Beto Richa e Celepar: Sindicato denuncia o regime de TERROR

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Veja o comunicado do SINDPD/PR, clique aqui. O sinsicato denuncia o regime de terror na Celepar, gerida pelo governo Beto Richa (PSDB) e pelo seu presidente do Conselho de Administração, Cassio Taniguchi (DEMO).

Sindicato denuncia novas arbitrariedades da direção da Celepar

Para retaliar a rejeição da proposta da empresa em assembleia pelos trabalhadores, direção da Celepar determinou o cancelamento das liberações sindicais e o corte dos salários dos dirigentes. Sem avanços nas negociações, a paralisação não está descartada.


Desde o final do ano passado, quando o Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) denunciou demissões arbitrárias de funcionários concursados da Companhia de Informática do Paraná – Celepar – e conseguiu a reintegração imediata de um dos demitidos, a direção da empresa vem adotando medidas de retaliação, desrespeitando a entidade que representa os trabalhadores e pressionando os empregados com assédio moral, perseguições e truculência. É o que volta a denunciar o SINDPD-PR, depois de diversas tentativas para celebrar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2012/2013) por meio de negociações com a direção da Celepar, atropeladas pela empresa que aposta, por sua vez, na pressão direta sobre os trabalhadores.

Recentemente, a Celepar ignorou completamente a proposta dos trabalhadores para o ACT e, depois de tentar negociações individuais e setorizadas, à revelia do sindicato, apresentou outra proposta que foi rejeitada pela maioria esmagadora dos empregados em assembleia geral com cerca de 700 pessoas. O SINDPD-PR tentou mais uma vez sentar com a direção da empresa para discutir o acordo salarial e como resposta obteve novas retaliações: por meio de ofícios, a Celepar determinou o cancelamento das quatro liberações sindicais e o corte dos salários desses dirigentes do SINDPD. Os empregados denunciam que dentro da empresa o jogo não é menos pesado, pois o clima que se instalou é de verdadeiro terror. “Eles se sentem ameaçados, estão inseguros e o que prevalece é uma espécie de assédio moral coletivo”, explicou uma trabalhadora que não quis se identificar.

O SINDPD-PR, por meio de sua assessoria jurídica, ingressou com medida cautelar para garantir que os empregados da Celepar estejam protegidos pelo acordo coletivo em vigor até a semana passada, enquanto durar essa postura intransigente sobre a negociação da proposta dos trabalhadores por parte da empresa. Além de denunciar na Justiça do Trabalho o que vem acontecendo na Celepar e a ruptura dos protocolos para celebração do acordo, o SINDPD solicitou a mediação do Ministério Público do Trabalho para efetivar a negociação coletiva. “O sindicato está cumprindo todos os passos e protocolos visando a negociação e quer que tudo seja resolvido num clima de respeito às instâncias, olho no olho e em consonância com a legislação e os direitos trabalhistas”, disse o advogado André Passos. “Só queremos que a Celepar sente para negociar e dê garantias mínimas quanto a conquistas históricas, que existem há mais de 20 anos, ganho real e que assegure que não ocorram demissões imotivadas. A atuação do sindicato e  a proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores se amparam nesses pontos básicos”, disse Passos.

A direção do Sindicato não descarta a possibilidade de realizar protestos e até mesmo discutir com os trabalhadores a necessidade de uma paralisação, caso a empresa mantenha a postura de intransigência para com a negociação. Está sob a responsabilidade da Celepar o gerenciamento de serviços importantes para o atendimento da população paranaense, uma vez que ela é provedora de páginas na internet de órgãos estaduais, secretarias e empresas da administração direta, que fazem, por exemplo, contratos de leitos e despachos do Detran. O sindicato já vem denunciando também, há alguns meses, a gestão do atual governo, que vem promovendo um processo gradativo de desgaste nas relações de trabalho, de sucateamento e de enxugamento da máquina estatal, visando a privatização. Os rumores de que a pretensão do governo é a de transformar a Celepar em uma espécie de ICI (Instituto Curitiba de Informática) estadual só aumentaram nesse período e contribuem ainda mais para o quadro de insegurança entre os trabalhadores. 

Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330 / com Marlene e Valkíria.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR) – (41) 9658-7588.

Charge sobre a negativa da Celepar em negociar o Acordo Coletivo com os trabalhadores

Beto Richa na Celepar: fuga do concurso público e privatização de atividades-fim de quase R$ 40 milhões

A Companhia de Informática do Paraná – Celepar continua a terceirizar suas atividades-fim, o que é uma burla ao concurso público (art. 37 da Constituição da República). A empresa estatal, gerida pelos homens de confiança do governador Beto Richa (PSDB), abriu licitação para contratação de empresas privadas para complementar a capacidade de fornecimento de soluções de TIC – tecnologia da informação e comunicação da companhia, por meio de desenvolvimento e fornecimento de produtos de software, para que sejam agregados às soluções desenvolvidas pela CELEPAR aos órgãos do Estado do Paraná.

Ou seja, ao invés de realizar concurso público para a contratação de pessoal, vai privatizar para que empresas privadas prestem os serviços para a empresa. E não são atividades-meio, mas atividades-fim da empresa, que devem ser executadas por servidores da Celepar, e não por empresas privadas.

Beto Richa prometeu nas eleições que não iria privatizar, mas sim fortalecer as empresas estatais. Mas está fazendo exatamente o que fez o ex-governador Jaime Lerner: precarizar a Celepar e terceirizar as atividades essenciais da empresa, transformando a Celepar apenas numa intermediadora entre governo e empresas privadas, a exemplo do ICI – Instituto Curitiba de Informática.

A licitação é a concorrência pública 002/2012, e será aberta no dia 16 de julho de 2012, com valor estimado de R$ 38.318.464,73. para maiores informações, clique aqui.

Ministério Público? Não questiona as terceirizações ilícitas. Tribunal de Contas do Paraná? Está virando piada. Oposição na Assembleia Legislativa? Onde está você?

Gazeta do Povo bate na gestão Beto Richa na Celepar

Diretores da Celepar e Beto Richa

Conforme noticiado em 26 de maio no Blog do Tarso Celepar, gerida por Beto Richa e Taniguchi, vai gastar R$ 250 mil por ano em seguro para seus Conselheiros e Diretores, veja a coluna de Celso Nascimento na Gazeta do Povo:

Seguro cobre até a incompetência

Coluna de Celso Nascimento hoje na Gazeta do Povo

Digamos que você seja uma pessoa simpática e que, além disso, goza da confiança do governante, pertença ao mesmo grupo político dele ou tenha sido indicado por um partido aliado. Tendo reunido todas essas qualidades, você é nomeado com alto salário para a diretoria ou outro cargo no alto escalão de uma empresa pública. Isso é muito comum.

Você assume o cargo e passa a gerir a empresa ou um setor dela. Pelo estatuto, a função o obriga a tomar decisões, assinar atos, ordenar despesas etc. Por azar (ou por incompetência sua), alguém entra na Justiça para questionar a legalidade de um dos atos que levaram sua assinatura e você passa a responder como pessoa física.

O que você faz? Contrata um advogado, paga as custas judiciais e, no fim, se for condenado, ainda é obrigado a pagar uma milionária indenização. Se não tiver o dinheiro, responderá com o seu patrimônio ou de sua família, certo?

Coisa horrível. Ninguém quer passar por uma situação dessas. Mas seus problemas acabaram. As Organizações Tabajara têm a solução: um seguro de responsabilidade civil pago pela empresa em que você trabalha. No caso, sendo uma estatal, seguro pago por todos nós, pobres contribuintes, que, a contragosto, somos obrigados a arcar com o prejuízo que sua incompetência causou aos cofres públicos.

É assim que as coisas passam a funcionar na Celepar – a Companhia de Informática do Paraná, empresa pública vinculada à Secretaria do Planejamento. Conforme registram o Diário Oficial do Estado e o site oficial “Compras Paraná”, ela acaba de concluir licitação para contratar uma empresa de seguros que garante coberturas de até R$ 15 milhões. A vencedora do pregão eletrônico PE 009/2012, homologado no último dia 25 de maio, foi a Zurich Minas Brasil Seguros S.A., que apresentou o menor preço entre as concorrentes (R$ 245 mil).

Hipoteticamente, digamos que se descubra que uma licitação milionária na Celepar autorizada por você apresente indícios de fraude e alguém ou alguma instituição resolva promover uma ação judicial. Durma sossegado: segundo o contrato, os membros dos conselhos Administrativo e Fiscal, assim como os diretores, gerentes e pregoeiros da empresa, se forem acionados como pessoas físicas, terão todas as despesas ressarcidas pela Zurich.

Há exceções: se houver dolo (por exemplo, se você não resistir à tentação de meter a mão nos fundos da empresa), a seguradora estará dispensada de indenizar.

O seguro não se limita apenas à pessoa do gestor. Beneficia também os cônjuges, sucessores, herdeiros, espólio, tudo sem que se tenha necessidade de identificar previamente quem são estes. Na prática, considerando ainda a hipótese de que você é um dos diretores, será possível transferir seu dinheiro e bens para o nome de terceiros, de modo que, caso morra ou não tendo como arcar pessoalmente com os prejuízos, nem você, nem sua família, nem os seus indicados perecerão dificuldades.

Isto não é novidade introduzida pelo novo jeito de governar de Beto Richa. Já vinha de antes: nos primeiros meses de 2010, ainda na gestão de Requião, a Sanepar adotou providência semelhante, com a diferença de que o seguro lá era melhor: cobria prejuízos de até R$ 20 milhões.

Tudo pode ser legal. Mas é moral?

Gestão Beto Richa desrespeita os trabalhadores da Celepar e quer privatizar: “Respeito não tem preço”

 

Do Sindpd PR

Trabalhadores (as) da CELEPAR rejeitam contraproposta da empresa, respeito não tem preço

“…Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada”.

Cerca de 700 trabalhadores foram à assembleia e disseram para a direção da Celepar que “Respeito Não Tem Preço”.
Curitiba, PR (31/05/2012) – Depois de atropelar as negociações salariais, de desmerecer a entidade sindical que representa esses profissionais e de ignorar por completo a pauta de reivindicações construída pelos trabalhadores, a direção da Celepar – Companhia de Informática do Paraná – viu aproximadamente 700 trabalhadores erguerem seus braços para rejeitar a contraproposta da empresa em assembleia na tarde desta quarta-feira (30).
Com a decisão, os trabalhadores demonstraram para a direção da estatal paranaense que concordam e assumem o mote da campanha promovida pelo Sindicato dos Empregados em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) que diz que “Respeito Não Tem Preço”.
Precisamos, agora, começar de fato a negociação salarial. Sentar na mesa e debater em pé de igualdade a pauta de reivindicações dos trabalhadores, coisa que foi atropelada pela tentativa da empresa de enfraquecer a representação sindical.

Pauta
Depois de algumas reuniões entre representantes da empresa e a direção do SINDPD-PR, a Celepar impôs uma proposta de reajuste de 8%, contra os 20% reivindicados pelos trabalhadores, além de um conjunto de medidas que mascaram perdas de direitos adquiridos e de conquistas históricas. Nessas reuniões, a empresa ignorou completamente a pauta de reivindicação aprovada pelos trabalhadores em assembleia e tentou passar por cima do sindicato, fazendo pressão direta sobre os funcionários.

Além de reduzir de quatro para dois o número de dirigentes sindicais liberados, a Celepar quer excluir do acordo trabalhista a representação de área. Essa medida limita a atuação dos dirigentes sindicais e não condiz com o crescimento da empresa. Quando a Celepar tinha 400 trabalhadores, havia três diretores liberados. Agora, com 1.200 profissionais, ela quer reduzir a representação para apenas dois.
Para se contrapor à argumentação do SINDPD-PR, a empresa ainda tentou, antes da assembleia, convencer os trabalhadores a votarem em sua proposta, voltando atrás na retirada de uma das cláusulas que mais provocou reação entre eles, a que propunha limitar a 12 meses a complementação do auxílio doença e acidente de trabalho. A estratégia também não foi suficiente para impedir a rejeição da proposta da Celepar.
Respeito Não Tem Preço
O advogado do sindicato, André Passos, demonstrou aos trabalhadores que a proposta da empresa além de muito ruim do ponto de vista das cláusulas econômicas e sociais, abre as portas para um caminho sem volta de perdas e de péssimas condições de trabalho. Após ler um trecho do poema “No caminho, com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa, Passos situou a negociação atual no modelo administrativo do governo Beto Richa (PSDB), e no processo gradativo de sucateamento e de enxugamento da empresa, visando a transferência dos serviços que a Celepar presta para a iniciativa privada – a privatização. O advogado dos trabalhadores também deixou bastante claro a situação injusta em que eles se encontram.
“Os trabalhadores da Celepar são concursados, possuem curso de nível superior no seu currículo, estudaram e se dedicaram muito para ingressar na empresa. É muito injusto, agora, se verem ameaçados de demissão sumária, sem justa causa, por pessoas que não tiverem a mesma formação, mas que ocupam cargos de chefia e no alto escalão da empresa por simples indicação política”, disse Passos. Ele se referiu às demissões arbitrárias denunciadas pelo sindicato no início do ano. As ações que o sindicato moveu resultaram na reintegração de um dos trabalhadores.
Muita firmeza na postura dos dirigentes sindicais A firmeza com que os dirigentes sindicais enfatizaram as arbitrariedades da empresa na condução do processo, a inexistência de uma negociação de fato e também como se deu a apresentação da contraproposta superficial da Celepar – que deixa margem para várias interpretações e dúvidas – foi decisiva no resultado da assembleia dos trabalhadores. O Sindicato transmitiu segurança quanto ao fato de que os trabalhadores só avançarão e ganharão com o acordo quando a negociação acontecer de fato, dentro do devido respeito que a entidade de representação e os trabalhadores merecem.

Os representantes da empresa defenderam o seu lado e ainda tentaram barganhar com a promessa de não mexer na cláusula da complementação do auxílio doença e acidente de trabalho. Além de voltar atrás nisso, tiveram de explicar que o abono natalino continuaria no Acordo Coletivo. Mas isso não está claro na contraproposta. Então, ficou só de boca! Demonstraram amadorismo, pois uma negociação que se preze não se faz atropelada e nem confusa desse jeito. Quem quer de fato resolver, tem de demonstrar respeito pelos trabalhadores.
Se a empresa não adotar uma postura séria, não há dúvidas de que a negociação será bastante difícil. Não só a forma com as coisas estão sendo conduzidas provoca indignação, mas o fato das propostas dos trabalhadores não terem sido objeto de negociação até o momento. Tudo indica que teremos de lutar muito, mas os trabalhadores já demonstraram que têm consciência da sua dignidade e do seu valor. Eles não se furtarão a defender com muita garra os seus direitos e o respeito devido pelo que construíram. O Sindicato, por sua vez, exigirá da Celepar um tratamento condizente com a importância dos trabalhadores no crescimento da empresa, na prestação de serviços e na imagem institucional, bem como o papel social de uma empresa pública.

Celepar, gerida por Beto Richa e Taniguchi, vai gastar R$ 250 mil por ano em seguro para seus Conselheiros e Diretores

Diretores da Celepar e o governador Beto Richa (PSDB)

A Companhia de Informática do Paraná – Celepar, sociedade de economia mista estadual cujo presidente do Conselho de Administração é Cassio Taniguchi (DEMO), abriu licitação na modalidade pregão eletrônico para gastar até R$ 250.000,00 anualmente com a contratação de Seguro de Responsabilidade Civil para Membros do Conselho Administrativo, Conselho Fiscal, Diretores ou Administradores (Director and Officer – D&O), Gerentes e Presidente das Comissões de Licitações, bem como Pregoeiros, pessoas físicas a serviço da CELEPAR, como advogados, contadores e demais pessoas físicas com poderes de gestão, abrange cônjuges, sucessores, herdeiros, espólio, entre outros, sem a necessidade de nomeação das pessoas seguradas, conforme especificações descritas nos termos do Edital e seus Anexos. para maiores informações e cópia do edital, clique aqui.

Com a palavra a Celepar para justificar esse gasto.

Celepar torra R$ 35,7 milhões dos tontos sem licitação – Esmael Morais

Diário Oficial do Estado do Paraná (Comércio, Indústria e Serviços) de 30/03/2012

Do Blog do Esmael

A Companhia de Informática do Paraná (Celepar), do governo do estado, assinou contrato de inexigibilidade de licitação no valor de R$ 35.763.728,00 com a empresa Aceco Ti Ltda. Traduzindo em português claro: a licitação foi dispensada.

Segundo edital publicado no Diário Oficial do Estado, do dia 30 de março de 2012,edição 8683, a Aceco foi contratada para instalar um “Data Center” no Celepar.

O curioso é que a mesma empresa foi duramente criticada no ano passado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por conta de um contrato de R$ 8,69 milhões, também celebrado sem licitação, para a aquisição de um mesmo “Data Center”.

A seguir, eu reproduzo um e-mail encaminhado ao blog por um especialista em informática questionando o valor que será pago por nós, os tontos dessa história, e a dispensa da licitação. O moço, por motivos óbvios, pede para não ser identificado.

“Olá Esmael, tudo bem?

Acompanho seu blog e trabalho e gostaria de compartilhar contigo uma dúvida: saiu no Diário Oficial do Estado do Paraná a autorização para contratar empresa que fornecerá ao Celepar um Data Center por mais de R$ 35 milhões.

Trabalho com tecnologia faz alguns anos e pelo nosso conhecimento, não existe motivo para esta compra por inexigibilidade sendo que existem empresas concorrentes do mesmo produto no mercado com níveis iguais de certificação ou até melhores.

Temos um exemplo no Estado que é o caso do TRT-9, que comprou por menos de R$ 5 milhões uma Sala Cofre Outdoor. A mesmo empresa que deve fornecer ao Celepar por inexigibilidade vende a mesma solução na média de R$ 8 milhões – detalhe, por inexigibilidade.

Sabemos que a inexigibilidade deve ser bem justificada… mas o que diz o Celepar dessa compra “no escuro”?

Ele pode alegar que a empresa contratada é a única que obtém as certificações da NBR 15247 da ABNT, mas peraí, existem normas internacionais utilizadas por empresas do mercado equivalentes ou melhores.

Prezado Esmael, pode parecer uma tempestade em copo d’água, mas garanto para você que será o metro quadrado mais caro que vi até o Governo comprar, considerando que essa sala deve ter uns 250 metros quadrados…

Peço apenas que não divulgue meus contatos pois como deve perceber, essa contratação do Governo acorreu sem muita gente saber. Afinal, onde foi divulgado? Quais empresas participaram da tomada de preço? Qual a % dos Paranaenses que lêem o Diário Oficial?

Um abraço do
LFP (iniciais fictícias)”

Governo Beto Richa volta ao tempo de Jaime Lerner e tercerizará/privatizará na Celepar sem licitação

Em 2006, durante o governo Roberto Requião (PMDB), a diretoria executiva da Companhia de Informática do Paraná – Celepar expediu resolução de diretoria 11/2006, com o intuito de proibir contratações de serviços e fornecimento de bens na área de Tecnologia da Informação (informática) sem licitação (inexigibilidade) de empresas com fins lucrativos e de entidades sem fins lucrativos (do Terceiro Setor).

Ou seja, ficou proibida a contratação sem licitação por inviabilidade de competição.

O motivo foi que durante o governo Jaime Lerner (DEMO) existem vários questionamentos judiciais e do Tribunal de Contas contra contratações realizadas pela Celepar, na época. A Celepar servia apenas como intermediária de terceirizações com empresas e ONGs privadas, muitas vezes sem licitação.

Em um dos casos famosos, a Justiça Estadual aceitou denúncia do Ministério Público contra o ex-governador Jaime Lerner e o ex-secretário de Governo José Cid Campelo Filho, por contratação ilegal da Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Adifea), por parte da Celepar. A denúncia envolve crimes como formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro e aponta prejuízos aos cofres públicos de, no mínimo, R$ 628 mil. O MP destaca que a Adifea – pela “aura de credibilidade” – foi utilizada como “testa de ferro” para as ações criminosas: “Servia-se a Adifea/USP como sumidouro dos recursos auferidos, pela organização criminosa, ao erário de empresas ligadas à administração pública paranaense, absorvendo o pagamento de contratações realizadas à margem da legalidade e serviços não prestados ou porcamente prestados”, diz a denúncia. A Adifea fora contratada pela Celepar para, entre 2001 e 2002, realizar serviços de “levantamento, revisão e recuperação de tributos, contribuições e ativos financeiros”. Firmado em 2001, o contrato durou até 2002, quando foi rescindido, por aconselhamento do Tribunal de Contas do Estado, que já constatara irregularidades. Por esses serviços, a Celepar pagou à Andifea R$ 291.911,06. A companhia obteve, de fato, compensações tributárias, no valor de R$ 1.621.728,16, demonstra a denúncia. Entretanto, os mecanismos que levaram a essas compensações foram, posteriormente, questionados pelo Fisco, e a Celepar se viu obrigada a restituir R$ 1.957.183,98 em salário-educação (ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e em Imposto de Renda, Confins e Pasep, à Secretaria de Receita Federal (SRF). “Em razão de inspeção realizada pelo FNDE e dos procedimentos administrativos instaurados pela SRF para a recuperação dos valores compensados indevidamente, a Celepar arcou com um hipotético prejuízo final da ordem de R$ 627.366,88 (…) Como sempre ocorre quando não há uma cristalina diferenciação entre público e privado, referido prejuízo segue, até o presente, pendente de ressarcimento”, salienta a denúncia do MP. O MP evidencia ainda indícios de lavagem de dinheiro. Levantamento que consta na denúncia mostra que dos R$ 291.911,06 recebidos pela Andifea, da Celepar, quase 90% (R$ 256.712,66) foram parar em contas de pelo menos 11 pessoas, entre físicas e jurídicas. “Paulatinamente sacramentado o desvio de recursos da Celepar, cumpria aos denunciados a ‘lavagem’ do dinheiro obtido no golpe, para posterior repartição entre os integrantes da organização criminosa.” Resumo da denúncia:  – Denunciados: além do ex-governador Jaime Lerner e do ex-secretário José Cid Campelo Filho, a denúncia envolve os seguintes integrantes do governo Lerner: Mário Edson Pereira Fischer da Silva, Lúcio Alberto Hansel, Gilmar Santos Pereira e Eluani de Lourdes Snege; e ainda Maurício Roberto Silva, à época, sócio-proprietário da empresa Embracon; Antônio Pinheiro Sampaio Menezes, sócio-proprietário da consultoria Exitus; Pedro Antônio Bittencourt Pacheco, e atuava em conjunto com os dois anteriores; e José Guilherme Hausner e Gil José Pace, respectivamente presidente e diretor administrativo da Andifea. – Crimes denunciados: associação em quadrilha ou bando; crime da lei de licitações, peculato e lavagem de dinheiro.

Eis que agora o governo Beto Richa voltou a permitir as contratações sem licitação (inclusive por inexigibilidade) de bens e serviços de TI. A diretoria executiva atual expediu a resolução de diretoria 001/2012, que permite além de terceirizar/privatizar, vai permitir que a Celepar faça isso sem licitação. Note-se que o presidente do Conselho de Administração da Celepar é o Secretário Cássio Taniguchi (DEMO). E um dos membros da diretoria atual da Celepar foi citado pelo MP na ação judicial acima. Ministério Público e Tribunal de Contas, fiquem de olho!

Vejam as imagens da norma antiga e da norma em vigência.

Governo Beto Richa privatiza TI na Saúde. Enquanto isso Celepar vai sendo precarizada

O Governo Beto Richa (PSDB) privatizou mais serviços de Tecnologia da Informação – TI. Agora foi a vez da saúde.

Enquanto isso Celepar vai sendo precarizada, sem investimentos, demissões arbitrárias que estão sendo suspensas na Justiça, e incompetência na gestão, o que ocasionou o maior apagão de todos os tempos na TI do Estado. Essa é a ideia dos tucanos privatas neoliberais: precarizar para privatizar.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou nesta terça-feira (7) o contrato com a empresa MV Sistemas, vencedora da licitação para fornecer o novo sistema da Central de Regulação do Estado. O novo sistema que a Secretaria da Saúde está adquirindo abrange todo sistema da saúde. Fontes do Blog do Tarso na Celepar informa que a empresa poderia fazer o sistema, com seus próprios servidores concursados. Mas Beto Richa prefere a privatização/terceirização, mesmo tendo prometido que iria fortalecer as empresas estatais e não iriam privatizar.

A Celepar, a exemplo do que ocorreu no governo Jaime Lerner (DEMO), será apenas uma intermediadora de contratos com empresas privadas, muitas delas financiadoras de campanha de políticos influentes. Negociatas a vista?

Vejam a cara de felicidade dos representantes da empresa privada que irá lucrar muito com dinheiro público:

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Site Congresso em Foco diz que Taniguchi não é ficha limpa. Beto Richa o mantém como Secretário de Estado do Planejamento e Presidente do Conselho de Administração da Celepar

Cassio Taniguchi, ex-prefeito de Curitiba, ex-secretário de Planejamento de Jaime Lerner, ex-Secretário de Obras de José Arruda (DEMO-DF)

Cassio Taniguchi, ex-prefeito de Curitiba, ex-secretário de Planejamento de Jaime Lerner, ex-Secretário de Obras de José Arruda (DEMO-DF)

Do site Congresso em Foco:

Cássio Taniguchi (DEM-PR)

O ex-deputado federal e ex-prefeito de Curitiba foi condenado por crime de responsabilidade pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento realizado em maio. Apesar de não ter de cumprir os seis meses de prisão a que foi sentenciado por mau uso de dinheiro público, porque o STF considerou o caso prescrito, ele está na mira da Ficha Limpa por causa da condenação. Em tese, fica oito anos inelegível.

Justiça diz que gestão de Beto Richa e Taniguchi na Celepar é um retorno ao coronelismo e não atende o princípio da moralidade e manda reintegrar servidor demitido arbitrariamente

Justiça manda Celepar reintegrar funcionário demitido arbitrariamente

Demissão de funcionário público por conveniência do governo de plantão foi julgado retrocesso e “retorno à época do coronelismo”. Multa diária por descumprimento da decisão varia de mil a 30 mil reais.

Curitiba, PR (05/03/2012) – Por meio de uma liminar, o Juiz Daniel Roberto de Oliveira, da 10ª Vara do Trabalho de Curitiba, determinou que a Companhia de Informática do Paraná –CELEPAR reintegre no prazo de cinco dias após tomar conhecimento da decisão o funcionário Alexandre Luiz Buroschenko Moro, demitido na virada do ano de maneira arbitrária. O Juiz enfatizou que embora o concurso público não signifique uma garantia de estabilidade por si só, não quer dizer que o empregado do ente público possa “(…) ser despedido apenas por critério de conveniência do administrador da coisa pública. Seria um retrocesso e um retorno à época do coronelismo, viabilizando a frustração da ordem de classificação no certame público em razão de apadrinhamentos”.

Em outro ponto da sentença, o magistrado lembra que “o princípio da moralidade, que também está presente no âmbito da Administração Pública Indireta (…), traduz obstáculo a este descaminho jurídico, certo que o empregado público tem direito à motivação do ato de sua dispensa”. Com base nesses fundamentos, foi determinado nula a despedida do funcionário e a sua reintegração ao emprego na mesma função que exercia e “asseguradas as condições contratuais”.

A Celepar deverá cumprir a ordem de reintegração de Alexandre Buroschenko no prazo de cinco dias após ser notificada, sob pena de multa diária que varia de mil a 30 mil reais.

O advogado de trabalhadores, André Passos, orientador da ação como procurador do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR), comemorou a decisão judicial: “conforme o sindicato havia alertado e até tentou mediar via ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a demissão era arbitrária e atropelava os direitos mais básicos do trabalhador, tanto que o Judiciário mandou reintegrar o funcionário”, disse Passos.

Em janeiro, o SINDPD-PR denunciou a demissão de quatro funcionários da Celepar e, dentre estes, de três que moviam ação trabalhista contra a empresa por assédio moral ou reenquadramento das funções exercidas.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR)

Celepar gasto o triplo com publicidade e remarca privatização/terceirização de atividades-fim da empresa

Publicado hoje na Gazeta do Povo

Após denúncia do Blog do Tarso, a Companhia de Informática do Paraná – Celepar adiou terceirização de atividade-fim milionária que faria na semana passada. Hoje, estranhamente, a Celepar publicou novamente o edital para essa privatização.

Qual o motivo da prorrogação do prazo?

Os gastos com a suspensão e remarcação da licitação são altos com publicidade na gazeta do povo e no Diário oficial do Estado do Paraná.

Com a palavra a Celepar.

Após denúncia do Blog do Tarso, Celepar adiou terceirização de atividade-fim milionária

Publicação da Celepar na Gazeta do Povo de 23/02/2012

Após denúncia do Blog do Tarso (clique aqui), a Companhia de Informática do Paraná – Celepar adiou terceirização/privatização de atividade-fim milionária cuja abertura da licitação ocorreria hoje. O Pregão Presencial 02/2012 foi adiado sine die (sem dia definido), por motivo de “conveniência administrativa”.

Fontes internas da Celepar alegam que os serviços a serem terceirizados são atividades-fim da empresa e vários deles poderiam ser executados pela própria Celepar, o que é burla ao concurso público e precarização da empresa.

A Celepar é administrada por pessoas de confiança do governador Beto Richa (PSDB) e seu Presidente do Conselho de Administração é Cassio Taniguchi (DEMO).

Governo Beto Richa repete Jaime Lerner e enfraquece o software livre e a Celepar com privatizações

Após 8 anos de software livre, Celepar busca soluções no mercado

Hoje na Gazeta do Povo

Por BRENO BALDRATI

Após passar oito anos focada no uso do software livre, durante o governo Roberto Requião, a Companhia de Informática do Paraná (Celepar) está voltando ao mercado em busca de soluções de Tecnologia da Informação (TI). Ainda prejudicada pela falta de confiança das empresas, que em alguns casos tiveram seus contratos rompidos unilateralmente, a companhia passou o primeiro ano do novo governo estruturando as ações para os próximos três, segundo o diretor-presidente, Jacson Carvalho Leite. “Se a melhor tecnologia estiver no mercado, não sei por que não podemos ir até lá em busca dessa solução. Não dá para pensar que temos a capacidade de desenvolver tudo sozinhos”, diz Leite.

Responsável por fornecer a infraestrutura de tecnologia de 106 órgãos do governo, a empresa quer melhorar a coleta de informações sobre as diversas aéreas do estado e atuar como uma central estratégica para o governo, ajudando na tomada de decisões. Um exemplo de como isso está sendo feito é um programa usado pelo secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, que permite acompanhar em tempo real, pelo iPad, a movimentação do caixa do estado. “De 15 em 15 minutos ele recebe um relatório com tudo que está entrando e saindo dos cofres do governo”, conta Leite.

Um dos projetos mais importantes em discussão na empresa é o de biometria, que usa dados de diferentes órgãos do governo para facilitar a identificação dos cidadãos. O programa teria, inclusive, acesso ao banco de dados de endereços da Copel, e serviria para agilizar o atendimento de serviços públicos, como do Detran, eliminando a necessidade de papel. A área de segurança também poderia se beneficiar do projeto, com a busca rápida por antecedentes criminais, por exemplo. “Ainda é um projeto piloto, estamos testando. Mas ele poderá unificar o acesso a diferentes informações apenas pela leitura da digital do polegar de um cidadão”, diz Leite.

Outro programa em estudo é a instalação de uma rede Voip (voz sobre IP) para todos os órgãos governamentais. O objetivo é baixar os custos de comunicação do estado. Os telefones de todas as repartições públicas estaduais funcionariam como se fossem ramais. O custo para a implementação está avaliado entre R$ 27 milhões e R$ 30 milhões.

Qualificação

Segundo Leite, a empresa vai investir R$ 3,3 milhões em treinamento para os funcionários em 2012, o maior investimento da Celepar nos últimos anos. Em 2011, o governo de Beto Richa gastou R$ 265 mil em treinamentos. Para o presidente da estatal de informática, os recursos são necessários para atualizar os funcionários com os últimos lançamentos do mercado.

Celepar vai terceirizar atividade-fim novamente. Privatização para fuga do concurso público e precarização

Governador Beto Richa (PSDB) e Presidente do Conselho de Administração da Celepar, Cassio Taniguchi (DEMO)

Dia 23 de fevereiro de 2012, próxima quinta-feira, 13h45 min, a Companhia de Informática do Paraná – Celepar vai abrir a licitação na modalidade Pregão Presencial 02/2012, para contratação, em 3 lotes, de empresas para o fornecimento de solução integrada de hardware e software; áudio, vídeo e automação para montagem de Salas de Situação, compreendendo serviços de instalação, ativação, suporte técnico e garantias, que poderá custar para os cofres públicos mais de R$ 3 milhões (valor máximo de R$ 3.035.870,00).

Além de serem serviços de atividades-fim da Celepar, fontes internas da Companhia informam que vários dos serviços a serem contratados poderiam ser executados pela própria Celepar.

Isso se chama: privatização de serviços para precarização da empresa e tentativa de fuga do concurso público.

Rossoni prefere privatizar TI da AL ao invés de utilizar software livre da Celepar

Cassio Taniguchi, presidente do Conselho de Administração da Celepar, e Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa do Paraná, presidida por Valdir Rossoni (PSDB), pretende jogar no lixo R$ 24 milhões de dinheiro público para que uma empresa privada construa e implante softwares para “modernização administrativa e da gestão legislativa”. Parte da contratação é de uma “rede social corporativa”, uma espécie de Facebook e Twitter privativo da Assembleia.

Por que a AL não contrata a Companhia de Informática do Paraná – Celepar, empresa estatal do Paraná na área de Tecnologia da Informação e Comunicação, para produzir os softwares, em software livre?

O receio é que haja uma atuação de Rossoni e do governo Beto Richa (PSDB), para fragilizar a Celepar e o software livre.

E para que gastar tanto dinheiro para fazer uma rede social?

Com a palavra o Rossoni!

Governo Beto Richa diz que pode demitir servidor concursado sem justificativa, e sindicato vai processar a Celepar

Diretores da Celepar e Beto Richa. Não entendem nada de Direito Administrativo!

Sindicato vai acionar a Celepar na Justiça

Empresa não apresenta qualquer justificativa ao MPT e diz não ter obrigação de formalizar o motivo das demissões

A audiência entre o Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) e a direção da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) nesta sexta-feira (13) definiu pelo encerramento da mediação por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT 9ª Região) no caso das demissões arbitrárias ocorridas na virada do ano. Isto porque a empresa, que até a audiência do dia 9 de janeiro alegava ter inúmeros motivos para demitir os funcionários concursados não apresentou nenhuma documentação que fundamentasse sua atitude e argumentou não ter obrigação de formalizar os motivos dos afastamentos. O sindicato, por meio de sua assessoria jurídica, encarou a postura da empresa pública como desrespeitosa à mediação e decidiu por acionar a Celepar na Justiça.

O advogado dos trabalhadores, André Passos, também vai entrar com pedido de abertura de inquérito no MPT-PR, a fim de investigar a postura discriminatória, o abuso de poder na empresa, visando coibir futuras investidas similares, e pleiteando a reintegração dos funcionários concursados, demitidos sem justa causa. “A Celepar possui normativa de penalidade e avaliações periódicas de desempenho dos trabalhadores e, por isso, ela não pode alegar o direito de demitir sem motivos os trabalhadores na hora e como bem entender”, disse Passos. “Vale ressaltar que, na última avaliação realizada, todos os funcionários demitidos foram avaliados positivamente e em todo o período funcional jamais sofreram alguma punição ou responderam a processo administrativo. A primeira ‘punição’ foi a demissão sumária”, completou o advogado dos trabalhadores. Dos quatro funcionários que ganharam a conta como presente de Natal do governo Beto Richa (PSDB) nesse início de 2012, três movem ação na Justiça contra a Celepar por assédio moral e pelo reenquadramento funcional.

Perseguições, medo e insegurança

A diretora do SINDPD-PR, Valquíria Lizete da Silva, reclama do clima de medo e insegurança que se instalou na empresa após o início das perseguições e pela forma truculenta com que se deram os afastamentos. “Agora, se não precisa haver motivos para alguém ser demitido, depois de ter prestado concurso público, cumprir as normas e passar nas avaliações de desempenho, tudo descamba para o subjetivo: se chefe não gostar da pessoa ou se ela se sobressair como liderança, corre o risco de ser demitida. É um desrespeito, um absurdo e uma barbárie, que revela um retrocesso tremendo nas relações de trabalho”, disse Valquíria. “Esse procedimento fere o caráter de estabilidade conferido pelo concurso público. Para ser honesta, a Celepar deveria colocar no seu edital de concurso um aviso, no qual informa aos candidatos que eles fiquem cientes de que poderão ser demitidos a qualquer momento e sem motivo algum”, reclama a sindicalista.

Um dos casos relatados ao MPT-PR dá conta de um funcionário que foi demitido um dia após voltar da licença médica. Ele trata uma depressão que só se agravou com a perseguição sofrida na empresa. Como o MPT já investiga várias denúncias e processos de trabalhadores da Celepar, o encerramento da mediação atual objetiva facilitar a tramitação desses processos no órgão.

Termo da audiência (1ª Página)

Termo da audiência (2ª Página)

Ministério Público entende que demissões de servidores pelo governo Beto Richa são injustificáveis e pede reconsideração

Beto Richa já está sendo chamado de Sr. Carrasco pelos trabalhadores da Celepar

Da assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação:

SINDPD-PR freia mais demissões na Celepar

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação (SINDPD-PR) conseguiu frear mais demissões e o desrespeito aos direitos dos trabalhadores na Celepar – Companhia de Informática do Paraná -, que demitiu sem justa causa e na virada do ano funcionários concursados. A empresa foi chamada para uma audiência de mediação, realizada ontem (9) no Ministério Público do Trabalho (9ª Região), em Curitiba, a fim de esclarecer os motivos da demissão sumária dos trabalhadores e com o objetivo de adequar os procedimentos de dispensa, de modo a não constranger os funcionários com limitações ao acesso à Celepar e a documentos.

A procuradora do Trabalho, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes, que se mostrou sensível às denúncias apresentadas pelo sindicato, também entendeu que falta consistência às justificativas verbais apresentadas pela direção da Celepar e solicitou a reconsideração por parte da empresa. Uma nova audiência foi marcada para o dia 13/01 (sexta-feira), na qual os representantes da Celepar deverão apresentar suas justificativas para que a procuradora decida pela abertura ou não de inquérito. “Há oito anos não havia demissão na Celepar e muito menos da forma como foram conduzidas estas. Uma empresa que quer fugir das suas responsabilidades é que age assim, demitindo na virada do ano”, disse a diretora do SINDPD-PR, Valquíria Lizete da Silva.
Para ilustrar a arbitrariedade das demissões…

Um dos trabalhadores demitidos havia sido requisitado no dia 16 de dezembro pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para prestar serviços neste órgão, que arcaria com todo o ônus do remanejamento. A direção da Celepar recusou o pedido e demitiu o funcionário concursado, sem justa causa, poucos dias depois. O SINDPD-PR questiona tanto a medida tomada quanto as razões, ainda desconhecidas e ao que tudo indica bastante subjetivas, para o comportamento da direção da Celepar. Outro trabalhador demitido havia sido homenageado no final do ano pela Secretaria de Planejamento do governo do estado, em função de um sistema inovador que ele desenvolveu para a gestão de contas públicas. “Não estamos mais no tempo de achar que esse tipo de arbitrariedade seja normal ou inquestionável. Os trabalhadores têm direitos e o sindicato está aí para defendê-los”, disse Valquíria. “Tornando pública a situação, o sindicato consegue inibir a empresa de continuar agindo dessa forma”, completou.

Beto Richa, Cassio Taniguchi e seus aspones não respondem sobre acusação grave na Celepar

Cassio Taniguchi (que tem na ficha corrida ter sido secretário de Jaime Lerner, José Arruda e ser atual de Beto Richa), o irmão secretário de Beto Richa e o chefão de todos, Carlos Alberto.

O governador Carlos Alberto Richa (PSDB), o seu secretário de planejamento e presidente do Conselho de Administração da Companhia de Informática do Paraná – Celepar, Cassio Taniguchi, e a direção da Celepar ainda não responderam para a imprensa e sociedade paranaense a acusação grave sobre a demissão que a Celepar efetivou de quatro trabalhadores concursados.

Os servidores, frise-se, concursados, foram demitidos porque questionaram seus direitos na Justiça do Trabalho, um direito de todo trabalhador brasileiro, inclusive de servidores celetistas das empresas estatais.

Enquanto isso Beto Richa aumentou em 462% o número de cargos comissionados sem concurso público na Celepar, com muitos aspones incompetentes e não entendem nada de Tecnologia da Informação e Comunicação ou de Administração Pública.

Hoje foi a vez do jornal Gazeta do Povo informar que o Governo Beto Richa e seus aspones ainda não se manifestaram sobre esse absurdo.

Por enquanto, o único que se manifestou sobre o caso foi um blogueiro laranja e sem credibilidade, que é servidor comissionado sem concurso público da prefeitura municipal, que fez ataques pessoais a respeitáveis profissionais da comunidade curitibana.

Coragem, é o que falta ao governador, secretário e aspones.

Por enquanto vai sobrar para o pobre coitado do blogueiro.

Veja mais sobre o tema:

Governo Beto Richa demite servidores concursados da Celepar por eles buscarem seus direitos na Justiça

Nota de Esclarecimento do SINDPD-PR (Sindicato dos trabalhadores da Celepar) sobre informações falsas veiculadas

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos pelo governo Beto Richa e diretoria da Celepar para o dia 9

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos pelo governo Beto Richa e diretoria da Celepar para o dia 9

Do Sindpd-PR

O Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebeu dia 4 denúncia sobre demissões arbitrárias de trabalhadores da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, já agendou para a próxima segunda-feira (9), às 16h, a audiência de mediação entre a empresa e o SINDPD-PR – Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação no Paraná.

Por meio da assessoria jurídica do advogado de trabalhadores André Passos e da diretora da entidade Valquiria Lizete da Silva, foram apresentados ao procurador-chefe do MPT no Paraná, Dr. Ricardo Bruel da Silveira, os termos da denúncia, na qual o sindicato relata que parte dos demitidos move ação trabalhista por assédio moral e para pleitear o reenquadramento funcional e que até mesmo uma sentença favorável ao trabalhador recentemente foi apontada como motivo do rompimento brusco do contrato de trabalho. Antes do final do ano, eles foram comunicados do afastamento e da demissão que se efetivou no dia 2 de janeiro. Desde então, tiveram o acesso a seu local de trabalho e à rede interna de informática bloqueados. A truculência e o desrespeito causaram espanto na direção do SINDPD-PR e o clima dentro da empresa é de total insegurança diante das arbitrariedades que estão sendo aos poucos relatadas ao sindicato.