Paulo Bernardo errou ao não encaminhar a democratização da mídia

O ex-Ministro das Comunicação no primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT), Paulo Bernardo (PT), errou ao não encaminhar a tão esperada democratização da mídia.

Hoje, o paulista que fez sua tragetória política no Paraná publicou texto na Folha de S. Paulo pedindo que a imprensa seja “instrumento de esclarecimento público e de busca da verdade” e questiona o que ele chama de “frenético publicar de informações vazadas seletiva, falsa e ilegalmente, sem o direito ao contraditório” na operação Lava Jato. Foinalizada dizendo que “além de desconsiderarem a presunção de inocência, valor fundamental na democracia, esses procedimentos põem em causa os princípios do processo justo”.

Concordo! Mas…

Bernardo errou ao não implementar como ministro as medidas administrativas que democratizariam a mídia. Errou ao não encaminhar um projeto de lei pronto já existente nesse sentido, e nem discutir com a sociedade o tema.

Hoje os setores progressistas brasileiros são reféns da velha mídia e não têm instrumentos para a contraposição tão necessária para a Democracia brasileira.

Globo, Veja, Folha, Estadão, Gazeta do Povo, RPC, Rede Masse, CBN, BandNews estão fazendo festa. Já a mídia alternativa, as rádios comunitárias, os blogueiros progressistas, por mais que tentem, não são páreos para a velha mídia e suas ramificações digitais. Ruim para a Democracia, bom para o mercado financeiro. E segue a vida!

Paulo Bernardo, II ato – Editorial da Carta Capital

Paulo Bernardo, II ato, na Carta Capital

Proponho um teste aos leitores. Qual é o país onde a mídia está na mão dos oligopólios? Qual é o país onde esta mesma mídia alinha-se de um lado só, sistematicamente contrária a qualquer esforço igualitário e, portanto, a favor da reação? Qual é o país onde os profissionais do jornalismo chamam o patrão de colega? Qual é o país onde nas redações ainda se afirma o diretor por direito divino? Evitarei fornecer a resposta certa ao pé da página, eventualmente impressa de cabeça para baixo. De fato, a resposta é do conhecimento até do mundo mineral.

Paulo Bernardo,  apressa-se a informar que um projeto de regulação ainda sairá. Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP e Istock Photo

Paulo Bernardo, apressa-se a informar que um projeto de regulação ainda sairá. Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP e Istock Photo

Continuar lendo

Ministro Paulo Bernardo defende a regulação das mídias, mas não agora

Sim, o da direita é o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Do lado esquerdo o advogado e ex-deputado federal, Edésio Passos

Sim, o da direita é o atual Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Do lado esquerdo o advogado e ex-deputado federal, Edésio Passos

Após ser criticado pelo PT e pela revista Carta Capital, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), disse que defende a regulação da mídia e o projeto sobre o tema pode ser apresentado até o final do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2014. Vai se basear em elementos da proposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) e seu ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins.

Paulo Bernardo foi convidado para participar do 2º Encontro de Blogueiros do Paraná #2ParanáBlogs, mas ainda não confirmou se estará presente. Veja sua participação no #2BlogProg em Brasilia.

Carta Capital critica Paulo Bernardo e Helena Chagas

ministro-plim-plim

Na matéria de capa da revista Carta Capital, a melhor revista semanal de notícias do Brasil, a revista critica o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo (PT) e a secretária de comunicação Helena Chagas. O ministro é marido da Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), a primeira senadora eleita do Paraná (licenciada) e pré-candidata ao governo do Estado do Paraná, que concorrerá provavelmente contra o atual governador Beto Richa (PSDB) e o senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB).

Carta Capital diz que Paulo Bernardo enterrou o projeto de lei das comunicações elaborado pelo ex-secretário de comunicação Franklin Martins, do governo Lula (PT, 2003-2010). Paulo Bernardo acha desnecessária a regulamentação da mídia, pois para ele isso iria contra a ideia de mídia livre e liberdade de expressão.

Enquanto isso os políticos e as igrejas dominam as TVs e rádios. E a Inglaterra está prestes a criar órgão regulador da mídia (conforme texto de Gianni Carta), enquanto no Brasil a velha mídia fala de forma mentirosa que isso seria censura. Projetos que limitam a propriedade cruzada (mesmo grupo controlar TV, rádio, revistas, jornais e internet) estão parados no Congresso Nacional.

Os Estados Unidos da América e Europa ocidental limitam a propriedade cruzada, mas qualquer tentativa no Brasil faz com que a velha mídia diga que é censura e coisa de “países bolivarianos”.

A secretária de comunicação atual, Helena Chagas, que substituiu Martins, também estaria atuando a favor da velha mídia.

A revista ainda informa que a política de democratização da propaganda oficial, instituída pelo então secretário de comunicação Luiz Gushiken e mantida por Martins, acabou com Chagas no governo Dilma.

Na matéria da Carta Capital, Samuel Possebon vê com receio a ideia da Anatel de acabar com os serviços públicos de telecomunicação e transformar tudo em atividades econômicas, sem obrigação de universalização, sem os chamados bens reversíveis (devolvidos à União com o fim do prazo das concessões) e sem controle tarifário.

Opinião do Blog do Tarso: a liberdade de expressão será garantida apenas com a regulamentação da mídia, pois a Constituição da República obriga o equilíbrio entre TVs e rádios públicas, estatais e privados, veta o monopólio e oligopólio das comunicações e não prevê liberdade para os serviços públicos de comunicação nas mãos da iniciativa privada. A democratização da mídia e liberdade de expressão será garantida apenas com a regulamentação da mídia para que a Constituição seja cumprida, assim como o incentivo da liberdade das novas mídias, a internet e redes sociais. A Globo, a revista Veja e os jornais Folha De S. Paulo e Estadão são contra, pois elas defendem o oligopólio da velha mídia e a liberdade de empresa, ao invés da liberdade de imprensa. Como diz Franklin Martins: “nada além da Constituição”!

Paulo Bernardo deixa claro para a TIM que com a presidenta Dilma a ladainha do livre mercado não cola

Do Poder Online

“Se eu levasse à Dilma a argumentação da Tim, estava demitido” conta o ministro das Comunicações

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou ao Poder Online que, no encontro de ontem com diretores  da Tim e da sua controladora, a Telecom Itália,  ouviu do presidente mundial do grupo, Franco Bernabè, um argumento curioso sobre os problemas da telefônica:

– Na tentativa de minimizar as falhas na prestação de serviços, o Bernabé disse que o próprio mercado resolve esses assuntos, na medida em que há outras empresas concorrendo com a Tim e pelas quais o usuário pode optar se estiver insatisfeito.

E qual foi a resposta do ministro ao empresário italiano?

– Ora! Disse-lhe que não sabia como são as coisas lá na Itália. Mas aqui, se eu for à presidenta Dilma Rousseff com um argumento desses, sou demitido na hora.  Ele estava tentando me convencer simplesmente do seguinte: os incomodados que se mudem. O governo não pode aceitar uma coisa dessas.

Ministro Paulo Bernardo defende proibição de que políticos tenham TV

Publicado hoje no jornal Folha de S. Paulo entrevista com o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

Ministro defende proibição de que políticos tenham TV

Veto está previsto na Constituição, afirma Paulo Bernardo (Comunicações)

 

Para o petista, é mais fácil o Congresso votar o impeachment de um presidente que rejeitar renovação de concessão

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, defendeu que os políticos sejam proibidos de ter concessão de rádio e TV.

Conforme a Folha revelou em dezembro, a proposta consta do anteprojeto de lei de comunicação eletrônica deixada pelo ex-ministro Franklin Martins, que o governo colocará em discussão.
Ele duvida que o Congresso aprove a medida, em razão do grande número de políticos com concessões -61 eleitos em 2010 informaram possuir rádio ou TV.
Uma semana depois de dizer que era a favor da limitação de 30% para o capital estrangeiro nos portais de conteúdo jornalístico na internet, o ministro recuou e disse não ter posição fechada.

Continuar lendo