Trailer do filme-documentário “Pela primeira Vez”, sobre os momentos finais do mandato de Lula e a posse de Dilma Rousseff

Conforme divulgado pelo Esmael Morais, ontem (25) em Brasília, no Museu da República, foi lançado o documentário “Pela Primeira Vez”, do fotógrafo Ricardo Stuckert. O filme mostrará os momentos finais do segundo mandato de Lula e a posse de Dilma Rousseff.

O peixe e o cara

O competente deputado federal Romário (PSB-RJ), um dos maiores centroavantes de todos os tempos, em visita a Lula, o maior presidente brasileiro de todos os tempos. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.

Gustavo Fruet é o candidato de Lula e Dilma para Prefeito de Curitiba. PT na vice

Gustavo Fruet nas escadarias da UFPR quando anunciou sua filiação ao PDT. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

O Partido dos Trabalhadores de Curitiba realizou eleição interna hoje e escolheu não ter candidatura própria na eleição para prefeito de Curitiba que ocorrerá em outubro. O PT indicará o vice na chapa encabeçada por Gustavo Fruet (PDT), que terá o apoio fundamental do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff.

Com isso Gustavo Fruet, que está na frente nas pesquisas, é o franco favorito para vencer a eleição.

Foram 57% dos votos pela aliança com o PDT (1.093 votos) e 43% dos votos pela candidatura própria (817 votos), que provavelmente seria dos deputados Tadeu Veneri ou Doutor Rosinha.

Nas zonais do PT de Boa Vista, Boqueirão, CIC, Matriz (por um voto), Pinheirinho e Portão venceu a tese da aliança. Nas zonais Bairro Novo, Cajuru e Santa Felicidade venceu a tese da candidatura própria. A chapa 1, que teve mais votos, terá mais delegados na convenção do PT para decidir por suas teses. A dúvida: haverá aliança na chapa proporcional para vereadores?

O PT sai unidos das eleições internas e os petistas de todas as cores prometem colocar e “suar a camisa” por Gustavo Fruet.

Tarso Cabral Violin – Blog do Tarso

Edésio Passos é homenageado pelos seus 50 anos de advocacia em evento histórico na UFPR. Parabéns!

Edésio e Lula

Ontem, dia 13 (coincidência?), o advogado trabalhista Edésio Passos, ex-deputado federal pelo PT, foi homenageado pelos seus 50 anos de advocacia. Conforme o vídeo/homenagem abaixo, foi reconstruída parte da sua biografia. O projeto/homenagem ainda conta com um livro, uma exposição de fotos e um site: www.edesio50anos.com.br.

O Ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, foi convocado de última hora pela presidenta Dilma Rousseff para uma viagem e não pode comparecer, mas enviou o seguinte vídeo:

Veja todos os vídeos com as entrevistas completas, clique aqui.

Doutor Rosinha e os candidatos a prefeito de Curitiba em 1985 Roberto Requião (PMDB) e Edésio Passos (PT). Requião venceu o candidato da direita, Jaime Lerner (ex-ARENA, então no PDT, hoje no DEMO).

Parabéns Dr. Edésio!

clique na imagem e veja o livro

Lula é o maior eleitor de Curitiba. Jaime Lerner o pior

Ibope

A pesquisa Ibope mostra que o ex-presidente Lula (PT) é o nome que mais influenciará o voto em Curitiba, pois 42% dos curitibanos votariam no candidato apoiado por Lula. O político que ninguém quer o apoio é Jaime Lerner (DEMO), com 12%. Por isso Beto Richa e Luciano Ducci sempre negam que Lerner é do mesmo grupo político deles.

Lula apoiará Tadeu Veneri ou Doutor Rosinha, se o PT escolher ter candidatura própria, ou Gustavo Fruet, se o PT fizer aliança com o PDT e indicar seu vice.

“A culpa é do Lula”

Na Carta Capital de 28 de março de 2012

Wanderley Guilherme dos Santos

As políticas são de Bem-Estar Social, mas o Estado não está aparelhado para tanto

DEPOIS DE LER uma, duas, três vezes, recente manifesto assinado por intelectuais e acadêmicos ilustres como, entre outros, os professores Eduardo Viveiros de Castro, do Rio, e Marilena Chaui, de São Paulo, o professor Wanderley Guilherme dos Santos foi tomado de grande inquietação diante do manifesto que considera mais uma reflexão ampla sobre problemas da cultura e do Brasil.

Presidente da Fundação da Casa de Rui Barbosa, órgão ligado ao Ministério da Cultura, Wanderley Guilherme, um dos mais respeitados e admirados intelectuais do País, transformou aquele desassossego em reflexão com resultados que, em parte, estão nesta entrevista a CartaCapital. Ele mostra que as inversões de objetivo do governo Lula, mantidas no governo Dilma, resultaram em um contraste: “As políticas são de bem estar Social, o Estado ainda não”.

CartaCapital: Por que o contraste entre a aprovação do governo Dilma e a reprovação de grande parte do primeiro escalão do governo?

Wanderley Guilherme: É um problema interessante esse crescente prestígio da presidenta e a condenação universal dos ministros. Além dos que foram demitidos mais do que justificadamente, a população está insatisfeita em relação a todos os ministérios. Acha que o da Saúde não funciona, o dos Transportes idem, e por aí vai. Até certo ponto, está certa. A partir do governo Lula, houve uma revolução nas prioridades do governo e as instituições do Estado não foram criadas para isso. As políticas sociais, aquelas dirigidas diretamente às populações pobres nunca existiram nem, consequentemente, as estruturas organizacionais para executá-las e avaliar resultados.

CC: As administrações eram dirigidas, digamos, a uma população de 30 milhões.

WG: O sentido é esse, mas o Estado só cortejava mesmo uns 2 milhões. Não há problema gigantesco nos canais para administrar subsídios industriais, por exemplo, mas não havia registro do número ou distribuição regional de pobres e miseráveis do País, dificultando a implantação do programa Bolsa Família, problemas equivalentes em relação ao Luz Para Todos, enquanto o programa de remédios gratuitos enfrenta problemas de distribuição e de combate à apropriação indébita e ao comércio no câmbio negro. O Estado brasileiro ainda não é um Estado de Bem-Estar Social.

CC: As políticas são de Bem-Estar e o Estado, não.

WG: A presidenta Dilma vai ao Nordeste e, além dos problemas de ineficiência na implementação de políticas sociais, verifica também que a Transnordestina não anda como devia, a transposição das águas do São Francisco, idem. O Estado não está aparelhado para dar suporte às políticas de progresso praticamente em nenhuma área. O Programa Minha Casa Minha Vida sofre com problemas de execução. E o que acontece, então? Há reclamações perfeitamente justificáveis e a imprensa, ágil, é importante para identificar onde as coisas não estão funcionando direito. Não é possível ao governante confiar somente nos relatos da burocracia, que, às vezes, se opõem às políticas que devia realizar com eficiência.

CC: Além do ritmo e da adaptação às vezes falta identidade?

WG: Isso. O Estado precisa adaptar-se ao novo tipo de política. Há decisões que, embora difíceis de tomar, são de execução automática. Quando a presidenta demite um ministro por ilicitudes, basta assinar o decreto, mas nenhum decreto faz a Transnordestina progredir ou os remédios atingirem a população-alvo sem canais e operadores azeitados. Existem problemas de gestão também, não há de ser complacente, mas o problema é estrutural. A velocidade de transformação introduzida desde o primeiro governo Lula. O País mudou e os portões do governo foram metafórica e literalmente abertos à população.

CC: O Brasil, neste momento, parece uma barafunda. Na saúde o SUS, bem concebido, não funciona na prática e a educação parece ter piorado.

WG: A educação, previsivelmente, tenderia a piorar após a abertura dos portões das escolas e universidades a milhões e milhões sem oportunidade até então. O Estado estava aparelhado para atender as novas gerações da classe média e alta. Não tenho queixa da universidade que frequentei, mas, no meu curso, só havia vagas para 15 pessoas.

CC: Esses tropeços administrativos no Ministério da Educação são sintomas disso?

WG: Esses problemas do ministério da Educação ocorrem também no da Cultura.

CC: As pessoas não atentam para esse problema estrutural?

WG: Não tenho uma resposta taxativa para isso, mas me parece que as questões essencialmente novas não estão presentes nas reflexões em curso. O recente manifesto, aliás, quase uma comunicação a congresso científico, assinado por intelectuais respeitados, como os professores Eduardo Viveiros de Castro, Marilena Chaui e Manuela Carneiro da Cunha, por exemplo, me surpreendeu pela quantidade de considerações acadêmicas fora da área de conhecimento específico deles. Destaco Eduardo, sofisticado pensador, de elevado rigor em seu trabalho profissional, e me pergunto como subscreveu um texto recheado de clichês sobre economia mundial, capitalismo globalizado etc.

CC: O que eles dizem sobre a cultura?

WG: A opinião manifestada sobre a cultura e sobre o Brasil me parece estereotipada. Mais discurso assembleísta, dirigido a todos os grupos possíveis e imagináveis, com estilo algo pomposo e reflexão pouco densa. Não se pode ser contra boas intenções, no abstrato, mas a questão é como administrar urgências reais fora das teses sobre acumulação financeira internacional e coisas assim.

CC: Que problemas apontam?

WG: A partir do governo Lula e agora no de Dilma, a quantidade de políticas de atendimento e incorporação da enorme diversidade cultural brasileira gera problemas de execução e avaliação. As iniciativas estão sempre adiante da capacidade de desempenho ótimo. No contexto de restrição fiscal em que o reaparelhamento do pessoal do Estado é contido, leva mais tempo até que as iniciativas sejam sedimentadas organizacionalmente.

CC: A culpa então é do Lula?

WG: Claro, o Lula é o responsável por essa bendita e criativa bagunça. Discordo dos diagnósticos daquele grupo de intelectuais, mas a agenda é genuína, boa para a discussão. Aproveito o estímulo e gostaria de convidar vários dos signatários para debatermos com outros colegas. A Fundação Casa de Rui Barbosa, em sua programação de debates abertos e pluralistas, formalizará os convites.

CC: Quais os pontos centrais da discordância?

WG: Além das discordâncias sobre questões mais amplas, assinalo que muitos se comportam como se as políticas culturais fossem de distribuição de renda. São, ao contrário, políticas de investimento do governo em áreas cujo retorno é esperado em elevação, preservação e criação de cultura. É necessário não esquecer de um grupo a ser atendido. Refiro-me aos que pagam tributos diretos e indiretos. São eles que financiam as políticas culturais. Investem em cultura e querem retorno cultural.

Fenômenos corinthianos

Ronaldo "Fenômeno" visitou Lula hoje. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula diz que o candidato a prefeito por SP, Fernando Haddad, vai surpreender

Entrevista publicada hoje na Folha de S. Paulo:

Quando é que o senhor começa a participar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo?
Eu acho o Fernando Haddad o melhor candidato. São Paulo não pode continuar na mesmice de tantas e tantas décadas. Eu acho que ele vai surpreender muita gente. E desse negócio de surpreender muita gente eu sei. Muita gente dizia que a Dilma era um poste, que eu estava louco, que eu não entendia de política. Com o Fernando Haddad será a mesma coisa.

Ele voltou!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou o vídeo hoje (28) após receber os resultados dos exames realizados no hospital Sírio Libanês e que mostraram remissão completa do câncer. Foram realizados exames de ressonância nuclear magnética e laringoscopia, que mostraram a ausência de tumor visível, revelando apenas leve processo inflamatório nas áreas submetidas à radioterapia, como seria esperado. O ex-presidente continua realizando sessões de fonoaudiologia e iniciará programação de avaliações periódicas.

O neoliberal visitou o maior de todos os tempos

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002 pelo PSDB) visitou hoje (27/03/2012) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010 pelo PT), no Hospital Sírio-Libanês, e o encontro durou cerca de 50 minutos. Lula estava no hospital para fazer uma sessão de fonoaudiologia.

Em janeiro Lula foi escolhido pelo leitores do Blog do Tarso como o maior presidente brasileiro de todos os tempos, com 78% dos 3.489 votos (2.779 votos). E é o favorito para ser o escolhido como o maior brasileiro de todos os tempos, na enquete realizada pelo SBT.

O preconceito e a mediocridade – Walquiria Leão Rego

Na Carta Capital

O que seria a tal “porta de saída” que tantos cobram dos programas de renda?

A POBREZA sempre despertou sentimentos ambíguos e complexos. De um lado, por ser fonte de enormes preconceitos e estereótipos de parte das ditas elites. De outro, por indicar aos mais sensíveis que algo vai mal na sociedade. Contudo, na maioria das vezes, sua miopia ética e política opera invertendo a realidade dos pobres, pois os transforma em culpados de sua situação, partem da premissa de que todos os homens são autores de seu próprio destino, logo, a pobreza torna-se uma espécie de escolha existencial.

Os modos de no referirmos a esse sofisma barato variam muito e todos acreditam que sabem das razões da pobreza. Entretanto, o que permanece espantosamente vivo, ainda hoje, é a consciência preconceituosa, nuançada, mas eficaz politicamente. Ou seja, imputa-se facilmente aos pobres, de um modo ou outro, toda sorte de incompetência moral e é ela que legitima as pessoas superiores a dirigir-lhes a vida em todos os sentidos.

Por isso, a doação de cestas básicas faz tanto sucesso entre as classes média e alta, pois se determina nela o “consumo adequado”. Transferência pública de dinheiro é condenável como dano social, pois estimula a vagabundagem e a irresponsabilidade com a vida. Viviana Zelizer, socióloga norte-americana, mostra bem em seus trabalhos como é antiga a posição que rejeita veementemente a transferência pública de dinheiro, percebeu-a inclusive fortemente no interior das organizações de assistência aos pobres. Em suma, os caridosos manifestaram ao longo da história incompreensão total da importância do dinheiro como renda para permitir o desenvolvimento da liberdade e da autonomia dos indivíduos.

Nossas pesquisas demonstram que os pobres não pensam assim. Dona Amélia, da cidade de Pasmadinho, no Vale do Jequitinhonha, fala claramente: “A gente tem mais liberdade no dinheiro”

Por que tem mais liberdade?

“Porque a gente pode comprar mais o que quer, né? Porque o marido também tem mais liberdade, mas se vai comprar ele compra o que quer, e se for eu, compro o que eu quero.”

Infelizmente, a fala preconceituosa continua a repetir seus dogmas seculares. Os pobres são incapazes de razão prudencial, vão gastar o dinheiro inutilmente, pois não sabem consumir adequadamente os bens necessários à sua sobrevivência. Apenas se devem doar vales devidamente destinados a determinado bem, ou alimentos, remédios e roupas. Ao Estado, fundamentalmente, cabe discipliná-los. Por tudo isso, pesa sobre os pobres uma carga imensa de humilhação e sofrimento que acaba por transformá-los em pessoas destituídas de muitas das capacidades humanas, reclamadas exatamente pelos que as exploram e estigmatizam.

Há outra visão da questão: a pobreza é fruto de injustiças e desigualdades sociais iníquas. Se ela é socialmente produzida, pode também ser socialmente superada. Sua presença tem de ser objeto de visibilidade política e de debate público, pois sua solução não é simples. Torná-los visíveis significa resgatá-los como sujeitos humanos portadores de subjetividades diferenciadas, e por essa razão, não a única, converterem-se em objeto de políticas públicas cuidadosas e bem desenhadas, especialmente discutindo sua formulação com seus representantes legítimos.

No Brasil atual, por ocasião da entrada em vigor da política de transferência estatal de renda de grande amplitude espacial, o programa Bolsa Família, revivemos pela mídia, em artigos, cartas do leitor, e, às vezes, entrevistas de gente da universidade a repetição insistente dos velhos preconceitos. O Bolsa Família os acomodará na vida, os transformará em clientes eternos do Estado. No caso desse programa, misturaram-se em uma poção perversa os preconceitos contra os pobres e os estereótipos machistas contra as mulheres pobres, do tipo: agora elas vão se encher de filhos para não trabalhar e viver à custa do Estado.

Necessário anotar a existência nessa configuração ideológica de imputações negativas dirigidas aos pobres, às suas formas mais sutis, mas que não deixam de revelar a estrutura preconceituosa. O exemplo mais ardiloso comparece na fala “erudita” da “porta de saída” que o governo precisa criar urgentemente para essa gente, as bolsistas. Precisamos crescer economicamente, o que todos desejamos, contudo, o vício economicista persiste, ao associar crescimento econômico automaticamente com emprego e vida decente para todos. Nossa história nos desmente: tornamo-nos uma economia industrial e moderna e simultaneamente produzimos uma nação partida, habitada por brasileiros detentores de altas rendas e grandes privilégios e uma imensa maioria de pobres destituídos de quaisquer direitos.

Foi esse o saldo social da nossa grande industrialização. Não a utilizamos na construção de estruturas públicas massivas de qualidade, como boa escola pública, creches,generalização de postos de saúde, hospitais. Colocamos esses direitos inalienáveis fora de nossa gramática política e moral; destruiu-se e se tenta sempre liquidar qualquer possibilidade da expressão política organizada dos pobres. Foi o modo brasileiro de silenciá-los e assim torná los invisíveis. A renda monetária é um direito universal, confirma o direito à vida, prescrito na Constituição de 1988.

Diante disso, como exigir “portas de saída”, o que vem a ser isso? O discurso é claro, destinado àqueles que constituem, parafraseando Hannah Arendt, “povos sem Estado.” Ora, esse imenso contingente de seres humanos foi destituído de escolaridade, capacitações técnicas, cultura em sentido amplo. De nada adianta construir milhões de escolas se os professores permanecem ganhando salários vergonhosos, e também não podem se preparar para capacitar pessoas e formar cidadãos ativos.

No interior do Piauí, dona Inês nos dizia: “Dona, o cartão do Bolsa foi o único crédito que tive na vida, antes eu não tinha nada, agora os comerciantes confiam em mim. Tudo que se quer fazer na vida é com dinheiro, é pagando”.

Dona Inês entendeu bem a importância da monetarização das relações na vida social. No interior de Alagoas, no alto sertão, contou-nos um trabalhador que, quando conseguia trabalho – claro, temporário, sem nenhum direito -, ganhava menos que sua mulher recebia do Bolsa Família. Outro dizia que as jornadas de trabalho, quando apareciam, para algum bico, não conheciam limites. Então, continua a indagação: o que são as tais portas de saída celebradas pela mídia? Como as mulheres pobres, normalmente com escolaridade precária, vão ao trabalho, quando existe, se não existem creches, escolas em tempo integral para ali deixarem seus filhos? Dona Marina, do bairro de Manguba na periferia do Recife, nos disse:”Com o Bolsa agora posso ficar em casa cuidando de meus filhos; quando trabalhava, eles ficavam na rua, isso só fazia aumentar ainda mais minha aflição, pois não tenho onde deixar as crianças depois que saem da escola”.

*É professora titular de sociologia da Unicamp

Feliz Dia Internacional da Mulher!

Lula é o favorito para receber o prêmio de maior brasileiro de todos os tempos, do SBT

Conforme o post recordista de comentários do Blog do Tarso, sobre o favorito para receber o prêmio de melhor brasileiro de todos os tempos do SBT, se confirmou o favoritismo de Lula. Também serão bem votados Ayrton Senna, Santos Dummont e Chico Xavier.

Na enquete do Blog do Tarso, por enquanto a presidenta Dilma Rousseff é a primeira como a maior brasileira de todos os tempos.

Historiador inglês Perry Anderson diz que Lula é o político mais bem sucedido de seu tempo

No artigo de 2011 “O Brasil de Lula”, o historiador inglês Perry Anderson diz que “por qualquer critério, Luiz Inácio Lula da Silva é o político mais bem sucedido de seu tempo”. Veja o texto completo em inglês, clique aqui.

Dilma visita Lula em São Bernardo do Campo

Lula, Dilma e Marisa durante a visita da presidenta em São Bernardo. Foto: Ricardo Stuckert

Do Instituto Cidadania

A presidenta Dilma Rousseff visitou hoje em São Bernardo do Campo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidenta chegou por volta de 15h40, e saiu por volta das 19 horas.

Após humilhar garis, agora Boris Casoy culpa Lula pela morte da dona da Daslu

Garis:

Lula/Daslu:

No governo FHC a participação do rendimento do trabalho decresceu, diz IPEA

Na Carta Capital de 15/02/2012

A força do trabalho I
Estudo recente do Ipea mostra a evolução do rendimento do trabalho na renda nacional a partir do Plano Real, em 1994.

A distribuição da renda nacional do trabalho estabelece o peso relativo do conjunto dos ganhos do trabalho no total do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre 1995 e 2002 (FHC), a participação do rendimento do trabalho decresceu. Passou de 48% para 42,4%. No período seguinte, 2002 e 2009 (Lula), a participação do rendimento do trabalho cresceu de 42,4% para 43,4% da renda nacional (gráfico).

A força do trabalho II
O resultado combina o crescimento da renda per capita do trabalho com a diminuição das desigualdades distributivistas dessa renda e é mais um flagrante de “dois Brasis”.

Sul e Sudeste tiveram quedas importantes. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o crescimento foi contínuo. Apesar da recuperação, ela ainda está 9,6% abaixo do que era em 1995.

Lula poderá desfilar entre campeãs do carnaval de SP na sexta, se Gaviões da Fiel ficar entre as primeiras, diz Dona Marisa

Gaviões da Fiel emociona ao homenagear Lula. Dona Marisa esteve presente na avenida

Estiveram no Sambódramo a ex-primeira-dama Dona Marisa, o ex-presidente do Corinthians Andres Sanchez, os ídolos Neto, Basílio, Biro-Biro e Alex, Sabrina Sato, o ator Fabio Assunção como motorista do Lula, as irmãs Ana Paula e Tati Minerato, e os políticos petistas Eduardo Suplicy e Zeca Dirceu.

Foi emocionante a homenagem às Diretas Já e o carro com o vídeo do Lula.

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Lula deseja um grande carnaval para a Gaviões da Fiel

Lula agradece a homenagem da gaviões da Fiel - Foto: Ricardo Stuckert