Dalmo de Abreu Dallari entende que Cesare Battisti deve ser solto

Dalmo de Abreu Dallari

Por Dalmo de Abreu Dallari
A legalidade da decisão do Presidente Lula, negando a extradição de Cesare Battisti pretendida pelo governo italiano, é inatacável. O Presidente decidiu no exercício de suas competências constitucionais, como agente da soberania brasileira e a fundamentação de sua decisão tem por base disposições expressas do tratado de extradição assinado por Brasil e Itália.
É interessante e oportuno assinalar que as reações violentas e grosseiras de membros do governo italiano, agredindo a dignidade do povo brasileiro e fugindo ao mínimo respeito que deve existir nas relações entre os Estados civilizados, comprovam o absoluto acerto da decisão do Presidente Lula.

Nova enquete: Gustavo Fruet, caso saia do PSDB por falta de apoio de Beto Richa, será candidato por qual partido?

Gustavo Fruet no debate ao Senado na Universidade Positivo, cujo blogueiro foi mediador

Nas eleições para prefeito de Curitiba, em 2012, duas questões já estão definidas. O atual Prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), será o candidato dos DEMOtucanos, e o Partido dos Trabalhadores terá candidato próprio (Senadora Gleisi, Deputado Federal Dr. Rosinha ou Deputado Estadual Tadeu Veneri). O advogado e professor, Cristiano Dionisio, luta para que o PDT de Curitiba também tenha candidatura própria.

Mas uma das grandes questões é: já que o PSDB não escolherá Gustavo Fruet como seu candidato, por qual partido ele sairá candidato? PV, PMDB, PDT ou PT?

Participem! A enquete fica do lado direito do Blog!

Foi equilibrada a enquete sobre a preferência do candidato do PT para as eleições para Prefeito de Curitiba em 2012

Senadora Gleisi Hoffmann

A enquete sobre o candidato do Partido dos Trabalhadores da preferência dos seguidores para as eleições para Prefeito de 2012 em Curitiba foi equilibrada. A Senadora Gleisi Hoffmann, mesmo dizendo que hoje não seria candidata, ficou em primeiro com 37% dos votos. O Deputado Estadual Tadeu Veneri, que ainda não definiu se será pré-candidato, ficou com 33% na enquete. O Deputado Federal Dr. Rosinha, que já informou estar interessado em ser candidato pelo PT, teve 30%. Ou seja, nada está definido e tudo pode acontecer. A única certeza, por enquanto, é que o PT terá candidatura própria.

Dr. Rosinha e Tadeu Veneri

Beto Richa menospreza serviços de TI e confessa, meio envergonhado, que irá privatizar serviços da CELEPAR

Sede histórica da CELEPAR

Ao responder pergunta do Blog do Tarso, o Governador Carlos Alberto confessou hoje, meio envergonhado, que irá privatizar serviços, inclusive atividades-meio, da Companhia de Informática do Paraná – CELEPAR, no olho-no-olho com Joice Hasselmann, na Bandnews.

Richa defendeu o modelo do Instituto Curitiba de Informática – ICI, que é produto de privatização: “Não tenho dificuldade [em privatizar serviços da CELEPAR], esse não é um serviço essencial para a população”.

Como se percebe, ele ainda menosprezou os serviços de TI – Tecnologia da Informação, ao dizer que não são essenciais. Será que os servidores da CELEPAR já se arrependeram de votar nele?

O Blog do Tarso já havia dado esse furo em blogada do dia 03 de fevereiro último (Beto Richa irá privatizar serviços da CELEPAR).

Ouça o Governador falando: clique aqui

Como foi o Blog do Tarso o primeiro a divulgar a notícia, ele está batendo recordes de audiência, com o auxílio na divulgação de Blogs como o da Joice, Esmael e Conversa Afiada. Obrigado a todos!

Rossoni confessa que em 20 anos nunca fez nada para mudar a situação da Assembléia Legislativa

O Presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Deputado Estadual Valdir Rossoni, do PSDB, confessou no programa Jogo do Poder, da CNT, que já está há 20 anos na Assembléia e nunca fez nada para mudar a situação: “as pessoas que têm este sentimento de eu estar lá [na Assembléia Legislativa do Paraná] há 20 anos e nada ter feito para mudar a situação eles estão cobertos de razão.

No programa ainda foi informado que Rossoni já fazia parte da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa desde 2009, na 2ª Secretaria, e que começou sua carreira política com o Martinez, no PRN do Collor.

Informo que Rossoni me bloqueou no Twitter, por não aceitar minhas críticas aos tucanos.

O programa Jogo do Poder é veiculado todo domingo, 23h, na CNT, com a apresentação do advogado Luiz Carlos da Rocha.

Anderson Silva vence Vitor Belfort no UFC 126

Anderson Silva e Vitor Belfort

O corinthiano Anderson Silva, paulista radicado em Curitiba, venceu a luta histórica de hoje, contra o carioca Vitor Belfort. Em poucos segundos de luta, após alguns ataques de Belfort, Anderson Silva numa pezada no queixo nocauteou Belfort. Veja o golpe, clique aqui. Após a luta Anderson informou que aprendeu esse chute com o ator Steven Seagal. Confesso que fazia mais de 10 anos que eu não assistia uma luta de Vale Tudo, desde os tempos de Royce e Rickson Gracie, mas valeu a pena. Me lembrou da histórica luta de boxe entre Mike Tyson e Mike Spinks, em 1988, quando Tyson venceu também em alguns segundos. Veja a luta de 88, clique aqui.

No Twitter, claro, sobrou “tiração de sarro” até para a Joana Prado, ex-Feiticeira, esposa de Belfort. Alguns chegaram a lembrar até da Tiazinha e da ex-esposa de Seagal Kelly LeBrock (atriz de Dama de Vermelho e Mulher Nota 1000).

Nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa: para inglês ver?


Charge de Marco Jacobsen

Corinthians na Libertadores

Blog do Paulinho

Francesa vê fraude em processo que condenou Battisti

Publicado hoje no Blog do Luís Nassif:

Historiadora diz que folhas assinadas em branco pelo ex-ativista foram usadas para forjar documentos; procurador nega acusação

Beto Richa irá privatizar serviços da CELEPAR

O novo Presidente da Companhia de Informática do Paraná, Jacson Carvalho Leite, escolhido pelo Governador Carlos Alberto, confessou que irá privatizar os serviços da Companhia. Disse que a CELEPAR vai apenas gerenciar contratos com empresas do mercado. Veja o video:

Era isso exatamente o que ocorria no Governo Jaime Lerner, quando a CELEPAR foi apenas uma intermediadora de contratos com empresas privadas. Durante o Governo Requião a empresa foi estruturada, com a execução de atividades fim da empresa executadas por meio de servidores concursados.

Isso parece que vai acabar. Uma vez que o Governador Carlos Alberto prometeu que não iria vender as empresas estatais, o que será feito na CELEPAR será uma privatização via terceirizações. A jurista Maria Sylvia Zanella Di Pietro deixa claro que terceirização também é um tipo de privatização.

Jacson Leite é ex-Presidente do ICI – Instituto Curitiba de Informática, uma entidade privada qualificada como Organização Social que presta serviços de informática para a prefeitura de Curitiba e para diversos municípios do Brasil, sem licitação. Outro exemplo de privatização da informática!

No site da CELEPAR consta que o Presidente também pretende “retomar os objetivos institucionais da Fundação CELEPAR – FUNCEL”, uma Fundação privada que anteriormente era utilizada para fuga do regime jurídico administrativo (licitações, concurso público, etc), e que no Governo Requião sua situação foi regularizada.

Beto Richa, o privatizador! Eles voltaram!

Funcionários da CELEPAR e SINDPD: preparem-se!

Fachin homenageia o Paraná

O advogado e professor titular da UFPR Luiz Edson Fachin. Foto de Priscila Forone da Gazeta do Povo

Foi publicado hoje na Gazeta do Povo um belo texto do Professor Luiz Edson Fachin, no qual homenageia o Paraná e dá a entender que não disputará mais uma vaga para Ministro do Supremo Tribunal Federal. Vejam o texto:

 

Kairós

O Paraná é uma terra que se escolhe para viver. Mais que isso: o Paraná é o agasalho de exemplos na arte, no direito, na política e na vida empresarial

O Paraná, unido por suas lideranças e seus legítimos interesses, vem de arrostar uma jornada que teve como centro vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Destinatário desse exemplar empenho, expresso minha sincera gratidão a pessoas, entidades e lideranças de todos os segmentos e áreas.

Registro, com humildade, sadio orgulho em ter participado dessa travessia sob essa honrosa deferência; como escreveu Saramago, devemos entregar nossas flores a quem saiba cuidar delas. Em tal intento, o Paraná doravante, com novos nomes, novas diretrizes e revigoradas forças, deve persistir, uma vez que, na poética de Helena Kolody, “para quem viaja ao encontro do sol, é sempre madrugada”.

Se hoje, uma vez mais, o real prevaleceu sobre o ideal, remanescem desafios ao Paraná e em várias frentes, dentre elas a formação representativa das cortes superiores em Brasília, bem como a necessidade permanente de uma pauta republicana. Há de fazê-lo com vigor, constância e organicidade, a fim de, tal como Tamino na Flauta Mágica de Mozart, não temer submeter-se à prova.

À luz do semeador que simboliza o Brasão de Armas do estado do Paraná, impende superar dois mitos: de um lado, uma suposta carência de identidade, como teria afirmado Pinheiro Machado ao tratar de certo “sebastianismo tardio” no seio paranaense; de outra parte, a inexistente carência de expressão política e econômica.

É o Paraná de hoje, além dos ministros de Estado que tem e de todos aqueles que já teve, uma das maiores economias do país e celebrará, ano próximo, o centenário da UFPR, pioneira universidade pública brasileira. Nada obstante, lições podem ser hauridas dessa jornada que, embora se encerre para o subscritor deste agradecimento, abre as portas para a lúcida ironia de Machado de Assis: “Um filósofo antigo demonstrou o movimento andando”!

O Paraná sabe a causa; um projeto é apenas uma batalha, uma oportunidade, uma vaga no trem da história; uma causa, a seu turno, é luta de vida inteira, não uma oportunidade, mas, sim, todas as estações de pleno trem da vida. Um imprescindível cosmopolitismo suprapartidário, de pensamento aberto e plural, vai dar ao Paraná o destaque merecido a paranaenses fortes e corajosos como Tamino, de Mozart.

O Paraná é uma terra que se escolhe para viver. Mais que isso: o Paraná é o agasalho de exemplos na arte, no direito, na política e na vida empresarial.

Vivemos no Paraná autodidata e também acadêmico, que não fecha os olhos para a miséria humana e que também festeja a cor da vida; um estado que, sem perder a sua identidade composta de cidades pequenas, adoráveis, onde todos se conhecem, se visitam e contam histórias, se abre para a mundialização, na qual a forma artesanal de comunicação migra da simplicidade para complexidade.

Vivemos numa terra que se reserva como as aldeias que falam linguagens universais. Somos singulares, sim, e por isso mesmo não somos coadjuvantes.

Meu agradecimento a todos que continuarão não apenas no sobreviver aos fatos, mas sim no existir com protagonismo, e, se viver é uma viagem, tenhamos presente que “a viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam”.

Como transeunte de uma jornada que pessoalmente se encerra, fica o desafio do Paraná que, no momento certo (kairós), fará, na sua viagem e seus movimentos, o tempo do futuro não tardar mais.

Luiz Edson Fachin é professor titular da Faculdade de Direito da UFPR.

Que liberdade de imprensa é essa Beto Richa?

Carlos Alberto

Um dos meus blogs preferidos é o da Professora de Direito Constitucional e Eleitoral da Universidade Federal do Paraná, Eneida Desiree Salgado, o “Quosque Tandem Abutere Patientia Nostra” (http://desisalg.blogspot.com). Hoje, nesse blog, me deparei com mais uma triste notícia relacionada ao nosso Governador Carlos Alberto.

Onde está a liberdade de expressão da imprensa neste país? E principalmente neste Estado? A colunista Ruth Bolognese foi demitida por criticar Beto Richa. Célio Heitor Guimarães, que escrevia no Jornal “O Estado do Paraná”, se demitiu após querem que ele mudasse texto em que ele criticava o Governador Beto Richa, que perdoa o pecador, mas não o pecado! Quem queria que ele mudasse o texto? O ex-Governador da época da ditadura, Paulo Pimentel! Vejam seu relato e o texto censurado. Aliás, censura é com o Beto Richa! Lembram das pesquisas?

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Aos nobres componentes do Grupo dos 15 (universo de leitores da coluna dominical de Célio Heitor Guimarães em “O Estado do Paraná”: 

Provavelmente, ninguém notou, mas há duas semanas não sai a minha coluna. Eu estava viajando, sim, mas isto nunca impediu que ela fosse enviada e publicada. O fato é que deixei “O Estado do Paraná”.
Jactava-me de, em 23 anos de constante atuação, nunca ter sido censurado. No domingo 23.01, fui. Quer dizer, encaminhei a coluna na sexta-feira, como de praxe, ao Chico, diretor de redação. No final da tarde, recebi, via e-mail, o recado dele de que precisava falar urgentemente comigo. Telefonei-lhe e soube que a direção geral do jornal pedia alterações no texto. Motivo: O Dr. Paulo, dono da empresa, estaria pretendendo transformar “O Estado” em edição exclusivamente virtual, a circular apenas pela internet, e como iria pleitear o opoio ($$$) do menino Richa, recém instalado no Palácio Iguaçu, qualquer crítica a ele criaria problema nas negociações. Não concordei com a mudança do texto, claro. Pedi ao Chico que não publicasse nada.
Na segunda-feira, avisei que estava encerrando a coluna, porque não sei escrever sem liberdade ou como “pau-mandado”. Agradeci ao Chico pelos anos de tolerância e apoio, que começaram com o pai dele, o inesquecível Mussa José Assis, o melhor jornalista na minha geração. Senti ter cumprido a minha missão, desbravando, aos poucos, com o devido cuidado, terrenos nunca pisados na imprensa paranaense (e nacional, de um modo geral), verdadeiros solos sagrados, intocáveis e infensos a críticas. Modestamente, fiz a minha parte e sou eternamente grato ao Mussa, ao Chico e, por que não?, também ao Dr. Paulo por isso. Chegou a hora de colocar o bacamarte na parede, sobre a lareira. Talvez eu seja o último (depois de Mussa, do Adherbal, do Valmor e do Chico Camargo) da turma da velha “Última Hora” de guerra a aposentar as chuteiras. Tem, é claro, o Mazza, mas este é eterno… e irá esbravejando para o túmulo. Comigo saiu o Chico Assis, legítimo e valoroso sucessor do pai Mussa.
Apláusos para o jovem Beto, que conseguiu o que FHC, Jaime Lerner, Giovane Gionedis, Campelinho, Lula, Requião, os homens da toga, os bingueiros, os conselheiros do colendo TC, os nobres parlamentares das várias instâncias e os corruptos em geral não conseguiram em duas décadas: calar o velho colunista. Fiquem de olho nele.
E recebam o meu afetuoso abraço. Foi a enorme honra tê-los tido como leitores e amigos durante esses anos todos. Quem sabe um dia ainda voltemos a nos encontrar em uma das esquinas da vida.
Paz e amor a todos.
Célio Heitor Guimarães
P.S. – Se alguém se interessar, a coluna derradeira, que deixou de ser publicada, segue no anexo.
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CÉLIO HEITOR GUIMARÃES
VELAI TAMBÉM
POR NÓS, Rv.BETO!
Como Rubem Alves, eu também acho que a democracia é o ideal mais bonito que existe. É bonito porque se fundamenta na idéia de que o povo tem o direito de decidir sobre aqueles que o governarão e decidirão os rumos destes barcos em que navegamos e aos quais chamamos de Estado e País. E os partidos políticos, com os seus denominados “quadros”, ensina o mestre Rubem, são as tripulações que controlam as embarcações. O diabo é que elas têm os cascos furados, e cada nova tripulação promete consertá-los e navegar a portos seguros. Mas todas têm ficado apenas nas promessas.
Sai partido, entra partido e tudo fica na mesma, quando não piora. Já aprendi que nunca se deve dizer que pior não pode ficar. Pode. E fica. Sobretudo quando o povo escolhe a tripulação errada. Aí, os barcos, daqui e de lá, não apenas emperram como correm o risco de naufragar. E nós, os passageiros, ficaremos não só a deriva, como sujeitos a nos afogarmos.
Metáforas à parte, ando preocupado com as naus Brasil e Paraná. Não tanto com a primeira, que, a despeito da atual tripulação medíocre, começa a navegar em mar sereno, com a capitã recolhida a seus aposentos, traçando a rota, sem fazer marola, como era o costume de seu antecessor. É bom sinal. Queira Deus que não nos esteja preparando nenhuma surpresa!
Mas a nau Paraná… O jovem comandante Carlos Alberto Richa parece que tomou o barco errado. Também escolheu mal a sua tripulação e, de repente, de capitão virou capelão. Até poderia ser chamado de Frei Beto, não estivesse o nome já ocupado por um ex-companheiro do velho marujo Lula da Silva, de outra frota. Então, deu uma de pastor missionário, compreensivo com suas ovelhas e piedoso com os pecadores. E essa conversão (ou revelação) nos causou um arrepio na espinha.
Ao tentar justificar a escolha de algumas figuras polêmicas (para dizer o mínimo) para cargos de relevância da administração estadual, recorreu à Bíblia e proclamou que é preciso perdoar o pecador, não o pecado. Uma bela (e ingênua) interpretação dos textos sagrados, que, no céu, desassossegou o velho José, seu saudoso pai, que saiu à procura de São Pedro para conferir se há pecado sem pecador.
Ao retirar do ostracismo o urbanista Cássio Taniguchi e o arquiteto Lubomir Ficinski, da velha tropa de choque de Jaime Lerner; entregar as Relações com Investidores da Sanepar ao sr. Ezequias Moreira Rodrigues, que responde a dois processos abertos pelo Ministério Público – um por peculato e outro por improbidade administrativa; e conferir a direção de Relações Institucionais e Comunitárias da Companhia de Habitação do Paraná, Cohapar, ao advogado Nelson Cordeiro Justus, filho do ainda presidente da Assembléia Legislativa do Estado, um dos cultores dos diários secretos do legislativo paranaense, e também investigado pelo MP por improbidade administrativa, como presidente de uma tal bolsa de licitações e leilões, com atuação em prefeituras municipais do interior… Pois ao tomar tais iniciativas, entre outras, o menino Richa colocou em suspeição boa parte de seu governo logo depois de desatracar do porto.
Para ele, basta que o pecador reconheça que pecou e se arrependa do pecado ou que este tenha sido cometido antes do novo capitão ter assumido o leme da embarcação. Pecados anteriores não contam. Tal qual um de seus mentores, o inesquecível Jaime Lerner, Beto acha que antes dele nada existia. Ou o que existiu não conta. E é aí que mora o perigo. A condução da nau Paraná vai nos obrigar a uma atenção especial. A despeito de o governador afirmar que será intransigente com a corrupção, os furos do casco poderão aumentar e irmos todos ao fundo. Até porque, mesmo que venha a combater a corrupção, a atual teologia do perdão de sua excelência poderá levá-lo a punir os eventuais pecadores apenas com a oração de dois pais-nossos e duas ave-marias.
Valha-nos a misericórdia divina!
celioheitor@yahoo.com.br

Tecnologia no ensino!

Rossoni irá privatizar a segurança na Assembléia Legislativa

Valdir Rossoni do PSDB, novo Presidente da Assembléia Legislativa

Valdir Rossoni, o novo Presidente da Assembléia Legislativa, está certo ao demitir os seguranças comissionados da Assembléia, uma vez que a Constituição permite cargos de confiança apenas nos casos de direção, chefia ou assessoramento. Não, segurança não é assessor!

O problema é que ao invés de abrir concurso público para a contratação de seguranças, ou se utilizar de policiais militares para exercer a função, o tucano Rossoni irá privatizar a segurança da AL por meio de uma empresa terceirizada. Muitos confundem, mas terceirização é um dos tipos de privatização no sentido amplo, segundo a Professora e jurista do Direito Administrativo Maria Sylvia Zanella Di Pietro.

Quem vai fiscalizar a licitação para essa privatização, o Tribunal de Contas do Paraná? Deveria, mas na prática o TC/PR não fiscaliza a AL, infelizmente. Espero que com o novo Presidente do TC, Fernando Guimarães, as coisas mudem.

Apenas uma licitação não é suficiente para barrar desvios nas terceirizações que ocorrem na Administração Pública. O controle desse processo é essencial. Mas quem o fará?

Governador Carlos Alberto, que tal cumprir a promessa de campanha e aumentar o efetivo da PM para que essa seja a responsável pela segurança nos órgãos e entidades públicas estaduais?

44,6% acham que Governo Beto Richa é desprezível

Na enquete realizada pelo Blog do Tarso, 44,6% dos participantes entendem que o Governo Beto Richa é desprezível, neste primeiro mês. 37,6% acham ótimo, 8,9% regular, 5% ruim e 4% bom.

Logo mais uma nova enquete!

I ❤ Sarney

O Ex-Presidente da República e atual presidente do Senado Federal José Sarney, no Metropolitan Museum de Nova York, com o blogueiro.

Sim, confesso que tirei uma foto com o Ex-Presidente José Sarney, reconduzido hoje como Presidente do Senado Federal. Sarney foi o primeiro Presidente depois do fim da ditadura militar que se iniciou com o golpe de 1964. Acho que até se eu tivesse encontrado o ex-Presidente Fernando Henrique Cardozo, que foi bem pior para o Brasil do que Sarney, com suas reformas neoliberais-gerenciais, eu tiraria a foto (lembro que apoiei FHC nas eleições para Prefeito de São Paulo em 1985, quando ele perdeu para Jânio Quadros, e Eduardo Suplicy ficou em terceiro). Os únicos que eu me negaria seriam os Presidente da ditadura militar e Fernando Collor de Mello, por razões óbvias. Sarney estava no Metropolitan Museum de Nova York, durante a visita da então candidata a Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, em maio de 2010.

E não, não estou ficando louco, apenas fiz uma paródia no título desta postagem do famosa “I ❤ NY”. É claro que seu pudesse escolher o novo Presidente do Senado não escolheria Sarney. Existem vários outros nomes melhores, como os paranaenses Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), Eduardo Suplicy (PT/SP), Cristovam Buarque (PDT/DF) e Pedro Simon (PMDB/RS). Existiriam nomes bem piores, como de Fernando Collor (PTB/AL) e Kátia Abreu (DEMO/TO).

Roberto Requião, desde a campanha eleitoral, já negava qualquer intenção de ser Presidente do Senado, dizendo que não gostaria de ocupar cargos administrativos no órgão, para ficar mais livre para “sacudir” um pouco a casa, que está precisando.

O fato é que a candidatura de um Senador membro do PMDB, o partido que compõe a maior bancada no Senado, é algo natural e segue a tradição da casa. A mesma idéia aplica-se para a eleição de um Presidente do PT na Câmara dos Deputados. O problema é que o próprio PMDB escolheu Sarney, não existindo muito o que fazer politicamente pelos demais partidos, pois é claro que o PMDB, pelo seu tamanho, é um partido importante da base de apoio da Presidenta Dilma Rousseff. Portanto, a responsabilidade pela recondução de Sarney no Senado é, principalmente, do próprio PMDB.

Infelizmente o PMDB do Paraná, que também tem a maior bancada na Assembléia Legislativa, sedento por cargos no Governo Beto Richa, se acovardou a aceitou a eleição do tucano Rossoni como novo Presidente da casa. Uma vergonha!

Não sejamos ingênuos de que uma pessoa ou um partido chega ao comando do Poder Executivo Federal com totais poderes para governar sozinho. E é bom que não seja assim! Estamos numa Democracia, que por mais que ainda seja recente e formal, está sendo bem construída no período pós-ditadura.

É claro que a necessidade de uma reforma política é urgente, que o povo brasileiro ainda está aprendendo a votar e aprendendo a cobrar de seus dirigentes, que nossa democracia representativa e participativa têm que ser aprimoradas, mas estamos no caminho.

Mas a grande pergunta que fica nesse estória toda: como ninguém questionou a eleição de José Sarney para Presidente do Senado, em face ao art. 57, § 4º, da Constituição da República, que veda a recondução para o mesmo cargo na mesa do Congresso nacional, o que veda a recondução de Sarney na Presidência do Senado Federal?

Silêncio da imprensa abre caminho para a eleição de Rossoni na Assembleia do PR, por Esmael Morais

Rossoni pagava piloto de avião particular com dinheiro da Assembleia.

O deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) deverá ser alçado ao Olimpo da moralidade hoje à tarde se for eleito presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Tudo com a anuência e o silêncio obsequioso da imprensa do estado, que faz vistas grossas ao envolvimento do tucano em irregularidades na Casa. Continuar lendo

Carta Aberta aos Magistrados Brasileiros, por Sílvio Tendler

Cesare Battisti

Paira sobre Cesare Battisti o mistério que cerca sua história. Existem muitas lacunas sobre os fatos. Somos tratados como duzentos milhões de pobres coitados que temos que nos curvar diante da vontade da Itália soberana.

O caso Battisti, sua história de refugiado começa quando é acolhido na França de Mitterrand, torna-se escritor e vive em paz. A França vira à direita, a Itália pedindo a extradição e Battisti é expulso “à la française” para atender à pressão Italiana: não extradita, mas estimula “a fuga”. Dá o passaporte e os meios para a fuga. Tudo providenciado pelo serviço secreto francês que monitora a viagem. O Brasil acolhe um perseguido, como sempre fez ao longo dos tempos. A França inicia o jogo da batata quente.

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Em sua primeira viagem internacional como Presidenta, Dilma Rousseff visita Cristina Kirchner da Argentina

Fotos do próprio blogueiro!

Prefeito denuncia que Beto Richa iniciará privatização da saúde

Governador do PSDB Carlos Alberto. Foto de Pedro Serápio, Gazeta do Povo

O Prefeito Eduardo Gaievski, de Realeza, no Paraná, denunciou via Twitter que o Governador Carlos Alberto começou a demitir médicos no Hospital Regional de Francisco Beltrão do Sudoeste, recém inaugurado pelo ex-Governador Roberto Requião.

Prefeito Eduardo Gaievski, de Realeza/PR

Gaievski, do Partido dos Trabalhadores, disse que por enquanto estão demitindo, mas depois Beto Richa irá privatizar “contratado OSCIPs, ONGs e Cooperativas, uma vergonha”!

Hospital Regional do Sudoeste Dr. Walter Alberto Pecoits, em Francisco Beltrão

Privatizar na área da saúde é inconstitucional, pois saúde é um dever do Estado, não é possível realizar concessões públicas na área da saúde e, além disso, é totalmente ilegal a terceirização de atividades fim do Estado, e serviços médicos de um hospital estatal é atividade fim. Sobre o tema ver VIOLIN, Tarso Cabral. Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010).