

Do Pinóquio News

Viagem dos tucanos Beto Richa, Rossoni, Traiano e aspones à Europa vai custar mais de R$ 200 mil aos cofres públicos

Norberto Ortigara, Ademar Traiano, Beto Richa, Edson Ramon e Eduardo Guimarães (da esq. para dir.), em visita à fábrica de medicamentos da Ucrânia que tem interesse em instalar unidade no Brasil. Foto de Divulgação/Secs

Viagem de Beto à Europa vai custar R$ 100 mil ao estado

Três representantes da administração estadual estão na comitiva, que é composta por outras nove pessoas. Visita, para buscar investimentos, vai durar duas semanas.

Publicado na Gazeta do Povo de domingo, por Rogerio Waldrigues Galindo

A viagem de duas semanas do governador Beto Richa (PSDB) à Europa vai custar perto de R$ 100 mil aos cofres do estado. Valor semelhante será gasto pela Assembleia Legislativa do Pa­­­raná, que mandou três integrantes para a comitiva oficial, composta ainda por empresários paranaenses. A viagem, iniciada no último dia 19, acaba na próxima sexta-feira.

As informações sobre os custos do governo com a viagem foram dadas pela própria administração estadual. As passagens dos três integrantes do governo que foram à Europa custaram R$ 50,8 mil. Além de Richa, viajaram o secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, e o assessor especial Fabio Dal­­lazem.

A diária paga pelo estado, que cobre hospedagem e alimentação, é de US$ 614 (R$ 982) por dia para cada um. Assim, durante a viagem de 15 dias, cada um dos integrantes do governo tem di­­­reito a gastar R$ 14,7 mil com hotéis e restaurantes. Na soma, a estada dos três pode ultrapassar os R$ 43 mil. Somando com as passagens, o valor já fica em aproximadamente R$ 94 mil.

Há ainda três representantes da Assembleia na comitiva: o presidente, Valdir Rossoni (PSDB); o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB); e o diretor de Comunicação, Hudson José. A reportagem apurou que o Legislativo fez um adiantamento de R$ 45 mil para os três cobrirem os custos de hospedagem e alimentação. Além disso, as passagens custaram R$ 47,5 mil.

Os políticos são acompanhados de uma comitiva de empresários. Participam um diretor da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Hélio Bampi; o presidente da Asso­­ciação Comercial do Paraná, Édson Ramon; e o vice-presidente da entidade, Odone Fortes. Tam­­bém estão na comitiva Celso Gusso, diretor da Risotolândia; e Luiz Scarpin, empresário do ramo de turismo.

A prefeitura de Curitiba também enviou um representante: o secretário de Relações Interna­­cionais, Eduardo Guima­­rães. No caso dele, segundo a prefeitura, as passagens e a hospedagem ficaram em R$ 24 mil. E a diária é de 250 euros (R$ 580).

Busca de investidores

A comitiva tem como principal objetivo fazer contatos para trazer investimentos ao Paraná. Na Ucrânia, por exemplo, houve uma visita a uma fábrica de insulina, a Indar, que estaria interessada em ter uma unidade no Brasil. Na França, haverá uma visita à Renault. Na Itália, o único compromisso do grupo é uma reunião com diretores da indústria de pneus Pirelli.

Para o cientista político Adriano Codato, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a presença de deputados estaduais na comitiva do governador só faz sentido “politicamente”. “Polí­­tica é feita de vaidades; é preciso fazer agrados aos aliados. Em­­­bora o Beto tenha maioria ampla na Assembleia, esse tipo de convite para viagens internacionais ajuda a cultivar essa maioria”, afirma.

Por outro lado, Codato diz que a presença de não especialistas na viagem mostra que o discurso do governador de fazer uma gestão “empresarial” do governo não tem respaldo em seus atos. “Se o pensamento fosse técnico, o governador iria acompanhado de técnicos do Ipardes, do BRDE, do Ipea. Os deputados vão por motivos políticos”, diz ele.

Agenda

Semana começa com visita a fábrica francesa

A semana da comitiva paranaense na Europa começa com um compromisso em Clermont-Ferrant, na França. O grupo visita nesta segunda-feira a fábrica da Limagrain, uma empresa de sementes que já tem uma unidade no Paraná e que poderia implantar mais duas fábricas no estado: uma em Pato Branco e a outra em Guarapuava. A empresa tem uma parceria local com a empresa Sementes Guerra. O investimento previsto seria de R$ 91 milhões, com criação de 600 empregos.

Em Paris, ainda na segunda, a comitiva visita a fábrica da Renault. Também estão previstos encontros com outros possíveis investidores e palestras dos reprsentantes do Paraná. A última cidade a ser visitada pelo grupo é Milão, na Itália, onde só está prevista uma visita à fábrica de pneus da Pirelli, além de um encontro com o cônsul do Brasil, Luiz Henrique Pereira da Fonseca. (RWG)