O alvo agora é Lula na guerra sem fim

Por Ricardo Kotscho, do Balaio do Kotscho, do R7

Pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2006, o sujeito viu a manchete do jornal na banca e não se conformou.

“Esse aí, só matando!”, disse ao dono da banca, apontando o resultado da última pesquisa Datafolha que apontava a reeleição de Lula.

Passados seis anos desta cena nos Jardins, tradicional reduto tucano na capital paulista, o ódio de uma parcela da sociedade _ cada vez menor, é verdade _ contra Lula e tudo o que ele representa só fez aumentar.

Nem se trata mais de questão ideológica ou de simples preconceito de classe. Ao perder o poder em 2002, e não conseguir mais resgatá-lo nas sucessivas eleições seguintes, os antigos donos da opinião pública e dos destinos do país parecem já não acreditar mais na redenção pelas urnas.

Montados nos canhões do Instituto Millenium, os artilheiros do esquadrão Globo-Veja-Estadão miraram no julgamento do chamado mensalão, na esperança de “acabar com esta raça”, como queria, já em 2005, o grande estadista nativo Jorge Bornhausen, que sumiu de cena, mas deixou alguns seguidores fanáticos para consumar a vingança.

A batalha final se daria no domingo passado, como consequência da “blitzkrieg” desfechada nos últimos três meses, que levou à condenação pelo STF de José Dirceu e José Genóino, duas lideranças históricas do PT.

Faltou combinar com os eleitores e o resultado acabou sendo o oposto do planejado: o PT de Lula e seus aliados saíram das urnas como os grandes vencedores em mais de 80% dos municípios brasileiros. E as oposições continuaram definhando.

Ato contínuo, os derrotados de domingo passado esqueceram-se de Dirceu e Genoíno, e mudaram o alvo diretamente para Lula, o inimigo principal a ser abatido, como queriam aquele personagem da banca de jornal e o antigo líder dos demo-tucanos.

Não passa um dia sem que qualquer declaração de qualquer cidadão contra Lula vá para a capa de jornal ou de revista, na tentativa de desconstruir o legado deixado por seu governo, ao final aprovado por mais de 80% da população _ o mesmo contingente de eleitores que votou agora nos candidatos dos partidos por ele apoiados.

Enganei-me ao prever que teríamos alguns dias de trégua neste feriadão. Esta é uma guerra sem fim. Quanto mais perdem, mais furiosos ficam, inconformados com a realidade que não se dobra mais aos seus canhões midiáticos movidos a intolerância e manipulação dos fatos.

O país em que eles mandavam não existe mais.

Organizações sociais devem administrar hospitais públicos?

Hoje no tendências e debates da Folha de S. Paulo

NÃO

Cid Carvalhaes

Terceirização sucateia a saúde pública

O gerenciamento de unidades de saúde por Organizações Sociais (OSs) é desastroso, antidemocrático e antissocial. A terceirização da saúde pública cria diversos problemas, pois gera a mercantilização de um sistema que por dever é de responsabilidade do poder público e por direito, da população, que deve ter acesso a uma saúde de qualidade, ágil e resolutiva.

Desde que foram implantas no Estado, em 1998, as OSs tem apresentado fragilidades. Com a privatização dos serviços públicos, os médicos, os profissionais da saúde e os usuários assistiram a um processo acelerado de sucateamento da saúde, artifício utilizado pelo gestor público para justificar a manutenção do serviço de privatização.

A discrepância pode ser vista em números. De acordo com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, somente na capital, em 2011, o governo repassou quase 40% de seu orçamento de mais de R$ 5 bilhões destinados à saúde para as OSs. No Estado de São Paulo, a situação não é diferente: estão sobre gerenciamento de OSs quase 40 hospitais, 44 unidades de saúde.

Temos consciência de que as organizações sociais aprofundaram os problemas da saúde pública do país e de São Paulo. As empresas maquiaram vários pontos de atendimento com pintura de paredes e modificação de pisos, mas o atendimento continua defasado, ineficiente e deficitário. No aspecto da prestação de contas, as OSs têm demonstrado dificuldades em apresentar eficiente controle do destino do dinheiro público para o privado.

Além disso, a terceirização gera uma rotatividade desastrosa nas contratações. Profissionais são contratados sem concurso público, sendo muitos deles sem qualificação adequada, o que gera grande desassistência aos usuários do sistema.

A lei das OSs se assemelha a outra experiência já rechaçada pela população de São Paulo anos atrás: o PAS (Plano de Atendimento à Saúde), do ex-prefeito Paulo Maluf. A alegação de que as empresas não têm fins lucrativos é desculpa para pagar polpudos salários a diretores e criar cargos em comissão por interesses administrativos, levantando a hipótese de benefícios eleiçoeiros e outros não declarados.

Após muitas lutas, em maio deste ano conseguimos sensibilizar a Justiça do Trabalho, que proibiu todas as contratações de funcionários nas parcerias entre a Secretaria de Saúde e as OSs por suposta terceirização irregular de mão de obra, mas a Procuradoria do Estado de São Paulo tenta desde o início de outubro reverter essa decisão.

Desde 1998, tramita uma ação direta de inconstitucionalidade para julgar a validade desses convênios. Nos últimos anos, houve também outras tentativas de impedir judicialmente os contratos com as OSs, mas uma definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) é aguardada.

O Brasil precisa ter um orçamento realista para a saúde e uma gestão eficiente, focada na melhoria da qualidade dos serviços prestados para todos os brasileiros, sem distinção. Para tanto, é necessário auscultar todos os representantes envolvidos com a saúde e direcionar soluções concretas, eficientes e definitivas de sorte a garantir à população brasileira uma saúde mais sadia.

Há que se fazer valer o direito de todo cidadão a um sistema de saúde de qualidade. Garantir a todos um ambiente de trabalho seguro e consistente. A verdadeira justiça só se faz pela equidade! Afinal de contas, a saúde é um bem público e não deve ter intermediários.

CID CARVALHAES, 66, neurocirurgião e advogado, é presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

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Veja o texto pelo

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Depoimento sobre o furacão Sandy

Já faz quase uma semana que o Furacão Sandy atingiu toda a região da costa Leste dos EUA e ainda estamos sentindo os resultados devastadores desta tragédia. Foi uma semana difícil, a nossa área esta devastada, com casas destruídas, árvores centenárias no chão e milhões de pessoas no escuro. Somente quem passa por uma experiência como esta para descrever o desespero que é não ter energia por dias, consequentemente não ter aquecimento, internet e gasolina. Ficamos completamente isolados do mundo. Os ventos foram tão fortes que a impressão e que as janelas vão explodir. Estávamos preparados com gerador, gasolina nos carros, água e comida. Assim sendo, conseguimos superar bem os momentos complicados até a energia retornar. Porém, supermercados continuam fechados por falta de luz. Consegui voltar ao trabalho somente depois de cinco dias, mas muita gente ainda esta sem energia e sem gasolina. É impossível conseguir gasolina e as pessoas estão esperando em filas de mais de quatro horas nos postos. Amigos que trabalham em Nova York não têm transporte, porque vários túneis dos metrôs continuam inundados. O litoral de Nova Jersey, incluindo Atlantic City, estão devastados; férias de verão nunca mais serão as mesmas. Staten Island, em Nova York, foi uma das áreas mais atingidas, com um número grande de casualidades e milhares de casas destruídas. Os moradores estão revoltados com o prefeito de NY, o acusando de somente dar atenção para a região de Manhattan. O que mais me marcou foi o incêndio em Queens, onde mais de 100 casas foram queimadas em horas. Com a força violenta dos ventos o fogo se espalhou rapidamente. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que e difícil de descrever, foi o pior desastre natural dos últimos 100 anos. Porém, estamos todos unidos para ajudar nossos visinhos necessitados.

Carla Cabral Violin, de New Hope/PA, especialmente para o Blog do Tarso

Veja um vídeo do furacão em Nova York, clique aqui.

Obrigado pelo novo recorde em outubro de 2012, com 206.127 acessos em um mês!

Projeto anistia profissionais e grupos de comunicação de multas eleitorais

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) protocolou, esta semana na Câmara Federal, projeto de lei que prevê a anistia de profissionais e grupos (empresas) de comunicação que tenham sido multados pela Justiça Eleitoral durante a campanha eleitoral. A proposta, que inclui jornalistas, blogueiros, emissoras de rádio e tevê e portais de notícias, é retroativa às eleições de 2008, 2010 e 2012.

Na avaliação de João Arruda, a Justiça Eleitoral, ao punir os profissionais e grupos de comunicação, às vezes com multas desproporcionais e descabidas, ataca o direito elementar à liberdade de expressão garantida no artigo 5º da Constituição Federal. Continuar lendo

Dia de los muertos

O dia dos mortos no México é uma festa! Fotos de Eneida Desiree Salgado

Guarani-kaiowá: a tragédia anunciada – Larissa Ramina

Na Gazeta do Povo de quinta-feira (01)

No dia 8 de outubro, o Brasil tomou conhecimento, por carta dirigida ao governo e à Justiça Federal, de uma declaração de “morte coletiva” de 170 homens, mulheres e crianças da etnia indígena guarani-kaiowá, em resposta a uma ordem de despejo decretada pela Justiça de Naviraí (MS), onde estão acampados às margens do Rio Hovy, aguardando a demarcação das suas terras tradicionais, ocupadas por fazendeiros e vigiadas por pistoleiros. Continuar lendo

Estudantes estão questionando a prova prático-profissonal de Direito Tributário da OAB

Veja o vídeo, clique aqui.

Governo Beto Richa vai comprar helicóptero de R$ 13 milhões sem promover o desenvolvimento nacional

O governador Beto Richa (PSDB) abriu uma licitação na modalidade concorrência internacional, do tipo menor preço, para adquirir um helicóptero novo e super equipado no valor de R$ 13 milhões.

Além de ser um equipamento caríssimo, Beto Richa ainda não vai promover o desenvolvimento nacional como manda a Constituição e a Lei de Licitações (Lei 8.666/93), pois fornecedores de fora do país também podem participar. Ou seja, se uma empresa de fora do país vencer a licitação, Beto Richa estará exportando empregos com o dinheiro suado do povo paranaense.

O art. 3º, II, da Constituição Social e Democrática de Direito, dispõe o seguinte:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (…)

II – garantir o desenvolvimento nacional;

O art. 3º da Lei de Licitações ainda prevê:

Art. 3o  A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação da Lei nº 12.349/2010)

Se não fosse um absurdo o gasto estratosférico em helicóptero, Carlos Alberto poderia comprar um helicóptero da indústria brasileira mesmo.

Um dos únicos deputados de oposição ao governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) criticou a atitude de Beto Richa de fazer uma compra cara em um momento de contenção de gastos.

Beto Richa, que adora a velocidade e seu hobby principal é a corrida de carros esportivos, ainda pretende comprar mais dois helicópteros, um jato e um turboélice, sendo que já comprou um turboélice de R$ 16,9 milhões.

Os tucanos Aécio Neves e Beto Richa gostam de andar de helicópteros.

Governo Beto Richa abandona o interior e RMC e homicídios aumentam

O governador Beto Richa, tentando desesperadamente reeleger o prefeito Luciano Ducci (PSB) em Curitiba, priorizou a capital e abandonou o interior do Paraná. Com isso o descontentamente com relação ao governo estadual cresce a cada dia. Beto não conseguiu reeleger Ducci e, segundo a Gazeta do Povo de hoje, a taxa de homicídios dolosos cresceu no interior do Paraná.

O número de homicídios dolosos caiu 11,5% em Curitiba, de janeiro a setembro de 2012, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

Mas os casos somados do interior do Paraná e da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) apontam um aumento de 4% no índice de homicídios.

Beto Richa nasceu em Londrina, mas seus conterrâneos estão muito descontentes com o governador. Tanto é que ele não conseguiu eleger o seu candidato Marcelo Belinati (PP). Na região de Londrina, o número de homicídios dolosos subiu 58,45% nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2011. Os crimes contra a pessoa subiram 8,75%. Segundo a Gazeta os números foram classificados pelo delegado chefe da Divisão Policial do Interior, Júlio Reis, como “críticos”.

Saiba em quais áreas integradas de segurança do Paraná o índice de homicídios aumentou:

Londrina: 58,5%

Paranaguá: 57%

Pato Branco: 26%

Maringá: 23%

Campo Mourão: 17,8%

Foz do Iguaçu: 16%

Bomba: saiu a lista dos que não serão os secretários de Gustavo Fruet

O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), disse que não vai fazer “caça às bruxas”, mas como o resultado da eleição sinalizou mudança, “todos os secretários serão substituídos”.

Não tenho nem ideia de quem serão os próximos secretários municipais e dirigentes/presidentes das entidades da Administração Indireta e paraestatais de Curitiba. Mas a partir de 1º de janeiro de 2013, tenho certeza que os abaixo relacionados não serão secretários nem dirigentes:

Prefeito de Curitiba: Luciano Ducci

Secretarias (órgãos da Administração direta):

Abastecimento: Humberto Malucelli Neto

Administração: Dinorah Botto Portugal Nogara

Antidrogas: Hamilton José Klein

Assuntos Metropolitanos: Horácio Monteschio

Comunicação Social: David Campos

Copa do Mundo da FIFA 2014™: Luiz de Carvalho

Defesa Social: Nazir Abdalla Chain

Educação: Liliane Casagrande Sabbag

Esporte, Lazer e Juventude: Marcello Bernardi Vieira Richa

Finanças: João Luiz Marcon

Gabinete do Prefeito: José Antônio Andreguetto

Governo Municipal: Luiz Fernando Jamur

Política Habitacional: Osmar Bertoldi

Meio Ambiente: Marilza do Carmo Oliveira Dias 

 

Obras Públicas: Mário Yoshio Tookuni

Pessoa com Deficiência: Irajá de Brito Vaz

Planejamento e Gestão: Carlos Homero Giacomini

Procuradoria-Geral: Claudine Camargo Bettes

Recursos Humanos: Maria do Carmo Aparecida de Oliveira

Relações com a Comunidade: Fernando Guedes

Relações Institucionais: Jorge Luiz de Paula Martins

Saúde: Eliane Chomatas

Trabalho e Emprego: Paulo Bracarense

Trânsito: Marcelo Linhares Frehse

Urbanismo: Suely Hass

Entidades da Administração Indireta:

Autarquias:

Instituto Municipal de Turismo – CURITIBA TURISMO: Juliana Vellozo Almeida Vosnika

Instituto Municipal de Administração Pública – IMAP: Carlos Homero Giacomini

Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba – IPPUC: Cléver Ubiratan Teixeira de Almeida

Instituto de Previdência dos Servidores – IPMC: Walkíria Wiziack Zauith de Pauli

Fundações de Direito Público:

Fundação de Ação Social – FAS: Marry Salette Dal-Prá Ducci

Fundação Cultural de Curitiba: Roberta Storelli

Fundação de Direito Privado:

Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba – FEAES: Tereza Kindra

Sociedades de Economia Mista:

Companhia de Habitação Popular de Curitiba – COHAB: Ibson Gabriel Martins de Campos

Urbanização de Curitiba S.A: Marcos Isfer

Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A: Gilberto José de Camargo 

Companhia de Desenvolvimento de Curitiba – Curitiba S.A: Viviane Redondo Machado

Paraestatais (ONGs, entidades do Terceiro Setor que atuam pelo interesse público, produtos de privatização): 

Instituto Curitiba de Saúde (serviço social autônomo): Ana Schneider Gondim

Instituto Curitiba de Informática (organização social – OS): Renato José de Almeida Rodrigues

Instituto Curitiba de Arte e Cultura – ICAC (organização social – OS): Nilton Cordoni

Reunião de Secretariado de Luciano Ducci em 26.01.2011. Foto de Bebel Ritzmann

Saia-justa

Ontem na Gazeta do Povo, coluna de Reinaldo Bessa

Há dias, durante um almoço festivo de fim de semana na casa de um empresário de Curitiba, a primeira-dama Fernanda Richa não deixou barato. Chamou um dos convidados num canto e, quase de dedo em riste, acusou-o de ser o autor de comentários a respeito da vida privada dela e do governador Beto Richa que dominam as rodas de conversas da cidade.

Vice-prefeita eleita de Curitiba, Mirian Gonçalves, fala com Joice e CBN

Ouçam também sua entrevista na CBN, clique aqui.

Joice Hasselmann detona governo Beto Richa por desapropriar hotel 5 estrelas para a PGE

Do Blog da Joice Hasselmann

Desapropriar hotel 5 estrelas para PGE é injustificável

 Para dar uma mãozinha para o governo trago uma lista de imóveis que abrigariam a PGE com conforto e com custo muito baixo ou zero

A desapropriação de um hotel cinco estrelas para abrigar a Procuradoria Geral do Estado está dando pano para manga bem no momento em que o governador Beto Richa está em viagem à China. A turma da oposição reclama e tem razão. O custo da brincadeira é de 22 milhões de reais. A informação começou a circular entre os colunistas de política na semana passada. O estranho era que até então havia um silenciamento. A informação só se tornou “oficial” de fato quando fomos a caça do edital de desapropriação do Crowne Plaza Hotel e ele foi publicado em diário oficial no começo do mês, mas de um jeito discreto demais. No decreto o governador diz: “declaro de utilidade pública a área de terras descrita” que na verdade é a edificação do luxuoso hotel. E para colocar mais caroço nesse angu parte do dinheiro sairá da Cohapar, ou seja, verba para construção de casas populares.

Bem, o que deveria ser motivo de comemoração pelos advogados públicos do estado, transformou-se em incompreensão por vários motivos. Vamos a eles.

1- Dizer que o hotel cinco estrelas é indispensável pelas suas características e localização como está no decreto não convence. Há outros imóveis, no centro de Curitiba para essa finalidade. Aliás vou dar uma ajudinha. Dica de imóvel mais barato e apropriado para abrigar a PGE. Que tal um na Dr. Muricy, centro, que pertencente a Paraná Previdência e que está desocupado e reformado? Não gostou…tem mais um na esquina da rua Mateus Leme com Lysimaco Ferreira da Costa, da Celepar, desocupado e em reforma ou o próprio prédio onde funciona a PGE, locado e com instalações prontas e que tal o Palácio das Araucárias, novinho que foi sede do governo enquanto a Palácio Iguaçu era reformado e com espaço ocioso?

Paralisar uma empresa em plena atividade pode ser um tiro no pé. E os lucros cessantes? E suas instalações de alto luxo? E os funcionários?

Ora, ora, a pergunta é: como se justifica o gasto de 22 milhões e justamente no mês em que o governador mandou cortar 20% dos custos para pagar conta…até o cafezinho está racionado. A resposta é: não se justifica. Parece que faltou bom senso.

Retificação por parte do Blog do Tarso: o prédio da Rua Mateus Leme não é da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, mas sim do antigo locatário. Mas também poderia ser desapropriado por Beto Richa, bem mais barato.

Constatação do dia: se Beto Richa escolher Luciano Ducci como Conselheiro do Tribunal de Contas, não será um desrespeito aos curitibanos?

Jornalistas e blogueiros poderão ser anistiados de multas eleitorais, prevê projeto na Câmara Federal

Pelo projeto, os blogueiros paranaenses Tarso Cabral Violin, multado em R$ 106 mil, e Luiz Skora, em R$ 5 mil, poderão ser anistiados. Serra, Lula e Dilma, juntos, receberam R$ 186 mil de multas eleitorais. Ou seja, é evidente a desproporcionalidade da pena.

Do Blog do Esmael Morais

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) protocolou nesta quarta-feira (31), no Congresso Nacional, um projeto de lei visando anistiar profissionais da mídia, jornalistas, blogueiros, emissoras de rádio e tevê, portais de notícias, que tenham sido multados pela Justiça Eleitoral durante as eleições. O projeto do peemedebista prevê que a anistia seja retroativa às eleições de 2008, 2010 e 2012.

Segundo Arruda, ao justificar seu projeto de anistia, disse que a Justiça Eleitoral, ao punir os profissionais da mídia, às vezes com multas desproporcionais e descabidas, ataca o direito elementar à liberdade de expressão garantida no artigo 5º da Constituição Federal. O deputado promete fornecer novas informações sobre o projeto de anistia nesta quinta-feira (1º).

“Tem blogueiro e repórter que foram mais multados que candidatos à presidência da República, um absurdo, uma pena descabidamente desproporcional pela opinião que emitiram”, lembrou João Arruda, afirmando que seu projeto apenas “resguarda” a própria Constituição Federal.

Pelo projeto, os blogueiros paranaenses Tarso Cabral Violin, multado em R$ 106 mil, e Luiz Skora, em R$ 5 mil, poderão ser anistiados.

O titular deste blog também está pendurado na Justiça Eleitoral com R$ 700 mil desde 2010.

A título de comparação, na última disputa presidencial, Serra, Lula e Dilma, juntos, receberam R$ 186 mil de multas eleitorais. Ou seja, é evidente a desproporcionalidade da pena a blogueiros, jornalistas, jornais, revistas e à emissoras de rádio e tevê.

Em agosto de 2000, o Congresso Nacional anistiou as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral nas eleições de 1996 e 1998. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a questionar a decisão dos parlamentares, em 2002, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os argumentos da entidade.

Da política à cultura, Curitiba mudou

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Do CuritiBrasilia

Há quem arrisque dizer que Curitiba vive a realização de uma das profecias de Paulo Leminski : “isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é, ainda vai nos levar além”.  A cidade foi além. Ou, talvez, assista a seus habitantes executarem, no palco urbano, o roteiro do novo espírito do tempo. Fato é que a mudança está no ar.

Dois jornalistas da Gazeta do Povo já escreveram sobre o fenômeno. Cristiano Castilho destacou o surgimento de  “Uma nova ordem curitibana” , ao ressaltar que “de uns anos para cá, Curitiba tem saído às ruas”, sobretudo com eventos culturais que tem surpreendido a cidade. As reivindicações por direitos de quinta geração  – como o das mães, em amamentar seus bebês em público – foi notada por Rogério Galindo, que perguntou em seu texto se a classe média da cidade se tornaria um novo grupo de pressão.

Na Corrente Cultural de novembro passado, o povo foi às ruas pela cultura: entre os Palcos da Rua Riachuelo, das Ruínas e do São Francisco, a cidade literalmente se (re)encontrou. Em setembro, a Marcha das Bicicletas tomou as avenidas para emplacar as ciclovias como preocupação central na agenda da mobilidade urbana. Todos esses eventos foram construídos através das redes sociais. A corrente humana diminuiu a distância entre as ruas, praças, e a cidade pareceu ter ficado menor.

A análise conjunta de todos esses acontecimentos nos leva a concluir que o curitibano está reconstruindo seu espaço público, reformulando consensos e afirmando os novos laços (e promessas) de convivência que unem a comunidade .  Há uma onda de mudanças na cultura, no comportamento e, mais recentemente, na posição e preocupação política do curitibano.

Às vésperas do 1o turno das eleições municipais, a blogueira Claudia Wasilewski sintetizou essa nova atitude cidadã, ao afirmar que o povo foi às ruas resgatar Curitiba (“Devolvam Curitiba”).  O curitibano reagiu à possibilidade de ver, no 2o turno, uma disputa entre  dois candidatos que arrastariam a cidade para o passado.  Em busca de uma Curitiba (quase) perdida, reinventou-se o futuro.

A eleição de Gustavo Fruet  coincide com essa onda de  fenômenos que recriam o espírito do tempo curitibano, porque rompe com o grupo dirigente e inaugura um novo capítulo da história política da cidade: a carta programa do prefeito eleito – “Um Caminho para o Desenvolvimento” – tem como fonte elementos de uma aliança programática cujo conteúdo resgata a capacidade da cidade em inovar, e a projeta novamente como referência nacional.

O trabalhismo democrático do PDT, o desenvolvimentismo com forte inclusão social do PT, e a sustentabilidade ambiental do PV são três ingredientes de uma receita que  pode resultar num  dos melhore governos da história de Curitiba e colocar à prova, no médio prazo, o vazio administrativo do Palácio Iguaçu.

O povo vai às ruas na Corrente Cultural, ocupa os parques e praças da cidade nos fins de semana, reinventa o pré-carnaval, reúne milhares na marcha das bicicletas e elege Gustavo Fruet prefeito.

Da cultura à política, algo importante aconteceu: Curitiba mudou.

GP

Pergunta do dia: o que o governo Beto Richa está fazendo com a Celepar? Precarização para justificar privatização e terceirização?

Tadeu Veneri cobra informações sobre o roteiro de Beto Richa no exterior, por causa do GP F1 Dubai

 

O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) apresentou pedido de informações sobre a viagem do governador Beto Richa (PSDB) ao exterior. O roteiro de viagem e a composição da comitiva são alguns dos dados requeridos pelo deputado, que pede as explicações devido o descompasso de informações oficiais sobre os compromissos do governador, que pediu afastamento do cargo entre 28 de outubro a 12 de novembro.

No pedido de afastamento encaminhado à Assembleia Legislativa, o governador informou que iria à Itália, Líbano e Xangai, na China. Porém, na Agência Estadual de Notícias, foi divulgado que o governador iria também a Dubai, que fica nos Emirados Árabes e que não foi autorizado pela Assembleia Legislativa. Veneri pediu explicações sobre a inclusão de Dubai na programação. Dubai é uma das sete cidades-estado dos Emirados Árabes.

Veneri requereu informações também sobre as atividades que serão desenvolvidas pelo governador e os convênios que o governador prevê assinar durante a sua permanência no exterior.

Tadeu questionou no plenário da Assembleia Legislativa:

“quando Lula saía e quando a Dilma sai já tem agenda. Não é genérico igual aqui”

“Tem mudança no roteiro e incluíram Dubai porque tem GP Fórmula 1? Espero que seja coincidência. A não ser que tenha uma noticia muito boa de que o próximo GP do Brasil seja aqui em Pinhais”.

Veja o pedido:

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Hoje fez 35ºC em Curitiba, o mais calor de todos os tempos na cidade

Hoje, por volta de 15h, Curitiba bateu o recorde absoluto de calor registrado na história da cidade, segundo o Instituto Meteorológico Simepar: 35ºC! O meteorologista Lizandro Jacóbsen, do Simepar, confirmou o recorde absoluto de calor. Os recordes eram de janeiro de 2006 e fevereiro de 1975, de 34,8ºC.